quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Bolsas para pós-graduação na Alemanha em políticas públicas e boa governança

O DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico) está recebendo candidaturas até 31 de outubro de 2008 para seu novo programa de bolsas de pós-graduação master em política públicas e boa governança (PPGG).

O programa tem como público-alvo graduados e profissionais das áreas de ciências políticas, jurídicas e econômicas, bem como de administração. Para candidatar-se, os interessados não podem ter concluído a graduação há mais de seis anos.

Os cursos terão duração de dois anos em uma instituição de ensino superior alemã e terão foco em uma das seguintes áreas: políticas públicas, boa governança, relações internacionais, gestão pública, administração, sociedade civil. Em carta de motivação, o candidato deverá informar qual a área ou o curso de seu interesse.

Caberá ao DAAD, entretanto, definir os cursos para os quais irão os bolsistas.

Para os cursos ministrados em inglês, serão exigidos bons conhecimentos de inglês.

Para aqueles em alemão, terão prioridade aqueles que já tiverem ao menos conhecimentos básicos de alemão em nível A2. Todos receberão bolsa para curso de alemão na Alemanha de quatro ou seis meses, antes do início da pós-graduação. Os cursos de alemão de seis meses começarão em abril de 2009.

As bolsas estão fixadas em 750 euros mensais, mais seguro-saúde e auxílio para viagem, bem como outros eventuais subsídios, conforme cada caso.
Os candidatos não podem estar residindo na Alemanha há mais de um ano.
Para melhor orientação, os interessados devem ler e seguir o edital em inglês em rio.daad.de/download/PPGG%202008%20Ausschreibung%20Eng.pdf . Pedidos de esclarecimento devem ser encaminhados, em alemão ou inglês, diretamente ao DAAD em Bonn, pelo e-mail .

O DAAD é a maior organização de intercâmbio acadêmico e científico do mundo, com orçamento de 280 milhões de euros e cerca de 56 mil fomentados (alemães e estrangeiros) anualmente.

Fonte: DAAD

Empresa de São Carlos lança equipamento de uso laboratorial para obtenção de óxidos nanométricos de alta pureza

Múltiplas aplicações
Um novo equipamento de uso laboratorial para a obtenção de óxidos de alta pureza em escala nanométrica acaba de ser lançado pela Nanox Tecnologia, empresa com sede em São Carlos (SP) especialista no desenvolvimento de materiais inteligentes por meio da síntese de óxidos e metais nanoestruturados.

A invenção, batizada de Nanox Hidrocell, vinha sendo desenvolvida desde 2002 pela empresa, que conta com apoio do programa Pesquisa Inovativa na Pequena e Micro Empresa (PIPE) da FAPESP, em parceria com pesquisadores do Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da Fundação.

Segundo Daniel Tamassia Minozzi, diretor de Operações da Nanox Tecnologia, os óxidos são uma importante classe química de minerais que compreendem um número enorme de compostos e têm uma ampla diversidade de aplicação.

“Os óxidos nanométricos são todos os óxidos que se inserem dentro da escala de medida de 1 a 100 nanômetros. Sua importância na área científica está no estudo de novas propriedades que não poderiam ser observadas em materiais com tamanhos maiores do que a escala nanométrica”, disse.

Os óxidos nanométricos, explica ele, apresentam uma vasta aplicação industrial, servindo, por exemplo, como matéria-prima para a produção de tintas e materiais cerâmicos, ou para a elaboração de compostos para microeletrônica e catalisadores.

Os materiais de alta pureza gerados pelo equipamento também podem auxiliar na produção industrial de biocombustíveis e de polímeros, além de contribuir para a obtenção de materiais como sílicas utilizadas para o encapsulamento de fármacos.

“Na fabricação de polímeros, os óxidos nanométricos podem ser aplicados para obtenção de propriedades de resistências estruturais às radiações ultravioleta, por exemplo, sem alterar as propriedades do material”, explicou.

Para chegar a esses óxidos, o Nanox Hidrocell reúne dispositivos para o controle das variáveis do processo de obtenção de nanopartículas. Assim, diferentes simulações podem ser realizadas para que os pesquisadores encontrem os resultados mais satisfatórios em seus trabalhos.

“O equipamento é um reator microcontrolado que oferece versatilidade para a preparação de diversos tipos de compostos nanoestruturados que exijam algum controle de processo para sua obtenção”, disse Minozzi, que tem graduação em química pela Universidade Federal de São Carlos e mestrado em ciência e tecnologia de materiais pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho.

Síntese hidrotérmica
A obtenção dos óxidos de alta pureza ocorre no equipamento pelo processo de síntese hidrotérmica. “Esse processo se caracteriza pelo controle das condições de contorno, que são as variáveis de temperatura e pressão. Devido a esse controle, os materiais sintetizados apresentam elevada pureza e alta reprodutibilidade”, disse Minozzi.

Um dos principais diferenciais da tecnologia, segundo o pesquisador, está no formato do equipamento, cujo tamanho é reduzido, próprio para uso laboratorial, permitindo fazer vários ensaios com uma quantidade menor de reagentes químicos.

“O equipamento controla as principais variáveis do processo de obtenção dos óxidos nanométricos. Até hoje não conhecíamos um reator nacional formatado para pesquisa e desenvolvimento com os mesmos conceitos do Nanox Hidrocell”, disse Minozzi. O equipamento conta ainda com dispositivos de segurança como sistemas de alarme de temperatura e pressão.

Além de estar dentro das normas técnicas específicas para reatores industriais, o produto conta com um sistema de coleta de dados em que o pesquisador pode acompanhar pelo computador o processo de obtenção dos óxidos e exportar os dados gerados para outros programas de gráficos e tabelas a fim de, por exemplo, escrever artigos e relatórios com base nos resultados.

Segundo Minozzi, a idéia da concepção do produto, desenvolvido em aço inoxidável, surgiu pela necessidade interna da Nanox Tecnologia em atender a uma demanda crescente de pesquisa e desenvolvimento dos materiais nanométricos.

“Até então, equipamentos com esse nível de sofisticação eram importados e não chegavam ao Brasil com um custo adequado para os laboratórios. Além disso, os pesquisadores tinham uma série de desconfortos em relação à manutenção e peças”, afirmou.

Criada em janeiro de 2005, a Nanox Tecnologia é uma empresa de nanotecnologia que produz e desenvolve soluções em materiais inteligentes com propriedades especiais e funções inovadoras.

Desenvolvedora da tecnologia de proteção antimicrobiana Nanox Clean e do anticorrosivo Nanox Barrier, a empresa possui uma equipe multidisciplinar e parceiros em importantes centros de pesquisa nacionais e internacionais, tendo recebido o prêmio Inovação Tecnológica da Finep em 2007, na categoria Pequena Empresa.

Mais informações: www.nanox.com.br

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

População e políticas sociais no Brasil: os desafios da transição demográfica e das migrações internacionais

Perfil demográfico varia conforme região e renda; concentração de jovens pode levar a mais desigualdade se não atrair políticas públicas, aponta estudo

“População e políticas sociais no Brasil: os desafios da transição demográfica e das migrações internacionais” é o título da mais recente publicação do CGEE, em parceria com o extinto Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE), atual Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE). O estudo iniciou-se em 2006 e analisa as principais mudanças demográficas em curso no país, os movimentos migratórios e a situação das migrações internacionais contemporâneas, com o fim de subsidiar políticas públicas brasileiras. O tema esteve entre os dez mais indicados pelos atores sociais consultados durante a elaboração do Plano Brasil 3 Tempos, que buscou organizar as perspectivas de longo prazo do desenvolvimento brasileiro.

Transição demográfica, expressão que aparece no título do estudo, é o nome dado pelos demógrafos à transformação que um país atravessa quando caem expressivamente suas taxas de natalidade e mortalidade. Ao longo da história, os países realizam a transição demográfica, e a etapa em que se encontram no processo tem relação com seu grau de desenvolvimento. Países pobres, como Somália e Haiti, mantêm altas taxas de natalidade e pequena queda na taxa de mortalidade, o que causa expressivo aumento populacional. Países em desenvolvimento, como Índia e Honduras, apresentam taxas de natalidade um pouco menores e mortalidade em redução, o que ainda caracteriza uma população relativamente crescente. Países da União Européia já realizaram a transição demográfica e apresentam taxas pequenas de natalidade e de mortalidade, o que se traduz em um crescimento populacional inexpressivo. Em alguns deles, como Itália e Alemanha, as taxas de crescimento da população são negativas: morrem mais pessoas que nascem.

Os autores do estudo são do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar/UFMG) e do Núcleo de Estudos de População da Universidade Estadual de Campinas (Nepo/Unicamp). A mestre em Sociologia e doutora em Ciências Sociais pela Unicamp, Rosana Baeninger, e o doutor em Demografia e pós-graduado em Filosofia pela UFMG, Fausto Brito, coordenaram o trabalho dos pesquisadores. Do lado do CGEE, o diretor responsável pelo estudo foi Antonio Carlos Galvão.

Transição demográfica e políticas
O documento oferece um diagnóstico da atual conjuntura nacional e traça as dimensões futuras dos processos demográficos e a diversidade migratória da América Latina. Foi dividido em duas partes: a primeira apresenta a transição demográfica e as políticas sociais no país; as possibilidades e os desafios para a economia e a sociedade; a transição no contexto dos desequilíbrios regionais; o crescimento demográfico; as mudanças e a transição da estrutura etária brasileira.

De acordo com o texto, o Brasil terá crescimento populacional em torno de zero daqui a 40 ou 50 anos. Para os demógrafos, a transição demográfica brasileira ocorre de maneira acelerada e desigual – estados e regiões encontram-se em diferentes momentos - e suas conseqüências são percebidas com mais intensidade no número de idosos, na redução do tamanho das famílias, em uma maior diversificação dos arranjos sociais dentro delas e no aumento da longevidade. Seremos 13 milhões de idosos em 2010 e 49 milhões em 2050. Assim, a população de idosos em 2050 será 3,7 maior que a do ano 2000. A tendência da população jovem, de cinco a 19 anos, é de decrescer somente depois de 2020, quando chegará ao seu tamanho máximo, 53,5 milhões de pessoas.

O estudo constata que a população jovem se concentra entre os mais pobres: 67% dos jovens pertencem a famílias com menos de um salário mínimo de renda familiar per capita, segundo o censo de 2000. O estudo aponta que, se não desenvolver políticas que permitam a mobilidade social desses jovens pobres, o “Brasil reproduzirá, em proporção crescente, a pobreza”. E ainda recomenda que os “20 milhões de jovens pobres devem constituir, prioritariamente, a população meta das políticas públicas. Caso isso não aconteça, o declínio desigual da fecundidade poderá levar, paradoxalmente, a uma maior desigualdade”. Ou seja, apesar do número de nascimentos diminuir no futuro, os jovens pobres de hoje poderão se tornar adultos pobres e não elevar o seu padrão social.

A razão de dependência de pessoas inativas (idosos e jovens abaixo dos 15 anos), somada ao contingente de desocupados - que também são dependentes dos ocupados -- pode chegar à proporção de 161%, segundo o censo de 2000: para cada 100 pessoas ocupadas, haveria 161 desocupadas no Brasil. Segundo a publicação, a razão de dependência satisfatória estaria próxima de 50%, cifra que o Brasil poderia atingir entre o ano 2000 e 2040. A dependência varia de acordo com a classe social. As famílias mais ricas abrem uma diferença de cerca de 50 dependentes a menos que as famílias mais pobres, para cada 100 pessoas ativas.

Migrações
A segunda parte da publicação relata a situação das migrações internacionais: fluxos de brasileiros para os Estados Unidos; de brasileiros descendentes de japoneses que migram para o Japão; as migrações para outros países da América Latina e deles para o Brasil, com enfoque especial na relação entre Brasil, Paraguai e Bolívia; o panorama dos refugiados e as remessas de dinheiro do exterior. Segundo a publicação, as políticas sociais a serem desenvolvidas no campo das migrações devem contemplar o migrante no local de destino e origem, além da governabilidade delas. “É na governabilidade que o tema deve ser aprofundado, para que se contemple de maneira adequada a dimensão institucional e as possíveis “brechas” que poderão possibilitar a diminuição das penosas condições dos emigrantes brasileiros”, aponta o documento. Em geral, o fluxo de emigrantes brasileiros e de imigrantes no Brasil é cada vez mais volumoso.

Os fluxos migratórios de brasileiros para outros países da América Latina se baseiam nas transformações da economia mundial, enquanto para a Europa se baseiam em características associadas aos processos históricos e culturais de formação da sociedade brasileira. O estudo aponta, por exemplo, que os países europeus que mais recebem brasileiros são Portugal, Itália, Inglaterra e Espanha, e o perfil é do migrante com nível médio e superior de escolaridade, incluindo trabalhadores qualificados. O estudo ainda prevê que, apesar da rígida política de controle à imigração da União Européia, o fluxo de imigrantes brasileiros para o continente provavelmente aumentará até 2022, principalmente rumo à Espanha. Já com relação à América Latina, o país que recebe mais brasileiros é o Paraguai, desde os anos 1970, quando houve uma evasão de população para esse país. Recentemente houve um aumento de saída de população para a Venezuela e Guiana Francesa. Em contrapartida, o Brasil recebe por ano aproximadamente 25 mil imigrantes latino-americanos, essencialmente vindos da Bolívia, Chile, Argentina, Peru e Uruguai, sendo cerca de 1.200 refugiados da Colômbia, Cuba e Venezuela.

A publicação está disponível para download gratuito (clique aqui para acessar).

Fonte CGEE

Estudo analisa como o horário eleitoral gratuito influencia a eleição

Interrompemos nossa leitura para um aviso importante: pesquisa recente feita pelo Datafolha revela que 45% dos eleitores não têm nenhum interesse em assistir na TV ao Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE) e 38% dos espectadores afirmam que o horário eleitoral não terá nenhuma importância na hora de definir o seu voto para prefeito.

Ao mesmo tempo, o programa custará aos cofres públicos cerca de R$ 242 milhões, valor que a Receita Federal deixará de arrecadar em razão da isenção fiscal concedida às emissoras de rádio e TV para transmitir propaganda partidária, que não é paga nem pelos candidatos, nem pelos partidos políticos.

Nos últimos sete anos a perda de arrecadação chegou a quase R$ 2,1 bilhões. O HGPE entra nas casas dos eleitores no horário mais nobre do dia, na hora do descanso, na hora da família e, é claro, antes da novela, obrigando os espectadores a esperar 30 minutos, recheados de promessas de campanha e muitos “vote em mim”, antes de ver as mais recentes maldades da vilã Flora.

Num país em que 90% dos domicílios (segundo a Media Dados) possuem televisão, meio que é o principal canal de informação para a grande maioria dos brasileiros, essa meia hora de interrupção do lazer cotidiano com a propaganda política não seria um “sacrifício” demasiado e inútil?

“A análise das pesquisas de intenção de voto correlacionada com o horário político mostra que os programas possuem um alto nível de efetividade, ainda que contrarie o senso comum de que eles têm baixa audiência e reduzido impacto político. A campanha eleitoral de fato só começa a se definir após a entrada do horário”, afirma Fernando Antônio Azevedo, coordenador do programa de pós-graduação em ciência política da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e diretor da Associação Brasileira em Comunicação Política.

“Em quase todas as capitais brasileiras temos exemplos de candidatos que estavam atrás na corrida eleitoral antes do HGPE e que passaram a liderar as pesquisas, ou cresceram expressivamente, após ter sua visibilidade aumentada na mídia eletrônica, via programas políticos, via veiculação de suas peças publicitárias”, observa.

Afinal, segundo o pesquisador, o candidato entra “virtualmente” na casa de cada eleitor e mesmo que o eleitor não veja todos os programas ou que a propaganda não seja uma experiência prazerosa como uma novela, nos seus 45 dias de veiculação, nota, “em algum momento o eleitor estará exposto ao horário e pesquisas do Ibope revelam que o HGPE atinge audiências em torno de 30% a 40%, o que é um número altamente expressivo e desmente a suposta rejeição do eleitor”.

Clique aqui para ler o texto completo na edição 152 de Pesquisa FAPESP.

Fonte:Carlos Haag / Revista Pesquisa FAPESP

Tecnologia desenvolvida na UnB faz imagem detalhada da cabeça

Aparelho 3D pode identificar criminosos - Tecnologia desenvolvida na UnB faz imagem detalhada da cabeça.Também pode ser usado em cirurgias plásticas e museus


Um equipamento desenvolvido pelo estudante de mestrado da Universidade de Brasília (UnB) Gerardo Antonio Idrobo Pizo pode ajudar a polícia a identificar mais facilmente criminosos que se submetem a cirurgias plásticas para não serem reconhecidos.

O aparelho, um scanner 3D, faz uma imagem completa em três dimensões não só da face, mas de toda a cabeça. Assim, reproduz com perfeição e em cores todas a suas características, como volume das bochechas e do nariz, além de dimensionar a área total do rosto.

Pizo afirma que um delinqüente pode até mudar algumas de suas feições com o auxílio da medicina. Porém, há pontos no rosto impossíveis de serem alterados, como a distância entre os olhos. Por uma comparação baseada nessas referências, há como saber se as imagens analisadas pertencem à mesma pessoa.

“A digitalização em 3D oferece muito mais informações que um 2D [caso de fotografias]. É muito mais difícil burlar um sistema 3D porque a mudança de um parâmetro implica a alteração de vários outros”, explica.

PLÁSTICAS
Da mesma forma que auxilia a polícia, o sistema atua como ferramenta para outras atividades que envolvem as feições do rosto. Cirurgiões plásticos, por exemplo, podem simular o resultado de uma intervenção. “O médico pode ‘operar’ o rosto virtual e mostrar como vai ficar”, diz. Esta possibilidade existe porque é possível manipular a imagem gerada no computador.

Segundo o engenheiro, o instrumento também pode ser usado para criar museus virtuais de peças arqueológicas, como crânios. Bastaria mapear o objeto original e disponibilizar a infra-estrutura para reprodução dessa imagem num local apropriado. Outra hipótese, também no âmbito histórico, é reconstituir o crânio ou o esqueleto de civilizações antigas com o auxílio do software e de peritos.

FUNCIONAMENTO
A obtenção da imagem passa por um método simples e rápido, que leva aproximadamente 40 segundos. O indivíduo ou objeto se posiciona em um local para ser mapeado pela aparelhagem, constituída apenas de um feixe de laser comum, motor e uma câmera digital apoiados sobre uma estrutura que gira 360º, além de um sistema que leva os dados ao computador.

A luz se deforma ao atingir a superfície estudada. Essas alterações são captadas pela máquina fotográfica e, de lá, levadas para um microcomputador, onde são processadas em um programa também criado pelo engenheiro. Em termos físicos, a estrutura custa cerca de R$ 3 mil. O segredo está na forma de aproveitar essa infra-estrutura.

Pizo vem aperfeiçoando o tratamento matemático das informações, no mestrado em Sistemas Mecatrônicos na UnB, para refinar o processo e, assim, conseguir mais detalhes nas imagens. Ao término da pesquisa, o equipamento pode chegar ao valor de US$ 150 mil, preço médio pelo qual são comercializadas tecnologias semelhantes.

PERFIL
Gerardo Antonio Idrobo Pizo é colombiano, mestrando em Sistemas Mecatrônicos pela Universidade de Brasília (UnB). Graduou-se em Engenharia Física pela Universidad del Cauca (Colômbia). Contatos pelo e-mail .

Fonte: Fabiana Vasconcelos / UnB (Ilustração Marcelo Jatobá/UnB Agência)

Creating value in manufacturing for a flatter world.

Nova visão sobre manufaturas
Mitchell Tseng, diretor do Instituto de Manufatura Avançada da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, apresentará no dia 16 de outubro a palestra Creating value in manufacturing for a flatter world. O evento ocorrerá às 14 horas no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo.

De acordo com Tseng, o valor das manufaturas atualmente vai além das fábricas, ultrapassa limites geográficos e abordagens tradicionais, exigindo uma nova avaliação de capacidades e recursos para reposicionar a indústria manufatureira sob uma perspectiva global.

Tseng já colaborou com instituições como o Instituto de Tecnologia de Massachussets e a Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, foi consultor de empresas como a AT&T, Lucent Technologies, Motorola, Honeywell, Intel e Nokia, entre outras. É membro da Academia Internacional de Engenharia de Produção e da Sociedade Norte-Americana de Engenheiros Mecânicos. É também vice-presidente das International Mass Customization and Personalization Conferences.

A realização desta palestra foi viabilizada por meio de parceria entre o IPT e a Universidade de São Paulo. A mesa do evento contará com a presença da pró-reitora de Pesquisa da USP, Mayana Zatz, e do diretor-presidente do IPT, João Fernando Gomes de Oliveira.

Mais informações: (11) 3767-4176.

Fonte: Agência FAPESP

Prêmio de Educação Ambiental Amigos do Mar : Escolas de Mogi das Cruzes e Leme recebem equipe do projeto TAMAR

As duas escolas vencedoras da Quinta Edição do Prêmio de Educação Ambiental Amigos do Mar, referente a 2008, receberão em novembro a equipe do Projeto Tamar. Durante a presença da equipe do Tamar acontecerá a premiação das escolas de Mogi das Cruzes (SP) e Leme (SP), vencedoras do concurso nacional promovido pelo Instituto Arcor Brasil, em parceria com o Projeto Tamar. O Projeto Tamar é uma parceria do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e Fundação Pró-Tamar, com o patrocínio da Petrobrás.

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Prof. Alcides Kammer Andrade, de Leme (SP), obteve o primeiro lugar na categoria B, referente às 3ª e 4ª séries do ensino fundamental (4º e 5º anos). A visita do Projeto Tamar à escola acontece entre os dias 13 e 14 de novembro (quinta e sexta-feira), e a premiação será no dia 14, a partir das 10 horas.

Já a Escola Municipal Profa.Ana Maria Barbosa Garcia, de Mogi das Cruzes (SP) ganhou o primeiro lugar do Prêmio de Educação Ambiental Amigos do Mar na categoria A, referente às 1ª e 2 séries (2º e 3º anos), e a visita da equipe do Tamar acontece entre os dias 18 e 19 de novembro.

A premiação em Mogi das Cruzes acontece no dia 19 de novembro, a partir das 10 horas, no Centro de Formação Pedagógica (CENFORPE), à rua Antenor Leite da Cunha, 55
Vila Nova Mogi. A abertura será feita com música pelas crianças da Escola Municipal de Educação Especial Profª Jovita Franco Arouche (EMESP), e outras escolas de Mogi das Cruzes e região serão convidadas para se apresentar e participar do evento. No saguão do auditório do CENFORPE será montada exposição com projetos de educação ambiental de várias escolas.

O objetivo da visita do Projeto Tamar nas escolas vencedoras do Prêmio Amigos do Mar é o desenvolvimento de atividades de educação ambiental com os alunos, corpo docente, pais e convidados. Com isso o evento se transforma em espaço multiplicador de valores em relação à educação ambiental. Todas as escolas finalistas do Prêmio de Educação Ambiental Amigos do Mar estão recebendo certificados de adoção simbólica de uma tartaruga marinha emitido pelo Tamar e camisetas do Amigos do Mar.

Os estados de São Paulo, Ceará, Bahia, Minas Gerais e Pernambuco lideraram as inscrições de escolas participantes da Quinta Edição do Prêmio de Educação Ambiental Amigos do Mar. No total, 1065 escolas foram inscritas na Quinta Edição.
O tema do Prêmio é “Nossas águas sempre limpas”, como uma forma de estimular a reflexão entre alunos do ensino fundamental sobre a importância de preservação dos recursos hídricos, principalmente das águas e da vida marinha.

Foram credenciadas a participar do Prêmio neste ano 8.351 escolas municipais de 11 Estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais e os nove da Região Nordeste. Pela ordem, os estados com maior número de escolas inscritas foram São Paulo (331 escolas inscritas), Ceará (228), Bahia (178), Minas Gerais (132) e Pernambuco (77), seguidos de Maranhão (31), Paraíba (25), Rio Grande do Norte (22), Sergipe (17) e Alagoas e Piauí, com 12 escolas inscritas cada.

O Prêmio de Educação Ambiental Amigos do Mar é um concurso de desenho entre escolas municipais de ensino fundamental. Em duplas, os alunos foram estimulados a fazer um desenho livre sobre o tema “Nossas águas sempre limpas”, com base no que aprenderam em aulas temáticas. Essas aulas são oferecidas no guia de educação ambiental “Nossas Águas Sempre Limpas”, à disposição de qualquer escola brasileira pelo site http://www.amigosdomarnaescola.com.br em versão eletrônica para download. A escola elegeu os melhores desenhos entre seus alunos e os enviou para a comissão julgadora, composta por artistas, arte-educadores e biólogos.

As escolas finalistas da Quinta Edição, vencedoras entre o 1º e 5º lugares em suas categorias, foram: Categoria A – 1º lugar - Escola Municipal Profa.Ana Maria Barbosa Garcia, de Mogi das Cruzes (SP); 2º - EMEF. Profa. Maria Gonçalves Mourão, Leme (SP); 3º - EM Profa. Lydia Sanfelice, São José do Rio Preto (SP); 4º - EM Prof.João Gabriel de Santana, São Sebastião (SP); 5º - EMEF Madre Maria da Glória, Ubatuba (SP). Categoria B – 1o lugar - EMEF Prof. Alcides Kammer Andrade, Leme (SP); 2º - EM Profa. Lydia Sanfelice, São José do Rio Preto (SP); 3º - EMEF Madre Maria da Glória, Ubatuba (SP); 4º - EM Profa. Lucinda Araújo Pereira Giampietro, Birigui (SP); 5º - EM do Curral Novo, Jequié (BA).

Mais informações:www.institutoarcor.org.br

Fonte: Instituto ARCOR

Em outubro de 1906 nascia a filósofa Hannah Arendt

Em 14 de outubro de 1906, nascia em Hannover a grande filósofa alemã. A partir da condição de judia e sobrevivente do Holocausto, ela reflete sobre a banalidade do mal e a necessidade de ousar e se expor na vida pública.

Hannah Arendt foi uma das maiores pensadoras do século 20. Suas argutas análises políticas lhe valeram distinções como o Prêmio Lessing de 1959 ou o Sonning de 1975, conferido pela Universidade de Copenhague por mérito em prol da cultura européia.

Ela nasceu em Hannover em 14 de outubro de 1906 e foi estudar filosofia em Marburg, onde foi aluna de Martin Heidegger. Em breve, a estudante de talento extraordinário e o filósofo de fama mundial iniciaram um caso de amor.

A judia e o nazista
Seu romance com Heidegger fez manchetes e até hoje fornece material para estudos biográficos. Os dois contam como um dos mais famosos casais de intelectuais, ao lado de Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir.

Porém o mestre era casado, fato que fez a jovem decidir se mudar para Heidelberg, onde completou seu doutorado em 1928, sob a assistência da Karl Jaspers. Entretanto, a ascensão de Hitler ao poder na Alemanha alterou radicalmente a vida da filósofa de origem judaica.

"Na época repetia sem cessar uma frase que evoco agora: 'Se você é atacado como judeu, é preciso se defender como judeu'. Não como alemão, ou cidadão do mundo ou em nome dos direitos humanos, ou algo assim. Mas sim, bem concretamente: o que eu posso fazer?", declarou durante uma entrevista à televisão, em outubro de 1964.

Quando Martin Heidegger se tornou o primeiro reitor nacional-socialista da Universidade de Freiburg, Hannah Arendt se afastou da filosofia para engajar-se na resistência antinazista. Em meados de 1933, foi presa pela Gestapo, porém conseguiu escapar.

Profissão: teoria política
Pouco mais tarde, Arendt fugiu para Paris. Lá conheceu seu futuro marido, o também filósofo Heinrich Blücher, com quem emigraria para os Estados Unidos em 1941. Em Nova York, inicia-se sua verdadeira carreira: ela escreve para revistas, trabalha como revisora, professora universitária e em diversas organizações judaicas.

Em 1951, publicou seu revolucionário estudo Origens do totalitarismo. Seguem-se outros escritos, entre os quais Vita activa, uma teoria da atividade política. Em Sobre a revolução, ela examina as reviravoltas políticas radicais.

Certa vez, Arendt classificou sua profissão como "teoria política, se é que se pode falar em profissão". Seus livros a colocaram na capa de revistas importantes, aclamada como uma das grandes filósofas do século.

Riso polêmico
Em 1963, publicou Eichmann em Jerusalém, sobre o processo contra o criminoso nazista. Aqui Hannah Arendt cunha a famosa expressão "a banalidade do mal". O livro desencadeou uma longa e acirrada controvérsia.

Entre outros argumentos, a filósofa foi acusada de, com sua teoria da banalidade, minimizar os crimes dos nazistas e o sofrimento dos judeus. Em resposta, Arendt disse, de certa maneira, compreender a reação indignada ao fato de ela ainda poder rir.

"Mas eu realmente achava que Eichmann era um palhaço. Li, e com muita atenção, seu interrogatório policial, 3.600 páginas. E não sei quantas vezes tive que rir, mas com vontade! As pessoas levam a mal essa minha reação."

Eichmann e os terroristas do século 21: uma conexão?
O tema não a deixou mais em paz. Em 1965, fez uma palestra intitulada Sobre o mal, somente publicada em 2006, ano de seu centenário. O tema é o mal, diante do qual as palavras falham e o raciocínio fracassa.

Segundo Arendt, a origem dessa forma do mal está na própria recusa de pensar e julgar. Desta, resulta uma incapacidade de – na qualidade de agressor potencial – se ver no papel da vítima. Assim, Adolf Eichmann jamais levou em conta o destino dos judeus, cujo transporte e morte nos campos de extermínio ele organizara.

Da mesma forma, os terroristas suicidas não pensam nas vítimas de seus atos. Deste ponto de vista, se poderia ler hoje em dia a palestra de Arendt e seu livro sobre Eichmann como uma contribuição para o debate sobre as causas do terrorismo mundial.

Ousadia da exposição
Hannah Arendt faleceu em 4 de dezembro de 1975. A partir de sua própria experiência como judia, durante toda a vida ela interferiu, se imiscuiu, sabendo que a irreflexão moral e política é o maior perigo. Por isso ela sempre procurou a "ousadia da exposição pública". A filósofa explica:

"Trata-se de se expor à luz pública, precisamente como pessoa. A segunda ousadia é: estamos iniciando algo, entrelaçamos nosso fio na rede das relações. No que isso resultará, não sabemos jamais. E concluindo, eu diria que essa ousadia só é possível com confiança nos seres humanos." (um/av)

Fonte: DW

UFSCar abre vaga para docente

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no campus de Sorocaba (SP), lançou um edital para a contratação de um professor adjunto na área de ciências biológicas. As inscrições poderão ser feitas até o dia 17 de novembro.

O profissional selecionado deverá trabalhar em regime de dedicação exclusiva, com jornada de 40 horas semanais. Ele atuará nas subáreas de biologia celular, histologia, fisiologia animal ou bioquímica. A remuneração é de R$ 6.497,04.

O concurso será realizado entre os dias 16 e 18 de dezembro, em Sorocaba. Exige-se título de doutor em ciências e graduação em ciências biológicas. A seleção consistirá em prova escrita, prova didática, argüição do plano de trabalho em ensino, pesquisa e extensão, além de exame de curriculum vitae.

Mais informações: 200.9.84.129/concursoprofessoradjunto82/index.html

Fonte: Agência FAPESP