quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

SBPC lança chamada para trabalhos da 61ª Reunião Anual

Os pesquisadores interessados em submeter resumos de trabalhos científicos para apresentação na 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece de 12 a 17 de julho em Manaus (AM), têm até o dia 23 de março para se inscrever pelo site www.sbpcnet.org.br/manaus/. Também poderão ser inscritos trabalhos de professores de educação básica ou técnica, contendo experiências ou práticas de ensino-aprendizagem. Os resumos aceitos, após análise, terão seus trabalhos programados para apresentação pelos autores na Sessão de Pôsteres.

O primeiro prazo de inscrição no evento, que oferece descontos maiores, vai até o dia 19 de fevereiro. Sócios da SBPC nas categorias “estudante”, “professor da educação básica ou técnica” e “sócio de entidades associadas à SBPC” pagam R$ 20,00. Já os sócios na categoria “professor de educação superior” e outros profissionais pagam R$ 50,00. Não sócios, nas respectivas categorias, pagam R$ 40,00 e R$ 100,00.

Com vistas à 61ª Reunião Anual, a SBPC também está fazendo uma promoção para novos associados. Até 19 de fevereiro, estudantes de graduação e de pós-graduação e professores da educação básica ou técnica pagam R$ 60,00 pela anuidade de 2009 e ganham inscrição grátis no evento. Professores de ensino superior e demais profissionais têm os mesmos benefícios por R$ 110,00.

Ao se associar à SBPC, o novo sócio passa a integrar o quadro de uma das entidades mais representativas na defesa do avanço científico e tecnológico, e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil. Também receberá gratuitamente, pelo correio, a revista Ciência &Cultura, de periodicidade trimestral, e o Jornal da Ciência, de periodicidade quinzenal.

Programação – O tema da 61ª Reunião Anual da SBPC “Amazônia: Ciência e Cultura”. As conferências, mesas-redondas, simpósios e minicursos serão organizados em torno de 17 núcleos temáticos. A Sessão de Pôsteres deverá contar com cerca de 3 mil trabalhos, seguindo a média dos anos anterior.

Além da programação científica, que inclui a Jornada de Iniciação Científica, serão realizados eventos paralelos como a EXPOT&C, mostra de projetos de ciência e tecnologia; a SBPC Cultural, atividades com ênfase nas expressões e valores artísticos locais e regionais; a Feira de Livros, espaço para editoras e livrarias; o espaço SBPC Jovem, com atividades voltadas para estudantes do ensino fundamental, médio ou técnico; entre outras atividades.

Como nos anos anteriores, também serão anunciados os vencedores do Prêmio José Reis, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e do Concurso Cientistas de Amanhã, do Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura (IBECC/UNESCO), Comissão São Paulo. Neste ano, o Prêmio José Reis contemplará a instituição ou veículo de comunicação que tenha se destacado pelo seu trabalho de tornar acessível ao público conhecimentos sobre ciência e tecnologia. Já Concurso Cientistas de Amanhã premiará cinco trabalhos de estudantes do ensino fundamental e médio. (Assessoria de imprensa SBPC)

Fonte: SBPC

ICTs deverão preencher formulário sobre a sua política de propriedade intelectual

Até o dia 31 de março, as Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) deverão enviar ao MCT informações sobre a sua política de propriedade industrial, criações desenvolvidas, proteções adquiridas e concedidas, e contratos de licenciamento ou de transferência tecnológica firmados. A informação foi divulgada no dia 13, no site do ministério.

De acordo com o MCT, essa determinação, que deve ser cumprida anualmente, está expressa no artigo 17 da Lei de Inovação (nº 10.973 de 2/12/2004). Os dados a serem enviados agora são referentes às atividades de 2008.

Com o objetivo de facilitar o envio das informações, o ministério disponibilizou em sua página na internet (www.mct.gov.br/sppi) um formulário eletrônico (Área de Trabalho - Marco Legal da Inovação Tecnológica). O procedimento também evita que os dados se extraviem. (Com informações do MCT)

Fonte: Gestão CT

Projeto Cíclotron foi lançado ontem pelo HC da USP

Imagem molecular

O Projeto Cíclotron – uma parceria público-privada que prevê a produção de medicamentos radioativos para utilização em exames diagnósticos e em projetos de pesquisa – foi lançado na manhã desta terça-feira (17/2), em cerimônia na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), na capital paulista.

O projeto contará com a Unidade de Produção de Radiofármacos, que já está sendo construída no Centro de Medicina Nuclear do Instituto de Radiologia (InRad) do Hospital das Clínicas da FMUSP.

A unidade abrigará, entre outros equipamentos, o cíclotron, que é um acelerador de partículas para a produção dos radiofármacos, e um tomógrafo PET (Positron Emission Tomography, na sigla em inglês), utilizado em exames para identificação de pequenos tumores.

O Projeto Cíclotron está orçado em R$ 17,7 milhões, divididos em investimentos de R$ 7,7 milhões em obras (R$ 4,2 milhões da Secretaria de Estado da Saúde e R$ 3,5 milhões do InRad) e mais R$ 10 milhões do Hospital Sírio-Libanês para outros custos. O convênio entre as instituições foi assinado na cerimônia de lançamento do projeto.

“A unidade de radiofármacos será o primeiro polo de produção instalado em um hospital público do Estado de São Paulo, com o objetivo de fomentar o ensino e a pesquisa na área de imagem molecular”, disse Carlos Buchbiguel, coordenador do Projeto Cíclotron.

Segundo o radiologista que também é diretor do Centro de Medicina Nuclear do InRad, a Unidade de Produção de Radiofármacos, cujas obras devem ser entregues até outubro, quando a produção terá início, beneficiará pacientes com câncer atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e também contribuirá para pesquisas em outras áreas do conhecimento.

“Além da oncologia, os radiofármacos podem ser utilizados em outras duas grandes áreas: a neurologia, principalmente para identificar focos responsáveis pela ocorrência de epilepsia, e a cardiologia, em que é possível identificar se um músculo que infartou ainda possui células ou fibras miocárdicas viáveis, ou seja, que estão metabolizando a glicose e, portanto, estão vivas, mas em sofrimento”, explicou.

“Nesse caso as imagens moleculares indicam a necessidade de uma cirurgia de revascularização para recuperar essas células de um destino irreversível”, disse Buchbiguel.

Polo de excelência
Com a instalação do cíclotron, que será doado pelo Hospital Sírio-Libanês, o objetivo do projeto é fazer com que o Hospital das Clínicas da FMUSP se torne um polo de formação de recursos humanos e de geração de conhecimentos novos em diversas áreas da medicina.

“As fronteiras das informações que a imagem molecular pode produzir e fornecer são ilimitadas e é isso que estamos introduzindo no complexo do Hospital das Clínicas. A idéia é que os alunos da USP possam disseminar as tecnologias na área para outros estados do Brasil”, afirmou Buchbiguel.

Empregados no exame de tomografia por emissão de pósitrons para o diagnóstico, por exemplo, de câncer em estágios iniciais, os radiofármacos serão utilizados em finalidades clínicas e de pesquisa no HC, no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e no Hospital Sírio-Libanês.

Buchbiguel explica que até poucos anos atrás a produção e comercialização dos chamados “radioisótopos de meia-vida ultra-curta”, utilizados nos tomógrafos PET para, segundo ele, “caracterizar doenças do ponto de vista molecular por meio de imagens”, eram monopólio da União por meio da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen).

“Uma vez que se percebeu que o governo federal não iria conseguir suprir a demanda do país pelos radioisótopos, tanto para assistência clínica como para pesquisa e ensino, há dois anos a Cnen, com base em uma emenda constitucional, fez uma flexibilização do monopólio para produção de radioisótopos por outras instituições”, disse.

Os radioisótopos são incorporados aos radiofármacos para uso no tomógrafo PET. Um desses radioisótopos é o flúor 2 (desoxiglicose), também conhecido como FDG-18F, utilizado em exames para detecção de tumores.

Injetado na corrente sanguínea do paciente, o flúor 2 produzido pelo cíclotron desloca-se rapidamente aos locais onde há maior consumo de glicose, o principal alimento do tumor, mostrando de modo precoce a presença de células tumorais nas imagens. A previsão é que o cíclotron a ser instalado no Hospital das Clínicas da FMUSP produza, pelo menos, dez radioisótopos diferentes.

“Com o cíclotron do HC será possível não só suprir as necessidades assistenciais dos pacientes, mas também desenvolver novos produtos e compostos para aplicação na área clínica, de modo a permitir o diagnóstico mais efetivo e precoce do câncer e de outras doenças”, disse Buchbiguel.

Mais informações: www.hcnet.usp.br

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

A epidemia de gripe espanhola: um desafio à medicina baiana

Artigo relembre efeitos da gripe espanhola

Artigo publicado no mais recente número da revista História, Ciências, Saúde Manguinhos, a pesquisadora do Núcleo de Tecnologia e Saúde do Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia, Christiane Maria Cruz de Souza, dedica-se aos aspectos relacionados ao desafio representado pela gripe espanhola para as autoridades médicas e sanitárias da Bahia. A gripe espanhola, que infectou mais de 600 milhões de pessoas em todo o mundo, em apenas três anos, entre 1918 e 1920.

Christiane analisa o posicionamento da medicina higienista baiana diante das discussões que a gripe propiciou, assim como o aporte científico utilizado pelos médicos para tentar explicá-la e recomendar as medidas terapêuticas e profiláticas contra a doença. No artigo, a autora informa que o Instituto Oswaldo Cruz (IOC), então já instalado na Bahia, desempenhou papel fundamental, com a realização de exames microscópicos e bacteriológicos diversos, na tentativa de identificar o causador da doença que chegou a fechar fábricas na capital baiana, tal a fúria que atacou os soteropolitanos.

Leia mais no site da Fiocruz.


Leia o artigo completo no site

Fonte: Fiocruz

Em 1600 Giordano Bruno era queimado pela Inquisição

No dia 17 de fevereiro de 1600, Giordano Bruno foi queimado vivo no Campo dei Fiori, em Roma, sob acusação de heresia e blasfêmia.

"Posso ter sido qualquer coisa, menos blasfemador." Esta frase teria sido dita por Giordano Bruno no dia de sua execução. Em 17 de fevereiro de 1600, ele foi queimado vivo no Campo dei Fiori, em Roma, onde é relembrado desde 1899 por um monumento.

Ao contrário de Galileo Galilei (1564–1642), Bruno negou-se a refutar a teoria do astrônomo alemão Johannes Kepler (1571–1630) de que a Terra girava em torno do Sol.

Além disso, por ser padre e teólogo, suas heresias e dúvidas, em relação à Santíssima Trindade, por exemplo, partiam de dentro da Igreja e foram interpretadas como um ato de insubordinação ao papa.

Nascido numa família da nobreza de Nola (próximo ao Vesúvio) em 1548, inicialmente chamava-se Fellipo Bruno. Aos 13 anos, começou a estudar Humanidades, Lógica e Dialética em Nápoles, no mesmo convento em que São Tomás de Aquino vivera e ensinara.

Em 1565, aos 17 anos, recebeu o hábito de dominicano, ocasião em que mudou o nome para Giordano. Ordenado sacerdote em 1572, continuou seus estudos de Teologia no convento, concluindo-os em 1575.

Fuga das autoridades eclesiásticas
Sua vida acadêmica foi marcada pela fuga constante das autoridades eclesiásticas. Lecionou em Nápoles, Roma, Gênova, Turim, Veneza, Pádua e Londres, antes de se mudar para Paris em 1584. Passou o período de 1586 a 1591 em Praga e nas cidades alemãs de Marburg, Wittenberg, Frankfurt e Helmstedt, onde escreveu a que é considerada sua principal obra: Sobre a associação de imagens, os signos e as idéias.

Apesar das advertências de amigos, voltou para a Itália em 1591, convicto de que na liberal Veneza não cairia nas garras da Inquisição. Mas logo foi preso e levado para Roma, onde passou seu últimos anos na prisão.

Giordano Bruno teria caído numa armadilha ao retornar à Itália. Na Feira do Livro de Frankfurt de 1590, uma dupla de livreiros a serviço do nobre veneziano Giovanni Mocenigo o teria convidado para ir a Veneza ensinar Mnemotécnica, a arte de desenvolver a memória, na qual era um perito. Pouco depois de sua volta, desentendeu-se com Mocenigo, que o trancou num quarto e chamou os agentes da Inquisição.

Encarcerado na prisão de San Castello no dia 26 de maio de 1592, seu julgamento começou em Veneza, foi transferido para Roma em 1593 e chegou à fase final na primavera de 1599. Durante os sete anos do processo romano, Bruno negou qualquer interesse particular em questões teológicas e reafirmou o caráter filosófico de suas especulações.

Essa defesa não satisfez os inquisidores, que pediram uma retratação incondicional de suas teorias. Como se manteve irredutível, foi condenado devido à sua doutrina teológica de que Jesus Cristo era apenas um mágico de habilidade incomum, que o Espírito Santo era a alma do mundo e que o demônio seria salvo um dia.

Ao ouvir sua sentença, a 8 de fevereiro de 1600, teria dito aos juízes: "Vocês pronunciam esta sentença contra mim com um medo maior do que eu sinto ao recebê-la".

Contribuição intelectual decisiva
A Congregação do Santo Ofício, presidida pelo papa Clemente 8º (1592–1605), ainda concedeu ao "herege impertinente e pertinaz" oito dias de clemência para um eventual arrependimento.

A capitulação de Bruno teria um forte efeito propagandístico num ano da "graça" como o de 1600. Mas ele preferiu enfrentar a pena de morte a renegar suas idéias. Seus trabalhos foram publicados no Índex em agosto de 1603 e só foram liberados pela censura do Vaticano em 1948.

Segundo os historiadores, Giordano Bruno prestou uma contribuição intelectual decisiva para acabar de vez com a Idade Média. Morto aos 52 anos, tornou-se um mártir do livre pensamento. Ele foi vítima da intolerância religiosa típica da chamada Contrarreforma, a batalha travada pela Igreja Católica contra a Igreja Reformada.

