segunda-feira, 3 de maio de 2010

Associação Europeia de Livre Comércio (Embrião da União Européia) acontecia em 1960

No dia 3 de maio de 1960, Suécia, Dinamarca, Áustria, Portugal, Reino Unido, Suíça e Noruega criaram a Associação Europeia de Livre Comércio, como contraponto ao embrião da União Europeia.

Quase não se fala mais na Associação Europeia de Livre Comércio (AELC). Também conhecida através da sigla inglesa EFTA (European Free Trade Association), ela desempenhou um papel praticamente insignificante em comparação à sua grande irmã, a União Europeia. Hoje, apenas quatro países fazem parte desta pequena comunidade econômica: as fundadoras Noruega e Suíça, assim como Islândia e Liechtenstein.

Em 1960, eram sete os países que se juntaram na AELC: Suécia, Dinamarca, Áustria, Portugal, Reino Unido, Suíça e Noruega. Wolfgang Veit, professor de Economia da Escola Superior Técnica de Colônia, relembra a época da fundação: "Fazendo um balanço histórico, constata-se que a AELC teve papel próprio como instrumento de poder no setor da política mercantil. Pois países desejosos de intervir isoladamente na política mercantil não dispõem de suficiente força de persuasão".

Por isso, a AELC tem de ser compreendida como uma concepção alternativa à CEE de então, que buscou criar um fórum próprio, a fim de dar aos seus países membros um papel mais importante nas discussões da política mercantil dos anos 60 e 70, afirmou Veit.

Apenas interesses econômicos

Mas o segundo espaço econômico europeu não conseguiu assegurar-se um papel permanente de importância no processo de integração da Europa. Como associação de países em sua maioria neutros, a AELC não visava nenhum tipo de integração política que ultrapassasse as relações econômicas.

Desde o início, foi esta a sua principal diferença em relação à União Europeia. O objetivo principal da AELC era o fomento do comércio mundial e o desenvolvimento de um mercado que abranjesse toda a Europa. As barreiras comerciais teriam que ser eliminadas.

Trampolim para a UE
Ao contrário da UE, as transações comerciais entre os países da AELC foram de pequeno volume desde o início. E o tipo de associação, sem grandes compromissos, facilitou a diversos países a transferência para a União Europeia.

Quando todo o processo de integração europeia acelerou-se, nos anos 1980, o ritmo das transformações já era determinado há muito pela UE. A Europa preparava o grande mercado interno. À AELC não restou outra alternativa senão a de adaptar-se ao processo. Durante uma conferência da UE e da AELC em Berlim, em 1988, o político social-democrata alemão Hans-Jochen Vogel comentou a evolução do processo de integração europeia:

"É evidente que o dinamismo do processo parte da UE e os países da AELC adaptaram-se inteiramente a isto. Alguns já começaram a ajustar as suas próprias regulamentações e normas legais às da UE."

Já então, o flerte entre a AELC e a União Europeia tinha se transformado em dependência. As regulamentações comuns fixadas através de tratados eliminavam cada vez mais as diferenças econômicas entre os dois blocos. Leis e normas foram equiparadas. E a diferença decisiva, a de que os países da AELC mantinham a sua completa soberania política, começou a ser um fator negativo, em face da alta aceitação e do direito de participação da UE em nível econômico e político mundial.

Participação no mercado mundial
O professor Wolfgang Veit era incisivo a respeito da importância da AELC, se comparada à União Europeia:

"A vantagem da UE para os seus países-membros, em relação à AELC, resulta do fato de ela ser um grupo comercial com grande quota de participação no mercado mundial. Isto é: o que a UE afirma é importante para as outras potências do comércio mundial. O que a AELC declara não é importante. Isso significa também que é mais fácil impor as suas próprias metas como participante da UE. Como membro da AELC, isso é mais difícil."

Fonte: Barbara Fischer (am)/ DW

Ipea seleciona candidatos para realização de intercâmbio

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) está com as inscrições abertas para o edital Ipea/Proing nº 1/2010 - seleção de candidatos para realização de intercâmbio. A data limite para a submissão das candidaturas é 21 de maio. O objetivo é estimular atividades de pesquisa, mediante a seleção de estudantes de graduação em projetos desenvolvidos pelo Ipea.

Serão selecionados até 20 candidatos das seguintes áreas temáticas: estudos e políticas setoriais de inovação, regulação e infra-estrutura; estudos e políticas regionais, urbanas e ambientais; estudos e políticas sociais; estudos e políticas macroeconômicas; estudos e relações econômicas e políticas internacionais; e estudos e políticas do Estado, das instituições e da democracia. O edital está disponível neste link.

Bolsas
O Ipea também está selecionando candidatos para a concessão de bolsas em dois projetos. O primeiro Atividades Produtivas Urbanas Artesanato: as articulações entre a arte e a economia recebe inscrições até o dia 6 de maio. Serão concedidas duas bolsas Auxiliar de Pesquisa (graduando) e duas Assistente de Pesquisa 3 (mestre). Entre o requisito mínimo exigido o candidato deve estar matriculado em curso de graduação em administração, ciências sociais, letras ou jornalismo.

Já quem tiver interesse em participar do projeto Custo Unitário do Processo de Execução Fiscal da União tem até 13 de maio para submeter a candidatura. Serão oferecidas 11 bolsas Auxiliar de Pesquisa 3 (mestre). É exigido título de mestre na área de ciências humanas ou ciências sociais aplicadas.Os dois editais estão disponíveis neste link.

Fonte: Gestão CT

Sistema para gestão de recursos humanos inova ao empregar o conceito da computação compartilhada com base na internet

Gestão de RH em nuvem

O conceito de computação em nuvem se refere à utilização coletiva de computadores, servidores e programas, que são compartilhados e interligados por meio da internet. O desenvolvimento de um sistema de gestão de recursos humanos baseado no conceito tem sido apoiado desde 2005 pelo Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).

O projeto “Plataforma web para o desenvolvimento do humano em organizações empresariais”, conduzido pela empresa Efix, desenvolveu um sistema computacional capaz de gerir competências, desempenho, aprendizagem e o capital intelectual de uma empresa.

Dois anos após o encerramento do projeto, a tecnologia desenvolvida tem sido adotada em grandes empresas, como Avon, Embraer, BMF&Bovespa e TAM.

A Efix surgiu em 1998 como uma desenvolvedora de produtos para internet e com trabalhos de ensino a distância por meios eletrônicos (e-learning). A partir de 2000, começou a se dedicar a sistemas para gestão de pessoas.

“Na época, não havia no mercado sistemas robustos e flexíveis voltados para a gestão estratégica de pessoas”, disse André Fix Ventura, fundador da Efix com o irmão Roberto, à Agência FAPESP. Os dois perceberam que muitos softwares no setor não eram desenvolvidos por empresas especializadas em tecnologia da informação, mas por consultorias de recursos humanos que faziam e vendiam os seus próprios programas.

O nicho chamou a atenção dos Ventura, que passaram a investir na concepção de um sistema que contemplasse a gestão estratégica e que pudesse ser aplicado em qualquer tipo de empresa. Os desenvolvedores da Efix projetaram um sistema dividido em três partes, cada uma dedicada a uma área: gestão de competências e desempenho, gestão do ensino e do conhecimento e avaliação de clima organizacional.

Cada área seria subdividida em módulos que totalizariam 15 no total. Em 2005, com nove módulos desenvolvidos, os empresários decidiram apresentar uma proposta para o PIPE. “Foi quando a análise feita pela FAPESP observou que o projeto estava bem maduro e que tinha condições de ser aprimorado”, disse Roberto.

O apoio financeiro foi necessário para o desenvolvimento dos seis módulos restantes, a criação de uma estrutura de comercialização e distribuição pela internet e a elaboração de um material de treinamento, além da tradução das interfaces para outros idiomas, o que permitiria a sua exportação.

O apoio também garantiu uma das maiores vantagens do sistema, a sua instalação em uma plataforma baseada na web. Ao manter todos os programas nos computadores da própria Efix, os clientes não precisariam ter uma equipe própria de manutenção dedicada ao hardware ou ao software.

O conceito de computação em nuvem também permitiu que atualizações mais rápidas dos equipamentos e dos programas pudessem ser feitas a partir de qualquer lugar do mundo por meio da internet. “Hoje, temos clientes acessando o sistema de outros países do continente americano e na Europa”, disse Roberto.

Versatilidade
Uma das características que chamou a atenção dos gestores dos clientes foi a flexibilidade do sistema. Ele é adaptável a qualquer metodologia de gestão, permitindo, inclusive, que duas delas coexistam na mesma empresa. “E, caso a empresa queira mudar de metodologia, a migração é feita facilmente”, afirmou André.

Os 15 módulos podem trocar informações entre eles e gerar relatórios para auxílio de tomadas de decisão. “O módulo de avaliação de competências pode ser cruzado com o de avaliação de metas e sugerir o tipo de treinamento e/ou desenvolvimento necessário para cada grupo baseado nas suas avaliações de competências. Do mesmo modo, o sistema pode indicar candidatos para uma sucessão ou realocação de pessoal com base nesses dados”, disse.

Cumprimento de metas departamentais, critérios para a distribuição de bônus e registros de reuniões de feedback são outros dados que o sistema pode utilizar respeitando a metodologia adotada por cada empresa. E, como os módulos funcionam de maneira independente, eles também podem ser adquiridos separadamente para atender necessidades específicas da companhia.

Essas características fizeram o sistema Efix ser contratado por grandes empresas. O mais novo cliente é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que anunciou recentemente o sistema como vencedor da concorrência para a implantação de um sistema de gestão de pessoal, envolvendo um contrato no valor de R$ 1,177 milhão.

“De 2004 a 2009, a Efix aumentou 1.100% em tamanho. Desse total, 760% foi no período de 2005 a 2008, quando tivemos o apoio do PIPE-FAPESP. Sem esse importante auxílio, seríamos bem menores”, disse Roberto Ventura.

Mais informações: www.efix.com.br

Fonte: Fábio Reynol / Agência FAPESP

Correio da Manhã disponível para consulta

O Arquivo Público do Estado de São Paulo disponibilizou para consulta pública uma coleção de originais do jornal Correio da Manhã de 1904 a 1974. Até então, a instituição dispunha apenas de dois exemplares do jornal.

A coleção foi doada no fim de 2009 pelo Arquivo Edgar Leuenroth (AEL), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no âmbito da parceria entre esta instituição e o Arquivo do Estado.

O Correio da Manhã foi lançado no Rio de Janeiro em 1901 por Edmundo Bittencourt, tendo sido publicado até 1974. Segundo o Arquivo do Estado, destacou-se como um jornal de opiniões fortes e engajado nas disputas políticas da sociedade brasileira.

Entre seus colaboradores se destacaram os escritores Lima Barreto, Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos, Carlos Heitor Cony e Antonio Callado, além dos críticos José Lino Grünewald e Antonio Moniz Vianna.

A coleção recebida pelo Arquivo do Estado passou por tratamento técnico antes de ser aberta à consulta.

O Setor de Consulta funciona de terça a sábado das 9h às 17h, sendo 16h o horário-limite para solicitação de material.

Mais informações: www.arquivoestado.sp.gov.br e (11) 2089-8100

Fonte: Agência FAPESP