quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Rio: Próximos 100 anos – o aquecimento global e a cidade

Melhor prevenir
O relatório de fevereiro de 2008 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) das Nações Unidas estima uma elevação do nível do mar entre 18 e 56 centímetros nos próximos cem anos.

Também destaca que essa projeção poderá ser ainda maior, dependendo da degradação dos mantos de gelo do leste da Antártica e da Groenlândia, resultado do aquecimento global e das mudanças climáticas.

O livro Rio: Próximos 100 anos – o aquecimento global e a cidade, organizado pelo Instituto de Urbanismo Pereira Passos (IPP) com base no relatório do IPCC, avalia que os impactos das variações do clima na cidade do Rio de Janeiro poderão ser desastrosos se desde já não forem feitas intervenções de mitigação e adaptação mais eficazes.

São projetados cenários futuros e apontadas as vulnerabilidades da cidade em face das mudanças climáticas: em relação à saúde da população carioca, por exemplo, casos de leptospirose e dengue poderão aumentar ainda mais. De acordo com as projeções, com o aquecimento global o Sudeste do Brasil terá dias mais quentes e o período de temperaturas mais elevadas será mais longo nesta região.

“Isso propicia uma maior reprodução do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue. Além disso, em dias mais quentes as pessoas deixam janelas abertas e se expõem mais, situações que favorecem o contato com o mosquito. Ou seja, a probabilidade de ocorrer epidemias em função dessas condições favoráveis é bem maior”, disse Diana Marinho, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A pesquisadora assina o capítulo do livro que trata da questão da saúde, juntamente com Ulisses Confalonieri, membro do IPCC e também pesquisador da ENSP.

Diana alerta para outro problema: embora o aquecimento gere chuvas espaçadas, essas são mais torrenciais. No caso da dengue, tanto as temperaturas mais altas como as chuvas ajudam na proliferação do mosquito vetor. Estudos recentes mostram que a taxa de incidência da dengue aumenta nos meses chuvosos. “A chuva propicia o acúmulo de água, necessária para a reprodução do mosquito”, destacou.

Chuvas torrenciais também fazem com que a probabilidade de ocorrer enchentes seja maior em áreas da cidade que já são críticas. Com isso, pode haver a proliferação do rato urbano, vetor da leptospirose. “A leptospirose precisa de enchentes, e como a região do Rio tem áreas de baixadas críticas, isso aumenta as chances de contato do homem com o agente infeccioso”, apontou Diana.

As ressacas nas praias cariocas também podem significar um problema para a saúde pública. “Com a ressaca, as águas de esgoto – que desembocam no mar – voltam, pois não têm como serem escoadas para o mar, devido à pressão. Se isso já ocorre hoje, imagine em um cenário de maior elevação da água”, disse.

A pesquisadora, no entanto, avisa que a equação “aquecimento global-surgimento de epidemias” não é tão simples. “Não estamos dizendo que essas epidemias ocorrerão somente em função do aquecimento. Se houver um excelente investimento no saneamento básico nas próximas décadas, se as pessoas saírem de áreas de risco e mudarem certos comportamentos e conceitos, essa ameaça não vai existir”, afirmou.

“Não há necessariamente uma relação direta entre o aquecimento global e o surgimento de epidemias. Epidemias acontecem em função da alteração ambiental, mas uma alteração na situação de saneamento pode evitá-las. Tudo vai depender das intervenções que serão feitas até lá”, disse.

Segundo Diana, não se pode fazer estimativas de crescimentos nas taxas dessas doenças. “As doenças são dinâmicas”, apontou. Mas se tudo continuar como está, destaca, nos próximos 20 anos o aquecimento global e as mudanças climáticas poderão trazer muito mais do que os 331 mil casos de dengue registrados no período de 1986 (ano em que a doença foi introduzida na cidade) a 2004.

Maré alta
Como o Instituto de Urbanismo Pereira Passos é um órgão vinculado à prefeitura do Rio de Janeiro, a intenção com a publicação do livro foi apresentar o primeiro estudo detalhado em cidades brasileiras dos impactos do aquecimento global, para orientar obras em andamento e internalizar os conhecimentos sobre o aquecimento global nos corpos técnicos da prefeitura.