O martírio de Giordano Bruno em 1600, seguido do julgamento de Galileo Galilei em 1616, abriu um fosso de desconfiança entre a ciência e a religião. [Norbert Ahrens (gh)]

Fonte: DW

Charles Darwin – Em um futuro não tão distante

Darwin multidisciplinar
A contribuição de Charles Darwin (1809-1882) à sociedade transcende a biologia e o próprio universo acadêmico. Essa é a idéia central do livro Charles Darwin – Em um futuro não tão distante, lançado nesta terça-feira (17/2) em São Paulo.

A coletânea de artigos, que comemora o bicentenário do nascimento do naturalista britânico e os 150 anos da publicação de sua principal obra, A Origem das Espécies, baseia-se no ciclo de palestras realizado no Rio de Janeiro em associação com a exposição Darwin, em 2008, pelo Instituto Sangari.

Organizado por Maria Isabel Landim e Cristiano Rangel Moreira, pesquisadores do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP) e co-curadores da exposição, o livro enfoca, sob o ponto de vista de diferentes áreas, aspectos da biografia e da teoria de Darwin.

De acordo com a organizadora, um dos principais objetivos da obra é apresentar ao grande público a contemporaneidade do pensamento evolutivo.

“Procuramos condensar no livro os diversos pontos de vista apresentados no ciclo de palestras, que mostravam como as ideias de Darwin ultrapassam as ciências da vida e ajudam a compreender uma série de fenômenos que não costumamos rotular como biológicos”, disse Maria Isabel.

O primeiro capítulo da obra, de autoria dos próprios organizadores, foi produzido exclusivamente para o livro e concentra os aspectos biográficos. Segundo Maria Isabel, além de situar os leitores pouco familiarizados com a vida de Darwin, o capítulo também apresenta uma interpretação atual sobre sua biografia.

“Procuramos situar a figura de Darwin na própria teoria evolutiva contemporânea, mostrando as diversas transformações que ela sofreu durante esses 150 anos e apontando os aspectos que gostaríamos que tivessem mudado, mas que permanecem inalterados no senso comum”, disse.

Um dos capítulos foi escrito por Armando Bittencourt, diretor do Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural da Marinha. “Apaixonado pela história das expedições científicas no Brasil, ele traça um paralelo entre as viagens de Darwin, Alfred Wallace e Henry Bates ao país”, disse Maria Isabel.

Nelio Bizzo, da Faculdade de Educação da USP, revê alguns temas darwinianos, desfazendo certos mitos sobre o naturalista. “Ele derruba, por exemplo, o mito de que A Origem das Espécies teria sido um best-seller na época. Na verdade, foi apurado que os livreiros faziam uma espécie de venda casada, ‘empurrando’ o livro de Darwin para quem quisesse comprar outros títulos mais populares”, contou.

Comportamento e desenvolvimento
Mario Pinna, do Museu de Zoologia da USP, apresenta uma introdução à perspectiva evolutiva. “Ele traça os principais aspectos da lógica do pensamento evolutivo para o grande público, mostrando como isso se reflete nas classificações biológicas hoje conhecidas”, disse Maria Isabel.

O capítulo de autoria de Suzana Herculano-Houzel, professora do Departamento de Anatomia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, analisa o cérebro humano sob a perspectiva da evolução.

“A partir das pesquisas desenvolvidas em seu laboratório, a professora estabeleceu a ‘receita’ da construção de um cérebro de grandes grupos de mamíferos. Com isso, ela demonstrou que nosso cérebro não tem nenhum ingrediente especial. É apenas um cérebro de um primata de grande porte”, explicou.

Cesar Ades, professor do Instituto de Psicologia da USP e diretor do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da mesma universidade, escreveu o capítulo que gerou o subtítulo do livro: Num futuro não tão distante: Darwin e a ciência do comportamento.

“Ele propõe que hoje, dentro do prognóstico feito pelo próprio Darwin, a teoria evolutiva já contribui para a compreensão do comportamento humano”, disse Maria Isabel.

Sérgio Pena, professor do Departamento de Bioquímica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em seu capítulo, desconstrói o fundamento bioideológico da separação da humanidade em “raças”, por meio de um detalhado histórico da origem desse conceito por meio de análises genéticas. “A proposta é que a divisão possível para a atual diversidade humana estaria em 6 bilhões de indivíduos”, disse a pesquisadora.

No último capítulo, o economista Sérgio Besserman, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, discute como o pensamento de Darwin pode ajudar a trilhar o caminho do desenvolvimento sustentável.

“Esse capítulo destaca as mudanças comportamentais que nos serão exigidas no século 21 para lidar com crises como a do aquecimento global”, disse Maria Isabel.

Mais informações: www.travessa.com.br

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP