sexta-feira, 2 de julho de 2010

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Submission deadline: 1st August 2010

Source: AAAS

Eclipse da moral – Kant, Hegel e o nascimento do cinismo contemporâneo

200 anos de cinismo
O discurso moral entrou em declínio após a Revolução Francesa, enquanto o cinismo contemporâneo começava a emergir na filosofia. Durante esse momento crítico de passagem da idade Moderna para a Contemporânea, o filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831), no auge de sua maturidade intelectual, investigou o problema da moralidade na nova era, revelando como o nascimento do cínico teve lugar no ninho de contradições formado pelos postulados da moral kantiana.

Esse é o tema central do livro Eclipse da moral – Kant, Hegel e o nascimento do cinismo contemporâneo, de Sílvio Rosa Filho, professor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A obra, lançada em maio com apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Publicações, é fruto de mais de 15 anos de trabalho.

De acordo com Sílvio Rosa, o livro procura organizar o repertório que torna possível reformular o debate sobre o problema da moralidade naquele período de transição. Entre 1807 e 1817, Hegel estudou intensamente o processo de declínio do discurso moral da modernidade e estabeleceu conexões entre a abstração moral kantiana e outras abstrações conjunturais, oferecendo um depoimento histórico e conceitual de sua época.

A ideia do livro surgiu durante a graduação de Sílvio Rosa na Universidade de São Paulo (USP), a partir de uma proposta do professor Paulo Arantes, que ministrava um curso sobre Hegel na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciência Humanas (FFLCH). Mais tarde, em seu doutorado, orientado por Arantes, Sílvio Rosa consolidou a pesquisa procedendo, segundo os termos de Arantes, à "remontagem de um dos passos mais vertiginosos da dialética hegeliana". Essa interpretação do pensamento de Hegel permite entrever uma galeria conceitual de microfiguras cínicas que surgiram a partir de uma inversão da moral kantiana.

O livro é organizado em duas partes: “Transição ao novo tempo” e “Reviravoltas do discurso moral”. “A primeira parte consiste em uma abordagem histórica, que estuda a maneira pela qual Hegel consegue abarcar a transição do moderno ao contemporâneo, concluindo que o discurso moral tende à inocuidade. A partir daí, na segunda parte, tento mostrar como Hegel trata cada um dos três pontos de incidência de sua crítica à moral kantiana: ela é formal, inefetiva e contraditória”, disse Sílvio Rosa.

Na primeira parte, Sílvio Rosa trata a transição aos novos tempos em quatro níveis. O primeiro é o nível das representações que flutuam na superfície da época, oscilam e se alternam: a representação nostálgica, a exaltada, a moderada e a romântica.

“Essa camada superficial, feita de ondulações, é seguida de três outras. A segunda diz respeito à maneira como Hegel concebe a abstração da economia. A terceira corresponde à abstração política e a quarta se refere à abstração cultural”, explicou.

Em relação à segunda camada, Sílvio Rosa acompanhou o testemunho oferecido por Hegel – desde sua juventude até os manuscritos de Heidelberg, em 1817 – sobre a mudança de patamar da abstração da economia.

“Ao ter contato com a economia política britânica, ele se deu conta de que havia um tipo de abstração muito peculiar à economia moderna, entendida como divisão do trabalho. Entendeu que se tratava de uma mudança de patamar, cujo avanço iria redundar na Revolução Industrial. Esse é um abalo sísmico que o pensamento hegeliano documenta e eleva ao plano conceitual”, disse.

Outro “abalo sísmico” teria sido responsável pela chegada da abstração ao poder político: a Revolução Francesa. “Um dos capítulos debate esse tema: Hegel, leitor de Kant, testemunha a Revolução Francesa e coloca em debate a chegada da liberdade absoluta no exercício do poder com o terrorismo de Estado”, disse.

