quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Conhecimento sobre a genética da cana-de-açúcar para aumentar a produtividade da planta é destacada em conferência internacional

Corrida pela produtividade

Tecnologias e processos produtivos do etanol de segunda geração estão sendo estudados, mas isso não implica que devam substituir as de primeira geração, especialmente em países com muita disponibilidade de terras para o cultivo da cana-de-açúcar.

“Ainda temos muito a melhorar com relação à primeira geração de biocombustíveis no Brasil. Sabemos que as tecnologias de segunda geração são mais complexas e difíceis que as da primeira e, se hoje podemos produzir biocombustíveis usando tecnologias mais simples, por que deveríamos seguir o caminho mais complicado?”, questionou o diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, na Conferência Internacional sobre Biocombustíveis, na semana passada, em São Paulo.

O etanol de segunda geração, pesquisado em diferentes países, deverá ser produzido, no caso brasileiro, a partir da celulose presente no bagaço e na palha da cana-de-açúcar (tecnologia de lignocelulose), por meio da utilização de ácidos (hidrólise ácida) ou enzimas (hidrólise enzimática).

Brito Cruz, que participou do evento na sessão especial “O papel da pesquisa científica na área de biocombustíveis”, organizada pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), falou sobre a importância da biologia molecular na atual corrida pelo ganho de produtividade da cultura da cana-de-açúcar.

“Apesar de o Brasil ser líder mundial em biocombustíveis, até o momento as usinas do país pouco aplicaram o conhecimento atual em genômica para desenvolver melhorias genéticas na cana. E temos muitas oportunidades para ganhar produtividade utilizando as novas descobertas que provêm da biologia molecular”, afirmou.

Ao mesmo tempo, as tecnologias da segunda geração dos biocombustíveis, quando estiverem estabelecidas, deverão permitir o aumento do número de países que serão produtores de sua própria energia. Mas, segundo Brito Cruz, elas não vão substituir a primeira geração. “As duas gerações deverão trabalhar em paralelo”, indicou.

O diretor científico da FAPESP apresentou à platéia do evento, que recebeu delegações de pesquisadores e representantes governamentais de 92 países, alguns programas da Fundação que apóiam projetos de pesquisa na área, como o Projeto Sucest, criado em 1999 e também conhecido como Projeto Genoma da Cana, que estabeleceu condições para o conhecimento de variações de expressão gênica em diferentes variedades de cana-de-açúcar.

O banco de dados do projeto, que envolveu mais de 200 pesquisadores de cerca de 40 instituições de ensino e pesquisa, reúne informações sobre o seqüenciamento de aproximadamente 240 mil fragmentos de genes (ESTs) da cana – ou etiquetas de seqüência expressa.

Brito Cruz também destacou o Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), que tem entre seus temas de pesquisa o aprofundamento dos aspectos funcionais da genômica de cana-de-açúcar. “Esses projetos estudam, por exemplo, alguns genes relativos ao conteúdo de sacarose na cana, o que pode tornar a produção nas usinas mais eficiente”, disse.

Segundo ele, os estudos apoiados pela FAPESP analisam também, por exemplo, como obter cana-de-açúcar mais resistente a secas, uma vez que a expansão do cultivo no Brasil também deverá ocorrer em áreas de pastagens com pouca disponibilidade de água.

“Muitos genes de interesse já foram mapeados e, em conjunto com a indústria, os pesquisadores acadêmicos deverão utilizar esse conhecimento para trazer melhorias genéticas à planta”, afirmou Brito Cruz.

Estufa reduzida
Tendo como base resultados de estudos recentes que utilizaram dados da produção de etanol de milho em Iowa e Nebraska, nos Estados Unidos, Richard Murphy, especialista em bioenergia do Imperial College London que também participou do debate, ressaltou, entre outras importantes questões sobre o futuro dos biocombustíveis, o enorme potencial ambiental do etanol.

“Trabalhos recentes mostram que o etanol permite uma redução de cerca de 50% nas emissões de gases que promovem o efeito estufa, em comparação aos gases emitidos com a utilização de combustíveis fósseis”, disse ele.

“Essa é uma grande mudança em relação às informações que a comunidade científica tinha há um ou dois anos, quando imaginávamos que essa redução girava em torno de 15% a 20%”, afirmou Murphy, que integra o grupo de trabalho do Plano de Pesquisa sobre Bioenergia do Reino Unido.

Thiago Romero / Agência FAPESP

FAO apóia desenvolvimento rural em países da América Latina e Caribe

Acordo Brasil-FAO - Ação conjunta será discutida essa semana na 10ª Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul Ampliado

O governo brasileiro e a FAO assinaram um acordo para fortalecer a participação da sociedade civil nos processos relacionados ao acesso a recursos naturais renováveis e à agricultura familiar na América Latina e Caribe. Os objetivos são promover a inclusão e o desenvolvimento rural na região.

“Um terço da população rural da América Latina e Caribe vive em extrema pobreza. Para vencer a fome e a pobreza na região precisamos apoiar o aprimoramento do potencial produtivo da agricultura familiar e estimular sua participação na definição e implementação de políticas voltadas ao setor”, explicou o Representante Regional da FAO na América Latina e Caribe, José Graziano da Silva.

O acordo, assinado entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário e a FAO, prevê investimentos de US$ 500 mil ao longo de 12 meses beneficiando países da América Latina e Caribe.

Segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, o acordo confirma o compromisso do governo brasileiro com a cooperação Sul-Sul.

“O Brasil pode e quer contribuir para o desenvolvimento rural na América Latina e Caribe, não só financeiramente, mas também compartilhando sua experiência em programas de apoio à agricultura familiar”, afirmou Cassel.

Sensibilizar, dialogar, estudar e capacitar em temas agrários
O objetivo do acordo é apoiar os atores envolvidos com os temas de reforma agrária, desenvolvimento rural e agricultura familiar para aprimorar as políticas públicas orientadas a estes setores. Para isso, o acordo prevê a realização de atividades nas áreas de fortalecimento das organizações civis, pesquisa, capacitação e sensibilização da sociedade civil.

“O acordo permitirá dar um apoio concreto aos países que estão discutindo processos de reforma agrária ou desenvolvimento rural”, explicou o Consultor de Desenvolvimento Rural do Escritório Regional da FAO para América Latina e Caribe, Rodrigo Castañeda.

A FAO considera a sociedade civil um ator essencial para o desenvolvimento rural, ajudando a manter o tema na agenda pública e a contribuir para o desenho e a implementação das políticas públicas com sua experiência e conhecimentos. Inicialmente, a FAO apoiará o Comitê Internacional de Planejamento das ONG’s e OSCIP’s para a soberania Alimentar (CIP) na realização de diálogos nacionais entre a sociedade civil e governos de seis países.

Por outro lado, estão planejados estudos que se propõem a ajudar na construção das políticas públicas para o setor atualizando o conhecimento sobre os novos processos de desenvolvimento rural e a agricultura familiar na região. Os temas abordados serão a estrangeirização e concentração de terras e o acesso a recursos naturais por parte de jovens e mulheres da população rural.

A FAO também promoverá cursos para capacitar gestores públicos e dirigentes sociais em áreas relacionadas ao desenvolvimento rural. Os cursos serão preparados em conjunto pelo Núcleo de Capacitação em Políticas Públicas do Escritório Regional da FAO para América Latina e Caribe e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário.

10ª Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar
O acordo Brasil-FAO na área de agricultura familiar será apresentado na 10ª Reunião Especializada em Agricultura Familiar do Mercosul (REAF) e pode servir de modelo para a criação do Fundo da Agricultura Familiar do Mercosul. O encontro, que se realiza esta semana, no Rio de Janeiro, contará com a participação do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, na abertura oficial, no dia 26 de novembro.

O acordo Brasil-FAO é uma das propostas que serão discutidas no encontro que reunirá os governos dos países do Mercosul ampliado (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Uruguai e Venezuela), a FAO, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e representantes da sociedade civil e de outros países da região e da África do Sul, interessados em conhecer e adaptar a experiência da REAF.

Outros temas que estarão em debate na 10ª REAF incluem as políticas públicas orientadas para a agricultura familiar nos países participantes, juventude rural, mudança climática, segurança alimentar e estrangeirização de terras.

CIRADR – uma nova visão para o meio agrário
O acordo Brasil-FAO para fortalecer a participação da sociedade civil em temas relacionados com a agricultura familiar e o acesso a recursos naturais renováveis faz parte do compromisso assumido na Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural (CIRADR). Realizado em Porto Alegre, em novembro de 2006, o encontro reuniu quase 100 países e mais de 150 representantes de organizações sociais.

As conclusões da CIRADR ressaltaram a importância da sociedade civil na promoção do desenvolvimento rural e assinalaram a importância de fortalecer suas organizações e o diálogo entre elas e os governos nacionais. Além disso, os participantes também reafirmaram “o importante papel da reforma agrária no desenvolvimento rural sustentável que inclui, entre outras coisas, a promoção dos direitos humanos, a segurança alimentar, a erradicação da pobreza e o fortalecimento da justiça social”.

O compromisso da FAO e dos países com esse tema foi reafirmado na XXX Conferência Regional, realizada em abril de 2008, que estabeleceu o apoio às políticas de desenvolvimento rural, acesso a recursos e a promoção da agricultura familiar e do emprego rural como uma das prioridades de atuação da organização na América Latina e Caribe. Representada pelo CIP, a sociedade civil também participou da Conferência Regional, espaço reservado para o debate entre a FAO e seus países membros na região.

Mais informação:

Escritório Regional da FAO para América Latina e Caribe:
ww.rlc.fao.org

Documento Seguimento à CIRADR (em espanhol):
www.rlc.fao.org/es/larc/larc08/pdf/007s.pdf

Desenvolvimento rural, emprego rural e promoção da Agricultura Familiar:
www.rlc.fao.org/es/prioridades/desarrollo/

10ª REAF:
www.mda.gov.br/portal/index/show/index/cod/134/codInterno/19556

Fonte: FAO

Alfred Wallace – O evolucionista esquecido

Jornada evolucionária
O fotógrafo inglês Fred Langford Edwards está em meio a uma jornada, não somente em busca da realização de uma idéia, mas também para tentar mudar o pouco conhecimento que se tem de Alfred Wallace (1823-1913), em comparação com Charles Darwin (1809-1882), quando se fala da Teoria da Evolução das espécies pela seleção natural.

Edwards realiza uma viagem fotográfica que terminará no fim do mês e que tem como objetivo refazer a trajetória de Wallace, registrando a vida ao longo dos rios Negro e Uapés, na região do município de São Gabriel da Cachoeira, a 852 quilômetros de Manaus.

Edwards é também o idealizador da exposição Alfred Wallace – O evolucionista esquecido, que homenageia os 150 anos da Teoria da Evolução, formulada a partir dos trabalhos de Darwin e Wallace. A exposição, inaugurada em julho no País de Gales, ficará no shopping Millenium Center, em Manaus, até dezembro, para depois ser exibida em Brasília e São Paulo, em locais a serem definidos.

A exposição de 50 fotografias veio de Londres com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia do Amazonas (SECT) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Ela é resultado da primeira fase de um projeto de três anos para tentar trazer a memória de Wallace à história, desenvolvido com apoio do Museu de História Natural de Londres.

As fotografias foram produzidas a partir de gravuras de peixes e palmeiras, feitas por Wallace, que de 1848 a 1852 percorreu trechos do rio Negro e Uapés. O naturalista coletou espécimes e registrou dados sobre a geografia, flora, fauna, linguagens e pessoas que encontrou pelo caminho.

No retorno da sua expedição para a Inglaterra, o navio no qual viajava se incendiou e passageiros e tripulantes foram obrigados a abandoná-lo. Poucas anotações e gravuras foram salvas. Mesmo com o grande prejuízo, Wallace conseguiu publicar nos anos seguintes seis artigos acadêmicos e dois livros sobre a região que conheceu, Palmeiras da Amazônia e seus usos e Viagens na Amazônia.

“Não por acaso, tenho muita identificação com Wallace, sobre quem me interessei quando li a biografia de Darwin, por volta de 1968. Assim como ele, percorri um longo caminho em busca de financiamento para realizar esse projeto, que é uma releitura do que foi documentado por ele. São trabalhos próximos em épocas distintas”, disse Edwards, que é mestre em teoria da arte, com graduação em química e fotografia.

Edwards destaca que grande parte dos estudos de Wallace sobre a evolução foi embasada na viagem que realizou à Amazônia, quando a região ainda era considerada um "novo mundo”. “Ele acreditou que na Amazônia encontraria a resposta para o problema da evolução das espécies”, disse.

“Em minha viagem, pretendo fotografar, filmar e registrar a vida na região dos rios Negro e Uapés, para tentar compreender suas dificuldades e interesses. Sinto que esse é um projeto muito urgente, maior que a realização de um projeto pessoal, porque posso ajudar no reconhecimento de Wallace”, disse o artista antes do início da viagem.

O reconhecimento também é almejado por pesquisadores. “É uma grande polêmica a questão da Teoria da Evolução. Mas é fato que Wallace merece um maior reconhecimento”, disse Hugo Mesquita, pesquisador do Inpa.

Para Mesquita, Wallace, além de ser autodidata, era socialista e espírita, posições que poderiam ajudar a explicar, quem sabe, uma omissão histórica. “Era um homem que não aceitava as respostas fáceis sobre a origem de vida e que teve uma trajetória impressionante. Se não estamos falando de um herói, sabemos que, pelo menos, foi alguém muito especial”, disse.

Após retornar de sua viagem à Amazônia, Edwards partirá para uma nova fase de sua jornada “wallaciana”. Será a vez da Malásia e Indonésia, percorrendo os caminhos de Wallace, que lá esteve entre 1854 e 1862. Em 1858, Wallace escreveu a Darwin, expondo suas idéias sobre a evolução das espécies, o que levou à divulgação conjunta dos trabalhos.

Em 1º de julho de 1858, as teorias dos dois foram apresentadas na Linnean Society, em Londres, com o título duplo On the Tendency of Species to form Varieties; and on the Perpetuation of Varieties and Species by Natural Means of Selection. No ano seguinte, Darwin publicaria A origem das espécies.

Fonte: Michelle Portela/ Agência FAPESP

Prêmio Qualidade Espírito Santo e Prêmio Master Empresarial



Fonte: Fonte: SEDEC

UFRJ oferece bolsas em oncobiologia

O Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lançou edital para conceder duas bolsas de pós-doutorado no Programa Interinstitucional de Ensino, Pesquisa e Extensão na Biologia do Câncer (Programa de Oncobiologia).

As bolsas Pro-Onco Vivi Nabuco e Pro-Onco Leopoldo De Meis terão valor mensal de R$ 3 mil e serão concedidas por um ano. Os candidatos devem ter doutorado concluído até o dia 10 de março de 2009 e estar vinculados ou se vincular a um dos projetos em andamento em um dos laboratórios da rede do Programa de Oncobiologia (a lista está no link Grupos no endereço www.bioqmed.ufrj.br/onco).

As inscrições se encerram no dia 1º de dezembro de 2008, às 17h. A documentação necessária deverá ser encaminhada em CD e com cópia em papel ao Gabinete da Direção do IBqM, Bloco B sala 33, do Centro de Ciências da Saúde.

O processo de seleção terá duas fases: pré-seleção com base na documentação apresentada e discussão do projeto a ser desenvolvido e argüição do memorial com os candidatos classificados na primeira fase.

A bolsa será concedida a partir de março de 2009.

Mais informações pelo e-mail , e-mail ou (21) 2562-6780 (21) 3104-4033.

Agência FAPESP

Oftalmopatias infecciosas na Amazônia brasileira

A sessão de encerramento das atividades científicas da Academia Nacional de Medicina (ANM) em 2008 terá foco no tema “As oftalmopatias infecciosas na Amazônia brasileira”. A sessão ocorrerá no dia 27 de novembro, às 17 horas, no Rio de Janeiro.

Cláudio Chaves, professor de oftalmologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), apresentará a conferência de abertura do evento. Chaves é também especialista em oftalmologia pelo Hospital Souza Aguiar no Rio de Janeiro, doutor em medicina pela Universidade de São Paulo e pós-doutor pela Universidade Tufts, nos Estados Unidos.

O professor falará sobre as características que fazem com que a região Norte tenha um número significativo de casos de doenças oftalmológicas já erradicadas em países desenvolvidos, como o tracoma – uma doença oftalmológica altamente contagiosa –, e oncocercose, também conhecida por “cegueira dos rios”.

Mais informações: www.anm.org.br ou (21) 2524-2164.

Fonte:Agência FAPESP

Plantas estabelecem relações para preservar biodiversidade

The nested assembly of plant facilitation networks prevents species extinctions


As plantas estabelecem entre si uma série de relações que as ajudam a preservar a biodiversidade e não extinguir-se, segundo um estudo científico realizado em regiões zonas desérticas do México.

Estas relações, denominadas "facilitação" e que se criam entre múltiplas espécies, beneficiam pelo menos um dos participantes, enquanto o outro não sofre dano, segundo o estudo, desenvolvido por Miguel Verdú, do Centro Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), e Alfonso Valiente-Banuet, da Universidade Nacional Autônoma do México.

Este mecanismo permitiu a plantas muito antigas sobreviver em um clima árido atual e faz com que se mantenha a biodiversidade perante a mudança climática, porque, sem esta facilitação, as espécies mais antigas não são capazes de se adaptar às novas condições.

Este trabalho, recentemente publicado pela revista "American Naturalist", permitirá "conhecer melhor os mecanismos que desencadeiam a extinção local de espécies", explicou Verdú em comunicado.

"Poderemos analisar como se comporta uma comunidade perante a presença de uma planta invasora, planejar o repovoamento de um terreno ou prever o impacto que teria a extração em massa de uma determinada espécie", acrescentou.

Segundo a investigação, observou-se que estas plantas não se associam ao acaso, mas em função "de se estão ou não próximas filogeneticamente", já que, quanto menos parecidas são suas necessidades, mais possibilidades há de que ocorra a "facilitação". (Yahoo!)

Veja o artigo completo, The nested assembly of plant facilitation networks prevents species extinctions, clicando aqui.

Fonte: Ambiente Brasil

Miguel Nicolelis da Universidade Duke apresenta a conferência "Navegando nas asas da neurociência"

O neurocientista Miguel Nicolelis, professor titular do Departamento de Neurobiologia da Universidade Duke, nos Estados Unidos, apresentará a conferência “Navegando nas asas da neurociência” no dia 27 de novembro, às 17 horas, em São Carlos (SP).

Durante o evento, Nicolelis, que é diretor e fundador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN), receberá o prêmio Janus do IEA-USP-SC.

A conferência abordará a fronteira da pesquisa em interfaces cérebro-máquina e discutirá o projeto do IINN para utilizar a ciência como agente de transformação social.

O evento é promovido pelo Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo de São Carlos e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.

Mais informações: (16) 3373-9176 ou (16) 3373-9772.

Fonte: Agência FAPESP

R$ 11,5 milhões para cultura em São Paulo

O governo do Estado de São Paulo, por meio da Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural (UFDPC) da Secretaria da Cultura, anunciou na terça-feira (25/11) a relação dos vencedores de três programas de apoio à produção cultural paulista, o Programa de Fomento ao Cinema Paulista, o Programa de Incentivo à Dança Paulista e o Programa de Incentivo ao Teatro Paulista.

Ao todo, 34 projetos culturais receberão mais de R$ 11,5 milhões de recursos de incentivos fiscais de empresas públicas e privadas do Estado de São Paulo, por meio das Leis do Audiovisual e Rouanet. "Estamos todos muito satisfeitos. Foi um ano excepcional para o Estado e para a comunidade artística que receberá cerca de R$ 90 milhões em recursos para o desenvolvimento de seus projetos", afirmou o secretário de Cultura, João Sayad.

A Secretaria da Cultura é responsável pela coordenação do processo seletivo dos projetos culturais e posterior envio às empresas investidoras. "É importante destacar que não são meros cheques, mas sim empresas parceiras que investem na cultura paulista. São recursos importantes que irão movimentar o mercado cinematográfico, cênico e da dança", explicou André Sturm, coordenador da UFDPC.

O Programa de Fomento ao Cinema Paulista vai distribuir R$ 8,5 milhões para 15 projetos de produção e finalização de longas-metragens. Já o Programa de Incentivo ao Teatro Paulista destinará R$ 2 milhões de recursos para 13 projetos de apoio à produção de espetáculos inéditos de teatro. Na Dança, seis projetos de espetáculos inéditos receberão R$ 1 milhão.

Mais informações: www.cultura.sp.gov.br

Fonte: Agência FAPESP