quarta-feira, 5 de novembro de 2008

5º Erinco - Encontro Regional das Incubadoras do Centro-Oeste



Fonte: Anprotec

Brazil’s Bolsa Família: Understanding Its Origins and Challenges

'Só renda ou só ensino não supera pobreza'


Especialista critica idéia de que programa como Bolsa Família ou investimento em educação, por si só, consegue erradicar miséria


O Bolsa Família, maior programa de transferência de renda do mundo, completou cinco anos em outubro. No lançamento oficial, em 20 de outubro de 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou que a iniciativa uniria vários programas de “apoio individual”, como Bolsa Escola e Vale Gás, em um só, dirigido "a todo o núcleo familiar". Porém, as raízes do Bolsa Família não são apenas os programas do final da década de 90 e começo dos anos 2000, mas a Constituição de 1988, que enfatizou o reconhecimento dos direitos sociais e a necessidade de reverter a histórica dívida do Brasil com os pobres, avalia Tatiana Feitosa de Britto, especialista em políticas públicas e consultora do Senado para assuntos de educação.

É na articulação entre as diversas políticas originadas da Constituição que se pode vislumbrar uma superação de fato da pobreza. Sozinho, o Bolsa Família, como qualquer outro programa de transferência de renda, é incapaz de tirar as pessoas da pobreza permanentemente, afirma Tatiana, que trabalhou até 2004 no Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome.

Do mesmo modo, defende ela, não se pode ter uma “fé cega” na idéia de que apenas investimentos em outras áreas — como educação e capacitação — farão esse papel. "Você precisa de uma combinação muito bem articulada, que pense não só a capacitação, mas a inserção no mercado de trabalho. Não só a educação, mas a qualidade da educação", argumenta.

Formada em Relações Internacionais, Tatiana escreveu um artigo sobre o Bolsa Família para a revista Poverty in Focus, do Centro Internacional de Pobreza — um instituto de pesquisa do PNUD em parceria com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). O número mais recente da revista é uma edição especial sobre programas de transferência de renda na África e na América Latina. Em seu texto, a pesquisadora diz que a erradicação da pobreza “só pode ser atingida com uma combinação sinergética de políticas públicas e crescimento econômico, o que está muito além do escopo do Bolsa Família”.

Em entrevista por telefone à PrimaPagina, ela comentou o programa brasileiro, que hoje atende 11 milhões de domicílio e investiu, em seus cinco anos, R$ 41 bilhões, segundo o governo federal.

Qual o balanço que você faz desses cinco anos do Bolsa Família?
O Bolsa Família aparece sempre como uma referência importante não só pela dimensão do programa, mas pelo tempo. Já é um programa consolidado. Mas, claro, quando pensamos num balanço de desafios, estamos pensando num programa que não é acabado. Toda política pública sempre tem um espaço para aperfeiçoamento e para melhorias. É claro que um programa de transferência de renda só tem um impacto duradouro, de forma que as pessoas consigam sair da situação de pobreza, se não for só programa de transferência de renda. Tem que ter outras coisas relacionadas, outras políticas públicas.

Que outras políticas são essas?
Educação, e também inserção no mercado de trabalho. Mas às vezes as pessoas falam com uma fé muito grande nessas coisas. Não pode ser uma fé cega nessas propostas de saída — dizer que basta criar cursos de capacitação para as pessoas ou que basta as crianças irem para escola que daqui a dois, três anos, a situação delas vai ter mudado. Na verdade, você precisa de uma combinação muito bem articulada que pense não só a capacitação, mas a inserção no mercado de trabalho. Não só a educação, mas a qualidade da educação que essas crianças estão recebendo.

Mas você acredita que, dentre as estratégias de combate à pobreza possíveis, a transferência de renda seja a mais eficiente? Dos diretamente relacionados à questão da pobreza, talvez os programas de transferência de renda tenham sido os mais exitosos nos últimos anos. Por terem características inovadoras, chegarem diretamente aos pobres — eles têm um ganho de eficiência em relação a outros programas. Mas a pobreza é multidimensional. Não é só renda — é pobreza de capacidade, de educação, de moradia, de alimentação. O combate à pobreza envolve todas essas políticas, não dá para pensar só em renda.

Em seu último artigo, você aborda as críticas feitas no início do Bolsa Família que diziam que os beneficiados ficariam dependentes da renda recebida. Como você vê essa e outras críticas?
O Bolsa Família, em alguns momentos, foi acusado de duas coisas opostas e até paradoxais. Por um lado, alguns críticos apontavam que era um tipo de esmola que se estava dando, que aquele dinheiro não teria efeito nenhum para a vida daquelas pessoas. Por outro lado, havia pessoas que diziam que era um dinheiro muito fácil e que as pessoas iriam se acomodar e ficar só recebendo a transferência de renda. Na verdade, o que a gente está vendo não é uma coisa nem outra. O dinheiro está sendo suficiente para ter um impacto na situação de pobreza dessas famílias e, por outro lado, essa questão da dependência também não está completamente comprovada. O que a maioria dos indicadores e pesquisas têm mostrado é que os beneficiários do programa têm uma participação no mercado de trabalho até maior que outros que têm o mesmo nível de pobreza, situação econômica igual mas que não recebem benefícios.
Você divide os resultados do programa em ganhos imediatos e ganhos a longo prazo. Quais são eles?
O Bolsa Família é um programa de transferência de renda com condicionalidades. A transferência de renda tem esse foco na pobreza imediata, e a idéia é levar àquelas pessoas um nível mínimo de subsistência. A justificativa por trás das condicionalidades é que se está combatendo a pobreza futura, estão sendo dadas condições para que essas pessoas possam investir em capital humano e para que as crianças dessas famílias não sejam pobres no futuro.

