segunda-feira, 5 de julho de 2010

FIFA deposita pedidos de registro de marcas e imagens no INPI

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) depositou, desde 1978, 571 pedidos de registro de marcas e imagens relacionadas a eventos esportivos no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). Somente para a Copa de 2010, na África do Sul, 25 marcas foram registradas no Brasil. Já para o evento de 2014, foram registradas 45 marcas.

“O Brasil hoje conhece o conceito da propriedade intelectual, mas quanto mais informação divulgada, notícias publicadas e ações preventivas menor será o uso indevido das marcas de terceiros”, afirma Pedro Bhering, da Bhering Advogados.

O sistema de propriedade intelectual protege e permite que apenas empresas autorizadas utilizem as marcas. Em grandes torneios, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, somente os patrocinadores têm direito de uso de marcas e símbolos vinculados aos eventos.

De acordo com Bhering, com a proximidade do torneio internacional, empresas não autorizadas tentam associar seus produtos e serviços a imagens, expressões e marcas da Copa. Nesse sentido, para evitar o uso indevido da marca, a Fifa procura os infratores antes de recorrer à justiça ou aos procedimentos administrativos no INPI.

Prevenção
Para a Copa de 2014, no Brasil, a Fifa e o INPI firmaram um acordo que privilegia medidas preventivas. Na tentativa de conscientizar as empresas brasileiras, o INPI usará a Fifa como exemplo de proteção à propriedade intelectual. As atividades da Fifa contra a pirataria serão divulgadas nos escritórios do INPI espalhados pelo Brasil. (Com informações da CNI)

Fonte: Gestão CT

Unesp de Botucatu: vagas para professor titular

A Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Botucatu, abriu processo seletivo para o provimento de 12 vagas para professor para atuar em regime de dedicação integral à docência e à pesquisa (MS-6).

São três vagas para professores titulares na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. São duas vagas no Departamento de Reprodução Animal e Radiologia Veterinária e uma no Departamento de Cirurgia e Anestesiologia Veterinária.

Na Faculdade de Ciências Agronômicas há nove oportunidades em diferentes departamentos para professor titular. As vagas estão distribuídas nos Departamentos de Recursos Naturais, Produção Vegetal, Gestão e Tecnologia Agroindustrial e Engenharia Rural.

Poderão se inscrever portadores de título de livre-docente obtido na Unesp, USP, Unicamp ou pela Unesp declarado equivalente, que tenha sido conferido pelo menos seis anos antes da data de inscrição.

Entre outras condições para inscrição, os candidatos deverão ter concluído pelo menos cinco orientações em programas de pós-graduação stricto sensu, recomendado pela Capes, mestrado ou doutorado, sendo pelo menos duas após a livre-docência.

Os concursos terão, entre seus critérios de avaliação, prova de títulos, prova didática e arguição do memorial.

As inscrições vão até 13 de julho ou 16 de agosto, a depender do edital. A remuneração para o cargo é de R$ 10.216,96.

Mais informações pelo site:

Fonte: Agência FAPESP

Uso estratégico da internet em negócios eletrônicos como ferramenta para inserção de pequenas empresas no mercado competitivo

Pequenas empresas on-line
As vendas pela internet têm crescido ano a ano, mas pouco se sabe sobre a atuação das empresas – principalmente as de pequeno porte – que passaram a usar a internet como ferramenta de negócios.

Uma parceria entre a Universidade Nove de Julho (Uninove) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) pretende traçar um perfil do comércio eletrônico em pequenas empresas no Estado de São Paulo.

De acordo com Silvia Novaes Zilber, professora do Programa de Mestrado e Doutorado em Administração da Uninove e coordenadora do projeto, o objetivo é reunir informações que permitam levantar um perfil dessas companhias, identificando como elas aproveitaram as oportunidades oferecidas pela internet para fazer negócios.

“Queremos entender as melhores práticas adotadas pelo pequeno empresário para usar de forma eficiente o comércio eletrônico. Nossa ideia é gerar modelos de negócios para aqueles que quiserem entrar nesse segmento”, disse Silvia.

O projeto, intitulado “Uso estratégico da internet em negócios eletrônicos como ferramenta para inserção de pequenas empresas no mercado competitivo”, tem apoio da FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

O critério utilizado na pesquisa para definir “pequena empresa” é o estabelecido pelo Sebrae, que inclui os empreendimentos que possuem de 10 a 100 empregados. “Mais de 90% das empresas no Brasil são de pequeno porte. Elas respondem por 20% do PIB [Produto Interno Bruto], mas sabemos muito pouco sobre como se inserem no mercado em relação ao uso da internet como ferramenta”, disse Silvia.

A pesquisa – que envolve a participação de alunos da graduação e da pós-graduação da Uninove – está dividida em duas fases. Na primeira etapa, já concluída, foi realizado um estudo exploratório na cidade de São Paulo. Foram entrevistadas 12 empresas que representam os segmentos de moda, eventos, informática e comércio de mesa e banho.

“Queríamos entender como esses segmentos cuidam desse setor. Eles contratam alguma empresa para fazer isso? Estão tendo lucro? Como se dá o planejamento dessa área da pequena empresa?”, disse.

Na segunda fase, que iniciará em agosto e terá a participação da ACSP, será realizada uma pesquisa quantitativa, abrangendo pequenas empresas de todo o Estado.

Silvia conta que a partir do estudo exploratório já foi possível fazer alguns diagnósticos. “Os dados indicam que as iniciativas de instalação do comércio eletrônico na pequena empresa partem do próprio dono ou empreendedor. Há uma centralização nas tomadas de decisão quanto a esse assunto”, disse.

“Esses empreendedores aderiram ao comércio eletrônico porque pretendiam aumentar a inserção no mercado, diminuir os custos ou aumentar as possibilidades de relacionamento com os clientes.”

Familiar e centralizadora
O levantamento inicial mostrou também que as empresas dispõem de poucos indicadores sobre os resultados obtidos com o comércio eletrônico, e normalmente não existe um planejamento formal para a instalação dessa forma de fazer negócios.

“A estrutura organizacional utilizada para essa finalidade normalmente se encontra inserida em outra área da atividade da empresa já em funcionamento. Não se criou, na maioria dos casos, áreas específicas para o comércio eletrônico nessas empresas”, disse Silvia.

Existe ainda, segundo a pesquisadora, uma importante diferença de mentalidade entre os empreendedores de segmentos mais tradicionais, como o comércio de artigos de mesa e banho, e dos mais tecnológicos, como informática.

“Observamos que o setor de informática tem pessoal mais especializado. O dono é alguém que veio de uma grande empresa, fez diversos cursos e resolveu abrir o próprio negócio. Por conta disso, as empresas de informática fizeram da internet um canal de vendas muito poderoso”, disse.

Segundo a docente da Uninove, a parceria com a ACSP possibilitará diagnósticos mais abrangentes. “Ao final, produziremos dois documentos: um para os empresários e outro de caráter científico”, disse. Silvia dará palestras na ACSP durante a segunda fase do projeto de pesquisa.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP