segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Vacina contra leishmaniose desenvolvida com participação brasileira será testada nos em 2009

Teste de eficácia
O Instituto Butantan e o Instituto de Pesquisas de Doenças Infecciosas (Idri, na sigla em inglês), em Seattle, nos Estados Unidos, anunciaram (dia 5/12) que a segunda fase dos testes clínicos da vacina contra a leishmaniose será iniciada no Brasil.

O novo complexo vacinal foi produzido em conjunto por pesquisadores de diversas instituições norte-americanas e brasileiras. A fase 1 de testes clínicos, realizada nos Estados Unidos, avaliou a toxicidade da vacina em camundongos e em humanos. A fase 2 irá testar a eficiência do produto em cães.

No dia 5, em São Paulo, o grupo que lidera as pesquisas discutiu a programação da fase 2 de ensaios clínicos em uma reunião coordenada pelo presidente da Fundação Butantan, Isaias Raw, e por Steven Reed, fundador e chefe de Pesquisa e Desenvolvimento do Idri.

De acordo com Raw, ao contrário do que se faz com outras vacinas, nesse caso os ensaios clínicos da fase 2 serão realizados nos cães e não em humanos, porque esses animais são os principais hospedeiros do ciclo doméstico de transmissão da leishmaniose visceral.

“O mais importante aqui é que cada dia se inventa mais uma vacina e o número de vacinas que uma criança pode tomar é limitado. É uma imensa vantagem não precisar vacinar a criança, que não terá seu sistema imunológico supersaturado. A expectativa é imunizar três quartos dos 40 milhões de cães soltos no país”, disse Raw.

A leishmaniose visceral é transmitida pelo mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis), vetor que primeiramente pica um animal hospedeiro infectado para depois atingir o homem. Mas, de acordo com Raw, não seria uma boa estratégia controlar a doença a partir do vetor.

“É importante controlar o mosquito, mas sua velocidade de reprodução, o número de mosquitos e a chance de chegar a todos os lugares onde eles estão torna muito difícil a tarefa de controlar a doença por meio deles. É bem mais fácil encontrar e vacinar os cães”, explicou.

Além da vacina profilática que será aplicada em cães, de acordo com Raw será desenvolvida também uma vacina terapêutica, com uma pequena modificação, para aplicação em humanos. Após os testes clínicos, as vacinas deverão ser submetidas ao controle do Ministério da Agricultura.

“Assim que a vacina for aprovada já começará a produção. Os testes clínicos realizados nos Estados Unidos atestaram a segurança da vacina e a expectativa de que ela passe nos testes de eficiência é de 70%. O sucesso é praticamente garantido”, disse.

Segundo Raw, quando a vacina estiver pronta para a produção, o Instituto Butantan deverá investir cerca de R$ 5 milhões na nova fábrica. “O investimento total para a fábrica é difícil de ser previsto. A fábrica de hemoderivados custou mais de R$ 100 milhões, mas a da vacina para leishmaniose não deverá chegar a 15% disso”, apontou.

Os testes clínicos, segundo ele, terão duração de cerca de um ano. “Mas é possível que esse prazo seja reduzido, se acharmos uma metodologia mais moderna para avaliar o avanço da doença nos cães sem precisar esperar que eles morram de uma lesão do fígado. Os ensaios deverão ser realizados em pelo menos três lugares, para aumentar a eficácia”, afirmou.

Testes em humanos
A segunda fase dos ensaios clínicos deverá determinar quantas doses da vacina serão necessárias para imunizar cada cão, por quanto tempo a vacina será ativa e qual a forma mais econômica de produzi-la levando em conta o universo a ser vacinado.

De acordo com Antonio Campos-Neto, do Instituto Forsyth, em Boston, um dos pesquisadores que participou da reunião, a fase 2 de testes clínicos terá dupla utilidade: avaliar a capacidade da vacina para proteger os cães e gerar subsídios para testes mais amplos em humanos.

“A vacina se mostrou muito eficaz em camundongos, foi testada em alguns seres humanos e obteve aprovação da FDA [Food and Drug Administration]. Agora ela será avaliada no Brasil, onde a doença é endêmica. O objetivo da reunião é discutir como implementar os ensaios clínicos em animais de experimentação que também são o alvo da vacina: os cães. Quando tivermos evidências de que ela é eficaz, ampliaremos os ensaios para diversos países, inclusive em humanos”, afirmou o cientista brasileiro radicado nos Estados Unidos.

Campos-Neto explicou que vem trabalhando no desenvolvimento da vacina em parceria com a equipe de Reed desde a década de 1980. “As instituições brasileiras envolvidas no projeto foram selecionadas entre os principais centros de excelência de pesquisa sobre a doença, especialmente os que estão localizados em regiões endêmicas. São instituições respeitadas em todo o mundo em estudos nessa área”, disse.

“O desenvolvimento da vacina teve forte participação brasileira em todas as fases. Nos últimos dez anos trabalhamos intensamente com laboratórios na Bahia, Minas Gerais e São Paulo”, acrescentou Reed.

Além de Raw, Reed e Campos-Neto, participaram da reunião Carlos Henrique Nery Costa, da Universidade Federal do Piauí, José Wellington Oliveira Lima, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Antonio Rafael da Silva, da Universidade Federal do Maranhão, Valeria Lima, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Araçatuba, e Ricardo Gazzinelli, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

O Teatro no Século 18 – Presença de António José da Silva, o Judeu

Texto de qualidade

Há quem afirme que não houve teatro de boa qualidade no Brasil durante o período colonial. O uso de técnicas teatrais teria fins didáticos apenas, como o teatro de catequese produzido pelo padre José de Anchieta. Em um caminho inverso, o livro O Teatro no Século 18 – Presença de António José da Silva, o Judeu afirma, que havia, sim, um teatro em formação no Brasil Colônia e que ele não se limitava apenas à catequese.

A obra que acaba de ser lançada reúne ensaios divididos em dois principais blocos. O primeiro está centrado no teatro produzido não só em Portugal e no Brasil, mas também na França e na Itália. No segundo, os textos destacam e celebram o tricentenário de nascimento de António José da Silva (1705-1739), conhecido como o “Judeu”.

A coletânea foi organizada por Renata Soares Junqueira e Maria Gloria Cusumano Mazzi, professoras da Faculdade de Ciências e Letras (FCLAr) da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), em Araraquara. De acordo com Renata, o livro é o resultado da 4ª Semana de Estudos Teatrais, realizada na FCLAr em 2005, quando se homenageou o autor nascido no Rio de Janeiro e morto precocemente em Lisboa, vítima da perseguição da Inquisição.

“Na história do teatro português, ele é, com certeza, o mais importante comediógrafo depois de Gil Vicente, no século 16, e antes de Almeida Garrett, no século 19. Mas se trata de um autor brasileiro que os brasileiros ainda não descobriram”, disse Renata.

Se o espaço dedicado a Silva nos cursos de letras das universidades nacionais é ainda muito pequeno, nos cursos de artes cênicas a presença do autor é ainda menor. “Isso não se justifica de maneira nenhuma. Precisamos conhecer melhor esse grande autor”, afirmou.

Segundo ela, havia um teatro no Brasil colonial que era fundamentalmente de intenção didática e de catequese, feito pelos padres jesuítas, para auxiliar na conversão dos índios ao catolicismo. Mas já havia também um teatro para a nobreza e para a burguesia que por aqui se estabeleciam. “Esse teatro ‘culto’, digamos assim, era o mesmo que se cultivava na metrópole, isto é, era importado da França, da Itália e da Espanha”, disse Renata.

“Estavam muito em voga, nos tempos de D. João 6º, na primeira metade do século 18, as requintadas e caras óperas italianas, destinadas aos cortesãos, gente nobre e endinheirada. As classes populares não tinham acesso aos palácios e teatros opulentos nos quais essas óperas eram representadas. Pois está nisso, justamente, a grande novidade e o grande interesse das óperas cômicas produzidas por António José da Silva”, apontou.

O comediógrafo parodiava as óperas italianas em seus textos, que eram escritos em prosa entremeada de canções. O Judeu reproduzia, segundo Renata, as luxuosas óperas que tanto sucesso faziam na corte portuguesa com poucos recursos.

“Suas óperas, produzidas com pouco dinheiro, foram concebidas para serem representadas por marionetes e a elas podia ter acesso a gente simples, do povo, que logo começou a encher a sala do Teatro do Bairro Alto, em Lisboa, onde as peças eram representadas. Ali, o Judeu apresentou personagens que eram verdadeiras caricaturas da nobreza daquela época e que falavam em um estilo que também se revela uma caricatura da linguagem empolada e sofisticada que se cultivava nos tempos do Barroco”, disse.

Segundo a pesquisadora, o autor fazia uma paródia do Barroco e da tradição da poesia cultista, além de uma crítica muito fina e penetrante das instituições dominantes em Portugal – tardiamente barroco – na época de D. João 6º.

“Ele já ameaçava abrir as portas de Portugal ao pensamento liberal que o iluminismo viria a introduzir no país posteriormente, na segunda metade do século 18, com a chegada do marquês de Pombal ao poder”, explica ao destacar que Silva morreu antes, em 1739, em auto-de-fé da Inquisição de Lisboa.

Vida e obra
Segundo Renata, António José da Silva era de família judia convertida à força ao cristianismo. Vivia no Rio de Janeiro quando os pais foram levados presos para Lisboa, onde foram submetidos a diversos interrogatórios e torturas. Ele e os irmãos também seguiram posteriormente para Portugal e por lá ficaram. Ingressou no Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, casou-se com uma jovem cristã-nova e começou a fazer sucesso teatral na década de 1730.

“Sua primeira ópera cômica, intitulada Vida do Grande D. Quixote de la Mancha e do Gordo Sancho Pança, é de 1733. Quando se representou a sua última ópera, Precipício de Faetonte, em 1738, já estava preso nos cárceres da Inquisição [no Palácio dos Estaus, em Lisboa] e dali só saiu para ser executado, em um auto-de-fé, em outubro de 1739. Foi garroteado e queimado em praça pública”, disse.

Alguns escritores do romantismo, como Gonçalves de Magalhães, no Brasil, e Camilo Castelo Branco, em Portugal, transformaram o comediógrafo em personagem de ficção no século 19, salientando os aspectos trágicos da sua biografia.

“Isso estimulou muitos estudos e especulações sobre a sua trajetória biográfica, sobre a sua ascendência judaica e sobre as suas relações pessoais. Com isso, a sua obra teatral, propriamente dita, acabou ficando em segundo plano. É o verdadeiro valor dessa obra que temos que resgatar”, apontou.

Renata conta que está em desenvolvimento na Unesp, em Araraquara, uma pesquisa sobre a vida e a obra de António José da Silva cujos resultados estarão disponíveis em breve no site da FCLAr. Ali já constam duas óperas cômicas compostas pelo autor: Vida do Grande D. Quixote de la Mancha e do Gordo Sancho Pança e Esopaida ou Vida de Esopo, de 1734.

“Até abril de 2009 pretendemos disponibilizar mais seis óperas, oferecendo aos interessados no teatro desse autor o conjunto completo das oito óperas que ele compôs. Além disso, o site oferece diversas informações sobre a vida de António José da Silva, sobre a Inquisição em Portugal e no Brasil”, explicou.

Mais informações: www.editoraperspectiva.com.br

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Em 28 de dezembro de 1895 acontecia a primeira sessão pública de cinema

O dia 28 de dezembro de 1895 é tido como o nascimento do cinema comercial. Com um programa fílmico de 40 minutos, os franceses Irmãos Lumière perseguiam a meta que norteia a 7ª arte até nossos dias: maravilhar o público.

A entrada do salão indiano do Grand Café de Paris não estava exatamente apinhada naquele 28 de dezembro de 1895. Não mais de três dúzias de visitantes vieram presenciar o momento histórico da primeira sessão cinematográfica comercial do mundo.

O ingresso custava um franco, o programa previa dez filmes de três a quatro minutos de duração. Os organizadores da apresentação eram os irmãos Auguste e Louis Jean Lumière, filhos do famoso fotógrafo Antoine Lumière, de Lyon.

Hoje, eles são considerados os inventores do cinema, embora antes deles os alemães Irmãos Skladanowsky, por exemplo, houvessem apresentado um programa no Varieté Wintergarten de Berlim em novembro do mesmo ano.

"Venha ver algo que o deixará maravilhado"

Ao lado dos Lumière, o igualmente francês Georges Méliès conta entre os pioneiros da sétima arte. Mas, enquanto os irmãos rodavam o que hoje se chamaria de documentários, Méliès trouxe a fantasia ao meio. Não é de espantar: ele ganhava a vida como mágico.

Também ele esteve presente àquela legendária projeção em dezembro de 1895. Anos mais tarde, relataria assim seu encontro com Antoine Lumière:

"'Monsieur Méliès, o senhor tem o hábito de maravilhar seu público. Gostaria de vê-lo esta noite no Grand Café.' Por quê?, perguntei. 'O senhor verá algo que o deixará maravilhado.' Primeiro, ele projetou imagens imóveis com seu aparelho, como também fazíamos em nossos números. Eu disse: Nós fazemos isso há 20 anos! Ele deixara as imagens paradas durante um tempo, de propósito. Subitamente, notei que as pessoas se moviam na tela em nossa direção. Ficamos todos completamente perplexos!"

De volta às origens
'Como um cruzeiro em rota de colisão'Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: 'Como um cruzeiro em rota de colisão'O novo salto quântico da história do filme ocorreria 30 anos mais tarde, com a introdução da película sonora. A voz do cantor norte-americano Al Jolson foi a primeira a se fazer ouvir no cinema.

Em nossos dias, o cinema atravessou um desenvolvimento meteórico, ultrapassando, em seu efeito sobre o público, o teatro, as artes plásticas e a literatura. Em termos de sugestão de massas e popularidade, apenas os heróis da música popular podem competir com ele.

O que compõe o núcleo aglutinador do cinema, de onde vem o fascínio da sétima arte? O diretor norte-americano Sam Fuller deu uma das mais belas definições do filme em 1965, na película O demônio das 11 horas (Pierrot le fou), de Jean Luc Godard.

Hoje, o cinema lembra às vezes um gigantesco, pomposo navio cruzeiro, magnífico de se ver, cheio de luxo, porém, de algum modo, imóvel e em rota de colisão.

Porém ainda existe esperança. Entre os novos cineastas, muitos evocam os primórdios do filme. Sua meta: maravilhar o espectador através dos meios mais simples. Bem como os Irmãos Lumière. Nada mal como modelo! (Jochen Kürten (av))

Fonte: DW

Carla Bruni Sarkozy visita a Fiocruz

Primeira-dama da França visitou centro de referência para bancos de leite humano

A primeira-dama da França, Carla Bruni Sarkozy, visitou nesta segunda-feira (22/12) o Instituto Fernandes Figueira (IFF), unidade materno-infantil da Fiocruz, no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O objetivo da visita foi conhecer o trabalho desenvolvido pelo centro de referência para bancos de leite humano situado no IFF. O banco de leite da Fiocruz tem servido de modelo para a implantação de serviços similares em países da América Latina e Europa. Na ocasião, Carla Bruni também conheceu mães doadoras de leite humano e a madrinha da campanha 2008 de doação de leite humano, a atriz Camila Pitanga.

