quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Bioeletricidade e a indústria de álcool e açúcar: possibilidades e limites

Pesquisadores da UFRJ lançam livro sobre bioeletricidade

A energia elétrica produzida a partir da biomassa está ganhando mais espaço na matriz energética brasileira. Como fonte de energia limpa, renovável e sustentável, a cogeração à biomassa virou mais uma alternativa de insumo energético para o mercado, como ficou claro no leilão de energia de reserva promovido pelo governo no dia 14 de Agosto deste ano. Para traçar um verdadeiro raio-x desta fonte e do segmento, o Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (GESEL/UFRJ) está lançando o livro Bioeletricidade e a Indústria de álcool e açúcar: possibilidades e limites, em co-edição com a Synergia Editora.

Com a entrada desta fonte na política energética brasileira e a possibilidade de as usinas de açúcar e álcool produzirem energia elétrica a partir da biomassa, os pesquisadores do GESEL traçaram um panorama da bioeletricidade sucroalcooleira. O livro, que reúne uma coletânea de artigos escritos pelos professores Nivalde J. de Castro, Guilherme Dantas, André Luiz Leite e Roberto Brandão, analisou detidamente toda a evolução recente da biomassa, desde janeiro de 2008, e a política econômica e energética da bioeletricidade que culminou com o leilão de reserva no primeiro semestre deste ano.

A primeira seção do livro Bioeletricidade e a Indústria de álcool e açúcar: possibilidades e limites, que engloba os quatro primeiros capítulos, examina a importância da bioeletricidade para o sistema elétrico brasileiro e o papel do leilão de energia de reserva como instrumento de contratação da eletricidade produzida a partir da biomassa. Nas seções seguintes do livro são analisados os entraves e as alternativas para a produção de bioeletricidade. E na conclusão, formulada no capítulo 12, os resultados do leilão de energia de reserva são avaliados com o intuito de mostrar que os tradicionais entraves à inserção da bioeletricidade foram equacionados e que o leilão de energia de reserva marca o início de uma nova era para a bioeletricidade sucroalcooleira brasileira.

Ficha Técnica do Livro
Título: Bioeletricidade e a indústria de álcool e açúcar: possibilidades e limites
Autores: Nivalde José de Castro, Guilherme de A.Dantas, André Luiz da Silva Leite e Roberto Brandão.
Edição: GESEL/UFRJ - Synergia Editora
N° de páginas: 120 páginas

Maiores informações acesse o site

Fonte: UFRJ

25ª Conferencia Forestal para América Latina y el Caribe

Comisión Forestal para América Latina y el Caribe se reúne en Ecuador - 25ª Reunión de la COFLAC se realizará del 29 de septiembre al 3 de octubre en Quito

Con la asistencia de más de 80 invitados internacionales de América Latina, Estados Unidos y Europa y representantes de las autoridades forestales de 28 países de la Región, se realizará en el Hotel Hilton Colón en Quito, Ecuador, la 25ª Conferencia Forestal para América Latina y el Caribe del 29 de septiembre al 3 de octubre. Junto a especialistas de manejo de bosques y áreas protegidas, educación forestal, directores de parques nacionales, representantes de ONG internacionales vinculados a la conservación y desarrollo forestal sostenible, el encuentro organizado por la FAO y el Ministerio del Ambiente de Ecuador abordará la relación entre los bosques y el cambio climático, el manejo forestal sostenible, la situación del sector forestal, la institucionalidad y la legislación del sector forestal en la Región.

Esta reunión tiene una importancia especial si se consideran los impactos de la actividad forestal en el cambio climático y los efectos que este proceso tienen sobre los bosques. Según el Panel Intergubernamental de los Cambios Climáticos (IPCC, por sus siglas en inglés) un 17,4 % de los gases que provocan el efecto invernadero provienen de los incendios forestales y otros procesos de deforestación. Pero el sector forestal no es sólo un de los principales emisores de gases con efecto invernadero, sino también uno de los más afectados por el calentamiento global.

“Los incendios no solamente causan daños económicos, ambientales y degradación de los ecosistemas y pérdida de biodiversidad, sino que afectan a las poblaciones locales que pierden sus bosques, sus cosechas y sus viviendas, además de tener que afrontar daños a la salud e incluso pueden ocurrir víctimas fatales”, señaló el Secretario de la COFLAC y Oficial Principal Forestal de la FAO para América Latina y el Caribe, Carlos Carneiro.