“A idéia é produzir informação de maneira a tornar as futuras intervenções de mitigação – estações de medição do ar e meteorológicas, acompanhamento das encostas – mais inteligentes. O objetivo é disseminar o conhecimento entre os atores relevantes para minimizar os impactos”, explicou Sérgio Besserman Vianna, presidente do instituto.

Em relação à elevação do nível do mar, por exemplo, foram feitas projeções de três cenários – elevação de 40 centímetros, de 60 centímetros e de 1,5 metro. “Como nos momentos de tempestade com maré cheia podemos ter uma elevação maior, ao traçar esses cenários mapeamos adequadamente os pontos críticos – lugares que já inundam hoje – para intervenções mais imediatas”, disse.

Segundo o ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a paisagem da cidade não tende a sofrer alterações, mas se o mar subir muito, alterações podem ocorrer. O futuro também poderá trazer mudanças no regime das marés, o que pode atingir cartões-postais famosos, como a praia de Copacabana.

“Não podemos perder Copacabana, porque é um ativo econômico para a cidade”, disse Besserman. Mas se por um lado a famosa praia carioca poderá vir a sofrer com marés altas e ressacas mais freqüentes, o período mais longo de calor também traz benefícios. “Isso abre uma oportunidade turística no auge da temporada mundial”, observou.

Com as temperaturas mais quentes, os oceanos se aquecem lentamente e a água acaba tendo mais volume, provocando o derretimento das camadas glaciais. “A dúvida hoje em dia é se o derretimento é linear ou não. Se os indícios de que a degradação não é linear vierem a ser confirmados, os próximos cenários serão mais preocupantes”, disse.

O consenso científico atual é de que seria extremamente perigoso admitir aumento na temperatura do planeta superior à faixa entre 2ºC e 2,4º C. Para evitar aquecimento superior a essa temperatura, seria preciso reduzir, até 2050, o fluxo anual de emissões de gases de efeito estufa em mais de 50% em relação aos níveis registrados em 1990.

Mais informações sobre o livro: www.rio.rj.gov.br/ipp ou (21) 2555-8038/8072.

Fonte: Washington Castilhos / Agência FAPESP

Estudo revela que trabalho em restaurante causa forte estresse

Estudo com 347 estabelecimentos de Brasília revela tensão de funcionários e gestão deficiente

Todo mundo já vivenciou alguma história sobre mau atendimento em restaurantes. Seja um prato que veio diferente do solicitado, a comida do vizinho que chegou antes ou uma conta errada. De acordo com uma pesquisa realizada na Universidade de Brasília (UnB), tais acontecimentos não são resultado de distração ou má vontade dos funcionários. O problema é reflexo de um ambiente que tem forte impacto no custo humano e, conseqüentemente, gera estresse.

Por custo humano entende-se o esforço despendido para executar uma atividade em três esferas: física, afetiva e cognitiva. O último está ligado à inteligência. “Achávamos que o físico seria o mais alto dos três, mas os índices são bastante parecidos”, afirma a psicóloga Carla Sabrina Antloga, doutoranda no Programa de Pós-graduação em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações.

O estudo, realizado com 543 empregados em 347 restaurantes do Plano Piloto, em Brasília, mostrou que, numa escala de zero a cinco, o nível de custo humano dos trabalhadores está na faixa de 2 a 3,6, índice considerado crítico para os padrões vigentes.

DOENÇAS - O elevado Custo Humano no Trabalho tem como impactos diretos queda da produtividade, insatisfação e lucros menores do que seria possível alcançar. Os garçons, por exemplo, estão entre os que mais sofrem fisicamente com o trabalho que desempenham. Problemas de sono, doenças pulmonares e dores nas articulações foram citados com freqüência nas entrevistas.

Na esfera cognitiva, o problema é generalizado entre ajudantes e cozinheiros, mas tende a atingir principalmente os chefes de cozinha. “Eles gerenciam de 15 a 20 processos simultaneamente. Precisam se organizar para fazer a comida e garantir que todos os pratos de uma mesa sairão juntos.”

Já o lado emocional é pressionado pela cobrança de resultados, relacionamento com o patrão baseado no autoritarismo, falta de diálogo e de espaço para colocar idéias, bem como outros sentimentos que afloram no local de trabalho.

Dentre os donos que foram ouvidos, apenas 5% desenvolvem atividades efetivamente voltadas para a qualidade de vida no trabalho. Os 95% restantes enfocam atitudes que Carla chama de “práticas de fim de semana”, como futebol ou encontros de confraternização que, isolados, não melhoram a qualidade de vida.

DONOS – Segundo Carla, os trabalhadores não são os únicos prejudicados no setor de alimentação. Os donos também enfrentam suas dificuldades e, por não saberem lidar com elas, contribuem, indiretamente, para gerar um ambiente tenso. “Não é que o empresário seja vilão. Eles carecem de informações sobre recursos humanos e gestão de pessoas”, diz.

As falhas que impactam os donos têm origem em diferentes fatores. Entre eles, a falta de apoio de órgãos especializados para microempresários, que oferecem uma ótima assessoria com foco em marketing e produto, mas menosprezam os processos de qualidade e desenvolvimento de competência dos funcionários.

A negligência potencializa a desinformação com a qual os donos abrem seus negócios, muitas vezes baseados na idéia de que é fácil gerenciar um empreendimento no setor. Tanto que restaurantes e lanchonetes respondem pelo maior número de empresas abertas no setor de serviços.

PRESSÃO - Esse conceito surge ao se supor que o ato de cozinhar, por exemplo, é uma atividade sem grandes segredos, uma vez que as pessoas a exercem em suas casas. Além disso, não é necessário mão-de-obra com alta qualificação, fator que atrai contingentes de pessoas sem emprego e sem experiência na área.

Quando se deparam com os problemas, boa parte dos empresários, por não saberem onde erram, atacam o problema pelo lado errado. “Eles acham que o melhor a fazer é aumentar a pressão por resultados.” Carla diz que o intuito da pesquisa é justamente o de produzir conhecimento com bases científicas para ajudar tanto os empresários quanto os trabalhadores. “Não queremos achismo”, afirma a pesquisadora.

Cozinhas quentes e apertadas foram apenas algumas das dificuldades detectadas no estudo. A qualidade de vida dos funcionários também é comprometida por relações interpessoais tensas, sobrecarga de trabalho e excesso de esforço físico. Também é comum o desvio de função e a presença de pessoas doentes trabalhando.

PERFIL
Carla Sabrina Antloga é doutoranda em Ergonomia da Atividade pela Universidade de Brasília (UnB), mesma instituição na qual concluiu mestrado em Psicodinâmica do Trabalho e a graduação em Psicologia, contatos telefones 3340 7477, e-mail

Fonte: Fabiana Vasconcelos / UnB

DSA - Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais - do Inpe é certificada pela Organização Meteorológica Mundial como centro de excelência

Centro de excelência em meteorologia
A Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais (DSA), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi certificada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) como centro de excelência na América Latina para a formação e treinamento de especialistas para o uso de dados de satélites meteorológicos e ambientais.

No mês de agosto, durante o 15° Congresso Brasileiro de Meteorologia, a mesma divisão e o então pesquisador responsável pela área, Luiz Augusto Machado, haviam recebido o Prêmio Sampaio Ferraz, concedido em reconhecimento aos serviços e produtos gerados em benefício da comunidade de pesquisa meteorológica.

A DSA, uma das divisões do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), vem desenvolvendo nos últimos cinco anos um forte trabalho de pesquisa no desenvolvimento de novos produtos de previsão e de monitoramento meteorológico, hidrológico e ambiental, com uso de dados de satélites. Além do lançamento de novos produtos, que elevou o número de acessos à página da DSA, foi desenvolvido um banco de dados históricos que pode ser consultado em tempo real por meio da internet.

Outra área de destaque da DSA tem sido a cooperação com instituições internacionais de pesquisa – como Nasa (agência espacial) e Noaa (Administração Nacional do Oceano e Atmosfera), nos Estados Unidos, e CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica), na França –, e também com empresas do país, como Petrobras, Eletropaulo e Cargill.

O reconhecimento da capacidade técnico-científica fez com que o Inpe, por meio da DSA, assumisse um papel estratégico na América Latina dentro do Programa Geoss (Sistema Global de Observação da Terra). Dados meteorológicos e ambientais são disseminados por meio do programa na América do Sul.

Em outra linha de cooperação, há cerca de um ano, a DSA assumiu as operações de transferência e recepção de dados do satélite Goes-10, da Noaa, para a América do Sul. A partir de negociações com o Inpe, a Noaa colocou o satélite à disposição dos países sul-americanos para a cobertura do continente, atendendo às necessidades de observação meteorológica da região.

Em breve, dados de novos sensores meteorológicos, de melhor resolução, da Noaa, além de outros da série Metop, a bordo de satélites europeus e também do programa chinês, serão recebidos. Segundo o Inpe, o impacto dessa nova geração de sensores deverá ser percebido no monitoramento de queimadas e também no de eventos extremos, em especial no acompanhamento de chuvas severas.

Essa grande massa de dados proveniente dos satélites meteorológicos é fundamental também para a atividade de “assimilação de dados”, porta de entrada dos modelos que geram previsões de tempo e da qualidade do ar realizadas pelo CPTEC. “A DSA é única na América Latina com a função de alimentar os modelos de previsão com dados de satélites”, disse Maria Assunção Dias, coordenadora do CPTEC.

Mais informações: www.inpe.br

Fonte: Agência FAPESP

Día Mundial de la Alimentación:

FAO y gobiernos promuevan actividades en toda América Latina y el Caribe

El Día Mundial de la Alimentación se celebra hoy 16 de octubre en todo el mundo. En América Latina y el Caribe, las actividades programadas por las Representaciones de la FAO en los países en conjunto con los gobiernos nacionales buscan debatir el tema escogido para este año, “La Seguridad Alimentaria Mundial: los desafíos del Cambio Climático y la Bioenergía”. Para sensibilizar e involucrar a la ciudadanía en la lucha contra el hambre, y mostrar a las personas cómo tener una alimentación más saludable, valorizando el consumo de productos originarios e incentivando la producción propia, se llevarán a cabo una serie de actividades educativas, artísticas y deportivas.

“Durante el Día Mundial de la Alimentación se conmemora el día en que la FAO fue creada en 1946, con los objetivos centrales de apoyar a los gobiernos a promover el desarrollo agrícola y erradicar el hambre en el mundo. Aunque la promoción de la seguridad alimentaria sea una tarea cotidiana, esta fecha nos permite reflexionar sobre la necesidad de garantizar el derecho a la alimentación de todas las personas”, afirmó el Representante Regional de la FAO, José Graziano da Silva.

Actividades en los países
En países como Bolivia, Brasil, Chile, Cuba, Guatemala y Panamá, los actos centrales del Día Mundial de la Alimentación incluyen seminarios, conferencias y otros encuentros académicos para debatir el hambre y el tema central de este año. Conferencias y seminarios también son organizados antes y después del 16 de octubre en Costa Rica, Ecuador, El Salvador, Guatemala, México, y Perú, entre otros países.

En Costa Rica, el Día Mundial de la Alimentación también será celebrado el 16 con una vigilia simbólica en la Catedral de Cartago. En La Habana, Cuba, se llevará a cabo un concierto de gala del pianista Chucho Valdés, Embajador de la FAO, y en Guatemala, también habrá un concierto el 18 de octubre en Quetzaltenango.

En Bolivia, Costa Rica, Ecuador, Guatemala y Panamá, se organizaron ferias de alimentación y nutrición en el marco del Día Mundial de la Alimentación, para estimular el consumo de alimentos sanos y nutritivos.

Carreras y caminatas contra el hambre también se desarrollaron en diversos países de la Región, entre ellos Barbados (11 de octubre), Chile (12 de octubre), Cuba (12 de octubre) y Guatemala 16 de octubre).

