quinta-feira, 9 de outubro de 2008

UFSC apresenta o Tartílope V4, tecnologia brasileira para a robotização da soldagem no setor de petróleo e gás

Motivação
No cenário petrolífero nacional, as linhas dutoviárias apresentam um elevado custo, sobretudo pelo alto tempo gasto em sua construção, onde se incluem aluguéis de equipamentos na ordem de dezenas de milhares de dólares por dia. Assim, otimizações nesta operação se tornam deveras atrativas para as empresas contratantes e executoras de serviços. Atualmente, grande parte das soldas de passe de raiz na união de dutos é realizada com o processo de eletrodo revestido e de forma manual.

Outro problema do setor petrolífero está relacionado à corrosão, devido principalmente aos altos teores de H2S e acidez naftênica existente no petróleo brasileiro. Este problema se evidencia de forma acentuada em torres de processamento de óleo pesado, sendo que uma solução comumente adotada é o revestimento com chapas de aço inoxidável do tipo lining, a fim de obter maior resistência à ação de meios corrosivos. Em operações de revestimento com lining chega-se a ter algo correspondente a 1500 m lineares de solda. Logo, a inclusão de um manipulador robótico tornaria a instalação do revestimento mais rápida, diminuindo significativamente os gastos com mão-de-obra e o tempo de parada para manutenção da torre.

Objetivo
O presente trabalho se caracteriza fundamentalmente pelo surgimento de um novo equipamento associado a novas metodologias de soldagem. Isto é relevante para o Brasil, uma vez que os produtos mais avançados são oriundos de tecnologia estrangeira. Além disso, o desenvolvimento de tecnologia própria gera grande flexibilidade para a pesquisa, pois não se está restrito às limitações impostas por um equipamento comercial, sendo factível realizar alterações de acordo com necessidades encontradas no decorrer do projeto.

É sabido que equipamentos dedicados a uma única atividade apresentam custos mais elevados de desenvolvimento. O objetivo é construir um manipulador CNC (Comando Numérico Computadorizado) versátil com quatro graus de liberdade, três lineares e um rotacional, que seja facilmente adaptável a soldas em dutos e em paredes planas ou curvas. Logo, com pequenas mudanças mecânicas e mantendo-se o mesmo sistema de controle, por intermédio de microcomputador, será possível a realização de diferentes tarefas de soldagem.

Desafio intrínseco
O grande desafio é elaborar um manipulador robótico compacto, com flexibilidade de adaptação às diversas formas de superfície, com uma interface intuitiva que proporcione uma operação simples para o usuário. Aspirar-se aumentar a produtividade, não apenas com a implementação do sistema automatizado, mas também com um estudo sobre a potencialidade de vários processos de soldagem. Assim, deseja-se trabalhar com diferentes processos de soldagem: MIG convencional, MIG pulsado, MIG com pulsação térmica e as versões de MIG/MAG com curto-circuito, mas com controle da transferência metálica e Plasma com adição de pó. Tal variedade no emprego de processos de soldagem é viável devido à flexibilidade do manipulador robótico e disponibilidade dos referidos processos no LABSOLDA.

Resultados esperados
Embora sistemas flexíveis de soldagem possuam grandes vantagens e sejam muito utilizados internacionalmente, o Brasil carece de equipamentos com tecnologia nacional. O desenvolvimento de tais equipamentos é fundamental, pois o custo de manipuladores provenientes do exterior é extremamente elevado e não há a possibilidade de alterações que vislumbrem a aplicação em outras tarefas, uma vez que em geral os equipamentos são de arquitetura fechada e conhecida apenas pelo fabricante. Assim, este projeto acarretará no aumento da eficiência na soldagem de dutos, como conseqüência o tempo de construção de uma linha dutoviária será reduzido drasticamente. Isto proporcionará grande redução nos custos relacionados, principalmente com o aluguel de equipamentos e mão de obra.

Haverá também uma melhoria nas condições de trabalho dos soldadores, dado que os ambientes em questão geralmente são insalubres. As vantagens no que diz respeito aos gastos, tempo de execução e condições de trabalho do operador também são observadas para a soldagem de lining. Outro ponto importante é o fato do equipamento proposto ser um robô manipulador CNC flexível e não um projeto de automação dedicada. Logo, seu emprego não fica restrito às tarefas apresentadas, podendo ser utilizado para distintos fins industriais e em pesquisas de instituições de ensino. O referido projeto vem então atuar em conjunto com as pesquisas realizadas sobre processos de soldagem, a fim de viabilizar novos métodos de fabricação e manutenção.

Aplicação na Indústria do Petróleo
O foco inicial de aplicação do equipamento é o setor de petróleo e gás no qual se encontram diversos fatores que baseiam o desenvolvimento de um robô manipulador para a soldagem. Numa de suas configurações o projeto é destinado à automatização da união de dutos para a construção de linhas dutoviárias. Com a adaptação de um trilho com base magnética, poderá ser utilizado para a soldagem de paredes curvas, como por exemplo, em paredes de reservatórios, na instalação de lining em unidades de destilação.

Benefícios
Com o aumento da eficiência na soldagem de dutos, o tempo de construção de uma linha dutoviária é reduzido drasticamente. Isto proporciona grande redução nos custos relacionados principalmente com o aluguel de equipamentos. Existe também uma melhoria nas condições de trabalho dos soldadores, dado que os ambientes em questão geralmente são insalubres. Além disso, reduzirá a dependência de equipamentos oriundos de tecnologia externa. Este trabalho também poderá servir como base para futuras pesquisas no que tange à tecnologia da soldagem, seja na parte de desenvolvimento de novos processos ou em novos métodos para a automação da soldagem. Um bom exemplo é o desenvolvimento de um sistema para o controle de altura da tocha de soldagem. Este sistema certamente traria muitas vantagem para a soldagem, posto que tende a proporcionar maior estabilidade ao arco elétrico no transcorrer da realização do cordão de solda. O aumento da estabilidade reflete-se diretamente na melhoria da qualidade do cordão.

O Tartílope V4 é um projeto do LABSOLDA (Laboratório de Soldagem da UFSC) com colaboração da IMC-Soldagem e SPS e exposto no Rio Oil and Gas 2008 Conference and Expo . O projeto encontra-se no estágio de protótipo em avançado estado de desenvolvimento e foi exposto no estande da ANP, patrocinadora do projeto. (Foto: LABSOLDA)

Fonte: Renon Steinbach Carvalho e Jair Carlos Dutra - LABSOLDA / UFSC

Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2008

IBGE divulga que maioria dos jovens analfabetos freqüenta escola

No dia 24 de setembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, por meio de dados da Síntese de Indicadores Sociais 2008, que o ensino fundamental está praticamente universalizado no Brasil entre as crianças de sete a 14 anos (97,6% freqüentam a escola). A síntese, baseada em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2007), mostra, no entanto, que no ano passado 1,3 milhão de crianças de oito a 14 anos de idade não sabiam ler e escrever (5,4% dessa faixa etária). Desse total, 1,1 milhão (84,5%) freqüentavam estabelecimento de ensino.

Mulheres
De acordo com a síntese, as mulheres brasileiras nas áreas urbanas do país apresentam, em média, um ano a mais de escolaridade do que os homens. No Distrito Federal, as mulheres apresentam a maior média de anos de estudo no país (10,4). A escolaridade das mulheres é sempre superior a dos homens, principalmente no Norte e Nordeste, com destaque para o Piauí, onde a diferença é de quase dois anos a mais. Em 2007, entre os estudantes de nível superior, 57,1% eram mulheres, um aumento significativo em relação a 1997 (53,6%). No mesmo período, o percentual relativo aos homens caiu de 46,4% para 42,9%. No entanto, ainda existe um expressivo número de mulheres que não sabem ler e escrever, tanto no Brasil (7,2 milhões) quanto em países da América da Latina.

Em alguns países da região, as jovens mulheres tiveram sucesso na alfabetização, comparadas às gerações anteriores. No Brasil e na Bolívia, por exemplo, a taxa de analfabetismo das mulheres de 15 anos ou mais é cerca de seis vezes maior que aquela encontrada para as mulheres de 15 a 24 anos de idade. A média de anos de estudo da população de dez a 17 anos de idade aumentou entre 1997 e 2007 para todas as faixas etárias. Entretanto, a média, de acordo com a síntese, não atingiu os quatro anos de estudo completos para as crianças de 11 anos de idade, que de acordo com o sistema educacional, deveriam ter, no mínimo, essa escolaridade, mas apresentaram, 3,3 anos de estudo. O mesmo aconteceu com as crianças de 14 anos, que apresentaram apenas 5,8 anos de estudo, quando deveriam ter, no mínimo, sete anos. Aos 17 anos, os adolescentes brasileiros também não tinham atingido a escolaridade esperada (dez anos de estudo), sendo a média de apenas 7,9 anos de estudo. No conjunto da população brasileira de 15 anos ou mais, a escolaridade média, em 2007, era de 7,3 anos de estudo. Houve um aumento de 1,5 ano de estudo em relação a 1997 (5,8 anos) – o que evidencia uma melhora lenta nesse indicador. As diferenças entre as áreas urbanas (7,8 anos de estudo) e rurais (4,5 anos) são marcantes.

Universidade
Em 2007, a taxa de freqüência a curso universitário para estudantes entre 18 e 25 anos de idade na população branca (19,4%) era quase o triplo da registrada entre pretos e pardos (6,8%). Nesse nível de ensino, em todas as idades entre 18 e 25 anos, os estudantes pretos e pardos não conseguiram alcançar em 2007 a taxa de freqüência que os brancos tinham dez anos antes. Nesse intervalo de tempo, a diferença a favor dos brancos, em vez de diminuir, aumentou, passando, por exemplo, de 9,6 pontos percentuais, aos 21 anos de idade, em 1997, para 15,8 pontos percentuais em 2007. Essas desigualdades se expressam nas informações referentes a pessoas com ensino superior concluído, que apresentam níveis bastante diferentes entre brancos e pretos e pardos. Em 1997, 9,6% dos brancos e 2,2% dos pretos e pardos tinham nível superior completo no país; em 2007, esses percentuais eram, respectivamente, de 13,4% e 4,0%.

De acordo com a síntese, a diferença entre os dois grupos, que era de 7,4 pontos percentuais em 1997, passou para 9,4 em 2007. As conseqüências das desigualdades educacionais se refletem nos rendimentos médios dos pretos e pardos, que se apresentam sempre menores (em torno de 50%) que os dos brancos. Mesmo quando são considerados os rendimentos-hora de acordo com grupos de anos de estudo, em todos eles os brancos são favorecidos, com rendimentos-hora até 40% mais elevados que os de pretos e pardos, no grupo com 12 ou mais anos de estudo.

Pobres
O cruzamento de dados mostra também que os brasileiros de até 17 anos são os mais afetados pela pobreza. As pessoas nesta faixa etária são maioria entre os 30% mais pobres da população (com rendimento mensal de até meio salário mínimo per capita), segundo a PNAD 2007. De acordo com o IBGE, uma das explicações para essa realidade é que as famílias com rendimentos mais baixos têm mais filhos. Outra hipótese é que muitas mães não podem trabalhar para cuidar das crianças e, assim, não geram renda. A maioria das crianças nessa situação vive nas regiões Norte e Nordeste.(Com informações do IBGE)

Para ler a publicação do IBGE Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2008 , clique aqui.

Fonte: Gestão CT

Comparative genomics of the neglected human malaria parasite Plasmodium vivax


Vivax decodificado
Um grupo internacional de cientistas, com participação brasileira, seqüenciou o genoma do Plasmodium vivax, um dos parasitas causadores da malária em humanos. A análise está na edição desta quinta-feira (9/10) da revista Nature, que também publicou artigo sobre o seqüenciamento do Plasmodium knowlesi, feito por outro grupo.

O artigo compara os genomas do Plasmodium vivax, do Plasmodium falciparum – os dois mais infecciosos agentes da malária em humanos – do Plasmodium knowlesi, que infecta especialmente os macacos, e do Plasmodium yoelii, que afeta roedores.

A conclusão é que o conteúdo genético e o potencial metabólico dos quatro agentes são muito parecidos, mas o vivax possui novas famílias de genes e estratégias alternativas de evasão até agora desconhecidas. O estudo constatou que dos mais de 5.550 genes identificados, apenas cerca de 150 são genes específicos do vivax, que podem vir a ser alvos para novas pesquisas.

O Plasmodium vivax é responsável por 25% a 40% dos cerca de 515 milhões de casos anuais de malária em todo o mundo. Embora raramente seja fatal, a doença provocada por ele é considerada uma carga importante sobre a saúde e a economia dos países endêmicos – em sua maioria nações de baixa renda.

O Plasmodium vivax é a principal causa de malária fora da África, afetando especialmente a Ásia e as Américas. O Plasmodium falciparum, cujo genoma foi seqüenciado em 2002, provoca o tipo mais severo da doença.

A decodificação do genoma foi liderada pelo Instituto de Pesquisa Genômica (TIGR, na sigla em inglês), dos Estados Unidos. O vivax havia sido pouco estudado até agora porque não pode ser continuamente propagado em laboratório.

De acordo com um dos autores do artigo, Márcio Yamamoto, pesquisador do Departamento de Parasitologia da Universidade de São Paulo (USP), o vivax apresenta mecanismos alternativos de infecção dos eritrócitos, as células do sangue humano nas quais o parasita se multiplica durante seu ciclo vital.

“O grupo brasileiro contribuiu com a verificação da expressão, em pacientes infectados com o Plasmodium vivax, de uma nova família multigênica. Acreditamos que essa família de genes, que ajudamos a descobrir, tem um papel central em uma estratégia do parasita para enganar o sistema imunológico”, disse.

O seqüenciamento do Plasmodium knowlesi, parasita da malária cujo hospedeiro natural é o macaco-caranguejeiro (Macaca fascicularis), foi coordenado por Arnab Pain, do Instituto Wellcome Trust Sanger, nos Estados Unidos.

Apesar de atingir macacos, o agente tem sido reconhecido nos últimos 40 anos também como causador da malária em humanos. De acordo com o artigo publicado na Nature, trata-se do primeiro genoma de um parasita da malária em macacos a ser descrito. O trabalho, segundo os cientistas, “fornece uma oportunidade para comparação com outros genomas do Plasmodium”.

Proteínas multigênicas
A nova família multigênica do Plasmodium vivax foi descrita pela primeira vez em um estudo liderado pelo colombiano Hernando del Portillo Obando, que na época integrava o grupo na USP e foi coordenador do Projeto Temático “Aproximação genômica e pós-genômica ao estudo das malárias humanas de Plasmodium vivax e Plasmodium falciparum na Amazônia brasileira”, que teve apoio da FAPESP.

Obando, que foi professor do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, atualmente é pesquisador do Centro de Pesquisas em Saúde Internacional de Barcelona, na Espanha. O trabalho foi publicado na Nature em 2001.

“Essas proteínas multigênicas, bastante variantes, são produzidas pelo parasita e endereçadas para a membrana do eritrócito. Quando o hospedeiro produz os anticorpos, o parasita tem a capacidade de mudar a proteína expressa e, com isso, ilude o anticorpo”, explicou Yamamoto.

Essas vias alternativas de infecção ainda não haviam sido observadas em pesquisas anteriores. Com a informação genética agora disponível, os cientistas poderão encontrar uma forma de aproveitar os achados para combater a malária.

Yamamoto conta que o trabalho da equipe brasileira consistiu em verificar se as novas famílias de genes de fato estavam sendo expressas nas amostras de pacientes infectados com o Plasmodium vivax

“Extraímos o RNA do plasmódio, fizemos a transcrição reversa e amplificamos esses genes. Esse material foi então clonado em plasmídios bacterianos e esses clones que conseguimos amplificar foram seqüenciados aqui na USP. A análise foi enviada ao grupo que coordena o projeto no TIGR, que o utilizou na análise comparativa das quatro espécies de plasmódio”, explicou.

Segundo o pesquisador, o grupo internacional verificou que o genoma do plasmódio em geral é bem conservado entre as quatro espécies. “As mesmas vias metabólicas aparecem nos quatro agentes. Um dos elementos que parecem fazer diferença são justamente as famílias de proteínas variantes”, disse.

Yamamoto ressalta que, entre todos os pesquisadores que participaram do projeto, o grupo brasileiro foi o único pertencente a um país localizado em uma área endêmica da malária. Os outros são dos Estados Unidos, Inglaterra, Espanha e Austrália.

O artigo Comparative genomics of the neglected human malaria parasite Plasmodium vivax, de Tony Freeth e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com. (Foto divulgação)

Fábio de Castro / Agência FAPESP

INPI lança edital em busca de especialistas em propriedade intelectual

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) divulgou, no último dia 30 de setembro, no Diário Oficial da União, o edital para seleção de seis profissionais para o cargo de especialista sênior em Propriedade Intelectual. A remuneração é de R$ 12,1 mil e as inscrições serão feitas nos dias 20 de outubro e 14 de novembro, das 9h às 12h e das 14h às 17h, no Centro de Treinamento do Instituto localizado na Praça Mauá, nº 07, 10º andar, centro do Rio de Janeiro.

O candidato pode encontrar o edital bem como o formulário de inscrição no site www.inpi.gov.br. As inscrições são gratuitas.

Para concorrer ao cargo, o candidato deverá preencher os seguintes requisitos: possuir doutorado e documentação que comprove atividade exercida durante dez anos após a conclusão do doutorado numa das áreas de atuação do especialista. As áreas são de direito da propriedade intelectual, direito do autor nas tecnologias da informação e comunicação, economia da inovação e gestão da inovação e estratégia tecnológica, além de biotecnologia e nanotecnologia.

A seleção terá três etapas: a avaliação de títulos e currículos, defesa pública de memorial e prova didática, que consistirá da realização de conferência. Mais informações, no site, ou pelos telefones (21) 2139-3233 e 2139-3232. (Com informações do INPI)

Fonte: Gestão CT

MMA abre processo para seleção de chefes dos Centros Especializados e das Unidades de Conservação do ICMBio

Por meio de portaria conjunta publicada no dia 2 de outubro, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) instituíram o processo de recrutamento e seleção de candidatos para o provimento de cargos em comissão destinados aos chefes de Centros Especializados e das Unidades de Conservação da estrutura organizacional do ICMBio.

O processo será conduzido por um comitê de busca, que será formado por especialistas. Eles identificarão nomes de candidatos que se identifiquem com as diretrizes técnicas e político-administrativas estabelecidas para cada Centro Especializado e Unidade de Conservação. A escolha dos chefes será feita pelo presidente do ICMBio.

A permanência no cargo é de quatro anos com direito a uma recondução, por igual período, respaldada por avaliação de desempenho. A recondução ao cargo se dará por novo processo de recrutamento e seleção.

As inscrições de candidatos podem ser feitas até o dia 1º de novembro. Veja a íntegra do processo no texto da portaria que está disponível neste link.

Informações sobre o ICMBio podem ser obtidas no site www.icmbio.gov.br/.

Brasil - 8º lugar na América Latina no Índice de Oportunidade Humana

O Brasil está em oitavo lugar na América Latina no que diz respeito à igualdade de oportunidades oferecidas às crianças, atrás de países como a Argentina, Chile, Jamaica e México. Mesmo nessa posição, o Brasil registra dois pontos acima da média latino-americana divulgada no dia 2 pelo Índice de Oportunidade Humana (IOH). O ranking foi realizado pelo Banco Mundial que, em função das desigualdades entre a população dos países latino-americanos, escolheu a região para aplicar o IOH pela primeira vez.

A iniciativa mede as oportunidades necessárias para assegurar o acesso universal de crianças e jovens a serviços básicos e essenciais para uma vida produtiva. O índice vai de zero a cem e aumenta à medida em que há mais oportunidades. Ele também leva em consideração se essas chances são distribuídas de forma eqüitativa. O Banco Mundial defende que esse nivelamento de chances para as crianças é a chave do desenvolvimento na região.

O Brasil obteve a nota 72 no ranking, enquanto a da América Latina é 70. O país que obteve o melhor resultado foi o Chile, com IOH de 91. O desempenho mais fraco foi o da Nicarágua, que ficou com 46. O índice é calculado com base na distribuição das oportunidades educacionais e habitacionais oferecidas nos países. Foram levados em consideração os seguintes indicadores: acesso à saneamento, água potável, eletricidade, freqüência escolar na faixa etária de dez a 14 anos e conclusão da 6ª série do ensino fundamental na idade correta.

“Entre 25% e 50% da desigualdade permanente de renda observada entre os adultos da América Latina e do Caribe deve-se a circunstâncias que essas pessoas enfrentaram ainda na infância e sobre as quais não tinham controle nem responsabilidade”, diz a pesquisa.

De acordo com o estudo, entre os 19 países da América Latina e Caribe, Argentina, Chile, Costa Rica, Uruguai e Venezuela foram considerados os mais próximos da universalidade nos serviços básicos. Já a Guatemala, Honduras e Nicarágua são os mais distantes da meta.

Também foi analisado de que forma fatores como a cor da pele, o local de nascimento e as condições de renda da família influem no acesso aos serviços básicos em cada país. O relatório aponta que o nível educacional da mãe e a renda salarial do pai estão entre os fatores de maior peso para explicar as desigualdades na distribuição de oportunidades entre as crianças na região.

Além disso, foram analisados os avanços dos países na última década, considerando os indicadores sociais de 1995 a 2005. Nesse cenário, o Brasil ganha destaque, já que o índice subiu de 59 para 72 no período, com uma taxa de crescimento anual de 1,3%. O índice está disponível neste link. (Com informações da Agência Brasil)

Pecuária e conservação do Pantanal: análise econômica de alternativas sustentáveis - O dilema entre benefícios privados e sociais

Valor anual da mata em pé é 270 vezes maior do que o lucro da pecuária que a derruba, afirma cientista da Embrapa - Migração da criação de gado extensiva para técnicas mais lucrativas estimula desmatamento nas áreas não-alagáveis do bioma

Quanto vale um bioma? A pergunta pode parecer maluca, mas, se o bioma em questão for o Pantanal, ela já pode ser respondida: US$ 112 bilhões por ano, no mínimo. Várias ordens de grandeza mais que o máximo de US$ 414 milhões anuais que a devastação do local gera.

O cálculo foi feito por um pesquisador da Embrapa Pantanal, em Corumbá, e põe pela primeira vez em perspectiva o valor dos serviços ambientais prestados pela maior planície alagável fluvial do mundo, comparados com aquilo que é gerado pela pecuária, a mais rentável atividade econômica praticada na região.

Segundo o oceanógrafo e economista gaúcho André Steffens Moraes, "perdido no Pantanal desde 1989", um hectare preservado do bioma que detém a maior concentração de fauna das Américas vale entre US$ 8.100 e US$ 17.500 por ano. A conta é detalhada em sua tese de doutorado, recém-defendida na Universidade Federal de Pernambuco.

Nela, Moraes inclui valores potenciais de coisas como madeira, produtos florestais não-madeireiros e ecoturismo. Mas também de coisas que não estão nem podem ser colocadas facilmente no mercado, como o valor da polinização feita por aves e insetos, o controle de erosão e, principalmente, a oferta e regulação de água - produtos e serviços que são perdidos quando a vegetação tomba. "Eu analisei quanto a sociedade perde quando se desmata", disse o pesquisador.

Estilo Zé Leôncio
Com terras que ficam alagadas até 8 meses por ano, impróprias para a agricultura e abundantes em gramíneas, o Pantanal parece combinar com a pecuária, única atividade -além do turismo- rentável ali. Hoje há 5,3 milhões de cabeças no bioma, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A pecuária também parece combinar com o Pantanal: como o capim faz parte do ecossistema, não é preciso recorrer ao desmatamento para criar gado. Há no bioma uma coexistência pacífica única no Brasil entre gado e fauna, que acaba tornando os fazendeiros da região conservacionistas, no melhor estilo Zé Leôncio (o fazendeiro consciencioso da novela "Pantanal", interpretado pelo ator Cláudio Marzo). No jargão dos economistas, esse pecuaristas são considerados "satisficers" (saciadores) e não "maximizers" (maximizadores).

Segundo Moraes, o gado é de certa forma bom para a fauna: com carne de sobra, a pressão de caça diminui.

Desmate na cordilheira
O problema é que viver como Zé Leôncio não é para quem está interessado em grandes lucros: "A pecuária é extensiva, então a rentabilidade é baixa", afirmou Moraes à Folha. Para ser exato, cada hectare de boi em pasto nativo rende US$ 12,5 ao ano para os produtores.

E é claro que pouca gente quer ser Zé Leôncio hoje em dia. A partir dos anos 1970, um aumento na demanda por carne associado a uma inundação no rio Taquari que diminuiu a área de pasto natural fez os fazendeiros começarem a derrubar as matas nas chamadas cordilheiras, as áreas de floresta que ficam secas o ano todo.

Sem a dor-de-cabeça de precisar tirar o gado todo ano quando o pasto alaga -que reduz o peso dos animais-, quem cria gado nas cordilheiras ganha mais dinheiro: US$ 28 por hectare ao ano.

Isso obviamente teve impacto direto sobre o bioma. Até 1991, apenas 545 mil hectares de mata nativa pantaneira haviam tombado. Em 2000 já era 1,2 milhão de hectares, ou 30% da área do Pantanal.

"O pecuarista não tem alternativa produtiva. O mercado o pressiona para desmatar e pôr pasto", diz Moraes. "Quando ele faz isso, as ONGs e a sociedade criticam, mas eu como pecuarista faria a mesma coisa.

Cientista sugere incentivo para gado "ecológico"
Além de tentar estabelecer um valor para a mata, o economista André Steffens Moraes também estima o quanto o ganho adicional de R$ 15,50 por hectare -a diferença entre a pecuária de "seco", que desmata, e a de "molhado" - se traduz em prejuízos decorrentes da perda do habitat pantaneiro.

Para isso, ele recorreu a uma série de análises de custo-benefício e a estudos anteriores sobre quanto as pessoas estariam dispostas a pagar pela simples existência do Pantanal. De longe o serviço que mais vale é a oferta de água, a verdadeira commodity do Pantanal. O fornecimento garantido pela vegetação e a regulação de cheias e secas vale mais de US$ 3.000 por hectare ao ano.

Benefícios globais, como armazenagem de carbono e regulação do clima, foram também calculados, mas de maneira menos precisa, já que há poucos estudos sobre o ciclo do carbono naquele bioma. Somados, os benefícios locais e globais chegam a US$ 8.100. "São US$ 8.100 contra US$ 30. Uma loucura, né?"

No entanto, quando se agrega a variável um tanto exótica do "valor de existência", a loucura fica ainda maior: um hectare de Pantanal preservado chega a quase US$ 17.500, e o valor total do bioma, a incríveis US$ 242 bilhões por ano.

Moraes, porém, não sugere que os fazendeiros deixem de desmatar em nome desse suposto valor de existência -um dinheiro que, afinal, existe só em teoria. "Todo mundo se beneficia, mas quem paga o custo da conservação é o pecuarista."

A proposta do pesquisador é que a sociedade subsidie os Zés Leôncios, pagando para que eles não desmatem. Uma forma de fazer isso seria dar crédito mais barato a pecuaristas que mantêm suas áreas sem derrubada. Outra seria cobrar dos hotéis pantaneiros uma taxa para financiar pecuaristas. (CA/FSP)

Para ler a tese de doutorado : Pecuária e conservação do Pantanal: análise econômica de alternativas sustentáveis - O dilema entre benefícios privados e sociais de André Steffens Moraes orientada pelo Profº Dr. Yony Sampaio, clique aqui

Fonte: Walfrido Tomas/Embrapa Pantanal

PL institui Fundo Nacional sobre Mudança do Clima

O Brasil poderá contar com um fundo voltado para assegurar recursos para projetos, estudos ou financiamento de empreendimentos voltados à redução do impacto das mudanças climáticas. É o que prevê o projeto de lei 3820/08, de autoria do Poder Executivo, que cria o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC).

De acordo com o texto, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concederá financiamentos ao novo fundo, que será administrado por um comitê gestor coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente. A competência e a composição da instância serão estabelecidas por ato do Poder Executivo. O PL assegura a participação de seis representantes do Executivo federal e de cinco representantes do setor não-governamental.

O FNMC contará com dotações orçamentárias próprias e empréstimos de instituições financeiras nacionais e internacionais, além de 60% dos 10% destinados ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) pela Política Energética Nacional (Lei 9.478/97). Esse percentual incide sobre os valores a serem pagos pelas empresas contratadas para exploração de petróleo e gás natural quando houver grande volume de produção ou rentabilidade.

Além disso, a proposição muda a destinação desses 10% reservados ao MMA. Hoje, esse percentual é destinado ao desenvolvimento de estudos e projetos relacionados à preservação do meio ambiente e à recuperação de danos ambientais causados pela indústria do petróleo. O PL cita nove possíveis destinações para os recursos. Entre elas, constam sistemas de contingência que incluam prevenção, controle e combate à poluição por óleo; e estudos e projetos de prevenção, controle e remediação da poluição atmosférica.

O fundo destinará recursos para o apoio financeiro reembolsável por meio da concessão de empréstimo e em apoio a projetos ou estudos. O comitê gestor do FNMC definirá a distribuição das verbas. Já as normas que regerão os empréstimos, como encargos financeiros e prazos serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional. O PL estabelece que os recursos poderão ser aplicados diretamente pelo MMA ou transferidos por meio de convênios, termos de parceria e acordos.

A proposição tramita em conjunto com o PL 2635/07, do deputado Eduardo Valverde (PT-RO), que autoriza o Executivo a instituir o Fundo Nacional de Mudanças Climáticas com o objetivo de promover a sustentabilidade das florestas e desenvolver fontes de energia limpa. Os textos serão analisados pelas comissões de Minas e Energia; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A íntegra do PL está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

8º Congresso Interamericano de Conservação em Terras Privadas

O 8º Congresso Interamericano de Conservação em Terras Privadas será realizado no Rio de Janeiro, entre os dias 10 e 12 de dezembro. O evento, que já percorreu cinco países – Costa Rica, com três edições, Equador, Chile, México e Colômbia – chega pela primeira vez ao Brasil e pretende reunir cerca de 500 empreendedores e ambientalistas de todo o continente.

As inscrições para artigos a serem apresentados na mostra Conservação em Terras Privadas nas Américas, que faz parte da programação paralela ao congresso, vão até o dia 30 de outubro

A promoção é da Aliança de Redes Latino-Americanas de Conservação Privada e a organização é da Associação Patrimônio Natural do Rio de Janeiro, da Confederação Nacional de Reservas Particulares do Patrimônio Natural, do Instituto Estadual de Florestas, do Instituto BioAtlântica e da The Nature Conservancy.

As palestras discutirão temas como: “O papel dos governos e as políticas públicas para a conservação em terras privadas”, “Negócios e conservação em terras privadas: financiando os sonhos”, “O papel da conservação em terras privadas” e “A conservação corporativa, a conservação familiar e a conservação comunitária: três mundos que se completam ou que competem entre si?”.

O evento também contará com oficinas que visam divulgar as melhores-práticas para conservação da biodiversidade em terras privadas, relacionando-a a temas como ecoturismo, concessões florestais, conservação com agricultura e agropecuária, serviços ambientais em reservas privadas, conservação corporativa e conservação comunitária.

Mais informações: www.congressoconservacaoprivada.org

Fonte: Agência FAPESP

1968: Liberdade e Repressão

O seminário 1968: Liberdade e Repressão, realizado pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), discutirá a herança deixada pela geração de 1968 por meio de debates, peças de teatro e lançamento de livros. O evento ocorrerá a partir do dia 12 de outubro.

O objetivo do seminário é divulgar as pesquisas em torno da documentação reunida pelo Arquivo Miroel Silveira. O Projeto Temático “A cena paulista: um estudo da produção cultural de São Paulo, de 1930 a 1970 a partir do Arquivo Miroel Silveira”, iniciado em 2005 com apoio da FAPESP e sob custódia da Biblioteca da ECA, é responsável por conservar e estudar mais de 6 mil processos de censura prévia ao teatro originados do Serviço de Censura do Departamento de Diversões Públicas do Estado de São Paulo (DDP-SP).

Em 1968, o Ato Institucional número 5 (AI-5) federalizou a censura e encerrou os processos que se desenrolavam em São Paulo. O ano, marcado pela abundante produção artística e pelo período mais duro da repressão por parte do Estado, receberá atenção especial nas discussões.

O seminário reunirá pesquisadores, críticos e artistas em torno de palestras, mesas de debates e videoconferências. A programação inclui também a encenação de textos do período, como O Crime da Cabra, de Renata Pallotini e a peça Sepé Tiaraju, do Grupo União e Olho Vivo.

Mais informações: www.eca.usp.br/ams

Fonte: Agência FAPESP

Ipea lançará duas representações regionais

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançará, neste ano, duas representações regionais: uma em Belém (PA), na região Norte, e outra em Natal (RN), no Nordeste. O anúncio foi feito, no dia 24 de setembro, pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann, durante entrevista coletiva concedida para apresentar os resultados do Planejamento Estratégico do instituto para os próximos anos.

