terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Simpósio Internacional de Neuro-Oncologia do Hospital Sírio-Libanês

O Simpósio Internacional de Neuro-Oncologia do Hospital Sírio-Libanês será realizado nos dias 20 e 21 de março de 2009, em São Paulo.

A programação científica prevê a participação de quatro palestrantes do Centro de Tumor Cerebral do Centro de Câncer M.D. Anderson, em Houston, nos Estados Unidos, especialistas nas áreas de oncologia, neurologia, neurocirurgia, radioterapia e radiologia: Raymond Sawaya, Sujit Prabhu, Mark Gilbert e Eric Chang.

No módulo “Gliomas” serão debatidos temas como “Avanços nos métodos de imagem convencionais para o diagnóstico dos astrocitomas de baixo grau”, “Estratégias terapêuticas no manejo dos gliomas do tronco cerebral”, “Astrocitomas de alto grau do sistema nervoso central” e “Controvérsias e novas direções no manejo dos gliomas de alto grau”.

No módulo “Doença metastática para sistema nervoso central”, os participantes irão discutir temas como “Manejo da lesão cerebral isolada”, “ Manejo das lesões múltiplas”, “Manejo da doença metastática em coluna” e “Discussão de casos clínicos: Gliomas e metástases para cérebro e coluna vertebral”.

Mais informações: www.sbcancer.org.br

Fonte: Agência FAPESP

Rico do Brasil supera o da Suécia em IDH

Elite brasileira lidera lista de 32 países analisados em estudo; os 20% mais pobres têm IDH pior que os mais pobres de Vietnã e Paraguai


Os brasileiros mais pobres vivem em condições de desenvolvimento humano comparáveis às da Índia, mas os 20% mais ricos, em situação melhor que a fatia mais rica da população da Suécia, Alemanha, Canadá e França. As informações estão no relatório do PNUD que analisa os números recentes do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e cita um estudo europeu que conclui que países que atingiram alto desenvolvimento humano (IDH maior de 0,800) nos últimos anos, como o Brasil, ainda têm parte da população sofrendo privações comuns às de países do fim da lista.

O estudo “Desigualdade no Desenvolvimento Humano: Uma determinação empírica de taxas de 32 países” menciona cálculos que comparam a desigualdade em 32 nações ricas e em desenvolvimento. São elas: Austrália, Canadá, Finlândia, França, Alemanha, Itália, Holanda, Polônia, Espanha, Suécia, Estados Unidos, Colômbia, Brasil, Peru, Paraguai, Vietnã, Indonésia, África do Sul, Bolívia, Quirguistão, Nicarágua, Guatemala, Índia, Gana, Camarões, Madagascar, Guiné, Costa do Marfim, Zâmbia, Etiópia, Moçambique, Burkina-Fasso.

Nessas nações, os números do IDH foram calculados para 5 estratos da população de acordo com a renda. No Brasil, a fatia mais rica tem um IDH de 0,997, próximo do máximo (1,000). O número é maior que o IDH do país que encabeça o último ranking, a Islândia (IDH de 0,968), e supera o valor correspondente aos 20% mais ricos de todos os outros países calculados, incluindo o do Canadá (0,967) e o da Suécia (0,959), terceiro e sétimo lugar na lista, respectivamente.

O atual IDH do Brasil, uma média de todo o país, é de 0,807, mas os mais pobres estariam sujeitos a condições correspondentes a um IDH de 0,610, ficando abaixo do segmento mais pobre da Indonésia (0,613), do Vietnã (0,626), do Paraguai (0,644) e da Colômbia (0,662). O IDH dos mais pobres brasileiros é comparável ao IDH da Índia (0,609)

"Os resultados mostram que a desigualdade no desenvolvimento humano foi bastante alta, e maior ainda em países em desenvolvimento”, afirma o relatório do PNUD. O texto acrescenta que a América Latina é o continente que apresenta as maiores desigualdades. No Brasil e em países como Guatemala e Peru, a diferença do IDH dos 20% mais pobres para o IDH dos 20% mais ricos só não é superior à de alguns países da África, como Madagascar e Guiné.

O relatório do PNUD ainda destaca outras formas de desigualdade. Segundo o documento, uma criança que nasce em algum dos 20 países do topo do ranking pode viver até os 80 anos, mas se ela nascer nos países de IDH mais baixo, sua expectativa de vida não é maior que 49 anos. Segundo a entidade, houve avanços importantes na maioria dos países, em especial nos índices de educação, mas, especialmente na África, alguns países tiveram retrocesso. “São preocupações centrais as extensas lacunas entre os ricos e pobres e entre homens e mulheres dentro dos países. Altos níveis de pobreza humana em muitos países em desenvolvimento requerem ações prioritárias”, conclui o texto.

Fonte: PNUD Brasil

2º Encontro Paulista de Geometria

O 2º Encontro Paulista de Geometria (2º EPG) será promovido pelo Departamento de Matemática da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) entre os dias 9 e 11 de fevereiro de 2009, em São Carlos (SP).

O evento tem a finalidade de mostrar algumas das pesquisas realizadas no último triênio pelos pesquisadores e alunos de pós-graduação do Estado de São Paulo e por colaboradores e convidados.

O encontro pretende incentivar e fortalecer o intercâmbio entre os pesquisadores da região de São Paulo e geômetras de outros estados do Brasil e exterior durante o verão. O prazo para submissão de propostas completas de trabalhos vai até 16 de janeiro de 2009.

A programação científica abordará tópicos como superfícies mínimas, teoria das imersões isométricas e conformes, geometria pseudo-riemanniana, grupos de transformações e teoria de Lie.

Mais informações: www.dm.ufscar.br

Fonte: Agência FAPESP