quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Fatores desencadeantes de enxaqueca


Trigger factors in migraine patients

Vilões da enxaqueca
Ao investigar os fatores que desencadeiam a enxaqueca, um novo estudo feito com 200 pacientes revelou que 83,5% apontaram algum fator relacionado à dieta – sendo o jejum mais recorrente, seguido do álcool e do chocolate. Os problemas com o sono foram relatados por 81% dos entrevistados e 64% associaram a enxaqueca ao estresse.

A pesquisa foi realizada por estudantes de medicina da Liga da Cefaléia da Escola de Medicina do ABC e coordenada por Mario Fernando Prieto Peres, professor do Departamento de Neurologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pesquisador sênior do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, em São Paulo.

O estudo, publicado na revista Arquivos de Neuro-Psiquiatria, aponta também que a enxaqueca afeta três vezes mais as mulheres do que os homens, principalmente em decorrência de fatores hormonais. A enxaqueca é um distúrbio neurológico crônico com vários fatores desencadeantes, que geralmente se inicia na infância ou na adolescência e pode acompanhar o paciente por toda a vida. Caracteriza-se por dores de cabeça transitórias e localizadas e atinge 12% da população, chegando a 20% entre as mulheres.

De acordo com Peres, a enxaqueca dos pacientes que participaram da pesquisa foi diagnosticada segundo os critérios da Classificação Internacional dos Distúrbios de Dores de Cabeça. Todos eles apresentaram pelo menos um fator desencadeante para as crises de enxaqueca. Mais de 95% relataram mais de um fator. Segundo ele, as sobrecargas ambientais, alimentares, emocionais e de estilo de vida foram os fatores desencadeantes mais importantes.

“O estudo remete ao papel fundamental do sistema de dor, que é deflagrado para avisar que algo não está bem. Quando ocorre alguma sobrecarga, esse sistema é ativado, iniciando a crise de enxaqueca. É fundamental que médicos e pacientes reconheçam esses fatores para tentar diminuir a freqüência das crises e melhorar a qualidade de vida”, disse Peres.

Segundo ele, os fatores desencadeantes relacionados aos hábitos alimentares podem ter sido superestimados no estudo, por ter sido a primeira lista de fatores apresentada ao grupo. “Analisando os fatores isoladamente, podemos ver que o estresse e os problemas com o sono são aspectos emergentes, com porcentagens similares em magnitude”, destacou.

Dos 200 indivíduos que participaram do estudo, 162 eram mulheres e 38 homens, com média de idade de 37,7 anos. Os entrevistados foram questionados especificamente sobre a presença ou ausência de possíveis fatores para as crises de enxaqueca, com destaque para fatores alimentares, hormonais (no caso das mulheres), ambientais, sono, estresse e esforço físico.

A enxaqueca é mais comum entre mulheres. Ocorre principalmente durante a fase reprodutiva, entre 20 e 50 anos, e tem um importante impacto socioeconômico e sobre a qualidade de vida dos pacientes. Os resultados apontaram que cerca de 53% das mulheres apresentaram fatores hormonais como principais desencadeadores da enxaqueca, sendo o período pré-menstrual o mais freqüente.

Trabalho e sono
De acordo com Peres, os pacientes responderam a uma lista extensa de fatores desencadeantes e relataram os mais freqüentes no desencadeamento das crises de enxaqueca. “Os pacientes foram selecionados de maneira consecutiva, por isso a presença de mais mulheres no estudo, uma vez que a enxaqueca acomete até três vezes mais mulheres que homens.”

Entre os fatores desencadeantes relacionados à dieta, o jejum foi o mais freqüente, seguido pelo álcool, chocolate, vinho tinto e café. Os resultados mostraram ainda que mulheres têm mais crises de enxaqueca desencadeadas pelo vinho tinto do que os homens.

Com relação aos fatores desencadeados pelo estresse, a preocupação com o trabalho foi o principal fator nos pacientes com enxaqueca. Ao analisar o comportamento do sono (excesso ou falta), o estudo aponta que esse fator parece ter influência na ocorrência da enxaqueca. Pouco mais de 75% dos pacientes apontaram problemas com o sono como principal fator desencadeador.

“Esses resultados sugerem que o tratamento psicológico, a orientação alimentar e a atenção com os hábitos de sono podem ser importantes para o tratamento dos pacientes”, afirma o pesquisador, que também é professor de Neurologia da Faculdade de Medicina do ABC e coordenador do Centro de Cefaléia São Paulo.

Merecem destaque também os fatores ambientais, como alergia, poluição, claridade solar, mudanças no tempo, cigarro, ar condicionado, odores de perfumes, produtos de limpeza e gasolina. Cerca de 68,5% dos entrevistados afirmaram sentir os sintomas da enxaqueca após exposição a esses fatores, sendo os odores (36,5%) os mais recorrentes.

De acordo com Peres, o estudo mostra que fatores desencadeantes são freqüentes em pacientes com enxaqueca, e sua detecção detalhada pode auxiliar em tratamentos preventivos mais eficientes.

“É importante destacar que muitas crises de enxaqueca são oriundas de deflagradores, que são principalmente fatores relacionados a sobrecargas que podem freqüentemente ser evitadas”, disse.

Para ler o artigo Fatores desencadeantes de enxaqueca, de Mario Fernando Prieto Peres e outros, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Estudo do Imazon detecta mais de 300 mil km de estradas ilegais na região amazônica

Estudo do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) comprovou o que grande parte dos moradores da Amazônia já sabe: a região está tomada por estradas clandestinas. A pesquisa mostra que os Estados do Pará, Rondônia e Mato Grosso concentram 90% de todos os ramais abertos sem qualquer autorização dos órgãos competentes. Os satélites indicam uma malha com 300 mil quilômetros de vias ilegais, que crescem na mesma velocidade do desmatamento. Um caminho aberto para a devastação da floresta e por onde quase sempre sai a riqueza retirada também de forma ilegal.

Estima-se que a rede ilegal cresça 1.890 quilômetros por ano. O coordenador do estudo e geógrafo Carlos Souza Júnior afirma que a abertura de estradas clandestinas desemboca em uma rede de irregularidades e destruição, iniciada principalmente por madeireiros e grileiros. “Os madeireiros vão em busca de madeira de lei e os grileiros visam a especulação fundiária. Há também casos de estradas que são abertas a partir de assentamentos. Nesse caso, o objetivo é o assentamento de novas famílias. Por último, algumas foram abertas para acessar garimpos”, explica.

MAPEAMENTO
Em 1990, quando a pesquisa começou, foram identificados pouco mais de 5.042 quilômetros no centro-oeste do Pará. Progressivamente, em 1995, esse número pulou para 8.679 quilômetros, e, em 2001, já totalizava 20.796, quando as estradas clandestinas já representavam 82% do total existente no Estado. “Iniciamos as pesquisas no início da década de 1990 com muito trabalho de campo, para documentar os problemas ambientais ocasionados pelo uso insustentável dos recursos naturais. Mas foi a partir de 2004 que decidimos mapear essas estradas por satélites. Os primeiros estudos foram publicados em 2005 para a região da Terra do Meio”, afirma.

O estudo, ampliado para a toda a região e baseado no uso de satélites, passou a fazer o mapeamento anual da situação, fechando o ano de 2003 com um total de 300 mil quilômetros de estradas abertas clandestinamente. “Estamos prestes a concluir o mapeamento para 2007, o que permitirá estimar a taxa de expansão dessas estradas no período de 2003 a 2007″, diz o pesquisador.

RESERVAS
No Pará, os dados mostram que as estradas da ilegalidade são inúmeras e desafiam até mesmo a presença do governo, não distinguindo entre reservas ecológicas ou áreas indígenas. Um exemplo disso pode ser visto na reserva Terra Indígena do Baú, em Altamira, sudoeste do Pará, onde vivem índios Kayapós. Os ramais abertos por madeireiras clandestinas para escoar o mogno retirado de forma ilegal da área já chegaram a descaracterizar o espaço, obrigando a uma nova demarcação em 2003.

Os caminhos que levam até a Estação Ecológica da Terra do Meio, também em Altamira, considerada a segunda maior unidade de conservação do País, com 3,3 milhões de hectares, criada pelo governo federal em 2005, não estão todos dentro da malha da regularidade. Caminhos rasgados em meio a mata por especuladores de terras indicam que ali é uma área livre.

“Infelizmente, as terras indígenas Menkragnoti, Kayapó, Trincheira Bacajá e Apyterewa, perto de São Félix do Xingu, e outras áreas protegidas, como a Floresta Nacional (Flona) do Tapajós e a Reserva Extrativista do Arapiuns, perto de Santarém, são exemplos de áreas protegidas no Pará onde foram detectadas estradas clandestinas”, cita Carlos Souza. O mapa do Imazon mostra ainda que às margens da rodovia BR-163, a Cuibá-Santarém, minam estradas ilegais. Na região de Santarém, no Baixo Amazonas, tem crescido o número de vias irregulares nos últimos anos, acompanhando o avanço do cultivo da soja. O mesmo ocorre na BR-230, a Transamazônica.

“Nos últimos dez anos, as regiões do oeste do Pará e a Terra do Meio são as que tiveram um ritmo mais acelerado de crescimento de estradas clandestinas. A especulação fundiária, abertura de novas fazendas para pecuária e a corrida pela madeira são as principais causas para abertura dessas estradas”, afirma Souza.

Aberturas na mata são feitas para escoar produção florestal irregular

Os impactos da abertura de estradas clandestinas na região amazônica são enormes, especialmente para o meio ambiente, resultando no desmatamento e na degradação do meio ambiente. “Nossos estudos apontam que 80% do desmatamento anual concentram-se em um raio de cinco quilômetros de todas as estradas, oficiais e clandestinas. Se considerarmos apenas as estradas oficiais, 80% do desmatamento estão em um raio de 50 quilômetros. Isso significa que as estradas clandestinas estão definindo a nova fronteira do desmatamento da Amazônia”, garante o estudioso.

Conter o avanço do desmatamento e do número de estradas ilegais na região, segundo o geógrafo, é, antes de mais nada um grande desafio, mas há estratégias que podem ajudar a frear essa expansão. “A criação de unidades de conservação em áreas de expansão é uma delas. Nesse caso, a titulação da terra no futuro fica comprometida porque a área passa a ter uma definição fundiária. Outra estratégia é aumentar a eficácia da responsabilização dos infratores”, enumera Souza.

FISCALIZAÇÃO
O monitoramento por satélite é outra ferramenta essencial para conter o problema, porque fornece os locais onde essas estradas estão sendo abertas. “De posse dessa informação, órgãos competentes podem agir para impedir o seu avanço”, aduz. Há casos no oeste do Pará em que o INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) implodiu estradas de madeireiras. “O importante é não deixar impune esse tipo de crime ambiental”, acredita ele.

Iniciativas ainda incipientes por parte dos governos indicam que é possível fazer algo de concreto para diminuir o avanço de ramais na região. Uma delas é a criação de unidades de conservação em áreas de expansão de estradas. “A fronteira de expansão de estradas já está fechada na Terra do Meio e ao longo da BR-163, que liga Santarém a Cuiabá. Há avanços também na área de zoneamento ecológico-econômico. Mas ainda é preciso intensificar a fiscalização, punir de forma exemplar os infratores e fazer a regularização fundiária nas áreas já ocupadas ao longo das estradas clandestinas”, pondera.

O pesquisador frisa ainda que a abertura de mais estradas legais na Amazônia é essencial para desenvolver a economia de uma região, dar acesso a serviços públicos como escolas e hospitais e integrar regiões distantes. “O problema é que as estradas geralmente levam a uma ocupação desordenada do espaço geográfico e à degradação do meio ambiente, principalmente, pelo desmatamento. O caminho é o zoneamento ecológico-econômico para restringir a conversão de florestas nos corredores ao longo de estradas. E a aplicação exemplar da legislação ambiental. Isso pode reduzir os impactos negativos da abertura de estradas ao meio ambiente”, conclui. (Alexandra Cavalcanti / O Liberal).

Fonte: EcoDebate

Unesp desenvolve metodologia para identificação de espécies de tubarões por meio de características genéticas

Rei dos mares monitorado
Uma metodologia para identificação das espécies de tubarões exploradas pela pesca no Brasil foi desenvolvida no Laboratório de Biologia e Genética de Peixes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, pelo biólogo Fernando Fernandes Mendonça.
O método de reconhecimento, que utiliza as características genéticas dos animais e pode contribuir para a preservação das espécies capturadas na costa brasileira, conquistou o Prêmio Silvio Almeida de Toledo Filho, na categoria Conservação e Evolução Animal, entregue no fim de setembro durante o 54º Congresso Brasileiro de Genética, em Salvador (BA).

Segundo Mendonça, o método, que identifica a espécie a partir de um pequeno fragmento de sangue ou do tecido dos animais, foi desenvolvido tendo em vista a crescente demanda pela carne e pelas nadadeiras dos tubarões, o declínio de suas populações e os problemas relacionados à sua conservação.

“Até o momento, a metodologia possibilita a identificação de 12 das 25 espécies de tubarões exploradas no Brasil. Em breve, deveremos alcançar a totalidade das espécies comercializadas”, disse.

O trabalho, que teve apoio da FAPESP por meio de uma Bolsa de Doutorado, foi orientado pelo professor Fausto Foresti, do Instituto de Biociências da Unesp. No método empregado, chamado PCR-multiplex, o pesquisador utiliza como ponto de partida as características genéticas exclusivas de cada espécie.

“Utilizamos um gene extremamente conservado entre todas as espécies, o que possibilita a aplicação da metodologia mesmo em populações com alta variabilidade genética. Com a metodologia, diversas espécies de tubarões podem ser identificadas sem a necessidade de observação de caracteres morfológicos, utilizando práticas laboratoriais simples, de baixo custo e viabilizando a fiscalização de espécies capturadas”, afirmou.

As amostras de tubarões, explica Mendonça, podem ser coletadas nos desembarques e nos mercados exclusivos de pesca de diversas regiões do país. “Pode ser utilizado qualquer tipo de tecido que contenha DNA, como sangue, músculos, cartilagem e pele”, disse.

Como no Brasil a pesca de tubarões ocorre em praticamente todo o litoral, o pesquisador e seus colaboradores colheram amostras em cidades onde os desembarques do animal são mais freqüentes, como Salvador (BA), Macaé (RJ), Ubatuba e Santos (SP), Itajaí (SC) e Passo de Torres (RS).

“Retiramos pequenos pedaços de tecido dos músculos ou das nadadeiras, que foram acondicionados em tubos individuais contendo etanol. O material foi levado ao laboratório, onde foi processada a extração e purificação do DNA”, explicou.

Em seguida foi aplicada a metodologia de PCR-multiplex para gerar os fragmentos de DNA para diagnósticos de cada espécie. “Em cerca de seis horas todo o processo é realizado e obtemos a identificação da espécie à qual a amostra pertence”, disse.

Exploração sustentável
De acordo com o pesquisador, cada espécie de tubarão responde de forma independente às pressões exercidas pelo ambiente e também pela ação do homem, o que torna de fundamental importância, para o desenvolvimento de planos de recuperação das suas populações, a identificação das espécies mais capturadas, em que regiões elas ocorrem com maior freqüência e quais apresentam maior risco de desaparecer.

“Atualmente, os tubarões estão classificados entre os organismos mais ameaçados de extinção em todo o mundo, mas pouco tem sido feito para conter sua exploração pela pesca industrial e artesanal. Os estoques de tubarões da costa brasileira vêm sofrendo baixas acentuadas em suas populações, já sendo observado um declínio de cerca de 97% em algumas regiões”, disse Mendonça.

Segundo ele, é exatamente nos dados de captura por espécie que se observa um dos maiores entraves para a preservação dos tubarões no Brasil. De acordo com estatísticas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), apenas 22% dos tubarões capturados no Brasil recebem algum tipo de identificação.

“Mesmo assim eles são relacionados apenas pelo seu nome popular, que em muitos casos refere-se a mais de uma espécie. Todo o restante é classificado apenas como tubarão ou cação”, conta.