Na ocasião, ele destacou que esta “mobilização de inteligência para o desenvolvimento” é mais do que necessária, pois permitirá ao instituto estar conectado com estas regiões por meio do conhecimento. O presidente informou que não haverá custos nas representações porque as instalações serão em prédios federais ou dos governos estaduais. De acordo com ele, o ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Mangabeira Unger, e os governadores vêm fazendo essa articulação.

Pochmann destacou que o Ipea aprofundará suas pesquisas na área internacional e na sustentabilidade ambiental, para as quais há vagas específicas no próximo concurso do instituto, que está com as inscrições abertas. Durante a coletiva, ele detalhou a missão, os objetivos do Ipea, suas formas de atuação, novos instrumentos de gestão, além das suas novas linhas de pesquisa.

Planejamento
Pochmann explicou que entre as razões que motivaram o instituto a definir uma estratégia de planejamento estratégico está o fato de o Brasil estar indo para o 15º ano de estabilidade monetária, depois de um longo período de superinflação. De acordo com ele, o país foi o que mais conviveu com este tipo de inflação. “Portanto, essa estabilidade monetária é condição necessária para termos uma visão de longo prazo, já que com instabilidade não há meios de se fazer um planejamento adequado”, disse ele.

Além disso, o presidente lembrou que, quando assumiu o instituto, em 2007, o país estava diante de dois para três anos de crescimento econômico cuja média era quase duas vezes maior que a média das décadas de 1980 e 1990. Ou seja, o Brasil estava recuperando a sua capacidade de produção, que estava sendo realizada a partir de investimentos. “Então, analisamos que num ambiente de estabilidade monetária e de expansão da atividade econômica é importante que nós tenhamos condições de antecipar o futuro, do ponto de vista do conhecimento. Orientar as ações em termos de políticas públicas”, analisou.

Missão
Dentro dessa proposta, foi reorganizada a missão do instituto, que hoje consiste em produzir, articular e disseminar conhecimento para aperfeiçoar as políticas públicas e contribuir para o planejamento do desenvolvimento brasileiro. “O desenvolvimento voltou à agenda nacional, mas lamentavelmente as questões do desenvolvimento para longo prazo quase não estavam sendo tratadas”.

Pochmann destacou a necessidade de fortalecer a instituição, o que segundo ele vem sendo feito a partir de parcerias de conhecimento em redes articuladas e integradas. “Tudo isso para poder acompanhar e monitorar as políticas públicas por meio de uma série de convênios que fizemos com os ministérios. Hoje, o Ipea está praticamente em cada um dos ministérios brasileiros”, afirmou.

Pesquisadores
O presidente apontou, como um dos pontos fracos do processo, o fato de o instituto não estar conseguindo repor, por exemplo, no mesmo ritmo, o número de novos pesquisadores em relação aos que vinham se aposentando. De acordo com ele, de 1995 a 2007, foi registrada uma queda de 50% no orçamento da instituição, em termos reais. “Parcelas importantes dos programas de políticas públicas estavam sendo feitas sem que nós tivéssemos uma participação efetiva, do ponto de vista institucional”, disse.

Pochamann ressaltou que a idéia é transformar o Ipea num centro de inteligência para a gestão do conhecimento e do desenvolvimento. “Porque, vejam bem, as universidades produzem conhecimento, as ONGs produzem conhecimento, as instituições patronais produzem conhecimento. Têm conhecimento sendo produzido. Nós estamos nos colocando como uma instituição que pode ajudar na gestão desse conhecimento para o desenvolvimento”, afirmou. Informações sobre as ações do Ipea podem ser obtidas no site www.ipea.gov.br.

Fonte: Gestão CT

UFOP abre vagas para professores em geologia

O Departamento de Geologia da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto, um dos centros pioneiros no ensino de geologia no país, está com três concursos abertos para seleção de professores adjuntos.

São três vagas no total, para as áreas de geologia sedimentar / mapeamento geológico, petrologia / mapeamento geológico e geologia econômica / mapeamento geológico.

O regime de trabalho é de 40 horas semanais com dedicação exclusiva. O candidato deverá ter disponibilidade para exercer suas atividades inclusive no período noturno. A remuneração é de R$ 6.497,04.

Os interessados poderão se inscrever até o dia 28 de outubro.

Mais informações sobre o processo de seleção: www.degeo.ufop.br

Fonte: Agência FAPESP

Anprotec apresenta Sapi - Sistema de Acompanhamento de Parques Tecnológicos

No dia 24, a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) apresentou, em Aracaju (SE), o Sistema de Acompanhamento de Parques Tecnológicos (Sapi). A iniciativa conta com a parceria do MCT, CNPq, Finep e Sebrae e foi desenvolvida para ser uma plataforma única de indicativos do setor. A Anprotec é uma instituição associada à ABIPTI.

O sistema deverá reunir informações e dados de diferentes fontes e permitirá a integração e o acompanhamento global do crescimento e impacto à geração e consolidação de empreendimentos inovadores no país. O Sapi substituirá as diversas bases de dados que as entidades envolvidas possuíam separadamente.

“Essa iniciativa é fruto de discussões no âmbito do Programa Nacional de Apoio a Incubadoras e Empresas e Parques Tecnológicos (PNI), plataforma de articulação entre numerosos agentes interessados no fortalecimento do empreendedorismo inovador no Brasil”, disse o presidente da Anprotec, Ary Plonski, em notícia divulgada pela Anprotec.

O Sapi funcionará vinculado ao Portal Inovação (www.portalinovacao.mct.gov.br), do MCT. Para viabilizá-lo, será feito um mapeamento nacional das informações dos agentes empreendedores de inovação para produzir indicadores sobre o setor. De acordo com a Anprotec, as informações serão fornecidas pelas próprias empresas, parques tecnológicos e incubadoras. No mês de dezembro de cada ano, será divulgado um relatório com os dados do setor. Segundo Roberto Pacheco, do Instituto Stela (SC), responsável pelo desenvolvimento do portal, as informações não serão exatamente de cunho econômico, mas político.

“Com esses dados em mãos, poderemos buscar políticas públicas, financiamentos e programas de governo voltados para atender as demandas do empreendedorismo inovador”, afirmou Pacheco durante a apresentação do sistema.

Ainda de acordo com a Anprotec, a construção dos indicadores foi inspirada no conceito do Balanced Scorecard (BSC). A definição dos indicadores levou em consideração as boas práticas de associados que participaram do projeto. Com o objetivo de garantir a veracidade e atualização das informações, o Sapi será vinculado às principais fontes de financiamento de pesquisa e desenvolvimento – Finep, CNPq e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Seminário
O sistema foi apresentado durante o 18º Seminário Nacional de Parques e Incubadoras de Empresas, que ocorreu em Aracaju (SE). Na ocasião, foi realizada uma assembléia geral, onde a cidade de Campo Grande (MS) foi escolhida para sediar a 20ª edição do evento, que acontecerá no ano de 2010. A capital sul-matogrossense venceu as cidades de Belém (PA) e Guarulhos (SP). Em 2009, o 19º Seminário será realizado em Florianópolis (SC).

As incubadoras de empresas e parques tecnológicos, empresas residentes e graduadas devem acessar o Sapi pelos sites www.anprotec.org.br/sapi e www.portalinovacao.mct.gov.br. (Com informações da Anprotec)

Fonte: Gestão CT

Estados e municípios ainda podem aderir ao Brasil Alfabetizado

Os Estados e municípios podem aderir ao Programa Brasil Alfabetizado até o dia 11 de outubro. O prazo acaba de ser prorrogado pelo Ministério da Educação (MEC). De acordo com o órgão, foram os próprios Estados e municípios que solicitaram o adiamento.

Dados do ministério indicam que até o dia 2, 1.073 municípios acessaram o termo de adesão na página do programa. Deste total, 860 já concluíram o processo. Outras 99 inscrições estão sendo analisadas pelo MEC e 66 estão em diligência, ou seja, sendo ajustadas. Além disso, 20 Estados já enviaram os seus termos de adesão.

O programa tem como foco a alfabetização da população maior de 15 anos. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo no país ainda é de 10%.

No ano passado, o Brasil Alfabetizado atendeu 1.076 municípios prioritários com índices de analfabetismo na população iguais ou maiores do que 35%. Para 2008, o foco prioritário do programa são 1,9 mil municípios com índice de analfabetismo superior a 25%.

Informações sobre o Programa Brasil Alfabetizado podem ser obtidas neste link.

Fonte: Gestão CT

Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo inaugura Laboratório de Parasitologia

São Paulo tem novo laboratório de parasitologia
A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) inaugurou, em seu campus na capital paulista, um Laboratório de Parasitologia que permitirá, entre outras atividades de pesquisa, a realização de ensaios de bioquímica, de biologia molecular, colorimétricos, de citometria de fluxo e de experimentação animal.

O laboratório, que integra o Departamento de Ciências Patológicas da faculdade, já está em funcionamento com três alunos de iniciação científica, cinco de graduação e pós-graduação, dois professores médicos, um biotécnico e um ultrasonografista.

Os equipamentos estão entre os mais modernos do mundo, contando com centrífuga refrigerada, incubadora de dióxido de carbono, microcentrífuga, equipamento para purificação magnética, freezer com capacidade para temperaturas de até 80ºC negativos, tanque de nitrogênio, microscópio invertido e lavadora automática de placas.

Segundo a FCMSCSP, o objetivo é permitir que a produção científica da faculdade, que sempre ocorreu de forma descentralizada uma vez que os pesquisadores precisavam se valer de recursos de outras instituições, seja beneficiada pela disponibilidade de um laboratório integrado às outras unidades de ensino e pesquisa da instituição.

As instalações do laboratório foram montadas e os equipamentos adquiridos com auxílio financeiro da Companhia Brasileira de Mineração e Metalurgia e da FAPESP.

Em seus mais de 40 anos de atuação, a FCMSCSP já formou cerca de 3,5 mil médicos e mais de 270 mestres, 110 doutores e 25 livres-docentes, além de contribuir com a ciência médica no Brasil por meio de inúmeras pesquisas científicas tanto na área básica como clínica, em seus diversos laboratórios como Imunologia, Microbiologia, Farmacologia, Bioquímica, Fisiologia, Técnica Cirúrgica, Cirurgia Experimental e Biologia Molecular.

Mais informações: www.fcmscsp.edu.br

Fonte: Agência FAPESP

Confap discute a ampliação dos investimentos em difusão e popularização da C&T

No último dia 2, em Belo Horizonte (MG), durante a realização de mais uma reunião técnica do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), a ampliação de investimentos em difusão e popularização da ciência e tecnologia foi defendida. Entre os exemplos de ações que podem fortalecer a difusão foram citados os programas e os prêmios voltados ao jornalismo científico.

Durante o encontro, algumas experiências foram apresentadas. De acordo com informações da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), a presidente da FAP do Rio Grande do Norte (Fapern), Isaura Rosado, disse que a instituição está lançando um programa voltado à fixação de jornalistas interessados em cobrir temas ligados à ciência nas redações de veículos de comunicação em Natal. “Vamos oferecer bolsas tanto para profissionais quanto para estudantes de graduação”, explicou.

Antes do programa, a FAP do Rio Grande do Norte lançou o Prêmio Fapern de Jornalismo com o tema “Pesquisa Científica no RN: Avanços e Desafios”, que pretende premiar trabalhos nas categorias jornalismo impresso (jornal e revista) e eletrônico (TV, rádio e intenet), que tenham sido publicados entre outubro de 2007 e setembro de 2008. “A imprensa tem papel fundamental na divulgação dos avanços da ciência e tecnologia. Ela tem o poder de adquirir um dado científico e transmitir de forma clara para a população”, disse a presidente.

Já o presidente da FAP do Maranhão (Fapema), Sofiane Labidi, falou da importância de investimentos em difusão científica. A instituição também mantém um prêmio de jornalismo científico, com as categorias impresso e eletrônico, entre as principais iniciativas nesse sentido.

O presidente do Confap e diretor-presidente da Fapeam, Odenildo Sena, disse que compartilha do interesse pela popularização da ciência. “Percebo que, felizmente, essa não é uma preocupação exclusivamente nossa”, afirmou.

Sena ressaltou ainda a importância de ações como o Programa Comunicação Científica, iniciativa da Fapeam que, em sua terceira edição, oferece 15 vagas para jornalistas, radialistas, designers e estudantes de graduação em jornalismo que atuam na difusão científica.

Ações Conjuntas
As perspectivas de ações conjuntas nas áreas de segurança pública, educação e saúde também foram discutidas durante o evento.

A rede de pesquisa em malária foi citada, por Odenildo Sena, como exemplo concreto de parceria entre fundações que mantêm pesquisas na área. Além da rede, a diretora técnico-científica da Fapeam, Elisabete Brocki, apresentou outras ações que podem gerar parcerias. “O Programa Ciência na Escola (PCE) e o Jovem Cientista Amazônida (JCA) são ações inovadoras, que promovem a inclusão de jovens no contexto das pesquisas científicas."

O PCE financia pesquisas em escolas da rede pública de ensino, envolvendo professores e estudantes por meio de bolsas de estudo e auxílio-pesquisa. O JCA incentiva a participação de estudantes e comunidades em pesquisas científicas acadêmicas realizadas nas suas localidades, também por meio de bolsas e auxílio-pesquisa, inclusive, com participação de estudantes indígenas.

Interesse em compartilhar experiências na área de segurança pública com outras regiões do país também foram apresentadas durante o evento. A Fapern, a Fapema e a Fapeam são associadas à ABIPTI.(Com informações da Agência Fapeam)

Fonte: Gestão CT

Proposta estende exercício do jornalismo a outros diplomados

Uma proposta que estende o exercício do jornalismo a profissionais que tenham formação universitária em qualquer área está em estudo pelo Ministério da Educação (MEC). A informação foi dada no dia 17 pelo ministro Fernando Haddad, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

O ministro também pretende discutir as diretrizes dos cursos oferecidos na área, que passarão por uma supervisão, a exemplo do que ocorreu com direito, medicina e pedagogia. Ele informou que ainda neste mês constituirá um grupo de trabalho para apresentar, em 90 dias, uma proposta nesse sentido. “A comissão fará uma análise das diretrizes curriculares do jornalismo e, sobretudo, das perspectivas de graduados em outras áreas, mediante formação complementar, poderem fazer jus ao diploma”, explicou Haddad na entrevista.

Ele destacou que o seu objetivo não é entrar na discussão travada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e no Ministério do Trabalho sobre a obrigatoriedade do diploma, mas tratar da formação do jornalista. Na prática, caso o STF decida pela obrigatoriedade do diploma, a discussão se tornará inócua. “No mundo inteiro as pessoas se formam nessa área, mesmo onde não há obrigatoriedade. Sou favorável à boa formação. Não discuto a questão do exercício profissional”, afirmou.

De acordo com o ministro, para um profissional formado em outra área ser habilitado ao diploma de jornalista, ele precisaria cursar disciplinas essenciais para a formação na área, como técnica de reportagem, ética e redação. O Gestão C&T online entrou em contato com a Assessoria de Imprensa do MEC para obter outros detalhes sobre a proposta, mas o ministério informou que ainda não existe nada de concreto sobre a discussão, nem a idéia de o órgão apresentar um projeto de lei sobre o assunto.

Na mesma matéria publicada pela Folha de São Paulo, o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, considerou a proposta de Haddad como inoportuna. “É uma proposta feita por alguém que está distante da realidade da profissão”. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) disse que não comentaria a idéia porque o assunto está sob o exame do STF. Informações sobre as ações do MEC podem ser obtidas no site www.mec.gov.br.

Fonte: Gestão CT

Delegação alemã visita a FAPESP

Conhecimento para a pesquisa
A pedido da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, o presidente da FAPESP, Celso Lafer, recebeu, na quarta-feira (8/10), na sede da Fundação, em São Paulo, representantes da indústria e de universidades alemãs para a exploração de temas de interesse comum.

O objetivo da delegação alemã, apoiada pelo Ministério Alemão de Formação e Pesquisa, foi ter contato com as áreas do conhecimento apoiadas pela FAPESP para verificar possibilidades de parcerias futuras, não só com a Fundação, mas também com a comunidade de pesquisadores e empresários do Estado de São Paulo.

“Estamos à procura de parceiros brasileiros em pesquisa científica, tecnológica e desenvolvimento de projetos, que possam trabalhar de forma bilateral e trazer benefícios para ambos os países”, disse Helmut Kergel, vice-diretor da Unidade de Negócios das Redes de Competência da Associação dos Engenheiros Alemães e da Associação da Indústria Elétrica, Eletrônica e de Informática da Alemanha, à Agência FAPESP.

“A FAPESP atua diretamente com os pesquisadores paulistas, fazendo um papel de facilitadora para a geração de futuras invenções. A conversa com a Fundação foi muito positiva e a nossa previsão é que essa troca de informações possa gerar parcerias já em 2009, quando idéias poderão ser transformadas em projetos”, afirmou Kergel que, por representar cerca de cem empresas e institutos de pesquisa na Alemanha, foi o coordenador da visita no Brasil.

Segundo ele, as relações com as instituições brasileiras deverão ficar ainda mais estreitas na oportunidade da Ecogerman, uma feira de negócios que será realizada em março de 2009, na capital paulista, quando serão apresentados produtos e serviços e discutidos temas ligados à segurança energética e à proteção climática entre as duas nações.

Além de conhecer as modalidades de apoio à pesquisa científica, tecnológica e de inovação oferecidas pela FAPESP, os alemães apresentaram suas áreas de interesse, que estão inseridas no setor das tecnologias do meio ambiente, subdivididas basicamente em mudanças climáticas, eficiência energética e sustentabilidade.

“Os representantes alemães são ligados à área de pesquisa no setor produtivo, com forte vínculo com a pesquisa básica e aplicada. Essa aproximação mostra a importância do tema da internacionalização para as universidades brasileiras e para a FAPESP”, disse Lafer.

“Por isso daremos seqüência a esses contatos com o objetivo de ver em que medida eles contribuirão para o adensamento desse tipo de interação que a internacionalização do conhecimento favorece, cujo papel é sinérgico na área da pesquisa e na formação de recursos humanos”, afirmou o presidente da FAPESP.

Na ocasião, os representantes da indústria alemã apresentaram seus projetos em reciclagem de eletroeletrônicos, enquanto que os das entidades de ensino e pesquisa falaram sobre estudos de interesse na área de monitoramento climático e fontes renováveis de energia.

A engenheira Cecilia Colodel, pesquisadora do Departamento de Física da Construção da Universidade de Stuttgart, disse que a reunião foi motivada pelos resultados de uma pesquisa de mercado realizada no Brasil pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, focada em comércio de eletroeletrônicos e em tecnologias dos recursos renováveis.

“Esse estudo gerou uma lista de instituições no Brasil, entre empresas, universidades e entidades de financiamento à pesquisa, entre elas a FAPESP. Então viemos ao Brasil visando à identificar pontos em comum e temas futuros de pesquisa com essas entidades”, disse Cecilia.

Nesse sentido, a criação de um amplo programa de pesquisa em conjunto, além do intercâmbio de pesquisadores dos dois países, também foram alternativas não descartadas por ambos os lados. “Estamos trabalhando com a possibilidade de elaboração de um programa de pesquisa que envolva a FAPESP, outros parceiros no Brasil e instituições alemãs”, destacou.

Também estiveram presentes na reunião Rebecca Ilsen, pesquisadora do Instituto de Administração de Empresas Industriais e de Produção Industrial da Universidade de Karlsruhe, Semih Severengiz, professor do Instituto de Máquinas, Ferramentas e Gestão Fabril da Universidade Técnica de Berlim, Carsten Eichert, gerente da Encros, empresa de consultoria especializada na utilização de recursos naturais e na responsabilidade empresarial, Sebastian Kernbaum, engenheiro da Encros, localizada em Handorf, e Marie-Anne Van Sluys, professora do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP).

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP