sexta-feira, 21 de maio de 2010

Pólo e Parque de Alta Tecnologia: o Mito de Campinas

Lançado livro que analisa política pública de Pólos e Parques de Alta Tecnologia

Pólos e Parques de Alta Tecnologia se constituem numa das principais ações a serem implementadas pela Política de Ciência e Tecnologia brasileira. Muitos trabalhos têm sido publicados a respeito deles. Porém, poucos desses trabalhos analisam os resultados dos Pólos e Parques de Alta Tecnologia passados trinta anos do início de suas implantações no País.


Elaboradas desde o final dos anos de 1970, as políticas públicas voltadas à implantação de Pólos e Parques de Alta Tecnologia no Brasil tentavam emular naquelas localidades com algum potencial de C&T instalado a experiência do Vale do Silício norte-americano.

Uma das localidades foi Campinas, a 100 Km da cidade de São Paulo, que já em 1981 publicou sua primeira lei municipal voltada à implantação do Pólo e Parque de Alta Tecnologia de Campinas (o PATC).

Passados quase trinta anos, o problema público da debilidade da interação entre o potencial de C&T local e o desenvolvimento econômico, que era o que se pretendia solucionar com a implantação do PATC, vem se mantendo. É isso o que o livro “Pólo e Parque de Alta Tecnologia: o Mito de Campinas” (Editora RG), de autoria de Rogério Bezerra da Silva, Mestre e Doutorando em Política Científica e Tecnológica pela UNICAMP, pretende mostrar.

Lançado em abril deste ano, o livro, nas suas 145 páginas, analisa o processo de elaboração da política do PATC. Nele se constata que o PATC corresponde a uma /política simbólica/, pois ela foi formulada sem que as condições necessárias para sua implementação estivessem presentes na realidade brasileira e, invariavelmente, na de Campinas.

Mais informações pelo site ou pelo fone: (19) 8132 2741

Fonte: Rogério Bezerra da Silva / GAPI (Grupo de Análise de Políticas de Inovação) - Depto. de Política Científica e Tecnológica do Instituto de Geociências da UNICAMP

Fiocruz lança CD-ROM interativo sobre a dengue

Dengue em multimídia
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou um CD-ROM interativo sobre a dengue, destinado a estudantes, pesquisadores e profissionais das áreas de ciências da vida, medicina e saúde.

Voltado para a capacitação profissional de saúde, tem informações, tutoriais interativos, vídeos, fotos e glossário com termos médicos e científicos específicos sobre o tema.

O CD traz também o filme O mundo macro e micro do mosquito Aedes aegypti: para combatê-lo é preciso conhecê-lo, produzido pelo Serviço de Produção e Tratamento de Imagem do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) e dirigido por Genilton Vieira.

Os tutoriais estão divididos nos seguintes temas: visão geral; pesquisa; epidemiologia; transmissão; patologia e patogênese; diagnóstico clínico; diagnóstico laboratorial; manejo clínico; prevenção e controle; e aspectos sociais, econômicos e comportamentais.

O lançamento é uma adaptação do CD Dengue, desenvolvido originalmente em inglês pela Fundação Wellcome Trust em colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Tropical Disease Research (TDR).

Segundo a Fiocruz, o conteúdo adaptado foi revisado por 20 pesquisadores especialistas em dengue da fundação, do Ministério da Saúde, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e de outras instituições.

Além dos recursos interativos, o usuário pode obter mais informações sobre a dengue por meio de uma lista de referências para aprofundamento sugerida no CD, que pode ser solicitada pelo e-mail .

Sprace-UNESP ocupa primeira posição entre os 161 clusters computacionais no processamento dos dados do LHC

LHC tem Brasil em primeiro no grid

O conjunto de computadores (cluster) do Centro Regional de Análise de São Paulo (Sprace) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) apresentou a melhor qualidade de serviços de processamento prestados ao acelerador de partículas LHC (sigla em inglês para “grande colisor de hádrons”).

Mantido pela Comunidade Europeia, o LHC é uma unidade do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern) localizado em Genebra, na Suíça, e recebe suporte computacional de 161 clusters espalhados por vários países.

Foi a avaliação técnica mensal desses grupos, referente ao mês de abril, que colocou o brasileiro em primeiro lugar em confiabilidade e disponibilidade de serviço.

“Ficamos à frente de instituições como o Caltech [Instituto de Tecnologia da Califórnia], o MIT [Instituto de Tecnologia de Massachusetts], o Centro de Computação de San Diego, que é o maior do mundo, e o cluster de Nebraska, que está entre os melhores e nos auxiliou na instalação do nosso sistema”, disse Sérgio Ferraz Novaes, professor do Instituto de Física Teórica da Unesp, campus da Barra Funda, São Paulo, onde está instalado o Sprace.

Novaes destaca que não se trata de um feito conquistado apenas pelo Sprace, mas por um amplo grupo de profissionais que mantém a qualidade da transmissão e do processamento de dados executado no centro.

“Nosso trabalho depende da Rede ANSP [Academic Network at São Paulo, um programa da FAPESP], da infraestrutura fornecida pela Unesp e de uma série de outros fatores. Se o ar condicionado para de funcionar, por exemplo, os computadores não se sustentarão e interromperão o serviço”, disse, ressaltando que a competência apresentada foi de um grupo do qual o Sprace é apenas uma parte.

A fim de processar a enorme quantidade de informações produzidas a partir dos experimentos realizados no LHC, o maior instrumento científico já construído pelo homem, foi formado o WLCG (Worldwide LHC Computing Grid, ou Grade Mundial LHC de Computação), que congrega recursos computacionais de centenas de laboratórios de pesquisa ao redor do mundo.

O WLCG dispõe de uma estrutura de processamento hierárquico, sendo dividido em camadas denominadas “tiers”. O centro de processamento principal é o tier 0, que fica nas instalações do Cern. A ele estão conectados 11 centros nacionais que formam a camada tier 1. Esses centros estão localizados em países como Canadá, França, Alemanha, Holanda, Reino Unido e nos Estados Unidos, onde há dois deles.

Na terceira camada estão 160 centros de processamento regionais da classe tier 2, entre eles o Sprace, que está submetido ao tier 1 localizado no Fermilab, nos Estados Unidos. A cada tier 2 ainda podem se conectar grupos de pesquisadores que formam centros da classe tier 3.

Desde 2005, o Sprace faz parte do Open Science Grid (OSG), que coordena as ações da rede científica norte-americana. Ao lado do projeto europeu Enabling Grids for E-Science in Europe (EGEE), o OSG é membro do WLCG.

Para um grupo participar do WLCG no nível tier 2 é necessário contar com alta capacidade de processamento que contemple os trabalhos da colaboração. Além disso, é exigida uma infraestrutura de rede capaz de transferir um grande volume de dados e de manter esses serviços disponíveis em, pelo menos, 95% do tempo para receber tarefas dos experimentos.

“Por isso, a avaliação não é somente da qualidade do processamento, mas também da quantidade de dados processada, o que depende da capacidade de transporte da rede”, explicou Novaes.

Rede de apoio
A participação dos pesquisadores paulistas no WLCG foi garantida após a assinatura, em abril de 2009, de um acordo de cooperação entre a FAPESP e o Cern.

O documento estabelece o cumprimento de requisitos do programa como, por exemplo, responder em até duas horas a problemas operacionais relacionados ao usuário final e manter o serviço disponível em, no mínimo, 95% do tempo.

O Sprace participa do CMS (sigla em inglês para “Solenoide Compacto de Múon”), um dos quatro experimentos realizados no LHC. Com isso, os pesquisadores da Unesp acompanham em tempo real as experiências realizadas em Genebra e ainda participam de seu monitoramento.

O campus Barra Funda da Unesp ainda está conectado à rede de alta velocidade KyaTera do Programa Tecnologia da Informação no Desenvolvimento da Internet Avançada (Tidia) da FAPESP. A rede KyaTera liga o campus a outras unidades da Unesp e instituições de pesquisa do estado.

O Núcleo de Computação Científica da Unesp Barra Funda conta com a rede mais rápida do país, com uma conexão internacional de 10 Gbps, além de computadores de alta capacidade de processamento adquiridos com financiamento da FAPESP.

De acordo com Novaes, foram esses apoios, aliados à alta competência das equipes envolvidas na operação do cluster, que colocaram o Brasil no topo entre os times internacionais de apoio ao LHC.

A disponibilidade de um datacenter confiável construído pela Unesp, uma infraestrutura de rede de alta velocidade e grande disponibilidade provida pela ANSP, o financiamento da FAPESP, que permite manter o cluster atualizado, e o apoio político da Fundação, ao assinar o acordo, são, segundo Novaes, fatores que garantem o sucesso da participação paulista no LHC.

“O desempenho do Sprace indica que não estamos no submundo das pesquisas complexas, pelo contrário, rivalizamos com times internacionais de primeiríssima linha”, afirmou.

Mais informações: WLCG

Fonte: Fabio Reynol / Agência FAPESP

Prêmio Técnico Empreendedor 2010: inscrições abertas

Até o dia 31 de agosto, os estudantes de cursos técnicos e tecnológicos das instituições públicas podem apresentar projetos em qualquer unidade Sebrae do país para concorrer à edição 2010 do Prêmio Técnico Empreendedor. Desde 2002, a premiação reconhece e divulga iniciativas empreendedoras e atividades de cooperativismo.

Os projetos concorrem em duas categorias: Técnico e Tecnológico, dentro de três linhas temáticas - Inclusão Social, Cooperativismo ou Livre. No tema inclusão social, os projetos devem estar voltados para pessoas, grupos ou comunidades específicas, arranjos produtivos locais ou minorias. Quanto ao cooperativismo, devem ser inovadores e capazes de estimular a criação de cooperativas. No tema livre, precisam ter como meta o desenvolvimento local.

As equipes de cada projeto devem ser compostas por dois ou três alunos, orientados por um professor. Os três melhores projetos de cada categoria/tema receberão R$ 8 mil; o segundo, R$ 6 mil; e o terceiro, R$ 4 mil. Os professores-orientadores dos projetos vencedores receberão R$ 3 mil, R$ 2 mil e R$ 1 mil, respectivamente. A cerimônia de premiação será realizada em Brasília (DF), em 1º de dezembro. O prêmio é uma iniciativa dos ministérios da Educação e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Banco do Brasil.

Veja o edital no site.

Fonte: Gestão CT

I Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia

O Curso de Arquivologia da Faculdade de Ciência da Informação da Universidade de Brasília convida para a I Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia.

O evento acontecerá em Brasília, nos dias 07, 08 e 09 de junho de 2010.

Para conhecer a Programação e para demais informações, visite o portal

Fonte: Miriam Manini / UNb

Reitor da UFMG: Relação entre universidades, governo e empresas precisa ser repensada

O reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Clélio Campolina Diniz, destacou na última segunda-feira (17), que a relação entre universidades, governo e empresas, deve ser repensada. Segundo ele, essas duas dimensões precisam ser flexibilizadas para que a ciência, a tecnologia e principalmente a inovação se expandam no país.

“Temos uma boa base acadêmica com as universidades federais, estaduais e privadas. Mas a questão da institucionalidade, na relação das universidades e governo precisa avançar. Temos que dar autonomia à gestão financeira institucional. Tirar as fundações das universidades é matar a pesquisa no país”, apontou Campolina, durante o debate público promovido pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais, com o tema 'Ciência, Tecnologia e Inovação'.

Quanto a relação universidades e empresas, o reitor lembrou que há 35 anos era inadmissível falar sobre essa aproximação. “Quando comecei a dar aulas na UFMG, falar desse assunto era como cometer um pecado. A universidade tinha que ser pura e neutra. Hoje isso mudou 99%. A UFMG é a maior universidade federal em depósito de patentes de biotecnologia e a maior do país em depósito de patentes”, destacou.

Já o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), Mário Neto Borges, apontou que a inovação tecnológica é uma questão nova no país e que necessita de dinheiro público, mas segundo ele ainda há empecilhos. “A dificuldade burocrática e até mesmo conceitual das academias para se colocar recurso público na inovação privada requer uma mudança de postura para que o país ganhe essa corrida tecnológica”, disse.

Borges também destacou que há quatro anos o orçamento da fundação é de 1% da receita líquida do Estado, o que representa R$ 204 milhões para 2010. Minas Gerais é um dos poucos Estados que já financiam a inovação nas empresas nas três modalidades de crédito ofertadas pela Finep: o empréstimo subsidiado, com juros zero ou negativo, além de não exigir garantia real para as pequenas empresas; o financiamento a fundo perdido; e o capital de risco.

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Fonte: Gestão CT

Diretor da Finep: Órgãos reguladores atrapalham a pesquisa no país

O diretor de Inovação da Financiadora e Estudos e Projetos (Finep), Eduardo Costa, abriu as baterias, ontem, em palestra no 22º Fórum Nacional, contra as limitações impostas ao trabalho da agência pelos órgãos reguladores que ele chamou de "sistema U". "As demandas dos órgãos de controle viraram um inferno", disse. Afirmou que esses órgãos têm "uma preocupação exagerada com a forma", levando a que, para atendê-los, as áreas jurídicas das instituições do governo como a própria Finep sejam mais importantes do que as operacionais. Empresa federal, a Finep financia pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Perguntado sobre os órgãos aos quais estava referindo-se, Costa disse: "É o sistema U, TCU, AGU...", citando especificamente o Tribunal de Contas da União e a Advocacia Geral da União. O diretor da Finep disse que os órgãos fiscalizadores estão usando os mesmos parâmetros para fiscalizar ações de natureza diferentes, como P&D e a "construção de uma ponte". Para ele, é necessário que se tenha um marco regulatório específico para essa área de P&D, a partir do qual os mesmos órgãos poderão continuar fiscalizando as ações de empresas como a Finep. Procurado, o TCU não respondeu até o fechamento dessa edição.

Não é a primeira vez que uma empresa do governo reclama da metodologia de fiscalização do TCU. A Petrobras ainda está discutindo com o órgão fiscalizador do Congresso os métodos que foram usados pelo TCU para considerar que havia superfaturamento em obras da estatal como a da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A Petrobras diz que o TCU usa para avaliar terraplanagem de área industrial o mesmo critério usado para a construção de uma rodovia.

Costa citou várias medidas que vêm sendo tomadas para estimular a inovação no Brasil, incluindo novos produtos da Finep. Mas, segundo ele, outro limitador dessa iniciativa é a escala ainda reduzida desse estímulo. Segundo ele, a Finep atende hoje apenas um terço do que seria necessário, sendo que no programa de subvenções (financia projetos inovadores a fundo perdido) somente 10% das demandas são atendidas. Em junho, a Finep deve lançar o edital de subvenção com recursos totais de R$ 500 milhões, R$ 50 milhões a mais do que em 2009.

Ainda durante as apresentações do painel sobre empresas e inovação, o presidente do Conselho de Administração do grupo Odebrecht, Emílio Odebrecht, apresentou seis pontos que ele considera essenciais para que as grandes empresas brasileiras mantenham-se competitivas, entre eles o incentivo crescente à ciência e tecnologia e a disponibilidade de financiamento a "custos atraentes, além do que já é oferecido pelo BNDES". Questionado sobre como fazer, Odebrecht disse que "é problema do governo". Ele criticou a elevação dos juros para conter o ritmo de crescimento da economia.

João Carlos Ferraz, diretor de Planejamento do BNDES, também chamou a atenção para a necessidade de o país contar com outras fontes de financiamento de longo prazo, além do BNDES, para sustentar os investimentos: "O Brasil não avançará enquanto não contarmos com uma indústria financeira que esteja financiando o longo prazo. Precisamos do mercado, da indústria financeira financiando o longo prazo. É a única maneira de ter sustentabilidade (do investimento) sem dependência tão profunda do BNDES."

Segundo ele, as empresas devem ira além da fronteira nacional e se desenvolver com base em capacidade de inovação e responsabilidade socioambiental. Ele também disse que é preciso valorizar as micros e pequenas empresas.

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Fonte: TN / Chico Santos, Francisco Góes e Rafael Rosas - Valor Econômico

Workshop Scientific Issues on Biofuels

O Workshop Scientific Issues on Biofuels será realizado nos dias 24 e 25 de maio, na sede da FAPESP, reunindo pesquisadores de diversos países em debates sobre a ciência da produção de biocombustíveis e sua sustentabilidade.

O evento tem realização da FAPESP, do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e do InterAcademy Panel (IAP), rede que reúne academias de ciências de diversos países.

O workshop é isento de taxa de inscrição e as palestras proferidas em inglês serão traduzidas para o português.

As palestras programadas são: “Bioenergy in Brazil”, com José Goldemberg (Universidade de São Paulo), “Gracefully Reconciling Large-Scale Bioenergy Production With Competing Demands”, com Lee Lynd (Dartmouth College, Estados Unidos), e “Academies, Advisory Councils and Governments-Roles and Responsibilities in Building Successful Societies Through Science, Technology and Innovation”, com Howard Alper (IAP e Universidade de Ottawa, Canadá).

Serão realizadas sessões de debates com os temas “The Science of Sustainable Bioenergy Production”, “The Science of Bioenergy and the Environment” e “Sustainability of Biofuels”.

* Inscrições podem ser feitas no site
* Mais informações: www.fapesp.br/biofuels

Fonte:Agência Fapesp

Vanderlei Bagnato do IFSC ganha Prêmio CBPF de Física

O professor Vanderlei Salvador Bagnato, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP), foi anunciado como ganhador do Prêmio CBPF de Física de 2010.

A comissão julgadora do prêmio indicou Bagnato pelo trabalho que demonstrou pela primeira vez o fenômeno de turbulência em um condensado Bose-Einstein e revelou as condições em que tal turbulência pode ser controlada.

O prêmio foi criado no fim do ano passado pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) para reconhecer e valorizar a excelência de contribuições pontuais desenvolvidas no Brasil na área de física.

A pesquisa desenvolvida pelo grupo coordenado por Bagnato abre uma nova janela para a investigação dos fenômenos de turbulência – um dos principais desafios da física contemporânea – e para o estudo de superfluidos.

O trabalho premiado foi publicado no periódico Physical Review Letters e foi tema de reportagem da Agência FAPESP em agosto de 2009.

De acordo com Bagnato, turbulências são fenômenos que ocorrem em fluidos – líquidos e gases –, geralmente submetidos a movimentos completamente desordenados, conhecidos como vórtices.

“É fenômeno muito difícil de ser estudado e, atualmente, é uma das principais fronteiras do conhecimento na física”, disse.

Bagnato coordena o Centro de Óptica e Fotônica (Cepof) de São Carlos, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da FAPESP, e o Instituto Nacional de Óptica e Fotônica, que tem apoio da Fundação e do CNPq.

O estudo, que também contou com a participação de cientistas da Universidade de Florença (Itália), demonstrou que o fenômeno da turbulência ocorre também no condensado de Bose-Einstein – uma fase da matéria formada por átomos em temperaturas próximas do zero absoluto e que permite a observação de efeitos quânticos em escala macroscópica.

Atualmente , o grupo está colhendo resultados mais detalhados sobre o fenômeno, como quanto tempo a turbulência demora para desaparecer do fluido quântico e quais são suas consequências, entre outros aspectos relacionados.

“Realizando no condensado, temos a chance de criar turbulência em um sistema um pouco mais controlado. Além disso, podemos manipular diversos fatores, como a variação de interação entre os átomos. Estamos tentando, em novos experimentos, controlar a turbulência por meio de um processo chamado de controle coerente quântico no condensado”, explicou.

O professor destacou também a contribuição da FAPESP à sua pesquisa. “Grande parte do que faço teve e tem o apoio marcante da FAPESP, que tem tornado possível realizar projetos de pesquisa de longo prazo. Estudo os condensados há mais de cinco anos, mas só recentemente temos tido resultados mais robustos”, disse.

Bagnato publicou mais de 200 trabalhos científicos em revistas internacionais e orientou mais de 45 teses entre doutorados e mestrados, principalmente na área de física atômica.

A entrega do Prêmio CBPF de Física de 2010, patrocinado pela Lasertools Tecnologia, será durante a cerimônia de abertura da 8ª Escola do CBPF, que ocorrerá em julho.

Fonte: Agência Fapesp

1º Simpósio Internacional sobre Intervenções Breves para o Uso de Droga

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) realizará nos dias 10 e 11 de junho o 1º Simpósio Internacional sobre Intervenções Breves para o uso de droga, em São Paulo.

O simpósio discutirá experiências de diversos países sobre intervenções breves, com usuários de álcool e outras drogas e intervenções breves como atividades preventivas.

Haverá conferências, palestras e mesas-redondas. Richard Saizt, da Universidade de Boston (Estados Unidos), fará a conferência de abertura com o tema “Panorama geral da intervenção breve no mundo”.

“Histórico e panorama atual das intervenções breves para usuários de drogas no Brasil” e “Resultados da implementação de intervenções breves em diferentes ambientes e desafios para o futuro” serão alguns dos temas em debate.

O evento será realizado no Anfiteatro Marcos Lindenberg, localizado na Rua Botucatu, 862, Vila Clementino, na capital paulista.

Mais informações pelo site : http://proex.epm.br/eventos10/drogas/index.html ou (11) 5576-4719 / 5576-4717

1º Encontro Paraense de Inovação e Tecnologia (Epit)

Pará recebe primeiro encontro de inovação e tecnologia
Acaba nesta sexta-feira (21), no Centro de Convenções da Amazônia, em Belém (PA), o 1º Encontro Paraense de Inovação e Tecnologia (Epit). Iniciado na quarta-feira (19), o evento reúne pesquisadores, poder público, empresários, inventores e sociedade em geral para debater os avanços na área de CT&I no Estado. O encontro é uma iniciativa da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect) e envolve palestras, minicursos e workshops.

Para o último dia do encontro está programada uma visita monitorada ao Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá, um importante espaço de inovação que reúne iniciativas de governos, pesquisadores e empresários. “Esta é uma forma de disseminar a importância da criação deste espaço porque esses parques são uma estratégia muito eficiente em um modelo de desenvolvimento baseado no conhecimento”, explicou a diretora da Agência de Inovação Tecnológica da UFPA, Gisa Bassalo.

Ainda segundo ela, durante o Epit serão divulgadas as contribuições de cada um dos atores envolvidos no ambiente inovador, como empresas, governo, institutos de pesquisa e universidades. Também serão apresentadas as formas de relacionamento entre eles e ainda demonstradas como essas parcerias se refletem em resultados práticos. “O objetivo do encontro é contribuir para a estruturação deste ambiente inovador”, destacou.

Paralelo ao Epit, ocorre o 4º Encontro da Rede Amazônica de Incubadoras de Empresas, promovido pela Rede Amazônica em prol do Empreendedorismo e Inovação (Rami). “Por terem objetivos comuns, os dois encontros foram reunidos em um só evento, sendo que a Rami vai apresentar os mecanismos que contribuem para os ambientes inovadores, como os PCTs, e casos bem sucedidos de empresas incubadas”, concluiu.

Informações sobre o evento podem ser obtidas no site www.epitpara.com/2010/.

Fonte:Gestão CT