sábado, 29 de maio de 2010

Mata Atlântica: perda de 20 mil hectares desde 2008

Mata Atlântica perdeu 20 mil hectares desde 2008

Dados parciais do projeto Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, referentes ao período 2008-2010, revelam que a Mata Atlântica perdeu 20.857 hectares de sua cobertura vegetal, o que equivale à metade da área do município de Curitiba (PR).

O número foi divulgado no dia 26 de maio pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em evento promovido pela Fundação SOS Mata Atlântica.

O número é parcial porque o Inpe analisou imagens feitas por satélites de 72% da Mata Atlântica, com a atualização dos mapas de nove entre os 17 Estados nos quais o bioma está presente: Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Minas Gerais foi o Estado que mais perdeu cobertura nativa e, ao lado do Paraná e de Santa Catarina, está entre as unidades da Federação que mais desmataram esse bioma. Cabe ressaltar que Minas Gerais teve 80% de sua área analisada, e o Paraná, 90%, o que significa que o desmatamento pode ter sido maior.

O Inpe analisou até o momento 94.912.769 hectares. Os Estados do Nordeste não foram estudados por causa da incidência de nuvens sobre a região, o que impediu a análise. O instituto prevê a conclusão dessa avaliação até o fim do ano.

O projeto Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica surgiu em 2004 por meio de uma parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica e a Divisão de Sensoriamento Remoto do Inpe.

Mais informações: www.dsr.inpe.br e www.sosma.org.br.

Fonte: Agência FAPESP

SP lança Portal de Revistas voltado para Saúde

Pesquisa em saúde ganha portal
A produção científica dos 14 órgãos (entre institutos e unidades) ligados à Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo será reunida na internet no Saúde-SP Portal de Revistas, lançado no dia 21.

De acordo com Sueli Gonsalez Saes, coordenadora da Rede de Informação e Conhecimento e secretária executiva do Conselho de Ciência e Tecnologia e Inovação em Saúde, dos 14 órgãos sete são de pesquisa (Adolfo Lutz, Butantan, Dante Pazzanese de Cardiologia, de Infectologia Emílio Ribas, de Saúde, Lauro de Souza Lima e Pasteur) e os demais são centros de vigilância epidemiológica, vigilância sanitária e outros.

“O portal busca dar visibilidade às produções científicas desses órgãos ligados à Secretaria, ampliando o acesso ao nosso banco de dados sobre saúde pública. Não havia uma unidade editorial nas publicações, mas agora queremos padronizá-las e indexá-las”, disse.

O objetivo é oferecer acesso a textos completos das coleções de periódicos, de modo a ampliar e divulgar o conhecimento técnico e científico produzido no âmbito da saúde pública no Estado de São Paulo.

Cinco títulos já estão disponíveis no Saúde-SP http://periodicos.ses.sp.bvs.br Revista do Instituto Adolfo Lutz, Cadernos de História da Ciência,Hansenologia Internationalis,Boletim Epidemiológico Paulista e Boletim do Instituto de Saúde.

Os institutos e demais unidades integram a Rede de Informação e Conhecimento (RIC), já disponível no site da RIC, lançado em 2006 pela Secretaria em parceria com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme).

“Hoje dispomos de cerca de 46 mil registros, entre artigos, livros, teses, manuais técnicos, entre outros. É uma base de dados científica e técnica de produção institucional desses 14 órgãos. As demais bases científicas de dados em saúde, como Lilacs, Medline e Cochrane, estão disponíveis, junto com todos os outros serviços que a rede oferece”, explicou.

O sucesso da Rede deu origem ao Portal de Revistas como parte de um projeto de 2009, cujo objetivo foi ampliar os serviços de informação da RIC. Segundo Sueli, no Portal de Revistas foram priorizados, no primeiro momento, os periódicos que já estavam disponíveis eletronicamente.

“Mas a ideia é reunir as 24 publicações, entre boletins e revistas, produzidas pelas instituições da Secretaria. O objetivo é indexar todas as publicações elegíveis e transformá-las em revistas de alto impacto”, disse.

Os periódicos seguirão a metodologia da biblioteca científica eletrônica SciELO (Scientific Electronic Library On-line), programa criado em 1997 pela FAPESP em parceria com a Bireme.

“Queremos organizar e padronizar os títulos na metodologia SciELO, para que se tornem indexáveis no futuro e componham a coleção da SciELO. Mas, para isso, precisamos atender os critérios exigidos”, explicou Sueli.

A rede SciELO disponibiliza coleções do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Venezuela, Bolívia, México, Costa Rica, Paraguai, Peru e Uruguai, além de Espanha, Portugal e, desde 2009, África do Sul, que optou por adotar a plataforma para publicação dos seus periódicos científicos.

A rede só indexa e publica periódicos com veiculação regular, com controle de qualidade por revisão de pares e que concordem em manter seu conteúdo totalmente aberto e com acesso gratuito. Além disso, a rede permite o acesso ágil às coleções de periódicos, com várias estratégias de pesquisa, como lista alfabética de títulos, busca por autor, por assuntos ou por palavras.

“A Revista do Instituto Adolfo Lutz e a Hansenologia Internationalis, do Instituto Lauro de Souza Lima, já são indexadas em suas áreas. Mas a proposta é unificá-las na metodologia SciELO para, além de conseguir mais visibilidade, ter, por exemplo, acesso aos indicadores bibliométricos”, disse Sueli.

Segundo a coordenadora, além de indexar todas as publicações dos institutos e unidades ligados à Secretaria da Saúde, os próximos passos incluem fazer a digitalização das revistas mais antigas. “Até 2000, a Revista do Adolfo Lutz só existia na forma impressa”, contou.

O grupo envolvido no projeto realizou cursos de capacitação na metodologia Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) da Bireme para publicação eletrônica de periódicos científicos para bibliotecárias e os editores de revista científica.

“Embora tenha como público-alvo pesquisadores, médicos e profissionais de saúde, o objetivo é abarcar os diferentes tipos de público, para que a informação sobre saúde seja útil a todos”, disse.

A coordenadora também salientou, além do apoio institucional, o trabalho da equipe envolvida. “É um trabalho cuja realização se deve às equipes envolvidas, sejam de pesquisadores, diretores, coordenadores ou de bibliotecárias, que foram lideradas pela coordenadora das Bibliotecas da SES-SP, Lilian Schiavon”, destacou Sueli.

Desde que foi lançada em 2006, a RIC vem aumentando a visibilidade e se transformando em um importante banco de dados sobre saúde. De 2006 a 2010, o número de acessos passou de 500 para 4,5 mil mensais.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

InterAge : Ambiente virtual de aprendizagem para professores de ciências

Projeto dispõe cursos e materiais para explorar a prática dos educadores
Criado no Núcleo de Tecnologia Educacional Para Saúde (Nutes/UFRJ) para desenvolver as atividades pedagógicas dos docentes de física e matemática, o InterAge é um ambiente virtual composto de conteúdo didático que auxilia os educadores a refletirem sobre suas práticas profissionais e a planejarem melhor suas aulas. “O ambiente virtual InterAge pode propiciar a formação continuada de professores das ciências por meio de cursos a distância oferecidos pela coordenação, por meio do acesso autônomo do professor ao ambiente, como também pode ser usado enquanto ferramenta pedagógica no contexto de cursos de formação inicial”, explica a coordenadora do projeto, Flavia Rezende, professora associada do Nutes.

O ambiente é composto por três espaços, o Laboratório Pedagógico, Laboratório Interativo e a área de Cursos. O primeiro laboratório pode ser acessado por qualquer visitante e possui diversos recursos que exploram a prática pedagógica dos profissionais de ensino, como textos de apoio e materiais educativos. O Laboratório Interativo só pode ser acessado por usuários cadastrados, e proporciona interatividade on-line com outros usuários em fóruns de discussão. Já os Cursos, gratuitos, são divulgados apenas para os que possuem cadastro e permite atividades orientadas por tutores com fins de certificação.

O InterAge tem como objetivo proporcionar aperfeiçoamento pedagógico, por meio de uma interatividade prática e simples entre os professores. “Basicamente, os professores resolvem situações-problema da prática pedagógica na forma de planejamentos de aula. Para tal, eles contam com a ajuda da interação on-line com tutores e outros professores que poderá propiciar a reflexão sobre a prática e o contato com textos de pesquisa em educação, em ciências relacionadas aos problemas”, expõe a coordenadora.

O conteúdo do projeto é destinado basicamente para educadores das áreas científicas, em especial a física e a matemática, o que o torna um importante contribuinte para o desenvolvimento do ensino das ciências. “Pretendemos propiciar a reflexão do professor sobre os processos educativos em ciências e a articulação entre conteúdos de educação e conteúdos específicos dessas ciências”, completa Flavia.

O conteúdo do InterAge tem livre acesso aos interessados através do site , onde pode ser realizado o cadastro gratuito e a inscrição nos cursos.

Fonte: Marlon Câmara / Olhar Vital / UFRJ