quarta-feira, 7 de julho de 2010

Instituto de Estudos Brasileiros disponibiliza na internet livros e documentos raros sobre a África

África mais acessível
O Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP) começou a disponibilizar na internet livros e documentos raros sobre a África produzidos do século 16 ao 19.

O projeto Brasil África, que tem apoio da FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, já construiu a base de dados sobre os documentos para facilitar a pesquisa detalhada das referências e começa a digitalizar imagens.

De acordo com a Márcia Moisés Ribeiro, pesquisadora do IEB e coordenadora do projeto, o objetivo é permitir o acesso a livros e documentos raros sobre o continente africano.

“O IEB possui uma das mais importantes bibliotecas de livros raros de São Paulo. A ideia foi construir um banco de dados para reunir informações sobre esses documentos e obras que, em seguida, serão digitalizados e disponibilizados”, disse.

Márcia atualmente desenvolve o projeto de pesquisa “Medicina e escravidão nas dimensões do universo colonial: a América portuguesa e o Caribe francês no século 18”, que será concluído no fim do ano.

O site já conta com informações detalhadas sobre cada documento selecionado. “Há dados sobre autor, obra, data e local da publicação. A base de dados traz também um breve resumo de cada documento indicado”, explicou.

É possível encontrar documentos que envolvem as mais diversas áreas sobre o continente, como história, geografia, medicina, religião e temas relacionados ao tráfico de escravos.

“São livros raros de viagem, de medicina, sobre a fauna e flora, além da história e das religiões africanas. Sobre a escravidão, há assuntos relacionados ao comércio e tráfico negreiro, como condições da travessia desses escravos, entre outros temas”, disse Márcia.

O processo de digitalização dos documentos da base de dados foi iniciado em maio e a previsão é que até o fim deste ano todas as obras estejam disponíveis no site.

A pesquisadora estima a existência de cerca de 600 documentos e livros raros sobre a África nas várias coleções do IEB. “Até agora trabalhamos apenas com os documentos da biblioteca do IEB, que tem cerca de 300 documentos que já estão no banco de dados, mas ainda não disponíveis na versão digital, que será disponibilizada em julho. A próxima etapa será a documentação do arquivo, no qual se encontram os manuscritos”, destaca.

Nos manuscritos há diversas correspondências entre governantes da África e governadores das capitanias brasileiras. “É uma documentação rica, sobretudo porque muitos são documentos únicos”, disse Márcia.

Divulgar e preservar
De acordo com a historiadora, a ideia surgiu a partir de sua própria pesquisa. “Trabalho com história da medicina e escravidão no período colonial e, ao ter contato com o material no IEB, percebi que o instituto guardava documentos e livros importantes para historiadores”, contou.

Grande parte dos temas envolvendo o continente africano, segundo ela, era estudada principalmente pela relação com a escravidão. “Mas, nas últimas décadas, outros temas relacionados à África têm despertado interesse de pesquisadores. A história do continente, por exemplo, só passou a ser obrigatória como disciplina há cerca de dez anos, nos programas das universidades. Mas ainda é restrita, quando comparada com a história da América, por exemplo”, destacou.

Márcia salienta que, ao ampliar o acesso a textos e imagens raras – com possibilidades de impressão –, será possível estimular os estudos de forma geral sobre o continente.

“Além de democratizar o acesso pela internet, a digitalização é uma forma de preservar as obras raras, evitando o manuseio excessivo e desgaste”, disse.

Mais informações pelo site

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Prêmio Péter Murányi tem inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Péter Murányi 2011, que contemplará trabalhos em “desenvolvimento científico e tecnológico”.

O vencedor receberá R$ 150 mil e, de acordo com os organizadores, a escolha se baseará “no caráter inovativo da pesquisa, aplicabilidade prática e contribuição para a melhoria da qualidade de vida das populações que vivem ao sul do paralelo 20 de latitude norte, especialmente a brasileira”.

A Fundação Péter Murányi, que promove a premiação, selecionou 906 instituições de pesquisa brasileiras e 275 do exterior para que indiquem até dois trabalhos científicos realizados por seus pesquisadores para concorrer ao prêmio.

Essas instituições estão sendo comunicadas e podem manifestar interesse em participar até o dia 15 de agosto. Os trabalhos científicos devem ser enviados até 30 de setembro.

Na primeira etapa da seleção uma comissão de especialistas selecionará três finalistas. Em seguida, um júri escolherá por meio de voto secreto o vencedor entre os três. Os outros dois finalistas receberão diploma de menção honrosa.

Concedido anualmente, o Prêmio Péter Murányi contempla de maneira alternada a pesquisa em quatro categorias: desenvolvimento científico e tecnológico, alimentação, educação e saúde. A cerimônia de premiação será em abril de 2011, na cidade de São Paulo.