El manejo forestal sostenible
Tomando en cuenta la enorme importancia que tiene el recurso forestal para los medios de vida de millones de personas, el manejo sostenible de dicho recurso se ha vuelto una prioridad fundamental. El desafío consiste en introducir mejores procedimientos de manejo forestal sostenible y de continuar la búsqueda de sistemas apropiados de financiamiento para este propósito.

“Para tener éxito en la reducción de la deforestación y degradación de los bosques es necesario definir los mecanismos de compensación para los países que eviten estos procesos. Una forma de lograrlo es incentivando la conservación de los ecosistemas a través del manejo forestal sostenible y el pago de servicios ambientales”, explicó Carneiro.

La Comisión Forestal para América Latina y el Caribe
La Comisión Forestal para América Latina y el Caribe fue establecida para asesorar a la FAO en la formulación de políticas forestales, revisar y coordinar su aplicación en la Región e intercambiar información entre los países. También, a través de comités y otros grupos auxiliares, la Comisión puede aconsejar sobre los métodos y medidas más adecuados para solucionar problemas técnicos. Todos los Estados Miembros de la FAO cuyos territorios se encuentren en la Región pueden pertenecer a la Comisión.

La COFLAC es el foro forestal más importante y activo para la Región, además de ser el mecanismo institucional regional de diálogo internacional sobre los bosques, sus deliberaciones y recomendaciones son enviadas al Comité Forestal de la FAO (COFO) en Roma, y pasan a ser parte integrante del programa forestal de la FAO. El Presidente de la COFLAC es parte del Grupo Ejecutivo del Comité Forestal (COFO).

Más información
Comisión Forestal para America Latina y el Caribe: www.rlc.fao.org/es/comisiones/coflac/2008/
Bosques: Oficina Regional de la FAO: www.rlc.fao.org/es/bosques/

Contactos:
Representación de la FAO en Ecuador: Mariana Egas , +593 2 255 4321

Oficina Regional de la FAO para América Latina y el Caribe:Lucas Tavares y Benjamín Labatut: , (562) 923 2176 y (562) 923 2174

Fuente: FAO

Palestra: Democratização da Cultura

Palestra realizada pelo Núcleo de Referência em Saúde em parceria com a Bauhaus - Educação, Cultura e Arte, para formar, atualizar e capacitar profissionais e estudantes em atuação interdisciplinar de forma a oferecer um leque variado de possibilidades de diálogo entre diversas áreas afins.

A palestra, ministrada pela Professora Olívia Cerdoura Garjaka Baptista, abordará o processo de democratização da cidadania, que possibilitou a inclusão de novos grupos de pessoas como cidadãos. Destaque especial será conferido ao reconhecimento das crianças enquanto sujeitos de direito, bem como à abordagem de desafios e perspectivas atuais da tutela da cidadania na Infância.

Olívia Cerdoura Garjaka Baptista
Advogada formada pela PUC/SP. Mestre em Direito das Relações Sociais pela PUC/SP. Doutoranda em Direito pela PUC/SP. Professora Universitária nas disciplinas Direitos Humanos, Direito Internacional, Direito Constitucional, Direito da Criança e do Adolescente, Direito Ambiental e Arte e Direito. Idealizadora e Professora Responsável por Grupos de Estudos na área de Direitos Humanos e pelo Projeto Ciranda Cultural. (Dra. Olívia concedeu seus honorários aos Projetos Sociais do Núcleo de Referência em Saúde).

NÚCLEO DE REFERÊNCIA EM SAÚDE
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), certificada pelo Ministério da Justiça, constituída por profissionais de diversas áreas, que fomenta ações sociais interdisciplinares voltadas para a promoção da saúde mental através de atividades - com crianças, adolescentes e adultos - imbuídas do espírito de cidadania.

Serviço
O evento ocorrerá no dia 15/10, Quarta-feira, de 19:30 às 21h.
Local: Av. Saturnino Rangel Mauro, 488, Jardim da Penha
Maiores informações pelo site: www.referencia.org.br

Será cobrado um valor de R$25,00 até 08/10. A partir de 09/10: R$ 35,00
TODA A RENDA SERÁ REVERTIDA PARA OS PROJETOS SOCIAIS DO NÚCLEO DE REFERÊNCIA EM SAÚDE

Fonte: Núcleo Referência em Saúde

A percepção pública da informação sobre os potenciais riscos dos transgênicos na cadeia alimentar

The public perception of information about the potential risks of genetically modified crops in the food chain

Debate empobrecido
Uma pesquisa realizada na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) avaliou a percepção pública sobre os riscos potenciais dos produtos transgênicos na cadeia alimentar. A conclusão é que o debate está demasiadamente restrito à discussão sobre a rotulagem dos produtos geneticamente modificados, polarizando-se entre os que são “contra” ou a “favor”.

Além da polêmica, a falta de discussão a respeito das incertezas científicas sobre o assunto também contribui para aumentar a desconfiança e a desinformação. De acordo com a autora principal do estudo, Ariadne Chloë Furnival, professora adjunta do Departamento de Ciências da Informação da UFSCar, a predominância de uma contínua justaposição de opiniões “a favor” e “contra” a rotulagem pouco ajuda para o esclarecimento do público. O estudo foi publicado na revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos.

“Há muita informação disponível sobre os organismos geneticamente modificados, sobretudo nos artigos acadêmicos e na mídia. Mas, como não existe consenso, inclusive na própria comunidade científica, sobre os possíveis riscos que essa tecnologia possa desencadear na cadeia alimentar, muitas informações existentes sobre o assunto são conflitantes, comprometendo a compreensão pelo público”, disse Ariadne.

Uma compreensão consolidada, segundo a pesquisadora, não poderá ser conseguida a curto e médio prazo, pois haveria ainda muitas incertezas em torno dos transgênicos e de seus possíveis efeitos. Para ela, a polarização em torno do assunto dificulta que essas incertezas sejam abertamente discutidas na mídia brasileira.

“O paradigma predominante de divulgação científica não gosta de conjugar incerteza com ciência. Mas, quando consideramos que a difusão dos organismos transgênicos já é extremamente ampla na cadeia alimentar que atinge a todos nós, a abertura da discussão em torno das incertezas e possíveis riscos se torna uma questão de direitos da cidadania”, afirmou.

O trabalho utilizou o método de grupos focais em cidades do interior de São Paulo. Os participantes foram divididos em oito grupos, formados por estudantes de escolas técnicas, estudantes de engenharia, idosos, catadores de coleta seletiva e trabalhadores no setor de avicultura, entre outros.

Os participantes identificaram a falta de informação compreensível, tanto na mídia como nos rótulos de produtos, como principal fonte de desconfiança em relação aos transgênicos.

Do material reunido junto aos grupos focais, os pesquisadores selecionaram três temas para discussão: alimentos e meio ambiente; percepção de riscos nos transgênicos; e informações sobre organismos geneticamente modificados.

Segundo Ariadne, o estudo parte de uma concepção construtivista. O método que utiliza grupos focais permite a menor intervenção possível dos pesquisadores e do moderador. “A força do método reside no pressuposto de que o indivíduo é um ser social cujas opiniões, atitudes e percepções são formuladas, em grande medida, por meio da interação com outras pessoas e não em isolamento.”

“Como as enquetes consistem de perguntas fechadas, é questionável até que ponto conseguem captar as formas complexas e às vezes ambivalentes com que as pessoas pensam sobre os assuntos polêmicos ainda sob construção na sociedade, como o dos transgênicos na cadeia alimentar”, afirmou.

Dentre as categorias analíticas, o assunto do meio ambiente surgiu espontaneamente, levantado pelos participantes. “Em geral, eles evocaram um passado mais natural, saudável, com mais tempo para cozinhar alimentos frescos, ou mais tempo para até cultivar suas próprias verduras”, disse.

Rótulos e informações
De acordo com a professora da UFSCar, a maioria dos participantes relacionou os alimentos atuais com um meio ambiente danificado e com o uso de agrotóxicos nocivos. “Os participantes de todos os grupos viram esse cenário como inevitável. Pare eles, o passado bucólico e mais saudável não é mais atingível”, disse.

Para Ariadne, foi interessante notar que, mesmo não havendo um debate transparente e aberto na sociedade brasileira sobre os possíveis riscos dos transgênicos na cadeia alimentar, vários participantes apontaram para o fato de que a falta de consenso nas informações divulgadas atesta as incertezas sobre o assunto.

“Os participantes demonstraram uma postura de cautela e mostraram que percebem o risco como algo de longo prazo. Mencionaram efeitos e doenças em gerações futuras ou os efeitos imprevisíveis de, por exemplo, comer muito soja por conta de efeitos supostamente benéficos para a menopausa, exemplo apontado por um grupo de senhoras”, explicou.

A questão da rotulagem dos produtos foi uma das principais discutidas pelo público. Segundo o estudo, essa é apenas uma das dimensões multifacetadas de um debate mais amplo que deveria ocorrer em fóruns públicos. A questão, segundo Ariadne, é se de fato o público lê os rótulos, compreende e consegue assimilar as informações contidas neles.

“Realizamos uma pesquisa subseqüente sobre a leitura dos rótulos e constatamos que eles são lidos por uma minoria, com a exceção da data de validade. E, entre esses, poucos entendem as informações, sobretudo os símbolos como um “T” inserido em um triângulo, que sinaliza a presença de transgênicos”, disse.

Os participantes, segundo ela, acham que a rotulagem é importante, pois pode teoricamente fornecer informações que subsidiem a decisão de compra.

“No entanto, os grupos discutiram o que vem a ser realmente informativo em um rótulo. Ele pode meramente sinalizar a presença dos transgênicos num dado alimento, mas sem uma informação mais aberta e substantiva sobre o que tal presença pode implicar, seja ela positiva ou negativa. A informação torna-se vazia”, afirmou.

Para ler o artigo A percepção pública da informação sobre os potenciais riscos dos transgênicos na cadeia alimentar, de Ariadne Chloë Furnival e Sônia Maria Pinheiro, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Simira walteri - Nova espécie de árvore é descoberta no Brasil

Descoberta nova espécie de árvore
Simira walteri Silva Neto & Callado é uma árvore que atinge 25 metros de altura, pertencente à família Rubiaceae. Dentre as muitas espécies de interesse econômico e ornamental desta família, destacam-se o café e o jenipapo. A árvore foi descoberta recentemente na Reserva Biológica do Tinguá, município de Nova Iguaçu, a cerca de 60 km da cidade do Rio de Janeiro. Indivíduos da espécie foram encontrados em trechos bem preservados de Mata Atlântica na Reserva.

A descoberta foi feita pelo pesquisador Sebastião José da Silva Neto, do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro e contratado como professor do Departamento de Biologia Vegetal do Instituto de Biologia da UERJ (DBV/Ibrag) na ocasião da descoberta; pela professora Cátia Henriques Callado, professora adjunta do DBV/Ibrag, atualmente coordenadora científica do Centro de Estudos e Desenvolvimento Sustentável (Ceads) e pelo auxiliar de campo Walter da Silva.

Em função do apoio dos auxiliares de campo às pesquisas científicas, os autores nomearam a planta prestando uma homenagem ao Sr. Walter da Silva, auxiliar de campo que mora em Tinguá e que tem contribuído para o êxito das pesquisas desenvolvidas na Reserva Biológica do Tinguá, na Reserva Biológica de Poço das Antas, no Parque Nacional de Itatiaia, e no Parque Estadual da Ilha Grande, onde acompanha estudantes, professores e pesquisadores da UERJ, JBRJ, UFRRJ, UENF, entre outras instituições.

Simira é um gênero de plantas arbóreas, ricas em alcalóides e que vêm despertando o interesse devido, principalmente, às atividades fototóxicas apresentadas por alguns de seus constituintes químicos e pelas informações etnomédicas sobre o tratamento de manchas na cavidade oral. As espécies de Simira são facilmente reconhecidas por apresentar madeiras que adquirem coloração vermelha imediatamente após o corte e por seus frutos simples e secos, que se abrem longitudinalmente para liberar as sementes em forma de meia-lua, que são dispersas pelo vento.

