terça-feira, 10 de março de 2009

Confap e o Instituto Politécnico de Turim firmam parceria


O Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap) assinou, em dezembro de 2008, um acordo de cooperação técnico científico com o Instituto Politécnico de Turim, da Itália. A parceria foi detalhada no dia 5, em Cuiabá (MT), durante a primeira reunião técnica do conselho neste ano.

"Esse acordo abre a possibilidade para que qualquer fundação no âmbito do Confap possa estabelecer acordos específicos nas mais variadas áreas", afirmou o presidente da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná, José Tarcísio Pires Trindade. Ele foi dos integrantes da missão que visitou a Itália em dezembro. O grupo ainda contou com a participação do presidente do Confap, Odenildo Sena, e do vice-presidente do conselho, Antonio Carlos Camacho.

De acordo com Trindade, a parceria proporciona uma grande abertura em relação às possibilidades de intercâmbio de estudantes e professores, tanto no nível de graduação, quanto no de pós-graduação. A iniciativa também poderá resultar na troca de experiências entre grupos de pesquisas que existem no Brasil e no Politécnico, que tenham interesse em desenvolver projetos de pesquisa conjuntos. "Isso facilita bastante em relação a qualquer trâmite burocrático que pudesse trazer algum impedimento", diz.

Politécnico de Milão
O Confap também deverá firmar, em breve, um acordo semelhante junto ao Politécnico de Milão. O presidente da Fundação Araucária explica que o termo já foi todo delineado, mas ainda faltam algumas questões burocráticas para que ele seja assinado. "Da nossa parte não há nenhum empecilho", lembra Trindade. No entanto, existe um trâmite interno no âmbito da instituição italiana que exige que o acordo seja aprovado por um conselho superior para depois ser assinado pelo seu representante legal.

"Nós estamos aguardando esse trâmite interno burocrático para depois fazer a assinatura oficial", afirma.

Áreas
O presidente da Fundação Araucária lembra que não foram definidas áreas de interesse. No entanto, ele destaca que o Politécnico de Turim tem uma tradição muito forte na área de engenharia. No caso do Politécnico de Milão, Trindade lembra que as áreas de humanas e as demais áreas do conhecimento estão abertas.

"Claro que, dado o nível de estágio de desenvolvimento das áreas de conhecimento dentro dos dois politécnicos, as engenharias têm um conjunto de atividades muito mais fortes que as outras áreas. Mas isso não quer dizer que seja um privilégio ou um impedimento de outras áreas para fazer o intercâmbio", destaca.

Taxas
Uma das vantagens que os acordos trazem está relacionada às taxas que são cobradas pelos politécnicos. Trindade explica que, mesmo sendo instituições públicas, existem taxas que são cobradas de acordo com a renda do estudante, com a renda daquele que pleiteia e deseja fazer o curso. "São taxas que são além daquelas de matrícula, são taxas que decorrem exatamente do uso de fazer o curso", diz.

Com o acordo implementado, os estudantes e professores brasileiros que forem realizar cursos, sendo indicados e bancados pelas FAPs, ficarão livres de qualquer taxa.

Informações sobre as ações do Confap podem ser obtidas no site www.confap.org.br.

Fonte: Bianca Torreão / Gestão CT

Pesquisa do Cratod indica que 36% dos fumantes passivos na capital paulista têm níveis elevados de monóxido de carbono nos pulmões

Fumaça por tabela

Um estudo feito com 1.310 pessoas não fumantes, mas que estão expostas regularmente à fumaça do tabaco, indicou que 36% têm concentrações de monóxido de carbono nos pulmões compatíveis com as dos fumantes.

O trabalho foi conduzido pelo Centro de Referência Estadual de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. A conclusão é que os fumantes passivos estão expostos aos mesmos riscos dos usuários de derivados de tabaco.

Foram avaliados os níveis de exposição à poluição tabágica ambiental durante ações de prevenção e alerta promovidas em 2008 pelo Cratod em ambientes abertos na cidade de São Paulo, entre os quais ruas de grande circulação, e fechados, como bares e restaurantes.

Os participantes da pesquisa responderam a um questionário e passaram pelo teste do monoxímetro, que mede o nível de monóxido de carbono no organismo. O teste é similar ao do bafômetro e avalia a quantidade da substância no ar expirado.

Do total de avaliados, 18,32% tiveram resultado compatível com o de fumantes leves (que consomem menos de um maço de cigarros por dia), 15,27% com o de fumantes moderados (menos de dois maços diários) e 2,29% indicaram níveis compatíveis com os de fumantes pesados (mais de dois maços por dia). Os restantes apresentaram níveis normais.

O levantamento apontou ainda que 70,23% dos entrevistados não usuários de tabaco convivem com fumantes no ambiente de trabalho, enquanto 24,43% respiram a fumaça alheia na própria residência, 4,58% em bares, boates e restaurantes, 4,58% em escolas e 20,61% em outros locais com amigos.

Em não fumantes, a concentração aceitável de monóxido de carbono nos pulmões varia de 0 a 6 partes por milhão (ppm), considerando a poluição ambiental. Entre os fumantes leves essa concentração varia de 6,1 ppm a 10 ppm e, entre os moderados, entre 10,1 ppm e 20 ppm. Nos fumantes pesados, o valor varia de 20,1 ppm a 60 ppm.

Os resultados obtidos pelo Cratod são semelhantes aos apresentados em estudos internacionais, que apontam que entre 30% e 40% dos não fumantes consomem monóxido de carbono da fumaça do cigarro cronicamente.

Fonte: Agência FAPESP