Idealizado pelo empresário húngaro que lhe dá o nome, o prêmio foi lançado em 2002. A primeira edição teve como vencedor o professor Sérgio Henrique Ferreira, do campus de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP),

O pesquisador identificou no veneno da jararaca agentes capazes de tratar males como a hipertensão e a insuficiência cardíaca, o que possibilitou o desenvolvimento do captopril, um dos mais importantes medicamentos usados no mundo no tratamento da hipertensão.

Fonte: Agência FAPESP

FAPESP - Microsoft Research: nova chamada

O Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP- Microsoft Research lança nova chamada pública de propostas para apoio à pesquisa fundamental e de classe mundial em tecnologias de informação e comunicações (TIC).

O objetivo da chamada é selecionar e financiar projetos que explorem a aplicação da ciência da computação aos desafios da pesquisa fundamental em áreas como educação, saúde e bem-estar, produção de energia e várias outras disciplinas ligadas às ciências do meio ambiente.

O total de recursos disponível para atender às propostas selecionadas é de R$ 1 milhão. Espera-se selecionar em torno de cinco propostas com valor individual entre R$ 100 mil e R$ 300 mil.

As propostas deverão considerar projetos com duração de no máximo dois anos e serão recebidas pela FAPESP até o dia 8 de setembro. As propostas podem ser apresentadas por pesquisadores de instituições de ensino superior e de pesquisa, públicas ou privadas sem fins lucrativos, no Estado de São Paulo.

A chamada não pretende restringir a aplicação potencial da ciência da computação, mas tem interesse particular em:

a) Introdução de instrumentos e técnicas computacionais na modelagem/revisão de mudança climática (por exemplo, clima, hidrologia, oceanografia, ecologia);

b) Exploração de modelos computacionais relacionados a saúde e bem-estar (preventivo e curativo), análise genética, modelagem de sistemas biológicos isolados ou não (incluindo modelagem dos organismos como um todo);

c) Criação, produção, transmissão e utilização de energia;

d) Aplicação da Ciência da Computação nos desafios de banco de dados em larga escala em pesquisa científica, incluindo o uso potencial de many/multi-core technologies e/ou serviços de computação cloud-based.

Essas questões são relacionadas a dois dos cinco grandes desafios identificados pela Sociedade Brasileira de Computação: gestão da informação sobre grandes volumes de dados distribuídos pela multimídia; e modelagem computacional de sistemas complexos: interações artificial, natural, sociocultural e humana.

No âmbito da chamada, a pesquisa acadêmica tem dois ingredientes essenciais: criação de novo conhecimento científico e comunicação de resultados para a comunidade acadêmica mundial. Os projetos devem ter grande impacto por meio de: 1) Pesquisa nova, criativa e interessante para o avanço das TIC; e 2) Publicação e disseminação do conhecimento e de experiências para a comunidade acadêmica mundial.

O Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research, resultado de um acordo de cooperação assinado entre as duas instituições em abril de 2007, é uma iniciativa pioneira no Brasil que associa os setores público e privado de modo a estimular a geração e a aplicação de conhecimento em TIC.

Fonte:Agência FAPESP

UFRJ e FMC assinam acordo para Centro de Tecnologia no Parque Tecnológico do Rio

A FMC Technologies, líder em soluções tecnológicas para a indústria de petróleo e gás, e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), assinaram hoje (6), o termo para construção do Centro de Tecnologia da FMC no Parque Tecnológico do Rio, localizado na Ilha da Cidade Universitária. Com contrato de duração de 20 anos, esse será o primeiro centro de pesquisa da empresa no Brasil, que vai ocupar uma área de cerca de 20 mil metros quadrados.

A cerimônia contou com as presenças do reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira; o diretor do Parque Tecnológico do Rio, Mauricio Guedes; o presidente mundial da FMC Technologies, John Gremp; o presidente da FMC Brasil, Nelson Leite; e o vice-presidente de Tecnologia da FMC Brasil, Paulo Couto.

A companhia irá investir aproximadamente R$ 70 milhões no projeto, que vai empregar cerca de 300 engenheiros dedicados no desenvolvimento de projetos e pesquisa de tecnologias submarinas para exploração de petróleo e gás no país, principalmente para o pré-sal e o pós-sal. A unidade contará com centros de pesquisa & desenvolvimento (P&D), laboratórios de testes e qualificações, instalações para testes de integração e protótipos em escala real.

"O posicionamento estratégico da UFRJ, próximo ao aeroporto e a interação com os universitários foram pontos fundamentais para a escolha da universidade para a implantação do Centro de Tecnologia da FMC", afirmou Paulo Couto, Vice-Presidente de Tecnologia da FMC Brasil.

Já Maurício Guedes, diretor do Parque Tecnológico do Rio, disse que a entrada da FMC é mais um passo da UFRJ como centro de excelência tecnológica. "Estamos desenvolvendo aqui um pólo de criação de tecnologias para a exploração do pré-sal", completou. O início das obras do Centro de Tecnologia está previsto ainda para este mês, e, até o fim do primeiro semestre de 2011, o empreendimento deve estar em pleno funcionamento.(Rodrigo Miguez)

Fonte: Portal Naval