Da esquerda para a direita, o presidente da Fiocruz, Paulo Buss; a atriz Camila Pitanga, madrinha da campanha de doação de leite humano; o diretor do IFF, José Augusto de Britto; e a primeira-dama da França, Carla Bruni, durante visita à unidade materno-infantil da Fundação (Fotos: Peter Ilicciev/CCS)
Da esquerda para a direita, o presidente da Fiocruz, Paulo Buss; a atriz Camila Pitanga, madrinha da campanha de doação de leite humano; o diretor do IFF, José Augusto de Britto; e a primeira-dama da França, Carla Bruni, durante visita à unidade materno-infantil da Fundação (Fotos: Peter Ilicciev/CCS)

A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (Rede BLH-BR), criada por iniciativa do Ministério da Saúde e da Fiocruz, conta atualmente com 196 unidades em funcionamento e está presente em todos os estados do país. Em 2008, a Rede prestou assistência a 1,35 milhão de mulheres. Foram arrecadados e pasteurizados cerca de 135 mil litros de leite humano, que beneficiaram 140 mil recém-nascidos. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Rede BLH-BR tem funcionado como estratégia de baixo custo e elevado impacto social, contribuindo diretamente para a redução da mortalidade infantil.

A Fiocruz, por meio do Banco de Leite Humano do IFF, é centro de referência e desempenha o papel de pólo de produção, absorção e difusão do conhecimento em bancos de leite. Servindo como modelo para todas as instituições brasileiras interessadas neste tipo de atividade, a tecnologia desenvolvida no centro de referência vem sendo adotada também no cenário internacional, agregando conhecimentos e implantando unidades de bancos de leite humano junto aos ministérios da saúde de 13 países da América Latina e do Caribe, além de países da Europa, como Itália, Espanha e Portugal. Segundo o coordenador da Rede BLH-BR, João Aprígio Guerra, todas as técnicas de processamento e controle seguem as instruções normativas da Rede Brasileira, que visa garantir a qualidade do produto final, qualificar recursos humanos e contribuir com o modelo de gestão brasileiro para o desenvolvimento científico e tecnológico.

Fonte: Fiocruz

Resultados de Projetos Temáticos em São Paulo

Temáticos em série
Conhecer objetivos, metodologias e resultados de pesquisas apoiadas pela FAPESP e, ao mesmo tempo, acompanhar a evolução do jornalismo científico praticado pela revista Pesquisa FAPESP na divulgação das particularidades desses estudos.

Esses são os dois principais destaques da série Resultados de Projetos Temáticos em São Paulo, organizado pela gerência de comunicação da Fundação paulista e que acaba de ser lançada. Os oito volumes trazem reportagens sobre os estudos publicadas na revista no período de fevereiro de 1996 a dezembro de 2004.

São oito volumes: Vigor e inovação na pesquisa brasileira (v.1), Do laboratório à sociedade (v.2), Desafios da ciência (v.3), Caminhos da pesquisa (v.4), Múltiplos olhares da ciência (v.5), Conhecimento bem articulado (v.6), Pesquisa de fôlego (v.7) e Saberes acumulados (v.8).

“A série é uma prestação de contas de como os recursos públicos são aplicados pela FAPESP em pesquisa científica ao longo dos anos. É também um instrumento de reflexão sobre o que estamos fazendo nas diversas áreas do conhecimento e uma amostra do alto nível da pesquisa brasileira, que só muito recentemente começou a ter a merecida divulgação”, disse Celso Lafer, presidente da FAPESP.

“Uma coisa, entretanto, é informar. Outra é parar para refletir a partir de um conjunto de informações reunidas e que dão conta daquilo que estamos fazendo nas diversas áreas do conhecimento ao longo dos anos. Essa reflexão é o que a série nos possibilita”, destacou.

Os volumes da série, que serão distribuídos a bibliotecas de instituições de ensino e de pesquisa no Estado de São Paulo, estão divididos em ciências agrárias, ciências biológicas, ciências humanas e sociais, ciências exatas e engenharias e saúde.

Os dois primeiros volumes são os únicos que já haviam sido editados anteriormente e que, agora, ganham uma segunda edição revista. Vigor e inovação na pesquisa brasileira teve sua primeira edição lançada em 1998 e, com ele, a FAPESP deu início à publicação de livros de divulgação científica. Ali estão 19 reportagens sobre pesquisas temáticas publicadas de fevereiro de 1996 a novembro de 1997. Do laboratório à sociedade, por sua vez, reúne 20 reportagens veiculadas entre dezembro de 1997 e maio de 1999.

