quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Mapeamento do risco de homicídio com base na co-krigeagem binomial e simulação: um estudo de caso para São Paulo

Mapping of homicide risk with binomial cokriging and simulation: a case study in São Paulo, Brazil

Hotspot da criminalidade
Um estudo feito por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) resultou no desenvolvimento de uma metodologia geoestatística capaz de estimar e mapear o risco de homicídios na cidade de São Paulo.

De acordo com o estudo, publicado nos Cadernos de Saúde Pública, o impacto da violência sobre a saúde da população tem sido usado de forma crescente para orientar políticas públicas nos grandes centros urbanos, mas há dificuldades para mapear os riscos de violência, já que sua distribuição pela cidade ocorre de forma desigual.

Eduardo Celso Camargo, pesquisador da Divisão de Processamento de Imagens do Inpe e autor principal do artigo, explica que o principal objetivo da pesquisa foi desenvolver uma metodologia baseada em procedimentos geoestatísticos para mapear o risco associado a eventos como os homicídios.

A aplicação desse método possibilita estimar o risco de homicídios de forma contínua com base nas taxas de ocorrência agregadas por área. A técnica pode também, segundo Camargo, “auxiliar na compreensão dos fatores que atuam no seu desencadeamento e subsidiar o planejamento de ações que objetivem a inibição da violência”.

Também participaram do estudo Antônio Miguel Vieira Monteiro, Corina Costa Freitas e Gilberto Câmara, todos do Inpe, e Suzana Druck, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

“A informação disponível para modelar o risco associado a esse tipo de ocorrência é geralmente oriunda de dados de taxa agregados por unidades de área, como municípios, distritos, setores censitários, entre outros. Esse tipo de dado apresenta instabilidade em lugares com pequenas populações, não refletindo de fato o risco associado a essas áreas”, disse Camargo.

Outro problema é que, em geral, eventos como homicídios apresentam tendências que variam de um local para outro. “Como o risco subjacente não ocorre de forma homogênea sobre toda a área de estudo, é mais comum que seja mais intenso em determinados locais e menos em outros”, disse.

Para mapear o risco de homicídio na capital paulista, o estudo utilizou a co-krigeagem binomial, um método computacional probabilístico que estima uma superfície contínua do risco associado ao evento de interesse. Segundo o pesquisador, essa superfície representa a média da distribuição do risco.

“Trata-se de um resultado suavizado que pode ser mostrado na forma de mapas, dando uma visão geral do padrão de espalhamento do risco sobre a região de estudo. No entanto, existem outras situações, normalmente para fins de planejamento, em que se exige avaliar a probabilidade de o evento estudado exceder um dado valor de corte. Para satisfazer a essa necessidade, são empregados procedimentos de simulação”, explicou.

A idéia da simulação, segundo Camargo, é gerar um conjunto grande de mapas de risco. “A partir desse conjunto simulado o analista avalia a probabilidade (risco) de o evento investigado exceder um dado valor de corte e, posteriormente, estabelece cenários de risco mais adequados a seus objetivos, por exemplo, para fins de planejamento de ações de vigilância ou intervenção”, ressaltou.

Áreas de maior risco
A análise preliminar feita pelos pesquisadores, que utilizou estatísticas descritivas das taxas de homicídios agregadas aos 96 distritos da cidade de São Paulo, apontou que a taxa média de homicídios por 100 mil habitantes decresceu cerca de 27% no período 2002 a 2004. O trabalho ressalta que, apesar da redução, essas estimativas ainda são extremamente elevadas quando comparadas às de cidades de países desenvolvidos.

Pela metodologia empregada, o estudo detectou que parte da região central e parte das periferias Leste, Norte e Sul foram as áreas de risco de homicídio mais significativas em São Paulo. Partindo da região central da cidade, observou-se a ocorrência de um foco de homicídios, denominados hotspots (“áreas quentes”), que reúnem principalmente os distritos da Sé, Brás e imediações.

“Grande parte dessa região é caracterizada por prédios comerciais, hotéis, restaurantes, cinemas e hospitais. São lugares que concentram muitas pessoas durante o dia, que têm ou estão localizados próximos a terminais de transportes (metrôs e ônibus) e que contam com intensa atividade noturna em bares, casas de bingos e casas de prostituição. Além disso, estão rodeados de cortiços e reúnem um grande mercado de drogas”, disse Camargo.

Um fato que chama a atenção nos mapas é que essa área, segundo o estudo, praticamente se manteve estável no número de homicídios. Em 2002, a região tinha um risco médio de 128 mortes por 100 mil habitantes, caindo para 116 mortes em 2003 e novamente subindo para 124 em 2004.

Mas, de acordo com o pesquisador, ao se deslocar do centro para os extremos da cidade, observa-se que o hotspot central se dissolve para uma área menos vulnerável à criminalidade. “Boa parte dela é dotada de melhor infra-estrutura, nível econômico mais elevado e qualidade de vida melhor, se comparada com o resto da cidade. Como exemplo, temos os distritos de Jardim Paulista, Alto de Pinheiros, Morumbi, Tatuapé e Perdizes”, afirmou.

À medida que se avança rumo à periferia, o risco aumenta gradualmente. Na Zona Norte, em 2002, os hotspots englobavam parte dos distritos de Cachoeirinha e Brasilândia. Em 2004, o distrito de Perus foi incluído. Na Zona Sul, os hotspots foram identificados nos distritos de Capão Redondo, Jardim Ângela, Jardim São Luís, Cidade Dutra, Parelheiros, Grajaú e Marsilac.

Outro ponto que chamou atenção dos pesquisadores se referiu ao distrito do Morumbi, que em 2002 apresentou um risco médio de 29,29 homicídios por 100 mil habitantes. No ano seguinte, o valor subiu para 37,76, caindo em 2004 para 22,85.

“Uma possível explicação para esta flutuação é que ali convivem extremos de riqueza e pobreza, como a favela de Heliópolis, a maior da capital, com aproximadamente 100 mil habitantes”, apontou Camargo.

A periferia leste da cidade concentra aproximadamente 20% da população do município, cerca de 2 milhões de habitantes. De acordo com o estudo, em 2002, os distritos que englobam a região atingiram um total de aproximadamente 640 homicídios por 100 mil habitantes. Apesar disso, de 2002 para 2004 houve uma queda acentuada na violência na região. A queda da média do risco de homicídios de 2002 para 2003 foi de 10,77%, e de 2002 para 2004, de aproximadamente 40,4%.

A Zona Leste ficou com três hotspots. A primeira engloba parte dos distritos de São Miguel e Vila Curuçá, a segunda boa parte dos distritos de Lajeado, Guaianazes, Cidade Tiradentes e José Bonifácio e a terceira abarca parte dos distritos de Parque do Carmo, Iguatemi, São Rafael e São Mateus.

De acordo com Camargo, os resultados, mapas e cenários produzidos pelo estudo são de grande importância para os órgãos públicos de saúde e segurança. “Eles permitem identificar padrões espaciais do fenômeno investigado, podem auxiliar na compreensão dos fatores que atuam no seu desencadeamento e subsidiar o planejamento de ações que objetivem a sua inibição”, destacou.

A pesquisa pretende prosseguir com a inclusão de outras variáveis relacionadas ao risco de homicídio, como índice de concentração de renda, taxa de evasão escolar, crescimento populacional, diferenças nas taxas de desemprego entre os jovens e distribuição de equipamentos públicos como escolas, parques e hospitais.

“Certamente, a incorporação de alguns desses fatores no procedimento de modelagem desenvolvido pode tornar as estimativas do risco mais precisas”, disse o pesquisador do Inpe.

Para ler o artigo Mapeamento do risco de homicídio com base na co-krigeagem binomial e simulação: um estudo de caso para São Paulo, de Eduardo Celso Camargo e outros, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Desmatamento na Amazônia cresce 134% em agosto


O desmatamento na Amazônia em agosto foi 134% maior que em julho, de acordo com os números do Sistema de Detecção em Tempo Real (Deter) divulgados hoje (29) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em agosto, os alertas registraram 756 quilômetros quadrados de novas áreas desmatadas, em comparação com os 323 quilômetros quadrados detectados no mês anterior.

Se comparado com o mesmo período de 2007, quando o Inpe registrou 230 quilômetros quadrados no mês de agosto, o crescimento chega a 228%.

Pelo terceiro mês consecutivo, o Pará foi indicado como o estado com maior devastação. Em agosto, o Inpe registrou 435,27 quilômetros quadrados de desmatamento no estado, 57% do total. Mato Grosso aparece em seguida, com 229,17 quilômetros quadrados de novos desmates, seguido por Rondônia, com 29,21 quilômetros quadrados.

Cálculo do Deter considera as áreas que sofreram corte raso (desmatamento completo) e as que estão em degradação progressiva.

A cobertura de nuvens sobre os estados da Amazônia Legal no período impediu a visualização de 26% da área, principalmente nos estados do Amapá e de Roraima, que “não puderam ser monitorados adequadamente”, de acordo com relatório do Inpe.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, comentará os dados hoje à tarde e divulgará a lista dos cem maiores desmatadores da Amazônia.

A taxa anual de desmatamento, medida pelo Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes) deve ser divulgada até o fim do semestre. O número é calculado com base no acumulado de novos desmatamentos verificados pelo Deter entre agosto de 2007 e julho de 2008. No período, o desmate chegou a 8,1 mil quilômetros quadrados, 64% maior que nos 12 meses anteriores.

Acesse aqui o relatório com os mapas que indicam as áreas com nuvens, gráficos e tabelas com os números do desmatamento registrados pelo DETER no mês de agosto.

Fonte: Luana Lourenço / Agência Brasil.

Prêmio Professor Samuel Benchimol anuncia ganhadores

Prêmio para sustentabilidade na Amazônia
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou os ganhadores do Prêmio Professor Samuel Benchimol 2008. Foram distribuídos R$ 65 mil por categoria.

O objetivo principal do prêmio é a identificação de projetos que promovam o desenvolvimento sustentável da região amazônica. O prêmio foi instituído em 2004 pelo MDIC e pela Confederação Nacional da Indústria, em parceria com a Superintendência da Zona Franca de Manaus, o Banco da Amazônia e as federações de indústrias da região amazônica.

Na categoria Ambiental, o ganhador foi Ederson Augusto Zanetti e Marcelo de Castro Souza, da Associação dos Produtores Rurais do Vale do XV, de Guarantã do Norte (MT), com a “Proposta de criação do serviço de carbono rural da Amazônia”.

Em segundo lugar ficou Cláudio Urbano Bittencourt Pinheiro, da Universidade Federal do Maranhão, e em terceiro, Alexandre Kemenes, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

A categoria Econômica-Tecnológica foi vencida por Carmelita de Fátima Amaral Ribeiro, Kil Jin Park e Miriam Dupas Hubinger, da Faculdade de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual de Campinas, com o projeto “Desidratação osmótica e defumação líquida para a obtenção de piraíba seca com melhor qualidade sensorial”. Pesquisadores do Inpa ficaram com a segunda colocação, seguidos por pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão.

Na categoria Social o primeiro lugar ficou com Ecio Rodrigues, da Universidade Federal do Acre, com o projeto “Extrativistas e área protegida do Acre”, seguido por Márcio Antônio da Silveira, da Universidade Federal do Tocantins, e Vânia Beatriz Vasconcelos de Oliveira, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária em Rondônia.