Mas você acredita que o Bolsa Família seja eficiente nesses dois âmbitos?
A questão do futuro é ainda uma questão muito debatida na academia. Não que as famílias não estejam cumprindo as condicionalidades, mas, para que as pessoas deixem de ser pobres, não basta elas freqüentarem a escola. Esse é um dos fatores. Todos os programas são ainda muito novos para a gente conseguir medir o impacto no futuro. Então, quando a gente fala do impacto da condicionalidade, o que a gente está falando é se as crianças estão indo mais à escola ou se estão tendo uma situação de saúde melhor. Agora, de que forma essa situação de saúde ou a escolaridade está se refletindo na pobreza futura, eu não conheço nenhum estudo que já tenha isso, porque são programas muito novos.

Então, quais seriam os desafios do programa hoje?
Existem algumas coisas que o programa teria que enfrentar. Tem uma contradição na parte de legislação que é uma coisa ainda não muito bem resolvida: se o programa teria a pretensão de se tornar uma espécie de renda mínima, seria universal, incondicional, ou se seria temporário, voltado para emancipar as pessoas de uma situação de pobreza. Outra coisa importante para o programa é que ele ainda tem um nível de exclusão muito significativo. Tem uma população que deveria ser beneficiária, que está abaixo da linha de pobreza do programa, mas que ainda não conseguiu entrar no programa. Isso ocorre porque os mais pobres são geralmente os mais excluídos, têm pouco acesso aos meios de informação e pouco acesso aos meios de se inscrever no programa. Então você tem aí um plano de focalização que precisa ser trabalhado. (DAYANNE SOUSA / da PrimaPagina)

Bolsa Família
O Bolsa Família atende hoje 11 milhões de domicílios. Podem se inscrever no programa famílias em que a renda per capita seja de no máximo R$ 120 por mês. Ao entrar no programa, os beneficiados se comprometem a manter crianças e adolescentes na escola, a cumprir o calendário de vacinação e a agenda de pré e pós-natal.

Um estudo de 2007 do Centro Internacional de Pobreza aponta que o Bolsa Família tem efeitos no Índice de Gini, que mede o grau de desigualdade de renda. Segundo o estudo, o Bolsa Família ajudou a diminuir em 21% o Índice de Gini brasileiro entre 1995 e 2004, que caiu cinco pontos nesse período.

Veja o artigo completo na Poverty in Focus

Fonte: PNUD

Reflexões sobre o comportamento infantil em um pátio escolar: o que aprendemos observando as atividades das crianças

Reflections on the behavior of children in schools outdoor area: what we have learned from observing children's activities


Reflexiones sobre el comportamiento de los niños en la zona al aire libre en la escuela: qué hemos aprendido observando las actividades infantiles

Espaço de interação
O pátio escolar, espaço essencial para o desenvolvimento infantil, freqüentemente corresponde às áreas subutilizadas dos terrenos das escolas, em vez de se caracterizar como um local organizado para a interação entre as crianças. É o que conclui um estudo realizado em Natal (RN) com o objetivo de compreender os diferentes tipos de relações infantis estabelecidas com o ambiente escolar.

Partindo de um universo de 200 crianças de 3 a 7 anos, o estudo fez uma análise minuciosa da interação entre elas durante o recreio e da utilização de várias áreas de um pátio escolar da cidade. Os resultados foram publicados na revista Paideia, da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP), da Universidade de São Paulo (USP).

A pesquisa, que correspondeu ao mestrado de Odara de Sá Fernandes no Núcleo de Educação Infantil (NEI) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), na área de psicologia, foi orientada por Gleice Azambuja Elali, professora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo e diretora do Laboratório e Ateliê de Projetos de Interiores da UFRN.

O estudo alerta para a necessidade de uma maior atenção para organização e planejamento do pátio escolar. “O pátio escolar se torna somente aquela área que ‘sobrou’ da construção do prédio e não se pensa como organizar esse espaço e qual é seu verdadeiro objetivo. É preciso refletir sobre os diversos aspectos do pátio, como tamanho, tipo e quantidade de brinquedos, presença da natureza, entre outros, que podem contribuir de forma importante para o desenvolvimento das crianças”, disse Odara.

De acordo com a pesquisa, o pátio escolar deve ser pensado e organizado estrategicamente de forma que possibilite diversidade de atividades e contribua para a qualidade de vida das crianças. Os resultados apontaram que brincadeiras em grupo foram predominantes em áreas com equipamentos de múltiplas utilidades e que houve diferenças na utilização dos espaços em relação ao gênero e idade das crianças.

Odara explica que o pátio escolar foi escolhido porque, com o crescimento das cidades e da violência urbana, o pátio se tornou o lugar preferencial onde as crianças podem brincar, socializar-se e interagir com a natureza. “Pensar sobre essas áreas pode contribuir para sua melhor organização de maneira a favorecer as interações entre crianças, já que no período escolar a socialização começa a se apresentar como forte elemento para o desenvolvimento humano”, disse

O estudo indicou os principais fatores que podem interferir na atividade lúdica da criança: o tamanho do pátio, a densidade física, a quantidade e o tipo de brinquedo disponível, o gênero e a idade das crianças e a presença da natureza. De acordo com Odara, o estudo mostra que não basta apenas ter o espaço para a criança brincar, mas é importante, sobretudo, pensar a forma como esse espaço é disposto.

“A fim de contribuir para o processo de desenvolvimento infantil, a organização do pátio deve se basear principalmente em oferecer atividades diversificadas, equipamentos múltiplos, áreas livres, locais para leitura e conversas, espaços esportivos, alternativas para brincadeiras individuais ou em grupos, além do contato com a natureza”, defendeu o pesquisador.

Segundo o estudo, quando as crianças não são ouvidas e não participam do planejamento do pátio, corre-se o risco de restringir a potencialidade de uso desses locais. A pesquisa observou individualmente a movimentação de alunos pelo pátio de uma escola ligada à UFRN durante os horários de recreio pela manhã e à tarde.

As análises traçaram o percurso que as crianças faziam livremente no espaço disponível. De acordo com Odara, as diversas trajetórias realizadas por cada criança compõem mapeamentos conjuntos, a partir dos quais é possível fazer inferências sobre a relação criança-ambiente.

“Os resultados revelaram que brincadeiras em grupo foram predominantes, ocorrendo, preferencialmente, em algumas áreas equipamentos de múltiplas utilidades, quadra de esportes e grande área livre e sombreada. Ao avaliar o percurso realizado pelas crianças notamos a utilização de diversas áreas, mas com um fluxo maior sendo direcionado aos pátios de areia e aos equipamentos multifuncionais”, afirmou.

Em relação ao gênero, o estudo mostrou que os meninos utilizam um maior número de áreas dos pátios, explorando-as e desenvolvendo uma maior variedade de atividades. Jogam futebol, usam carrinhos, brinquedo múltiplo, casinha e brincam de animais, enquanto as meninas permanecem mais tempo brincando na casinha e na areia. Além disso, elas permanecem em locais mais próximos às professoras e recorrem mais a essas do que os meninos.

De acordo com Odara, diversos autores vêm buscando compreender as diferenças entre os gêneros desde a infância. Os grupos de meninos se separavam com mais freqüência do que os das meninas, “o que talvez explique o fato de eles desenvolverem muitas atividades, pois constantemente trocam de grupos e de brincadeiras”, declarou.

“Já as meninas permanecem em grupos mais consolidados e dedicam-se mais tempo à mesma atividade. Outros estudos corroboram esses dados, justificando que as meninas buscam um comportamento mais cooperativo dentro do grupo, enquanto os meninos demonstram ser mais individualistas, favorecendo a mudança de grupo quando suas necessidades não são supridas”, acrescentou.

Além do gênero, segundo Odara, o turno se mostrou outro influenciador dos percursos escolhidos pelas crianças. “A insolação direta dos espaços pode ser um dos elementos que influenciam as diferenças nos caminhos e áreas em uso nos dois turnos. Pela manhã, por exemplo, o setor de playground do pátio é mais utilizado do que à tarde, quando as crianças se concentram mais nos locais cobertos e na quadra de futebol”, declarou.

Segundo o estudo, a idade também influenciou os percursos e atividades. As crianças de 3 anos apresentam uma atitude mais exploratória, usando várias áreas do pátio, mantendo-se, contudo, ao alcance visual do adulto presente. O estudo apontou que, “com o aumento da idade, a atividade exploratória diminui, enquanto a independência com relação ao adulto aumenta”.

Para ler o artigo Reflexões sobre o comportamento infantil em um pátio escolar: o que aprendemos observando as atividades das crianças, de Odara de Sá Fernandes e Gleice Azambuja Elali, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

DETER: 587 km2 de desmatamento na Amazônia no mês de setembro

DETER records in the month of September 587 km2 of deforestation in the Amazon


Importante ferramenta de suporte à fiscalização na Amazônia, o sistema DETER – Detecção do Desmatamento em Tempo Real, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), indica que no mês de setembro 587 km2 da floresta sofreram corte raso ou degradação progressiva.

Conforme descrito em seu site (www.obt.inpe.br/deter/), os dados do DETER não representam uma avaliação fiel do desmatamento mensal da Amazônia, em função da resolução dos satélites e da cobertura de nuvens variável de um mês para outro. A informação sobre áreas é para priorização por parte das entidades responsáveis pela fiscalização. Sendo assim, o INPE alerta que o DETER deve ser usado apenas como indicador de tendências do desmatamento.

Do total de alertas indicados pelo DETER em setembro, 216 km2 foram registrados no Mato Grosso e 127 km2 no Pará. Maranhão, Rondônia e Amazonas tiveram, respectivamente, 97 km2, 91,5 km2 e 46 km2. Os demais estados da Amazônia Legal tiveram pouco ou nenhum desmatamento registrado pelo DETER.

Estes números, que consideram áreas que sofreram corte raso (desmate completo) ou degradação progressiva (floresta em processo de desmatamento), devem ser analisados em conjunto com os dados sobre a ocorrência de nuvens, que impedem o monitoramento por satélite. No mês de setembro, enquanto Mato Grosso e Rondônia puderam ser livremente observados, 63% do território do Pará, por exemplo, esteve coberto pelas nuvens. Confira aqui o relatório
www.inpe.br/noticias/arquivos/pdf/Deter_200809.pdf

Os dados do DETER referentes ao mês de outubro devem ser divulgados em 28 de novembro.

Avaliação
O INPE faz a qualificação dos dados do DETER com imagens dos satélites Landsat e CBERS, que apresentam melhor resolução espacial que os sensores utilizados pelo DETER. O Relatório de Avaliação, disponível no site www.obt.inpe.br/deter, mostra que 93,4% das áreas apontadas pelo DETER em setembro foram confirmadas como desmatamento, comprovando que os Alertas do sistema são eficientes para orientar a fiscalização e indicar as áreas prioritárias para a vistoria de campo.

Foram avaliados 307 Alertas (ou polígonos de desmatamento), que representam 302 km2 ou 52% da área total dos Alertas (587 km2), amostragem considerada representativa e suficiente para a qualificação dos dados.

Da área total dos Alertas confirmados como desmatamento, 52,7% foi classificada como corte raso e 40,6% como floresta degradada. As áreas classificadas como floresta degradada de alta intensidade representaram 31,1% da área dos polígonos de Alerta e as de intensidade moderada e leve totalizaram 9,5%.

O DETER
Em operação desde 2004, o DETER foi concebido pelo INPE como um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento. São mapeadas tanto áreas de corte raso quanto áreas em processo de desmatamento por degradação florestal. É possível detectar apenas polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares por conta da resolução dos sensores espaciais (o DETER utiliza dados do sensor MODIS do satélite Terra e do sensor WFI do satélite sino-brasileiro CBERS, com resolução espacial de 250 metros). Devido à cobertura de nuvens, nem todos os desmatamentos maiores que 25 hectares são identificados pelo sistema.

Contudo, a menor resolução dos sensores usados pelo DETER é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos. Todos os dados do DETER são públicos e podem ser consultados no site www.obt.inpe.br/deter/ (Texto do INPE)

Fonte: EcoDebate

Programa de Cadeiras de Excelência em Pesquisa do Canadá - Cerc - procura pesquisadores

Canadá procura pesquisadores de nível internacional

O Governo do Canadá lançou recentemente o Programa de Cadeiras de Excelência em Pesquisa do Canadá (Cerc), para premiar pesquisadores talentosos e de nível internacional.

O programa concederá a 20 detentores de uma cadeira de pesquisa e a sua equipe recursos de até 10 milhões de dólares canadenses por um período de sete anos para estabelecer programas de pesquisa em universidades canadenses. As propostas devem ser recebidas até 28 de novembro.

O governo canadense espera, com o programa, formar e reter massa crítica de especialistas em áreas que considera prioritárias e estratégicas: ciências e tecnologias do meio ambiente; energia e recursos naturais; saúde e tecnologias relacionadas às ciências da vida; e tecnologias de informação e comunicação.

O Cerc pretende atrair às universidades canadenses pesquisadores de renome mundial. O programa é uma iniciativa de três agências de fomento à pesquisa no Canadá: o Conselho de Pesquisa em Ciências Sociais e Humanas, o Conselho de Pesquisa em Ciências Naturais e Engenharia e o Institutos de Pesquisa em Saúde do Canadá.

Mais informações: www.cerc.gc.ca./cpov-pcap-eng.shtml

Fonte: Agência FAPESP

Antigas e novas forma de precarização do trabalho: o avanço da flexibilização entre profissionais de alta escolaridade

Emprego sem direitos aumenta no Distrito Federal - Situação atinge profissionais com graduação. Brasília é a única que registra aumento comparada com cinco grandes capitais

Um estudo realizado na Universidade de Brasília (UnB) a partir de informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que um fenômeno antes restrito a pessoas com baixa escolaridade começa a atingir com força um público novo: os profissionais com ensino superior.

As contratações flexibilizadas vêm crescendo na capital entre 1999 e 2006. Passaram, nesse período, de 26,4% para 31%, enquanto nas cidades de Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador (BA) e São Paulo (SP) a tendência é de estabilidade ou queda. O contrato flexível significa trabalhar sem carteira assinada ou estar em uma relação de emprego sem garantias como férias e 13º salário.

O aumento deste tipo de contratação revelou-se mais expressivo entre pessoas com maior escolaridade, aponta a socióloga Tania Ludmila Dias Tosta, autora da pesquisa. “As pessoas investem nos estudos pensando que quanto maior a qualificação, melhores as chances de emprego. Mas nem sempre é o que acontece.”

Entre 1992 e 2006, por exemplo, o número de trabalhadores de nível superior com contratos flexibilizados (categoria que inclui profissionais sem carteira assinada, terceirizados e contratados por empresas como autônomos) subiu de 3.402 para 23.015 no Distrito Federal. Por sua vez, o total de trabalhadores com graduação passou, no mesmo período, de 89.133 para 185.170.

Os dados apontam uma importante precarização dos contratos entre profissionais de alta escolaridade, com crescimento maior que a soma dos ocupados que conquistaram um diploma universitário.

ORIGEM
Segundo Tania, o fenômeno, em Brasília, está ligado às mudanças no perfil do mercado de trabalho na década de 1990, principalmente no setor público. É quando surgem os programas de demissão voluntária e ocorre a aposentadoria de servidores, que não são repostos por meio de concurso na administração pública.

A substituição desses profissionais acaba ocorrendo por meio das contratações por empresa terceirizada, além de outras modalidades, como consultoria por projeto, que escondem, na verdade, relações de emprego.

O setor privado também contribui para a situação, mas sua motivação é distinta. “Vem de uma reorganização econômica e política para desregulamentar o trabalho como uma tentativa de aumentar o lucro, mas é um aumento de riqueza em detrimento do trabalhador”, afirma. Ganha espaço, então, a admissão de funcionários como pessoa jurídica, por exemplo.

CAMINHO
As estatísticas motivaram a pesquisadora a analisar a trajetória de 10 trabalhadores com curso superior nas áreas de Comunicação e de Informática, escolhidos pelo simbolismo de o momento atual ser chamado de Era da Informação.

“Chama a atenção a quantidade de formas diferentes de contratação flexível, como estágio, autônomo, freelancer, consultor, pessoa jurídica, pseudo-sócio e cooperado”, diz. Na época do estudo, os participantes contavam, em média, 5 anos de trabalho sem registro em carteira ao longo de sua trajetória profissional. Já a média de tempo de trabalho total somou 12,2 anos.

O surgimento das condições precárias de trabalho nesse público fica mais claro quando comparado a outro grupo de 14 pessoas de baixa escolaridade, formado por vendedores e feirantes, categorias tradicionalmente ligadas à informalidade. Neste caso, o tempo de trabalho em situação de vulnerabilidade foi de 7,7 anos, apenas um ano a menos que o tempo total de trabalho dos entrevistados, de 8,8 anos.

“Há uma tendência de precarização do trabalho em um contexto em que impera a lógica do mercado e mesmo indivíduos altamente escolarizados estão sujeitos a conviverem com a insegurança, a instabilidade e a ausência de direitos e benefícios sociais”, afirma a pesquisadora.

Segundo Tania, o paradigma está baseado em uma lógica capitalista surgida após os anos 1970, que prega a desregulamentação dos direitos e a flexibilização das relações de trabalho com o objetivo de reduzir os custos de contratação, provocados por uma das maiores cargas tributárias do mundo. Há, porém, chances para que o quadro se reverta no setor público. “Está havendo mais concursos, mas ainda assim não foi possível abaixar a porcentagem de contratações flexibilizadas no DF”, diz.

Evolução das contratações flexibilizadas (em %)

Região metropolitana

1999

2006

Distrito Federal

26,4

31

Belo Horizonte

27,2

25,4

Porto Alegre

24,8

24,7

Recife

35,8

35,4

Salvador

35,4

33,9

São Paulo

33,1

33,7


Estimativa de evolução das contratações flexibilizadas segundo escolaridade entre 1992/2006
* Analfabetos: 5.566 para 2.678
* Fundamental incompleto: 48.765 para 51.551
* Fundamental completo: 19.851 para 48.853
* Médio completo: 16.250 para 95.025
* Superior: 3.402 para 23.015

PERFIL
Tania Ludmila Dias Tosta é doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), onde também obteve o título de mestre em Sociologia e graduou-se em Ciências Sociais. Contatos pelo e-mail

A tese de doutorado Antigas e novas forma de precarização do trabalho: o avanço da flexibilização entre profissionais de alta escolaridade foi orientada pelo professor Sadi Dal Rosso.

Fonte: Fabiana Vasconcelos / Da Secretaria de Comunicação da UnB / Ilustração: Marcelo Jatobá/UnB Agência

2° Encontro Nacional de Inovação em Fármacos e Medicamentos

O 2° Encontro Nacional de Inovação em Fármacos e Medicamentos, que será realizado nos dias 12 e 13 de novembro, em São Paulo, é promovido pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento em Fármacos e Produtos Farmacêuticos, com apoio da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica.

Uma das principais atrações do evento é a participação do professor francês Camille Wermuth, fundador da empresa Prestwick Chemical, que se dedica à descoberta e ao desenvolvimento de moléculas inovadoras com ação medicinal.

O especialista na indústria farmoquímica apresentará as principais tendências tecnológicas do setor no evento, cujo objetivo é disseminar, no Brasil, uma cultura de inovação tecnológica no setor.

Outro destaque é o professor titular de Farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) João Batista Calixto, especialista da área de farmacologia geral, com ênfase em farmacologia da dor, inflamação e em princípios ativos de plantas. Calixto desenvolve pesquisa em parceria com indústrias farmacêuticas nacionais e internacionais.

O evento debaterá também assuntos como síntese de princípios ativos e farmoquímicos, fitoterápicos, genéricos e similares, vacinas e doenças negligenciadas, biofármacos, apresentações nanométricas e hemoderivados, além de probióticos e ensaios pré-clínicos e clínicos.

Mais informações: www.protec.org.br

Fonte: Agência FAPESP

Potencial Angiogenico de células pulpares humanas em hipoxia

Capacidade celular

Uma pesquisa de doutorado defendida na Faculdade de Odontologia de Araraquara (FOAr) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostrou que células-tronco derivadas de tecido dentário humano têm alto potencial de formação e proliferação de novos vasos sangüíneos.

De acordo com o estudo de autoria de Andreza Maria Aranha, em condições de baixa concentração de oxigênio (hipóxia) no sangue, essas células são capazes de estimular a formação de proteínas responsáveis pela revascularização de estruturas dentárias que sofreram traumas.