Primer Recetario Internacional Chefs contra el Hambre
En Santiago, Chile, se llevará a cabo el lanzamiento del Primer Recetario Internacional Chefs contra el Hambre, con recetas saludables que pueden ser preparadas a partir de la papa, por ocasión del Año Internacional de la Papa. El libro, fruto del trabajo realizado por la Iniciativa América Latina y Caribe Sin Hambre y publicado por el Fondo de Cultura Económica, estará disponible en librerías de toda la Región, EE.UU y España.

Buenas Prácticas en Colombia
Durante el acto central del Día Mundial de la Alimentación en Colombia, será firmado en Medellín un acuerdo entre la FAO y el Gobierno de Antioquia para extender hasta 2011 el proyecto Buenas Prácticas Agrícolas y Seguridad Alimentaria para el sector Rural en Antioquia FAO-MANÁ que se ha venido ejecutando desde el 2005. El objetivo es elevar de 21 a 66 el número de municipios beneficiados por el proyecto y atender a por lo menos 30 mil familias vulnerables a través de la puesta en marcha del programa Huertas para Todos.

Este resumen de las actividades del Día Mundial de la Alimentación planificadas en América Latina y el Caribe no es un listado exhaustivo.

Más información:Día Mundial de la Alimentación – Actividad por países: www.rlc.fao.org/es/dma/dma2008/paises.htm

Fuente : FAO

Patologia Aviária

Patologias aviárias reunidas
O livro Patologia Aviária, que acaba de ser lançado, reúne artigos de 50 pesquisadores de diversos países sobre doenças que afetam as aves e seus agentes causadores, bem como os aspectos mais importantes para diagnóstico, prevenção e controle.

Organizada por Antonio Piantino Ferreira, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade de São Paulo (USP), e pela pós-doutoranda Liliana Revolledo, a obra de 510 páginas está dividida em dez partes, cada uma composta por diversos capítulos.

No primeiro capítulo da primeira parte, o argentino Emilio Gimeno, presidente da Organização Mundial de Saúde Animal de 1985 a 1988, descreve as doenças aviárias mais relevantes na América Latina, como a salmonelose, que compreende mais de 2,5 mil sorotipos, e as promovidas por mixovírus, como a doença de Newcastle, difundida em todos os países da região com exceção do Chile.

A segunda parte é dedicada às doenças aviárias e à saúde pública. Simone de Carvalho Balian, da FMVZ-USP, descreve a importância da campilobacteriose. Na doença, reconhecida pela saúde pública em 1970, as aves atuam como reservatórios tanto para a infecção humana como de outras espécies animais.

“O estabelecimento de programas profiláticos como biosseguridade e vacinação, junto a um diagnóstico exato e precoce, é o ponto-chave para a obtenção de aves saudáveis e produtos avícolas seguros. Por isso, esforços têm sido realizados a fim de proporcionar conhecimento e informação para a prevenção e o diagnóstico das doenças das aves”, destacou Mohamed Hafez, presidente da Associação Mundial de Veterinária em Aves, no prefácio do livro.

Hafez contribuiu também com três capítulos: “Anemia infecciosa das aves”, “Doenças respiratórias em perus”, “Doenças entéricas em perus” e “Reticuloendoteliose”. Esse último, sobre o vírus que infecta galinhas, perus, patos, gansos e codornas, foi escrito junto com Rüdiger Hauck, do Instituto de Doenças das Aves da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha.

“Procuramos organizar o livro de forma que as informações fossem apresentadas de forma singular, com leitura rápida e objetiva, sem perder o conteúdo técnico que a área exige”, disse Ferreira.

O organizador destaca os capítulos sobre doenças que atingem especificamente criações de avestruzes e perus. “A criação industrial de perus é uma atividade econômica importante para o Brasil e os assuntos técnicos referentes ao estudo das patologias que acometem a espécie merecem ser mais bem explorados”, afirmou.

Mais informações: www.manole.com.br

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

1º Fórum de Energia, Meio Ambiente e Comunicação Social

O 1º Fórum de Energia, Meio Ambiente e Comunicação Social será realizado na sede da Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, entre os dias 20 e 23 de outubro. O evento, que será aberto pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, reunirá cientistas, ambientalistas, representantes empresariais, jornalistas e professores de comunicação social.

