terça-feira, 15 de junho de 2010

União Europeia: Bolsas no Marie Curie International Incoming Fellowships

Estão abertas até 17 de agosto as inscrições para pesquisadores brasileiros interessados em trabalhar com projetos de pesquisa na União Europeia (UE).

O edital FP7-People-2010-IIF, que está inserido no 7º Programa-Quadro (FP7), faz parte do programa de bolsas individuais Marie Curie International Incoming Fellowships, voltado para pesquisadores de alto nível de países terceiros (como o Brasil) que desejem trabalhar com pesquisa na Europa, de forma a desenvolver a cooperação internacional e o crescimento mútuo.

Os Programas-Quadro (“Framework Programmes”) são o principal instrumento de financiamento utilizado pela União Europeia para apoiar atividades de pesquisa e desenvolvimento.

O 7º Programa-Quadro (Seventh Framework Programme) – que entrou em vigor em 2007 e se estenderá até 2013 – é a versão atual do programa que existe desde 1984 e mobilizará cerca de 54 bilhões de euros para distribuir entre os projetos aprovados.

Para esse edital específico serão destinados 28 milhões de euros. A duração da bolsa é de um a dois anos, envolvendo a fase de chegada e retorno do pesquisador. A segunda fase se inicia no máximo seis meses após o retorno efetivo do pesquisador ao seu país de origem.

O programa fornece apoio financeiro individual. As bolsas concedidas são contribuições para uso científico relacionadas ao projeto do pesquisador na instituição de origem. Na proposta, devem ser identificadas as instituições de retorno.

Os concorrentes podem ser de qualquer nacionalidade. O candidato deve ser pesquisador experiente (ter doutorado ou mais de quatro anos de experiências comprovadas).

As áreas de pesquisa envolvidas são alimentos, agricultura e biotecnologia; ciências socioeconômicas e humanas; espaço; energia; meio ambiente, nanociências, materiais e novas tecnologias de produção; saúde; segurança; tecnologias da informação e comunicação; e transporte.

O Bureau Brasileiro para a Ampliação da Cooperação Internacional com a União Europeia (B.Bice), criado em 2005, é o responsável por divulgar e esclarecer os programas existentes no Brasil.

Para ler o edital:

Mais informações pelo site da UNb

Fonte: Agência FAPESP

A Busca pela compreensão cósmica – Crônicas para despertar o interesse pela Física e a Ciência em Geral

Para gostar de ciência
A ciência tem proporcionado enormes avanços na tarefa de explicar o cosmos – palavra grega que significa “organização” e se refere à ordem de todo o Universo, desde as partículas subatômicas até os grandes astros. Ainda assim, o conhecimento científico permanece distante de grande parte da humanidade.

Lançado em maio, o livro A Busca pela compreensão cósmica – Crônicas para despertar o interesse pela Física e a Ciência em Geral, de Adilson Oliveira, procura aproximar o público da ciência, destacando sua proximidade com o cotidiano e revelando, de forma acessível, o processo de produção do conhecimento.

De acordo com Oliveira, que é professor do Departamento de Física da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a produção da série de crônicas que compõem o livro fez parte do projeto “Desenvolvimento colaborativo de produtos e formação de multiplicadores e estratégias para a consolidação do Laboratório Aberto de Interatividade – Disseminação do conhecimento científico e tecnológico”.

O projeto, que compreendeu a estruturação do Laboratório Aberto de Interatividade (LAbI), hoje coordenado por Oliveira, foi um dos aprovados na primeira chamada FAPESP-Vitae, Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social, cujo resultado foi divulgado em janeiro de 2007.

“O livro é decorrente de um trabalho que realizamos desde 2002 na UFSCar e que culminou, em 2006, com a criação do LAbI, que desenvolve novas metodologias de divulgação científica. Uma das atividades incluídas nesse trabalho consiste na produção de colunas voltadas para a popularização da ciência”, disse.

De acordo com Oliveira, o projeto, que se encerrou em março deste ano, possibilitou o desenvolvimento da metodologia de divulgação científica, a partir da reunião de pesquisadores e outros interessados em oficinas voltadas para a discussão do tema.

“O objetivo principal, após as oficinas, era realizar uma instalação interativa que utilizasse elementos de arte eletrônica. O projeto foi fundamental, porque permitiu documentar como o público aceitava as propostas de divulgação. Com isso, desenvolvemos a metodologia. Paralelamente, criamos a revista eletrônica Click Ciência, que a cada mês lança uma edição sobre um determinado tema”, explicou.

Outro produto do projeto foi a criação do programa Paideia, transmitido pela Rádio UFSCar às terças-feiras das 18 às 19 horas. “O projeto proporcionou também que fizéssemos experimentações com uma radionovela de divulgação científica, além de explorar a ligação entre música e ciência”, disse.

As crônicas de divulgação científica de Oliveira, que também fizeram parte da metodologia desenvolvida no projeto, são atualmente publicadas na coluna “Física sem mistério”, do Ciência Hoje Online.

“Muitas crônicas, no entanto, haviam sido publicadas anteriormente em outros sites e não estão mais disponíveis na internet. É esse material que compõe o livro”, contou Oliveira, que também é responsável pelo blog Por Dentro da Ciência.

O objetivo das crônicas, segundo o autor, é estimular o interesse do público por física e astronomia, mas também pela química, pela biologia e pelas ciências em geral. “Procurei escrever com linguagem acessível, capaz de levar o leitor a refletir sobre os temas científicos e a perceber como a ciência está presente no cotidiano de forma interessante e prazerosa”, disse.

O livro é dividido em cinco capítulos. Em “Crônicas sobre o saber” estão textos que procuram explicar como a ciência trabalha. Em “Crônicas sobre a matéria” são abordados temas como magnetismo, luz e átomos. “Crônicas sobre o cosmos” trata da origem do Universo e dos planetas. Em “Crônicas sobre o espaço e o tempo” o assunto é a Teoria da Relatividade de Einstein, entre outros tópicos de física. E em “Crônicas sobre a vida”, o autor apresenta textos sobre biologia.

Segundo Oliveira, seu caso pessoal ilustra a importância da divulgação científica. O físico diz ter começado a se interessar por ciência no início da década de 1980 quando teve contato com a série televisiva Cosmos, apresentada pelo astrônomo norte-americano Carl Sagan (1934-1996).

“Com outros amigos, sob a inspiração da abordagem de Sagan, montamos na época o Clube de Astronomia Alfa Centauri. Atualmente percebo a internet como uma ferramenta fundamental para transmitir informações sobre ciência”, disse.

O livro, segundo Oliveira, é voltado para um público amplo. “Os textos foram elaborados para servir tanto para estudantes do ensino fundamental e médio, como para professores e pessoas que tenham curiosidade sobre o assunto. Não é uma obra paradidática, mas é um livro de apoio que discute as ideias”, afirmou.

* A Busca pela compreensão cósmica – Crônicas para despertar o interesse pela Física e a Ciência em Geral
Autor: Adilson Oliveira
Lançamento: 2010
Preço: R$ 30
Páginas: 213
Mais informações pelo site

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Corte de Haia era criada em 1907

No dia 15 de junho de 1907, a Segunda Conferência da Paz de Haia decidiu instaur uma corte permanente para ajudar na resolução de conflitos internacionais.

Já em 1899 o czar Nicolau Segundo da Rússia havia convocado 26 países para uma conferência em Haia. Nesta Primeira Conferência da Paz, ele sugeriu a criação de uma corte arbitral, que mediaria conflitos antes que os países pegassem em armas. Neste sentido, uma "corte permanente" assume seus trabalhos em 1902. Mas ela seria insuficiente.

Somente na Segunda Conferência da Paz em Haia é que foi decidida a criação de uma instância jurídica superior, que impusesse sentença aos acusados. O tribunal seria constituído de juízes que representariam os diferentes sistemas jurídicos do mundo. Sua tarefa seria resolver conflitos entre países, baseando-se nos princípios do Direito Internacional.

A conferência de 1907 teve a participação do brasileiro Rui Barbosa, que em virtude de seu pronunciamento em defesa dos direitos dos países menores, propondo a igualdade entre todas as nações, ganhou o apelido de "Águia de Haia".

Criação da Corte Internacional de Justiça
Os trabalhos foram suspensos durante a Primeira Guerra Mundial, sendo retomados em 1922, ano de criação da Liga dos Povos. Depois da Segunda Guerra Mundial, a Liga deu lugar à Organização das Nações Unidas, e em 1946 a Corte Internacional de Justiça foi integrada à ONU.

Os temas que ocupam a corte são tão amplos que atingem desde questões legais da ocupação do espaço sideral até a exploração do mar profundo, sem contar a quantidade de leis que regulam o comércio, o transporte e as comunicações internacionais. O tribunal também ocupava-se do julgamento de criminosos de guerra, mas estes ganharam um novo fórum, o Tribunal Penal Internacional (TPI), empossado em março de 2003. ( Catrin Möderler - rw)

Fonte:DW