A abstração no plano da cultura é discutida em torno da primeira literatura romântica alemã, que iria se politizar aceleradamente, formando uma frente de resistência à Revolução Francesa. Um grupo de 70 intelectuais que incluía poetas como August Schlegel (1767-1845) e Novalis (1772-1801) se converteria em 1815 ao catolicismo monarquista, apostando na restauração e na contrarrevolução. Enquanto isso, Hegel mostra uma espécie de fidelidade estrutural à revolução, apostando na reforma alemã, tendo como horizonte os valores oriundos da Revolução.

Moralidade em xeque
“Com isso se completa o quadro de transição para a contemporaneidade. A moldura para esse quadro seria a ideia de Kant, exposta na Crítica da razão prática, segundo a qual seria possível calcular a conduta do homem no futuro como quem calcula um eclipse, afirmando, entretanto, que o homem é livre. Dessa forma, o debate que está em jogo trata de calcular as determinações políticas, econômicas e culturais como se fosse um fenômeno físico e, apesar disso, tenta afirmar a liberdade humana, colocando assim sobre o homem a responsabilidade histórica e moral por seus atos”, explicou Sílvio Rosa.

A partir desse quadro, com os tempos modernos assim constituídos, com tal conjunto de abstrações e contradições, a crítica de Hegel identifica a inocuidade do discurso moral. Essa crítica, segundo o professor da Unifesp, tem três pontos de incidência. Em primeiro lugar o discurso moral é formal e vazio, enquanto os tempos modernos avançam como um colosso avassalador que toma conta do planeta.

“O segundo ponto de incidência é que, se o colosso avança dessa maneira, a política tende a se tornar tão inefetiva como Dom Quixote diante dos moinhos de vento. Em terceiro lugar, essa moralidade formal kantiana é um ninho de contradições. A segunda parte do livro é uma tentativa de mostrar como Hegel aborda cada um desses pontos de incidência: o formalismo, a inefetividade e a contradição”, explicou.

No ponto de incidência da contradição aparecem as nove microfiguras concebidas por Hegel na interpretação de Sílvio Rosa como inversões da moral kantiana.

“Hegel não diz que Kant inverte a moral, mas que há uma espécie de transformação da matéria-prima do discurso moral. A maneira pela qual a moral é lida e estimada é que dissolve a própria moral em reviravoltas que correspondem as essas microfiguras. É desse ‘álbum de microfiguras’ da moral invertida que vai nascer o cinismo contemporâneo”, disse.

Coleção de microfiguras
Três microfiguras se situam na região do primeiro postulado kantiano, que diz respeito ao arbítrio: se a lei moral for escolhida por falta de opção, deixa de ser moral. Essas microfiguras são o “ativismo supérfluo”, o “protelacionismo” e o “ascetismo provisório”.

“Quando a moral enfrenta a realidade efetiva do mundo, o ativismo se mostra supérfluo. Quando não se consegue realizar com o ativismo o que se poderia realizar moralmente, a estratégia é adiar a ação, daí o ‘protelacionismo’. A última microfigura soluciona seu compromisso com a moral se aproximando de uma das duas anteriores: ou assume que o fim-último não pode ser levado a termo, ou sustenta que a consciência moral deve ser ‘para si’”, disse Sílvio Rosa.

O segundo bloco de microfiguras corresponde ao segundo postulado da moral kantiana, relacionado à imortalidade da alma: o “perfeccionismo interior”, o “amoralismo exterior” e o “attentisme permanente”.

“O perfeccionista interior é aquele que foi derrotado na tentativa de realização da liberdade e passa a cultivar um aperfeiçoamento moral restrito a sua própria alma. Quem veste a máscara do amoralista exterior diz que não há muito o que fazer. A última máscara ou microfigura tem o nome derivado do verbo francês ‘attendre’, que, significando 'esperar', expressa uma atitude política. Trata-se de um ‘expectacionismo’: essa microfigura fica na expectativa que as coisas mudem por si sós”, explicou.

O terceiro postulado kantiano – que afirma a existência de Deus – é o campo das três últimas microfiguras: o “sagracionismo secular”, o “sincretismo inefetivo” e a “hipocrisia externada”.

“A primeira máscara corresponde a uma teologia vulgar tendendo ao conformismo: ‘o curso do mundo é esse, Deus fez assim’. O sincrético inefetivo é aquele que tenta recompor uma realidade moral que há muito foi estilhaçada. A última microfigura coroa todo esse desenvolvimento, refazendo todos os deslocamentos da moral por cada uma dessas máscaras. Vale lembrar que a própria palavra ‘hipócrita’ significa ‘ator’ e ‘mascarado’ em grego”, disse.

Nasce o novo cínico
Mas essa última microfigura, segundo Sílvrio Rosa, não é um hipócrita qualquer. O atributo que o acompanha é a exteriorização dessa hipocrisia.

“Trata-se, desta vez, de um hipócrita curioso, que não dissimula sua hipocrisia. Aqui, estamos no ninho de nascimento do cinismo. Vamos entender cinismo como aquilo que exerce, por assim dizer, um tipo de sinceridade indesejada na simulação. Em um primeiro momento, esse cinismo ainda repassa por todas essas máscaras: é o cinismo nascente, ou ingênuo. Depois, o cínico chega à sua maioridade e seu discurso transforma-se em uma espécie de estilo que transfigura suas tradições”, disse.

Sílvio Rosa destaca que a definição de cinismo para os monges medievais é a pessoa que diz a verdade para causar danos aos outros. “Essa é uma noção até certo ponto vulgar sobre o cinismo. Mas é próxima da visão de Hegel sobre o que ocorreu quando se completava a transição para os tempos modernos. O resultado é um mundo amoral”, apontou.

O autor conta ter estudado como Hegel se viu às voltas com essas nove microfiguras abstratas. Mas, de certa forma, não há lugar para elas no sistema hegeliano, que defende uma vida não moralista, mas ética. Por outro lado, elas se prestam a aprimorar o uso do discurso.

“A partir de 1817, Hegel começa a integrar essas personagens à filosofia do direito e elas se dissolvem no interior de seu sistema. Hegel absorve, assimila, dissolve e, de certa maneira, abandona essas microfiguras. Procurei estudar esse momento em que ele não tinha ainda a certeza de integrá-las ao seu sistema. Por outro lado, o livro toma distâncias da imagem habitual de Hegel – como autor de uma filosofia da liberdade e do progresso na história – para enxergar no filósofo uma testemunha histórica e conceitual de sua época”, disse Sílvio Rosa.

Mais informações pelo site

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Finep: repasse de recursos do FNDCT para as FAPs é simplificado

Medida lançada nesta semana facilitará o diálogo entre a Finep e as fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) de todo o país. Trata-se da Instrução Normativa 01/2010, que estabelece novas normas para a transferência, utilização e prestação de contas dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) por meio de convênios com agências de fomento.

De acordo com o presidente da Finep, Luis Manuel Rebelo Fernandes, a IN passa a ser o marco legal de referência para as parcerias da instituição com as fundações de Amparo à Pesquisa e esta medida facilitará, sobretudo, a apresentação dos projetos. Entre os principais avanços, destaque para a permissão de repasses a programas em rede e de sub-repasse. A medida também torna mais flexível a prestação de contas na ponta, entre outras inovações.

“O texto traz mudanças importantes e iniciativas que nos ajudam a destravar alguns problemas que nós tivemos na construção das parcerias com as FAPs”, destacou o presidente da Finep, durante a reunião do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), realizada na quinta-feira (24), no Rio de Janeiro (RJ), onde ele adiantou as novas regras do FNDCT.

A IN estabelece um novo instrumento de parceria com as FAPs e também diferencia "convênio" de "acordo" e "termo de cooperação. De acordo com Fernandes, com a edição da instrução o relacionamento da Finep com as fundações de Amparo à Pesquisa seguirão o modelo de ‘acordo’, que até então só era utilizado por instituições da mesma esfera governamental. A proposta é otimizar o relacionamento institucional da agência de fomento com órgãos da administração direta e indireta distrital, estaduais, municipais, ou ainda, entidades privadas sem fins lucrativos.

Ainda de acordo com Fernandes, a IN não fere os normativos existentes e foi estruturada tendo como base os pontos mais específicos para C&T em legislações já implementadas. A norma vale apenas para a modalidade não reembolsável (subvenção econômica) do fundo. A minuta do modelo do acordo de cooperação foi distribuída durante a reunião realizada no Rio de Janeiro, para que os participantes avaliassem a proposta e encaminhassem sugestões à agência num prazo máximo de cerca de duas semanas. A Finep é a secretaria executiva do FNDCT.

A instrução foi publicada nesta segunda-feira (28), na Seção 1 do Diário Oficial da União (veja no link acima)

Medidas em curso
Fernandes também adiantou que até o final desta semana deve ser editada uma Medida Provisória (MP) para resolver o impasse causado pelas restrições impostas às fundações de Apoio à Pesquisa e às instituições científico-tecnológicas (ICTs). O texto vai alterar a Lei das Fundações, estabelecendo principalmente a possibilidade de contratação de projetos de instituições públicas de C&T e de instituições federais de ensino, por meio das fundações de Apoio. “A MP repõe a base legal para permitir essas contratações”, adiantou.

Fonte: Cynthia Ribeiro/Gestão CT

O pesquisador Roberto Lent ganha Prêmio José Reis

O pesquisador Roberto Lent, professor titular e diretor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é o ganhador da 30ª edição do Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnologia.

Concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a premiação atribuída à categoria Divulgação Científica e Tecnológica é destinada a um pesquisador ou escritor que tenha contribuído de forma significativa na divulgação da ciência, tecnologia e inovação para o público em geral.

Foram inscritos 110 trabalhos, 72% oriundos de universidades, 16% de centros de pesquisa e o restante de museus e de profissionais autônomos. Segundo a comissão responsável pela escolha, Lent foi agraciado “devido ao amplo e contínuo conjunto de sua obra como divulgador da ciência e pela sua grande contribuição à ciência brasileira”.

A entrega do prêmio ocorrerá na abertura da reunião anual da Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência (SBPC), no dia 25 julho na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O ganhador receberá R$ 20 mil e diploma, além de passagem aérea e hospedagem para participar da solenidade.

Lent tem atuação reconhecida em divulgação científica para adultos e crianças, com livros publicados para ambos os públicos. Escreve regularmente para a revista Ciência Hoje On Line e outros veículos.

Em 2004 e 2005 escreveu uma série de cinco livros infantis sobre Neurociência (Aventuras de um Neurônio Lembrador, publicado pela editora Vieira&Lent. Em 2006, fez o roteiro de uma série de histórias em quadrinhos (As Aventuras de Zé Neurim), veiculadas em Ciência Hoje das Crianças On Line.

Possui graduação em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1972), mestrado (1973) e doutorado (1978) em ciências biológicas (biofísica) pela UFRJ e pós-doutorado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts - MIT (1979-82), Estados Unidos.

É membro titular da Academia Brasileira de Ciências - ABC, membro do Conselho Técnico-Científico da Capes – Ensino Básico, diretor adjunto do Instituto Ciência Hoje e membro do Conselho Nacional da SBPC.

Chefia o Laboratório de Neuroplasticidade do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. Atua na área de morfologia, com ênfase em neuroembriologia, desenvolvendo as seguintes linhas de pesquisa: desenvolvimento e plasticidade do córtex e comissuras cerebrais, quantificação de estruturas cerebrais de diferentes espécies e estudos do córtex cerebral humano.

O prêmio é uma homenagem ao médico, pesquisador, jornalista e educador José Reis (1907-2002). É concedido anualmente em sistema de rodízio a três modalidades: Divulgação Científica e Tecnológica, Jornalismo Científico e Instituição.

Fonte: Agência FAPESP

Inpe inaugura Centro Regional na Amazônia e formaliza acordos de cooperação internacional

Em seu Centro Regional da Amazônia (CRA), em Belém, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) capacitará técnicos de vários países para o monitoramento por satélite de florestas tropicais. Para isso, nesta quinta-feira (1º/7), durante a cerimônia de inauguração da sede própria do CRA, o INPE formalizou três acordos com organismos de cooperação internacional e instituições nacionais e estrangeiras.

Com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) foi assinado acordo para a realização de nove cursos que serão ministrados em inglês, francês e espanhol ao longo de três anos – entre 2010 e 2013.

Já a carta de entendimento firmada entre o INPE e a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) permitirá a capacitação de equipes técnicas dos países da América do Sul por onde se estende a floresta, tornando possível que a cobertura florestal da região possa ser totalmente monitorada, a exemplo do trabalho feito pelo INPE na Amazônia Legal Brasileira há mais de 20 anos.

E a parceria com o Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD), da França, resultará na distribuição de imagens de satélite para pesquisas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil por meio do Programa SEAS Brasil, lançado oficialmente durante a cerimônia em Belém.

Conduzida pelo diretor-geral do INPE, Gilberto Câmara, que assinou os acordos com Katsuhiko Haga, representante-chefe da JICA, e embaixador Mauricio Dorfler, da OTCA, a cerimônia de inauguração contou com a presença do secretário de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Pará, Maurílio de Abreu Monteiro, entre outras autoridades regionais, representantes das instituições do Japão e da França, gestores e cientistas do INPE e de órgãos técnico-científicos da Amazônia.

“A inauguração deste prédio traduz o desejo do INPE de contribuir com o desenvolvimento sustentável, não somente da Amazônia, mas de toda região tropical”, concluiu Cláudio Almeida, do CRA/INPE.

Monitoramento global
O INPE está firmando parcerias para oferecer sua experiência de mais de duas décadas no monitoramento da Amazônia, assegurando a transferência das tecnologias para processamento das imagens e manipulação de grandes bancos de dados, a todos os países interessados em implementar sistemas de monitoramento de alteração da cobertura florestal.

Os cursos de capacitação serão realizados no CRA/INPE, em Belém, que assim se tornará um centro internacional de difusão de tecnologia de monitoramento por satélite de florestas tropicais. Os técnicos estrangeiros aprenderão a utilizar o TerraAmazon, sistema desenvolvido pelo INPE para seus programas de monitoramento e que estará disponível gratuitamente.

Baseado em imagens de satélites, o monitoramento do desmatamento na Amazônia feito pelo INPE é reconhecido internacionalmente por sua excelência e pioneirismo. Com 22 anos de história, o PRODES é considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, por cobrir 4 milhões de Km² todos os anos. O resultado do PRODES revela a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia brasileira e tem orientado a formulação de políticas públicas para a região.

Desde 2004, o INPE também opera o sistema DETER - Detecção de Desmatamento em Tempo Real, voltado para orientar a fiscalização por identificar corte raso e degradação florestal com mais agilidade. Em 2008, o aumento de áreas degradadas indicado pelo DETER motivou a criação do DEGRAD. Toda esta tecnologia desenvolvida no Brasil está acessível para o monitoramento global de florestas tropicais, a partir do CRA/INPE.

INPE Amazônia
O Centro Regional da Amazônia do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CRA/INPE) iniciou suas atividades em janeiro de 2009, em Belém, onde nesta quinta-feira está sendo inaugurado o prédio que abrigará o Laboratório para Monitoramento Global das Florestas Tropicais por Satélites. O CRA/INPE também terá uma Estação de Recepção de Dados de Satélites, em Boa Vista, e um Núcleo de Monitoramento Ambiental do INPE, em Manaus.

