segunda-feira, 24 de maio de 2010

Em 1543 morria Copérnico, o filósofo do firmamento.

Em 24 de maio de 1543 morre o astrônomo Nicolau Copérnico. No mesmo ano, foi publicado o primeiro dos seis volumes de sua obra "Das Revoluções dos Corpos Celestes", contendo as bases científicas da astronomia moderna.

Até 1543, a teoria do geocentrismo, segundo a qual a Terra era o centro do universo, permaneceu incontestada. Essa visão de mundo baseava-se na obra Almagesto (A Maior Composição Matemática), escrita no século 2º a.C. pelo grego Ptolomeu e que foi aceita como uma verdade por mais de um milênio.

Ptolomeu previu com precisão razoável a posição dos planetas visíveis a olho nu, mas errou ao considerar que a Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno giravam ao redor de uma Terra estacionária. Seu modelo de cosmo correspondia à teoria de Aristóteles, de que o movimento dos corpos era circular e uniforme – uma explicação plenamente compatível com os ensinamentos da Bíblia.

Os gregos foram também os primeiros a afirmar que a Terra é esférica, que ela realiza um movimento de rotação em torno do Sol e que a Lua apenas reflete a luz solar. Eles organizaram vários catálogos de estrelas e afirmaram o heliocentrismo 15 séculos antes de Copérnico. Aristarco de Samos (310-230 a.C.) desenvolveu o primeiro modelo heliocêntrico do Universo, retomado mais tarde pelo astrônomo polonês.

Trabalho incansável para comprovar sua tese
Nascido em Torum, na Polônia, em 1473, Nicolau Copérnico ingressou na Universidade de Cracóvia em 1491 para cursar Medicina, mas estudou também Filosofia, Matemática e Astronomia. Foi para a Itália em 1497 para aprender grego clássico e Direito Canônico em Bolonha. Voltou à Polônia em 1501 e ordenou-se padre, ocupando por um breve período o cargo de cônego da Catedral de Frauenburg. Retornou logo à Itália, onde freqüentou as universidades de Pádua e Ferrara.

Depois de aprofundar suas observações astronômicas em Bolonha, voltou em 1506 a Frauenburg, onde construiu um pequeno observatório e começou a estudar o movimento dos corpos celestes. Em 1514, presenteou os amigos mais próximos com o primeiro esboço de seu modelo cosmológico, escrito já em 1507.

Inicialmente, suas ideias não tiveram nenhuma repercussão. Ele buscou incansavelmente, até a morte, uma prova irrefutável para a sua tese. Demorou quase quatro décadas para divulgá-la por temer a reação da Igreja Católica.

"Sol é o centro do universo"

Exatamente em 1543 foi publicado o primeiro dos seis volumes de sua obra Das Revoluções dos Corpos Celestes, que estabeleceu as bases científicas da astronomia moderna. "Todos os planetas – inclusive a Terra – giram em torno do Sol, que é o centro do universo", concluiu. Para Copérnico, a revolução diária do firmamento devia-se ao giro da Terra sobre seu próprio eixo, enquanto o movimento anual resultava do fato de a Terra e os planetas circularem ao redor do Sol.

Como Aristóteles, ele também partia do princípio de que as órbitas planetárias eram esféricas. Seus críticos, porém, não aceitavam a refutação da interpretação bíblica do universo e falta de uma explicação para a rotação terrestre. A Igreja Católica incluiu Das Revoluções dos Corpos Celestes no Índex – a lista dos livros proibidos por heresia. O temor de Copérnico diante da censura eclesiástica não tinha sido infundado: o dogmatismo da igreja era tão forte, que questionar a perfeição divina era uma temeridade.

Quem defendesse as ideias de Copérnico pecava por imprudência. A Igreja Católica e o geocentrismo dominavam o pensamento na Idade Média. As grandes descobertas, porém, começavam a mudar essa visão de mundo. A viagem de circunavegação do globo, capitaneada por Fernão de Magalhães entre 1519 e 1522, comprovara a teoria da esfericidade da Terra, já aceita por muitos matemáticos e astrônomos.

Comprovação definitiva 150 anos depois
Galileo Galilei (1564-1642) foi o primeiro a comprovar o sistema heliocêntrico de Copérnico. Mas, em 1633, sob ameaça de excomunhão e morte pela Santa Inquisição, teve de negar formalmente as suas descobertas. Quase 150 anos após a morte de Copérnico, Isaac Newton (1642-1727) desenvolveu uma base física para a gravitação dos planetas ao redor do Sol. Foi a comprovação definitiva do heliocentrismo.

