segunda-feira, 18 de maio de 2009

Fundação FORD lança programa de bolsas 2009

Bolsas da Fundação Ford
A Fundação Carlos Chagas anuncia a Seleção Brasil 2009 do Programa Internacional de Bolsas de Pós-Graduação da Fundação Ford (International Fellowships Programa - IFP).

O programa oferece bolsas de mestrado por até 24 meses para cursos no Brasil e no exterior. As inscrições para a Seleção 2009 se encerram dia 25 de maio de 2009 (data de postagem). Não haverá prorrogação do prazo.

O IFP é realizado em 22 países da África, América Latina, Ásia, Oriente Médio e na Rússia, locais onde a Fundação Ford atua. No Brasil, a Fundação Carlos Chagas é a instituição responsável pela coordenação.

Para assegurar a diversidade de origem dos bolsistas, o IFP prioriza candidatos negros ou indígenas, nascidos nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste ou provenientes de famílias que tiveram poucas oportunidades econômicas e educacionais.

Os bolsistas são selecionados com base em seu potencial acadêmico e de liderança e compromisso com a solução de problemas de sua comunidade, grupo social, região ou país.

Os selecionados poderão cursar programas de mestrado em qualquer área do conhecimento em universidade brasileira ou estrangeira. Além da bolsa de estudos, o programa pode oferecer apoios diversos aos selecionados, por exemplo, participação em cursos de curta duração, como de idiomas, informática e elaboração de projeto.

Mais informações: www.programabolsa.org.br/selecao.html, ou pelo e-mail ou ainda pelo fone(11) 3726-1079.

Fonte: Agência FAPESP

Em 1890 era editada a primeira revista em quadrinhos

No dia 17 de maio de 1890, foi publicada em Londres pela primeira vez uma revista semanal com histórias desenhadas.

Algumas fontes consideram o 17 de maio de 1890 como o dia de nascimento da história em quadrinhos. Foi nessa data que Alfred Harmsworth, mais tarde Lord Northcliffe, um magnata da imprensa de então, lançou em Londres a , primeira revista com histórias desenhadas.

Ela continha mais textos que desenhos e seu conteúdo era satírico-humorístico. Apenas um mês mais tarde, a publicação já tinha atingido uma tiragem de 300 mil exemplares, muito maior do que a dos grandes jornais de então.

Outras fontes apontam o norte-americano Richard Outcalt como o verdadeiro criador do gênero. Ele sintetizou o que tinha sido feito até então e introduziu em suas histórias do Yellow Kid, publicadas regularmente a partir de 1897 no suplemento dominical colorido do New York Journal, um elemento novo: o balão com as falas.

Há, no entanto, no Brasil um precursor que não deve ser deixado de lado numa crônica das HQ: o ítalo-brasileiro Angelo Agostini, que criou, já em 1869, para o jornal Vida Fluminense, As Aventuras de Nhô Quim.

Origens se perdem no tempo
Na verdade, as origens das HQ são mais remotas ainda. Já as culturas mais antigas, tais como a egípcia e a grega, narravam histórias através de seqüências de figuras desenhadas. Na virada do século 20, os gibis viraram um fenômeno comercial e artístico nos Estados Unidos, pela sua forma fácil de comunicação.

Tanto histórias divertidas como dramas eram estampados nos quadrinhos. O interesse era tanto que não demorou para as empresas explorarem o tema através da comercialização de licenças, a venda de brinquedos com a imagem dos personagens, programas de rádio e filmes, já na primeira década de 1900.

Em 1929, foi criado o marinheiro Popeye e, um ano mais tarde, o Mickey, seguindo-se o Pato Donald em 1938. A partir de 1933, começaram a ser publicadas as revistinhas de Walt Disney, exclusivamente com histórias em quadrinhos. Foi a época também do detetive Dick Tracy e do aventureiro do espaço Buck Rogers, e, depois, de Super-Homem e Batman.

Durante a Segunda Guerra Mundial, foram criados vários super-heróis norte-americanos para ajudar na luta dos Estados Unidos contra a Alemanha e o Japão. Depois, a temática ampliou-se para a reprodução de clássicos, ficção científica, aventuras, romances, crimes e horror.

Devido à censura na década de 50, muitas editoras foram à falência, principalmente nos Estados Unidos. O renascimento aconteceu nos anos 60, com a criação de mais uma série de personagens conhecidos, como o Homem Aranha.

Os nomes mais famosos da produção alemã são Fix e Foxi, de Rolf Kauka. Na Bélgica e na França, foram criados Tintin, Asterix, Lucky Luke, Spirou e Fantasio. (Sabine Ochaba (rw))

Fonte: DW