segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Conferências analisam aspectos sociológicos da nanopesquisa

O Grupo de Estudos de Filosofia, Historia e Sociologia da Ciência e Tecnologia organiza no final de outubro e início de novembro uma série de conferências com os sociólogos Terry Shinn e Anne Marcovitch, pesquisadores da Foundation Maison des Sciences de l'Homme (FMSH), França.

Marcovitch tratará de aspectos ligados à pesquisa nanocientífica e nanotecnológica. Shinn abordará esse tema e a pós-modernidade. As conferências de Marcovitch serão em francês; as de Shinn, em inglês.

A programação da série é a seguinte:
  • 29 de outubro Intellectual and Social Organization of Nano Research
  • Terry Shinn
  • 31 de outubro La Nanoscience et les Sciences de la Vie
  • Anne Marcovitch
  • 4 de novembro Forme, Image et Instrumentation dans la Nanoscience et la Nanotechnologie
  • Anne Marcovitch
  • 6 de novembro Dis-Enchantment and Interpenetration:
  • Modernity, Postmodernity and Forms of Reflexivity
  • Terry Shinn
As conferências acontecem às 10h.

Em sua primeira conferência, Shinn tratará dos aspectos sociológicos da complexa heterogeneidade da nanopesquisa a partir das entrevistas que tem realizado com os ganhadores do Prêmio de Nanotecnologia Feynman, criado pelo Foresight Instituto em 1993. Na segunda, a partir da interpretação da pós-modernidade como um segundo episódio de "desencantamento" (sendo o primeiro o colapso da fé religiosa e da comunidade tradicional, de acordo com a análise de Max Weber sobre a modernidade), Shinn indicará o caminho para uma perspectiva alternativa pós-pós-moderna sobre o conceito de referentes interpenetrantes.

Segundo Marcovitch, a forma emergiu como uma consideração fundadora na nanociência e na nanotecnologia, tanto nas ciências físicas quanto nas ciências da vida. Na sua primeira conferência, ela discutirá as implicações epistemológicas fundadoras da forma nas ciências da vida e, mais especificamente, examinará seu papel em relação à fronteira entre entidades vivas e inanimadas. Em sua outra conferência, analisará a centralidade cognitiva e epistemológica da forma na nanociência e nanotecnologia. Sua hipótese é que a significância da forma está baseada na tríade instrumentação— materiais—imagens.

Shinn integra o Grupo de Estudo de Métodos de Análise Sociológica (Gemas) da FMSH e é co-diretor do Projeto Eurocold da Fundação Européia de Ciência. É doutor em história contemporânea e tem ministrado seminários sobre história e sociologia na Universidade de Paris I, IV e VII e na FMSH.

Marcovitch também integra o Gemas. É doutora em sociologia, com graduação em psicologia social. Já realizou pesquisas na Universidade de Nanterre-Paris X e na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (EHESS). Atuou como docente na Escola Politécnica de Paris, na Universidade de Aix-Marseille e em outras instituições francesas.

Serviço:
CONFERÊNCIAS DE SOCIOLOGIA DA C&T
Conferencistas: Terry Shinn e Anne Marcovitch (Foundation Maison de Sciences d'Homme, França)
Local: Auditório Alberto Carvalho da Silva, sede do IEA (mapa)
Via web: transmissão ao vivo em www.iea.usp.br/aovivo
Informações: com Cláudia Regina , telefone (11) 3091-1686

Fonte: IEA/ USP

Pesquisa da UFRJ aponta para diagnóstico precoce da hipertensão

A hipertensão atinge de 10% a 20% dos cariocas e faz vítimas principalmente entre a população negra. Atualmente, estima-se que 15% a 20% de adultos de todo o mundo sofram com a doença, já considerada a endemia do século. Para entender a relação entre a moléstia e um grave problema de ordem renal, começou, há mais de uma década, a pesquisa “Hipertensão arterial, nefropatias e câncer”, no Laboratório de Fisiologia Renal do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF) da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

"A hipertensão arterial e a insuficiência renal crônica constituem dois dos maiores problemas de saúde pública. A evolução de cada uma das doenças pode ser apresentada em uma via de duas mãos, uma podendo dar origem ao aparecimento da outra" explica Aníbal Gil Lopes, coordenador do estudo e chefe do laboratório, onde ele é realizado.

Segundo o pesquisador, a pressão arterial depende de dois parâmetros: a resistência vascular periférica e o volume do fluido extracelular. O primeiro deles depende da reatividade dos vasos, enquanto o segundo é determinado pelo balanço entre a ingestão e a excreção renal de sódio. Foram esses mecanismos renais envolvidos na excreção do mineral que despertaram a atenção do grupo de pesquisa para um transportador conhecido como segunda bomba de sódio.

Primeiros passos
O estudo da segunda bomba de sódio começou há quase 15 anos, com a participação de alunos de iniciação científica, pós-graduandos e com a colaboração do professor Celso Caruso Neves, ex-aluno de doutorado de Aníbal e hoje chefe de um dos Laboratórios do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho.