O fórum é realizado pela Universidade Fernando Pessoa (UFP), do Porto, em Portugal, e pela Faculdade Cásper Líbero, de São Paulo, dentro das atividades do Seminário Permanente Portugal-Brasil.

Além do painel científico, que abordará assuntos como geração de energia e seus impactos ambientais, mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável, o fórum terá uma atividade voltada para a formação e o aperfeiçoamento dos profissionais de comunicação.

A atividade de formação, coordenada pela professora Cremilda Medina, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), utilizará a abordagem dos especialistas em energia e meio ambiente como matéria-prima para discutir o papel da mídia nessa área.

O painel técnico-científico, voltado para estudantes de comunicação, profissionais de imprensa e membros da sociedade civil será organizado em torno do eixo temático “Energia e Meio Ambiente – desafios e perspectivas no século 21”. Manuel Lemos de Sousa, da UFP, José Goldemberg, da USP, e José Carlos de Miranda Farias, da Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE-MME) estão entre os conferencistas.

O seminário pedagógico de comunicação social, voltado para jornalistas e estudantes de comunicação em nível de pós-graduação, discutirá temas como “Desafios do jornalismo - visão de mundo, tecnologias e limites da herança positivista”, “Laboratório epistemológico – a complexidade na prática profissional” e “Da divulgação da ciência à comunicação social”.

Mais informações: www.megabrasil.com.br/IForum/default.asp

Fonte: Agência FAPESP

Aquamare cria processo de dessalinização

A empresa brasileira Aquamare criou um processo que transforma água do mar em água potável. Com a marca H2Ocean, o produto está sendo exportado para os Estados Unidos, onde foi homologado pela Food and Drug Administration (FDA), agência responsável por atestar a qualidade de alimentos e remédios. Aqui, a Aquamare ainda não conseguiu um sinal verde da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa). O processo de filtragem e purificação da água usa nanotecnologia.

Segundo Rolando Viviani Jr., gerente de marketing da Aquamare, a dessalinização não é prevista pelas normas brasileiras. Assim, é permitido que se produza a água, mas não que se envase. A Aquamare está traduzindo uma norma internacional para apresentar à Anvisa, para que a agência possa avaliar o seu produto. A empresa criou o processo de dessalinização há cerca de quatro anos - começou a trabalhar nele há 10 anos, com investimento de cerca de US$ 2,5 milhões.

A H2Ocean começou a ser vendida nos Estados Unidos, principalmente na Flórida, há dois meses. Segundo Viviani, já foram enviados alguns contêineres com a água para o país, produzidos na fábrica em Bertioga (SP). Ele diz que a burocracia fez com que o Brasil deixasse de ser uma prioridade para a empresa. Viviani calcula que, no País, o copo de 310 mililitros da H2Ocean poderia ter um preço de R$ 1,80 a R$ 2,50 na prateleira. (Estadão - Blog do Renato Cruz)

Seminário Nacional População em Situação de Rua: Perspectivas e Políticas Públicas

O Seminário Nacional População em Situação de Rua: Perspectivas e Políticas Públicas será realizado no dia 14 de novembro pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Carlos (SP). As inscrições, gratuitas, podem ser realizadas até o dia 12 de novembro.

O objetivo do evento é formar um espaço que congregue diversos segmentos da sociedade para a troca de experiências sociais e de reflexões acadêmicas, visando à promoção de um olhar voltado ao fortalecimento da cidadania da população em situação de rua.

O seminário incluirá palestras, mesas-redondas, relatos de experiências e pôsteres. Os trabalhos poderão ser enviados até o dia 22 de outubro e a divulgação dos selecionados ocorrerá no dia 27 de outubro.

A programação prevê as palestras "Pessoas em situação de rua: da intolerância à inclusão social" e "Avanços e retrocessos das políticas para a população em situação de rua". Além disso serão realizadas mesas-redondas sobre os temas "População em situação de rua: vida social e relações com o espaço público" e "Experiências de gestão municipal".

Mais informações: www.senaposirua.ufscar.br

Fonte: Agência FAPESP