segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Prêmio Mineiro de Qualidade contempla 13 organizações

Na última terça-feira (28), foram premiadas, no Teatro Sesiminas, em Belo Horizonte, 13 organizações reconhecidas no ciclo 2008 do Prêmio Mineiro da Qualidade (PMQ).

Na ocasião, estiveram presentes o presidente do Prêmio Mineiro da Qualidade e Produtividade (PMQP), Petrônio Machado Zica, o presidente executivo da Fundação Nacional da Qualidade, Michal Gartenkraut; Manoel Vítor de Mendonça Filho, vice-presidente executivo da Gerdau Açominas; Flávio Roberto de Azevedo, diretor presidente e de operações da V&M do Brasil e o vice-governador do Estado de Minas Gerais, Antônio Augusto Anastásia.

No evento, em texto do Instituto Qualidade Minas (IQM), Zica destacou a auto-suficiência do PMQP/IQM apontando a interiorização e as parcerias com a iniciativa privada e com o governo como alternativas para alcançar esta meta. Ele também agradeceu a todos os examinadores, examinadores sênior e aos juízes, que juntos dedicaram mais de 12h de trabalho voluntário para viabilizar o PMQ 2008. Já o vice-presidente da Gerdau Açominas, Flávio Roberto de Azevedo, ainda em texto do IQM, valorizou os empregados e colaboradores, rememorando o processo desde a adesão ao PMQ 2008 até a premiação da empresa.

O vice-governador de Minas Gerais, Antônio Augusto Anastácia, estabeleceu um panorama da gestão pública em Minas Gerais e destacou a parceria e o apoio do governo mineiro ao PMQP/IQM.

O prêmio analisa a gestão da organização sob os critérios de liderança, estratégias e planos, clientes, sociedade, informações e conhecimento, pessoas, processos e resultados. O PMQ é concedido nas faixas bronze, prata ou ouro, de acordo com a pontuação.

Prêmio
Criado em 2003, pelo governador Aécio Neves e como o primeiro produto do PMQP, o Prêmio Mineiro da Qualidade, gerido pelo Instituto Qualidade Minas, tem o intuito de reconhecer e premiar as boas práticas de gestão desenvolvidas por empresas do Estado.

Premiados
Receberam o prêmio na faixa ouro, além da Gerdau Açominas e da V&M do Brasil, o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN/Cnen), entidade associada à ABIPTI, e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

Na faixa prata, foram reconhecidas a BGM – Instrumentação, Controle e Automação, o Instituto Vianna Júnior, o Minas Tênis Clube e a Pedra Sul Mineração.
Foram premiados na faixa bronze a empresa júnior Consultoria e Assessoria a Médias e Pequenas Empresas (Campe), a Expresso Nepomuceno, a Hipolabor Farmacêutica Ltda, a Hemodinâmica Monte Sinai e o Hospital Vila da Serra.

Mais informações, no site www.pmqp.org.br, ou pelo telefone (31)3069-3378. (Com informações do PMQP)

Fonte: Gestão CT

Oficina para Eleição de Prioridades no PPSUS acontece na Fundação Araucária

Nos dias 12 e 13, a Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná, entidade associada à ABIPTI, realizará uma oficina para eleição de prioridades de pesquisa em saúde no âmbito do Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS). No Paraná, a iniciativa é desenvolvida pelo Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde (Decit/SCTIE/MS) em parceria com o CNPq, a Fundação Araucária e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Para realizar a oficina, a Fundação Araucária está covidando as instituições de ensino superior ou pesquisa, solicitando que sejam indicados até cinco representantes institucionais. Serão discutidas as linhas de pesquisas que irão compor o edital a ser lançado pela Fundação Araucária com o apoio técnico e financeiro do CNPq e do Ministério da Saúde.

A ficha de inscrição deve ser encaminhada até o dia 7, pelo representante institucional, onde deve ser assinalado o tema de discussão do qual participará. No site da Fundação Araucária os participantes também terão acesso a um documento para sistematizar o elenco de problemas relacionados aos temas da discussão. O texto está disponível neste link.

A ficha de inscrição pode ser acessada por este link. Informações sobre o evento podem ser obtidas pelo telefone (41) 3271-7419. (Com informações da Fundação Araucária)

Fonte: Gestão CT

Rodar: a circulação dos jogadores de futebol brasileiros no exterior

Emigrantes de chuteiras
Entre os milhões de brasileiros atualmente residem no exterior, há cerca de 5 mil jogadores de futebol. Um estudo feito na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) traçou o perfil dos emigrantes de chuteiras e constatou que eles vivem em condições tão especiais que não chegam a ser considerados imigrantes nos países de destino.

A pesquisa, publicada na revista Horizontes Antropológicos, aponta ainda que os jogadores emigram cada vez mais jovens, normalmente são os caçulas da família e, em grande parte, são evangélicos. A autora, Carmen Silvia Rial, é professora do Departamento de Antropologia da UFSC

O ato de emigrar para jogar em clubes do exterior – ou “rodar”, na linguagem futebolística, é classificado como “circulação” no estudo, já que os jogadores estão em outros países de passagem, de acordo com a antropóloga. “Eles não se consideram e não são considerados como imigrantes. Suas referências de fronteiras simbólicas não são as nacionais ou locais, mas as dos clubes”, disse Carmen.

Segundo ela, essa circulação ocorre em circuitos particulares, que podem abranger diversos Estados-nações, sem que suas fronteiras sejam especialmente relevantes. A primeira característica que se diferencia esse grupo dos emigrantes é o registro, mais preciso do que nos casos de emigração convencional.

“Não há dados precisos sobre a emigração no Brasil, porque grande parte das pessoas sai sem declarar. No caso dos jogadores de futebol isso não ocorre. Todo esse fluxo é registrado. Embora esses jogadores venham, em grande parte, das camadas médias e subalternas, com perfil parecido dos emigrantes que normalmente saem do país, eles não são vistos como imigrantes lá fora, mas contam com um estatuto especial”, disse.

De acordo com Carmen, o perfil desses jogadores em nada se aproxima do imigrante que aparece na mídia estrangeira – rótulo geralmente impingido com teor pejorativo. Normalmente, segundo ela, o termo é empregado para designar os trabalhadores braçais e é associado ao crime e à ilegalidade. “Em reportagens sobre imigração, os jogadores são invisíveis nas matérias. Nem os próprios jogadores se identificam como imigrantes nos países onde estão jogando”, afirmou.

“Há uma grande distância entre o estatuto do jogador de futebol e o que se considera imigrante nos países de destino, mas, por outro lado, há uma proximidade com outros tipos de circulação hoje no mundo. Intelectuais e estudantes que vão fazer doutorado e pós-doutorado no exterior não são vistos como imigrantes e eles também não se representam de modo”, disse.

A idéia de emigração hoje, afirma a pesquisadora, “precisa ser repensada para incluir essas pessoas que circulam pelo planeta sem corresponder ao perfil daqueles que rompem vínculos e referências familiares e nacionais”.

A pesquisa, iniciada em 2003, partiu da perspectiva dos jogadores brasileiros no exterior. Participaram cerca de 40 jogadores que viviam ou haviam vivido e exercido sua profissão no exterior – muitos deles em mais de dois países. De acordo com a pesquisadora, o estudo etnográfico se concentrou nas cidades de Sevilha (Espanha) e Eindhoven, na Holanda.

“Também conversei com muitos de seus familiares, amigos, empresários, técnicos e secretários diversos, realizei entrevistas, assisti a treinos e a jogos, visitei seus restaurantes preferidos e algumas de suas casas no Canadá, Holanda, Japão e também no Brasil. E mantive longas conversas telefônicas com jogadores e seus familiares na França, Mônaco e Bélgica”, explica Carmen, que atualmente escreve um livro sobre o tema.

Caçulas e evangélicos
O estudo aponta que cerca de 90% dos entrevistados que migraram são provenientes de camadas com menores faixas de renda. A maioria dos jogadores entrevistados tinha apenas o primário, e uma parcela de cerca de 10% conseguiu terminar o secundário. Apenas duas entre as esposas concluíram o terceiro grau, mas segundo o estudo “há uma tendência de que as mulheres apresentem uma escolaridade maior do que a dos jogadores”.

O perfil identifica ainda que os jogadores receberam apoio familiar e, em geral, são os caçulas da casa. Um dado que chamou a atenção, segundo Carmen, diz respeito à prática religiosa. “É interessante como Deus – e não a religião – é um valor central na vida deles, em sua grande maioria, evangélicos.”

De acordo com a pesquisadora, uma das hipóteses para explicar a centralidade da fé é que a situação de vida do jogador muda radicalmente em pouco tempo. “Eles precisam de algum tipo de auxílio externo que os ajude a elaborar esse tipo de situação, que dêem alguma explicação. Eles encontram na religião esse campo onde se sentem amparados”, apontou.

Segundo o estudo, é no consumo cotidiano em que se percebe mais claramente a dimensão da “identidade nacional” nesses jogadores. Os altos salários recebidos pelos jogadores na Europa e no Japão não se refletem em consumos ostentatórios. Seus hábitos, afirma o artigo, “aproximam-se mais os de uma camada média-alta do que da faixa dos milionários, que são efetivamente. Não transitam em aviões particulares, não possuem iates, não passam as férias em ilhas particulares, nem freqüentam restaurantes de luxo.”

“Eles moram em casas espaçosas localizadas em bairros nobres – geralmente os que concentram grande número de jogadores de futebol –, mas não vi na decoração das casas nenhuma grande extravagância. Continuam a vestir-se como os jovens de sua idade, com tênis, jeans e camisetas, a comer em casa ou em restaurantes que sirvam comida próxima da brasileira”, disse.

Os únicos consumos de luxo recorrentes entre eles, acrescenta, são “os automóveis, sempre carros novos de luxo, mas às vezes fornecidos pelo próprio clube, os brincos de diamantes ou as invariáveis trousses de toilette Louis Vuitton”.

A autora diz que, ao contrário do que se vê um pouco na mídia ou do que torcedores brasileiros imaginam, esses jogadores não se europeizaram. “Eles continuam sendo muito nacionalistas, tendo o Brasil como principal referência, e no seu cotidiano o país é extremamente presente”.

A pesquisadora destaca a efemeridade de suas permanências nas instituições de trabalho e nos países no exterior e caracteriza essa emigração como uma “circulação”, que poderia ser chave explicativa para a manutenção desse sentimento nacional. Segundo ela, o estudo terá continuidade. Mas com outro foco.

“Trabalhei muito com celebridades, com jogadores que tiveram carreiras de sucesso no exterior em clubes globais, e menos com os desconhecidos, que estão em outra faixa salarial. Quero agora focar nesse grupo que está no exterior, mas que não tem a mesma trajetória de sucesso, anônimos para nós brasileiros, que estão em clubes menores e periféricos. E também focar nos que já retornaram”, disse.

Para ler o artigo Rodar: a circulação dos jogadores de futebol brasileiros no exterior , de Carmen Silvia Rial, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara /Agência FAPESP

Em 1896 acontecia o primeiro seguro de veículo

No dia 2 de novembro de 1896, a seguradora britânica Londoner General Accident Corporation ofereceu aos seus clientes pela primeira vez no mundo um seguro para veículos.

Pela primeira vez, era concedida aos britânicos a chance de assegurarem seus veículos contra acidentes. Ao preço de duas libras esterlinas, a Londoner General Accident Corporation garantiu ajuda aos segurados, desde que o acidente não fosse provocado por cavalos assustados, o que, aliás, acontecia quase diariamente.

Negócio pouco rentável
Na Alemanha, o primeiro seguro contra acidentes foi oferecido em 1899, pelo Stuttgarter Verein. Apesar de já em 1909 ter sido introduzida a obrigatoriedade do seguro de veículos, o forte lobby dos motoristas impediu que fosse posto em prática. O baixo preço das apólices e os altos custos envolvidos num acidente, entretanto, diminuíam a rentabilidade do negócio.

Em 1906, então, foi criada uma associação de seguradoras, para melhor dividir os prejuízos das empresas. Outra estratégia que deu certo foi a oferta de uma enorme variedade de opções aos segurados, como por exemplo tarifas mais baixas para quem anda pouco ou não possui carros muito potentes. Mais tarde, com a União Européia, a partir de 1996, os valores das apólices foram divididos em tipos de carros.

Mercado enorme
Atualmente, as empresas alemãs especializadas em seguros de automóvel oferecem um amplo leque de opções. Por exemplo, para mulheres, famílias com crianças menores de idade, carro de garagem, carro que polui menos e assim por diante.

E também na Alemanha vale a pena ocupar-se com as entrelinhas do contrato, pois as transgressões podem custar caro. Com a popularização da internet, está mais fácil comparar as ofertas das empresas e escolher a mais viável para cada caso. [Stefanie Gsell (rw)]

Fonte: DW

IPCC: Meta de redução de emissões precisa ser aumentada para 80%

Redução de impacto

As mudanças climáticas terão impactos devastadores se as emissões de gases que provocam efeito estufa não forem reduzidas em 80% até 2050 – uma meta bem mais severa que a de 50%, discutida por vários países até agora. E, mesmo com uma redução dessa magnitude, será necessário investir em adaptação, já que alguns impactos serão inevitáveis.

O alerta foi feito por Martin Parry e Vicente Barros, dois dos coordenadores do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), que apresentaram palestras na última quinta-feira (31/10), na sede da FAPESP, em São Paulo. O evento, organizado pela Fundação e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), integra o Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG).

Parry é professor do Centro de Políticas Ambientais do Imperial College, em Londres, na Inglaterra, e foi co-presidente do Grupo de Trabalho II do IPCC até 2007. Barros é professor titular do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade de Buenos Aires, na Argentina, e atual co-presidente do mesmo grupo de trabalho, que concluirá o próximo relatório de avaliação em 2013.

De acordo com Parry, os efeitos das mudanças climáticas já começaram e é preciso ter uma liderança global que permita fazer as mudanças necessárias a fim de evitar os piores cenários. Para ele, o Brasil terá um papel central nessa liderança.

“É importante que os países emergentes – e sobretudo o Brasil – assumam uma posição de liderança durante a Conferência Mundial sobre Mudanças Climáticas para defender a adoção de um percentual de 80% como meta de redução das emissões por todos os países”, disse.

Durante a Conferência Mundial sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em dezembro de 2009 na Dinamarca, uma nova meta de corte das emissões será estabelecida para o acordo que substituirá, a partir de 2012, o Protocolo de Kyoto.

Parry destacou que, mesmo com muito investimento em adaptação, será preciso adotar a meta de 80% e começar a reduzir as emissões imediatamente para evitar danos que atingirão milhões de pessoas em todo o planeta, como a severa restrição de água.

“O nível dos oceanos já está subindo e a margem que temos para ação sobre os efeitos da mudança climática é muito pequena. Não podemos mais perder tempo. Cada dez anos de atraso para agir significa um aumento de 0,5ºC na temperatura. Os países desenvolvidos falam muito sobre ação, mas sempre serão apontados como os grandes responsáveis pelas emissões. Por isso, seria interessante ter uma liderança como o Brasil”, disse.

Segundo Parry, a partir de agora será necessário dar mais atenção às medidas de adaptação, que ele afirma serem ainda muito pouco estudadas e pouco desenvolvidas em todo o mundo.

“Perdemos dez anos falando apenas sobre mitigação, mas agora temos que recuperar esse tempo perdido, porque mesmo com o corte de 80% nas emissões vamos ter impactos inevitáveis e os danos residuais poderão ser imensos se não investirmos em adaptação agora”, afirmou.

As áreas prioritárias para adaptação, segundo Parry, seriam as regiões tropicais e equatoriais, a África, os megadeltas de bacias hidrográficas – especialmente na Ásia – e as pequenas ilhas. “As adaptações mais urgentes terão que ser feitas em alimentos e água – especialmente nas regiões áridas – e nos assentamentos suscetíveis a inundações.”

De acordo com ele, em um cenário pessimista, caso as emissões não sejam reduzidas drasticamente, a temperatura subiria 4°C, causando a extinção de 50% das espécies de árvores da Amazônia. Um aumento de 2°C seria suficiente para eliminar um quarto das espécies.

Conhecimento necessário
Barros reforçou que mesmo com todos os esforços mundiais concentrados na redução de emissões será preciso investir em esforços de adaptação. Um dos maiores entraves para que isso seja feito é o ainda escasso conhecimento sobre o assunto.

“No melhor dos cenários ainda teremos um aumento de temperatura que nos obrigará a fazer um esforço adaptativo. O problema é que há muito pouca literatura sobre adaptação”, disse.

O cientista argentino ressaltou que a literatura científica existente sobre adaptação tem o foco em “como deveria ser” e não em “como é”. “A consciência sobre a mudança climática ainda é recente. Essa literatura do ‘como deveria ser’ indica como agir no melhor dos mundos, mas não no mundo real”, apontou.

Barros afirma que o interesse sobre o que pode ser feito em termos de adaptação está aumentando no debate público, que até agora vinha se concentrando excessivamente nas discussões sobre mitigação. “O principal fator para a adaptação é a aquisição da consciência da mudança climática por atores-chave”, disse.

Segundo ele, é provável que os esforços de adaptação se concentrem nas chamadas adaptações reativas, realizadas depois que os efeitos das mudanças climáticas já estão consumados.

“A adaptação reativa resulta de decisões mais individualizadas. As adaptações antecipatórias são mais problemáticas, porque para fazê-las é preciso prever mudanças tecnológicas, socioeconômicas e de infra-estrutura que deverão acontecer em um tempo remoto. Além disso, os modelos climáticos globais não são muito aptos a descrever as variabilidades interdecadais, o que complica ainda mais as ações”, afirmou.

Fonte: Fábio de Castro /Agência FAPESP

LNCC conclui seu primeiro seqüenciamento genético: a bactéria Bradyrhizobium japonicum CPAC 15

Primeiro seqüenciamento

A Unidade de Genômica Computacional Darcy Fontoura de Almeida do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ), concluiu o seu primeiro seqüenciamento.

A bactéria Bradyrhizobium japonicum CPAC 15, empregada na cultura da soja por atuar na fixação de nitrogênio, foi seqüenciada durante o treinamento para uso do equipamento.

Os dados agora estão sendo processados pelo Laboratório de Bioinformática da mesma instituição e os resultados devem ser publicados em breve em revista científica.

Segundo o LNCC, o projeto é realizado em parceria com a unidade Soja da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e o conhecimento obtido pode contribuir no aumento da fixação biológica do nitrogênio em cultivos de soja de importância econômica e social para o país.

Estima-se que, pelo processo de fixação biológica do nitrogênio com a cultura da soja, o Brasil economize, anualmente, US$ 6 bilhões, que deixarão de ser gastos com fertilizantes nitrogenados.

A Unidade de Genômica Computacional Darcy Fontoura de Almeida foi criada por meio da parceria entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Ciência e Tecnologia.

Fonte: Agência FAPESP

Cepetro abre processo seletivo para pesquisador

Vaga no Cepetro
A Diretoria Geral de Recursos Humanos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) abriu inscrições para o processo seletivo destinado ao preenchimento de uma função de pesquisador nível “C” junto à área de Exploração e Produção de Petróleo, do Centro de Estudos de Petróleo (Cepetro) da universidade.

As inscrições estão abertas até 11 de novembro e deverão ser feitas junto à secretaria do Cepetro, localizada na cidade universitária Zeferino Vaz, no distrito de Barão Geraldo, em Campinas (SP). As avaliações ocorrerão no dia 19 de novembro.

A jornada de trabalho será de 40 horas semanais com dedicação exclusiva às atividades do centro de estudos, sendo vedado o exercício de outra atividade pública ou particular, remunerada ou não, salvo as acumulações legais.

Entre outras habilidades, são requisitos mínimos ter apresentado em reuniões científicas pelo menos quatro trabalhos completos – sendo ao menos um deles em periódico ou evento de reconhecido nível internacional – e ter participado de pelo menos um projeto de pesquisa como pesquisador, sub-coordenador ou coordenador.

O candidato precisa ainda ter participado de pelo menos três eventos como debatedor, apresentador, coordenador de mesa, conferencista, organizador de evento e membro de bancas.

Mais informações: www.cepetro.unicamp.br/noticias/oportunidades.html

Fonte: Agência FAPESP

State of the Art in Digital Ecosystems Research

O seminário State of the Art in Digital Ecosystems Research, no dia 11 de novembro, às 14 horas, em São Bernardo do Campo (SP), terá como palestrante o pesquisador Paolo Dini, do Departamento de Mídia e Comunicação da London School of Economics and Political Science.

O evento tem o objetivo de oferecer visões globais sobre ecossistemas digitais, incluindo os aspectos teóricos e suas aplicações, com foco em ciências sociais e da computação.

A promoção é do grupo de pesquisa Comunicação e Tecnologias Digitais do Programa de Pós-graduação em Comunicação Social da Metodista e do Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação.

Segundo os organizadores, os ecossistemas digitais surgem como um conceito inovador para dar suporte à adoção e ao desenvolvimento de tecnologias de informação e comunicação. Nesse ambiente, Paolo Dini trabalha em projetos financiados pela Comunidade Européia voltados ao desenvolvimento local com vistas à inclusão social e geração de empregos.

O evento é gratuito e tem vagas limitadas. A palestra será proferida em inglês.

Mais informações pelo e-mail

Fonte: Agência FAPESP

1º Seminário de Estudos Locais e Regionais

O Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de São José do Rio Preto (IHGG) está organizando o 1º Seminário de Estudos Locais e Regionais. O evento, a ser realizado no dia 22 de novembro, no interior paulista, terá “Cidades em debate: os estudos urbanos numa perspectiva interdisciplinar” como tema central.

Na ocasião serão realizadas mesas-redondas e apresentados estudos científicos interdisciplinares produzidos por profissionais de diversas formações acadêmicas e instituições universitárias, com destaque para pesquisas sobre a cidade e o ambiente urbano numa perspectiva local e regional.

“Experiências urbanas locais: entre a ordem e a desordem” e “Modernidade e cidade: presente, passado e futuro” serão assuntos em discussão. A data final para as inscrições vai até o dia 20 de novembro.

Mais informações: www.ihgg.org.br/seminarios.htm

Fonte: Agência FAPESP