quinta-feira, 23 de outubro de 2008

UFRN abre concurso para professores

No próximo mês de dezembro, o Departamento de Química da Universidade Federal do Rio Grande do Norte realizará concurso para contratação de sete professores, cuja distribuição por área e perfis dos candidatos é a seguinte:


  • Área / Vagas / Perfil dos candidatos
  • Educação em Química / 02 / Graduação em Química ou Química Industrial e doutorado em Química, Educação, Ciências, ou História e Filosofia das Ciências.
  • Físico-Química / 01 / Graduação em Química ou Química Industrial e doutorado em Química.
  • Química Inorgânica / 01 / Graduação em Química ou Química Industrial e doutorado em Química.
  • Química Orgânica / 02/ Graduação em Química ou Química Industrial e doutorado em Química.
  • Química do Petróleo / 01/ Graduação em Química ou Química Industrial e doutorado em Química ou Ciências e Engenharia do Petróleo.
Estes professores atuarão principalmente na Licenciatura de Química, Bacharelados de Química e Química do Petróleo, no Mestrado e no Doutorado de Química. Além disso, deverão se integrar aos grupos de pesquisa já existentes no Departamento, podendo enriquecê-los com a inclusão de novas linhas de pesquisa sob sua orientação.

Para essas atividades, o Departamento dispõe de laboratórios bem estruturados, contando com equipamentos para microscopia eletrônica, fluorescência e difração de raios X, cromatografia líquida e gasosa, termoanálise (DSC, DTA, TGA e TMA), ressonância nuclear magnética, espectroscopia por emissão de plasma (ICP-OES), espectrometria de massa (ICP-MS), espectroscopias de absorção atômica, de infravermelho, de visível e ultravioleta, e eletroanálise, além de outros equipamentos de uso rotineiro em laboratórios de química.

Nos próximos 2 anos o Departamento disporá de novos blocos de laboratórios (dois já em construção) e equipamentos, tornando as condições de trabalho ainda melhores para seus professores e estudantes.

As inscrições para os concursos se realizarão no período de 08/10 a 07/11/2008.
Informações mais detalhadas podem ser vistas na chamada sobre concursos, Edital 31/08, no endereço eletrônico prh.ufrn.br, na Secretaria do Departamento de Química da UFRN ou pelos telefones 84 3211-9224 ou 84 3215-3823.

Fonte: Chefia do Departamento de Química da UFRN

Biota Fapesp discute cooperação com BioTa África

Programas Biota unem África e Brasil
O uso não sustentável da terra e as mudanças climáticas são considerados dois dos principais fatores responsáveis pelos grandes prejuízos verificados na biodiversidade mundial. No mais pobre e menos desenvolvido dos continentes os impactos tendem a ser ainda mais sentidos.

Para discutir os desafios de conciliar a conservação da biodiversidade na África com a necessidade imediata de melhorar as condições de vida da população, especialmente em áreas rurais, mais de 350 cientistas, representantes de organizações internacionais e de órgãos de governo e agricultores de 20 países africanos e da Alemanha se reuniram no Congresso Internacional de Biodiversidade na África, realizado de 29 de setembro a 3 de outubro na Cidade do Cabo, na África do Sul.

O Brasil esteve representado por Carlos Alfredo Joly, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), um dos criadores e ex-coordenador do programa Biota-FAPESP. Convidado pelos organizadores, foi um dos palestrantes no primeiro dia do congresso.

Joly conta que no evento foram apresentados resultados de projetos de pesquisa conduzidos em diversos países africanos no âmbito do programa BioTA África (onde BioTA é a sigla de Biodiversity Monitoring, Transect, Analysis).

O programa, apoiado financeiramente pelo Ministério da Educação e da Pesquisa da Alemanha (BMBF, na sigla em alemão), reúne mais de 400 pesquisadores de instituições africanas e alemãs que atuam em conjunto, em uma rede multidisciplinar e integrada, em atividades espalhadas pelo continente.

“Trata-se de uma iniciativa que tem produzido resultados excelentes. Fiquei muito impressionado com a qualidade dos trabalhos apresentados. São pesquisas de alto nível. O BioTA África envolve um esforço notável na formação de recursos humanos para o desenvolvimento de pesquisas científicas no continente”, disse Joly.

Antes de chegar à Cidade do Cabo, o pesquisador brasileiro viajou pelo interior da Namíbia, acompanhado pelo coordenador do BioTA África no país, Dave Joubert, do Departamento de Conservação da Natureza da Politécnica da Namíbia.

“Durante a viagem, paramos em diversas áreas de pesquisa do programa. São observatórios com 1 km² cada um, que ficam próximos a áreas de tamanhos equivalentes, exploradas economicamentes por agricultores locais. O objetivo é avaliar, por meio da comparação, o impacto da atividade econômica na biodiversidade local. Os observatórios auxiliam governos locais e proprietários a promover atividades menos impactantes à biodiversidade”, explicou.

Cada observatório está sob a responsabilidade de um representante da comunidade local que atua em nome do programa. “Eles são treinados por meio do Programa Paraecologistas, outra iniciativa do BioTA África. São jovens que recebem uma pequena ajuda financeira, uma espécie de bolsa, para acompanhar os impactos das atividades econômicas locais”, explicou.

No percurso, Joly teve contato com fazendeiros que apóiam a iniciativa do BioTA África, por saberem da importância de se conhecer melhor a diversidade biológica e os impactos que diferentes usos da terra podem promover. No congresso na África do Sul, uniões de fazendeiros estiveram representadas para participar dos debates.

O congresso também reuniu cientistas alemães responsáveis pela avaliação do BioTA África. O BMBF está analisando o apoio à quarta fase do programa, que teria início em 2009 por mais três anos.

Parcerias com o Brasil
Joly discutiu com coordenadores do BioTA África possibilidades de parceria do programa com o Biota-FAPESP e com pesquisadores brasileiros. “Há aspectos muito interessantes no programa africano que talvez possamos incorporar ao Biota-FAPESP, que em 2009 completa dez anos e está pronto para entrar em uma nova fase”, disse.

“Um deles é o uso de observatórios (ou parcelas) permanentes, que permitiria o acompanhamento de mudanças em longo prazo na biodiversidade. Isso já vem sendo feito em alguns projetos do Biota-FAPESP, mas precisaria ser ampliado. Outro aspecto interessante é o Programa Paraecologistas, que precisamos ver como seria possível institucionalizar por aqui, talvez por meio da adaptação do programa de bolsas de capacitação técnica”, explicou.

“De outro lado, eles ficaram muito bem impressionados com o nosso protocolo uniforme de coleta de dados e com o SinBiota [Sistema de Informação Ambiental do Programa Biota] , pois não contam com nada nesse sentido. Também gostaram muito de conhecer nossa experiência com o desenvolvimento de produtos que auxiliam o aperfeiçoamento de políticas públicas, como os mapas de Diretrizes para conservação e restauração da biodiversidade no estado de São Paulo, que reúnem as áreas prioritárias para conservação no estado e estão sendo utilizados pelas secretarias do Meio Ambiente e de Agricultura de São Paulo”, contou Joly.

O professor da Unicamp também se reuniu com representantes do Ministério do Meio Ambiente de Angola para a discussão de uma parceria a ser efetivada na quarta fase do BioTA África.

“A idéia é atuarmos juntos, Biota-FAPESP e BioTA África, possivelmente com a colaboração do Instituto Nacional da Biodiversidade da África do Sul (Sanbi), para a formação de recursos humanos para pesquisa em caracterização, conservação e uso sustentável da biodiversidade de Angola. O que poderia ser feito, por exemplo, por meio de uma parceria com a Universidade Agostinho Neto, a principal do país”, explicou.

Joly também iniciou conversas sobre a possibilidade de montar um projeto em colaboração com a Politécnica da Namíbia para trabalhar na área de ecofisiologia de plantas no país.

Fonte: Heitor Shimizu / Agência FAPESP

Prêmio Jovem Cientista divulga ganhadores

Os vencedores do 23º Prêmio Jovem Cientista, que teve o tema “Educação para reduzir as desigualdades sociais”, foram anunciados nesta quarta-feira (22/10), em coletiva realizada na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq), em Brasília.

Iniciativa do CNPq, do Grupo Gerdau e da Fundação Roberto Marinho, o prêmio recebeu nesta edição 1.748 inscrições, sendo que 485 na categoria Graduado, 293 em Estudante do Ensino Superior e 970 em Estudante do Ensino Médio.

Na categoria Estudante do Ensino Superior, o primeiro lugar ficou com Terezinha Cristina da Costa Rocha, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Pelo o trabalho “Dicionário temático da Língua Brasileira de Sinais: a criação de sinais específicos da filosofia”, Terezinha receberá R$ 10 mil.

No segundo lugar, com R$ 8,5 mil, ficou Uslan Junior de Sousa Mesquita, da Universidade Estadual do Maranhão, com o trabalho “Desemprego e baixo IDH no Maranhão: uma análise das políticas de inclusão de jovens nas periferias de São Luís”.

Mariana Gadoni Canaan, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), receberá R$ 7 mil pelo terceiro lugar, por “Rompendo a reprodução: o impacto da bolsa de iniciação científica nas trajetórias acadêmicas de alunos assistidos pelo programa de assistência estudantil da UFMG”. Diego Correa Alves, da Universidade Estadual de Maringá, receberá o Diploma de Reconhecimento.

Na categoria Graduado, a vencedora foi Sheila Regina dos Santos Pereira, da Universidade Federal da Bahia e do Instituto Cultural Steve Biko, com o trabalho intitulado “Oguntec: Uma experiência de ação afirmativa no fomento à educação científica através da educação”, pelo qual receberá R$ 20 mil.

Débora Duarte Macéa, da Universidade de São Paulo, ficou em segundo lugar, com o prêmio de R$ 15 mil, e Fernanda Santos, da UFMG, em terceiro, com R$ 10 mil.

Júlia Soares Parreiras, do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, foi a ganhadora na categoria Estudande do Ensino Médio, seguida por Priscila Oliveira Costa, da Escola Espedito Resende, de Teresina, e de Silas Basílio de Lima, da Escola Ayr Picanço Barbosa de Almeida, de São José dos Campos (SP). Os prêmios serão computadores e impressoras.

Na categoria Mérito Institucional, que premia com R$ 30 mil as instituições que inscreverem o maior número de pesquisas com mérito científico, as vencedoras foram a Universidade Federal de São Carlos, em Ensino Superior, e a Escola Estadual Dr. Carlos Albuquerque de Montes, em Ensino Médio.

Os professores ou pesquisadores que orientaram cada jovem cientista premiado receberam computadores. Os trabalhos vencedores do 23º Prêmio Jovem Cientista serão publicados em livro, para divulgação em centros de pesquisa, universidades e instituições públicas e privadas de todo o país.

A entrega da premiação costuma ser feita pelo presidente da República e reúne autoridades governamentais da área da ciência e tecnologia.

Mais informações: www.cnpq.br

Fonte: Agência FAPESP

9ª Jornada Internacional História das Idéias Lingüísticas

Com plenárias, mesas-redondas e lançamento de três livros, a 9ª Jornada Internacional História das Idéias Lingüísticas será realizada no dia 30 de outubro, em São Carlos (SP), e no dia seguinte, em Campinas (SP).

O evento será promovido pelo Departamento de Lingüística do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em parceria com a Unidade de Estudos Históricos, Políticos e Sociais da Linguagem, com o Departamento de Letras e com o Programa de Pós-Graduação em Lingüística da Universidade Federal de São Carlos.

A Jornada integra o projeto "O controle político da representação: uma história das idéias", realizado a partir de uma parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil (Cofecub).

A proposta é apoiar projetos conjuntos de pesquisa entre Instituições de Ensino Superior do Brasil e da França e estimular a formação e o aperfeiçoamento de doutorandos e docentes.

A primeira parte da jornada, realizada em São Carlos, consiste em três plenárias, uma mesa-redonda, uma conferência e o lançamento de livros e revista. A primeira plenária trata do tema "Cultura, linguagem e norma", com Sylvie Archaimbault, da Universidade de Paris 7.

A segunda plenária, coordenada pelo professor José Horta Nunes, da Universidade Estadual Paulista de São José do Rio Preto, aborda o tema "O vocabulário na língua brasílica e o controle da representação". A terceira, com o tema "A posição dos vocábulos nas gramáticas brasileiras do século 19", será coordenada por Luiz Francisco Dias, da Universidade Federal de Minas Gerais.

A mesa-redonda "Três momentos na história dos estudos lingüísticos no Brasil" terá como participantes Leonor Fávero (Universidade de São Paulo), Cláudia Pfeiffer (Unicamp) e Lauro Baldini (Universidade do Vale do Sapucaí). A conferência "Linguagem e humanidade: o arbitrário e a representação" será apresentada por Sylvain Auroux, do Centro Nacional da Pesquisa Científica (CNRS), da França.

Os livros A questão das origens das línguas, de Sylvain Auroux; História e sentido na linguagem, de Eduardo Guimarães, e Ensaio de semântica, de Michel Bréal, serão lançados durante o evento.

A programação da segunda parte da Jornada, que será realizada em Campinas, prevê o seminário ministrado por Sylvie Archaimbault, da Universidade de Paris 7, sobre o tema "Uma tradição lingüística nacional". O debate será conduzido pela professora Cláudia Pfeiffer, da Unicamp.

Mais informações: www.ufscar.br/~uehposol

Fonte: Agência FAPESP