segunda-feira, 12 de julho de 2010

CNPq: bolsas de Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora – DT

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou hoje em seu site, que os pesquisadores interessados em concorrer a bolsas de Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora – DT têm até o dia 18 de agosto para fazer suas inscrições por meio do formulário de propostas on-line, disponível na Plataforma Carlos Chagas. O julgamento será realizado por um comitê avaliador multidisciplinar, as novas concessões estão previstas para agosto de 2010.

A bolsa tem como finalidade distinguir o pesquisador doutor, valorizando sua produção em desenvolvimento tecnológico e inovação, desde que seja titulado há pelo menos três anos, tenha um bom e crescente histórico de formação de recursos humanos, produção e transferência de tecnologia, e um projeto de pesquisa claramente inovador.

A vigência da bolsa de pesquisador categoria/nível 1A é de 5 anos, a dos níveis 1B, 1C e 1D é de 4 anos e da categoria 2 é de 3 anos. Contudo, é permitido concorrer em apenas uma modalidade: PQ ou DT. O pesquisador inscrito que queira alterar ou substituir a solicitação já enviada deve preencher a modalidade desejada e remeter ao CNPq.

Os pesquisadores que já se inscreveram para as bolsas de produtividade não precisam se inscrever novamente, a não ser que queiram mudar sua opção de inscrição de PQ para DT ou vice-versa. Neste caso, será considerada apenas a última inscrição.

Maiores informações pelo site

Fonte:CNPq

UFRJ: Óleo de soja no tanque de seu carro

Óleo de soja pode virar combustível renovável
O avanço tecnológico e o crescimento da população ampliam a demanda por produtos e serviços. Simultaneamente, surge também uma preocupação ambiental com as consequências que essa produção pode causar. Restaurantes e lanchonetes do bairro de Copacabana, por exemplo, produzem cerca de 130 mil litros de óleo de soja por ano. O que se discute agora é qual deve ser o destino apropriado do óleo e os possíveis impactos ambientais que um despejo na rede de esgotos poderia causar.

Para aprofundar o assunto, o Olhar Vital conversou com o professor Rogério Valle, coordenador do Laboratório de Sistemas Avançados de Gestão da Produção (SAGE) e um dos coordenadores do estudo premiado pela ONU, que prevê o aproveitamento do óleo por meio de coleta seletiva e instalação de usina de produção de biodiesel em Copacabana.

O estudo se originou do projeto do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (Ivig) da Coppe/UFRJ. Sua principal proposta é a criação de usina com produção de biodiesel a partir de qualquer óleo, inclusive óleo de fritura produzido nas cozinhas. “A partir daí, o Sage passou a realizar análise do ciclo de vida do óleo e do biodiesel, uma questão muito importante para a sustentabilidade, pois, assim, seria possível identificar e quantificar todos os impactos ambientais que decorrem da existência desses combustíveis”, afirma Rogério Valle.

Assim, a proposta resultante do estudo é instalar uma mini-usina no bairro de Copacabana, onde se realizaria coleta seletiva do óleo, que seria encaminhado a usina para a produção de biodiesel. A escolha do bairro se deu pelo fato da existência de muitos restaurantes e hotéis, que contam com alto volume de produção anual.

Hoje, no país é comum uma cultura de descarte do óleo na rede de esgotos. Segundo Rogério, muitas vezes pensamos que isso pode ser ocasionado pela deficiência de informação sobre o assunto, “porém, na verdade, o que acontece é uma falta de alternativas para o despejo de óleo. A coleta seletiva para a produção de biodiesel pode ter uma destinação mais adequada”, aconselha o professor.

O lançamento de óleo na rede de esgotos pode causar sérios problemas ao ecossistema, pois isso aumenta quantidade de matéria orgânica na água. Dentre as consequências, observa-se a mudança na vegetação, e com isso, há mudança também de toda a relação do ambiente. “Outro ponto é a contaminação das águas por matéria orgânica, o que provoca certas restrições a banho”, informa Valle.

A partir daí fala-se bastante em energias renováveis. O biodiesel é um combustível renovável bastante utilizado, no lugar dos combustíveis oriundos do petróleo. Inclusive, existem leis que preveem maior utilização do biodiesel nos combustíveis de automóveis. Até 2013, a composição química do combustível deve ter até 5% de biodiesel, o que mostra, segundo o professor, grande avanço da utilização de energias renováveis.

Além desse benefício ambiental, Rogério aponta também o benefício econômico, a partir da geração de emprego: “prevemos que possam ser criados pelo menos quatro empregos diretos na operação da planta-piloto, mas o numero mais significativo é da oferta de empregos das cooperativas: por volta de 20 pessoas em cada empresa.” Nesse sentido, espera-se que o projeto se concretize e seja utilizado não só em Copacabana, mas em outros bairros do Rio de Janeiro. “Assim, o impacto ambiental presente no Estado poderia ser um pouco minimizado”, conclui Valle.

Fonte: Igor Soares Ribeiro / Olhar Vital- UFRJ