sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Estudo aponta que o número de partos induzidos e de cesarianas aumentou de 2,5% para 45% no R.S.

Mudanças epidemiológicas
O número de partos induzidos e cesarianas nas gestantes de Pelotas (RS) aumentou de 2,5% para 45% durante os anos de 1982 e 2004. O crescimento é apenas uma entre dezenas de conclusões de um amplo estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), cujos resultados deram origem a um suplemento especial com 11 artigos que acaba de ser publicado nos Cadernos de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O projeto de pesquisa inédito estudou, no terceiro município mais populoso do Rio Grande do Sul, mais de 15 mil nascimentos ocorridos em 1982, 1993 e 2004. O objetivo foi detectar e analisar mudanças em aspectos importantes relacionados à saúde de mães e crianças, de modo a subsidiar programas e políticas de saúde que levem em conta dados das duas últimas décadas.

“O trabalho mostra que a cesárea tem altas taxas, chegando, nos hospitais particulares, a taxas próximas a 90%. Só não nasce de cesárea a criança que já chega nascendo”, disse um dos coordenadores do trabalho, Aluísio Dornellas de Barros, professor do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da UFPel.

Segundo ele, o levantamento aponta para uma forte percepção das mães de que a cesárea é mais segura, por ser menos dolorida e envolver mais tecnologias. “Temos uma cultura no Brasil de muita cesárea e pouca analgesia no parto normal. Isto gera uma taxa de cesárea absurda, mas hoje já há trabalhos mostrando que, apesar de ser pequena a diferença, o risco da cesárea para a mãe e para o bebê pode ser maior do que o do parto normal”, apontou.

Dos 15 mil nascimentos nos três períodos em análise, praticamente todas as mães, que moravam na zona urbana de Pelotas, foram identificadas e entrevistadas. “As perdas foram mínimas, de modo que mais de 98% dos nascimentos em cada ano foram incorporados ao estudo”, afirmou Barros.

As mães e crianças foram visitadas em intervalos regulares. “A coorte [grupo numeroso de pessoas] de 2004, por exemplo, foi avaliada ao nascimento e também aos 3, 12, 24 e 48 meses. Outra visita está agendada para os 7 anos de vida dos bebês”, disse ele, lembrando que uma série de outros trabalhos foram realizados, que trazem dados sobre temas como composição corporal, desenvolvimento infantil, saúde mental, saúde bucal e função pulmonar dos bebês.

Para Barros, os estudos de coorte de nascimentos (conjunto de pessoas que nasceram no mesmo período) trazem uma perspectiva única para as mudanças epidemiológicas ao longo do tempo, como o estudo em questão que comparou três públicos distintos com 11 anos de intervalo.

“As coortes de Pelotas já deram origem a dezenas de artigos que tratam desde questões da saúde perinatal até doenças crônicas do adulto, uma vez que os integrantes da coorte de 1982, por exemplo, estão hoje com 26 anos e começando a apresentar problemas como hipertensão e dislipidemia [aumento anormal da taxa de lipídios no sangue]”, explicou.

Tais artigos, aponta Barros, podem ser lidos na base PubMed, do Centro Nacional para Informação em Biotecnologia dos Estados Unidos, bastando digitar "pelotas cohort" no campo de busca.

O trabalho foi desenvolvido em parceria com outros professores do Departamento de Medicina Social e do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da UFPel, entre eles Iná Santos e Cesar Gomes Victora, que ganhou recentemente o Prêmio Abraham Horwitz, concedido anualmente pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Menos mães fumantes
Os pesquisadores sugerem que o elevado aumento nas cesarianas em Pelotas seria uma das causas do que chamam de “epidemia de nascimentos prematuros”, cuja proporção subiu de 6,3% em 1982 para 14,7% em 2004 na população em análise.

“Há uma grande discussão sobre esse assunto. Tínhamos uma idéia inicial de que só a cesariana seria responsável pelos nascimentos prematuros, mas não é tão simples assim. Depois de várias análises verificamos que há uma conjunção de fatores que levam a isso”, disse Barros.

