sábado, 4 de outubro de 2008

Sustainable biofuels redux

Políticas para biocombustíveis
“Sistemas de produção sustentável de biocombustíveis poderão ter um papel altamente positivo na mitigação das mudanças climáticas, na melhoria da qualidade do ambiente e no fortalecimento da economia mundial, mas, para que isso ocorra, serão necessárias muitas pesquisas e políticas com sólida base científica.”

A afirmação, de um grupo internacional de especialistas em biocombustíveis, agronomia, economia, biologia e conservação, foi publicada na edição desta sexta-feira (3/10) da revista Science. O artigo é resultado das discussões feitas durante workshop realizado pela Sociedade Ecológica dos Estados Unidos em março.

Entre os 23 pesquisadores que assinam o texto estão dois brasileiros: José Goldemberg, do Centro Nacional de Referência em Biomassa, vinculado ao Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo, e Philip Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.

Segundo os cientistas, combustíveis à base de celulose, produzidos a partir de partes não-comestíveis ou tradicionalmente não-consumíveis de plantas, têm grande potencial de se tornar uma alternativa importante para os combustíveis fósseis e mesmo para o etanol à base de grãos, como soja ou milho.

Entretanto, os benefícios potenciais podem ser superados por escolhas infelizes, como plantio em locais errados ou práticas de gerenciamento ineficientes, que causam danos ambientais, destacam os autores. Segundo eles, há muitas questões que precisam ser respondidas – e algumas que nem foram colocadas ainda – a respeito das implicações do plantio com fins de obter biocombustíveis de celulose.

“A indústria de biocombustíveis de celulose pode ter muitos atributos sociais e ambientais positivos, mas pode também sofrer de vários dos problemas de sustentabilidade que envolvem os combustíveis à base de grãos, caso não seja implementada da maneira certa”, disseram.

“Sabemos que os sistemas de plantio de biocombustíveis baseados em grãos, da forma como são conduzidos atualmente, oferecem risco ambiental. Além da questão da dívida de carbono, criada pela área limpa em outros locais para repor a produção de alimentos que foi substituída [pelo plantio destinado a combustíveis], o plantio mais intensivo de nossas terras, com quantias de biomassa extraída cada vez maiores, pode facilmente exacerbar os problemas ambientais existentes”, destacaram.

Para os pesquisadores, é fundamental que os tomadores de decisão “em todos os níveis” entendam que aplicar as melhores práticas para a produção de biocombustíveis terá impactos positivos tanto para sustentabilidade das áreas cultiváveis como para fornecer um espaço a longo prazo para os biocombustíveis no portfólio de energias renováveis.

E, de acordo com eles, as políticas necessárias para que isso seja feito simplesmente não existem atualmente. “Padrões ambientais são necessários agora, antes que a indústria se mova da fase de pesquisa e desenvolvimento”, afirmou Phil Robertson, professor da Universidade Estadual de Michigan e primeiro autor do artigo.

No 1º Simpósio sobre Etanol de Celulose, realizado na sede da FAPESP em setembro, Goldemberg destacou a melhor posição do Brasil quanto aos Estados Unidos, com relação ao potencial de exploração do etanol.

“Os Estados Unidos utilizam o milho. O problema com o milho é que o calor usado para produzir o etanol vem de fora, ao contrário do que ocorre com a cana-de-açúcar. Como a matriz energética deles se baseia em carvão, no fundo, o uso do milho se resume a transformar carvão em etanol, o que compromete o balanço energético”, explicou.

O simpósio foi realizado como parte do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), na linha de pesquisa de Biomassa para Bioenergia. O objetivo foi definir estratégias para obtenção de etanol a partir da celulose da cana-de-açúcar por meios genéticos e bioquímicos.

O artigo Sustainable biofuels redux, de Phil Robertson e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.

Fonte: Agência FAPESP

Museu Goeldi comemora 142 anos de pesquisas na Amazônia

"Realizar pesquisas, promover a inovação científica, formar recursos humanos, conservar acervos e comunicar conhecimentos nas áreas de ciências naturais e humanas relacionadas à Amazônia". Esta é a missão do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT), que completa 142 anos nesta segunda-feira (6).

"Realizar pesquisas, promover a inovação científica, formar recursos humanos, conservar acervos e comunicar conhecimentos nas áreas de ciências naturais e humanas relacionadas à Amazônia". Esta é a missão do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT), que completa 142 anos nesta segunda-feira (6).

O Museu Goeldi tem três bases físicas. Localizado no centro de Belém (PA), o Parque Zoobotânico tem 5,2 hectares, que abrigam rica diversidade de espécies da fauna e flora amazônica. Aberto à visitação pública, o Parque também é um espaço de lazer, cultura e de comunicação da Ciência.

Localizado no bairro da Terra Firme, o Campus de Pesquisa do Goeldi abriga as coordenações de Botânica, Zoologia, Ciências Humanas, Ciências da Terra e Ecologia, Informação e Documentação, Planejamento, além das coleções, acervos e laboratórios institucionais.

Localizada na Floresta Nacional de Caxiuanã, município de Melgaço (PA), a Estação Científica Ferreira Penna (ECFP) destina-se à execução de programas de pesquisa e ações de desenvolvimento comunitário nas diversas áreas do conhecimento, recebendo cientistas de instituições nacionais e estrangeiras.

Referência nacional e internacional sobre a Amazônia, o Museu Goeldi tem 16 linhas de pesquisa que investigam a diversidade biológica, ambiental e sócio-cultural da Amazônia, além de 17 coleções científicas que reúnem um acervo com mais de 4,5 milhões de itens catalogados e tombados. Suas coleções de Arqueologia e Etnográfica são tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e sua atuação no inventário e pesquisa da fauna, flora e ecossistemas amazônicos o consagram como um dos mais importantes museus de ciências naturais do País.

Mais informações pelo site: www.museu-goeldi.br/

Fonte: Agência Museu Goeldi

Lançado site do Grupo de Estudos Nutrição e Pobreza

Criado em 2003, o Grupo de Estudos Nutrição e Pobreza agora conta com site próprio (www.iea.usp.br/nutricaoepobreza), que reúne textos, vídeos e informações sobre os objetivos, integrantes, atividades e agenda do grupo.

O site foi criado para reunir a produção acadêmica da grupo (artigos e outros trabalhos), propostas para políticas públicas resultantes de debates e oficinas e também para a divulgação das atividades.

Com isso, o grupo busca propiciar a pesquisadores, integrantes de organizações sociais e membros de órgãos governamentais material de referência para pesquisas e diretivas para políticas públicas nas áreas de nutrição e combate à pobreza.

Os objetivos do grupo são:
  • realizar pesquisas sobre nutrição e pobreza;
  • promover debates periódicos para a discussão de temas relacionados à nutrição e à pobreza;
  • organizar mesas-redondas com pesquisadores de reconhecido saber, membros do governo e de organizações da sociedade civil, brasileiros e estrangeiros, para discussão de temas específicos ligados ao tema nutrição e pobreza;
  • elaborar estudos, publicá-los e divulgá-los junto a organizações da sociedade civil e instituições públicas municipais, estaduais e federais;
  • analisar políticas e programas existentes em nível nacional.
  • buscar financiamento nacional e internacional para pesquisas e para execução de iniciativas de intervenção na área de nutrição e combate à pobreza.
  • congregar pesquisadores e professores universitários brasileiros atuantes na área, estimulando o diálogo e a integração.
A exemplo do Grupo de Estudos Nutrição e Pobreza, os outros grupos, cátedras e convênios também terão seus sites, bem como os pesquisadores visitantes e outros especialistas vinculados ao IEA. Futuramente, a partir do projeto em desenvolvimento (leia nota abaixo) do novo site do IEA, os sites de grupos e de pesquisadores serão reformulados, com a incorporação de novas seções e recursos a serem definidos no projeto.

Fonte: IEA/USP

Discentes da Ufla são premiados em Congresso de Microbiologia

35 estudantes de graduação e pós-graduação da Ufla, juntamente com os professores do Programa de Pós-graduação em Microbiologia Agrícola e Ciência dos Alimentos – PPGMA/Ufla, Eustáquio Souza Dias; Rosane Freitas Schwan; Patrícia Gomes Cardoso; Romildo da Silva e Luís Roberto Batista, participaram, entre os dias 21 e 24 de setembro, do “III Encontro nacional de Pós-graduação em Microbiologia Agrícola”, na UNESP de Jaboticabal/SP.

O evento contou com a participação de representantes dos programas de pós-graduação em Microbiologia Agrícola do todo o Brasil, entre eles da Ufla, UFV, UNESP/Jaboticabal, UNESP/Rio Claro, ESALQ-USP e UFRGS. 127 trabalhos foram apresentados no Encontro. Dos quatro trabalhos premiados nas primeiras colocações três são de estudantes de Pós-Graduação da Ufla.

O Prof. Eustáquio Souza Dias, Coordenador do PPGMA/Ufla afirmou que a participação no evento foi extremamente proveitosa para a Universidade: “a premiação dos nossos estudantes foi uma coroação de todo o esforço que eles fazem para participar desse tipo de evento e a desenvolver trabalhos de ótima qualidade. Tenho certeza que todos eles estão orgulhosos de fazer parte de um programa de pós-graduação que está entre os melhores do Brasil na área de Microbiologia Agrícola.”

Juntamente com o Encontro, aconteceu também o “V Fórum dos Coordenadores dos Programas de Microbiologia da Área de Ciências Agrárias”. O objetivo foi discutir os problemas comuns a todos os programas e buscar maior interação entre eles.

Estudantes premiados
Karina Marjorie Silva Herrera, mestranda em Microbiologia Agrícola
Orientador: Prof.º Eduardo Alves
Trabalho: Microscopia eletrônica e de fluorescência para estudo das estruturas de reprodução sexuada em Agaricus blazei ss Heinemann. Karina Marjorie Silva Herrera, Eustáquio Souza Dias, Giovana Augusta Torres, Eduardo Alves.

Luana Cássia Borges Silva, mestranda em Microbiologia Agrícola
Orientadora: Prof.ª Patrícia Gomes Cardoso
Trabalho: Actinobactérias associadas à batata (Solanum tuberosum l.) com potencial de antagonismo para aplicação no controle biológico., Luana Cássia Borges Silva, Maria Rosana B. Alves, Francisco Eduardo de Carvalho Costa , André B. Sá, Armando C. Dias.

Maíra Maciel Mattos de Oliveira, mestranda em Ciência dos Alimentos
Orientadora: Prof.ª Roberta Hilsdorf Piccoli
Trabalho: Ação sanificante de óleos essenciais em diferentes etapas da formação do biofilme por Listeria monocytogenes sobre superfície de aço inoxidável., Maíra Maciel Mattos Oliveira, Danilo Florisvaldo Brugnera, Maria das Graças Cardoso, Roberta Hilsdorf Piccoli.

Fonte: UFLA

CNPq dá início ao Censo da Pesquisa 2008

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançou o Censo da Pesquisa 2008.

O objetivo é conhecer o cenário atual da ciência brasileira a partir de informações dos grupos de pesquisa, sua distribuição geográfica, as linhas de pesquisa, bem como a produção científica, tecnológica e artística dos pesquisadores e estudantes.

O período de envio das informações vai até o dia 30 de novembro. Os pesquisadores que lideram grupos devem atualizar as informações de seus pesquisadores e estudantes, e os dirigentes têm a tarefa de certificar os grupos novos de suas instituições.

Segundo o CNPq, para que o Censo 2008 reflita com fidelidade a situação da pesquisa no Brasil, todos os participantes de grupos (pesquisadores e estudantes) devem atualizar também seus currículos Lattes.

O Diretório dos Grupos de Pesquisa é uma importante fonte de informação sobre a pesquisa realizada no Brasil. Suas bases contêm dados sobre os recursos humanos constituintes dos grupos, linhas de pesquisa, especialidades do conhecimento, os setores de atividade envolvidos, a produção dos participantes e os padrões de interação dos grupos com o setor produtivo.

A cada censo, desde o primeiro, em 1992, toda a comunidade representada no diretório é convidada a atualizar os dados dos grupos. Esses dados são processados e apresentados à comunidade científica e ao público em geral no site do CNPq, oferecendo a todos um panorama da capacidade instalada de pesquisa no país.

As informações completas de todos os censos já realizados, com séries históricas, súmulas estatísticas e buscas, podem ser acessadas pelo endereço dgp.cnpq.br/censos.

Fonte: Agência FAPESP

Estudantes da Mauá criam bebida isotônica a partir do pseudocaule da bananeira

É possível criar uma bebida isotônica aproveitando os nutrientes presentes em uma matéria-prima atualmente descartada pelo mercado e ainda contribuir para a geração de renda da população de uma das regiões mais carentes do Estado? Esse desafio foi enfrentado por estudantes de Engenharia Química do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia que decidiram desenvolver um isotônico natural, a partir do pseudocaule da bananeira. Segundo pesquisas, a matéria-prima escolhida tem alto conteúdo líquido, cerca de 90%, e é rica em potássio, tanino e magnésio.

Tradicionalmente, os isotônicos são constituídos basicamente de açúcares, sais minerais, corantes e aromatizantes artificiais, podendo conter conservantes e outros aditivos. No isotônico desenvolvido pelo grupo, a proposta foi obter um produto adequado, sob o ponto de vista de segurança alimentar, e agradável ao paladar. Segundo as quatro estudantes do grupo, o produto aponta para uma nova perspectiva, agregando vantagens nutricionais à bebida, além de responder ao forte apelo por produtos naturais. Nos últimos anos, o consumo de isotônicos têm experimentado um crescimento bastante expressivo, uma vez que, mais que saciar a sede, seu uso é relacionado a um estilo de vida saudável. O produto é direcionado a consumidores das classes A e B, de 12 a 55 anos, que valorizam o bem estar do corpo.

Paralelamente ao aspecto nutricional, o grupo acredita que a criação dessa bebida possa contribuir para o desenvolvimento sustentável da região do Vale do Ribeira, uma das mais carentes economicamente do Estado, e que tem na bananicultura sua principal atividade e fonte de renda. Atualmente, após a colheita da banana, a matéria-prima usada para o isotônico fica exposta nos bananais, sem um destino adequado. Com o desenvolvimento da bebida isotônica, será possível também a produção de papel, a partir do bagaço gerado após a retirada do líquido, uma vez que o mesmo possui uma fibra com alta resistência mecânica.

O produto será apresentado durante a EUREKA 2008, mostra anual de Trabalhos de Graduação dos estudantes do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia, que acontece de 18 a 20 de outubro. O evento, realizado no campus da Mauá em São Caetano do Sul, é aberto ao público.

Fonte: IMT

Paulo Nogueira Neto ganha Medalha Rocha Lima

O ambientalista Paulo Nogueira Neto, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), receberá a Medalha Rocha Lima durante a abertura da 12ª Reunião Anual do Instituto Biológico, no dia 3 de novembro, em São Paulo.

A entrega será feita às 10h, no auditório Rocha Lima. A medalha foi instituída pela Sociedade Paulista de História da Medicina em comemoração ao cinqüentenário da descoberta e caracterização da Rickettsia prowazekii, bactéria causadora do tifo epidêmico, em 1966, pelo sanitarista Henrique da Rocha Lima (1879-1956), que foi diretor do Instituto Biológico de 1933 a 1949.

Nogueira Neto se especializou em comportamento animal, em ecossistemas terrestres e mudanças climáticas. Na USP ajudou a criar o Departamento de Ecologia Geral no Instituto de Biociências. Organizou e dirigiu a Secretaria Especial do Meio Ambiente (Sema), inicialmente no âmbito do Ministério do Interior e depois no Ministério do Meio Ambiente e Habitação, de 1974 a 1986.

A Sema, durante sua gestão, criou e estabeleceu 3 milhões de hectares de 26 estações e reservas ecológicas, além de 1,5 milhão de hectares em áreas de proteção ambiental. Fundou e foi o primeiro presidente do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Exerceu as funções de secretário do Meio Ambiente do Governo do Distrito Federal.

Foi membro da Comissão Brundtland das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, onde foi um dos dois representantes da América Latina, e por duas vezes foi eleito vice-presidente do programa O Homem e a Biosfera, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Entre os prêmios recebidos por Nogueira Neto estão a Ordem do Cruzeiro do Sul, a Ordem do Ipiranga, a Comenda Alvorada, a Comenda da Ordem do Rio Branco, o Prêmio Fritz Müller, o Prêmio Paul Getty e o Prêmio Duke de Edinburgh, da WWF International.

Fonte: Agência FAPESP

Aluna da UNb desenvolve absorvente reutilizável

Absorvente reutilizável tem apelo ambiental - Produto ecológico e biodegradável, feito por aluna da Universidade de Brasília, pode ser usado por até cinco anos

Cada mulher usa, em média, 10 absorventes descartáveis em cada ciclo menstrual. Levando em consideração que, ao longo da vida fértil, cada mulher tem mais de 400 ciclos, o montante de absorventes jogados no lixo ultrapassa 4 mil unidades. O resultado é bastante claro para a formanda em Biologia da Universidade de Brasília (UnB) Mônica Passarinho: o plástico, que não é biodegradável, associado ao sangue orgânico, resulta em uma poluição de grande escala para todo o planeta.

A estudante fala com naturalidade sobre um assunto que, para muitas mulheres, ainda é tabu: menstruação. O tema levou a estudante a pensar em consciência ambiental e a dar valor a técnicas sustentáveis. Ela usa, produz e divulga pela universidade os absorventes reutilizáveis. O produto é feito de tecido, daí vem o lado ecológico. É biodegradável e, após o descarte, reintegra-se completamente à natureza em até um ano. Além disso, pode ser lavado e reutilizado por até cinco anos.

INOVAÇÃO
O produto se assemelha aos absorventes convencionais. Possui abas e botões de pressão para prender na roupa íntima da mulher. Existe a opção de absorvente mais longo, apropriado para o período noturno. É como um envelope de tecido e, dentro dele, há toalhinhas que absorvem o sangue e devem ser usadas conforme a intensidade do fluxo. Após o uso, basta lavar. Tanto o absorvente quanto as toalhas internas são feitos de tecido 100% algodão e podem ser reutilizados.

A iniciativa começou em 2005, quando Mônica interrompeu temporariamente seu curso na faculdade para fazer um estágio em Manaus. Do Amazonas, viajou pela América do Sul. Na Venezuela, conheceu uma australiana e, com a nova amiga, aprendeu a usar os absorventes reutilizáveis. O primeiro absorvente Mônica costurou a mão. Depois, criou mais produtos e passou a usar máquina de costura para produzi-los.

EMPREENDEDORISMO
Mônica fez absorventes para as amigas, para as amigas das amigas, e o negócio foi ficando sério. Nasceu, então, o lado empreendedor da estudante. Ela e a amiga Nara Gallina registraram a marca Modser, já produziram mais de 400 absorventes reutilizáveis e, atualmente, são as únicas que oferecem a opção no Centro-Oeste. Mônica conta que no início foi complicado, mas venceu o preconceito: “Tem gente que diz ‘que engraçado, vi isso no varal da minha avó’. Hoje temos casos de homens que compram para presentear suas companheiras”.

A idéia pode soar estranha e parecer um resgate ao passado, mas não é novidade em países como Estados Unidos e Austrália. No Brasil, o produto foi difundido pela geógrafa carioca Diana Hirsch e os absorventes reutilizáveis já são comercializados em algumas organizações não governamentais. Para Mônica, o projeto é gratificante. “É muito mais que usar um absorvente, é uma visão de mundo. É um consumo consciente e um cuidado maior com meu corpo”, diz.

Segundo a universitária, os absorventes descartáveis passam por processos de branqueamento e carregam substâncias químicas prejudiciais, como a dioxina, subproduto do processo de alvejamento com cloro. Com o uso do absorvente ecológico, o odor da menstruação é diferente, além de permitir que a mulher aceite o próprio corpo e aprenda a lidar com o próprio ciclo. Mônica mantém contato com as clientes e atesta mudanças. “Temos relatos de mulheres que passaram a se relacionar melhor com o ciclo e tiveram uma diminuição das cólicas menstruais e sintomas da tensão pré-menstrual”, diz. (Foto: Roberto Fleury/UnB Agência)

Perfil
Mônica Passarinho é formanda de Licenciatura e Bacharelado em Biologia pela Universidade de Brasília. Contatos pelo e-mail

Fonte: Darlene Santiago / UnB

Comitê Gestor do Inova Engenharia apresenta projeto BrasilTec

Ações contemplam incentivo à inovação em empresas e melhoria nos cursos de engenharia e escolas técnicas

Até o fim deste mês, o Comitê Gestor do Inova Engenharia encaminhará ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) a versão final do Programa Brasileiro de Aceleração Tecnológica em Engenharia – BrasilTec. Hoje (3), em Brasília (DF), integrantes do grupo, secretários do MCT e gestores de institutos apresentaram contribuições para a proposta.

De acordo com o secretário-executivo do MCT, Luiz Antonio Rodrigues Elias, o ministro, Sergio Rezende, determinou que o projeto comece a ser executado rapidamente. A proposta traz contribuições de várias entidades que integram o Comitê Gestor do Inova Engenharia e contempla investimentos de R$ 3 bilhões ao longo dos próximos três anos. Desse total, a previsão é de que R$ 2 bilhões sejam destinados para empresas enquadradas na categoria de medianas em inovação. Os recursos devem ser utilizados na adoção de inovações tecnológicas e em ações conjuntas com escolas de engenharia. O R$ 1 bilhão restante será destinado para 200 escolas de engenharia, cursos técnicos e escolas do ensino médio, e devem ser aplicados na modernização de laboratórios, informatização de salas, fortalecimento do sistema de estágio além de outras iniciativas.

Com os investimentos e as ações do Programa, o Comitê Gestor do Inova Engenharia espera reverter o quadro de evasão de profissionais do setor e, principalmente, preparar o País para atender a demanda gerada pelo crescimento econômico. A proposta volta a ser discutida em Brasília no próximo dia 16. O secretário-executivo do MCT, Luiz Elias, acrescenta que o ministro Sergio Rezende apresentará o projeto BrasilTec no Congresso Mundial de Engenharia (WEC – World Engineers Convention), que ocorre em Brasília (DF), de 2 a 6 de dezembro próximo. O secretário lembrou ainda que algumas das ações propostas também estão previstas no Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação (PACT&I 2007/2010) do MCT, e que desta forma é possível atualizar essas informações e adequá-las ao Plano do MCT.

Participaram do encontro, representantes do Ministério da Educação (MEC), Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico Tecnológico (CNPq/MCT), além do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) do MCT, Guilherme Henrique Pereira, e o chefe da Assessoria de Coordenação dos Fundos Setoriais (Ascof/MCT), Antonio Ibañes Ruiz e assessora especial do Ministério da Ciência e Tecnologia Ana Lúcia Gabas.

Fonte :Rafael Godoi / MCT

7ª Jornada de Análise do Comportamento da UFSCar

Estão abertas até 12 de outubro as inscrições, pela internet, para os interessados em participar com trabalhos na 7ª Jornada de Análise do Comportamento da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que será realizada nos dias 1º e 2 de novembro.

O objetivo do evento é incentivar o estudo, o desenvolvimento e a aplicação da análise do comportamento nas diversas áreas de atuação da psicologia (psicoterapia, educação, organizações, saúde, administração pública, cultura, ecologia, trabalho cooperativo e consumo).

A programação da jornada está distribuída em conferência, simpósio, mini-cursos e apresentação de painéis. A organização é do Laboratório de Estudos do Comportamento Humano do Departamento de Psicologia da UFSCar.

Inscrições e mais informações: www.jac.ufscar.br

Fonte: Agência FAPESP