Apesar de ser irrefutável, a teoria de Copérnico só seria aceita pelo Vaticano em 1835. O papa Gregório 16 admitiu o erro dos seus antecessores. Quase 300 anos após sua publicação, a obra Das Revoluções dos Corpos Celestes foi retirada da lista dos livros censurados pela Santa Sé.

A essa altura, Copérnico não só havia revolucionado a astronomia, como também a ideia que o homem da sua época fazia de si mesmo: um ser feito à imagem e semelhança de Deus e, portanto, centro do universo.

Fonte: Jens Teschke (gh)/ DW

Therapeutic evaluation of free and liposome-loaded furazolidone in experimental visceral leishmaniasis

Terapia adaptada
Um medicamento empregado normalmente contra a giardíase, uma parasitose intestinal, mostrou alta eficácia para o tratamento de leishmaniose visceral, de acordo com um estudo coordenado por pesquisadores de São Paulo.

Para obter sucesso no teste, os cientistas desenvolveram uma nanoformulação que utiliza lipossomas: minúsculas vesículas esféricas utilizadas para dirigir o fármaco de forma controlada com maior precisão à célula infectada.

Fatal em mais de 90% dos casos sem tratamento, a leishmaniose visceral é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das principais doenças negligenciadas no mundo.

O estudo terá seus resultados publicados esta semana na International Journal of Antimicrobial Agents, em artigo elaborado por André Gustavo Tempone, Juliana Quero Reimão – ambos do Instituo Adolfo Lutz –, Renato Arruda Mortara, da Universidade Federal de São Paulo, e Heitor Franco de Andrade, do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo.

O trabalho teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio Pesquisa – Regular, por meio do projeto “Combinações terapêuticas na leishmaniose visceral: o potencial anti-leishmania de bloqueadores de canais de cálcio e o uso de nanoformulações lipossomais”, coordenado por Tempone.

De acordo com o pesquisador, o único fármaco desenvolvido e testado especialmente para a leishmaniose visceral é o antimônio, descoberto em 1912 por Gaspar Vianna, aluno do sanitarista Oswaldo Cruz. Esse metal, altamente tóxico, é a base do glucantime, o fármaco-padrão usado clinicamente para o tratamento da doença até hoje.

“Partimos do conceito conhecido como piggy-back chemotherapy, que consiste em adaptar fármacos existentes para outras doenças. Embora não traga inovação, essa alternativa permite colocar o medicamento no mercado com mais rapidez, eliminando etapas de testes de toxicidade”, disse Tempone.

O medicamento testado pelos cientistas para a leishmaniose visceral foi a furazolidona. Descoberto na década de 1940, o fármaco é utilizado para o tratamento da giardíase e, atualmente, também contra a Helicobacter pylori, bactéria causadora da úlcera gástrica.

“A furazolidona já tinha mostrado uma atividade anti-leishmania em testes feitos na década de 1980 em modelos animais, mas apresentou eficácia muito baixa contra a Leishmania donovani, que é o subgênero comum na Índia. Também mostrou baixa eficácia em testes clínicos com humanos contra a Leishmania braziliensis, que causa a leishmaniose cutânea”, explicou.

O grupo coordenado por Tempone, no entanto, fez testes para a Leishmania chagasi, causadora da forma visceral da doença no Brasil.

“Constatamos pela primeira vez que o medicamento era ativo contra esse protozoário. A partir disso, decidimos utilizar a nanoformulação de lipossomas, pois sabíamos que ela iria mudar o perfil de distribuição da droga no organismo”, disse.

Com a nanoformulação, o fármaco é encapsulado e enviado pela corrente sanguínea. Com isso, é dirigido com maior precisão à célula infectada, em doses muito mais baixas, minimizando a toxicidade no organismo e aumentando a eficácia do tratamento.

“A furazolidona foi encapsulada em nanolipossomos de cerca de 150 nanômetros. A formulação, que desenvolvo desde o meu doutorado, foi pensada para se ligar ao receptor do macrófago, que é a célula hospedeira. Além da formulação carregar o fármaco para a célula infectada, ela fez com que o medicamento se fundisse com o parasita. Foi um direcionamento seletivo”, contou Tempone.

Segundo ele, um primeiro artigo foi publicado em março na revista Parasitology Research, com os resultados dos ensaios in vitro e os estudos sobre as alterações causadas no parasita. “No novo artigo descrevemos os resultados dos estudos em modelos animais”, disse.

Problema crescente
A furazolidona livre, sem a formulação lipossomal, foi capaz de tratar a leishmaniose visceral com eficácia comparável à do antimônio, que tem toxicidade muito mais alta. “Nos modelos animais, o antimônio reduziu o número de parasitas em 90%, enquanto a furazolidona, com a mesma dose, causou uma redução de 85%, o que é uma diferença mínima em termos estatísticos”, disse Tampone.

Com a formulação lipossomal da furazolidona, os cientistas conseguiram uma redução de 75% do número de parasitas no baço, com uma dose 100 vezes menor que aquela utilizada com o fármaco livre.

“A aplicação de furazolidona livre na proporção de 50 miligramas por quilo fez o mesmo efeito do medicamento encapsulado em lipossomas na razão de 0,5 miligrama por quilo”, afirmou Tampone.

O baço e o fígado são os órgãos em que há maior carga parasitária na leishmaniose visceral. O tratamento foi administrado por via intraperitonial. “No futuro, pretendemos testar essa formulação em doses maiores e em diferentes vias de administração, como por via instramuscular e intravenosa”, disse.

Os dados mais recentes do Ministério da Saúde mostravam avanço da leishmaniose visceral no Brasil, com um aumento de 61% entre 2001 e 2006, quando foram registrados 4.526 casos. Em 2007, foram registrados cerca de 5 mil casos da doença, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

A leishmaniose é transmitida pela picada de flebotomíneos, hospedeiros do parasita leishmânia. O inseto se contamina ao sugar o sangue de mamíferos infectados e, ao picar um animal ou pessoa sadia, o flebótomo injeta secreção salivar com as leishmânias.

A forma tegumentar da doença atinge as mucosas do corpo e causa lesões na pele, enquanto a leishmaniose visceral ataca o fígado humano e pode levar o indivíduo à morte.

O artigo Therapeutic evaluation of free and liposome-loaded furazolidone in experimental visceral leishmaniasis, de André Tempone e outros, poderá em breve ser lido por assinantes da International Journal of Antimicrobial Agents em www.sciencedirect.com/science/journal/09248579.

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Programa de Especialização Profissional da VALE: inscrições prorrogadas até 30 de maio

A mineradora Vale informou noúltimo dia (21), em nota, que está prorrogando em uma semana, para o dia 30 de maio, o prazo final para inscrições para a Pós-Graduação em Pelotização, que faz parte do Programa de Especialização Profissional 2010. A iniciativa, que irá oferecer 46 vagas para formados em Engenharia, busca especializar profissionais para atuarem na cadeia produtiva de mineração. As inscrições podem ser feitas pelo site www.vale.com/oportunidades.

Além do curso de pós-graduação em Pelotização, está sendo oferecida a pós-graduação em Engenharia Ferroviária, cujo prazo para inscrições também se encerra no dia 30 de maio. A especialização em Pelotização, que está sendo ofertada pela primeira vez, terá 25 vagas e será realizada em Minas Gerais. Já a formação em Engenharia Ferroviária terá 21 vagas e as aulas serão ministradas no Espírito Santo. Com duração de aproximadamente três meses, os cursos terão 420 horas/aula em regime integral e serão realizados em parceria com instituições de ensino das localidades.

Para se candidatar, o profissional deve ter até três anos de formado em Engenharia (ver lista detalhada abaixo), disponibilidade para morar no local onde acontecerão as aulas teóricas e práticas e inglês intermediário. Os alunos selecionados receberão ainda uma bolsa de estudo mensal no valor de R$ 3 mil.

Em 2009, a Vale contratou 100% dos participantes das turmas do Programa de Especialização Profissional. Nos últimos dois anos, a empresa formou 390 alunos em três modalidades de pós-graduação: Especialização em Mina, em Ferrovia e em Porto.

Pós-graduação em Engenharia Ferroviária - turma em Vitória (ES).
Para o curso de Pós-Graduação em Engenharia Ferroviária, as inscrições estão abertas somente para profissionais residentes no Sul e Sudeste (haverá outra seleção para residentes do Norte e Nordeste no 2o semestre do ano). Para esta turma, os profissionais devem ter até três anos de formação nos cursos de Engenharia Civil, Elétrica, Eletrotécnica, Eletrônica, Eletroeletrônica, Mecânica, Mecatrônica, Meio Ambiente, Segurança e Telecomunicações, disponibilidade para morar em Vitória durante o período do curso e inglês intermediário. A formação será oferecida em parceria com entidade de ensino do Espírito Santo.

Pós-graduação em Pelotização - turma em Ouro Preto (MG)
Para esta especialização, podem concorrer profissionais de todo o Brasil. O candidato deve ter até três anos de formado nos cursos de Engenharia de Mina, Mecânica, Elétrica, Eletrônica, Metalúrgica, Materiais, Instrumentação, Automação, Mecatrônica e Produção, além de disponibilidade para morar em Ouro Preto ao longo do período do curso e inglês intermediário. A formação é em parceria com a Universidade Federal de Ouro Preto.

Pelotização é o processo de transformação dos finos de minério de ferro em pequenos aglomerados chamados de pelotas, produto de alto valor comercial. No Brasil, a Vale possui operações de pelotização em Minas Gerais, Maranhão e Espírito Santo.

Conteúdo das Especializações
Ambas as pós-graduações compreendem o desenvolvimento das competências técnicas de cada processo, abordagens teóricas e práticas com aulas expositivas, além de visitas técnicas às áreas operacionais da Vale. Ao término do programa, o participante apresentará uma monografia como conclusão da sua formação e receberá certificado de conclusão do curso.

Fases do Processo Seletivo
Após a análise curricular, serão aplicadas provas de inglês e raciocínio lógico. Na etapa seguinte haverá redação, dinâmica de grupo e entrevista pessoal. Todas as etapas são eliminatórias.

CGEE elabora quadro da diversidade de atores de CT&I

Instrumento lista instituições selecionadas e suas conexões, produzindo visão global do sistema
Para uma melhor compreensão do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI), o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) em parceria com a empresa canadense Global Advantage Consulting desenvolveu um quadro do ambiente de CT&I brasileiro. Para facilitar a interação entre diversos atores relevantes na área, o mapeamento poderá ser visto em forma de painel durante a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que acontecerá de 26 a 28 de maio em Brasília.

O quadro pretende ser um instrumento para facilitar a concretização de acordos na área de CT&I. Em uma visão mais ampla, o quadro poderá trazer benefícios para o país ao diminuir o esforço de atores nacionais e - futuramente - internacionais no momento de compreender, direcionar e estabelecer as relações políticas e comerciais entre instituições.

Para elaborar o quadro, foi necessário entender a organização dos relacionamentos intra e interatores – entre instituições governamentais de CT&I, ministérios, empresas, agências e institutos. Futuras versões incluirão os fluxos de conhecimento e investimento distribuídos entre eles.

O SNCTI envolve diversos ministérios, dentre eles os da Ciência e Tecnologia, Saúde, Agricultura, Educação, Defesa, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Planejamento, Minas e Energia, Relações Exteriores, Comunicações, Fazenda e Meio Ambiente. O quadro lista os órgãos relacionados a cada um deles no ambiente da pesquisa e inovação, além de conselhos e secretarias que operam em nível federal, universidades, hospitais, Institutos de Ciência e Tecnologia e Inovação (ICTIs), parques tecnológicos, incubadoras e empresas.

Estímulo veio do Canadá
A motivação para o projeto partiu de contatos entre o Núcleo de Competência Metodológica (NCM) do Centro e a empresa de consultoria canadense Global Advantage Consulting, especializada na construção de mapas de CT&I de diversos países. O anseio do governo do Canadá em realizar relações comerciais internacionais com países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) impulsionou a empresa de consultoria a confeccionar tais mapas. “Os mapas traçados ajudaram aquele governo a visualizar com maior clareza os sistemas de C&TI de interesse e assim facilitar uma cooperação mais efetiva entre instituições destes países”, avalia Igor Carneiro, assessor técnico do CGEE e um dos criadores do quadro brasileiro. A versão nacional tomou como referência os mapeamentos existentes para Canadá, Estados Unidos e China.

A começar, foram realizadas reuniões com a equipe técnica do CGEE, para discutir características do SNCTI, como critérios, objetivos de mensuração e que fontes de informação deveriam ser consideradas como fidedignas à realidade brasileira e atores relevantes (stakeholders) a serem registrados no quadro. Após esta fase, pôde-se consolidar, em reuniões posteriores, uma primeira versão. “A perspectiva é de que aprimoremos periodicamente o instrumento e de que possamos disponibilizar como um serviço à comunidade científica e tecnológica”, afirma Claudio Chauke, assessor do CGEE e também idealizador do quadro.

Essas ações casam com o método elaborado e adotado pela empresa canadense. O método consiste em agregar informações pertinentes - principais atores públicos, privados e acadêmicos, estratégias e políticas governamentais em CT&I, financiamentos e estruturas de apoio - e apresentá-las em forma de mapa. “Esta interface garante a visualização de um sistema complexo em uma apresentação visual de fácil leitura, apresentando um apanhado de atores como parte de um “ecossistema” de CT&I”, garante Igor Carneiro.

Critérios utilizados
A coleta de informações dependeu dos critérios de seleção estabelecidos pela equipe técnica. Elaborou-se uma classificação por meio de patamares de distinções, e não por ranking. Para universidades, adotou-se o critério do número de programas de pós-graduação com nota 7 ou 6 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em 2007 e do número de programas de graduação com nota 5 ou 4 pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) em 2008.

As grandes áreas de conhecimento contempladas foram Saúde, Exatas e Terra, Engenharias e Ciências Agrárias, Biológicas, Humanas, Sociais Aplicadas e Multidisciplinar. Checaram-se também, por meio do Diretório de Grupos de Pesquisa no Brasil, do Censo CNPq de 2008, os números de: pesquisadores doutores, doutores titulados no período de 1996 a 2008 e produção tecnológica - softwares com registro ou patentes, produtos tecnológicos, processos técnicos com catálogo ou registro de diversas universidades, número de patentes depositadas no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). Com isso, foi possível levantar 28 instituições de ensino em todo o país.

Para a seleção dos hospitais, os critérios incluíram os participantes de redes nacionais de pesquisa em saúde, como a Rede Nacional de Terapia Celular (RNTC), a Rede Brasileira de Pesquisa sobre o Câncer, a Rede Malária, a Rede de Pesquisa em Métodos Moleculares para Diagnóstico de Doenças Cardiovasculares, Infecciosas, Parasitárias e Neurodegenerativas (Rede Rio) e a Rede Nacional de Pesquisa Clínica (RNPC) em Hospitais de Ensino. Com base nesse critério, 29 hospitais foram incluídos no estudo.

No setor empresarial, os critérios de seleção adotaram outra perspectiva. Em função de lacunas na institucionalização de dados públicos que associem o desempenho de empresas brasileiras a atividades relacionadas à inovação, a equipe técnica do CGEE adotou como critério a proatividade de empresas em atuação no ambiente de inovação brasileiro. Os principais dados públicos disponíveis são os programas e instrumentos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Assim, incluíram-se empresas ativas e usuárias do sistema de financiamento ou fomento à inovação que foram contempladas em, no mínimo, dois momentos dos programas: Subvenção Finep - de 2007, 2008 e 2009, Programas de reembolsáveis da Finep, Prêmio de Inovação Finep 2009, Lei do Bem e Fomento e Financiamento à Inovação do BNDES. A partir desses dados, foram selecionadas 105 empresas brasileiras.

Além disso, o quadro dispõe as Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTIs) sob um mesmo guarda-chuva, incluindo nessa classificação entidades públicas ou privadas, sem fins lucrativos, dedicadas à pesquisa nas áreas de Ciências Exatas e da Terra, Ciências Biológicas, Engenharias, Ciências da Saúde e Ciências Agrárias.

No corpo do MCT, junto às agências vinculadas a ele - CNPq, Finep, Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) – está o CGEE.

Fonte: CGEE

IPT recebe câmara que avalia o envelhecimento de polímeros em produtos expostos ao ambiente

Polímeros com vida prolongada
Para avaliar a resistência de materiais poliméricos submetidos aos raios ultravioletas, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) acaba de receber uma câmara de intemperismo artificial (Weather-O-Meter), para executar ensaios para a avaliação e desenvolvimento de produtos expostos ao ambiente externo.

As radiações ultravioletas afetam e desgastam polímeros, uma vez que estão associadas ao mecanismo de fotodegradação. A câmara adquirida pelo Centro de Têxteis Técnicos e Manufaturados do IPT permite avaliar o envelhecimento dos materiais e fornece subsídios para o aumento de sua vida útil.

Segundo o IPT, os materiais são submetidos nos testes aos chamados ensaios acelerados, que fazem uma reprodução dos danos causados a um produto por meio de uma simulação da exposição ao sol por períodos prolongados.

Como a nova câmara, temperatura, umidade e radiação são facilmente fixadas e calibráveis. É possível controlar essas variáveis de acordo com os padrões estipulados pelo cliente, como fabricantes de bancos e de componentes da carroceria do setor automobilístico e empresas dos setores de revestimento e de confecções.

De acordo com os técnicos do instituto, o envelhecimento acelerado é uma técnica antiga de avaliação para materiais poliméricos, mas ainda em uso e aperfeiçoada com equipamentos que permitem o controle fino das variáveis e a obtenção de resultados com alta precisão.

Os efeitos da exposição prolongada ao sol nos materiais poliméricos são intensificados em ambientes úmidos, ou seja, a velocidade de envelhecimento será maior na presença da água em razão da formação de dois potentes agentes oxidantes, o oxigênio nascente e o ozônio.

Mais informações: www.ipt.br

Fonte: Agência Fapesp