Entre eles estão os avanços recentes relacionados à medicalização do parto em geral, que oferece aos médicos mais facilidades para a cesariana, além do receio freqüente de levar uma gestação adiante quando o obstetra identifica algum problema. “Eles acreditam que a criança vai estar melhor fora da barriga do que dentro, em função de todas as tecnologias disponíveis nas unidades de terapia intensiva”, afirmou.

A baixa qualidade das imagens dos aparelhos de ultra-som usados para avaliar a idade gestacional, questionada pelos estudos, também pode estar enganando os profissionais da saúde. “Muitas vezes o obstetra pensa que o bebê já está com 37 ou 38 semanas, quando ele está com 35 ou 36. Finalmente, parece que também há um forte componente biológico que estaria levando a uma maior tendência a nascimentos mais precoces”, disse.

Por outro lado, outro ponto importante abordado pelo suplemento especial dos Cadernos de Saúde Pública é o hábito de fumar, que diminuiu segundo o levantamento, uma vez que 35,6% das mães de 1982 fumaram durante a gravidez, contra 25,1% das mães de 2004.

“Esse é um dos aspectos da maior importância do trabalho, pois mostra que ações integradas e continuadas têm grande potencial de modificar hábitos na população. Sem dúvida isso é o resultado de um esforço geral das campanhas nacionais, das fotos em maços de cigarro, da proibição da propaganda e da proibição do fumo em locais públicos”, disse o professor.

Ele destaca ainda o aumento do aleitamento materno: a duração mediana da amamentação, que era de apenas 3,1 meses em 1982, chegou a 6,8 meses em 2004, além de que o aleitamento exclusivo, durante o primeiro trimestre de vida, praticamente inexistia em 1982 e, em 2004, já beneficiava um terço dos bebês estudados.

“O aumento do aleitamento também é resultado de anos de trabalho em termos de campanhas, tanto na mídia como nos serviços de saúde, da ampliação da atenção básica e da melhora da escolaridade das mães”, disse Barros.

Para ler o suplemento especial publicado nos Cadernos de Saúde Pública, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

Ensino deficiente de matemática compromete a formação de profissionais e o desenvolvimento do país

Matemática fraca atrapalha futuro do país - Ensino da disciplina nas escolas compromete a formação de profissionais e o desenvolvimento do país, diz especialista

Relatórios recentes publicados nos Estados Unidos e na Inglaterra sobre a qualidade do ensino da matemática revelam que norte-americanos e britânicos têm sérios problemas com a disciplina. O cenário interfere diretamente na formação de profissionais como engenheiros, físicos, químicos, economistas e estatísticos, fundamentais para o desenvolvimento de qualquer nação. No lado Sul do continente americano, os brasileiros seguem a mesma sina, diz a professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), Solange Amato.

O problema está na falta de um currículo forte que especifique e estruture todos os conteúdos a serem trabalhados em cada série do ensino fundamental, afirma Solange. Embora o Brasil esteja entre os 20 países de maior destaque científico em matemática, na escola a situação é preocupante.

O país ocupa a penúltima posição no ranking da disciplina no ensino fundamental, à frente apenas da Tunísia, de acordo com um exame aplicado a estudantes de 54 países. Como conseqüência, as carreiras menos procuradas são justamente as que compõem as Ciências Exatas.

CONEXÕES
Solange afirma que a situação tende a se agravar. “Alguns educadores defendem idéias controversas para as séries iniciais do ensino fundamental, como a redução do ensino de conceitos e operações com frações. Também defendem a idéia de as crianças criarem suas próprias contas em vez de o professor focalizar o trabalho nas contas convencionais”, explica.

Esses educadores, afirma Solange, são a favor de os alunos explicarem para os colegas suas novas criações, fase denominada de socialização do conhecimento. “Como resultado, os alunos perdem um tempo enorme na escola tentando reinventar a roda. Depois, ainda precisam mostrar que a roda gira”, diz.

“Nesse ritmo, não sobra tempo para aprenderem conteúdos necessários a uma boa base em matemática, nem para estabelecerem conexões entre os conteúdos aprendidos. Essas idéias podem ser interessantes se trabalhadas fora da escola, quando estão em casa discutindo matemática com pais e colegas.”

ESCASSEZ
Os países que adotaram essas idéias estão com problemas na formação superior. Hoje dependem de profissionais estrangeiros para preencherem importantes setores do seu mercado interno. É o caso dos EUA e Inglaterra. Como no Reino Unido os alunos escolhem as disciplinas que querem cursar no Ensino Médio, o currículo de matemática empobreceu.

As vagas no mercado de trabalho estão sendo preenchidas por especialistas importados da China e Índia. Os autores do relatório estimam que desde 1990 foram gastos cerca de 9 milhões de libras (cerca de R$ 30 milhões) com a importação de especialistas de outros países.

“O currículo de matemática nas escolas brasileiras precisa ser detalhado, abrangente e desafiador para que sejam formados, em quantidade suficiente, engenheiros e outros profissionais que dependem de um forte conhecimento matemático”, diz Solange.

Um trabalho bem feito na escola, que resulte na compreensão de conceitos matemáticos e processos convencionais envolvidos em cada uma das operações (adição, subtração, multiplicação e divisão), diz a professora, é bem mais rápido e eficiente para fornecer uma base sólida em matemática.

FUTURO INCERTO
O fato de não ter uma sólida base matemática prejudica o aluno na escolha da profissão ao final do ensino médio. É necessário que o aluno aprenda corretamente as frações e memorize os fatos essenciais em aritmética para conseguir dominar a álgebra, portal de entrada para todas as ciências exatas.

Se a educação no Brasil permanecer seguindo um currículo vago de matemática, em alguns anos a demanda por profissionais de exatas será bem maior, já que os bons especialistas brasileiros têm ótimas oportunidades em outros países. A Petrobras, por exemplo, já sofre com a escassez de profissionais.

Ao menos um dado dá esperanças ao Brasil. De acordo com resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2007, a média nacional obtida pelos alunos das séries iniciais no Brasil corresponde a 4,2 de uma escala de 0 a 10, sendo que no exame anterior havia totalizado 3,4. A melhoria nas notas é significativa, mas a qualidade ainda está distante de ser considerada satisfatória.( Ilustração: Marcelo Jatobá/UnB Agência)

PERFIL
Solange dos Reis Amorim e Amato é mestre e doutora em Educação pela Universidade de Oxford, Inglaterra. É professora adjunta da Universidade de Brasília (UnB) e coordena o projeto de pesquisa e o curso de extensão intitulados Conceitos e Conexões no Ensino de Matemática para Início de Escolarização. Contatos pelo e-mail

Fonte: Daiane Souza / UnB

INPA desenvolve tijolo para a construção civil que utiliza resíduos de espécies frutíferas

Construção verde
Um grupo formado por quatro pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus, desenvolveu um tijolo para a construção civil que utiliza resíduos de espécies frutíferas da maior floresta tropical do mundo como matéria-prima, algo bem diferente dos produtos convencionais feitos de argila.

A novidade, que levou oito meses para ser concluída e está em processo de patenteamento, é confeccionada com o ouriço e com a casca da castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa) e com fragmentos vegetais do tucumã (Astrocaryum aculeatum), palmeira que chega a medir 20 metros de altura.

O projeto de desenvolvimento do tijolo ficou com a segunda colocação na categoria “Econômica – Tecnológica” do prêmio Professor Samuel Benchimol 2008, concedido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior a iniciativas que visam ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.

De acordo com o idealizador do produto, Jadir Rocha, pesquisador titular da Coordenação de Pesquisa em Produtos Florestais do Inpa, os componentes vegetais são triturados e aglutinados com resinas fenólicas, obtidas pela reação de condensação e polimerização entre um fenol e um aldeído (compostos químicos orgânicos), para em seguida passar por um processo de prensagem em altas temperaturas.

“Além das matérias-primas serem vegetais e, por isso, poderem ser recicladas após o uso em construções, outra novidade é que o tijolo se mostrou excelente isolante térmico. Ele tem um sistema de encaixe tipo macho-fêmea, sem precisar de massa ou cimento, o que facilita e reduz o tempo de construção das paredes e divisórias”, disse Rocha.

“Os resultados dos testes em laboratório foram bastante satisfatórios. As matérias-primas utilizadas na sua confecção são de alta durabilidade, conferindo resistência mecânica semelhante à dos tijolos convencionais”, afirmou. Participaram do trabalho as pesquisadoras Cynthia Pontes, Tereza Bessa e Vânia Lima, do Laboratório de Engenharia da Madeira do Inpa.

Rocha conta que o tijolo, que ainda passará por novos estudos antes de chegar ao mercado, poderá ser utilizado em qualquer tipo de edificação até quatro andares. Segundo ele, é possível construir uma casa popular de cerca de 40 metros quadrados, por exemplo, com aproximadamente 5 mil tijolos.

“O desenvolvimento do tijolo foi motivado pela necessidade de pesquisas voltadas para o aproveitamento e a valorização da potencialidade da biodiversidade vegetal da Amazônia. É importante diminuir a pressão sobre os estoques de espécies arbóreas economicamente desejáveis, que vêm sendo reduzidas drasticamente na natureza”, ressaltou.

Uma das justificativas para o desenvolvimento do projeto foi a grande disponibilidade de matéria-prima na região amazônica. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são produzidas anualmente mais de 30 toneladas de castanha-do-brasil no Norte do país. Estima-se que sejam gerados pelo menos duas vezes mais resíduos, que normalmente são jogados no lixo após a colheita do fruto.

“Ser agraciado com o prêmio Professor Samuel Benchimol é extremamente gratificante, pois se traduz no reconhecimento dessa proposta para o desenvolvimento sustentável da floresta amazônica”, disse Rocha, ressaltando que a tecnologia do tijolo vai ao encontro dos planos de governo e prioridades de políticas públicas da região por se enquadrar nos objetivos do Plano Amazônia Sustentável (PAS), do Ministério do Meio Ambiente.

Finep: R$ 11 milhões para centros de produção de células-tronco

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) divulgou o resultado de uma chamada pública que pretende destinar R$ 11 milhões para a criação de centros de terapia celular.

Segundo a Finep, foram selecionados oito grupos de pesquisa, de um total de 16 inscritos, que assumem agora o desafio de implantar centros de produção de células-tronco em condições de boas práticas de manipulação.

As instituições que tiveram projetos aprovados são a Universidade de São Paulo (com quatro projetos), a Pontifícia Universidade Católica do Paraná, o Instituto Nacional de Cardiologia, o Centro Ítalo-Brasileiro de Promoção Sanitário e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

De acordo com o edital, as instituições vencedoras deverão concentrar as pesquisas na produção de células-tronco humanas dos tipos pluripotentes (embrionárias e induzíveis), órgãos e tecidos específicos, mesenquimais – encontradas em diversas partes do corpo – e hematopoiéticas, existentes na medula óssea.

Está agendada para o dia 7 de novembro a primeira reunião com todos os classificados para definir o funcionamento desses centros, que vão ajudar a formar a Rede Nacional de Terapia Celular (RNTC).

Os recursos serão destinados à implantação de infra-estrutura e qualificação de recursos humanos para o desenvolvimento de tecnologias sobre terapias celulares, de forma que sejam incorporados aos serviços de saúde e ajudem a melhorar a qualidade de vida da população.

“Além da aquisição de equipamentos, estão previstas bolsas de estudo para treinamento de pessoal no Brasil e no exterior”, disse a secretária técnica do Fundo Setorial CT-Saúde e analista da Finep, Maura Pacheco.

Segundo ela, no ato da inscrição na chamada pública foram exigidas apenas informações breves sobre quais tipos de células serão produzidas, a experiência da instituição proponente em cultivo e produção de células-tronco e a sua qualificação para a formação de recursos humanos em terapia celular.

Agora, os oito grupos classificados terão um prazo para a entrega do projeto detalhado, que será analisado pela Finep. A previsão é que a primeira parcela dos recursos seja liberada ainda este ano. ( Imagem FINEP)

Mais informações: http://www.finep.gov.br/

Fonte: Agência FAPESP

1º Workshop Internacional sobre Pesquisas em Enfermagem

A primeira edição do Workshop Internacional sobre Pesquisas em Enfermagem será realizado nos dias 3 e 4 de novembro, na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na capital paulista, e nos dias 5 e 6 no Centro de Convenções da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista.

O evento é promovido pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e pelo Departamento de Enfermagem da Unifesp. O objetivo é promover o intercâmbio entre pesquisadores de enfermagem do Brasil e Portugal para a discussão de pesquisas integradas, interdisciplinares e institucionais de abrangência internacional.

Participam do encontro as professoras Marta Basto e Maria Antónia Botelho, do Programa de Doutoramento em Enfermagem da Universidade de Lisboa, que falarão sobre “Modelos de investigações em enfermagem: experiência portuguesa” e “Epistemologia e pesquisas em enfermagem”, respectivamente.

Mais informações: www.fcm.unicamp.br

Fonte: Agência FAPESP

Encontro Internacional Geografia: Tradições e Perspectivas

O Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP) abrigará, de 1º a 5 de dezembro, na capital paulista, o Encontro Internacional Geografia: Tradições e Perspectivas.

O evento presta homenagem ao centenário de nascimento de Pierre Monbeig, um dos pioneiros da geografia na USP, onde permaneceu de 1935 a 1946 e com a qual sempre manteve o vínculo, praticando uma geografia rigorosa e aberta a interlocuções com a história e com outras disciplinas afins.

Os ensinamentos de Monbeig serão apresentados em uma seção de trabalho específica e também ao longo de todo o seminário, durante a discussão de temas como migrações, urbanização e representação das paisagens.

Entre os eixos temáticos do encontro destacam-se “Processo de urbanização e metropolização”, “Geografia e interdisciplinaridade”, “Território, economia e desenvolvimento regional” “Geografia histórica e formação territorial brasileira”, “Estudos teóricos e aplicados em climatologia tropical” e “Espaço: ensino, imagens e representações gráficas”.

Mais informações: www.geografia.fflch.usp.br/tradicoes_perspectivas

Fonte: Agência FAPESP

CFM Publica resolução que trata sobre pesquisas envolvendo seres humanos

O Conselho Federal de Medicina (CFM) disponibilizou uma resolução que proíbe o médico de participar de pesquisa envolvendo seres humanos utilizando placebo quando houver tratamento disponível eficaz já conhecido. O texto foi publicado na edição do dia 27 do Diário Oficial da União.

De acordo com a resolução, é vedado ao médico vínculo de qualquer natureza com pesquisas médicas envolvendo seres humanos, que utilizem placebo em seus experimentos, quando houver tratamento eficaz e efetivo para a doença pesquisada.

A resolução está disponível neste link.

9ª Conferência das Cidades

Câmara dos Deputados realiza 9ª Conferência das Cidades

Nos dias 11 e 12, a Câmara dos Deputados realizará, em Brasília, a 9ª Conferência das Cidades. O evento tem como objetivo debater e refletir temas relevantes à política e estratégias para a sustentabilidade das cidades.

O público-alvo da conferência é composto por parlamentares, prefeitos, gestores, técnicos e servidores dos Estados e municípios, conselheiros das cidades, representantes dos órgãos públicos e da sociedade civil organizada.

A palestra de abertura do evento será feita pelo professor Ignacy Sachs, da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais da França (EHESS). A conferência contará com três painéis sobre os temas: Cidade Sustentável; Planos de Saneamento e Regulação da Lei; e Ordenamento Territorial Urbano.

Informações sobre a conferência podem ser obtidas neste link.

Fonte: Gestão CT

Projeto Barcos do Brasil é lançado

No último dia 22, em Brasília, durante a Semana Nacional de C&T, foi lançado o projeto Barcos do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O lançamento contou com a presença de representantes de vários ministérios que formalizaram a criação do grupo interministerial.