A pesquisa partiu da hipótese de que a segunda bomba, que ainda não possuía uma função conhecida, poderia estar relacionada à regulação do volume extracelular. “Entretanto, apenas com a evolução dos trabalhos obteve-se um conjunto de evidências de que esse transportador de sódio é finamente regulado por diferentes sistemas hormonais relacionados ao balanço corpóreo do mineral”, esclarece o chefe do laboratório.

Recentemente, através de modelo animal de rato espontaneamente hipertenso, foram obtidas evidências de que a atividade desse transportador está associada com a gênese e manutenção da hipertensão arterial. Para prosseguir com os experimentos, a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) precisa autorizar a utilização de sangue humano nos testes.

"No momento, estamos para iniciar uma fase de grande importância. Estamos preparando o pedido para a realização desses experimentos com sangue de seres humanos, a ser submetido para análise e aprovação pelo sistema CEP/Conep" informa o coordenador.

Conseqüências
Aníbal Lopes avalia o conhecimento dos mecanismos que determinam a origem da hipertensão arterial, analisados no estudo, como um grande benefício para a população, já que auxiliariam na prevenção e no conseqüente tratamento da doença.

"É possível que a medida da atividade desse transportador, que está presente também nas hemácias, possa servir como um marcador biológico com potencial para antecipação de diagnóstico e avaliação do desenvolvimento da doença. Se isso vier a ser confirmado, certamente originará um grande benefício à população pois, quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as possibilidades de tratamentos precoces, fundamentais para que os danos da doença sejam minimizados" garante o pesquisador.

Para ele, a pesquisa, sendo realizada dentro do ambiente universitário, representa também uma atividade especialmente importante para a formação de jovens cientistas. “Dentro do contexto deste projeto já foram defendidas várias teses de doutorado e dissertações de mestrado, além de um grande número de participações de alunos de iniciação científica. Assim, também, a UFRJ colabora para o aperfeiçoamento de profissionais de outras universidades, dando importante contribuição para aprimorar e fortalecer a complexa rede de transmissão e geração de conhecimentos na sociedade contemporânea”, conclui o cientista.

Fonte: Heryka Cilaberry / Olhar Vital

Mitchell Tseng : " A indústria precisa mudar de mentalidade, reavaliar prioridades e investir em cadeias de valor global"

Mudança de mentalidade
Para ter sucesso na economia globalizada, a indústria manufatureira precisará mudar de mentalidade, reavaliando prioridades e investindo em cadeias de valor global.

A proposta foi apresentada por Mitchell Tseng, diretor do Instituto de Manufatura Avançada da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, na última quinta-feira (16/10), em palestra no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo.

O conceito de cadeia de valor designa uma série de atividades relacionadas e desenvolvidas pelas empresas, que vão desde as relações com os fornecedores e ciclos de produção e venda até a distribuição para o consumidor final.

Conhecido por seus estudos sobre manufatura global e customização em massa, Tseng tem atuado tanto em instituições acadêmicas como o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) e a Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, como em consultoria para empresas como AT&T, Lucent Technologies, Motorola, Intel e Nokia.

De acordo com Tseng, o valor das manufaturas, atualmente, não está limitado ao ambiente das fábricas, mas ultrapassa limites geográficos e abordagens tradicionais. Para se reposicionar em uma perspectiva global, a indústria manufatureira precisará de uma nova avaliação de capacidades e recursos.

“A maior parte das empresas de manufatura, hoje, coloca mais ênfase nas operações. Mas para ser bem-sucedido na economia global será preciso uma visão mais ampla sobre sua própria atuação, partindo para uma otimização de todo o ciclo de produção, do ponto de vista da cadeia de valor global”, disse Tseng.

Ele propõe sete passos para favorecer a agregação de valor à indústria de manufaturas. O primeiro é a redução de custos extrafábrica – isto é, distribuição, logística, pós-venda e reciclagem. “Na manufatura globalizada precisamos olhar para o custo total. Não podemos ter uma visão restrita ao que ocorre dentro da fábrica”, afirmou.

O segundo passo é a elevação do alcance da indústria manufatureira para além da concepção e da fabricação, com o uso da engenharia para ligar mercado e vendas. O terceiro é a democratização, por meio do empoderamento da força de trabalho e aproveitamento da experiência, especialização e idéias dos membros da cadeia de abastecimento.

“O quarto passo é alavancar os ativos intangíveis, como marca, boa reputação e capacidade de ação em rede. Hoje, as manufatureiras ainda estão muito centradas em seus ativos físicos e na competitividade com base no tamanho da empresa”, afirmou.

Centrar as atenções no consumidor, utilizando tecnologia da informação e procedimentos de controle para melhorar o serviço, alcançando o máximo de personalização, é o quinto passo recomendado pelo especialista.

Em sexto vem a transparência: “É preciso prestar atenção na responsabilidade social, na qualidade, na preservação ambiental e na ética corporativa. O sétimo passo é adotar uma cadeia de abastecimento flexível, pois os meios tradicionais de controle e redução de custos podem não ser suficientes”, disse o membro da Academia Internacional de Engenharia de Produção e da Sociedade Norte-Americana de Engenharia Mecânica.

As sete recomendações apontadas por Tseng exigem, segundo ele, novos conjuntos de habilidades, que devem ser prioridade para o sistema de ensino. “A Universidade de Hong Kong está mostrando o caminho para isso, com o lançamento de um programa mundial de intercâmbio de conhecimentos de fabricação, em parceria com a Universidade Stanford, nos Estados Unidos”, contou.

Segundo ele, não faz sentido para as economias desenvolvidas querer competir com os baixos custos do trabalho no grande volume de produção de bens de baixo valor. “Blocos como a União Européia precisarão utilizar suas habilidades de engenharia e design para desenvolver versões mais sofisticadas dos produtos, além de empregar sua experiência de mercado para encontrar novos clientes para esses produtos”, disse.

Marcas líderes no setor de produtos de luxo são exemplos de como uma empresa pode atuar para se beneficiar de ativos como a excelência no design, segundo Tseng. “Na indústria de ferramentas elétricas, por exemplo, os fornecedores europeus têm aprendido a focar em áreas como pesquisa e desenvolvimento e engenharia de design, enquanto utilizam suas capacidades de centros manufatureiros de baixo custo para satisfazer a demanda”, apontou.

Cada entidade – país, região, empresa ou indivíduo – precisa encontrar sua própria força, que a diferencia claramente de outras, segundo Tseng. “Isso pode ser feito por especialização ou por integração da cadeia de valores, utilizando capacidades de atuação em rede para agregar valor.”

Manufatura oriental
O professor apresentou, durante a palestra promovida pelo IPT em parceria com a Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), uma perspectiva sobre as transformações ocorridas na manufatura oriental nas últimas duas décadas.

Em Hong Kong, segundo ele, a modernização da indústria aumentou o valor agregado, mas esse processo foi acompanhado de um declínio da criação de empregos. “Em 1980, o país tinha 900 mil empregados na indústria de manufaturas. Hoje, temos apenas 180 mil”, disse.

Já a China, embora apresente altas taxas de crescimento e um aumento anual de 22% na produção industrial, permanece com seu status de nação em desenvolvimento basicamente inalterado. “Com a imensa população e o território relativamente limitado, o país está consumindo energia e materiais em uma taxa muito alta. Dentro de 20 anos, terá que importar volumes consideráveis de bens para suprir suas necessidades internas”, afirmou.

O uso cada vez maior de energia para que a China aumente sua produção industrial tem resultado em níveis muito altos de poluição. Essa situação, segundo Tseng, já causa preocupação tanto no governo como na população.

“No atual plano qüinqüenal, o país já assume um compromisso de investir em pesquisa e desenvolvimento para a sustentabilidade. Os objetivos para 2010 incluem redução de 10% nas emissões de poluentes, de 20% no consumo de carvão e de 30% no uso de água, com pelo menos 70% tratada para reúso”, afirmou.

O plano chinês, de acordo com Tseng, também tem o objetivo de atualizar a capacidade tecnológica média da indústria e progredir em direção a uma inovação mais auto-suficiente. “Algumas empresas chinesas estão se interessando por propriedade intelectual e criando demanda para que o governo crie mecanismos de proteção”, disse.

Fábio de Castro / Agência FAPESP

Bióloga da UNICAMP identifica gene que causa proliferação de glóbulos vermelhos

Pesquisadora investiga mecanismos moleculares e genéticos que desencadeiam a doença policitemia vera


A bióloga Bárbara da Costa Reis Monte-Mór, do Hemocentro da Unicamp: “Quanto mais se detalha o processo que leva à doença, maiores as chances de intervenções sem efeitos colaterais” Fala-se comumente em “sangue-grosso” para fazer referência a um sintoma que afeta pessoas que apresentam, no sangue, quantidade de glóbulos vermelhos acima do normal.

A bióloga, investiga fatores responsáveis por essa doença, chamada policitemia vera. O objetivo mais amplo do seu estudo é descobrir mecanismos moleculares e genéticos envolvidos em um grupo de doenças chamadas mieloproliferativas, em que se inclui a policitemia vera, nas quais os pacientes apresentam na medula óssea, onde se forma o sangue, proliferação celular acima do observado em organismos sadios. Durante as pesquisas que levaram à sua tese de doutorado, orientada pelo professor Fernando Ferreira Costa, da Faculdade de Ciências Medicas (FCM) da Unicamp, ela identificou um gene relacionado à proliferação de glóbulos vermelhos.

No sangue são várias as linhagens de células que podem sofrer desenvolvimento anormal: as vermelhas, que transportam oxigênio; as brancas, que constituem o sistema imunológico; e as plaquetas, que participam do processo de coagulação. O desenvolvimento anormal de cada uma destas linhagens origina males diversos. Entre as doenças mieloproliferativas clássicas estão a policitemia vera, objeto do estudo, a trombocitemia essencial, a mielofibrose primária e a leucemia mieloide crônica.

Cada uma delas apresenta sintomas diferentes. Na policitemia vera, o aumento das células vermelhas leva a uma maior incidência de hemorragias e tromboses. Até recentemente se conhecia pouco dos mecanismos envolvidos nessa doença. Em 2005, um grupo francês e outros internacionais descobriram uma mutação genética associada às doenças mieloproliferativas. A descoberta foi possível quando se observou que cerca de 95% dos doentes com policitemia vera apresentavam uma mutação no gene JAK2 e esta alteração também estava presente em pacientes com trombocitemia essencial e mielofibrose primária.

Contudo, a descoberta levou a outra questão: como uma mesma mutação pode levar a várias doenças? Bárbara lembra que a descoberta e esse novo questionamento vieram quando ela estava no meio de suas pesquisas, que se propunham a comparar a expressão dos genes de pacientes com o de pessoas sadias.

Segundo a pesquisadora, o objetivo do seu doutorado era primeiramente descobrir fatores genéticos que poderiam estar envolvidos no estabelecimento ou no desenvolvimento da policitemia vera. “Quando se descobriu a mutação no JAK2, procurei, entre os genes que estava investigando, aqueles que poderiam estar relacionados com ela. Aí me detive no gene JUNB que, como já tinha observado, era mais ativo ou mais expresso em portadores da doença. Procurei verificar no laboratório se de fato a presença da mutação levava ao aumento de JUNB. Além disso, pelo que estudei, o gene JUNB está implicado em um dos sintomas da doença, que é a proliferação de células vermelhas”.

Nesse estudo ela trabalhou durante seis meses com o grupo francês que descobriu a mutação no JAK2. O trabalho feito em colaboração com esse grupo será publicado pela revista Leukemia.

Embora os estudos se situem no âmbito da pesquisa básica, Bárbara entende que eles permitem conhecer melhor os mecanismos que causam as doenças e, à medida que esse conhecimento se amplia, podem ajudar no seu diagnóstico e tratamento.A pesquisadora lembra que hoje as terapias são muito genéricas, pois ou se faz a sangria terapêutica, um recurso que remonta à Idade Média, ou se utilizam agentes citotóxicos, que não são específicos. O conhecimento pode conduzir a terapias que permitam o bloqueio no ponto em que a doença se inicia. Por isso, afirma a pesquisadora, “quanto mais se detalha o processo que leva à doença, maiores as chances de intervenções sem efeitos colaterais”.

Técnica é usada pela primeira vez
Ao entrar nos laboratórios do Hemocentro, em que se movimentam, em trabalho silencioso, jovens pesquisadores, a pergunta imediata é: o que os move? Bárbara responde por ela: “Sempre fui muito curiosa e me interessei em saber porque as coisas acontecem. Além desse espírito investigativo, sou persistente. Gosto de investigar a fundo e me interesso em conhecer o funcionamento do organismo humano.

Funciona tudo tão bem, mas o equilíbrio é quase um milagre, porque existem tantos detalhes que podem dar errado que é surpreendente que tudo dê certo. São regulagens muito finas, que podem falhar. Conhecendo-se como funcionam há a possibilidade de remediar. Acho isso muito interessante”.

Bárbara conclui lembrando que, no trabalho, pela primeira vez se usou a técnica SAGE (Serial Analysis of Gene Expression) para quantificar diferenças de expressão gênica entre indivíduos saudáveis e pacientes com policitemia vera. A observação de que o gene JUNB estava mais expresso em pacientes doentes também foi inovadora, bem como a revelação do papel desempenhado por ele na proliferação de células vermelhas.

Agora, que se prepara para um pós-doutorado no centro de pesquisa francês em que estagiou, a pesquisadora pretende estudar o papel do JUNB nas doenças envolvendo outras linhagens de células e em outras doenças correlatas, esclarecendo-lhes o mecanismo. ( Foto: Antoninho Perri)

Fonte: Carmo Gallo Netto / Jornal da Unicamp

A ficção científica e o ensino de ciências: o imaginário como formador do real e do racional

Science teaching and science fiction: imaginary in the organization of the real and the rational

Aprender ciência com ajuda da ficção

A ficção científica pode se tornar um elemento desencadeador da aprendizagem e organizador dos conceitos a serem explorados em uma atividade didática, principalmente no ensino de ciências. Essa é uma das principais conclusões de um estudo feito na Universidade Estadual de São Paulo (Unesp).

O estudo, publicado na revista Ciência & Educação, utilizou como estudo de caso o filme Parque dos Dinossauros (1993), de Steven Spielberg, para analisar os conceitos da biologia molecular.

De acordo com Aguinaldo Robinson de Souza, professor do Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência da Unesp, no campus em Bauru (SP), a introdução do filme possibilitou a oportunidade de reflexão crítica do papel das ciências na sociedade.

“A escolha do filme se justifica pelo fato de que, a todo instante, recebemos, dos meios de comunicação, as mais diversas informações sobre os avanços recentes na área de biologia molecular, sem percebermos como é escasso o entendimento da maioria dos conceitos apresentados”, disse o autor do artigo ao lado de Marcilene Cristina Gomes-Maluf, professora de química da Escola Agrotécnica Federal de Cáceres (MT).

Souza explica que a proposta do trabalho foi buscar no imaginário o processo de construção do pensamento científico, em uma relação entre o imaginário e o real. “A ficção científica se transforma em um instrumento metodológico, passa a ser o elemento que informa o conhecimento a ser explorado e, ao mesmo tempo, é o aparato que oferece as imagens de experiências a serem realizadas”, disse.

O trabalho foi aplicado em uma disciplina de biologia molecular em um curso de graduação em Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade do Estado de Mato Grosso, no campus universitário do Médio Araguaia. A turma, composta por 48 alunos, foi dividida em dois grupos. Um que havia assistido o filme e outro que não.

A inserção do filme se deu em dois momentos da disciplina. No início, para a turma A e, ao fim da disciplina, para a turma B. “Ao longo do trabalho, coletamos dados sobre o conhecimento dos pesquisados, ora na forma de mapas conceituais, ora na forma de formulários diagnósticos”, explicou.

O resultado indicou que a inserção do filme no fim do trabalho da disciplina gerou descrédito em relação ao conhecimento adquirido, “ocorrendo uma total mudança na organização de seus mapas conceituais e nas respostas de seus formulários”.

“Pode-se afirmar que a inserção de filme de ficção científica deve ser efetuada no início das atividades, pois ele serve como um aparato desencadeador da aprendizagem e organizador dos conceitos que serão explorados. A exibição após a exploração dos conceitos da disciplina acaba gerando uma insegurança em relação à validade teórica. É como se sua inserção ao término das atividades levantasse dúvidas sobre a validade dos conceitos aprendidos”, destacou Souza.

Segundo ele, a proposta, a partir do estudo da biologia molecular, era encontrar respostas para a principal questão colocada no filme: existe a possibilidade de reconstrução da vida de seres extintos, no caso dinossauros, a partir de fragmentos de DNA, ou seja, a ciência apresenta condições para que se afirme a possibilidade de recriar a vida?

Para o professor das Unesp, a ficção científica pode ser considerada como o ponto de partida para uma proposta metodológica no ensino de ciências. “Ao trabalhar entre esses dois universos, a ficção favorece o acesso a diferentes produções da ciência, dando oportunidades, com base em uma obra artística, do contato com as transformações que a ciência tem imprimido”, apontou.

O pesquisador conta que o trabalho prosseguirá com outras abordagens metodológicas e também outras aplicações em sala de aula como, por exemplo, incluir a interatividade por meio das tecnologias da informação e comunicação.

Os interessados em mais informações sobre ensino de ciências podem acessar o site do Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência: www2.fc.unesp.br/PosCiencia.

Para ler o artigo A ficção científica e o ensino de ciências: o imaginário como formador do real e do racional, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

2º Simpósio da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura - ABCiber

O 2º Simpósio da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (ABCiber) será realizado entre 10 e 13 de novembro na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

O objetivo do simpósio é discutir as relações entre tecnologias e redes digitais, cultura contemporânea e reorganização cotidiana do social, avaliando o estado atual da pesquisa desenvolvida no país nesse campo temático. O evento é organizado pelo Centro Interdisciplinar de Pesquisas em Comunicação e Cibercultura, do Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da PUC-SP.

Nos três primeiros dias, o simpósio terá sessões de trabalho acadêmicas e culturais seqüenciais, entre conferências, mesas-redondas e painéis temáticos. As mesas de conferência contemplam três pesquisadores convidados sob a mediação de participante com função facultativa de debatedor.

As mesas-redondas e os painéis temáticos contarão também com até três palestrantes, cujo artigo tenha sido selecionado pela comissão julgadora. A mediação será semelhante à das mesas de conferência. No último dia do evento haverá duas sessões de trabalho executivas e deliberativas, referentes à organização institucional e acadêmica da ABCiber.

Mais informações: www.cencib.org/simposioabciber

Fonte: Agência FAPESP

6º Encontro CEPAN

A perspectiva de inovações e tecnologias como forma de obter vantagens competitivas e lucros extras é verificada na prática e construída teoricamente há vários anos.

No entanto, as pressões sócio-ambientais associadas à realidade das mudanças climáticas têm modificado os pressupostos vigentes.

Não é mais somente a rentabilidade, os aspectos produtivos, a máxima eficiência técnica e econômica que devem orientar as práticas produtivas, é necessário concebê-las sob o enfoque do paradigma da sustentabilidade.

Sendo assim, inovações e tecnologias que contemplem aspectos da sustentabilidade também estão cada vez mais presentes na realidade do agronegócio brasileiro e precisam ser conhecidas.

Dias: 06 e 07 de novembro de 2008, no auditório da Farsul (Praça Prof. Saint Pastous, 125 - Rua Sarmento Leite).

Investimento: R$ 10,00 estudantes e R$ 20,00 profissionais

Inscrições: de 10/10/2008 a 05/11/2008

Formulário de inscrição: Clique aqui para fazer download do formulário

Veja a programação do encontro

Dia 06/11/2008 – Manhã (Quinta-feira)

Horário

Programa

08:30 - 09:00

Abertura - Pronunciamento Reitor e Diretor do Centro

09:00 - 10:00

Palestra 1: Novos temas de pesquisa e oportunidades de cooperação no Sétimo Programa Marco da União Européia - Dr. Guy Henry – CIRAD - INTA

10:00 - 10:15

Espaço para discussão (Coordenador – Prof. Eugenio Ávila Pedrozo)

10:15 - 10:30

Intervalo

10:30 - 11:30

Palestra 2: Agroenergia X Alimentos – Prof. Sebastian Senesi – Universidade de Buenos Aires

11:30 - 12:00

Espaço para discussão (Coordenador - Prof. Francisco José Kliemann Neto)

12:00 - 14:00

Intervalo para Almoço

Dia 06/11/2008 – Tarde

14:00 - 15:00

Palestra 3: Crédito de carbono – Dr. Ricardo Pretz (PTZ Bioenergy Ltda).

15:00 - 15:30

Espaço para discussão (Coordenador – Prof. Jaime Evaldo Fensterseifer)

15:30 - 16:00

Intervalo

16:00 - 18:00

Mini-curso – Informática no agronegócio – Dr. Paulo Roberto de Castro Villela – Universidade Federal de Juiz de Fora – MG
(Coordenador – Prof. Júlio Otávio Jardim Barcellos)

Dia 07/11/2008 – Manhã (Sexta-feira)

09:00 - 10:00

Palestra 4: Políticas públicas e uso de recursos hídricos. Dr. Marco José Melo Neves – Ministério do Meio Ambiente

10:00 - 10:15

Espaço para discussão (Coordenador – Prof. Cláudio Muller)

10:15 - 10:30

Intervalo

10:30 - 11:30

Palestra 5: Integração cooperativa – Cooperativa Central Gaúcha Ltda – Eng. Agrônomo, Esp. em Agronegócios - Caio Cezar Fernandes Vianna – Presidente da CCGL.

11:30 - 12:00

Espaço para discussão (Coordenador – Prof. Jean Philippe Revellion)

12:00 - 14:00

Intervalo para Almoço

Dia 07/11/2008 – Tarde

14:00 - 15:00

Palestra 6: Cosméticos e Sustentabilidade - Bacharel em Farmácia, Esp. em Gestão Empresarial - Patrícia Maria Klein (Laboterra Indústria e Comércio de Cosméticos Ltda).

15:00 - 15:30

Espaço para discussão (Coordenadora – Profa. Tania Nunes da Silva)

15:30 - 16:00

Intervalo

16:00 - 17:00

Palestra 7: Orgânicos e Certificações – Dra. Maria Inês Nogueira de Camargo Harris (Sócia-diretora do Instituto Harris Ltda)

17:00 - 17:30

Espaço para discussão (Coordenador - Prof. João Armando Dessimon Machado)

17:30 - 17:45

Encerramento e avaliação

Maiores informações na sercretaria do Cepan - 3308.3484 ou pelo site: www.ufrgs.br/cepan/

Fonte: Ana Padilha / UFP

Sebrae lança programa para atender pequena empresa avançada

Na último dia 9, o Sebrae comemorou 36 anos. O lançamento do 'Programa Sebrae para Empresas Avançadas' marcou a data em São Paulo no seminário 'Pequenas Empresas: Desafio do Crescimento', que reuniu um público de mais de 400 empresários.

Por meio de soluções que tratam de questões como inovação, gestão financeira e internacionalização, o Programa vem apoiar pequenas empresas que já se consolidaram no mercado e que pretendem continuar avançando no desenvolvimento dos seus negócios.

O presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, fez referência ao aniversário da Instituição e lembrou o apoio que ela dá aos pequenos negócios na produção de conhecimentos e na melhoria da atuação das empresas. "Percebemos que precisávamos consolidar um trabalho junto a empresas mais maduras. Elas precisam de novas ferramentas e metodologias para crescer e ficar mais fortes, tanto no mercado nacional quanto no externo", disse o presidente, que lembrou de instrumentos do Sebrae para promover a Revolução no Atendimento como os Portais do Sebrae Nacional e das unidades da Instituição nos estados e o call center do Sistema.

O diretor-técnico do Sebrae Nacional, Luiz Carlos Barboza, disse que a Instituição procura conhecer melhor e dividir em determinados segmentos a sua clientela, que vai desde pessoas que pensam em abrir um negócio, passando pelos que estão começando, até as empresas mais consolidadas. "Tínhamos que criar soluções para empresas com algum tempo de estrada, que necessitam de cuidados e capacitações diferenciadas para enfrentar as dores do crescimento", enfatizou o diretor.

Barboza destacou que as pequenas empresas precisam se preparar para o crescimento e para alcançar novos mercados. O diretor-técnico explicou que o Sebrae buscou para o novo programa soluções adotadas para grandes empresas, porém adaptadas ao formato e às necessidades das pequenas. Ele assinalou diversos aspectos do programa, como a promoção de encontros para intercâmbios entre empresários, a realização de diagnósticos e a implementação de indicadores para avaliar os resultados. Durante o lançamento, houve a exibição de um vídeo que apresentou as soluções do Programa aos empresários.

Formato inovador
Após o lançamento, Paulo Okamotto, Luiz Carlos Barboza, Michal Gartenkraut, presidente da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), entidade parceira do Sebrae, e Mirela Malvestiti, gerente de Capacitação Empresarial do Sebrae, deram uma entrevista coletiva para falar do Programa Sebrae para Empresas Avançadas.

Na coletiva, Okamotto ressaltou o papel do Programa para ajudar as empresas a estarem mais preparadas para fatos como o crescimento da economia brasileira e a globalização dos mercados. "Precisamos oferecer o que há de mais moderno em gestão às nossas empresas", afirmou o presidente do Sebrae.

Michal Gartenkraut disse que o sensível aumento na sobrevivência das pequenas empresas deixou evidente que elas precisavam de novos suportes.

A gerente Mirela Malvestiti destacou o formato inovador do Programa, que, ao invés de propor ensinar o empresário a gerir seu negócio, convida os participantes a se envolverem em um projeto de desenvolvimento dos seus empreendimentos. "O programa permite uma abordagem diferenciada ao cliente e com flexibilidade", explicou, lembrando que o Sebrae Empresas Avançadas cabe em diversos formatos e custos, que irão variar conforme a realidade de cada estado.

Durante a entrevista coletiva, Paulo Okamotto e Luiz Carlos Barboza responderam a perguntas sobre como a crise econômica internacional pode repercutir nos pequenos negócios.

Paulo Okamotto disse que, havendo graves desdobramentos, ocorreriam sim repercussões negativas para as micro e pequenas empresas, porém salientou que o Brasil se encontra mais bem posicionado no cenário econômico do que muitos países.

Segundo Okamotto, a crise poderá ser enfrentada caso as grandes economias promovam uma intervenção articulada para conter o problema. Já Luiz Carlos Barboza afirmou que após o surgimento dessa crise, virão questões positivas como a criação de instrumentos mais fortes para melhorar o controle e a gestão de riscos.

Durante a entrevista, Paulo Okamotto também falou sobre o Supersimples e a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. O presidente do Sebrae avaliou a Lei Geral como elemento que contribuiu para aliviar a carga tributária e desburocratizar a rotina das micro e pequenas empresas, além de facilitar a formalização e o surgimento de novas empresas.

Ele citou a importância do aperfeiçoamento da legislação por meio do Projeto de Lei Complementar 128/08, que cria a figura do Microempreendedor Individual (MEI), beneficiando empreendedores com receita bruta anual de até R$ 36 mil. O projeto já passou pela Câmara e aguarda votação no Senado.

Maiores informações acesse o site.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Finep lança chamada para pesquisas clínicas e avaliação de tecnologias em saúde

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançou chamada pública com recursos de até R$ 15 milhões para apoiar o desenvolvimento de pesquisas clínicas e avaliação de tecnologias em saúde.


Serão avaliadas a eficácia e segurança de procedimentos e medicamentos ligados ao tratamento da osteoporose, hipertensão, apnéia do sono, hanseníase, eventos cardiovasculares e tuberculose.

Podem se candidatar instituições já integrantes da Rede Nacional de Pesquisa Clínica em Hospitais de Ensino (RNPC) e hospitais vinculados a instituições de ensino.

Segundo a Finep, a RNPC está implantando uma infra-estrutura básica para o desenvolvimento das fases de ensaios clínicos de fármacos, procedimentos, equipamentos e dispositivos para diagnósticos por meio de apoio financeiro da Finep/CT-Saúde em parceria com o Ministério da Saúde.

Do total de recursos da chamada, R$ 5 milhões são oriundos do FNDCT/ CT-Saúde e R$ 10 milhões do FNS/Decit/MS–Fundo Nacional de Saúde, e 30% deverão ser aplicados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

A data final para envio eletrônico da proposta é 10 de novembro.

Mais informações: www.finep.gov.br

Modelagem da Geografia da Biodiversidade

MODELING THE GEOGRAPHY OF BIODIVERSITY

A modelagem computacional no estudo da distribuição geográfica de espécies

O biólogo Andrew Townsend Peterson, do Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Museu de História Natural da Universidade do Kansas, EUA, será o expositor do encontro "Modelagem da Geografia da Biodiversidade", que acontece no IEA no dia 23 de outubro, das 9h30 às 12h30.

Peterson é um dos expoentes mundiais em modelagem computacional de biodiversidade e fará duas exposições no encontro, que terá também uma apresentação sobre "Modelagem de Nicho Ecológico" com a equipe do projeto temático Fapesp openModeller, que reúne especialistas do Centro de Referência em Informação Ambiental (Cria), Escola Politécnica (EP) da USP e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O openModeller é uma ferramenta de modelagem que será usada em projeto sobre polinizadores apoiado pelo CNPq. Esse projeto conta com a participação do Grupo de Estudos de Serviços de Ecossistemas, criado recentemente no IEA e coordenado por Vera Lúcia Imperatriz Fonseca, do Instituto de Biociências (IB) da USP.

O evento terá coordenação de Vera Lúcia. Será em inglês e com a seguinte programação:
  • 9h30-9h45 Abertura
  • Vera Lúcia Imperatriz Fonseca (IEA e IB-USP), Antonio Mauro Saraiva (EP-USP) e Vanderlei Perez Canhos (Cria)
  • 9h45-10h30 Modeling the Geography of Biodiversity: Concept and Data Requirements
  • Andrew Townsend Peterson (Universidade do Kansas, EUA)
  • 10h30-10h45 Intervalo
  • 10h45-11h15 openModeller New Computational Tools for Ecological Niche Modeling
  • Equipe do openModeller
  • 11h15-11h45 Modeling the Geography of Biodiversity: Case Studies and Applications
  • Andrew Townsend Peterson (Universidade do Kansas, EUA)
  • 11h45-12h15 Debate
  • Andrew Townsend Peterson (Universidade do Kansas, EUA), Gilberto Camara (Inpe), Antonio Mauro Saraiva (EP-USP), Vanderlei Perez Canhos (Cria) e equipe openModeller
  • 12h15-12h30 Perguntas do público

CONSTRUÇÃO DE CENÁRIOS
Os dados primários de amostras biológicas presentes em coleções científicas e as informações taxonômicas (relativas à classificação dos espécimes) associadas a essas amostras são fundamentais para a construção de cenários do impacto da perda da biodiversidade decorrente da degradação ambiental e mudanças climáticas, segundo os integrantes do projeto openModeller e do grupo do IEA.

Os pesquisadores explicam que a definição de políticas e estratégias para a conservação e uso sustentável da biodiversidade depende da consolidação de uma infra-estrutura compartilhada de dados biológicos e do desenvolvimento de novas ferramentas computacionais para a integração, análise, síntese e visualização dinâmica dos dados.

Desenvolvimentos recentes associados à adoção de padrões e protocolos e a crescente integração entre sistemas de informação estão promovendo avanços na área de informática para biodiversidade: "Esses avanços estão abrindo novas perspectivas para a avaliação do impacto da perda de biodiversidade e a conseqüente adoção de medidas de adaptação e definição de políticas e estratégias nas áreas de saúde, agricultura e meio ambiente".

No Brasil, a rede speciesLink é um sistema de informação que permite a integração dinâmica de dados primários de espécimes armazenados em coleções biológicas distribuídas. Adota padrões e protocolos internacionalmente aceitos e técnicas de espelhamento de dados em nós regionais conectados pela internet. Disponibiliza ferramentas para a correção e visualização de dados e indicadores da evolução da rede.

Inicialmente implantada com o projeto do Biota/Fapesp, Instituto Virtual da Biodiversidade, a rede speciesLink vem sendo ampliada com o aporte de recursos de outras fontes de financiamento. No momento contém cerca de 2,8 milhões de registros de mais de 150 de coleções e subcoleções associadas à rede.

A análise de dados biológicos e ambientais, associada a cenários climáticos futuros, permite a modelagem de distribuição geográfica potencial de espécies. Estas análises requerem dados ambientais em escalas adequadas (mapas climáticos atuais e futuros), dados bióticos (registros de ocorrência e distribuição das espécies) e algoritmos para a modelagem da distribuição geográfica potencial atual e futura das espécies. "Muitos desses problemas estão sendo resolvidos com o desenvolvimento do ambiente computacional de modelagem openModeller".

Serviço
MODELING THE GEOGRAPHY OF BIODIVERSITY
Expositor: Andrew Townsend Peterson (Universidade do Kansas, EUA)
Data: 23 de outubro, 9h30
Local: Auditório Alberto Carvalho da Silva, sede do IEA (mapa)
Via web: transmissão ao vivo em www.iea.usp.br/aovivo
Informações: Inês Iwashita (), telefone (11) 3091-1685

Fonte: IEA / USP

25° Workshop Temático do Centro de Toxinologia Aplicada

O 25° Workshop Temático do Centro de Toxinologia Aplicada (CAT) ocorrerá no dia 23 de outubro, no auditório do Museu Biológico do Instituto Butantan, em São Paulo, com o tema central “Inovação em biotecnologia farmacêutica”. O CAT é um dos 11 Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da FAPESP.

O evento será aberto por José Fernando Perez, da Recepta Biopharma, que falará sobre “The challenges of biotech in Brazil: Recepta Biopharma’s case”.

O encontro reunirá palestrantes de diversas instituições de ensino e pesquisa do país, entre os quais João Batista Calixto, da Universidade Federal de Santa Catarina, que falará sobre “Research and innovation on medicines in Brazil”, e Ana Marisa Tavassi, do Instituto Butantan, que abordará “Challenges for developing pharmaceutical proteins”.

Outras palestras de destaque são “Generation of biopharmaceutical products at the cell and molecular therapy center”, com Mari Cleide Sogayar (Universidade de São Paulo), “Development of biopharmaceutical production technologies in Brazil”, com Spartaco Astolfi Filho (Universidade Federal do Amazonas) e “Biotechnology investments of Votorantim new business”, com Fernando Reinach (Votorantim Novos Negócios).

Mais informações: (11) 3726-1024.

Fonte: Agência FAPESP