Os resultados do trabalho, orientado pelo docente Carlos Alberto de Souza Costa, do Departamento de Fisiologia e Patologia da FOAr, renderam à pesquisadora o Prêmio Hatton, concedido em Águas de Lindóia (SP), em setembro, durante o Encontro Anual da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica, divisão brasileira da International Association for Dental Research (IADR).

Segundo a pesquisadora, o estudo mostrou pela primeira vez eventos de sinalização molecular em células-tronco de tecidos internos do dente (tecido pulpar) em condições de hipóxia, mostrando a diferença de comportamento dos diferentes tipos de células presentes nesse tipo de tecido durante a angiogênese (mecanismo de crescimento de novos vasos sangüíneos a partir dos já existentes).

“Os mecanismos examinados no trabalho podem futuramente ser ativados terapeuticamente para potencializar a revascularização de tecidos pulpares danificados por traumas dentários, evitando a necrose e a perda de outras estruturas do dente”, disse Andreza. “Agora estudos in vivo serão fundamentais para a avaliação da vascularização induzida a partir dos resultados in vitro obtidos”, aponta.

Parte da pesquisa foi realizada no Laboratório de Angiogênese da Faculdade de Odontologia da Universidade de Michigan (EUA), com a orientação do professor Jacques Nör. Durante seu estágio de doutorado na instituição de ensino americana, Andreza cultivou células do tecido interno do dente em condição de hipóxia.

Segundo Andreza, a estrutura dentária é formada por três componentes distintos: o esmalte e os tecidos externo e interno (tecido pulpar), popularmente conhecido como “nervo” do dente e que é altamente vascularizado.

“O tecido interno do dente, responsável pela formação da estrutura dentária, é composto por vasos sangüíneos, linfáticos e feixes nervosos”, descreve Andreza. Seguindo essa linha de raciocínio, o estudo avaliou o comportamento de células-tronco (DPSC) e de fibroblastos (HDPF) de polpas dentárias de dentes permanentes humanos em condições de hipóxia.

O objetivo foi verificar a capacidade das células-tronco e dos fibroblastos no que diz respeito à formação de vasos sangüíneos por células endoteliais (que recobrem a parede interna dos vasos).

De acordo com o projeto de pesquisa, tanto as células-tronco como os fibroblastos derivados de tecidos pulpares de dentes permanentes humanos apresentam potencial angiogênico, estimulando a formação de vasos sangüíneos pelas células endoteliais em condição de hipóxia.

“O trabalho mostrou que o processo de revascularização envolve a participação de inúmeras proteínas que são secretadas por diferentes células”, explica Andreza, que colocou células endoteliais em contato com o meio de cultura em que as células pulpares estudadas foram cultivadas, por diferentes períodos e concentração de oxigênio, para demonstrar o alto potencial angiogênico das células pulpares.

“Tanto as células-tronco como os fibroblastos foram capazes de estimular a proliferação e a organização das células endoteliais em estruturas vasculares”, conta. Segundo ela, após 48 horas de incubação, observou-se que as células endoteliais tratadas com o meio de acondicionamento das células-tronco em hipóxia tiveram proliferação 70% maior quando comparadas ao grupo controle, que são as células endoteliais cultivadas apenas em meio de cultura.

Com isso, de acordo com as condições experimentais da pesquisa, foi possível concluir que as células pulpares humanas estudadas foram capazes de aumentar a proliferação e a formação de vasos sangüíneos pelas células endoteliais.

“Concluímos que a baixa concentração de oxigênio, ou hipóxia, induziu o potencial angiogênico de células pulpares humanas, o que foi demonstrado pela primeira vez nas células-tronco”, aponta Andreza.

Agregando conhecimento
De acordo com a cirurgiã-dentista, esses resultados agregam conhecimento para a área de traumas dentários, que ocorrem com freqüência em crianças e adolescentes em idade escolar e em fase de crescimento, tendo como causas mais freqüentes as quedas, colisões, acidentes automobilísticos e atividades esportivas.

Com o deslocamento do dente para fora de sua estrutura protetora ocorre o rompimento dos vasos sangüíneos, responsáveis pelo transporte de oxigênio para o local.

“A regulação da angiogênese, o processo de vascularização a partir de vasos sanguíneos preexistentes, em baixas concentrações de oxigênio, é uma estratégia importante para o controle homeostático do organismo. O conhecimento dos mecanismos envolvidos na resposta das células pulpares à hipóxia pode melhorar o prognóstico dos tratamentos das luxações dentárias”, aponta Andreza.

Em abril de 2009, a pesquisadora irá representar o Brasil na competição mundial da IADR, que ocorrerá durante a 87ª General Session & Exhibition, em Miami (EUA). Seu trabalho concorrerá ao Prêmio Hatton Internacional, junto com outras pesquisas selecionadas nos principais países que contribuem para estudos na área.

“Ganhar o Prêmio Hatton foi de fundamental importância para minha carreira acadêmica, visto que é o maior prêmio para pesquisas científicas em odontologia no Brasil”, disse a pesquisadora, que teve bolsa de doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

“E representar o país na competição mundial da IADR me deixa muito feliz, primeiro pela oportunidade de presenciar a participação do Brasil num evento científico dessa natureza e também por poder divulgar meu trabalho em âmbito internacional”, afirma Andreza.

Fonte: Thiago Romero /Agência FAPESP

A crise internacional e o Brasil

O seminário "A crise internacional e o Brasil", que será realizado no dia 7 de novembro em Campinas (SP), integra a programação do ciclo Transformações estruturais, crise mundial e o Brasil.

O evento é promovido pelo Instituto de Economia (IE), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenado pelo professor Luiz Gonzaga Belluzzo, professor titular da instituição.

O economista João Manuel Cardoso de Melo, ex-diretor do IE e co-fundador da Unicamp, apresentará a conferência de abertura, sobre o tema “A Crise Internacional e o Brasil”.

“Crise internacional, impactos sobre o Brasil e perspectivas” será o tema debatido pelo senador Aloísio Mercadante e pelos professores do IE Márcio Percival Alves Pinto e Júlio Sérgio Gomes de Almeida.

O tema “Energia e perspectivas de médio prazo do Brasil” será discutido por Gilberto Januzzi, da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp, e por Helder Queiroz Pinto Júnior e Ademar Romeiro, professores do IE.

Mais informações: www.eco.unicamp.br

Fonte: Agência FAPESP

Diálogo Intercultural de Jóvenes de la Comunidad Árabe e Judía en Chile

Diálogo entre jovens árabes e judeus no Chile


"Diálogo Intercultural de Jóvenes de la Comunidad Árabe e Judía en Chile" é o tema conferência do sociólogo Lorenzo Agar Corbinos, da Universidade do Chile, no dia 17 de novembro, às 15h, no IEA. Eva Alterman Blay, coordenadora do Núcleo de Estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero (Nemge) da USP, será a debatedora. O evento terá a coordenação de Sylvia Dantas DeBiaggi, do Instituto de Psicologia da USP.

A conferência de Corbinos tem como referência os estudos desenvolvidos por ele e outros pesquisadores no projeto Diálogo Intercultural de Jovens da Comunidade Árabe e Judaica no Chile (www.dialogochile.cl). (Outras informações sobre o tema podem ser lidas em seu artigo "Árabes y Judíos en Chile: Apuntes sobre la Inmigración y la Integración Social")

Corbinos é professor da Escola de Saúde Pública da Faculdade de Medicina da Universidade do Chile e assessora o Ministério da Saúde chileno na área de migrações e saúde. Desde 1984, tem trabalhado em diversas áreas acadêmicas na Universidade do Chile: medicina, arquitetura e urbanismo, ciências sociais e políticas públicas. A atividade profissional a que tem dado maior ênfase é o trabalho interdisciplinar e multidisciplinar no campo de população e desenvolvimento. É consultor da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), Fundo da População das Nações Unidas (UNFPA) e Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Foi diretor do Programa Mundial sobre População e Desenvolvimento Sustentável UNFPA/Cepal/Universidade do Chile (1995-2000).

Serviço:
DIÁLOGO INTERCULTURAL DE JÓVENES DE LA COMUNIDAD ÁRABE E JUDÍA EN CHILE
Conferencista: Lorenzo Agar Corbinos (Faculdade de Medicina da Universidade do Chile)
Local: Auditório Alberto Carvalho da Silva, sede do IEA
Via web: transmissão ao vivo em www.iea.usp.br/aovivo
Informações: com Cláudia Regina , telefone (11) 3091-1686

Fonte: IEA/USP

CNI premia ações inovadoras adotadas por empresas brasileiras

Um carregador, produzido a partir de materiais recicláveis, que capta e transforma energia solar em carga elétrica suficiente para carregar aparelhos eletrônicos, garantiu ao grupo mineiro Central Wireless Telecom (CWT) o primeiro lugar no Prêmio CNI, edição 2008, categoria Inovação e Produtividade, modalidade micro e pequena indústria.

A empresa Bauen Plásticos Produtos Plásticos Ltda., do Rio de Janeiro, ficou com o primeiro lugar na categoria Design, modalidade micro e pequena indústria, com o projeto de design de uma nova linha de embalagens para protetores solares, que causa menos impactos ambientais. Na categoria Desenvolvimento Sustentável, categoria grande e média indústria, a vencedora foi a Caraíba Metais S/A, da Bahia, com o projeto “Aproveitamento do Efluente Água Ácida para a produção de ácido sulfúrico 45%”, que permite a produção de ácido sulfúrico a partir da água ácida, com a redução de impactos ambientais e produção e comercialização de mais um subproduto para a empresa.

Esses foram alguns dos projetos vencedores do Prêmio CNI, que destaca as melhores práticas empresariais, produzidas de forma eficiente e sustentável. A premiação é concedida nas modalidades micro e pequena indústria e grande e média indústria em três categorias: Inovação e Produtividade, Design e Desenvolvimento Sustentável. Ao todo, 18 empresas foram premiadas. (Veja lista abaixo)

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, avalia o Prêmio CNI como o justo reconhecimento para quem faz o Brasil crescer. “Mostramos não apenas à comunidade industrial, mas ao país, alternativas concretas para a modernização e crescimento econômico. Premiamos a eficiência e a ousadia”.

Para o representante do grupo CWT, Fernando Luiz da Cruz Gama, o reconhecimento da CNI é um incentivo a mais para investir. “Temos ainda mais vontade para realizar trabalhos inovadores, com novas tecnologias e alternativas de responsabilidade social”, avalia. O representante da empresa Bauen, Cláudio Patrick Vollers, diz que “pelo fato de a CNI ser uma instituição de tamanha importância e confiabilidade, esse prêmio confere credibilidade a todos os agraciados”.

INOVAÇÃO E PRODUTIVIDADE

Grande e Média Indústria

1º lugar - Altus Sistemas de Informática S.A (RS)
2º lugar - Cooperativa Santa Clara Ltda (RS)
3º lugar - Treetech Sistemas Digitais Ltda. (SP)

Pequena e Micro Indústria
1º lugar - Central Wireless Telecom Ltda (MG))
2º lugar - Cerâmica Dantas Ltda (CE
3º lugar - Indusplast Utensílios Plásticos Ltda (PB)

DESIGN

Grande e Média Indústria
1º lugar - Masterfrio Ind. Com. de Refrigeração (RJ)
2º lugar - Águas de Ouro Fino (PR)
3º lugar -Metalúrgica Forma Ltda (RS)

Pequena e Micro Indústria
1º lugar - Bauen Plásticos Ltda (RJ)
2º lugar - Renk’s Insdustrial Ltda (SP)
3º lugar - Apoena Ltda (DF)

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Grande e Média Indústria

1º lugar - Caraíba Metais (BA)
2º lugar - CP Eletrônica S.A (RS)
3º lugar - Globe Metais S.A (PA)

Pequena e Micro Indústria
1º lugar - Termogal Tratamento de Superfícies (SP),
2º lugar - Joal Teitelbaum Esc. de Eng. (RS)
3º lugar - AF Souza (RN)

Fonte: Assessoria CNI

Crise Financeira Mundial: Impactos sobre a Economia Brasileira e Reflexos no Setor Elétrico

Workshop do GESEL/UFRJ, nesta quarta-feira, dia 5, analisa crise financeira mundial

O Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (GESEL/UFRJ) promoverá nesta quarta-feira, dia 5 de novembro, o Workshop Crise Financeira Mundial: Impactos sobre a Economia Brasileira e Reflexos no Setor Elétrico. O workshop vai trabalhar a construção de parâmetros e cenários sobre o impacto da crise, de proporções similares à de 1929, para analisar os efeitos e possíveis reflexos sobre o setor elétrico brasileiro, desde os efeitos sobre a demanda de energia até as condições de obtenção de crédito para suportar os investimentos programados.

Para analisar este complexo cenário macroeconômico mundial, nacional e setorial, o GESEL contará com a participação de professores do Instituto de Economia (IE/UFRJ), especialistas nos três níveis do problema: Fernando Cardim de Carvalho (especialista em finanças internacionais e coordenador do Grupo de Estudos sobre Moeda e Sistema Financeiro); Francisco Eduardo Pires (especialista em economia brasileira do Grupo de Análise de Conjuntura do IE); Nivalde de Castro (especialista em Setor Elétrico e coordenador do GESEL); e Roberto Brandão (especialista em financiamento do Setor Elétrico).

Serviço:
Dia: 5 de novembro de 2008
Horário: 14 às 18 horas
Local: Hotel Acapulco - Rua Gustavo Sampaio, 854 - Copacabana – Rio de Janeiro – Salão Cancún

Maiores informações pelo site: www.nuca.ie.ufrj.br/gesel/

Veja também: Crise financeira gerará demissões e terá reflexos negativos na saúde do trabalhador afirma pesquisador italiano

Fonte: Gesel

Brasil investiu 1,02% em pesquisa e desenvolvimento em 2006, afirma a OCDE

O Brasil destinou 1,02% de seu Produto Interno Bruto (PIB) a pesquisa e desenvolvimento (P&D) em 2006, mais do que México e Chile, mas longe dos 2,26% em média, investidos no conjunto da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento (OCDE), segundo um estudo publicado pela organização.

O resultado coloca o Brasil acima de outras economias emergentes, como Rússia e China, porém atrás da Argentina, indica a OCDE no estudo "Dinamismo Global em Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento", elaborado a cada dois anos.

O relatório diz que a participação pública e privada nesse tipo de investimentos é semelhante, com 51% para o Estado e 49% para as empresas, e indica que o Brasil, entre os países que não são membros da OCDE, é um dos que mais recebem investimento estrangeiro direto.

A instituição afirma que 60% da participação registrada no Brasil provêm de entidades de fora do país.

O relatório diz que "apenas 10,7% dos graduados universitários têm titulações em ciência e engenharia", de acordo com dados de 2006.
Entre a população de 25 a 64 anos, 7,8% chegam ao ensino superior, acrescenta a OCDE.

A tendência das patentes acadêmicas brasileiras aumentou em um terço entre 2004 e 2005 e as receitas de aluguel de patentes cresceram 60%, segundo dados da Agência de Inovação da Universidade de Campinas (Unicamp).

A porção de publicações científicas brasileiras foi de 1,4% do total mundial, uma taxa "tão alta como a da Suécia" após dobrar entre 1995 e 2005 e ficar em níveis similares aos de Portugal e Cingapura, embora abaixo de China e Coréia do Sul.

A OCDE reiterou que impulsionar a contribuição da inovação ao crescimento da produtividade e competitividade é um dos principais desafios estruturais do Brasil. (EFE)

Veja o artigo completo (em inglês) no site da OCDE:
www.oecd.org/dataoecd/18/31/41559606.pdf

Fonte: ANPEI