Embora Simira walteri tenha sido descrita recentemente, já faz parte da lista de espécies vulneráveis à extinção, segundo os critérios da International Union for Conservation of Nature (IUCN). Isso porque indivíduos da espécie só foram encontrados até o momento na Reserva Biológica do Tinguá, o que a caracteriza como endêmica dessa região. Estudos em outras áreas da Mata Atlântica têm sido realizados para tentar localizar espécimes de S. walteri, mas sem sucesso. Apesar de estar localizada dentro de uma unidade de conservação federal, há grande preocupação no sentido de garantir a preservação da espécie, considerando que a Mata Atlântica é um dos biomas mais ameaçados pela intensa ação do homem.

A descoberta dessa nova espécie vegetal reforça a necessidade de se preservar áreas naturais e ainda pouco conhecidas, assim como intensificar a realização de inventários sobre a biodiversidade brasileira. Esse resultado aponta para o perigo de que muitas espécies endêmicas possam ser extintas, antes mesmo de serem catalogadas e analisadas quanto às suas propriedades ecológicas, econômicas ou medicinais. O fato assume maior relevância principalmente nas áreas de grande concentração urbana, como o estado do Rio de Janeiro, onde as áreas de florestas vêm sendo progressivamente desmatadas.

Mais informações sobre Simira walteri podem ser obtidas no artigo publicado no periódico Novon, do Missouri Botanical Garden, USA {Novon 18 (3): 387-389, 2008}. Telefones: 2587-7361/7970.

Veja o abstract do artigo clicando no link.

Fonte: UERJ

Engenharia Mecânica em alta

Mecânica vai do plástico ao aço
Salário em alta e vagas de sobra no mercado de trabalho. Difícil de acreditar, mas essa é a realidade atual na profissão de engenheiro mecânico. Em Curitiba e região metropolitana, a grande demanda por profissionais se dá na indústria automobilística, onde os engenheiros podem trabalhar nas áreas de mecânica estrutural, projetos e fabricação, conta o professor Antonio Kozlik Júnior, coordenador do curso na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Mas, ao contrário do que parece, o engenheiro não vai trabalhar só com desenvolvimento e produção de carros, segundo Kozlik. Qualquer aparelho que envolva motores tem o trabalho de um engenheiro mecânico – elevadores e escadas rolantes, por exemplo. Uma das áreas é a das ciências térmicas, responsável pela produção de máquinas a vapor, aparelhos de refrigeração e de ar condicionado. Na mecânica estrutural, o profissional analisa os componentes e procura melhorar o aproveitamento econômico. Quem for trabalhar com projetos mecânicos vai planejar novos produtos, sempre pensando em facilitar a vida dos usuários. Os materiais usados para isso podem ser o aço ou até mesmo plásticos e polímeros. Na área de produção e automação está uma curiosidade da profissão, a utilização de robôs e o desenvolvimento de softwares responsáveis por realizar trabalhos que até há pouco tempo eram feitos manualmente.

Interesse por Matemática e Física é fundamental. O aluno vai encontrar uma série de atividades durante o curso. Uma delas é a competição de Mini Baja, que consiste em elaborar um projeto de engenharia de um veículo para disputar com outras universidades. Cada equipe compete para ter seu projeto aceito por um fabricante fictício. Na Fórmula Sae os alunos desenvolvem carros de corrida.

O estudante ainda tem de encontrar tempo para as 360 horas de estágio obrigatório. O estágio não só é uma oportunidade de ganhar dinheiro, mas também pode ser o segredo para o primeiro emprego. Formado há um ano e meio, Nicolas Furtado Salomão entrou bem antes na Bosch. O engenheiro destaca que nesse período teve contato com profissionais de outros países, o que contribuiu muito para sua formação. Nicolas começou trabalhando com processos de fabricação – modelar o aço para transformá-lo nas peças finais, sempre atendendo as exigências prescritas. O fruto do seu trabalho pode ser visto dentro dos motores de automóveis, já que a empresa onde atua fornece peças para as montadoras. Hoje, ele é engenheiro de Planejamento e trabalha com sistemas de injeção a diesel para veículos.

Antes mesmo de entrar na faculdade, Nicolas já estava atento à falta de profissionais na área de tecnologia e soube perceber a oportunidade. Para quem está pensando em encarar a carreira, ele dá as dicas: é imprescindível buscar aperfeiçoamento constante. Além de uma segunda língua ser fundamental, Nicolas diz que o engenheiro deve ter uma boa formação técnica aliada a um bom relacionamento humano.

Remuneração
O engenheiro em início de carreira recebe cerca de R$ 3 mil. Depois de cinco anos, pode receber de R$5 a R$10 mil. Já como estagiário, o salário gira em torno de R$ 1 mil.

Fonte: Gazeta do Povo Online

Finep abre edital para investigar atores de risco cardiovasculares e diabetes em adolescentes

R$ 6,5 milhões para saúde de adolescentes
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) abriu edital para destinar até R$ 6,5 milhões para um inquérito epidemiológico nacional que deverá investigar os atores de risco cardiovasculares e diabetes em adolescentes.

Segundo a instituição, o objetivo é determinar a magnitude da ocorrência de diabetes e outros fatores de risco cardiovasculares, individuais e potenciais, em adolescentes de 12 a 17 anos nas populações brasileiras de cidades com mais de 100 mil habitantes. O prazo para o envio de projetos termina dia 21 de outubro.

O período de execução do projeto deverá ser de até 36 meses. As instituições acadêmicas que se candidatarem passarão por três etapas de avaliação: pré-qualificação, avaliação de mérito e análise técnico-jurídica.

O resultado está previsto para o fim de novembro. Do total de recursos aportados, R$ 3 milhões são oriundos do Fundo Setorial CT-Saúde e R$ 3,5 milhões do Ministério da Saúde.

A pesquisa deve ajudar a traçar estratégias nacionais de prevenção à síndrome metabólica, caracterizada pela associação de fatores de risco para as doenças cardiovasculares, vasculares periféricas e diabetes. A síndrome metabólica é associada à obesidade, como resultado da alimentação inadequada e do sedentarismo.

Mais informações:
www.finep.gov.br//fundos_setoriais/ct_saude/editais/Sindrome_Metabolica_versao_final.pdf

Fonte: Agência FAPESP

Primeira central de ENERGIA DE ONDAS do mundo entra em operação em Portugal

O primeiro projeto comercial de energia das ondas foi lançado ontem (23/09), numa cerimônia realizada em Aguçadoura, na costa norte de Portugal. A central de energia pertence a uma joint-venture formada pelos grupos EDP, Efacec e Babcock&Brown, e representa um importante passo para tornar a produção de energia das ondas comercialmente viável.

A Babcock Brown irá deter 46,2% de participação no projecto, enquanto a EDP deterá 15,4%, com uma opção de aquisição de mais 15,4%. Por seu lado, a Efacec vai reter outros 15,4%. O investimento total do projecto é de cerca de 9 milhões de Euros. A central de energia de ondas faz parte de uma parceria mais ampla firmada pela EDP-Energias de Portugal, a Babcock & Brown e a Efacec.

O consórcio Ondas de Portugal, que irá desenvolver projetos experimentais na área da energia das ondas, será o primeiro a ser implementado, estando previstos outros parques. A EDP tem uma parcela de 45% no consórcio, enquanto a Enersis detém 35% e a Efacec os restantes 20%.

A associação entre estas empresas tem como objectivo a criação de bases para o desenvolvimento de um cluster português na área das energia das ondas, envolvendo a promoção de projectos de produção de electricidade e a criação e desenvolvimento de equipamentos e unidades fabris. Este cluster irá manter e desenvolver uma estreita ligação com os centros locais com conhecimento desta matéria, apoiando assim a criação de postos de trabalho e também o contínuo desenvolvimento de know how.

A unidade de Aguçadoura inicialmente vai gerar energia utilizando três convertores Pelamis Wave Energy (PWEC), que são articulados, semi-submersos e compostos por estruturas cilíndricas ligados por dobradiças. Nesta primeira fase, o investimento total corresponde a cerca de 9 milhões de Euros. A segunda fase do projeto será a de produção e instalação de outras 25 máquinas, com objetivo de aumentar a capacidade instalada até 21MW. Os geradores estão localizados a cerca de 3 milhas da costa. Quando concluída, a central deve produzir energia suficiente para atender a cerca de 15 mil famílias, evitando a emissão de mais de 60 mil toneladas/ano de dióxido de carbono.

Fonte: EDP

Olimpíada de Química do Estado de São Paulo - OQSP-2009

Química forense é tema de olimpíada
Os estudantes de 1ª e 2ª série do ensino médio de escolas públicas e privadas do Estado de São Paulo têm até 10 de novembro para entregar suas redações, feitas individualmente ou em grupo, aos seus professores de química.

As quatro melhores redações de cada escola sobre o tema “Química Forense” serão inscritas, até 24 de novembro, na Olimpíada de Química do Estado de São Paulo (OQSP-2009), promovida pela Associação Brasileira de Química (ABQ).

A equipe da ABQ-SP escolherá cem redações cujos autores principais farão o exame da fase final da competição, no dia 6 de junho de 2009, no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo a associação, o tema “Química Forense” visa a remeter os alunos ao estudo, observação, discussão e reflexão sobre as contribuições da química na criação e aplicação das leis e na promoção da justiça.

Em suas redações, os estudantes deverão focalizar a atuação dos químicos em atividades como as de detecção, investigação, realização de análises químicas e laudos periciais relativos a crimes, contravenções e infrações.

A Olimpíada de Química do Estado de São Paulo é realizada por uma equipe voluntária de 40 professores doutores em química, com o apoio do Instituto de Química da USP e da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest).

Mais informações: allchemy.iq.usp.br

Fonte: Agência FAPESP

Sentidos de Lévi-Strauss

O ciclo de conferências Sentidos de Lévi-Strauss terá início no dia 9 de outubro, em São Paulo. O evento prosseguirá, sempre às quintas-feiras, até o dia 11 de dezembro.

O evento, que comemora simultaneamente o aniversário de 75 anos da Universidade de São Paulo (USP) e o centenário do antropólogo francês Claude Lévi-Strauss (1908), é promovido pelo Instituto de Estudos Brasileiros e pelo Centro Universitário Maria Antônia, ambos da USP.

Na abertura do ciclo, às 18h30, a conferência Claude Lévi-Strauss, fundador do pós-estruturalismo, será apresentada por Eduardo Viveiros de Castro, professor de antropologia do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Às 20h30 ocorrerá o coquetel de inauguração.

Lévi-Strauss iniciou sua carreira no ensino superior na USP, onde permaneceu entre 1935 e 1938. O ciclo de conferências pretende lançar uma reflexão ampliada sobre a sua obra, pensando-a do ponto de vista de sua contribuição original para a antropologia, e em termos de seus rebatimentos em outras áreas do conhecimento: crítica literária, artes, filosofia e psicanálise.

As palestras, semanais, serão encerradas com um recital – cujo repertório compreende músicas da predileção do autor – e com a leitura comentada de trechos de seus livros, no dia 27 de novembro, às 20 horas, quando na França já será dia 28 de novembro, aniversário do antropólogo.

O ciclo inclui ainda a exposição fotográfica Um quase holograma, no saguão do prédio de Ciências Sociais, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, com imagens inéditas de Lévi-Strauss.

O evento será encerrado no dia 11 de dezembro com a palestra “O efeito Lévi-Strauss nos Estados Unidos e no Brasil”, apresentada por Manuela Carneiro da Cunha, professora do Departamento de Antropologia da Universidade de Chicago, Estados Unidos.

Mais informações: www.ieb.usp.br

Fonte: Agência FAPESP

Brazil AFOSR Workshop - Mecânica Estrutural Avançada e Matemática Computacional

Brazil AFOSR Workshop
Com o tema “Mecânica Estrutural Avançada e Matemática Computacional”, o Escritório de Pesquisa Científica da Força Aérea (AFOSR, na sigla em inglês), localizado na Virgínia, nos Estados Unidos, realizará o Brazil AFOSR Workshop, entre os dias 18 e 20 de novembro, em Campinas (SP).

O evento contará com a presença de pesquisadores norte-americanos, com projetos financiados pelo AFOSR, que buscam parcerias com pesquisadores brasileiros. Os trabalhos para apresentação no workshop poderão ser enviados até o dia 15 de outubro.

O objetivo do AFOSR é estabelecer contato com pesquisadores capacitados a atuar em suas áreas de interesse e, eventualmente, financiar seus projetos. Segundo a instituição, os trabalhos poderão conter uma revisão da pesquisa desenvolvida pelo grupo e indicação de nova frente em um possível projeto.

A extensão sugerida do trabalho é de três a seis páginas. Pelo menos um dos autores deve se comprometer a apresentar o trabalho no workshop. O AFOSR financiará as despesas de viagem e acomodação de um autor por trabalho aceito. Não haverá taxa de inscrição.

O evento será realizado na Casa do Professor Visitante, hotel da Fundação da Universidade Estadual de Campinas (Funcamp).

Mais informações: www.fem.unicamp.br/~br_afosr

Fonte: Agência FAPESP

Rio Info 2008 promove empresas brasileiras de tecnologia da informação

Evento pretende promover empresas brasileiras de tecnologia da informação

O Fórum Internacional de Negócios, que será realizado no Rio de Janeiro a partir do próximo dia 30, dentro do 6º Encontro Nacional de Tecnologia e Negócios (Rio Info 2008), vai possibilitar que empresas brasileiras possam oferecer bens e serviços a companhias estrangeiras, estabelecendo parcerias estratégicas para sua atuação no mercado internacional.

“O objetivo maior do fórum é promover a internacionalização das empresas brasileiras”, disse nesta segunda-feira (22) à Agência Brasil o coordenador do encontro, Alberto Blois. O fórum é dividido em três eventos. No projeto relativo à Península Ibérica, o objetivo do evento é incentivar a negociação entre empresas do Brasil, Portugal e Espanha. Está prevista também a participação de empresas da Alemanha, Estados Unidos e Argentina. As rodas de negócios são voltadas para micro, pequenas e médias empresas.

O coordenador do fórum disse que a participação das pequenas e médias empresas brasileiras têm crescido na Península Ibérica. Há, segundo ele, uma participação maciça de empresas do Rio de Janeiro, além do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Paraíba. “A gente tem uma participação muito ampla."

Além das rodadas de negócios com empresas de Portugal e Espanha, o fórum internacional apresentará o Seminário Brasil-Angola, cuja meta é promover a integração entre companhias brasileiras e angolanas para atuação naquele país. A estrela do seminário este ano é a estatal de petróleo angolana, a Sonangol.

Haverá ainda o Seminário de Software Livre, voltado para o uso de internet na gestão da administração pública. As empresas discutirão o modelo adotado no Brasil e as formas de levá-lo para o mercado internacional. Blois revelou que estarão presentes representantes da África do Sul, Venezuela e Cuba. O Brasil se destaca no desenvolvimento de softwares para governo eletrônico. “E esses países têm interesse nessa integração. Essa é uma oportunidade de negócios para as empresas brasileiras fazer a integração desses sistemas nesses países”, sugeriu Blois.

O Rio Info é promovido pelo Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro (Seprorj) e pela Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet( Assespro), entre outras entidades. O evento terminará no dia 2 de outubro e conta com o apoio do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) do Ministério da Fazenda, e da Agência de Promoção de Exportação do governo federal (Apex Brasil).

Fonte: Agência Brasil

Comunicação e Ciência: estudos de representações e outros pensamentos sobre mídia

Livro debate relação entre ciência, tecnologia, mídia e Cultura

A EdUERJ lança em Setembro o livro "Comunicação e Ciência: estudos de representações e outros pensamentos sobre mídia". Resultado de dez anos de pesquisas realizadas pela professora Denise Siqueira, a obra reúne uma série de ensaios e artigos sobre a ciência e suas representações nos meios de comunicação de massa.

O livro está dividido em dois blocos: "Discursos e imagens de ciência nos meios de comunicação" e "Comunicação, tecnologia e cultura", nos quais Denise Siqueira procura estabelecer uma reflexão crítica e transdisciplinar sobre as formas de representação da ciência e de seus profissionais pela mídia.

No primeiro bloco, Denise trabalha a construção do corpo nos filmes de ficção científica, as representações da ciência e do cientista em desenhos animados, a animação televisiva e a figura do cientista. O livro traz também um artigo que trata sobre a veiculação de temas relacionados à ciência e à tecnologia em programas de cunho jornalístico da televisão aberta brasileira.

Na segunda parte do livro, a autora trabalha em cima das discussões sobre a construção da sociabilidade contemporânea e a biografia no contexto das novas tecnologias.

Fonte: Henrique Galvão / UERJ