Em texto do Iphan, que é uma instituição associada à ABIPTI, o diretor do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan, Dalmo Vieira Filho, coordenador e idealizador do projeto, salientou que o instituto tem procurado atualizar sua atuação no país e que a proposta de criação da chancela “Paisagens Culturais Brasileiras” será o instrumento de preservação do patrimônio cultural mais adequado para se trabalhar nos contextos do patrimônio naval no Brasil.

O projeto Barcos do Brasil, que tem como objetivos principais a preservação e a valorização das embarcações tradicionais brasileiras, visa reunir entidades públicas e privadas, interessados e amantes do mar e do patrimônio naval brasileiro para localizar, cadastrar, proteger e valorizar os barcos tradicionais, seus contextos culturais e proporcionar meios de ampliar a qualidade de vida dos usuários e detentores deste patrimônio: os marinheiros, os pescadores, os mestres construtores e seus auxiliares.

Entre as ações a serem realizadas pelo projeto estão: inventário e diagnóstico do patrimônio naval no Brasil; monitoramento e conservação das principais embarcações; construção de barcos tradicionais em locais públicos; desenvolvimento de programas para conservação e manutenção dos barcos tradicionais; criação de Unidades Regionais do Museu Nacional do Mar.

São parceiros do projeto: os ministérios da Cultura; Ciência e Tecnologia; Educação; Turismo; Defesa – Comando da Marinha; Cidades; Trabalho e Emprego e das secretarias especiais de Portos e de Aqüicultura e Pesca; e dos institutos Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); e a representação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil.

Fonte: Gestão CT

Brasil e Jordânia firmam acordo de cooperação científica e tecnológica

No último dia 23, em Brasília, o ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Sergio Rezende, assinou um acordo de cooperação científica e tecnológica com o rei Abdullah 2° Bin Al Hussein, da Jordânia. O acordo prevê a expansão e o fortalecimento das relações entre as comunidades de pesquisadores dos dois países.

Os principais objetivos dessa cooperação são: prover oportunidades para o intercâmbio de idéias, informações, habilidades e técnicas e para colaborar com os esforços científicos e tecnológicos de interesse mútuo.

A cooperação científica e tecnológica deverá incluir as seguintes atividades: intercâmbio de delegações de estudantes, peritos e cientistas; realização de seminários conjuntos, conferências e encontros científicos; treinamento e atualização de cientistas e peritos; intercâmbio de informações científicas e tecnológicas; intercâmbio educacional relacionado com ciência e tecnologia e implantação conjunta de programas e projetos, pesquisas e outras formas de cooperação científica e tecnológica mutuamente ajustada.

Segundo o acordo, a prioridade será dada a colaboradores que podem fazer avançar os objetivos comuns em ciência e tecnologia; apoio a parcerias entre instituições e indústrias de pesquisa públicas e privadas, pesquisas na área química, manejo de bacias hidrográficas, pesquisas marinhas, meteorologiaagricultura, energia renovável, materiais avançados e nanotecnologia, assuntos de saúde, biotecnologia, tecnologia da comunicação e informação, educação científica e tecnológica.

O acordo terá vigência de cinco anos e será automaticamente renovado por iguais períodos sucessivos, salvo notificação escrita de uma das partes três meses antes do término da vigência prevista. O acordo está disponível neste link. (Com informações da MRE)

Fonte: Gestão CT

4º Workshop Internacional sobre Avaliação da Conformidade é realizado pelo Inmetro

Nos dias 8 e 9 de dezembro, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) realizará, no Rio de Janeiro (RJ), o 4º Workshop Internacional sobre Avaliação da Conformidade. O evento tem como objetivo nivelar o conhecimento sobre a avaliação da conformidade, assim como as tendências mundiais relacionadas ao tema. O Inmetro é associado à ABIPTI.

Na ocasião, serão discutidas questões sobre Avaliação e Impacto da Regulamentação; Acompanhamento no Mercado; Sistemas de Informação – Rapex; Políticas de Normalização; Adoção de Normas Privadas e Normalização relacionada a pequenas e médias empresas. Os interessados já podem fazer as suas inscrições. Informações sobre o evento podem ser obtidas neste link : www.inmetro.gov.br/IVWAC/index.asp

Fonte: Gestão CT

Prêmio Mário Pedrosa – Museus é lançado pelo Iphan

Na semana passada, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançou o Prêmio Mário Pedrosa. A iniciativa surge no âmbito do Ano Ibero-Americano de Museus para incentivar os meios de comunicação a publicarem trabalhos sobre museus e, no caso desta primeira edição, sua importância social. O Iphan é uma instituição associada à ABIPTI.

