terça-feira, 1 de junho de 2010

Aragão do CNPq: ensino fundamental é instrumento de avanço para a pós-graduação

Os problemas das universidades brasileiras começam no ensino fundamental. A afirmação é do presidente do CNPq, Carlos Aragão, que participou da sessão “A Universidade Brasileira, a Pós-Graduação e a Pesquisa”, na última sexta-feira (28), durante a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, em Brasília (DF).

Para ele, um grande desafio é fazer com que o ensino fundamental brasileiro consiga ensinar para os jovens as duas linguagens fundamentais, o português e a matemática. Aragão também considera importante que a escola fundamental inclua atividades culturais, artísticas, esportivas que venham a ser um verdadeiro centro comunitário onde o estudante possa ter educação em tempo integral.

“Para que isso ocorra precisamos ter professores qualificados, além de possibilitar que o estudante possa lidar com experimentação, ter nas suas escolas bons laboratórios, se dedicar à leitura e ter uma visão ampla das opções que terá pela frente. É preciso dar àqueles que pretendem ingressar nas universidades uma visão das grandes áreas”, disse.

Em sua opinião, o acesso à universidade precisa ser revisto. Ele sugere que seja contemplado o histórico do aluno, testando seu potencial, inteligência e criatividade em detrimento de um acúmulo de conhecimento que pode ser prejudicial por deficiência da própria escola.

Outra questão apontada pelo presidente do CNPq é que a iniciação científica deve ser estimulada desde o começo. “Estimular que nos cursos de graduação exista um número bastante atraente de colóquios, seminários, visitas de pesquisadores para que o estudante desde cedo se acostume com o fato de que fazer pesquisa científica, tecnológica é algo que faz parte da agenda moderna e atual”.

Pós-graduação
No campo da pós-graduação, Aragão alertou para a necessidade de uma formação básica adequada, de modo a levar desde cedo o pós-graduando a formular projetos e estar atento sobre a busca de recursos, além de possibilitar a eles uma interação com outras universidades do país e exterior.

“A universidade tem sido a grande responsável pelo enorme avanço que tivemos. A responsabilidade da nossa universidade, da nossa pós-graduação aumenta e muito porque temos grandes desafios pela frente e só com universidades ricas, modernas, sintonizadas é que vamos conseguir superar nossos desafios”, finalizou.

Fonte: Isadora Lionço / Gestão CT

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