Calcula-se a existência, no Brasil, de cerca de 90 espécies de tubarões, sendo 25 exploradas pela pesca. Mendonça explica, no entanto, que os dados que quantificam as populações e caracterizam se uma espécie está em risco de extinção são extremamente escassos. “Alguns estudos científicos apontam para o desaparecimento de espécies em algumas regiões de nossa costa”, apontou.

Segundo ele, um exemplo é o tubarão-mangona, que era abundante em toda a costa brasileira e hoje é raro nas regiões Sul e Sudeste. “O tubarão-baleia, que tem maior distribuição no Nordeste, também vem desaparecendo. Estão em risco ainda o cação-anjo, o cação-viola, o tubarão-martelo e o tubarão-mako”, disse.

Ainda de acordo com os dados do Ibama são capturados cerca de 15 mil toneladas de tubarão por ano. No Brasil a pesca é realizada em toda a costa, de forma artesanal e principalmente industrial, essa última com desembarques de até mil animais por viagem (em média 30 dias no mar), dependendo do porte da embarcação e da região de pesca.

Para Mendonça, os dados gerados pela aplicação da metodologia são importantes para o desenvolvimento de planos de conservação, mas também podem ser aplicados comercialmente como metodologia de certificação da carne e principalmente das nadadeiras.

“O comércio de nadadeiras é legalizado, extremamente lucrativo e tem seu preço determinado também pela espécie à qual a nadadeira pertence. Atualmente, a identificação é feita de forma empírica, apenas pelo aspecto do produto”, explica.

No mercado asiático, conta Mendonça, as nadadeiras chegam a custar até US$ 400 o quilo, muitas vezes sem que se saiba a quais espécies elas pertencem. “Dados de captura e comercialização por espécies são extremamente escassos e essa nova metodologia poderá ser utilizada para o desenvolvimento de estatísticas mais representativas sobre as espécies de tubarões brasileiros e sua exploração”, disse.

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

1º Seminário de Construções Rurais e Ambiências Aplicadas à Produção Animal

O 1º Seminário de Construções Rurais e Ambiências Aplicadas à Produção Animal será realizado na Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Tupã (SP), no dia 6 de novembro.

Iniciativa dos professores dos campi experimentais da Unesp em Dracena, Registro e Tupã, o evento tem o objetivo de aproximar os produtores das pesquisas desenvolvidas na universidade – na área temática de construções rurais e ambiência aplicada à produção animal –, contribuindo para a transferência de conhecimentos e de tecnologias para o setor produtivo.

Os campi experimentais da Unesp – localizados em regiões carentes de pesquisa no território paulista – foram criados em 2003 por meio de uma ação conjunta da universidade, do governo do Estado de São Paulo e das prefeituras.

“Princípios de bem-estar animal e sua aplicação nas cadeias produtivas”, “Importância do projeto de construções rurais na produção animal industrial” e “Aspectos de manejo que afetam o bem-estar e a produção de poedeiras” serão alguns tópicos discutidos por especialistas no seminário.

Mais informações: www.tupa.unesp.br/scrapa

Fonte: Agência FAPESP

SESA E.S. lança a campanha "Atitudes Saudáveis

Fonte: SESA-E.S.

Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais - PFPMCG - têm prazos prorrogados

A FAPESP prorrogou os prazos das chamadas abertas do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), lançadas em 28 de agosto.

Propostas para a Chamada 1 – Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais serão recebidas pela Fundação até o dia 14 de novembro. A publicação dos resultados do processo de análise e seleção será feita até 20 de abril de 2009.

Nessa chamada podem ser apresentadas propostas aos três eixos fundamentais do tema de mudanças climáticas globais, como representados, por exemplo, na organização do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC): aumento da base científica; impactos, vulnerabilidade e adaptação; e mitigação das emissões de gases de efeito estufa.

Propostas para a Chamada 2 – Desenvolvimento de Modelo do Sistema Climático Global serão recebidas até o dia 23 de fevereiro de 2009. A publicação dos resultados do processo de análise e seleção será feita até 30 de junho.

Essa chamada objetiva identificar, selecionar e apoiar um projeto de pesquisa fundamental e aplicada de classe mundial em mudanças climáticas, cujo objetivo seja contribuir para o desenvolvimento de um modelo numérico brasileiro do sistema climático global para ser utilizado em estudos de mudanças climáticas globais e regionais.

Mais informações: http://www.fapesp.br/mcg

Fonte: Agência FAPESP

Rio Pipeline Conference recebe inscrições de trabalhos técnicos

A Gerência de Eventos do Instituto Brasileiro de Petróleo Gás, e Biocombustíveis (IBP), está recebendo inscrições de trabalhos técnicos para a Rio Pipeline Conference, que será realizada no Rio de Janeiro período de 22 a 24 de setembro de 2009.

Organizado a cada dois anos, o evento é um dos principais fóruns da indústria de dutos, e reúne profissionais e executivos do setor em busca de conhecimento das novas tecnologias e práticas de gestão na área. A programação da Conferência incluirá apresentações de painéis, palestras, sessões técnicas (oral/poster) e minicursos de temas relevantes para o setor.

As propostas encaminhadas deverão ser inéditas, sem o propósito de publicação anterior à Conferência e não deverão conter qualquer tipo de material comercial e/ou publicitário. Os interessados em submeter trabalhos técnicos devem seguir o cronograma, o temário proposto e as instruções disponíveis no site do evento. O idioma oficial do evento é o inglês.

TEMÁRIO
  • Automação, Sistemas Supervisórios e Medição
  • Bases de Distribuição, Terminais, Estações de Compressão e de Bombeamento
  • Corrosão
  • Dutos Submarinos
  • Gis e Mapeamento
  • Integridade Estrutural, Confiabilidade e Avaliação de Risco
  • Logística e Operação
  • Manutenção e Reabilitação
  • Meio Ambiente e Segurança Operacional
  • Minerodutos
  • Projeto, Construção, Montagem e Materiais
  • Responsabilidade Social
  • Técnicas de Inspeção
Sessões Técnicas (Oral)
São sessões para apresentações formais de trabalhos de natureza técnica ou econômica, de interesse geral a uma grande audiência.

Sessões Técnicas (Poster)
Estas sessões propiciarão um fórum informal para contato direto entre os autores e congressistas nos assuntos técnicos de enfoque específico. Poderão ser assuntos com temas científicos ou tópicos de tecnologia de ponta que são de grande interesse, porém voltados para um público distinto.

Formato das sinopses/textos finas: Sinopses escritas em inglês (500 palavras); texto final escrito em inglês (8 páginas); sessão oral: powerpoint escrito em inglês. No entanto, a apresentação oral poderá ser em português, sendo disponibilizada tradução simultânea para o inglês e vice versa.

Inscrição no evento:
Todos os autores que tiverem seus trabalhos aprovados para inclusão na programação final da Conferência Rio Pipeline, terão que efetuar suas inscrição, de acordo com a categoria "Autores", para terem acesso a programação e receber todo o material do evento. As sinopses deverão ser submetidas de acordo com o 'Sistema de Submissão de Sinopses' para a Rio Pipeline Conference 2009. Não serão aceitas as sinopses encaminhadas por quaisquer outros meios.

A feira ocorre em paralelo a Conferência, permitindo uma maior interação entre os congressistas, visitantes e representantes de empresas ligadas ao segmento de dutos. Disponibilizamos 3 opções de participação, uma delas deve atender o perfil da sua empresa.

Maiores informações pelo site.

Our current knowledge about the impacts of climate change and the challenge for adaptation

FAPESP organiza eventos sobre mudanças climáticas


A palestra “Our current knowledge about the impacts of climate change and the challenge for adaptation”, com Martin Parry, do Centro de Política Ambiental do Imperial College London, será realizada no dia 30 de outubro na sede da FAPESP, em São Paulo.

Parry foi co-presidente do Grupo 2 do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) no Quarto Relatório de Avaliação de 2007.

Na seqüência será realizada a palestra “Climate change and adaptation in Southern South America”, com Vicente Barros, professor do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade de Buenos Aires e co-presidente do Grupo 2 do IPCC no Quarto Relatório de Avaliação de 2008.

As palestras serão realizadas no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG). As vagas são limitadas. O evento começará às 15h e terá tradução simultânea.

Relatório Stern
Também no âmbito do PFPMCG, o workshop internacional “Avaliação do Relatório Stern”, com a presença de sir Nicholas Stern, primeiro titular da Cátedra IG Patel de Economia e Governo da London School of Economics and Political Science, será realizado no dia 3 de novembro na sede da FAPESP.

O economista inglês foi economista chefe e vice-presidente sênior do Banco Mundial. O Relatório Stern, publicado em outubro de 2006, descreve as mudanças climáticas globais como uma externalidade econômica e que a mitigação, ou o desenvolvimento de tecnologias que emitam menos carbono, é a alternativa mais adequada para enfrentrar o problema.

O evento, das 13h45 às 16h00, terá serviço de tradução simultânea e é organizado pela FAPESP e pela Embaixada Britânica em Brasília. Em seguida à palestra de Stern, será realizada uma mesa-redonda sobre o estudo Economia das Mudanças Climáticas no Brasil, com a participação de Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, Jacques Marcovitch, coordenador do estudo, José Goldemberg coordenador da Comissão Especial de Bioenergia do Estado de São Paulo, e Carlos Nobre, coordenador do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais.

Mais informações sobre os eventos: (11) 3838-4216.

Fonte: Agência FAPESP

Barreira do Inferno lança com sucesso o foguete Improved Orion

Bom lançamento
O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) lançou com sucesso, na segunda-feira (27/10), o foguete Improved Orion.

Segundo a Agência Espacial Brasileira, o lançamento fez parte da Operação Parelhas, que teve o objetivo de treinar todas as estações do CLBI e da Unidade Móvel de Lançamento de Foguetes do Centro Espacial Alemão.

Trata-se de um foguete de treinamento, com 5,7 metros, de um estágio, não guiado e lançado a partir de trilho. Consiste de um propulsor de 419 quilos que usa combustível sólido e atinge a velocidade de 4.700 km/h, quatro vezes a velocidade do som.

O foguete tem espaço para levar cerca de 80 quilos de experimentos científicos ou tecnológicos. Desta vez, foi ocupado por equipamentos e instrumentos alemães, voltados para o registro da trajetória durante a realização do vôo.

O foguete teve uma fase de decolagem de 5 segundos e outra tipo cruzeiro, com 21 segundos, totalizando 26 segundos de fase propulsada. Atingiu entre 95 e 105 quilômetros de altitude antes de cair no mar, a cerca de 70 quilômetros da costa.

Mais informações: http://www.clbi.cta.br/

Fonte: Agência FAPESP

16º Congresso Mundial da Sociedade Internacional de Toxinologia e 10º Congresso da Sociedade Brasileira de Toxinologia

“Biodiversidade em toxinas: ferramentas para a pesquisa biológica e o desenvolvimento de drogas” é o tema do 16º Congresso Mundial da Sociedade Internacional de Toxinologia e do 10º Congresso da Sociedade Brasileira de Toxinologia, que serão realizados simultaneamente no Cabo de Santo Agostinho (PE), entre os dias 15 e 20 de março de 2009.

A programação prevê conferências, simpósios e palestras. Segundo os organizadores, o objetivo é abordar avanços científicos na área e a transferência de conhecimento e as novas tecnologias, além de fazer uma avaliação do papel da toxinologia no contexto da pesquisa científica mundial.

O evento será aberto com a palestra Protein structural biology by NMR in solution – Application with polypeptides toxins, com Kurt Wüthrich, do Instituto de Pesquisa Scripps, ganhador do Nobel de Química de 2002.

“Toxinologia e acidentes com animais peçonhentos”, “Um futuro fascinante na pesquisa sobre veneno de serpentes”, “Ações terapêuticas do veneno de aranhas” e “Toxinologia e recursos humanos para pesquisa” serão alguns dos temas abordados por pesquisadores brasileiros e estrangeiros.

Mais informações: www.istsbtx2009.com.br

Fonte: Agência FAPESP