O objetivo é fazer crescer o interesse da população em geral não só pelos museus, mas também por tudo que eles representam em matéria de história cultural e memória de um povo. De acordo com o Iphan, podem participar os trabalhos jornalísticos veiculados no território nacional no período de 1º de janeiro a 15 de novembro de 2008, por empresas de mídia impressa.

Os interessados deverão encaminhar os seus projetos até o dia 15 de novembro, por via postal exclusivamente, aos cuidados do Departamento de Museus e Centros Culturais/Iphan, no endereço SBN, Quadra 02 Bloco H, Edifício Central Brasília, 2º andar, CEP: 70040-904, Brasília-DF.

Informações sobre o prêmio podem ser obtidas no site www.iphan.gov.br.

Fonte: Gestão CT

1° Olimpíada Paraibana de Informática tem inscrições abertas

As inscrições para a 1° Olimpíada Paraibana de Informática (OPI) do departamento de Ciências da Computação da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) estão abertas até o dia 14 de novembro. A prova será realizada na UFCG a partir das 14h do dia 22 de novembro. O objetivo da OPI é despertar nos alunos o interesse por uma ciência importante na formação básica, por meio de uma atividade que envolve desafio.

A organização da OPI 2008 está a cargo do Curso de Ciência da Computação, que recebeu cinco estrelas pelo Guia do Estudante da editora Abril, do Departamento de Sistemas e Computação (DSC), da UFCG e do Departamento de Informática da Universidade Federal da Paraíba (UFP). A olimpíada tem o apoio da Sociedade Brasileira de Computação (SBC).

Delegado
Cada escola participante deverá ter um delegado que será o responsável pela inscrição e apoio na divulgação do evento nas escolas. As inscrições só podem ser feitas por meio dos delegados. Por isso, cada escola deve escolher um representante e, após a escolha, é preciso enviar um e-mail para opi@dsc.ufcg.edu.br com os dados (nome, endereço, telefone) da escola.

Os resultados da olimpíada serão divulgados no dia 1º de dezembro de 2008 por meio do link e serão enviados para os delegados de cada colégio. Mais informações, pelo e-mail . (Com informações da UFCG)

Fonte: Gestão CT

Unilasalle abre inscrições para dois novos programas de mestrado

O Centro Universitário La Salle (Unilasalle) da cidade de Canoas, situada no Rio Grande do Sul (RS), oferece dois novos programas de mestrado para 2009 em áreas que ganham importância no mercado de trabalho: mestrado acadêmico em avaliação de impactos ambientais em mineração e mestrado profissional em memória social e bens culturais. As inscrições estão abertas até o dia 14 de novembro e podem ser feitas pelo site da instituição www.unilasalle.edu.br/canoas ou pelo telefone (51) 3476-8490.

O primeiro programa de mestrado tem o foco na preparação de profissionais para pensar o desenvolvimento sustentável. Os objetivos do curso são desenvolver estudos e pesquisa sobre os impactos ambientais resultantes de atividade industrial e investigar a aplicação de tecnologias em processos de engenharia de minas, de avaliação ambiental e de manejo da biodiversidade para a recuperação e a reutilização de áreas mineradas.

Já o segundo tem como objetivo formar profissionais que possam atuar no campo da memória social e dos bens culturais, aptos a atuar como autônomos, em instituições do setor público (ministérios, secretarias, órgãos de patrimônio, empresas estatais, museus, arquivos, bibliotecas); em instituições do setor privado, como empresas, escritórios de planejamento e assessoria; e no terceiro setor, como organizações não governamentais, fundações e outros.

Mais informações, nos site www.unisalle.edu.br.(Com informações do Unilasalle)

Fonte: Gestão CT