segunda-feira, 26 de abril de 2010

Prêmio Fernão Mendes Pinto oferece dez mil euros para autor premiado

A Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) está com as inscrições abertas, até o dia 30 de maio, para o Prêmio Fernão Mendes Pinto, que tem como objetivo agraciar, anualmente, uma tese de mestrado ou doutorado que contribua para a aproximação das comunidades de língua portuguesa.

De acordo com o regulamento, as propostas devem ser apresentadas por universidades ou institutos de investigação científica de países de língua portuguesa. Cada projeto deverá ser fundamentado, fazendo-se acompanhar pelo currículum vitae do autor da respectiva tese de investigação.

O valor do Prêmio Fernão Mendes Pinto é de dez mil euros, a ser distribuído pela AULP em conjunto com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) ao autor escolhido. A publicação será da responsabilidade do instituto.

AULP
Sediada em Lisboa há 20 anos, a AULP possui membros dos oito países falantes do português e tem o objetivo de promover a cooperação entre universidades e instituições de ensino e investigação de nível superior por meio do incremento do intercâmbio de estudantes e investigadores.

O regulamento está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

Reator de Chernobil explodia em 1986

Chernobil é uma cidade no centro da Ucrânia, onde foi construída uma central nuclear em meados dos anos 70, a 110 quilômetros da capital, Kiev. O primeiro reator foi ativado em 1977, pela União Soviética. Nos anos seguintes, foram ativados mais três.

Em 1985, um grave acidente nuclear num dos reatores diminuiu a potência da usina em 25%. A 26 abril de 1986, duas fortes explosões destruíram o reator central, originando uma brecha no núcleo de mil toneladas. Seguiram-se outras explosões, provocadas pela liberação de vapor, espalhando uma gigantesca nuvem de radiação que contaminou 75% da Europa, da Irlanda do Norte à Grécia.

Nas imediações de Chernobil, 31 bombeiros ou trabalhadores da usina morreram naquele dia e 135 mil pessoas foram evacuadas. A União Soviética tentou ocultar as proporções do acidente. Antes mesmo de Moscou admitir a catástrofe oficialmente, a Suécia e a Finlândia já alertavam para o aumento da radiação.

Catástrofe aumentou ceticismo antinuclear
No sul da Alemanha, por exemplo, naquele dia, as medições no solo apontaram até 45 mil bequeréis de contaminação por césio 137 (o valor normal é 300 bequeréis). Apesar dos indícios evidentes de perigo, as fontes oficiais, como a Agência Internacional de Energia Atômica e o Fórum Nuclear Alemão, tentaram minimizar as consequências. Em todo o mundo, cresceu a polêmica em torno do uso e dos perigos da energia nuclear.

Após o acidente, milhares de soldados construíram uma proteção de aço e cimento, denominada sarcófago, para proteger o reator destruído. Em 1991, um incêndio de grandes proporções levou ao encerramento das atividades de outro dos reatores. A Agência Internacional de Energia Atômica inspecionou a central em março de 1994 e encontrou várias deficiências de segurança nos dois reatores ainda em funcionamento.

O sarcófago que sela o que resta do reator explodido estava ruindo. Em 1995, foi elaborado um protocolo de acordo entre a Ucrânia e as sete nações mais industrializadas (G7) para o encerramento das atividades da usina nuclear de Chernobil, em troca de assistência econômica.

Ucrânia aposta na energia nuclear

Com seu fechamento, a Ucrânia teria um déficit de 5% na geração de eletricidade. O governo de Kiev só cedeu à pressão das nações ricas em troca de uma ajuda de US$ 2,3 milhões do G7 para a construção de dois novos reatores, o financiamento de programas sociais e o reforço da segurança das outras quatro usinas nucleares ucranianas.

As estimativas no final do século passado indicavam que cerca de três milhões de pessoas, entre as quais um milhão de crianças, ainda sofrem de doenças congênitas provocadas pelas radiações.

O processo de desmantelamento da central nuclear pode levar pelo menos 40 anos, pois é necessário esperar que a radioatividade diminua naturalmente. Tentativas para tornar a terra em volta de Chernobil novamente segura para a agricultura incluem a raspagem de até quatro centímetros da superfície do solo. Em dezembro de 2000, a usina nuclear de Chernobil encerrou oficialmente suas atividades.(sg/rw)

Fonte: DW

Aberto edital do 7º Programa-Quadro da União Européia para pesquisadores brasileiros

Estão abertas até o dia 17 de agosto as inscrições para o edital FP7 People 2010 -IIF, no âmbito do 7º Programa-Quadro (FP7). A chamada faz parte do Marie Curie International Incoming Fellowships, programa de bolsas individuais voltado para pesquisadores de alto nível de Países Terceiros que desejem trabalhar com pesquisa na Europa, de forma a desenvolver a cooperação internacional e o crescimento mútuo.

Os investimentos somam 28 milhões de euros. A ação fornece apoio financeiro individual para projetos de pesquisa pela chegada de pesquisadores com experiência em uma organização legal hospedeira em um Estado Membro ou País Associado. Os tópicos da pesquisa serão escolhidos livremente com as diferentes instituições.

A duração é de um a dois anos. Podem participar pesquisadores experientes, com doutorado ou com mais de quatro anos de experiências comprovadas. Os concorrentes podem ser de qualquer nacionalidade, desde que demonstrem a mobilidade de um País Terceiro (Brasil) para um Estado Membro ou Associado (Europa).

O edital está disponível neste link.

FP7
Os Programas-Quadro são o principal instrumento de financiamento em ciência e tecnologia que a União Européia (UE) disponibiliza para seus Países-Membros e demais países de outros continentes, fomentando significativamente a cooperação internacional. O FP7, que entrou em vigor em 2007 e se estenderá até 2013, mobilizará cerca de 54 bilhões de euros para distribuir entre os projetos aprovados.

Informações sobre o FP7 podem ser obtidas no site da Cordis . (Com informações do B.Bice)

Fonte: Gestão CT

CNPq e Capes lançam edital para projetos em ciências humanas e sociais


O CNPq e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) financiarão projetos de pesquisa científica e tecnológica em ciências humanas e sociais por meio do edital 02/2010, que prevê o investimento de R$ 8 milhões, sendo R$ 4 milhões por cada entidade. A data limite para submissão das propostas é 4 de junho. A divulgação dos resultados está prevista para julho próximo.

Os interessados devem encaminhar os projetos ao CNPq exclusivamente via internet, por intermédio do Formulário de Propostas on-line, disponível na Plataforma Carlos Chagas, que pode ser acessada neste link. O edital prevê o investimento de até R$ 20 mil por projeto aprovado, valor que deverá ser utilizado com itens de custeio e capital. O tempo máximo para execução do projeto é de dois anos.

Para participar, o proponente deve possuir o título de doutor e ter o seu currículo cadastrado na Plataforma Lattes. Também é exigido que o interessado seja obrigatoriamente o coordenador do projeto, tenha vínculo formal, empregatício ou funcional, com a instituição de execução do projeto, em departamentos das áreas de ciências humanas, sociais e sociais aplicadas ou em programas de pós-graduação desses setores.

As propostas aprovadas serão contratadas na modalidade de Auxílio Individual, em nome do coordenador, mediante assinatura de Termo de Concessão e Aceitação de Apoio Financeiro a Projeto de Pesquisa Científica e/ou Tecnológica.

O edital completo está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT