terça-feira, 25 de novembro de 2008

Plantas contra câncer de mama

Estudo usa plantas contra câncer de mama - Aluna da Universidade de Brasília descobre propriedade anticancerígena em planta da Amazônia

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais comum e o que mais mata mulheres no mundo. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima, para 2008, o aparecimento de 49 mil novos casos. Os tratamentos mais utilizados são intervenção cirúrgica e quimioterapia, procedimentos que não protegem o organismo. Além disso, pode ocorrer resistência ou reincidência da doença.

De acordo com a estudante do 7˚ semestre de Farmácia da Universidade de Brasília (UnB) Andreza Miraca, os produtos naturais podem ser vantajosos aos pacientes, pois agridem menos o organismo, ao mesmo tempo em que seu universo químico é mais amplo.

Orientada pela professora da Faculdade de Ciências da Saúde (FS) Andrea Motoyama, a estudante desenvolveu o projeto de iniciação científica Investigação de Atividade Antitumoral de Extratos Vegetais da Amazônia em Células do Câncer de Mama. Andreza pesquisou quatro extratos vegetais da Amazônia e um do cerrado para identificar quais poderiam ter atividade antitumoral em células MCF-7, as causadoras do câncer de mama.

RESULTADOS
As células MCF-7 foram cultivadas em placas e receberam aplicações dos extratos. Andreza se surpreendeu com o resultado obtido com a Cassia occidentalis, popularmente conhecida como Fedegoso. “O extrato matou, no mínimo, 80% das células cancerígenas.” A estudante utilizou o equivalente a 0,5 mg/ml da substância. Depois, a quantidade foi reduzida para 0,1 mg/ml e o extrato manteve 80% de eficácia.

Andreza apresentou os resultados da pesquisa no 14º Congresso de Iniciação Científica da Universidade de Brasília, que foi avaliada por um pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), Renato Cordeiro. “Ele elogiou meu trabalho e me aconselhou a apresentá-lo em outros congressos”, conta a estudante. Andreza passou um ano trabalhando na pesquisa e garante que os testes irão continuar, seja sob sua responsabilidade ou de outros pesquisadores da UnB.

O trabalho da estudante é parte de um projeto maior, cujo objetivo é identificar novos compostos que possam, no futuro, servir de base para a síntese de medicamentos para o tratamento de câncer e outras doenças. Desse esforço, participam os professores Isamu Kanzaki, Dâmaris Silveira e Marie Togashi, além da aluna de Iniciação Científica Laura Carneiro, todos do Curso de Ciências Farmacêuticas.

Segundo Andreza, é importante dar continuidade ao trabalho porque a Cassia occidentalis precisa de novas avaliações. “Devemos testar em outras células do câncer de mama e também em outros tipos de câncer.” Desde já os resultados obtidos pela estudante evidenciam o potencial fitoterápico - e ainda inexplorado - dos extratos vegetais da Amazônia.

Perfil
Andreza Miraca é estudante do 7˚ semestre de Farmácia da Universidade de Brasília (UnB). Contatos pelo e-mail

Fonte: Luciana Teixeira / UnB

Inpe: com 50% da área original desmatada Amazônia sofreria mudanças irreversíveis

Equilíbrio indesejável

Cerca de 20% da cobertura original da Amazônia já foi destruída. O desmatamento de mais 30% causará mudanças irreversíveis no bioma, extinguindo a parte oriental da floresta, de acordo com um novo modelo desenvolvido no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O modelo, resultado da tese de doutorado defendida por Gilvan Sampaio, (Conseqüências Climáticas da Substituição Gradual da Floresta Tropical Amazônica por Pastagem Degradada ou por Plantação de Soja: um Estudo de Modelagem) , em março, no Inpe, foi apresentado pelo pesquisador, na semana passada, na Conferência Internacional Amazônia em Perspectiva, em Manaus. O estudo foi orientado por Carlos Afonso Nobre e Prakki Satyamurty, ambos pesquisadores do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC). Nobre também é coordenador executivo do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais.

De acordo com Sampaio, o estudo analisou a situação do bioma em um intervalo de 24 anos e mostrou que, se o desmatamento chegar a 50% da área original da Amazônia, a região leste da floresta se transformará em savana. O Nordeste do país também sofrerá impactos importantes, com avanço acelerado da desertificação.

“Descobrimos que um desmatamento acima de 50% estabeleceria um novo estado de equilíbrio na Amazônia, dando ao bioma uma configuração irreversível. Essa cifra representa a transição para um ponto sem retorno”, disse Sampaio.

A principal novidade do novo modelo, segundo ele, é articular cenários de clima e vegetação, ao contrário dos modelos convencionais, nos quais a vegetação não passa de um dado estático.

“É comum que se pense que a floresta, depois de cortada, vá se regenerar. Mas o clima depende da vegetação tanto como ela depende do clima. Quando a vegetação é eliminada, a partir de um certo ponto, o clima também muda. Com isso, a situação anterior não volta mais”, explicou.

Outro engano comum, segundo Sampaio, é pensar que a savanização consistiria em transformar a floresta em cerrado. “O cerrado é um bioma muito rico em comparação com a savana. O resultado seria uma savana muito mais empobrecida. Com o desaparecimento da floresta no oriente da Amazônia, o processo de desertificação do Nordeste seria bastante acelerado”, disse.

No estudo, Sampaio utilizou cenários de mudanças climáticas e de mudanças no uso do solo considerando áreas de desflorestamento equivalentes a 20%, 40%, 50%, 60%, 80% e 100% da cobertura original da Amazônia. A simulação de desmatamento foi projetada para o futuro considerando que se mantenham as atuais tendências.

“Rodamos o modelo climático inserindo perturbações causadas pela mudança na vegetação. Para isso, utilizamos os cenários partindo de condições extremas. Se partirmos de 100% de cobertura, quando passamos de 40% já chegamos a outro estado de equilíbrio, com savanização do leste. Se partirmos do deserto total e adicionarmos florestas, o sistema chega a um estado de equilíbrio quando atingimos 50% de florestas. Ou seja, esse número está consolidado como o ponto de não-retorno”, afirmou.

Os resultados para a Amazônia oriental, onde se espera o maior nível de mudanças na cobertura do solo durante este século, mostram um aumento na temperatura próxima à superfície da floresta e queda nos índices de precipitação e evapotranspiração.

Sampaio afirma que uma das principais conclusões do estudo é que, para atingir o novo equilíbrio – com alterações irreversíveis – não importa a geografia do desmatamento. O que importa é a quantidade da área desmatada.

“Fizemos simulações randômicas e notamos que não há muita diferença em tirar do leste ou do oeste. O que faz diferença é a quantidade. Desmatando em qualquer lugar, o ponto de não-retorno era atingido quando chegávamos a cerca de 50%. Por outro lado, o leste, mais ameaçado, sofreria a maior parte das conseqüências. A floresta permaneceria no oeste mesmo no novo equilíbrio climático”, destacou.

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Bolsas Erasmus Mundus para pós-graduação e pesquisa em tecnologias geoespaciais

Com fomento do programa Erasmus Mundus, da Comissão Européia, o consórcio formado pelas universidades de Münster (Alemanha), Jaume I (Castelló de la Plana, Espanha) e Nova Lisboa (Portugal) está oferecendo bolsas de pós-graduação e pesquisa em tecnologias geoespaciais. Somente não-europeus podem candidatar-se. O programa concede bolsas anualmente a 15 a 20 estudantes e três cientistas visitantes. As inscrições para bolsas a partir de setembro do próximo ano encerram-se em 15 de janeiro de 2009.

Os estudantes podem escolher entre iniciar o curso na Universidade Jaume I ou na Nova Lisboa, conforme as disciplinas de seu interesse. O segundo semestre será comum a todos na Universidade de Münster. O terceiro e último será dedicado à tese de conclusão em qualquer uma das três universidades do consórcio. Os concluíntes receberão o título Master of Science (M.Sc.) in Geospatial Technologies.

Os candidatos deverão ter diploma de bacharel em uma das áreas de aplicação da geoinformática (GI). Por exemplo: geografia, planejamento ambiental, regional ou urbano, logística, agricultura, silvicultura, marketing ou abastecimento de energia. Bacharéis com formação similar à oferecida pelo master não devem candidatar-se.

Para as vagas de pesquisador visitante, os cientistas devem comprovar experiência em docência e pesquisa, além de excelência acadêmica na área de geoinformática. Os selecionados darão aulas e conduzirão projetos de pesquisa em andamento nas universidades do consórcio.

Mais informações: geotech.uni-muenster.de.

Pedidos de esclarecimentos e bolsas devem ser encaminhados diretamente à Universidade de Münster ou às demais do consórcio, conforme orientado no site. ATENÇÃO: O DAAD está apenas colaborando na divulgação do programa. Todo o processo seletivo e gestão do programa cabem às universidades participantes do programa.

Fonte: DAAD

Bioenergia no Estado de São Paulo

São Paulo ganha livro sobre bioenergia
O Governo do Estado de São Paulo, por meio de sua Secretaria de Desenvolvimento, acaba de lançar o livro Bioenergia no Estado de São Paulo, que detalha a situação atual, perspectivas, barreiras e oportunidades geradas pela bioenergia na região.

A publicação, que pode ser consultada gratuitamente na internet, aborda o histórico da produção de bioenergia no estado e a importância de São Paulo no setor, que é responsável por 60% da produção de etanol no Brasil, além dos benefícios ambientais, vantagens econômicas e as ações promovidas pelo governo para o incremento da produção.

O conteúdo da publicação teve origem em seminários técnicos conduzidos pela Comissão de Bioenergia do Estado de São Paulo. Ao todo foram oito seminários que contaram com mais de 500 participantes, nos quais foram debatidos 14 temas de referência previamente preparados por especialistas.

Segundo Alberto Goldman, vice-governador e secretário de Desenvolvimento, com a recente expansão do uso do etanol no mundo como combustível mais limpo do que a gasolina, a cultura da cana-de-açúcar em São Paulo está crescendo rapidamente: o aumento de produtividade na produção de etanol (em litros por hectare) tem sido superior a 3% ao ano nos últimos 30 anos.

“O que o governo do Estado deseja é que essa produtividade continue a aumentar e que a expansão seja feita de forma pouco agressiva, tanto do ponto de vista social como ambiental”, destacou no prefácio da obra, que tem tiragem de 2 mil cópias em língua portuguesa e 500 em inglês.

O livro foi organizado pelo coordenador da Comissão de Bioenergia do Estado de São Paulo e presidente consultivo do Centro Nacional de Referência em Biomassa, José Goldemberg, em parceria com o pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Francisco Nigro, e com a secretária executiva do Centro Nacional de Referência em Biomassa (CENBIO), Suani Coelho.


Fonte: Agência FAPESP

35 novos centros de excelência em São Paulo

O Estado de São Paulo terá 35 novos centros de produção científica e tecnológica de ponta. Trata-se dos novos institutos que serão instalados no estado por meio do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia do MCT/CNPq/FAPESP em São Paulo.

O programa é conduzido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a FAPESP.

Por meio de termo de cooperação firmado entre a FAPESP e o CNPq serão investidos R$ 187.166.343,00, divididos igualmente entre as duas instituições para o apoio aos 35 projetos selecionados.

O apoio da FAPESP permitiu a duplicação dos recursos federais investidos em São Paulo para criação de institutos no estado. A Fundação também propôs que as duas instituições aprovassem valores adicionais de R$ 25 milhões em razão da alta qualidade das propostas verificada durante o processo de análise.

Os projetos aprovados têm as características dos Projetos Temáticos da FAPESP, modalidade que se destina a apoiar propostas de pesquisa com objetivos suficientemente ousados, que justifiquem maior duração e maior número de pesquisadores participantes.

Selecionadas em âmbito internacional, as propostas foram avaliadas por pesquisadores ad hoc especializados em cada uma das áreas de pesquisa dos projetos contemplados.

“É muito positiva a inicitiva do MCT e do CNPq com o Programa dos Institutos Nacionais de C&T. A colaboração com a FAPESP deu-se de forma muito construtiva e o CNPq fez um excelente trabalho na operacionalização do processo de seleção, usando assessores internacionais e um comitê de seleção de primeira linha”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.

“Os institutos selecionados estimularão a produção científica paulista e brasileira, o desenvolvimento de aplicações e a formação de estidantes. Como característica especial, ao lado da excelência, está a colaboração científica entre grupos de pesquisa de várias regiões do país”, Os institutos foram selecionados a partir de edital lançado em 4 de agosto. Os projetos aprovados nos outros estados serão anunciados nesta quinta-feira (27/11).

O edital recebeu 261 propostas, das quais 61% foram da região Sudeste. Dos recursos disponíveis, serão destinados 35% para os projetos dos estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, 15% para o Sul e 50% para os do Sudeste.

Os institutos deverão ocupar posição estratégica no Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia, tanto pela sua característica de ter um foco temático em uma área de conhecimento, para desenvolvimento a longo prazo, como pela complexidade maior de sua organização e porte do financiamento.

Cada instituto será constituído por uma entidade sede e por uma rede de grupos de pesquisa organizados regional ou nacionalmente. O desempenho de cada instituto constituído no âmbito deste programa será acompanhado pelo CNPq e pelo Comitê de Coordenação, no qual o representante da FAPESP é Brito Cruz. A avaliação do programa será feita pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

Os projetos aprovados dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia em São Paulo:

* Bases Tecnológicas para Identificação, Síntese e Uso de Semioquímicos na Agricultura
Coordenador: José Roberto Postali Parra, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo (USP)

* Células-Tronco em Doenças Genéticas Humanas
Coordenadora: Mayana Zatz, Instituto de Biociências, USP

* Centro de Estudos da Metrópole
Coordenadora: Nadya Araújo Guimarães, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP

* Controle Biorracional de Insetos Pragas
Coordenadora: Maria Fátima das Graças Fernandes da Silva, Departamento de Química, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

* Fotônica para Comunicações Ópticas
Coordenador: Hugo Luis Fragnito, Instituto de Física Gleb Wataghin, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

* Instituto de Biofabricação – Biofabris
Coordenador: Rubens Maciel Filho, Faculdade de Engenharia, Unicamp

* Instituto de Desenvolvimento de Técnicas Analíticas Inovadoras para Exploração de Petróleo e Gás
Coordenador: Colombo Celso Gaeta Tassinari, Instituto de Geociências, USP

* Instituto de Estudos das Relações Exteriores dos Estados Unidos
Coordenador: Tullo Vigevani, Faculdade de Filosofia e Ciências de Marília Universidade Estadual Paulista (Unesp)

* Instituto de Estudos sobre Comportamento, Cognição e Ensino
Coordenadora: Deisy das Graças de Souza, UFSCar

* Instituto de Estudos dos Hymenoptera Parasitóides da Região Sudeste Brasileira
Coordenadora: Angélica Maria Penteado Martins Dias, UFSCar

* Instituto de Investigação em Imunologia
Coordenador: Jorge Elias Kalil Filho, Faculdade de Medicina, USP

* Instituto Nacional Avançado de Astrofísica
Coordenador: João Evangelista Steiner, Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, USP

* Instituto Nacional de Biotecnologia para o Bioetanol
Coordenador: Marcos Silveira Buckeridge, Instituto de Biociências, USP

* Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Células-Tronco e Terapia Celular
Coordenador: Roberto Passetto Falcão, Fundação Hemocentro e Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, USP

* Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Informação Quântica
Coordenador: Amir Ordacgi Caldeira, Instituto de Física Gleb Wataghin, Unicamp

* Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Sangue
Coordenador: Fernando Ferreira Costa, Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp

* Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Toxinas
Coordenador: Osvaldo Augusto Brazil Esteves Sant’anna, Instituto Butantan

* Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação – Redoxoma
Coordenadora: Ohara Augusto, Instituto de Química, USP

* Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para o Estudo das Papilomaviroses Humanas
Coordenadora: Luisa Lina Villa, Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

* Instituto Nacional de Eletrônica Orgânica
Coordenador: Roberto Mendonça Faria, Instituto de Física de São Carlos, USP

* Instituto Nacional de Pesquisa em Obesidade e Diabetes
Coordenador: Mário José Abdalla Saad, Faculdade de Ciências Médicas, Unicamp

* Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas
Coordenador: Ronaldo Ramos Laranjeira, Unidade de Pesquisa Em Álcool e Drogas, Universidade Federal de São Paulo

* Instituto Nacional da Psiquiatria do Desenvolvimento
Coordenador: Euripedes Constantino Miguel, USP

* Instituto Nacional de Análise Integrada do Risco Ambiental
Coordenador: Paulo Hilário Nascimento Saldiva, Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP

* Instituto Nacional de Biotecnologia Estrutural e Química Medicinal em Doenças Infecciosas
Coordenador: Glaucius Oliva, Instituto de Física de São Carlos, USP

* Instituto Nacional de Estudos sobre Violência, Democracia e Segurança Pública
Coordenador: Sérgio França Adorno de Abreu, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP

* Instituto Nacional de Oncogenômica, Câncer Hereditário e Agregação Familial: Perfis Clínicos e Moleculares de Pacientes Brasileiros e seus Parentes com Alto Risco de Câncer
Coordenador: Luiz Paulo Kowalski, Hospital do Câncer A. C. Camargo

* Instituto Nacional de Óptica e Fotônica
Coordenador: Vanderlei Salvador Bagnato, Instituto de Física de São Carlos, USP

* Instituto Nacional de Pesquisa e Inovação em Engenharia da Irrigação
Coordenador: José Antonio Frizzone, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, USP

* Instituto Nacional de Pesquisas em Fisiologia Comparada
Coordenador: Augusto Shinya Abe, Instituto de Biociências de Rio Claro, Unesp

* Instituto de Sistemas Embarcados Críticos
Coordenador: José Carlos Maldonado, Instituto de Ciências Matemáticas e Computação de São Carlos, USP

* Namitec – Tecnologia de Micro e Nanoeletrônica para Sistemas Integrados e Inteligentes
Coordenador: Jacobus Willibrordus Swart, Faculdade de Engenharia Elétrica e Computação, Unicamp

* P&D em Metrologia das Radiações
Coordenadora: Linda Viola Ehlin Caldas, Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares

* Plataforma Genômica Aplicada ao Melhoramento de Citros
Coordenador: Marcos Antonio Machado, Instituto Agronômico de Campinas

* Programa de Mudanças Climáticas
Coordenador: Carlos Afonso Nobre, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

Fonte: Agência FAPESP

12º Workshop do Programa de Pós-Graduação em Física do IFSC

O 12º Workshop do Programa de Pós-Graduação em Física do Instituto de Física de São CarlosIFSC () da Universidade de São Paulo será realizado de 25 a 28 de novembro, em São Carlos (SP).

Com apoio da Comissão de Pós-Graduação e da diretoria do IFSC, o evento é organizado por uma comissão de alunos do Programa de Pós-Graduação do instituto.

O workshop é um evento anual que reúne pós-graduandos, professores e outros acadêmicos em palestras, discussões e sessões de painéis. O tema deste ano é “As perspectivas no mercado de trabalho para jovens cientistas nas empresas e nas indústrias, como funcionários, pesquisadores e consultores”.

Como novidade dentre as atividades do evento, além das tradicionais mesas-redondas, palestras e sessões de pôsteres, haverá uma exposição de equipamentos desenvolvidos com a participação dos alunos do programa, incluindo aqueles resultantes de atividades de pesquisa e desenvolvimento realizadas em empresas.

Além desta exposição, haverá uma minibiblioteca com acervo constituído por publicações dos membros docentes e discentes do programa, incluindo livros, capítulos de livro e publicações em geral.

Fonte: Agência FAPESP

Brasil freia óbito infantil, mas não o de mãe, afirma o PNUD

Governo avalia que país cumpre Objetivo do Milênio de deter Aids e mortalidade de bebês, mas tem dificuldade em conter morte materna

O Brasil deverá cumprir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) ligados a redução da mortalidade de crianças (Objetivo 4) e controle da Aids (Objetivo 6), mas tem dificuldades em diminuir a mortalidade materna (Objetivo 5), segundo avaliação do Ministério da Saúde.

As estimativas foram feitas com base no pressuposto de que a evolução recente perdure até 2015 — prazo em que os países da ONU, inclusive o Brasil, se comprometeram a cumprir os Objetivos do Milênio — e apresentadas na 1ª Conferência de Monitoramento dos ODM do Setor Saúde, que ocorreu na semana passada, em Brasília.

As projeções sobre mortalidade de crianças levaram em conta apenas a variação, entre 1996 e 2005, da mortalidade infantil (crianças de até 1 ano) — e não a mortalidade na infância (crianças de menos de 5 anos, foco central do quarto ODM). O diretor do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas do Ministério da Saúde, Adson França, diz que foi dado destaque à redução da mortalidade infantil porque é mais difícil diminuí-la. “O maior desafio que temos pela frente é o óbito de recém-nascidos, é combater a mortalidade na faixa neonatal (até 28 dias após nascimento)”, afirma.

O quarto Objetivo do Milênio estabelece que a mortalidade de crianças menores de 5 anos deve ser, em 2015, dois terços do que era em 1990. Os dados apresentados pelo ministério mostram que a taxa de óbito entre crianças de até 1 ano caiu de 47,1 por mil nascidos vivos, em 1990, para 21,2, em 2005: um recuo de 55% no período. A previsão oficial estima que, se a tendência dos últimos anos (queda de 5,2% ao ano) permanecer, a redução será de dois terços em 2011 — antes, portanto, do prazo estipulado pela ONU.

Não foram apresentadas projeções para a faixa etária de menos de 5 anos. Os dados de mortalidade e de nascimentos disponíveis no Datasus cobrem apenas o período entre 1994 e 2005, em que a taxa de mortalidade nessa faixa etária caiu de 40,0 por mil nascidos vivos para 19,9, um recuo de 49,7%.

Um estudofeito neste ano pela revista britânica “The Lancet”, a pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS),  avaliou que a taxa de mortalidade até os cinco anos por cada mil crianças nascidas vivas diminuiu de 57, em 1990, para 20 em 2006.

Aids e malária
As estimativas sobre a incidência de Aids foram baseadas na estabilidade do número de casos nos últimos anos. Na conferência o ministério não projetou qual será a proporção de brasileiros com a doença até 2015, mas baseou-se em informações do Programa Nacional de DST e Aids segundo as quais a incidência da Aids no país tem se mostrado estável desde 1996, o que implica que agora é preciso mostrar alguma redução nesse índice até a data final de cumprimento dos ODM.

Sobre a malária, o ministério avalia que o número de casos tem caído desde 2006. Entre janeiro e setembro de 2008 foram notificados 241.420 casos da doença, e, em 2007, no mesmo período, 362.518. Números disponíveis no Datasus mostram que o índice parasitário anual de malária (exames positivos por mil habitantes) tem oscilado entre pouco menos de 4 e pouco mais que 2. Em 2006, último ano disponível no site, era 2,95 — inferior ao de 2005 (3,30), superior ao de 2004 (2,57).

Além disso, a Organização Mundial da Saúde divulgou neste ano um relatório que coloca o Brasil entre os 30 países com a maior incidência de malária e estimou mais de 1,4 milhão de doentes no país. A OMS afirma que os relatórios de controle de malária são deficientes na maioria dos países, mas o ministério brasileiro criticou os métodos usados pela agência.

Saúde materna
A situação mais crítica é a da redução da mortalidade materna. Os cálculos do Ministério da Saúde indicam que são de 50% as chances de atingir, até 2015, a redução de dois terços prevista nos Objetivos do Milênio. Adson França afirma que nem mesmo foi feita uma projeção de qual será o status do país em 2015, porque a situação tem se mostrado instável nos últimos quatro anos, com a taxa variando em torno dos 70 óbitos a cada 100 mil. Dados oficiais mostram que a taxa de mortalidade materna brasileira era de 128 óbitos por 100 mil em 1990 e atualmente é de 74. Para o cumprimento do objetivo, seria preciso atingir uma taxa de aproximadamente 38. (DAYANNE SOUSA / PrimaPagina)

Fonte: PNUD