domingo, 2 de novembro de 2008

Caatinga está sendo destruída mais rápido do que a Amazônia

Minc recognizes that the Caatinga is being destroyed faster than the Amazon

Minc reconhece que a Caatinga está sendo destruída mais rápido do que a Amazônia

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse no último dia 29, no lançamento do Mapa das Unidades da Caatinga em Terras Indígenas, que o bioma é um dos mais ameaçados, menos estudados e menos protegidos do país.

Na ocasião, foi assinado um plano de ação entre o Ministério do Meio Ambiente, a Fundação Chico Mendes e a organização não-governamental The Nature Conservancy (TNC) para promover a criação e a consolidação de unidades de conservação na caatinga, a seleção de áreas prioritárias à conservação desse bioma e a elaboração da lista de regiões onde serão feitos estudos até dezembro de 2010.

“O mundo inteiro se preocupa com a Amazônia, nós também nos preocupamos com a Amazônia, mas a caatinga e o cerrado têm pouca proteção. A caatinga está sendo destruída num ritmo mais acelerado que a Amazônia. Eu não quero que daqui a alguns anos o que restou de caatinga vire deserto”, afirmou Minc, referindo-se ao dado de que 62% das áreas com tendência à desertificação estão em zonas originalmente ocupadas pela caatinga.

O ecossistema, exclusivamente brasileiro, ocupa 11% (844.453 quilômetros quadrados) do território nacional, abrangendo parte dos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e o norte de Minas Gerais. Esse bioma é responsável por grande riqueza de ambientes e espécies, com 932 tipos de plantas, 148 mamíferos e 510 aves.

O mapeamento das unidades de proteção mostrou que, atualmente, 7% da área estão protegidos, mas apenas 1% está em unidades de proteção e reservas indígenas. Os demais 6% fazem parte das Áreas de Proteção Ambiental (APAs), que não são consideradas de proteção efetiva.

O grande impacto da caatinga no meio ambiente decorre da extração de lenha para uso doméstico, para a produção de cerâmica e em siderúrgicas na Região Sudeste, mas é possível fazer o uso sem destruir o bioma, destaca a representante da TNC no Brasil, Ana Cristina de Barros.

“Publicações mostram que se pode extrair lenha da caatinga sem destruí-la, basta que se tenha uma taxa baixa de exploração da madeira para dar tempo à caatinga de crescer novamente. Isto chama-se sustentabilidade. Você tira um pouquinho e a natureza repõe”, afirma Ana Cristina.

Mais informações pelo site: www.mma.gov.br

Fonte: Lisiane Wandscheer / Agência Brasil

Crise financeira gerará demissões e terá reflexos negativos na saúde do trabalhador afirma pesquisador italiano

“Com a crise financeira, haverá demissões e mais precariedade”

A crise financeira internacional, alavancada pela bolha imobiliária norte-americana, agravará as condições de trabalho em todo o mundo. Para o professor da Faculdade de Economia da Universidade de Bolonha, Bruno Maggi, as mudanças terão reflexos negativos na saúde do trabalhador.

Com o conhecimento de quem estuda o tema há 25 anos, ele afirma que tudo deve piorar, inclusive os acidentes de trabalho e os casos de suicídio. “Haverá demissões e mais precariedade. Além disso, quem ficar empregado terá mais responsabilidade e sobrecarga, o que vai resultar em mais estresse”, avisa Maggi.

De acordo com dados da Comissão Européia, a cada 5 segundos há um acidente de trabalho na Europa. Anualmente, são 7,6 milhões acidentes nos 15 países mais desenvolvidos do continente. Na Espanha e na França, por exemplo, duas pessoas morrem a cada dia no seu local de trabalho. “Na Europa, existe uma legislação específica sobre o cuidado com o trabalhador. No entanto, o resultado é assustador, pois os empresários não respeitam a lei. Eles preferem pagar multas a cumprir as normas”, diz o pesquisador.

Em entrevista exclusiva à UnB Agência, Maggi afirma, também, que as novas tecnologias são mal utilizadas no ambiente de trabalho. “Em vez de utilizar as novas tecnologias para fazer melhor a mesma atividade, fazemos uma, duas, três ou quatro coisas a mais. São menos pessoas para desempenhar mais tarefas”, afirma.

Quais são as grandes transformações em curso nos contextos de trabalho?
São três níveis de transformação. O primeiro ocorre no processo de trabalho dentro da empresa, seja ela pública ou privada. Embora o debate internacional afirme que houve aumento da autonomia dos trabalhadores, minhas pesquisas indicam que, a rigor, é uma falsa autonomia. Na prática, o trabalhador não faz o que deseja. É obrigado a escolher algo. É a empresa que impõe a ele o que deve ser feito. O resultado disso tudo é o aumento da responsabilidade e da carga de trabalho, o que pode levar o indivíduo até mesmo ao suicídio. Durante o ano de 1989 e toda a década de 1990, em um intervalo de apenas 11 anos, foram registrados 90 casos de suicídio no setor bancário da região Nordeste do Brasil.

E os outros níveis de transformação?
O segundo é o da organização dentro da empresa. Percebemos uma redução da hierarquia e um redesenho do processo produtivo. São procedimentos novos e mais sofisticados, com o apoio da informática e da eletrônica. Assim, há uma centralização do trabalho na mão de poucos. O terceiro nível é a relação entre os contextos público e privado de trabalho e o mercado. As empresas mais fortes controlam todo o processo de produção, estabelecem uma hegemonia. Assim, existem cada vez menos regras por parte do Estado, pois as grandes multinacionais o substituem.

Qual é a conseqüência da ausência do Estado para o trabalhador?
Essas empresas reduzem não apenas a autonomia dos trabalhadores, mas também o direito deles. O trabalho torna-se cada vez mais precário por conta da ausência do Estado. Sabe-se que, no Brasil, existe mais de 25% de precariedade no contexto do trabalho. E esse é um índice muito alto. É a lei dos grandes atores econômicos que prevalece, enquanto o trabalhador não tem mais proteção.

Quais são as conseqüências dessa precariedade sobre a saúde do trabalhador?
As estatísticas são terríveis. Segundo dados da Comissão Européia, a cada 5 segundos há um acidente de trabalho na Europa. Todos os anos, estima-se que a quantidade de acidentes nos 15 países desenvolvidos da Europa são 7,6 milhões. Em média, na Espanha e na França, duas pessoas morrem a cada dia no seu local de trabalho. Na Alemanha, esse número vai de duas a três e, na Itália, de três a quatro. Precisamos partir desses dados para falar sobre a saúde do trabalhador. Na Europa, existe uma legislação específica sobre o cuidado com o trabalhador. No entanto, o resultado é assustador, pois os empresários não respeitam a lei. Eles preferem pagar multas a cumprir as normas.

Qual é a solução para esse problema?
Conheço as normas da Europa e elas são muito claras. É preciso fazer um diagnóstico com critérios científicos em todos os setores para promover mudanças. Nas escolas, por exemplo, é preciso analisar a situação do professor, do técnico e dos laboratórios, entre outras questões. Também é preciso eliminar os riscos. Se trabalhamos em um ambiente com muito barulho, usamos protetores de ouvido. No entanto, não acabamos com o barulho e, além disso, temos um problema a mais, um incômodo nos ouvidos.

De acordo com dados da International Stress Management Association (Isma), o estresse atinge 70% dos trabalhadores brasileiros. O trabalhador não se adapta ao ambiente de trabalho ou as condições são desfavoráveis?
O pensamento dominante é que o trabalhador deve se adaptar ao meio. Porém, é o meio que deve se adaptar ao trabalhador. É preciso mudar as condições de trabalho. No caso anterior, é preciso eliminar o barulho. Se ele é muito elevado, a pessoa pode ficar surda e, ao mesmo tempo, estressada. O estresse não é insatisfação, mas uma modificação no organismo que pode vir de qualquer fator, seja das condições físicas ou das relações interpessoais. A conseqüência pode ser uma hipertensão ou até uma úlcera.

A crise financeira mundial em curso deverá produzir impactos importantes para empresas públicas e privadas. Que mudanças podemos esperar para os trabalhadores?
As mudanças significam uma piora das condições de trabalho. Tudo deve piorar, inclusive os acidentes de trabalho e os casos de suicídio. Haverá demissões e mais precariedade. Além disso, os que ficarem terão mais responsabilidade e sobrecarga, o que vai resultar em mais estresse negativo.

Há alguns anos, havia a impressão de que trabalharíamos menos, em decorrência dos avanços tecnológicos. Isso não aconteceu, pelo menos aparentemente. Qual foi o erro dessa previsão?
Isso é a má utilização dos meios. Em vez de utilizar as novas tecnologias para fazer melhor a mesma atividade, fazemos uma, duas, três ou quatro coisas a mais. São menos pessoas para desempenhar mais tarefas. A tecnologia deveria facilitar a vida das pessoas em vez de gerar demissão e, consequentemente, sobrecarga.

O período prolongado de trabalho se confunde com a vida do trabalhador. E o sucesso profissional, com o pessoal. Isso não é arriscado?
Isso ocorre em função da sobrecarga. As pessoas ficam muito tempo no trabalho. Algumas empresas ainda impõem outras atividades aos trabalhadores, como cursos e ginástica, tudo fora do horário de trabalho. É o tempo privado a favor da empresa. Outro exemplo que considero criminoso: a autoformação. As organizações passam um CD para que o empregado continue trabalhando e estudando em casa. É uma invasão cada vez maior do espaço privado.

PERFIL
Bruno Maggi é professor de Teoria da Organização da Faculdade de Economia da Universidade de Bolonha e da Faculdade de Direito da Universidade de Estudos de Milão. Há 25 anos, ele atua em dois programas de pesquisa: um sobre mudança organizacional e outro sobre organização e bem-estar. Saiba mais sobre as pesquisas na página www.taoprograms.org.

Fonte: Cristiane Bonfanti / UnB - Fotos Marcelo Brandt/UnB Agência

Estudo alerta para riscos do mercúrio no organismo através do consumo de peixe

Considerado saudável por ser fonte de proteínas, o consumo de peixe é um hábito diário na vida de muitos brasileiros. No entanto, nem todos conhecem os perigos que o mercúrio acumulado neste tipo de carne pode trazer à saúde. “De maneira geral, o pescado é a principal via do mercúrio em sua forma mais tóxica ao homem, o metilmercúrio”, explica Olaf Malm, diretor do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF). Ele trabalha há 20 anos com ecossistemas continentais na Região Amazônica, inicialmente nos principais rios. Atualmente a pesquisa também se estende a reservatórios.

Segundo Olaf Malm, a presença de mercúrio acima de certas concentrações no organismo humano causa sintomas neurológicos, como tremores, perda de memória, dificuldades motoras, de audição e visão, que se agravam conforme aumenta o acúmulo do elemento. Uma forma de excretar o mercúrio é eliminá-lo através do cabelo. Sendo assim, uma das principais formas de monitoração dos teores deste metal no sangue do indivíduo é através da sua análise no cabelo.

De acordo com o professor, a contaminação por mercúrio atinge peixes tanto de águas salgadas quanto doces. No entanto, estas últimas são mais favoráveis à organificação do mercúrio, que corresponde à transformação de sua forma inorgânica em orgânica, mais tóxica. “Trata-se de um elemento volátil, que apresenta ciclo atmosférico expressivo e se deposita em solos. Na Amazônia, os níveis de Hg nos solos, que por serem muito antigos, são elevados”, afirma Olaf Malm. Ele acredita que nesta região, a erosão dos solos como conseqüência do desmatamento e também destruição de matas ciliares representa um fator para a falta de proteção aos sistemas aquáticos e entrada de Hg nestes. As queimadas também são fonte de Hg para a atmosfera.

Para o diretor, a toxicologia do mercúrio em relação ao pescado tem como referência a tragédia industrial ocorrida no Japão na década de 50, em Minamata, em que centenas de pessoas morreram e outras milhares foram contaminadas e sofreram danos neurológicos. Porém, as populações destas localidades que foram expostas ao elemento eram subnutridas, tinham como base de sua alimentação somente peixe e arroz. “Na Amazônia, a situação é bastante diferente. As frutas, castanhas e outros componentes da dieta local podem conter substâncias protetoras do organismo em relação ao mercúrio. Selênio é um deles, extremamente abundante na castanha-do-pará. Isto gera uma nova área de interesse para nosso trabalho”, observa Olaf Malm.

O professor indica que peixes predadores de alto mar, como atum e o espadarte assim como alguns cetáceos apresentam também elevados níveis de mercúrio em seu tecido muscular. Famílias de pescadores que consomem grandes quantidades destas espécies consideradas topo de cadeia estão bastante expostas e podem apresentar riscos. “Soubemos que no Maranhão existe um consumo de tecido de botos, os quais podem apresentar altas concentração deste elemento. Seria importante estudar estas populações. Não existem tantos estudos nas áreas costeiras quanto nas ribeirinhas, e há uma necessidade de pesquisas”, aponta Olaf.

O diretor explica que no procedimento tradicional para análise de metais pesados, é necessário digerir a amostra do tecido do peixe. Isto é feito a partir de ácidos fortes e agentes oxidantes, resultando num líquido cristalino, após a digestão de toda a matéria orgânica e retenção do mercúrio. Em seguida, através do método da espectrofotometria de absorção atômica, é possível analisar as concentrações do Hg. “No caso do mercúrio se usa o método de geração do vapor frio, que é bastante sensível”, completa Malm.

Recomendações
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece o consumo de até 400 gramas de peixe por semana para um adulto de aproximadamente 60 quilos. Portanto, os peixes que apresentam mais de 0,5 microgramas de mercúrio por grama de carne devem ser menos consumidos. “É uma correta recomendação”, observa Olaf Malm.

Além disso, o professor aconselha a mulheres em idade reprodutiva que evitem o consumo rotineiro de atum, pois representa uma espécie que atinge facilmente o valor da OMS, podendo chegar até mesmo ao dobro daquele. “Neste caso deve-se consumir no máximo 30 gramas por dia”, indica Olaf. O motivo da restrição encontra-se no fato do alto acúmulo de mercúrio pela placenta e feto. “O organismo da mãe elimina o elemento no feto, que possui até 70% mais mercúrio no sangue que a mãe”, constata o diretor.

De acordo com ele, o sistema nervoso do ser em desenvolvimento apresenta maior sensibilidade e suscetibilidade, havendo relatos de deformações e retardamento mental pelo excesso de mercúrio. “É indicado que estas mulheres evitem peixes topo de cadeia, e se alimentem de espécies que se alimentem mais de detritos, plantas ou algas”, aponta Malm. No entanto, ele considera o peixe importante, pois além de ser a principal fonte de proteínas, representa também uma questão cultural. “Não se pode mudar os hábitos de populações, isso pode descaracteriza-los culturalmente ”, conclui Olaf Malm.

Fonte: Cília Monteiro / Olhar Vital

Bielefeld Graduate School oferece bolsas de doutorado e pós-doc em história e sociologia

A Bielefeld Graduate School in History and Sociology (BGHS), o grupo de pesquisas “World society – the production and representation of globality” e os grupos de pesquisas juniores “Interdisciplinary studies in the production of culture” e “Science, values and democracy” divulgaram quatro editais oferecendo no total 18 bolsas de doutorado e duas de pós-doutorado nas áreas de história e sociologia.

Os candidatos deverão ter formação em ciências humanas ou sociais, preferencialmente nas áreas de história, sociologia, antropologia social e ciências políticas.

A BGHS é uma das escolas alemãs de doutorado apoiadas com verbas do programa Iniciativa pela Excelência.

O trabalho dos selecionados deverá começar em 1o. de abril de 2009. As bolsas de doutorado terão duração de três anos, enquanto as de pós-doc valem por dois anos.

Prazo final para candidaturas: 7 de dezembro de 2008.

Para mais informações sobre a BGHS, acesso aos editais (versões em alemão e inglês) e para a inscrição on-line, visite o site www.uni-bielefeld.de/bghs/stipendien

Pedidos de esclarecimentos e candidaturas às bolsas devem ser encaminhados diretamente à BGHS. Atenção: Para cada edital e processo de seleção, há um e-mail de contato diferente. As inscrições serão realizadas exclusivamente por via on-line, através do link informado acima.

Você também encontra os editais (em inglês) através do link

Fonte: DAAD

Brasil será 7º consumidor de energia em 2030

O estudo "Brasil Sustentável - Desafios do Mercado de Energia", produção conjunta da Ernst & Young Brasil e da FGV Projetos, indica que o Brasil será o sétimo maior mercado consumidor de energia em 2030, com o consumo de 468,7 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep).

Em 2007, o País ocupava a 11º posição, com a oferta primária de energia de 223,2 milhões de tep. A pesquisa aponta ainda que para atender o crescimento da demanda brasileira de energia, estimada em 3,3% ao ano nas próximas duas décadas, serão necessários investimentos da ordem de US$ 750 bilhões.

A China será o maior consumidor mundial de energia, com a oferta primária de 5.347,9 milhões de tep em 2030. Os Estados Unidos, principal consumidor de energia da atualidade, passarão à segunda posição mundial (3.462,7 milhões de tep).

A Rússia manterá sua condição de grande player mundial e ocupará a terceira posição no ranking de consumo, com 1.007,5 milhões de tep, seguido pela Índia que consumirá 1004 milhões de tep em 2030. O Japão ocupará a quinta posição (585,7 milhões de tep) e o Canadá (495 milhões de tep), a sexta.

A pesquisa, realizada com base no histórico de indicadores econômicos dos últimos 57 anos de 100 países, é a terceira de uma série de cinco relatórios com projeções sobre o comportamento nas próximas duas décadas de cinco setores estratégicos da economia (além do mercado imobiliário, varejo e energia, a série prevê ainda análises sobre a agroindústria e a competitividade industrial).

"Analisar o desempenho do setor é crucial para visualizar as oportunidades e os obstáculos que se apresentarão nas próximas décadas. As projeções e cenários apontados no estudo são importantes para o planejamento das empresas, do governo e para entender as transformações pelas quais passará a demanda de energia no Brasil e no mundo", afirma José Carlos Pinto, sócio da Ernst & Young.

O crescimento da demanda mundial de energia é estimado pelo estudo em 2,6% ao ano. Os países que mais demandarão o insumo são os que terão as maiores taxas de crescimento econômico, como a China, com um aumento de 4,9% ao ano, e a Índia, com 3,8%.

Na avaliação do coordenador da FGV Projetos, Fernando Garcia, o desafio nas próximas duas décadas será atender ao substancial crescimento da demanda energética diante da disponibilidade limitada de recursos. "O estudo estima que serão necessários investimentos superiores a US$ 20 trilhões para acompanhar o consumo mundial", diz.

Mercado brasileiro de Energia
O estudo mostra que o Brasil ganhará destaque não apenas como consumidor, mas como grande fornecedor de energia, seja de recursos tradicionais, com a viabilização econômica das jazidas petrolíferas do pré-sal, seja por meio da crescente importância da produção dos chamados biocombustíveis.

Para sustentar o crescimento médio anual do PIB nacional de 4% ao ano, prevê-se um crescimento anual de 5,1% no consumo de energia dos setores industrial, comercial e de serviços.

A distribuição de energia elétrica passará por mudanças ligadas a novos padrões habitacionais. Com o aumento do número de moradias e também de eletrodomésticos, o consumo residencial crescerá a uma taxa de 3,9% ao ano.

A expansão da economia baseada na recuperação dos investimentos fará também com que a demanda por produtos intensivos em energia, como aço e cimento, cresça a taxas de quase 5% ao ano, pressionando o consumo nesses setores.

O consumo de energia elétrica será de 1.073 TWh em 2030, um crescimento de 4,4% ao ano de 2007 a 2030. O petróleo continuará sendo a principal fonte na matriz energética do Brasil daqui a 22 anos. O volume previsto de investimentos até 2030 é de US$ 350 bilhões no setor de petróleo e de US$ 90 bilhões no setor de gás natural.

O consumo de petróleo, derivados e gás natural deverá atingir 2,9 milhões de barris por dia, uma evolução de 2,5% ao ano entre 2007 e 2030. A ampliação da oferta de biocombustíveis diminuirá o consumo de gasolina, o que resultará em um fluxo de exportação deste combustível em razão de seu preço no mercado internacional. Esse cenário prevê ainda uma acentuada elevação da participação do etanol no mix de combustíveis automotivos brasileiro, chegando a 45% em 2030.

O estudo mostra que a evolução desfavorável dos preços da energia fomentará a implantação de medidas de economia e racionalização. Estima-se que, no Brasil, os grandes consumidores de energia terão ganhos de eficiência da ordem de 0,7% ao ano entre 2007 e 2030, valor próximo ao padrão esperado para a economia norte-americana (0,8% ao ano).

A pesquisa aponta ainda que, no balanço final da energia, haverá aumento de excedentes da produção brasileira em relação à demanda doméstica, que passarão de 57,6 milhões de tep, em 2007, para 143,2 milhões de tep, em 2030.

Haverá uma produção de biocombustíveis acima da expansão da demanda (3,9% ao ano contra 3,6% ao ano respectivamente), o que se justifica pelas oportunidades internacionais especialmente nos Estados Unidos, na Europa e no Japão.

Além disso, acordos bilaterais de redução de tarifas de importação, firmados até 2030, devem permitir a ampliação da compra dos excedentes da produção brasileira. Atualmente, a proteção comercial no mercado de etanol ainda limita as oportunidades do Brasil na União Européia e nos Estados Unidos.

Outra tendência importante é a diminuição da dependência da hidreletricidade e do gás natural da Bolívia, com a ampliação mais acentuada da geração térmica e da importação de gás natural liqüefeito. (Portal Az)

Maiores informações pelo site: www.fgv.br/fgvprojetos/

Fonte: ABEGAS

Em 1938 Orson Welles cria pânico com a Guerra dos Mundos

No dia , um programa de rádio simulando uma invasão extraterrestre desencadeou pânico na costa leste dos Estados Unidos.

Parecia uma noite normal, naquele 30 de outubro de 1938, até que a rede de rádio CBS (Columbia Broadcasting System) interrompeu sua programação musical para noticiar uma suposta invasão de marcianos. A "notícia em edição extraordinária", na verdade, era o começo de uma peça de radioteatro, que não só ajudou a CBS a bater a emissora concorrente (NBC), como também desencadeou pânico em várias cidades norte-americanas. "A invasão dos marcianos" durou apenas uma hora, mas marcou definitivamente a história do rádio.

Dramatizando o livro de ficção científica A Guerra dos Mundos, do escritor inglês Herbert George Wells, o programa relatou a chegada de centenas de marcianos a bordo de naves extraterrestres à cidade de Grover's Mill, no Estado de Nova Jersey. Os méritos da genial adaptação, produção e direção da peça eram do então jovem e quase desconhecido ator e diretor de cinema norte-americano Orson Welles. O jornal Daily News resumiu na manchete do dia seguinte a reação ao programa: "Guerra falsa no rádio espalha terror pelos Estados Unidos".

Pânico coletivo
A dramatização, transmitida às vésperas do Halloween (dia das bruxas), em forma de programa jornalístico, tinha todas as características do radiojornalismo da época, às quais os ouvintes estavam acostumados. Reportagens externas, entrevistas com testemunhas que estariam vivenciando o acontecimento, opiniões de peritos e autoridades, efeitos sonoros, sons ambientes, gritos, a emoção dos supostos repórteres e comentaristas... Tudo dava a impressão de o fato estar sendo transmitido ao vivo. Era o 17º programa da série semanal de adaptações radiofônicas realizadas no Radioteatro Mercury por Orson Welles.

A CBS calculou, na época, que o programa foi ouvido por cerca de seis milhões de pessoas, das quais metade o sintonizou quando já havia começado, perdendo a introdução que informava tratar-se do radioteatro semanal. Pelo menos 1,2 milhão de pessoas acreditou ser um fato real. Desses, meio milhão teve certeza de que o perigo era iminente, entrando em pânico, sobrecarregando linhas telefônicas, com aglomerações nas ruas e congestionamentos causados por ouvintes apavorados tentando fugir do perigo.

O medo paralisou três cidades e houve pânico principalmente em localidades próximas a Nova Jersey, de onde a CBS emitia e onde Welles ambientou sua história. Houve fuga em massa e reações desesperadas de moradores também em Newark e Nova York. A peça radiofônica, de autoria de Howard Koch, com a colaboração de Paul Stewart e baseada na obra de Wells (1866-1946), ficou conhecida também como "rádio do pânico".

Precursor da ficção científica moderna
O roteiro fora reescrito pelo próprio Welles (1915-1985). Na peça, ele fazia o papel de professor da Universidade de Princeton, que liderava a resistência à invasão marciana. Orson Welles combinou elementos específicos do radioteatro com os dos noticiários da época (a realidade convertida em relato).

Herbert George Wells, por sua vez, foi um dos precursores da literatura de ficção científica. O livro A Guerra dos Mundos, publicado em 1898, era uma de suas obras mais conhecidas, tendo Londres como cenário. Ele escreveu num estilo bastante jornalístico e tecnologicamente atualizado para sua época. A transmissão de A Guerra dos Mundos foi também um alerta para o próprio meio de comunicação "rádio".

Ficou evidente que sua influência era tão forte a ponto de poder causar reações imprevisíveis dos ouvintes. A invasão dos marcianos não só tornou Orson Welles mundialmente famoso como é, segundo cientistas de comunicação, "o programa que mais marcou a história da mídia no século 20".[Jens Teschke (gh)]

Fonte: DW

Bahia ganha centro de pesquisa de software - Tecnovia

A cidade de Salvador (BA) ganhou no dia 28 de outubro, o seu centro de pesquisa e desenvolvimento de software. Iniciativa da PT Inovação, empresa do Grupo Portugal Telecomunicações, o centro de pesquisa já tem um acordo de parceria que prevê a implantação do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Software da PT no Parque Tecnológico, denominado “TecnoVia”.


Criado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia, a “Tecnovia” será um pólo de desenvolvimento onde, nos próximos anos, deverão se concentrar institutos de pesquisas e empresas intensivas em conhecimento nas áreas de biotecnologias, energia e tecnologia de comunicação e informação.

Também foi formalizado um protocolo de intercâmbio técnico-científico entre a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a PT Inovação Brasil, que estabelece a prioridade na contratação de engenheiros formados pela UFBA. O documento foi firmado pelo Reitor da UFBA, Naomar Monteiro de Almeida Filho, e o Presidente da PT Inovação, Alcino Lavrador.

O acordo com a UFBA tem por objetivo a cooperação técnico e científica entre as duas instituições, visando o desenvolvimento de projetos e atividades voltadas para o treinamento de recursos humanos, desenvolvimento e difusão de tecnologia, editoração e publicação de documentação técnico-científica, planejamento e desenvolvimento institucional, abrangendo as áreas de ensino, pesquisa e extensão. Prevê ainda o patrocínio de mestrados e doutoramentos dos seus colaboradores nas melhores universidades do mundo.

Na sua primeira etapa, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Software da PT Inovação Brasil pretende contratar 50 colaboradores altamente qualificados (graduados, mestres e doutorados), devendo contar com um corpo de 150 engenheiros nos próximos três anos. O principal objetivo desse pólo tecnológico será desenvolver novos sistemas e plataformas tecnológicas nas áreas de billing, real time business e front-office para serem oferecidas aos seus clientes no Brasil e no mercado internacional.

Um dos projetos prioritários do centro da PT Inovação em Salvador será a evolução da plataforma de suporte aos serviços de voz, dados e multimídia com controle em tempo real (pré-pagos e controle de consumo) das comunicações móveis e fixas utilizada entre outras operadoras, pela TMN e Vivo.

A PT Inovação foi responsável pela unificação dos sistemas da Vivo e a operação consistiu na criação de uma plataforma única e centralizada de gestão corporativa e de serviços. Durante os 30 meses que durou o projeto, migraram cerca de 30 milhões de linhas para a nova plataforma e foram instalados 200 novos servidores, num esquema que assegura maior flexibilidade, superior disponibilidade dos sistemas e permite o crescimento da oferta em nível dos serviços. Com a nova infra-estrutura, a Vivo pode passar a fazer os carregamentos instantâneos do serviço do celular pré-pago, representando um grande diferencial em relação à concorrência no mercado brasileiro.

O próximo passo, explicou o presidente da PT Inovação, Alcino Lavrador, será o de desenvolver um sistema convergente de tarifação de voz e dados em tempo real (real time) - seja para os celulares pós como pré-pagos. “Essa é a nova geração de plataforma de billing que pretendemos desenvolver no Centro de Pesquisa de Salvador”, acrescentou Lavrador.

O presidente da PT, Zeinal Bava, destacou a importância estratégica do Brasil para a Portugal Telecom, que investiu mais de 7 bilhões de euros nos últimos 10 anos no mercado brasileiro. Ele também ressaltou o trabalho que vem sendo realizado pela PT Inovação, assinalando que “a decisão de implantar uma filial no Brasil foi determinante para a internacionalização do Grupo Portugal Telecom”.

Bava reafirmou o empenho e a disponibilidade da companhia em dar o suporte no processo de consolidação da PT Inovação no mercado brasileiro. Ele acrescentou que a PT Inovação Brasil tem como meta oferecer soluções não apenas para o Brasil, mas para os demais países da América Latina, África e Europa.

Fonte: IPESI

2º Mostra de Projetos do Setor Litoral da UFPR

Durante a semana de 3 a 6 de novembro, o Setor Litoral da UFPR vai mostrar centenas de Projetos acadêmicos produzidos durante estes três anos de instalação da universidade, no campus do Litoral paranaense. A grande maioria dos Projetos é de Aprendizagem com articulação no Ensino Básico e/ou voltados para a promoção do desenvolvimento sustentável do Litoral. Seguem-se a estes, os Projetos de Pesquisa e de Extensão.

O evento pretende que os estudantes apresentem seus trabalhos durante um tempo que pode ir de 10 a 15 minutos dependendo da forma como escolheu para mostrar o seu processo de aprendizado e/ou de iniciação científica com Projetos orientados e/ou sob a mediação de um docente e colaboradores. Também serão apresentados Projetos de Ensino.

O Setor Litoral abre assim suas portas para uma grande atividade de divulgação científica e acadêmica.

O início da Mostra será um dia antes das apresentações – dia 3 – às 19 horas – na Tenda localizada no campus do Litoral, com convidados especiais e a comunidade do Litoral.

Ainda na abertura haverá uma reflexão histórica-antropológica-local proporcionada pelo debate com o professor convidado André Borges.

O objetivo é mostrar a toda comunidade acadêmica, pais, autoridades e comunidade do Litoral especialmente, o que foi e está sendo realizado durante todo o percurso curricular em prol de um ensino que privilegia a autonomia do estudante, e um futuro profissional comprometido com a sustentabilidade de suas práticas.

Os eventos científicos são considerados meios altamente eficientes de comunicação oral do conhecimento, principalmente aquele sedimentado em locais sempre isolados em termos de sua fabricação.

Eventos como Mostras de trabalhos de pesquisa e Projetos propiciam o encontro de pessoas com interesses comuns e neste caso – específico – pretende-se propiciar o intercâmbio e a comunicação entre os estudantes envolvidos com os seus Projetos de Aprendizagem, Projetos de Pesquisa e Projetos de Extensão, no Setor Litoral e formar um caldo cultural para que no ano que vem o evento tenha amplitude de intercâmbio com outras comunidades de ensino.

O evento – neste ano - será uma oportunidade para o estudante e pesquisadores e a comunidade interessada trocarem experiências com seus pares e atualizarem-se em relação aos progressos da sua área.

Mas, o Setor Litoral - vai tentar dar mais um passo: vai tentar trocar problemas e soluções com a comunidade dos entornos. Para isto o Setor Litoral da UFPR conta com a presença da população, da mídia e das autoridades locais.

A entrada é gratuita.

Maiores informações e programação pelo site.

Fonte: J.R.A / Setor Litoral da UFPR