segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Animais aquáticos potencialmente perigosos do Brasil – Guia médico e biológico

Perigo na água
Durante o verão, as campanhas educativas alertam para a exposição excessiva ao sol e os riscos de afogamento, mas pouco se fala sobre a possibilidade de acidentes provocados por animais aquáticos. No entanto, os casos engrossam as estatísticas nos hospitais, atingindo não só mergulhadores e pescadores como banhistas.

Preencher essa lacuna e fornecer informações a profissionais de saúde, estudantes da área médica e ao público em geral é o principal objetivo do livro Animais aquáticos potencialmente perigosos do Brasil – Guia médico e biológico, que acaba de ganhar uma versão ampliada em relação à edição de 2005.

A obra reúne dados estatísticos, terapêuticos e de atendimento a acidentados por animais marinhos e fluviais, além de medidas de primeiros socorros. De acordo com o autor, Vidal Haddad Jr., professor do Departamento de Dermatologia e Radioterapia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Botucatu, a segunda edição expandida é praticamente um novo livro.

“Ela compila o que eu gostaria de ter incluído anteriormente, como imagens e acidentes por animais fluviais, e traz mais dados e verificação de sinais clínicos e de acidentes por animais marinhos. A parte teórica foi ampliada e o livro deixou de ser um atlas para cobrir pontos de teoria fundamentais no Brasil, como infecções após acidentes, intoxicações por alimentação com animais marinhos, entre outros assuntos”, disse Haddad.

O livro traz quase 600 imagens, obtidas pelo próprio autor. De acordo com o pesquisador, o primeiro livro era um texto elaborado a partir de sua tese de 1999, feita na Santa Casa de Ubatuba. “Apesar de ter inserido na primeira edição uma série de dados que não eram da tese, incluindo fatos sobre animais fluviais, ainda faltava muito para chegar ao atual guia médico e biológico”, disse.

De acordo com o pesquisador, grande parte das informações que a obra traz é inédita. Segundo ele, o Brasil tem destaque em todo o mundo por seus estudos na área de animais peçonhentos e os acidentes provocados por serpentes, escorpiões e aranhas a cada ano têm índices de morbidade e mortalidade reduzidos no país, com um eficiente sistema de caracterização do perfil dos acidentes e distribuição de soros antivenenos. Mas o mesmo não ocorre com relação aos animais aquáticos.

“Quando comecei a pesquisar o assunto, por volta de 1996, obtive dados epidemiológicos e, para minha surpresa, esses não faziam parte de nenhuma pesquisa anterior. Naquela época, foi constatado que os ouriços-do-mar são os maiores causadores de acidentes no Brasil, com 50% dos casos. E são episódios de difícil tratamento, que causam períodos longos de inatividade à vítima. Peixes venenosos, como arraias e bagres, provocam 25% dos acidentes e cnidários (águas-vivas e caravelas) mais 25%”, explicou.

O estudo feito na Santa Casa de Ubatuba constatou que o período de pico dos acidentes é na alta temporada. Segundo ele, com dados preliminares foi desenvolvida uma tabela para diagnóstico.

“Posteriormente, ampliei o estudo para outros estados brasileiros e desviei minha atenção para os rios e lagos, onde temos uma fauna muito própria. Fazendo o mesmo trabalho que realizei em Ubatuba, obtive dados inéditos, como o perfil de acidentes por candirus, piranhas e arraias fluviais”, disse.

Centenas de espécies marinhas, segundo Vidal, são capazes de causar lesões em humanos. Mas as mais comuns são os ouriços-do-mar (Echinometra locunter), cnidários (Olindia sambaquiensis e Physalia physalis) e vários peixes venenosos, como os bagres e arraias, peixes-pedra e peixes-escorpião.

“A retirada dos espinhos do ouriço-do-mar, por exemplo, é difícil e toma muito tempo em um pronto-socorro já extremamente sobrecarregado. A saída é prevenir os acidentes e mapear as principais praias onde ocorrem contatos com esses animais”, afirmou.

Maiores informações: www.editoraroca.com.br

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Technology Pioneers 2009 - mapa da inovação

A inovação tecnológica tem deixado de ser um privilégio dos países ricos para, aos poucos, se espalhar entre nações em desenvolvimento, um grupo de países que, até alguns anos atrás, permanecia sentado no banco de reservas da pequisa mundial. Essa é uma das leituras sugeridas pelo ranking Technology Pioneers 2009, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês). O estudo, que chega à 10ª edição, procura mapear empresas de todo o mundo que estejam trabalhando em projetos inovadores nas áreas de biotecnologia e saúde; energia e meio ambiente; e tecnologia da informação. O relatório anual é conduzido com apoio da Accel Partners, BT Innovate, KPMG e Kudelski Group.

Na edição deste ano, o ranking recebeu inscrições de 320 companhias de 15 países. Destas, foram selecionadas 34 empresas, cujas inovações têm potencial para sacudir seu mercado de atuação e a sociedade em geral. A escolha foi feita por 44 especialistas que atuam em fundos de capital de risco e no meio acadêmico.

Os resultados mostram que, apesar da participação de diversos países, a hegemonia das empresas americanas não está tão fragilizada assim. Das 34 companhias listadas, 15 são dos Estados Unidos. Mas também houve espaço para que empresas da Índia e – pela primeira vez - China e África figurassem entre os destaques. “Os americanos, naturalmente, continuam a ser a principal fonte de inovação devido aos investimentos que dedicam ao setor, mas o cenário tende a mudar muito nos próximos anos”, disse Rodolfo Lara, diretor do Technology Pioneers, em entrevista ao Valor, por telefone.

O Brasil, segundo o executivo, teve seis candidatas nesta edição da ranking, mas nenhuma empresa foi selecionada. A única companhia da América Latina que figura na lista é a chilena Recycla Chile, da indústria de energia e meio ambiente.

A se julgar pelo baixo número de inscrições brasileiras no ranking do WEF, há uma boa chance de que bons projetos do País tenham ficado de fora simplesmente por desconhecimento de empresários brasileiros sobre o estudo. A inscrição para participar do Technology Pioneers é gratuita e pode ser feita por qualquer companhia. “Sei que o Brasil tem projetos importantes de inovação, o reconhecimento dessas empresas virá, certamente”, disse Lara.

O ranking do WEF chega à décima edição com um total de 400 companhias já selecionadas. Em suas primeiras edições, figuraram na lista nomes até então pouco populares, como Google, Infosys, Kaspersky e Mozilla. “Neste ano há projetos extremamente interessantes no ranking, o difícil é saber se teremos novos ‘Googles pela frente’, isso só o tempo dirá.”

Os vencedores do ranking são convidados a participar do encontro do WEF, que acontecerá em janeiro próximo, em Davos, na Suíça. A cerimônia dos “Novos Campeões” será realizada em Dalian, na China, em setembro do ano que vem. (Valor Econômico)

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Fonte: Anpei