segunda-feira, 13 de outubro de 2008

UFRJ lança análise econômico-financeira dos agentes do setor elétrico

O GESEL (Grupo de Estudos do Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ), juntamente com o Departamento de Planejamento Orçamentário (DFO) da Diretoria Financeira da Eletrobrás, lançará nesta quarta-feira (15), o SÉRIES Econômico-Financeiras de Empresas de Energia Elétrica 2008.

O SÉRIES é uma publicação especializada na análise econômico-financeira dos agentes do setor que vem sendo elaborada pelo GESEL desde 1999.

Além do presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz Lopes, o lançamento da edição 2008 do SÉRIES contará com as presenças de Hermes Chipp (ONS), Edvaldo Santana (Aneel), Amílcar Guerreiro (EPE), Nelson Siffert (BNDES) e executivos da diretoria da Eletrobrás. A publicação oferece um sólido, sistemático e consistente conjunto de dados, informações e análises sobre o desempenho econômico-financeiro da maioria das empresas e grupos econômicos que atuam no setor elétrico brasileiro.

Voltado aos profissionais que atuam nas empresas do setor elétrico, analistas financeiros, especialistas, professores e estudantes, o SÉRIES 2008 visa contribuir para a simetria da informação e oferecer maior transparência para os agentes econômicos.

Nesta edição, 93 empresas que atuam na geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica são analisadas. O SÉRIES 2008 está estruturado em quatro partes. Na primeira é apresentada uma síntese dos principais fatos que afetaram o setor elétrico em 2007. Na segunda parte está disponível um sumário sobre o desempenho das empresas do setor elétrico, que constam da base de dados elaborada pelo GESEL.

A terceira seção realiza uma análise comparativa entre as 10 melhores empresas, avaliadas em determinados indicadores. E na última parte o foco de estudo é o comportamento de cada empresa, comparando sua evolução ao longo dos últimos dois exercícios contábeis (2006-2007), com base num conjunto mais extenso de indicadores econômicos e financeiros.

O lançamento da publicação será realizado no Hotel Guanabara – Avenida Presidente Vargas, 392 / Centro - Rio de Janeiro.

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Amazontech recebe inscrições até 20 de outubro

As micro e pequenas empresas, inventores, cooperativas e associações, que tenham interesse em desenvolver projetos inovadores na região Amazônica terão até o dia 20 de outubro para se inscreverem na Rodada de Projetos do Amazontech 2008.

O evento integrante da programação paralela do Amazontech 2008 tem o objetivo de aproximar pesquisadores, projetos de pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico voltados para o mercado de desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Evento integrante da programação paralela do Amazontech 2008, a Rodada de Projetos é promovida em conjunto pelo Sebrae e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Maranhão (Fapema), instituição associada à ABIPTI, e tem o objetivo de aproximar pesquisadores e projetos de pesquisa e desenvolvimento científico, tecnológico e inovação, voltados para o mercado e de interesse relevante ao desenvolvimento sustentável da Amazônia, de organismos nacionais e internacionais financiadores de pesquisa, inovação e desenvolvimento.

O Amazontech 2008 que está programado para acontecer de 25 a 29 de novembro tem como tema a “Educação e Inovação pela Sustentabilidade”.

A inscrição é gratuita e será feita mediante o preenchimento de uma ficha de inscrição com dados do projeto, da instituição proponente e do pesquisador, dentre outros.  Os temas propostos deverão estar relacionados aos cinco eixos temáticos do Amazontech 2008: tecnologia para o manejo e aproveitamento sustentável dos recursos naturais da Amazônia; bioindústria, bioenergia e seqüestro de carbono; inclusão social; tecnologia e inovação para o desenvolvimento sustentável dos pequenos negócios; alternativas tecnológicas para a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental dos ecossistemas da região Amazônica: floresta, mangues, campos naturais e água.

Mais informações, no site (desativado)  , ou pelo telefone (98) 3216-6115.

Sebrae Amapá realiza, a partir de amanhã, 1º Semana de Inovação e Tecnologia

Nos dias 14 a 16 deste mês, a Unidade do Sebrae no Estado do Amapá realiza, com a participação do setor de madeira e móveis, e de panificação a 1ª Semana de Inovação e Tecnologia – Inovar para competir.

Segundo texto de divulgação do Sebrae Amapá, durante a Semana de Inovação e Tecnologia acontecerá também o Workshop Tecnológico Madeira e Móveis e o Seminário Tecnológico de Panificação, além do lançamento do Amazontech no Amapá, um evento regional que se tornará palco de discussão de todos os Estados e até países amazônicos em São Luiz (MA) de 25 a 29 de novembro.

O workshop abordará assuntos focados no processo de reaproveitamento de resíduos, a tendência do designer de mobiliários e artefatos de madeira, processo inovador de colagem e a responsabilidade social implementada e executada por meio da tecnologia social.

No seminário da Panificação do Amapá serão apresentadas as atuais tendências e as novas tecnologias à disposição do setor no Brasil e no mundo, além de mostrar o atual cenário no Estado, informações sobre a atuação operacional da Vigilância Sanitária e legislação de boas práticas dos serviços de alimentação.

Informações adicionais podem ser obtidas pelo telefone (96) 3312-2832. .(Com informações da Unidade de Marketing e Comunicação do Sebrae Amapá)

Fonte: Gestão CT

Fapemig divulga o resultado do edital de Difusão e Popularização de Ciência e Tecnologia

No dia 9 deste mês, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), instituição associada à ABIPTI, divulgou o resultado do edital 13/08 “Difusão e Popularização de Ciência e Tecnologia”. Com um investimento total superior R$ 2 milhões, a fundação aprovou 24 dos 56 projetos inscritos.

O edital tem como objetivo financiar projetos voltados para a difusão de informações sobre a produção científica e tecnológica do Estado e suas implicações no cotidiano dos cidadãos. Os projetos tiveram que seguir uma das três linhas temáticas: instalação ou aprimoramento de centros, museus e parques de ciências, fixos ou itinerantes; produção de experimentos, material gráfico ou de ensino, modelos e equipamentos de multimídia e cursos para treinamento e capacitação de professores, exclusivamente para parques e museus de ciência com atendimento contínuo a público externo.

Em 2004, para o edital de Difusão e Popularização de Ciência e Tecnologia, em sua primeira edição, foram aprovadas 29 de 62 propostas. Na segunda, lançada em 2006, dos 56 projetos recebidos, 24 foram contratados. No ano passado, das 68 propostas, 40 foram selecionadas pela Fapemig.

A lista das propostas indeferidas está disponível neste link. (Com informações da Fapemig)

Fonte: Gestão CT

Consema realiza em Pernambuco reunião para discutir a problemática socioambiental do Estado

O Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) vai realizar amanhã (14) e quarta (15), na cidade do interior de Pernambuco, Caruaru, uma reunião ordinária com o objetivo de discutir a problemática socioambiental identificada e específica de cada região de Pernambuco. A iniciativa de ampliar as discussões do Consema, que sempre foram feitas na região metropolitana do Recife, atende à proposta do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, de interiorização do desenvolvimento.

Outras reuniões ainda serão realizadas este ano em Salgueiro, nos dias 11 e 12 de novembro, e em Petrolina, dias 16 e 17 de dezembro. As reuniões são coordenadas pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectma), instituição associada à ABIPTI.

Na reunião de Caruaru, está em pauta o debate sobre a problemática ambiental do agreste, a exemplo da poluição dos rios pela lavagem dos jeans feita pelas lavanderias locais. Além dos conselheiros, foram convidados prefeitos, vereadores e lideranças locais, a fim de estabelecer as prioridades ambientais da região.

Mais informações pelo telefone (81) 3183-5556. (Com informações da Sectma)

Fonte: Gestão CT

Secitec-MT apresenta o espetáculo Ciência Show dentro da SNCT

A Secretaria de Ciência e Tecnologia do Mato Grosso (Secitec-MT), instituição associada à ABIPTI, realizará nos dias 20 a 24 de outubro, no Centro de Eventos do Pantanal, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). O evento acontecerá das 8h às 12h, das 13h30 às 17h30 e das 19h30 às 22h. A entrada será gratuita. Este ano, a principal atração da SNCT será o “Ciência Show” apresentado por professores da Universidade de São Paulo (USP).

O espetáculo traz um conjunto de atividades ligadas à ciência, cultura e tecnologia. O evento contará ainda com as exposições de brinquedos e experimentos científicos do “Circuito da Ciência de Mato Grosso” e apresentação dos melhores trabalhos da 2° Mostra Estadual de Ciência e Tecnologia, realizado em vários municípios do Mato Grosso.

Em texto da Secitec, a coordenadora de popularização da ciência da secretaria, Letícia Figueiredo, explicou que a intenção é fazer com que o visitante participe da experiência científica como agente ativo. De acordo com Figueiredo, as sensações proporcionadas em cada brinquedo facilitam a compreensão de conceitos relacionados à física, eletricidade, mecânica e astronomia.

Entre os experimentos científicos que vão estar à disposição dos estudantes estão o planetário móvel, gerador de Van der Graaf, girotec, bicicletas geradoras de energia e telescópio.

Mais informações,  pelo telefone (65) 3613-0100 ou 3613-0103. (Com informações da Secitec)

Começa hoje, em Manaus, a 5° SNCT

Durante a 5° Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), em Manaus (AM), que acontece de hoje (13) até o dia 17 deste mês, o Programa Potenciais Impactos e Riscos Ambientais da Indústria de Petróleo e Gás no Amazonas (Piatam) vai montar os recursos didáticos interativos do Piatamzinho em uma área de 300 m².

Para conhecer os recursos, acesse o site (desativado)  O espaço reúne jogos  educativos que trazem informação sobre ciência e meio ambiente e faz parte da Estação Ciência situada no Clube do Trabalhador do Sesi (Alameda Cosme Ferreira, nº. 7399, bairro do Aleixo - Zona Leste). O evento acontece das 8h às 17h.

A Semana cujo tema é “Evolução e Diversidade” busca valorizar a criatividade, a atitude científica e a inovação. Em referência ao tema, será feito o lançamento do livro "Palm Trees of the Amazon" (Palmeiras da Amazônia), uma das mais raras obras sobre a Amazônia, do naturalista inglês Alfred Russel Wallace. Para a realização do evento, o Piatam conta com o apoio de acadêmicos do Centro Universitário do Norte (Uninorte) que são os responsáveis por conduzir as crianças pelos jogos e repassar as informações sobre os trabalhos de monitoramento socioambiental desenvolvidos pelo projeto. A mostra de recursos didáticos interativos será composta pelos seguintes jogos: Dominó que é o bicho, Memória Fauna e Flora, Amarelinhas das Comunidades, Quebra-Cabeça e Amazônia Brasileira.

O evento é promovido pelo MCT em parceria com os Estados. No Amazonas, a 5° Semana Nacional de Ciência e Tecnologia conta com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), instituição associada à ABIPTI, do Sebrae e com o apoio da Petrobras, Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino (Seduc) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Mais informações pelo telefone (92) 2125-6587.

Fonte: Gestão CT

USP produz mosquito geneticamente modificado que contribui para o controle dos pernilongos domésticos

Inseticida genético
Partindo do princípio de que são escassas as formas de controle efetivo de mosquitos, cada vez mais resistentes aos inseticidas comerciais, o pesquisador André Wilke, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), adaptou um método para o controle desses insetos.

A metodologia se caracteriza pela produção de exemplares geneticamente modificados para liberação em regiões infestadas por Culex quinquefasciatus (também conhecido popularmente como pernilongo ou muriçoca), a fim de controlar sua população. O mosquito é considerado uma praga urbana por ser capaz de se desenvolver em águas poluídas e atingir elevada densidade.

No trabalho, descrito na dissertação de mestrado Controle genético de mosquitos Culex quinquefasciatus, que acaba de ser defendida na FSP, com apoio da FAPESP na modalidade Bolsa de Mestrado, o pesquisador adaptou procedimentos da técnica de Liberação de Insetos Carregando Gene Letal Dominante (RIDL, na sigla em inglês), que utiliza microinjeções de genes em embriões de mosquitos. A técnica consiste na produção de insetos com um gene letal.

“Trabalhamos com a inserção de um gene letal sob o comando de um promotor específico de fêmea para levar o mosquito à morte no momento desejado”, disse Wilke à Agência FAPESP.

“Isso significa que, ao integrarmos esse gene letal ao genoma do mosquito, os machos transgênicos podem ser liberados na natureza para cruzar com fêmeas selvagens, resultando em uma progênie [conjunto de descendentes] apenas de machos, uma vez que o gene letal é expresso nas fêmeas”, explicou.

O efeito nos machos, que cruzam com fêmeas selvagens para gerar outros machos, dura por até três gerações, causando o declínio no número de indivíduos e, posteriormente, suprimindo a população. “O conceito é que, ao utilizar um mosquito geneticamente modificado carregando um gene letal dominante, podemos controlar efetivamente sua população por supressão”, disse.

O pesquisador explica que as fêmeas do Culex quinquefasciatus cruzam apenas uma vez durante a vida, estocando o esperma do macho para fecundações posteriores. “A técnica tem diversas vantagens. Diferente dos inseticidas que são tóxicos ao meio ambiente, os mosquitos liberados não prejudicam outros animais que venham a comê-los, já que são considerados espécie específica e atingem somente a população de Culex, além de não deixar nenhum tipo de resíduo no meio ambiente”, afirma Wilke.

De acordo com o pesquisador, é possível manter a linhagem indefinidamente em laboratório. “Quando os mosquitos precisarem ser liberados, basta prepararmos um lote de machos para cruzar com fêmeas selvagens. Os machos não picam o homem e, portanto, também não transmitem patógenos [agente biológico causador de doenças]”, disse.

Vetor de doenças
A espécie Culex quinquefasciatus tem importância vetorial na transmissão de parasitas e arboviroses (viroses transmitidas por artrópodes). “Ela tem a capacidade de sobreviver em águas altamente poluídas, como as do rio Pinheiros, em São Paulo, onde geralmente não existem predadores naturais. Isso acarreta um desequilíbrio ecológico e enorme número de indivíduos. Os rios poluídos propiciam hábitats sem competição para o mosquito”, explicou.

Além do inerente incômodo das picadas, o Culex quinquefasciatus tem capacidade vetorial para diversos arbovírus, entre os quais os agentes de encefalites, inflamações agudas do cérebro, sendo também vetor de parasitas causadores de filariose, doença também conhecida como elefantíase, causada por vermes que parasitam os vasos linfáticos do homem.

Wilke lembra, no entanto, que para a prevenção de doenças transmitidas por outros vetores, como por exemplo o Aedes aegypti, causador da dengue, a técnica precisaria ser modificada. “Utilizamos a técnica RIDL para uso exclusivo da espécie Culex quinquefasciatus. Não há maneiras de controlar o Aedes utilizando o Culex pelo simples fato de eles serem espécies distintas e não cruzarem”, observou.

A técnica RIDL foi desenvolvida por laboratórios da Universidade de Oxford, na Inglaterra, sendo um deles liderado pelo professor Luke Alphey, da Oxford Insect Technologies. Para Wilke, as aplicações práticas para o controle de vetores utilizando a RIDL são inúmeras, o que a torna uma importante ferramenta para esse tipo de manejo.

“A RIDL é específica para a espécie alvo, não polui o meio ambiente e não contamina o homem ou animais. Porém o ideal é que outras medidas de controle sejam feitas em conjunto, como a despoluição dos rios e a educação da população”, explicou.

O trabalho de mestrado de Wilke é parte de um projeto de pesquisa apoiado pela FAPESP no âmbito do programa Apoio a Jovens Pesquisadores, coordenado pelo professor Mauro Toledo Marrelli, do Departamento de Epidemiologia da FSP, orientador de Wilke.

“Nosso trabalho mostra que essa técnica apresenta um enorme potencial de controle e manejo de vetores nas grandes cidades. A RIDL é uma ferramenta extremamente útil em saúde pública. Uma vez controlado o vetor de um patógeno como o Culex quinquefasciatus, o número de infecções e o incômodo causado por esses mosquitos diminuem”, disse Wilke.

O estudo contou com a colaboração do professor Luke Alphey, que fornece material genético semelhante aos utilizados com sucesso em Oxford durante pesquisas com o Aedes aegypti, além do apoio do grupo de pesquisa de Margareth Capurro, professora do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, onde são feitas as microinjeções e o manejo do insetário para a obtenção do mosquito transgênico.

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

Estudo dos processos de magnetohipertermia e terapiafotodinâmica mediados por magnetolipossomas fotossensibilizados em camundongos

Nanotecnologia : Técnica desenvolvida impede crescimento de tumor - Estudo da UnB em camundongos mostra que o câncer estaciona com uso de medicamentos ativados pela luz

Uma esfera mil vezes menor que um milímetro, que leva dentro de si um medicamento e imãs, está no centro de pesquisas feitas na Universidade de Brasília (UnB) em Nanotecnologia com o objetivo de descobrir tratamentos mais eficazes contra o câncer.

O material foi administrado em camundongos portadores de células mamárias cancerígenas e impediu o aumento destas células doentes. “Observamos que não houve desenvolvimento da neoplasia, o que já é algo significativo”, afirma a bióloga Luzirlane dos Santos Barbosa Braun, autora de uma tese de doutorado sobre o assunto defendida na Faculdade de Medicina (FM).

Os camundongos receberam na cavidade abdominal células do tumor ascítico de Ehrlich, um tipo de câncer de mama próprio desses animais. Estes camundongos doentes foram tratados com material nanoestruturado constituído por nanoimãs e uma droga que é ativada na presença de luz. Esses produtos estavam encapsulados em vesículas de composição orgânica semelhante à de uma célula, conhecido como lipossoma, o que evita a rejeição pelo organismo e permite maior tempo de circulação no corpo.

Depois de 30 minutos, que o produto estava em contato com as células cancerígenas na cavidade abdominal, os animais foram submetidos a duas terapias: terapia fotodinâmica (TFD) e magnetohipertermia (MHT).

RADICAIS LIVRES
Para a realização da terapia fotodinâmica foi aplicado laser por 20 minutos sobre o abdômen de cada animal. A estratégia é relativamente simples: a luz incide sobre o local desejado, estimula a droga ativada pela luz induzindo a formação de radicais livres, moléculas danosas que, em quantidade exagerada, provoca a morte celular.

E para a realização da magnetohipertemia os mesmos camundongos foram submetidos a um campo magnético por 3 minutos no mesmo local. A MHT tem por finalidade causar a morte das células tumorais por meio do aumento localizado de temperatura.

A tática consiste em “chacoalhar” os nanoimãs com um campo magnético externo, de forma alternada. O procedimento aumenta a temperatura no local em até 8ºC e afeta especialmente a células doentes, que são mais frágeis e suscetíveis a esse tipo de alteração.

Segundo Luzirlane, este pode ser o início de uma nova estratégia de combate à doença, menos agressiva que a cirurgia, a quimio e a radioterapia. “Com certeza podemos achar a forma mais eficiente de tratar o câncer e de prolongar a vida dos pacientes, além de podermos associar estas terapias às já existentes”, afirma.

RESPOSTAS
Para os pesquisadores da área, o experimento ajudou a elucidar as dúvidas sobre essa nova forma de tratamento para neoplasias que se manifestam internamente, uma vez que em cânceres superficiais, como o de pele, já foi comprovada sua eficiência.

O Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em Brasília, e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, já utilizam o método e têm obtidos excelentes resultados na cura dos tumores de pele. Além disso, testes feitos em ratos com câncer de boca mostraram 90% de redução na extensão dos tumores.

Entretanto, segundo a bióloga, há certa dificuldade física em fazer com que o laser penetre na região doente quanto o tumor se encontra em regiões profundas do organismo, o que pode ser uma explicação para o tratamento não ter levado à eliminação do tumor, mas somente ter impedido o seu crescimento.

PERSPECTIVAS
Para a pesquisadora, que participa de um grupo de nanotecnologia na UnB, a esperança é de que nomes hoje pouco conhecidos, como terapia fotodinâmica e magnetohipertermia, se tornem mais populares à medida que demonstrem sua viabilidade e benefícios. Os cânceres são a segunda maior causa de morte no Brasil, atrás apenas dos problemas cardiovasculares. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2008 eram previstos 466 mil novos casos.

PERFIL
Luzirlane dos Santos Barbosa Braun é doutora e mestre em Patologia Molecular pela Universidade de Brasília (UnB). Graduou-se em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Contatos pelos telefones 3307 2161 (Laboratório de Genética da UnB) ou pelo e-mail lbarbosa@unb.br.

ORIENTAÇÃO
A tese Estudo dos processos de magnetohipertermia e terapiafotodinâmica mediados por magnetolipossomas fotossensibilizados em camundongos foi orientada pela professora do Instituto de Biologia (IB) da UnB Zulmira Lacava.

Fonte: Fabiana Vasconcelos / UnB

¿Cómo responder a la demanda creciente de acuicultura?

La certificación y la buena gobernanza pueden garantizar el crecimiento sustentable del sector


La acuicultura es el sector alimentario que crece más rápido en el mundo. Actualmente, responde por más del 50 % de la producción de peces para el consumo humano, pero en los próximos años su participación deberá ser mayor aún, debido a que la captura tradicional de peces ha alcanzado su límite, señaló hoy la FAO.

Si bien el crecimiento de la acuicultura tiene el potencial para satisfacer la creciente necesidad de alimentos acuáticos, cada vez es más necesario un mejor manejo del sector.

“La responsabilidad del sector es generar un producto sano y seguro, en una forma ambiental y socialmente aceptable. Para lograr esto, requerimos de un compromiso fuerte de los gobiernos y el apoyo necesario a los pequeños productores. Para asegurar su sustentabilidad, la acuicultura necesita funcionar bajo marcos económicos, institucionales y legales sólidos y eficaces”, dijo hoy Jorge Csirke, Director de la División de Ordenación de la Pesca y la Acuicultura de la FAO, durante el cierre de la cuarta sesión del Subcomité sobre Acuicultura del Comité de Pesca (COFI) de la FAO.

Crecer en forma sustentable
Actualmente, la acuicultura proporciona el 81 % del marisco, el 76 % del pescado de agua dulce, el 69 % del salmón y el 42 % del camarón que se consume en el mundo, generando empleo para 9 millones de personas. Según proyecciones de la FAO, para mantener el consumo per capita actual de pescado, para el año 2030 la acuicultura deberá producir 28,8 millones de toneladas más al año que en la actualidad, hasta alcanzar las 80,5 millones de toneladas.

Tomando en cuenta las oportunidades que dicho crecimiento representa, los países participantes de la reunión manifestaron su preocupación sobre el hecho de que la atención a la acuicultura comercial de gran escala pudiera ir en detrimento de los productores artesanales y de pequeña escala.

La expansión de la acuicultura debe ser llevada a cabo de forma responsable, y sus beneficios deben alcanzar un sector amplio de la sociedad, en particular a los pequeños productores y a los sectores más vulnerables de la población, señalaron.

Mayores garantías mediante la certificación
Para garantizar que la producción acuícola sea ambientalmente sustentable, socialmente justa y que genere productos sanos y seguros, la FAO presentó a sus países miembros un proyecto de directrices técnicas sobre la certificación de la acuicultura, como base para establecer un marco internacional de conducta responsable.

Los asistentes destacaron la importancia de estas directrices para facilitar el comercio internacional de productos de la acuicultura, la adopción de las cuales puede servir de base para el desarrollo de sistemas nacionales e internacionales de certificación transparentes y apropiados, que entreguen garantías tanto a los consumidores como a los productores.

La necesidad de generar normas armonizadas, de mayor aceptación mundial, cobra fundamental importancia ante la aparición de múltiples sistemas y organismos privados de certificación. “Debemos generar reglas comunes que entreguen seguridad no sólo sobre los productos finales sino sobre todo el proceso productivo”, señaló al respecto Jorge Csirke.

Para que dicha certificación sea eficiente, es importante que no represente un costo demasiado alto, ni que este sea asumido sólo por el productor rural, sino que debe ser compartido por toda la cadena productiva.

Hacia una mejor gobernanza
Para que la acuicultura pueda continuar creciendo y desarrollándose, se requiere de una gobernanza eficaz. Algunos de los retos que enfrentan los países tienen relación con la falta de legislaciones específicas para el sector, o la existencia de complejos marcos legislativos que dificultan la aplicación de las leyes, así como la ausencia de mecanismos institucionales adecuados.

Los países participantes destacaron la necesidad de generar marcos para la gestión de riesgos, programas de sanidad de los animales acuáticos, y la asistencia a los pequeños acuicultores y sus asociaciones mediante la prestación de servicios de apoyo y extensión.

“Es necesario que los gobiernos asuman un rol más activo, además de desarrollar mecanismos para fiscalizar e implementar las normativas vigentes. En la medida en que las reglas de juego son más claras, la acuicultura puede llevarse a cabo respetando el medioambiente y garantizando inocuidad y sanidad”, señaló Rohana Subasinghe, experto de la FAO en la cría de peces y Secretario del Subcomité sobre Acuicultura del COFI.

Los países participantes destacaron la necesidad de desarrollar normas nacionales e internacionales que reduzcan las externalidades negativas como la contaminación y que fomenten las positivas, como las políticas que promueven consorcios empresariales voluntarios entre operaciones a gran y pequeña escala.

Reforzar la trazabilidad e inocuidad de los alimentos, el uso de seguros acuícolas y la autogobernanza de los productores y de sus asociaciones, estimulando empresas de pequeña, mediana y gran escala, así como los mecanismos para fomentar sus capacidades mediante enfoques participativos, fue una de los aspectos destacados por los asistentes a la reunión. De la misma forma, enfatizaron que se debe estimular tanto la producción para la exportación como la de los productos para el consumo local, y establecer redes para que los países puedan compartir información, intercambiar tecnologías y facilitar el acceso a los mercados.

La FAO reiteró su apoyo a los países para implementar el Código de Conducta para la Pesca Responsable -adoptado internacionalmente en 1996- en todas las materias referidas a la acuicultura. Durante la reunión, presentó un instrumento de evaluación, el cual fue aceptado por los miembros, para mejorar la implementación del Código.

La reunión del Subcomité de Acuicultura se desarrolló en la ciudad de Puerto Varas, en Chile, desde el 6 al 10 de octubre, con la participación de representantes de 38 países, observadores de cuatro organizaciones intergubernamentales y cinco organizaciones no gubernamentales internacionales. La próxima sesión se llevará a cabo en Tailandia, el 2010.

Más información:

Gobierno de Chile: www.subpesca.cl/FAO/index.htm

FAO: www.fao.org/fishery/nems/36393/en

Fuente: FAO

Saúde em prisões: representações e práticas dos agentes de segurança penitenciária no Rio de Janeiro

Health in the prison system: representations and practices by prison guards in Rio de Janeiro, Brazil


Saúde em segundo plano
Uma pesquisa feita em presídios analisou o papel dos agentes de segurança penitenciária no acesso dos detentos aos serviços sanitários e avaliou o impacto das práticas de saúde no cotidiano prisional. De acordo com os resultados, uma das maiores preocupações dos agentes são os riscos à integridade pessoal. Os assuntos relacionados à saúde ficam em segundo plano.

O estudo, publicado na revista Cadernos de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foi realizado por pesquisadores da Superintendência de Saúde da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap) e de quatro instituições francesas: Universidade Pierre e Marie Curie, Centro Nacional da Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês), Conservatório Nacional de Artes e Ofícios e Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica (Inserm).

De acordo com uma das autoras, Vilma Diuana, psicóloga da Seap, a pesquisa aponta que a negação da saúde como um direito dos presos contribui para que as ações de saúde sejam predominantemente prescritivas, em vez de terem caráter preventivo. Para ela, os resultados serão importantes para a implantação de novos programas de saúde nos presídios, que possam melhorar as ações de controle da tuberculose e do HIV-Aids.

“No sistema penitenciário, a concepção da saúde como um direito dos presos é formalmente reconhecida. No entanto, o reconhecimento do preso como uma pessoa com direitos entra em choque com outros objetivos sociais atribuídos à prisão, como a reforma dos sujeitos e a garantia da ordem disciplinar”, disse.

Segundo a psicóloga, muitas vezes a oferta de saúde dentro dos presídios serve como uma espécie de moeda de troca, apoiando-se em uma relação de “dívida e gratidão”. Ou seja, a saúde, submetida à ordem disciplinar, funciona como elemento de negociação para manutenção da disciplina.

“Esse mecanismo garante a adesão dos detentos a valores hierarquizantes que entram em choque com as normas da administração e relegam a segundo plano suas preocupações com a saúde. Nesse contexto, muitas vezes os detentos só chegam a ser atendidos em estado grave ou em situações de urgência”, apontou.

O estudo foi financiado pela Agência Nacional de Pesquisa sobre a Aids (ANRS), ligada ao governo da França. Segundo Vilma, a participação conjunta das equipes francesa e brasileira – psicólogos, assistentes sociais, pneumologistas e epidemiologistas que trabalham problemas de saúde carcerária em seus respectivos países – permitiu uma abordagem multidisciplinar da tuberculose e do HIV-Aids nas prisões do Rio de Janeiro.

Objetivo operacional e internacional
A pesquisa teve um objetivo primordialmente operacional, segundo a psicóloga. “A idéia foi melhorar as ações de controle dessas doenças nas prisões. O motivo de o estudo ter sido financiado pela ANRS é que as conclusões operacionais obtidas poderiam ser aplicáveis não somente nas prisões do Rio de Janeiro e de outros estados brasileiros, mas também nos países em desenvolvimento em que a tuberculose e o HIV-Aids são freqüentes”, explicou.

O estudo destaca a dificuldade de se reunir os agentes fora do expediente de trabalho. A solução encontrada para esse obstáculo foi a criação de um espaço de comunicação alternativo, em torno de um café da manhã. Segundo Vilma, a proposta foi reunir de forma livre “tanto os agentes de segurança que chegavam como os que deixavam o trabalho para discutir e refletir sobre saúde e a percepção dos riscos e das defesas individuais e coletivas que constroem para se proteger”.

“A observação das questões de saúde vividas no cotidiano das prisões pelos agentes revelou também as barreiras que existem entre eles e os profissionais de saúde, professores e demais técnicos, assim como a pequena interação entre as turmas de guardas. O isolamento e o distanciamento entre os diversos grupos que integram a vida nas prisões apareceram como obstáculos às ações de saúde”, destacou.

O trabalho de campo se iniciou com entrevistas individuais com 43 profissionais de saúde, 83 agentes de segurança penitenciária e 65 presos. A análise do material obtido nas entrevistas individuais envolveu a construção de uma grade temática com três eixos principais focados nas representações dos riscos sanitários na prisão e as práticas associadas; na influência do contexto e da cultura carcerária sobre o corpo, a saúde, o uso dos dispositivos sanitários, as estratégias de proteção dos diferentes atores; e na trajetória sanitária dos detentos.

Segundo a pesquisadora da Seap, o diagnóstico de que os riscos à integridade pessoal são uma das maiores preocupações dos agentes, deixando os assuntos relacionados à saúde em segundo plano, é importante quando se pretende implantar programas de saúde nos presídios.

“A partir desse conhecimento, poderemos abrir um diálogo que possibilite desconstruir certas concepções e práticas, confrontá-las com outras informações, estimulando uma atitude reflexiva que questione certos pensamentos prontos. Por exemplo, trabalhar a idéia de que a assistência à saúde pode diminuir os conflitos e tensões nas prisões e, portanto, reduzir os riscos”, apontou.

Em relação à percepção dos riscos sanitários, os agentes penitenciários identificam os presos como principais transmissores de doenças. Para eles, as doenças suscitam medidas defensivas e práticas de proteção como o isolamento, para evitar as doenças ligadas à sujeira, como a leptospirose e micoses.

A tuberculose aparece como a doença mais temida pelos agentes. Segundo a pesquisadora, a identificação e o afastamento dos doentes e dos “suspeitos” parecem proporcionar a impressão de um risco sob controle. “No entanto, a tuberculose, por sua propagação pelo ar, se contrapõe às tentativas de separação e demarcação territorial e se constitui numa ameaça a todos”, afirmou.

De acordo com Vilma, o grupo que participou da pesquisa busca agora aplicar algumas das conclusões. “Estamos iniciando um trabalho que integra intervenção biomédica e comunitária, visando a melhorar a detecção de casos de tuberculose e envolver a comunidade nas ações de controle da doença. Uma transformação mais duradoura das concepções e práticas de saúde no sistema penitenciário requer ações que ultrapassem os muros da prisão e possibilitem o questionamento dos diferentes sistemas simbólicos que dão suporte para a segregação, negação de direitos e restrição da autonomia das pessoas privadas de liberdade”, disse.

Para ler o artigo Saúde em prisões: representações e práticas dos agentes de segurança penitenciária no Rio de Janeiro, de Vilma Diuana e outros, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Petrobras e UFF: parceria para construção e recuperação laboratórios

A Petrobras e a Universidade Federal Fluminense (UFF) assinaram dia (10/10) um termo de cooperação para construção e recuperação da infra-estrutura dos institutos de Química, Engenharia Química e Engenharia de Petróleo da instituição de ensino. A estatal investirá R$ 15 milhões no projeto, que prevê a construção de três novos prédios no Campus da Praia Vermelha, em Niterói.

Na área de construção civil, destinada ao Instituto de Química, serão 6.700 m2 de área construída, compreendendo laboratórios de pesquisa para análises de substâncias orgânicas e inorgânicas, preparo de amostras, câmara fria, central de gases, central de resíduos, almoxarifado central, gabinetes e áreas de uso comum, como auditório e biblioteca. Os laboratórios terão equipamentos previamente adquiridos via projetos do CT-PETRO (Fundo Setorial de Petróleo e Gás Natural) e outras agências de fomento.

A Escola de Engenharia da UFF será remodelada. O departamento de Engenharia Química e Petróleo, que hoje ocupa uma área de 400 m2 na Escola de Engenharia, terá mais 1.500m2 de área construída para atender a laboratórios de pesquisa e áreas de trabalho para professores e alunos, fortalecendo atividades laboratoriais em toda a cadeia de valor de petróleo e gás natural.

Este projeto de reformulação de infra-estrutura, aprovado previamente pela Agência do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), é parte da estratégia da Petrobras para atender à cláusula de investimentos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) presente nos contratos de concessão de exploração e produção entre a Petrobras e a ANP.

Segundo a cláusula, pelo menos 1% da receita bruta gerada pelos campos de grande rentabilidade ou grande volume de produção deve ser investido em pesquisa e desenvolvimento, sendo 50% deste valor para universidades e instituições nacionais. Durante o ano de 2008 a Petrobras investirá cerca de R$ 470 milhões de reais em universidades e institutos de pesquisa brasileiros.

Fonte: Agência Petrobras

Pesquisadores Proantar farão, em novembro e dezembro, a primeira expedição científica brasileira ao interior da Antártica

Primeiros passos no interior da Antártica

Pesquisadores do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) farão, em novembro e dezembro, a primeira expedição científica nacional ao interior da Antártica.

A expedição, batizada de Deserto de Cristal, percorrerá mais de 400 quilômetros por uma das regiões mais remotas da Antártica Ocidental. Serão feitas perfurações no gelo para investigar as variações do clima e da química da atmosfera ao longo dos últimos 500 anos.

Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, o grupo será constituído por sete pesquisadores brasileiros e um chileno, coordenados pelo glaciologista Jefferson Cardia Simões, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Eles permanecerão 40 dias acampados sobre as geleiras enfrentando temperaturas de até 35ºC negativos. A missão montará acampamento base cerca de 2 mil quilômetros ao sul da estação antártica brasileira Comandante Ferraz, já sobre o espesso manto de gelo que cobre o continente.

A excursão permitirá pesquisar o interior de um território de 13,6 milhões de quilômetros quadrados que tem importante papel como controlador do clima no Brasil.

Até o momento, a presença nacional na Antártica está restrita à costa do continente. A expedição faz parte das ações brasileiras no Ano Polar Internacional (API 2007-2009).

Saiba mais sobre o Ano Polar e a Antártica em: http://www.ipy.org

Fonte: Agência FAPESP

FAO desenvolve projeto de manejo responsável de florestas plantadas

A Assembléia Legislativa de SP foi sede de reunião entre representantes do Ministério do Meio Ambiente, da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e da sociedade civil organizada. O objetivo foi a apresentação de documento que traça as diretrizes para o manejo responsável de florestas plantadas.

A FAO foi solicitada a desenvolver um projeto formatando os princípios para o manejo sustentável das florestas plantadas devido à necessidade de melhorar os meios de vida da população e o uso da terra nas regiões em desenvolvimento. Este projeto foi sedimentado em reuniões regionais, com coleta de opiniões aberta a todos via internet. O resultado é um documento que facilita a compreensão para o implemento de ações que orientam o manejo florestal sustentável. O documento foi apresentado por Linda Rosengren, técnica do Departamento Florestal da FAO.

As diretrizes contidas no documento são um guia para harmonizar as aspirações institucionais, econômicas, sociais, culturais e ambientais nos países que estão envolvidos no plantio de florestas. Também têm por objetivo oferecer aos envolvidos em projetos de reflorestamento um conjunto de princípios que nerteiam a política e atendem às questões legais, possibilitando o manejo sustentável.

As 95 diretrizes não constituem um sistema de certificação, já que devem ser adotados por países com realizades diversas. Cada país deve reconhecer suas reais necessidades e planejar de forma consciente sua política de plantio florestal, adaptando-o conforme a região e o segmento social envolvido.

O debate sobre o teor das diretrizes do documento, com o objetivo de obter o apoio da FAO para a sua implementação, acontece nos dias 27 e 31 de outubro, em Buenos Aires, com a participação de Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. ''Desse encontro, espera-se que cada país saia com um plano concreto'', afirmou Rosengren. Semelhante processo já foi desenvolvido com sucesso no sudeste da Ásia, onde China, Tailândia, Vietnã e Laos conseguiram apoio para suas iniciativas de reflorestamento econômica ambientalmente sustentáveis.

A FAO vem desenvolvendo ainda projetos que elaborarão diretrizes para a pesca, os biocombustíveis e manejo sustentável da terra.

Estiveram presentes representantes das secretarias estaduais do Meio Ambiente dos Estados de Mato Grosso, Bahia, Minas Gerais e Paraná, além de representantes de empresas e de organizações não-governamentais ligadas ao setor. (AL-SP)

Fonte: Ageflor

CNPq e MAPA lançam edital para pesquisas em agronegócios no valor de R$ 120 milhões

Pesquisas em agronegócio têm R$ 120 milhões


Em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento  (MAPA) acaba de lançar um edital que pretende investir R$ 120 milhões em pesquisas e capacitação de recursos humanos em áreas prioritárias para o agronegócio brasileiro.

O edital receberá propostas de projetos que abordem temas de diversas áreas da agropecuária, como vigilância e sanidade animal e vegetal, qualidade e inocuidade de produtos de origem animal e vegetal e de insumos agropecuários. Os projetos poderão ser enviados até o dia 24 de novembro.

Segundo o CNPq, o objetivo da ação é aumentar o número de instituições e de massa crítica de especialistas em temas que agregam competência à defesa agropecuária nacional, além de contribuir para o financiamento de projetos de pesquisa e para a formação profissional com a concessão de bolsas, ampliando assim a competência acadêmica e tecnológica e o aparato regulador no país.

As propostas devem ser orientadas por quatro linhas de ação nas áreas animal e vegetal. A primeira linha engloba a estruturação e implantação de redes de pesquisas científicas, tecnológicas de inovação e controle, com propostas no valor máximo de R$ 200 mil.

A segunda linha será para projetos de pesquisa científica e tecnológica com valor máximo de R$ 500 mil. A terceira linha visa à capacitação de recursos humanos, com propostas no valor máximo de R$ 200 mil. Projetos de implantação e consolidação de centros colaboradores em defesa agropecuária receberão o valor máximo de R$ 1 milhão.

Mais informações: www.cnpq.br

Fonte: Agência FAPESP

Alunos da MAUÁ pesquisam os Impactos das mudanças climáticas na elevação do nível do mar

Para a Organização das Nações Unidas (ONU), desde a década de 1970, o meio ambiente consta como uma das preocupações da agenda internacional. Em 1988, a ONU e a Organização Meteorológica Mundial criaram o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, aberto à participação dos membros das duas organizações, que têm divulgado, periodicamente, relatórios sobre o clima e suas alterações.

A partir do cenário atual, alunos do curso de Engenharia Civil do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia realizaram um estudo para identificar como essa área da Engenharia pode ajudar a minimizar os problemas causados pela possível elevação do nível do mar, problema que pode afetar muitas cidades.

Intitulado "Impactos das mudanças climáticas na elevação do nível do mar", o trabalho tem como objetivo apontar as causas e conseqüências, especialmente para as obras de engenharia civil, da elevação do nível do mar. Por meio de fotos, gráficos e maquetes, o grupo pretende apresentar exemplos de obras realizadas para enfrentar o problema no Brasil e no mundo. A pesquisa procurou dar ênfase às obras de Engordamento de Praia, que apresentam soluções colocadas em prática no Rio de Janeiro, abordando acidentes ocorridos e políticas públicas de enfrentamento adotadas no País, além de uma breve descrição do que vem sendo feito em nível mundial.

Detalhes do estudo poderão ser conhecidos na EUREKA 2008, mostra anual dos trabalhos de graduação dos formandos do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia, onde o trabalho estará exposto. A mostra será realizada de 18 a 20 de outubro, no campus da Mauá em São Caetano do Sul. O evento é aberto ao público.

Fonte: IMT

2º Simpósio de Atualização em Recuperação de Áreas Degradadas

O Instituto de Botânica de São Paulo promoverá, de 28 a 30 de outubro, na capital paulista, a segunda edição do Simpósio de Atualização em Recuperação de Áreas Degradadas: com ênfase em Matas Ciliares.

A proposta é capacitar e multiplicar os agentes envolvidos com ações de recuperação ambiental, além de atualizar informações técnico-científicas para diversos segmentos envolvidos e contribuir com a gestão e a conservação da biodiversidade paulista.

“Tecnologia de produção de sementes”, “Viveiros florestais para produção de espécies nativas”, “Indicadores de avaliação de monitoramento”, “Biomassa e carbono”, “Legislação ambiental”, “Recuperação de solos degradados” e “Plantas daninhas” estão entre os temas a serem abordados.

O evento é promovido em parceria com a Faculdade Municipal Professor Franco Montoro, em Mogi Guaçu, e com o projeto Mata Ciliar da Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo. Na ocasião será realizado ainda o Curso de Capacitação em Recuperação de Áreas Degradadas.

Mais informações: www.ibot.sp.gov.br

Fonte: Agência FAPESP