sexta-feira, 25 de junho de 2010

Kaeme apresenta trabalho no congresso internacional da ABM

Ronaldo Lacourt, diretor da Kaeme Consultoria, apresentará o trabalho “Revestimento Primário em vias urbanas e rurais utilizando escória de aciaria com controle de granulometria" no 65º Congresso Anual ABM, dentro do tema “GESTÃO DE MEIO AMBIENTE”.

A Kaeme Consultoria é pioneira no desenvolvimento de tecnologias de reaproveitamento de escória de engenharia para fins de revestimento rodoviário e engenharia civil.

A apresentação ocorrerá no dia 29 de julho de 2010, na Sala Água Marinha, a partir das 11:20 hs, no hotel Intercontinental no Rio de Janeiro.

Outras informações sobre ações da Kaeme clique aqui.

Fonte: Kaeme Consultoria

IPCC: 25 brasileiros participarão do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas

Brasileiros no IPCC
O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) divulgou, no dia 23 de junho, a lista de 831 especialistas que vão elaborar o seu quinto Relatório de Avaliação (AR5), que será publicado em 2014. Entre eles estão 25 brasileiros.

Os selecionados estão divididos em três grupos de trabalho (WGs, na sigla em inglês). O WG1 reúne estudos físicos e terá 258 integrantes. O WG2, com 302, avaliará impactos, vulnerabilidades e estratégias de adaptação relacionados às mudanças climáticas. O WG3 enfocará pesquisas sobre estratégias de resposta à mitigação em um cenário de risco e incerteza, com 271 profissionais convocados.

Segundo o IPCC, nesse quinto relatório haverá uma participação maior de especialistas vindos de países em desenvolvimento (30% do total) e também de mulheres (25%). No entanto, a maior prioridade foi dada a jovens pesquisadores que ainda não haviam participado do IPCC e somam 60% do total.

Entre esses está Chou Sin Chan, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec-Inpe), escolhida pela primeira vez para participar como autora de um relatório do IPCC.

“Eu me sinto muito honrada com a escolha”, disse a pesquisadora que coordena o Projeto Temático “Estudos da previsibilidade de eventos meteorológicos extremos na Serra do Mar”, apoiado pela FAPESP.

Chou, que fará parte do WG1, acredita que sua seleção esteja relacionada ao trabalho de elaboração de modelos de cenários climáticos regionais. “Até agora, o IPCC vem utilizando modelos globais com resolução de 200 ou 300 quilômetros, que resultam em estudos de impacto mais grosseiros”, disse. Segundo ela, os modelos regionais permitem melhor qualidade de dados e de detalhes importantes com relação à topografia, vegetação e até ao recorte litorâneo.

Ao divulgar a lista de autores, o IPCC afirmou que procura construir uma ampla visão científica do clima. Por isso, os profissionais selecionados são oriundos de diferentes áreas do conhecimento, como meteorologia, física, oceanografia, estatística, engenharias, ecologia, ciências sociais e economia.

Essa multidisciplinaridade é positiva, segundo Ilana Elazari Klein Coaracy Wainer, livre-docente do Departamento de Oceanografia Física da Universidade de São Paulo (USP). Ela e Edmo José Dias Campos, professor titular da mesma unidade, participarão pela primeira vez como autores do relatório do IPCC no WG1.

“A escolha dos nossos nomes representa o reconhecimento do papel dos oceanos nas mudanças climáticas”, disse Ilana. Segundo ela, os oceanos estão deixando de ser considerados elementos passivos do clima para ser encarados como agentes importantes das mudanças climáticas.

Ilana frisou que entender o comportamento dos oceanos é fundamental para explicar vários eventos climáticos, como os furacões, por exemplo. “Nossa participação no IPCC também é um reconhecimento da qualidade da pesquisa brasileira em oceanografia física”, afirmou.

Com cerca de 3 mil inscrições de candidatos recebidas, 50% maior que a convocação para o relatório anterior (AR4), a equipe do quinto Relatório de Avaliação do clima é vista pelo IPCC como um sinal de prestígio da instituição.

A equipe que elaborou o AR4 também foi menor: 559 autores, selecionados entre cerca de 2 mil inscritos. “Este aumento reflete o grande reconhecimento do trabalho do IPCC dentro da comunidade científica”, disse Rajendra Kumar Pachauri, presidente do Painel.

Os brasileiros que participarão da redação do AR5 são:

WG1 – Bases físicas:
* José Marengo (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe)
* Edmo Campos (Universidade de São Paulo – USP)
* Ilana Wainer (USP)
* Iracema Cavalcanti (Inpe)
* Paulo Artaxo (USP)
* Chou Sin Chan (Inpe)

WG2 – Impactos, adaptação e vulnerabilidade:
* Carlos Nobre (Inpe)
* Carolina Dubeux (Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ)
* Fabio Scarano (Conservação Internacional)
* Jean Ometto (Inpe)
* Marcos Buckeridge (USP)
* Maria Assunção Silva Dias (USP)
* Ulisses Confalonieri (Fundação Instituto Oswaldo Cruz – Fiocruz)

WG3 – Mitigação das mudanças climáticas:
* Luiz Pinguelli Rosa (UFRJ)
* Marcos Gomes (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-RJ)
* Mercedes Maria da Cunha Bustamante (Universidade de Brasília – UnB)
* Emílio La Rovere (UFRJ)
* Haroldo de Oliveira Machado Filho (Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT)
* Marcio de Almeida D’Agosto (UFRJ)
* Maria Silvia Muylaert de Araújo (UFRJ)
* Oswaldo dos Santos Lucon (USP)
* Roberto Schaeffer (UFRJ)
* Ronaldo Seroa da Motta (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea)
* Suzana Kahn Ribeiro (UFRJ)
* Thelma Krug (Inpe)

A lista completa dos autores do AR5 e mais informações sobre o relatório e o IPCC estão no site

Fonte: Fabio Reynol / Agência FAPESP

IPT: Bolsas para estudantes de nível superior

A Fundação de Apoio ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (FIPT) divulgou nova chamada para concessão de bolsas a estudantes de nível superior das áreas de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação.

Serão selecionados 20 projetos de pesquisa que serão contemplados com bolsas de iniciação tecnológica no valor de R$ 420, com duração de um ano.

Os interessados devem apresentar um projeto aprovado por um orientador da universidade em que estuda e um orientador do quadro do IPT. A proposta deve ser submetida à comissão da FIPT até o dia 13 de agosto.

Os resultados serão divulgados no dia 27 de agosto e as atividades de pesquisa terão início no dia 1º de setembro.

O programa FIPT de Iniciação Tecnológica tem como objetivo formar recursos humanos que aumentem a capacidade inovadora do setor produtivo.

As propostas devem ser encaminhadas para a FIPT, no endereço Av. Professor Almeida Prado, 532, prédio 11 – 1º andar – Sala “Gestão do Termo de Cooperação IPT X FIPT”, Cidade Universitária, Butantã, CEP 05508-901, São Paulo, SP, aos cuidados de Izabel Cristina Pires – Recursos Humanos.

Mais informações no site ou pelo e-mail

Fonte: Agência FAPESP

INPE: Panamazônia II apresenta primeiros resultados

O Panamazônia, projeto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que mapeia os biomas Floresta e Cerrado no Estado de Mato Grosso, acaba de apresentar seus primeiros resultados, revelando a evolução da ocupação das terras em São José do Xingu, Colniza, Água Boa e Reserva do Cabaçal.

O projeto tem o objetivo de classificar as condições dos biomas em fragmentos florestais, desflorestamento e rebrotas, entre outras categorias. O mapeamento está sendo estendido para todos os municípios mato-grossenses, a fim de gerar informações que possam ser utilizadas pelos gestores locais.

As mudanças na cobertura vegetal se revelam no estudo dos mapas feitos a partir de imagens de satélites obtidas entre 1973 e 1980 por satélites Landsat. Os dados foram complementados com mosaicos compostos por imagens captadas entre 1990 e 2000. As imagens mais recentes, de 2009, foram obtidas pelos satélites Terra e Aqua.

O processamento e todo o trabalho para a visualização e interpretação das imagens foram realizados com o software Spring. Ao estudo das imagens se somam os resultados obtidos durante verificações em campo.

Por apresentar desflorestamentos e rebrotas em diferentes níveis, foram selecionados para a verificação em campo os municípios de São José do Xingu e Colniza – situados no bioma Floresta – e Água Boa e Reserva do Cabaçal – em áreas classificadas como Cerrado. Em São José do Xingu e Água Boa há grandes áreas desmatadas, enquanto que em Colniza e Reserva do Cabaçal a vegetação está mais preservada.

Fonte: Agência FAPESP