O prêmio na categoria Personalidade foi concedido a Armando Dias Mendes, da Universidade Federal do Pará. Mendes foi presidente do Banco da Amazônia, professor colaborador da Universidade de Brasília, secretário-geral do Ministério da Educação, consultor da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Também dirigiu a Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia e presidiu a Associação dos Economistas de Língua Portuguesa.

Mais informações: www.amazonia.desenvolvimento.gov.br

Agência FAPESP

Nave Mário Schenberg é inaugurada no Cientec em São Paulo

Universo interativo
Uma nave que leva até 22 pessoas pelo espaço em uma missão de resgate a uma civilização ameaçada. Inaugurada recentemente no Parque de Ciência e Tecnologia (Cientec), na capital paulista, a proposta da Nave Mário Schenberg é ensinar, principalmente a alunos do ensino fundamental, ciência de forma lúdica e divertida.

Trata-se de um jogo de realidade virtual que promove, por meio da imersão e interatividade, a aprendizagem com a resolução de uma série de problemas propostos. Seus resultados determinarão o sucesso da missão, que se resume no salvamento dos habitantes de um planeta fictício, nomeado Tectractys, ameaçado pela explosão de seu sol.

A iniciativa é uma parceria do Cientec, órgão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da Universidade de São Paulo (USP), e do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da Escola Politécnica da USP, com o apoio de seu braço tecnológico, o Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (LSI-TEC).

Na aventura o Universo é projetado em três dimensões e a nave passa virtualmente por planetas como Marte e Júpiter, além de enfrentar obstáculos como uma chuva de asteróides. Divididos em grupos que se responsabilizam por tarefas como o próprio comando da nave, a geração de energia e a escolha do trajeto, os alunos aprendem conceitos de disciplinas como física, matemática, engenharia e astronomia.

“Um dos destaques do projeto é que todo o trabalho, desde a sua concepção até a criação dos softwares e a instalação dos equipamentos, foi desenvolvido com tecnologias nacionais por uma equipe totalmente multidisciplinar”, disse Irene Karaguilla Ficheman, gerente de pesquisa e desenvolvimento do projeto da nave.

“Para a projeção dos conteúdos nos telões, utilizamos um banco de dados com informações e modelos em 3D dos planetas. Além disso, criamos na USP todo o roteiro de estudo, a cenografia, os efeitos sonoros e todos os personagens virtuais que se comunicam com os tripulantes”, conta Irene, que é pesquisadora do Núcleo de Aprendizagem, Trabalho e Entretenimento (Nate) do LSI. O projeto demorou dois anos para ser concluído.

Os visitantes têm acesso a uma sala de projeção que simula a cabine de controle da nave. No local, um telão permite visualizar o espaço durante todo o trajeto e uma série de botões possibilita o comando da navegação, incluindo o controle da quantidade de combustível e da velocidade da nave.

A decolagem no início da aventura (que dura ao todo cerca de 35 minutos) é mostrada em um telão no qual aparecem detalhes da cidade de São Paulo, que vai sumindo aos poucos até a chegada da nave ao espaço. “Os alunos têm ficado muito entusiasmados e envolvidos com a proposta, que é extremamente inovadora. A aventura tem até efeitos de fumaça e contagem regressiva”, contou Irene.

“O grande objetivo pedagógico do projeto é despertar a curiosidade e o interesse dos alunos para temas como a influência da força da gravidade na trajetória de uma nave, levando em conta que em pouco mais de meia hora não é possível aprofundar esse tipo de assunto. A idéia é que as crianças saiam da nave com mais perguntas do que respostas”, explicou.

O nome do simulador é uma homenagem ao físico brasileiro Mário Schenberg (1914-1990), considerado por Albert Einstein um dos mais importantes de sua época. A proposta também inclui a exibição de um vídeo sobre Schenberg, que na década de 1950 dirigiu o Departamento de Física da então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, e outro sobre o astronauta Marcos Pontes, que oferece ao público noções de gravidade.

A nave foi projetada e construída por profissionais de engenharia eletrônica, programação, design, música e artes plásticas. O projeto teve apoio financeiro da própria USP, da Fundação Vitae, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Os coordenadores gerais são os professores Marcelo Knörich Zuffo e Roseli de Deus Lopes, ambos do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Poli, e Marta Silvia Maria Mantovani, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP.

O Parque de Ciência e Tecnologia da USP fica na avenida Miguel Stéfano, nº 4.200, no bairro da Água Funda, em São Paulo. A entrada para a Nave Mário Schenberg é franca, sendo necessário o agendamento prévio.

Mais informações: www.parquecientec.usp.br ou telefone (11) 5077-6312.

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

200 anos de Ensino Superior no Brasil

O seminário 200 anos de Ensino Superior no Brasil, promovido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), será realizado nos dias 7 e 8 de outubro na capital paulista.

Simon Schwartzman, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), abrirá o evento com a conferência “O ensino superior e a formação do campo científico no Brasil”.

O seminário terá a participação de especialistas da Unifesp, da Universidade de São Paulo, da Universidade Estadual de Campinas, da Universidade de Brasília e da Universidade Federal de Goiás.

As mesas-redondas abordarão temas como “Ensinos público e privado no Brasil contemporâneo”, “Mapeamentos e experiências contemporâneas do ensino superior privado”, “Ensino superior no Brasil: reformas recentes” e “Políticas de acesso e expansão da educação superior”.

Mais informações: dpdphp.epm.br/acad/siex/index.htm

Fonte: Agência FAPESP

5º Encontro de Ginecologia e Obstetrícia

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, por meio do Hospital e Maternidade Interlagos, abriu inscrições para o 5º Encontro de Ginecologia e Obstetrícia. O evento será realizado no dia 25 de outubro, na capital paulista.

O evento, voltado para médicos ginecologistas e enfermeiros obstetras de qualquer hospital do estado, discutirá temas como acompanhamento do trabalho de parto e condutas nas síndromes hemorrágicas em obstetrícia.

O objetivo do encontro, que comemora o Dia do Médico, celebrado em 18 de outubro é promover uma reciclagem, aprimorar o conhecimento e valorizar o trabalho dos profissionais da área. As inscrições poderão ser feitas até 23 de outubro

“Acompanhamento do trabalho do parto”, “Fórceps: qual seu papel na assistência humanizada?”, “Conduta nas síndromes hemorrágicas em obstetrícia” e “Classificação das cesáreas” serão alguns dos temas em discussão.

Mais informações: www.hminterlagos.com.br

Fonte: Agência FAPESP

FNDCT terá orçamento de R$ 3 bilhões em 2009

Os integrantes do Comitê de Coordenação dos Fundos Setoriais aprovaram, na quarta-feira (1º/10), em Brasília, a elaboração de um calendário, que será divulgado em breve, para o lançamento de novos editais de incentivo a pesquisa e tecnologia.

Na ocasião foi divulgado o orçamento do Plano de Investimento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para 2009, que prevê investimentos da ordem de R$ 3 bilhões.

Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, os editais devem ser publicados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

“Estamos na fase gradual de sistematização do planejamento do FNDCT. É importante ter um calendário fixo para os editais, pois, assim, teremos a melhoria na qualidade dos projetos”, disse Sergio Rezende, ministro da Ciência e Tecnologia.

Dos recursos disponíveis pelo Plano de Investimento do FNDCT, estão reservados R$ 463 milhões para as ações transversais (aquelas que têm ênfase na Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior).

Rezende destacou ainda que a distribuição desses recursos deverá ser regionalizada, destinando um percentual de cerca de 30% a ser aplicado no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Os projetos inseridos nas ações transversais devem estar em consonância com o Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para 2007-2010.

Agência FAPESP