O CRA também irá apoiar atividades de campo e de mapeamento realizadas pelo INPE na região amazônica, mantendo infraestrutura de coleta e processamento de dados em suas instalações. Ao aprimorar o conhecimento em geotecnologias na Amazônia, esta nova unidade do INPE deverá se tornar um centro internacional de difusão de tecnologia de monitoramento por satélite de florestas tropicais.

Fonte: INPE

Brasil sanciona lei 12.270 que permite retaliações em propriedade intelectual

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou na última sexta-feira (25), a Lei 12.270, que dispõe sobre medidas de suspensão de concessões ou outras obrigações do país relativas aos direitos de propriedade intelectual. Publicada na Seção 1, do Diário Oficial da União, a legislação permite retaliações relativas aos direitos autorais em casos de descumprimento de obrigações do acordo constituído no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).

As represálias poderão ser feitas sobre obras literárias, artísticas e científicas; artistas intérpretes ou executantes, produtores de fonogramas e organismos de radiodifusão; programas de computador; marcas; indicações geográficas; desenhos industriais; patentes de invenção e de modelos de utilidade; cultivares ou variedades vegetais; topografias de circuitos integrados; informações confidenciais ou não divulgadas; e demais direitos de propriedade intelectual estabelecidos pela legislação brasileira vigente.

A legislação permite a suspensão de direitos de propriedade intelectual, pelo Brasil, de softwares e conteúdos audiovisuais importados dos Estados Unidos em resposta ao subsídio daquele país à produção de algodão, condenado pela OMC. As retaliações, entretanto, foram suspensas em função de acordo entre os dois países.

Além da suspensão dos direitos intelectuais, a lei prevê também bloqueio temporário de remessa de royalties ou remuneração relativa ao exercício de direitos de propriedade intelectual; aplicação de direitos de natureza comercial sobre a remuneração do titular de direitos de propriedade intelectual; limitação de direitos de propriedade intelectual; entre outros.

Entre as penalidades previstas em caso de descumprimento do acordo, destaque para a apreensão de exemplares, multa de até 100 vezes do valor do registro e suspensão da comercialização.

Fonte: Gestão CT

31º Brazilian Congress of Vacuum Applications in Industry and Science

O 31º Brazilian Congress of Vacuum Applications in Industry and Science (CBRAVIC) será realizado na cidade de Campos do Jordão (SP) entre os dias 26 e 29 de setembro.

Realizado pela Sociedade Brasileira de Vácuo (SBV) e organizado por professores da Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de São Paulo (EEL-USP), o congresso de 2010 abrangerá oito temas: “Ciência e tecnologia de vácuo”, “Ciência e tecnologia de plasma”, “Ciência dos materiais”, “Ciência atômica e molecular”, “Superfícies, interfaces e filmes finos”, “Instrumentação e metrologia”, “Aplicações do vácuo na indústria” e “Energia: recursos renováveis e tecnologia”.

Entre os objetivos do evento está o de reunir profissionais da indústria e pesquisadores de instituições de pesquisa a fim de que troquem informações e experiências para promover o desenvolvimento de ambos os setores.

O público alvo é composto por professores, pesquisadores, estudantes de graduação e de pós-graduação em física, química, engenharias, ciência dos materiais, entre outras.

Mais informações pelo site

Fonte: Agência FAPESP

CNPq : edital para projetos na área de genômica e proteômica

O CNPq está com as inscrições abertas até o dia 13 de agosto para o edital de Apoio a Projetos Inovadores na Área de Genômica e Proteômica, com vistas ao desenvolvimento de produtos e/ou processos biotecnológicos relevantes em parceria com empresas privadas.

O público-alvo são os grupos de pesquisa oriundos de instituições públicas em conjunto com empresas privadas que possuem genes com função biológica definida cujos processos e/ou produtos encontram-se em fase inicial, intermediária ou final de desenvolvimento.

As propostas aprovadas serão financiadas com recursos da ordem de R$ 10 milhões, sendo que cada projeto receberá até R$ 1 milhão. O proponente deve possuir título de doutor, além de ter vínculo empregatício (celetista ou estatutário) com a instituição de execução do projeto.

O edital está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

Ceará: MCT inaugura o Instituto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação

O Estado do Ceará ganhou nesta semana um centro de estudos avançados. Trata-se do Instituto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (IPDI), inaugurado na última terça-feira (29), pelo ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Sergio Rezende. O objetivo da unidade é realizar pesquisas científicas, desenvolver, introduzir e aperfeiçoar inovações tecnológicas.

Instalada na Universidade Federal do Ceará (UFC), no Campus do Pici, a instituição fará uma interface entre o meio acadêmico e as indústrias ligadas à área de C&T no Estado. Também terá um papel fundamental na qualificação de mão-de-obra para os projetos estruturantes que serão instalados no Ceará, como a Siderúrgica, Refinaria Premium 2 e um Pólo de Saúde.

Para a construção do IPDI, o governo do Estado investiu recursos da ordem de R$ 8 milhões, sendo R$ 2,1 milhões na construção do prédio, com recursos oriundos do Tesouro do Estado, e R$ 5,9 milhões na aquisição de equipamentos. De acordo com o presidente do instituto, Lindberg Lima, o governo estadual já se comprometeu em ampliar a estrutura do centro, com aporte de recursos na casa e R$ 1,5 milhão em obras estruturais e R$ 5 milhões na aquisição de equipamentos. O processo licitatório deve ser iniciado já no próximo mês. (Com informações do MCT)

Fonte: Gestão CT

Inmetro: Prêmio Nacional de Metrologia

Prêmio Nacional de Metrologia é entregue no Rio de Janeiro
Foi entregue no último dia 24, no Rio de Janeiro (RJ), o Prêmio Nacional de Metrologia, cujo objetivo é incentivar iniciativas que contribuam para a melhoria dos serviços metrológicos.

Os dois trabalhos vencedores são: “Implementação da divisão técnica e de procedimento para a verificação periódica de cronotacógrafos no Estado de São Paulo”, e “Proposta para sistema de selagem em câmaras de ajuste de pesos padrão das classes M1, M2 e M3”.

Além desses, também foram entregues os prêmios nacionais nas categorias Metrologista RBMLQ-I, a Maria Inês de Almeida Machado; Metrologista Dimel, a Francisco José de Mello de Carvalho; e Metrologista Dimci, a Iakyra Borrakuens Couceiro.

“Esta é uma oportunidade de comemorar o nosso trabalho, e fico feliz de constatar que os projetos inscritos abrangem as várias faces da metrologia, que os profissionais têm devoção quase religiosa”, destacou o presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), João Jornada. (Com informações do Inmetro)

Fonte:Gestão CT

CNPq: projetos conjuntos de pesquisa científica com a Espanha

Financiar atividades de cooperação internacional no âmbito do disposto na carta de entendimento assinada entre o CNPq e o Ministério da Ciência e Inovação da Espanha (MICINN). Este é o objetivo do edital 46/2010, lançado pelo CNPq e que está com as inscrições abertas até 12 de agosto.

Serão financiados projetos para uma duração de 36 meses, nos seguintes temas de interesse: biotecnologia; energias renováveis; engenharia de processos; nanotecnologia; e saúde. Os investimentos somam R$ 3 milhões, oriundos do FNDCT/Fundos Setoriais – Ações Transversais.

O proponente deve atender a alguns requisitos, como: ser brasileiro ou estrangeiro com visto permanente, residente no Brasil; possuir título de doutor e experiência em projetos de cooperação internacional; ter o currículo cadastrado na Plataforma Lattes, para os participantes brasileiros; ter o currículo de cada pesquisador da equipe estrangeira, que não esteja cadastrado no Lattes, anexado ao formulário de propostas online; entre outros.

O edital está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT