terça-feira, 11 de novembro de 2008

Excesso de ferro na alimentação pode causar doenças

Brasil obriga adição de ferro em farinhas, mas pesquisa revela dano no organismo de quem o consome em maior quantidade


A obrigatoriedade da adição de ferro em farinhas de trigo e de milho, que vigora no País desde 2002, está resolvendo um problema e pode estar criando outro. Ao mesmo tempo em que ajuda a evitar a anemia, a medida pode atuar como fator para o aumento de doenças crônicas, como câncer, diabetes e doenças cardiovasculares.

O alerta é da pesquisadora Juliana Frossard Ribeiro Mendes, autora de um estudo feito no Departamento de Nutrição (NUT) da Universidade de Brasília (UnB). A estudiosa analisou 134 moradores do Distrito Federal, entre 18 e 86 anos de idade, e constatou a relação entre danos provocados a moléculas do organismo e a ingestão de dietas com maior quantidade de ferro. As carnes são alimentos ricos no nutriente. Alimentos como os pães, bolos e biscoitos, que utilizam os farináceos, também contribuem para aumentar o teor de ferro da dieta.

Cada participante teve a dieta e a quantidade de ferro no sangue analisados. Então, foram separados entre os 25% que apresentavam os menores níveis do nutriente, e os outros 25% que tinham os maiores índices. “As pessoas com ferritina [proteína que armazena o elemento no organismo] alta e com dietas ricas em ferro, principalmente o ferro que provém das carnes, tiveram mais danos nos lipídios e proteínas corporais”, afirma.



Esse prejuízo às moléculas acontece porque o ferro atua nas reações químicas de formação dos radicais livres. Por isso, quanto maior a presença de ferro, mais substância o organismo tem para catalisar esse processo. Por conseqüência, também eleva os radicais livres.

Como é difícil mensurar os radicais no organismo, a solução acaba sendo avaliar seus estragos em lipídios, proteínas e DNA, seus principais alvos. “Com o dano, essas moléculas perdem a função”, explica a pesquisadora.

O problema é que estudos têm mostrado uma relação entre o aumento de radicais livres e a maioria das doenças crônicas. Também já foi comprovado que os lipídios danificados podem resultar em doenças cardiovasculares, pois eles se ligam à parede dos vasos sangüíneos e geram inflamações que favorecem a formação de placas nesses locais.



Indústrias excedem no acréscimo de ferro
Como não há um limite máximo de adição de ferro estabelecido na legislação, e no intuito de evitar multas, as empresas exageram na fortificação de ferro para que, ao final do prazo de validade, os alimentos ainda conservem a margem mínima de 4,2 miligramas por 100g de farinha. Veja abaixo a média encontrada nos alimentos mais consumidos na população estudada que levam o produto. Foram coletados três exemplares de cada produto, entre as marcas mais vendidas, em seis supermercados de Brasília. Todos os valores se referem a mg de ferro por 100g do alimento.

INTERNACIONAL Os resultados do estudo, a dissertação de mestrado Biomarcadores do estado nutricional de ferro e estresse oxidativo em adultos, foram aceitos para publicação na revista Nutrition – The International Journal of Applied and Basic Nutritional Sciences.

PERFIL
Juliana Frossard Ribeiro Mendes é mestre em Nutrição Humana pela Universidade de Brasília (UnB), mesma instituição em que concluiu a graduação em Nutrição, contatos pelos telefones 3307 2042 (Laboratório de Biofísica da UnB), e pelo e-mail.

Fonte: Fabiana Vasconcelos / UnB

Equipe de robótica UFES conquista o título de campeã latino-americana e brasileira

A equipe capixaba de robótica Ultrabots Ufes, conquistou o título de campeã latino-americana e campeã brasileira na categoria IEEE Standard Education. As disputas foram realizadas no fim de outubro durante o Campeonato de Robótica realizado em Salvador (BA).

O evento reuniu, aproximadamente, 500 estudantes e professores de dez categorias de competição de universidades de todo o Brasil e de países como Chile, México, Venezuela, Colômbia, Irã e Alemanha. No Espírito Santo, todo o trabalho de educação em robótica está sendo apoiado pela Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect) do Espírito Santo, instituição associada à ABIPTI.