Segundo Mariluce Moura, diretora de redação da revista Pesquisa FAPESP, os primeiros Projetos Temáticos começaram as ser divulgados quando a publicação ainda se chamava Notícias FAPESP, informativo lançado em agosto de 1995 com distribuição gratuita para pesquisadores paulistas, gestores da política nacional de ciência e tecnologia e jornalistas.

“O desafio, que começou no número seis do informativo, em 1996, foi produzir textos que estivessem ao alcance da compreensão de pessoas bem informadas de qualquer área do conhecimento, sem falsear a densidade e a riqueza dos estudos”, disse Mariluce à Agência FAPESP.

“A série agora lançada pela Fundação, com seus oito livros, constitui um instrumento de estudo tanto sobre o que se faz de mais relevante na pesquisa em São Paulo como também permite a análise das formas e do estilo jornalístico com que a revista vem se propondo a divulgar a ciência com mais eficiência”, explicou.

A revista, que ganhou seu nome atual em outubro de 1999, tem atualmente tiragem de 35,8 mil exemplares. Além de ser enviada gratuitamente para 22 mil pesquisadores, é comercializada em bancas de jornal e pode ser assinada.

Criada em 1990 pela FAPESP, a modalidade Projetos Temáticos de Auxílios apóia projetos abrangentes, de longa duração e com forte caráter multidisciplinar, envolvendo equipes de diversos pesquisadores, muitas vezes de vários departamentos ou instituições.

Seus resultados trazem contribuições para a sociedade por terem, em geral, grande impacto científico para o avanço do conhecimento. A modalidade apóia propostas com objetivos suficientemente ousados, o que justifica a duração de até quatro anos.

Grafismos

As capas dos volumes da série Resultados de Projetos Temáticos em São Paulo são de autoria de Hélio de Almeida, artista gráfico responsável pela criação de algumas logomarcas de programas da FAPESP e pelas capas e projetos gráficos de diversas publicações editadas pela gerência de comunicação da Fundação, entre as quais estão os Relatórios de Atividades da FAPESP de 2005, 2006 e 2007; Brasil líder mundial em conhecimento e tecnologia de cana e etanol – A contribuição da FAPESP; A pesquisa traduzida em negócios – Dez anos de incentivo à inovação tecnológica; e Olhar amplo sobre a biodiversidade, que podem ser lidos na página de “Publicações”, no site da FAPESP, em www.fapesp.br/publicacoes.

Referência na arte e no design gráfico brasileiros, Almeida, que também foi diretor de arte da revista Pesquisa FAPESP, fez importantes trabalhos para, entre outras, as revistas Isto É, Veja, Visão e Jornal da República, capaz de dezenas de livros.

Lançou no início de dezembro o livro Hélio de Almeida Artista Gráfico, que apresenta uma retrospectiva de sua carreira com a reunião de uma pequena amostra de seus trabalhos mais expressivos.

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

5º Encontro de Bibliotecas Biomédicas do Rio de Janeiro

O 5º Encontro de Bibliotecas Biomédicas do Rio de Janeiro (Enbib) será realizado entre 24 e 28 de agosto de 2009 na capital fluminense. O prazo de inscrição para apresentação de trabalhos vai até 30 de janeiro.

O tema do evento promovido pela Associação de Profissionais de Informação em Ciências da Saúde do Rio de Janeiro (Apcis-RJ) é “Mediação entre produção e uso da informação: redimensionando saberes e fazeres bibliotecários na área de saúde”.

O evento tratará também dos seguintes subtemas: “Interação informação-usuário”, “Organização, tratamento e recuperação da informação em saúde”, “Serviços on-line interativos”, “Desenvolvimento do profissional de informação” e “Bibliotecas digitais e virtuais”.

Mais informações: http://apcisrj.org/5enbib/

Fonte: Agência FAPESP