terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Projeto Estratégico Município Verde Azul apresenta o ranking ambiental das cidades paulistas

A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo divulgou nesta terça-feira (1º/12) o ranking ambiental dos municípios paulistas estabelecido em seu Projeto Estratégico Município Verde Azul.

Os 156 primeiros colocados cumpriram todos os itens estipulados no protocolo de intenções proposto pela Secretaria, perfazendo mais de 80 pontos de média. Por esse motivo, receberam o certificado Município Verde Azul. No ano passado, apenas 44 cidades haviam sido certificadas.

Santa Fé do Sul, na região de São José do Rio Preto, manteve-se na liderança pelo segundo ano consecutivo somando 94,4 pontos, seguido por Novo Horizonte e Guaraçaí na segunda e terceira colocações, respectivamente.

De acordo com a Secretaria, o protocolo de intenções, assinado por todos os municípios paulistas, estabelece dez diretivas ambientais a serem trabalhadas: esgoto tratado, lixo mínimo, recuperação da mata ciliar, arborização urbana, educação ambiental, habitação sustentável, uso da água, poluição do ar, estrutura ambiental e conselho de meio ambiente. Para ser avaliado, o município precisa apresentar um plano de ação que contemple os dez itens.

Além do aumento do número de cidades certificadas, o projeto Município Verde Azul conseguiu avanços importantes como a redução dos lixões no Estado, que passaram de 143, em 2007, para oito este ano. Outro ponto positivo foi o georreferenciamento de nascentes, levantado ao longo do ano. Ao todo, foram mapeadas 86 mil nascentes nos últimos 12 meses.

A capital paulista obteve nota 86, porém, por causa de seu passivo ambiental de áreas contaminadas, não obteve o certificado Verde Azul. O mesmo problema também impediu a certificação de outros sete municípios que obtiveram boas médias: Américo Braziliense, Borborema, Guzolândia, Mongaguá, Olímpia, Piedade e Rubinéia.

Veja o texto Completo: Ranking ambiental dos municípios paulistas

Balanço da Aids em SP

Novo balanço da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, com base nos dados da Fundação Seade, aponta que a transmissão de Aids no Estado caiu 64,4% nos últimos dez anos, mas que a taxa de mortalidade apresentou ligeira alta pela primeira vez desde 1995.

O estudo mostra que a incidência da doença em 2008 foi de 12,2 óbitos por 100 mil habitantes, contra 34,3 em 1998, o pior ano de contágio por HIV da década de 1990 em São Paulo. Entre os homens a queda na transmissão chegou a 65%, enquanto entre as mulheres a diminuição chegou a 63,5%.

Em 2008, foram notificados ao todo 5.012 casos de Aids no Estado. A faixa etária com maior incidência de HIV continua sendo a de 30 a 39 anos de idade, com 26,2 casos por 100 mil habitantes, seguida pela de 40 a 49 anos, com 24,0.

Já a mortalidade por Aids foi de 8,2 óbitos por 100 mil habitantes no ano passado, contra 8,0 em 2007, interrompendo as quedas sucessivas registradas ao longo dos últimos 13 anos. O resultado foi influenciado pelo aumento da taxa de mortalidade entre as mulheres, que passou de 5,0 para 5,4, enquanto a dos homens apresentou discreta diminuição, de 11,2 para 11,1 no mesmo período.

Das 28 regionais epidemiológicas do Estado, 13 registraram aumento na mortalidade por Aids em 2008. A região de Barretos apresenta a pior taxa, com 15,1 óbitos por 100 mil habitantes (em 2007 eram 13,4). Na capital o índice passou de 8,8 para 9,6 no mesmo período. Já na região de Itapeva, que apresenta a menor mortalidade do Estado, o índice de 2,8 representa o dobro em relação ao ano anterior.

“O diagnóstico tardio ainda é um grande inimigo para o tratamento de pessoas contaminadas pelo vírus HIV. Cerca de 50% dos óbitos estão relacionados com o diagnóstico da infecção em fase avançada, de pacientes que já apresentam os sintomas”, afirma Maria Clara Gianna, diretora do Programa Estadual de DST/Aids.

A Secretaria da Saúde decidiu prorrogar a campanha “Fique Sabendo”, de incentivo à testagem precoce anti-HIV no Estado de São Paulo. A campanha, iniciada em 16 de novembro e que terminaria nesta terça-feira (1º/12), disponibilizou 150 mil exames, entre eles 20 mil testes rápidos, para a população paulista.

O teste anti-HIV é oferecido em todo o país de forma gratuita e sigilosa. Informações sobre os locais de testagem no Estado de São Paulo: www.crt.saude.sp.gov.br ou 0800-162550.

Fonte: Agência FAPESP