Além da Ultrabots Ufes, mais seis equipes capixabas participaram da competição em seis categorias conquistando também as primeiras colocações. A equipe campeã é formada por quatro estudantes universitários e coordenada pelo Laboratório de Robótica Educacional do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Entre as equipes campeãs, está a ERRI-U, que conquistou o título de vice-campeã latino-americana e campeã brasileira na categoria RoboCup Jr Resgate. Esta equipe, formada por alunos do ensino médio de escolas públicas e particulares é resultado de um projeto do Laboratório de Robótica Educacional da Ufes que busca integrar a universidade e a educação básica. Já a equipe Mamute, composta por alunos do colégio Salesiano, conquistou o título de vice-campeã brasileira na 2ª Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) – Nível 2 (ensino médio).

Um dos destaques da competição foi o estudante Jarley Miranda, da Escola Estadual de ensino fundamental e médio Clóvis Borges Miguel, que conquistou o 3º lugar na modalidade Duatlon da 2ª OBR, que é composta de duas fases, a primeira constituída de uma prova teórica e a segunda de uma final prática. Desta modalidade, participaram 22 competidores de todo o Brasil. Miranda foi capacitado no Laboratório de Robótica Educacional da Engenharia Mecânica.

A final prática será realizada junto com as Competições Latino Americana e Brasileira de Robótica e consistirá de um minicurso de robótica básica, seguido de desafios práticos, onde os estudantes terão que construir e programar robôs com kits fornecidos pela Sect/ES para executar tarefas simples.

A equipe Ufes Hard Soccer conquistou o 4° lugar na categoria IEEE Very-Small Soccer. O grupo é formado por estudantes do curso de Engenharia de Computação e é coordenado pelo Departamento de Engenharia Elétrica da Ufes. Nessa categoria dois times de três robôs disputam uma partida de futebol. Os robôs são controlados remotamente por um computador, mas sem intervenção humana. O computador processa a imagem de uma câmera de vídeo localizada sobre o campo e comanda os robôs.

Em texto da Sect, a professora e coordenadora do Laboratório de Robótica Educacional do Departamento de Engenharia Mecânica da Ufes, Carmem Faria Santos, que acompanhou as equipes durante o campeonato, explicou que a iniciativa é de grande importância para fomentar o conhecimento científico tecnológico.Segundo a professora, a participação dos estudantes capixabas possibilitou uma integração e troca de experiência com os de outras regiões. Para Santos, o trabalho conjunto entre estudantes do ensino fundamental e médio com alunos de graduação da área tecnológica promove uma aproximação da universidade com a comunidade.Mais informações, no site www.sect.es.gov.br. (Com informações da Sect/ES)

Fonte: Gestão CT

Pesquisadores de dez países discutem como associar informações da biologia evolutiva aos estudos sobre biodiversidade

Integração de saberes
A incorporação de informações sobre biologia evolutiva nos estudos sobre biodiversidade é um caminho importante para que o avanço do conhecimento nessa área se traduza em políticas públicas de conservação. Pesquisadores de dez países começaram a debater o tema nesta segunda-feira (10/11), na sede da FAPESP, em São Paulo, no simpósio “Biologia evolutiva e conservação da biodiversidade: aspectos científicos e sociais”.

O evento, que se encerrará na terça-feira (11/11), foi organizado pelos programas Biota-FAPESP e bioGENESIS, da organização internacional Diversitas, sediada no Museu de História Natural, em Paris, na França.

De acordo com a professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) Lúcia Garcez Lohmann, integrante brasileira do comitê científico do bioGENESIS e uma das coordenadoras científicas do simpósio, o principal objetivo do evento é discutir formas inovadoras para aplicar, na solução de questões ambientais, os resultados das pesquisas em biologia evolutiva e biodiversidade.

“Uma das áreas de aplicação em discussão são as novas estratégias e ferramentas para documentar a biodiversidade. A maneira que o bioGENESIS encontrou para isso é a incorporação de filogenias. Geralmente, os inventários são feitos ao acaso, mas a organização das informações e a captura de biodiversidade podem ser muito mais eficientes se utilizarmos as filogenias para isso”, disse.

O princípio, segundo Lúcia, baseia-se no desenvolvimento de ferramentas que permitam navegar pela árvore da vida, utilizando a filogenia como base para organizar as informações do conhecimento. “Todo o programa se fundamenta na idéia de incorporar informações evolutivas no estudo da biodiversidade de forma geral. Com isso, é possível utilizar o grande poder preditivo da filogenia e tornar esse conhecimento mais aplicável”, explicou.

Outra área de aplicação discutida no evento é o uso de informações de biologia evolutiva para o bem-estar da sociedade, isto é, a utilização da filogenia como base para desenvolver novos medicamentos e produtos.

“As empresas buscam novos medicamentos ao acaso, mas seria mais eficiente determinar quais são os nós da filogenia que incluem várias plantas aparentadas com potencial farmacológico e investigar aquele ponto específico da filogenia. Seria uma prospecção dirigida, feita com base científica”, apontou.

Segundo a professora, os cientistas buscam meios para utilizar a filogenia como base para encontrar melhores locais para a conservação da biodiversidade.

“Em vez de encontrar apenas as áreas que têm número maior de espécies, queremos escolher aquelas que tenham uma maior diversidade genética, com representantes de diferentes linhagens da árvore evolutiva. Isso é importante, porque se escolhermos apenas as áreas com grande número de espécies, é possível que estejamos pegando apenas um ramo da árvore filogenética”, disse.

O simpósio discute também uma terceira área de aplicação, segundo Lúcia, ligada às causas e conseqüências da diversificação biológica. De acordo com ela, vários biólogos evolutivos tentam entender por que surgiu toda a diversidade existente.

“Entendendo o que leva à diversificação, poderemos preservar não apenas as linhagens evolutivas, mas os próprios processos evolutivos. Alguns dos palestrantes estão apresentando trabalhos que avaliam se certas características da biologia evolutiva estão correlacionadas com a alta diversificação. Caso isso seja confirmado, será possível preservar áreas nas quais as plantas tenham essas características, garantindo uma alta diversificação no futuro. Isso é uma forma de utilizar o valor preditivo da filogenia”, disse.

Segundo Lúcia, a tendência é que os cientistas trabalhem com filogenias cada vez maiores e mais relevantes para as políticas públicas. “Em vez de filogenias de grupos restritos, o ideal é ter filogenias bem amplas – que incluam grande diversidade morfológica, com grande número de organismos – que possam realmente utilizar essas ferramentas para melhores decisões”, disse.

Da fronteira para a aplicação
Para o outro coordenador científico do simpósio, Carlos Alfredo Joly, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a ligação do Biota-FAPESP com o bioGENESIS faz parte do esforço de internacionalização do programa que, desde 1999, faz a caracterização da biodiversidade no Estado de São Paulo e propõe medidas para sua conservação.

“Dentro do esforço que temos feito nos últimos três anos para colocar o Biota-FAPESP como um ator no cenário internacional, em termos de conservação e uso sustentável de biodiversidade, um dos caminhos óbvios era a aproximação com a Diversitas, que é o principal órgão internacional responsável por questões relacionadas à biodiversidade”, disse.

Segundo Joly, a idéia do simpósio surgiu em 2007, quando a coordenação do Biota-FAPESP convidou o então presidente da Diversitas, Michel Loreau, da Universidade McGill, no Canadá, para apresentar uma palestra em São Paulo e discutir a integração do Brasil ao Mecanismo Internacional de Expertise Científica em Biodiversidade (Imoseb).

“Em contrapartida, Loreau nos convidou para participar da reunião do programa bioGENESIS, que estava sendo criado. Fiz uma apresentação do Biota-FAPESP e propusemos a organização desse simpósio no Brasil. Hoje, o Biota-FAPESP é o único programa associado ao bioGENESIS, com um reconhecimento muito grande dentro do programa internacional”, disse Joly, que é um dos criadores e ex-coordenador do programa Biota-FAPESP.

Segundo ele, o que une os dois programas é a vocação para traduzir a pesquisa científica em aperfeiçoamento de políticas de conservação. “Tanto o bioGENESIS como o Biota procuram utilizar o que está na fronteira do conhecimento para aplicar no desenvolvimento de políticas públicas de conservação e uso sustentável da biodiversidade”, destacou.

Fonte: Fábio de Castro /Agência FAPESP

Cientista norte-americano estima que a Floresta Amazônica tenha sido formada há cerca de 2 milhões de anos

Idade da floresta

Estima-se que na Amazônia brasileira, cuja avifauna é uma das mais ricas e complexas do planeta, existam cerca de mil espécies de aves, sendo pelo menos 30 delas endêmicas da região. O número, que é subestimado por conta dos poucos estudos existentes com esse enfoque, corresponde a cerca de 10% do total de aves existentes no mundo.

Mas até que ponto essa enorme diversidade de aves pode ajudar os cientistas a entender a formação do território da região amazônica? A questão foi discutida por Joel Cracraft, do Museu Americano de História Nacional, em Nova York (AMNH), durante o simpósio internacional Biologia evolutiva e conservação da biodiversidade: aspectos científicos e sociais, que teve início nesta segunda-feira (10/11), na sede da FAPESP.

“Tenho muito interesse em entender a história evolutiva da Amazônia e, para isso, conto com vários colaboradores aqui no Brasil. Para isso, precisamos responder a várias perguntas, entre as quais como a biota da Amazônia foi formada com o passar dos séculos do ponto de vista taxonômico”, apontou.

Cracraft citou, como uma de suas parcerias no Brasil, a bióloga Camila Ribas, do Laboratório de Genética e Evolução Molecular de Aves da Universidade de São Paulo (IB-USP). Ele foi orientador de pós-doutorado de Camila, que reconstruiu a história evolutiva dos papagaios do gênero Pionus com o auxilio de métodos de biogeografia.

Com base em seus estudos sobre as aves da Floresta Amazônica, Cracraft, que proferiu a palestra Deciphering the history of Amazonian diversity, falou sobre a dificuldade de se entender os padrões da biogeografia – especialidade que analisa a distribuição geográfica da diversidade biológica – na região.

“Esses padrões na Amazônia são muito complexos e variam muito de um grupo de aves para outro. Por isso, muitas páginas já foram escritas para tentar revelar a origem das espécies da floresta, que para mim é um grande laboratório para o estudo da evolução das aves pelo mundo”, afirmou.

Outra lacuna no processo de entendimento da história evolutiva da Amazônia é a falta de registros fósseis dos organismos que se deseja analisar. “Mesmo assim, acredita-se que alguns gêneros de aves chegaram durante o período Mioceno e, por isso, elas talvez já existissem na bacia Amazônica entre 30 milhões e 50 milhões de anos atrás”, disse.

Esses estudos sugerem, de acordo com ele, que várias linhagens de aves que hoje são endêmicas possivelmente já habitavam a região nesse período. “Por isso, será que já não houve extinção de espécies de pássaros na região?”, questionou.

Por outro lado, apontou Cracraft, não é preciso ir muito longe, até o Mioceno, uma vez que muitos estudos sobre a região amazônica remontam ao Paleolítico, que vai de, aproximadamente, 2 milhões de anos até 10 mil anos antes de Cristo.

“A história da Amazônia no Paleolítico é extremamente complexa. Além de não sabermos o suficiente sobre essa história, o que sabemos tem mudado muito rapidamente nas últimas décadas”, apontou.

Há muita controvérsia sobre o assunto, mas outros estudos com base em análises biogeográficas da avifauna da região sugerem que a formação do território da Amazônia pode ter ocorrido há menos tempo do que se imagina.

“Uma das hipóteses aceitas hoje é a de que a Amazônia teria sido formada entre 2 milhões e 2,5 milhões de anos atrás”, disse o cientista. Os rios Negro e Madeira, segundo ele, teriam se formado há cerca de 800 mil e 1 milhão de anos, respectivamente.

“Grande parte da biodiversidade amazônica pode ser muito mais jovem do que se possa supor. Além de mais estudos filogenéticos, precisamos de melhores métodos biogeográficos para entender toda a complexidade da região amazônica, que está muito além da capacidade de qualquer metodologia conhecida atualmente”, disse.

Fonte: Thiago Romero /Agência FAPESP

Pressão ambiental sobre o Cerrado contribui para o predomínio de plantas apomíticas levando ao empobrecimento da biodiversidade local

Invasão dos “clones”
A crescente pressão do uso de áreas do Cerrado para plantações comerciais, criação de gado e produção de carvão pode contribuir para o predomínio de plantas apomíticas – cujas sementes são formadas sem fecundação –, resultando em um empobrecimento da biodiversidade no bioma, de acordo com estudos coordenados por Paulo Eugênio Oliveira, professor do Instituto de Biologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Oliveira apresentou os primeiros resultados das pesquisas, que serão publicados em breve, durante o simpósio internacional “Biologia evolutiva e conservação da biodiversidade: aspectos científicos e sociais”, realizado nesta segunda-feira (10/11), na sede da FAPESP.

Segundo ele, estudos realizados há cerca de oito anos na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, levantaram a hipótese de que a quantidade de plantas apomíticas no Cerrado seria muito maior do que o estimado.

“A partir dessa hipótese, fomos pesquisar e verificamos que de fato a apomixia parece ser bem freqüente em espécies do Cerrado – algo na ordem de 6% a 10% das plantas lenhosas. O problema é que, nas condições atuais de degradação de hábitat, com diminuição de fluxo gênico, o que podemos prever é que essas espécies apomíticas serão favorecidas”, disse Oliveira.

Quando há apomixia, as plantas geradas são idênticas à planta mãe. “É um tipo de processo no qual a reprodução sexuada parece ocorrer, mas na verdade os embriões são clonais”, explicou.

Segundo Oliveira, os estudos anteriores sugeriam que a apomixia pode ser importante em termos de evolução, porque manteria o genótipo intacto, mesmo em condições de degradação ambiental. Isso seria importante para o futuro, porque as plantas poderiam se manter mesmo que toda a rede de polinizadores perecesse.

“Mas, ao mesmo tempo, a expansão dessas comunidades formadas crescentemente por espécies apomíticas terminaria reduzindo a capacidade de suporte de polinizadores e podemos imaginar que isso teria um impacto crítico sobre essas teias de interação – ainda que elas sejam resilientes em termos de impacto, como imaginamos”, disse.

Oliveira explica que, quando há um grande número de animais e plantas, o desaparecimento de uma delas não afeta tanto a teia de interações. Mas, à medida que muitas plantas somem, a teia provavelmente será empobrecida. “Se as plantas que permanecerem não oferecerem pólen nem frutos, haverá um empobrecimento geral de fauna associado a esse progresso das apomíticas”, disse.

“Meu estudo de doutorado já mostrava que a maior parte das plantas do Cerrado depende de polinização cruzada, com ocorre nas florestas tropicais, para formar frutos e manter populações auto-regenerantes. Elas acabam contribuindo para a manutenção de uma teia enorme de polinizadores e agentes dispersores. Mas agora sabemos que algumas dessas plantas são apomíticas”, destacou Oliveira.

Se as mudanças climáticas favorecerem as plantas apomíticas em detrimento daquelas que têm teias ricas de interação e dependem de polinização cruzada, isso poderá levar a uma mudança estrutural nas comunidades, que deverá empobrecer as teias de interação, segundo o professor da UFU.

“É uma mudanças de paradigma. Achávamos que a maior parte das plantas dependia de polinização cruzada e a conservação era importante em função disso. Mas, se temos tantas plantas apomíticas, a situação pode ser mais grave, já que o processo de degradação pode mudar a organização dessas comunidades, favorecendo a apomixia, com impacto em todos os níveis tróficos”, disse.

Fonte: Fábio de Castro/ Agência FAPESP

Colisões: uma maneira chocante de aprender física de partículas

Fernando Silveira Navarra, professor titular e chefe do Departamento de Física Experimental do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), ministrará a palestra “Colisões: uma maneira chocante de aprender Física de Partículas”, no dia 27 de novembro, às 14h30.

O encontro será realizado no Museu Paulista (MP) da USP, conhecido como Museu do Ipiranga, e integra o projeto Física para Todos, que tem como meta levar conceitos de física, de maneira acessível, para a população.

As inscrições, gratuitas, devem ser feitas pelo endereço:
itec.if.usp.br/~ccultext/fpt/fptinsc.php

Mais informações pelo e-mail

Fonte: Agência FAPESP

Fapemig divulga resultado de edital de apoio a projetos de pesquisa em educação

No dia 7, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) divulgou o resultado do edital nº 19/08, de “Apoio a projetos de pesquisa em educação”. Entre os 54 projetos recebidos, 14 foram aprovados. No total, as propostas receberão R$ 624 mil.

O edital, que foi lançado em parceria com a Secretaria de Educação do Estado, tem como objetivo financiar projetos de pesquisa em educação que tenham como meta a análise das políticas públicas de Minas Gerais. “Estamos partindo da premissa de que educação juntamente com ciência, tecnologia e inovação são pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável de uma nação”, afirma o presidente da Fapemig, José Geraldo de Freitas Drumond.

O edital conta com cinco linhas temáticas: ensino fundamental; ensino médio; educação profissional; educação especial; e educação de jovens e adultos. A idéia é que os pesquisadores utilizem o banco de dados da Secretaria de Educação para subsidiar os seus projetos. A Fapemig é uma instituição associada à ABIPTI. A lista com as propostas aprovadas está disponível neste link. (Com informações da Fapemig)

Fonte: Gestão CT

3º Simpósio Internacional Disfunções Temporomandibulares e Dores Orofaciais

O 3º Simpósio Internacional Disfunções Temporomandibulares e Dores Orofaciais será realizado nos dias 5 e 6 de dezembro no Centro de Convenções Mario Henrique Simonsen, no Rio de Janeiro.

Entre os palestrantes estarão José Tadeu Tesseroli de Siqueira, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Alexandre DaSilva, da Universidade Harvard, Maurice Borges Vincent, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Theodora Danciu, da Universidade de Michigan. O coordenador é André Antonio Monteiro, da UFRJ.

Mais informações: www.odontologiaeducacional.com.br

Fonte: Agência FAPESP

Finep divulga lista dos projetos aprovados da chamada pública do setor aquaviário

A Finep disponibilizou, em seu site, no dia 28 de outubro, o resultado da seleção pública de propostas para o apoio a projetos de transporte aquaviário e de construção naval da Chamada Pública MCT/Finep/ CT- Aquaviário 01/2008. Ao todo, foram aprovados 11 projetos. Dos contemplados, nove projetos são da região Sudeste; um da região Sul e um da região Nordeste. Da região Sudeste, quatro projetos são do Estado de São Paulo e cinco do Rio de Janeiro. Do Nordeste, o projeto é do Ceará. Do Sul, o projeto é de Santa Catarina.

Os projetos aprovados estão disponíveis neste link.

No âmbito desta chamada pública, serão comprometidos recursos não reembolsáveis no valor de R$ 11 milhões originários do FNDCT/CT-Aquaviário, sendo R$ 3 milhões para o setor de Transporte Aquaviário e R$ 8 milhões para o Setor Construção Naval.(Com informações da Finep)

Fonte:Gestão CT

10ª Jornada Jovens Talentos

Nos dias 12 a 14 de novembro, será realizada no campus da Universidade Católica de Petrópolis (UCP), no Rio de Janeiro, a 10ª Jornada Jovens Talentos.

O programa Jovens Talentos (JT) foi criado em 1999 e oferece bolsas de pré-iniciação científica a estudantes do ensino médio/técnico da rede pública em universidades e instituições de ensino e pesquisa sediadas no estado. Atualmente existem cerca de 600 jovens bolsistas JT. Na tarde da última terça-feira (4) o professor Jorge Belizário, coordenador do projeto, participou de um debate sobre pesquisa no país durante o programa Atitude.com, da TV Brasil, voltado para o público jovem.

Segundo Belizário, a jornada é uma oportunidade para promover o intercâmbio de pesquisas entre estes estudantes, além de comprovar a qualidade dos trabalhos desenvolvidos ao longo dos quase dez anos de existência do programa Jovens Talentos. Outro ponto destacado por Belizário foi o aumento do número de apresentações orais e da quantidade de pôsteres que serão apresentados nesta 10ª edição. Em 2007, segundo Belizário, foram 60 pôsteres. Este ano, serão 80. Belizário calcula que entre os alunos participantes, professores-orientadores e visitantes, a 10ª jornada deverá contar com a presença de 220 a 250 pessoas por dia.

Na abertura, deverão estar presentes o reitor da UCP, José Luiz Rangel Sampaio Fernandes, de representantes da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), da Eletronuclear, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituição associada à ABIPTI, entre outras.

Estudantes residentes da cidade de Bom Jesus de Itabapoana, noroeste fluminense, que desde maio realizam seminários sobre a qualidade do leite local no Colégio Técnico Agrícola Ildefonso Bastos Borges, da Universidade Federal Fluminense (CTAIBB/UFF), também apresentarão trabalhos. Sobre estes estudantes e moradores da pequena cidade do interior do estado, Belizário chamou a atenção para a inclusão social que o programa Jovens Talentos promove. Segundo Belizário, ainda existem muitas instituições e estudantes por todo o Estado do Rio que não conhecem o JT. E nesse sentido, segundo ele, o acesso ao projeto pode representar um diferencial no futuro dessas populações e até mesmo de pequenas cidades como Bom Jesus.

Eventos
Além da 10ª Jornada Jovens Talentos, diversos outros eventos, nas mais variadas áreas do saber, apoiados pela Faperj, acontecerão durante o mês de novembro. Nos dias 10 e 12, o campus Gragoatá da Universidade Federal Fluminense (UFF), na cidade de Niterói, sediará o 2º Encontro Nacional de Estudos Egiptológicos: Documento e Monumento no Antigo Egito. O encontro debaterá, a partir de antigos documentos, a relação entre o poder, a religião, a economia e a sociedade dos três períodos históricos do Egito: o faraônico, o helenístico e o romano.

Nos dias 11 e 12 de novembro, o campus Maracanã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), será palco do 5° Seminário Jovem, Valores e Subjetividades. Voltado para estudantes, profissionais de educação e demais interessados no tema, o encontro tem como objetivo discutir a formação das identidades juvenis na sociedade atual sob a ótica da juventude.

No dia 19 de novembro, a Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ) realizará uma série de palestras e atividades para celebrar o Dia Mundial da Filosofia, instituída pela Unesco em 2002. Entre os dias 20 e 22, o Hotel Sofitel, no bairro de Copacabana, Rio de Janeiro, sediará o 15° Congresso do Departamento de Ergometria, Exercício e Reabilitação Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

O campus da Praia Vermelha da UFRJ sediará, de 25 a 27 de novembro, o 1° Simpósio de Estudos Contemporâneos (Simpec): Conflito e Identidades – o Oriente Médio e a África em foco. Conflitos e geopolítica, estados pós-coloniais, religião e dinâmicas sociais, sociedades, culturas e identidades são alguns dos principais temas debatidos durante o simpósio. Mais informações, no site www.faperj.br, ou pelo telefone (21) 3231-2929.(Com informações e fotos de Vinicius Zepeda Faperj)

Fonte: Gestão CT

Rede Metrológica do Rio Grande do Sul divulga cursos para 2009

A Rede Metrológica do Rio Grande do Sul encaminhou ao Gestão C&T online sua lista de cursos já agendados para o ano de 2009. São mais de 20 cursos.

Entre as capacitações estão: Biossegurança para Laboratórios de Ensaio, que será realizado no dia 8 de abril de 2009. Outro curso agendado é sobre o Sistema de Indicadores de Desempenho de Laboratórios, marcado para os dias 5 e 6 de maio de 2009; e Técnicas de Coleta e Preservação de Amostras Ambientais, a ser realizado no dia 16 de julho de 2009. Entre outros.

Veja a lista completa dos cursos no link.

Rede
A Rede Metrológica RS, pioneira entre as demais redes estaduais existentes no país, foi criada por iniciativa conjunta do sistema Fiergs/Senai e a comunidade científica e tecnológica do Estado do Rio Grande do Sul. Desde 1992, vem articulando parcerias para viabilizar a execução de suas metas. A Rede atua em caráter dual: por um lado, como prestadora de serviços e, por outro lado, como sociedade técnica.

Entre as ações da rede podem se destacar: O Bônus Metrologia, que é um programa realizado em parceria com o Sebrae-RS, vigente no RS desde 1993 e que possibilita que micro e pequenas empresas, que participem dos projetos Sebrae-RS/Arranjos Produtivos Locais, acessem, a um menor custo, os serviços de calibração de instrumentos de medição, análises em produtos e matérias-primas diversas, ensaios e outros testes disponíveis nos diversos laboratórios reconhecidos pela Rede Metrológica do Rio Grande do Sul; O Jornal da Metrologia, que é editado periodicamente, já no seu 9º ano, 67ª edição, com informações, assuntos de interesse do meio e artigos técnicos sobre metrologia; portal na internet www.redemetrologica.com.br, por meio dele o público pode acessar a lista de laboratórios reconhecidos, bem como todos os serviços de metrologia, além de acessar informações sobre as atividades em metrologia no Rio Grande do Sul e no Brasil. (Com informações da Rede Metrológica do RS)

Fonte: Gestão CT

Auxílio à pós-graduação da Fundação Araucária apoiará quase cem projetos

A Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná divulgou, no último dia 6, o resultado da chamada pública 13/2008, no âmbito do Programa de Auxílio à Pós-Graduação Strictu Sensu.

Ao todo, foram contemplados 88 projetos. A lista com os selecionados pode ser acessada por este link. A Fundação Araucária é associada à ABIPTI.

Fonte:Gestão CT

Projeto estruturante do Rio Grande do Sul tem reunião de acompanhamento

No último dia 6, foi realizada, em Porto Alegre (RS), reunião de acompanhamento do Projeto Estruturante – Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Redes de Convergência. O secretário de C&T do Estado, Artur Lorentz, participou do encontro.

O projeto tem como objetivos desenvolver e implantar, no âmbito da administração pública estadual e municipal, uma rede pública de telecomunicações, com serviços banda larga, utilizando tecnologias como Fibras Óticas, PLC, Wi-Fi, WiMax e VoIP, através do desenvolvimento de projetos pilotos em municípios e em órgãos do governo estadual.

De acordo com o gerente do projeto da Secretaria de Ciência e Tecnologia (SCT), Eberson José Thimmig Silveira, como resultado, o Estado espera a integração e a ampliação da conectividade da rede pública estadual, melhorando a qualidade e a velocidade dos serviços prestados à população gaúcha.

Ele explica, em texto da SCT, que será criado um ambiente de inovação, o que propiciará a ampliação e a integração da rede pública, com vantagens e benefícios tais como a ampliação da rede de comunicação do Estado, o aumento de velocidade e banda de passagem na comunicação de imagens, dados e voz e a promoção da inclusão digital. Informações adicionais, no site www.sct.rs.gov.br.(Com informações da SCT)

Programa Universidade em Movimento é lançado no Paraná

No último dia 4, a secretária de Estado Lygia Pupatto, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, lançou, oficialmente, na Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp), em Jacarezinho, o programa da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), o “Universidade Em Movimento”.

Por meio do programa, o governo do Estado investirá R$ 82 milhões nas universidades e faculdades públicas estaduais. O investimento beneficiará mais de 100 mil estudantes, técnicos, professores e pesquisadores das 13 instituições estaduais de ensino superior (Iees).

No campus de Jacarezinho, a Uenp possui três centros universitários - ciências da saúde, jurídicas e humanas - e tem outros dois campi em Bandeirantes e Cornélio Procópio. O programa Universidade Em Movimento vai destinar cerca de R$ 6 milhões aos campi da instituição. Deste valor, R$ 2,5 milhões serão destinados à aquisição de um terreno que dará lugar ao novo campus da Uenp em Jacarezinho.

A Seti, que é associada à ABIPTI, aplicará R$ 72 milhões em novos laboratórios de informática para todos os cursos de graduação das Iees, com internet banda larga, gratuita e sem fio; na aquisição de novos veículos para o programa Universidade Sem Fronteiras; em tratores, caminhões e semeadeiras para as Fazendas Escolas. Também serão investidos recursos em novos equipamentos para a conservação de documentos acadêmicos. Outros R$ 10 milhões serão investidos na construção de oito centros de integração do ensino superior com a educação básica, para a realização do Integrar-PDE, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seed).

“Juntos, vamos construir um ensino superior de excelência”, disse Lygia Pupatto, a mais de 400 pessoas presentes no lançamento do Programa Universidade Em Movimento. Segundo ela, esse programa vai fazer com que toda comunidade acadêmica trabalhe para que os cursos tenham um nível de avaliação de excelência. Este foi o primeiro encontro técnico de uma série a ser realizada pela secretaria nas Iees para explicar detalhes do novo programa. Informações adicionais, no site www.seti.pr.gov.br.(Com informações da Seti)