terça-feira, 23 de setembro de 2008

472 espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção


Lista oficial traz 472 espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção

A nova Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção elaborada pela Fundação Biodiversitas sob encomenda do Ministério do Meio Ambiente (MMA) relaciona 472 espécies, quatro vezes mais que a lista anterior de 1992. Os biomas com maior número de espécies ameaçadas são a Mata Atlântica (276), o Cerrado (131) e a Caatinga (46). A Amazônia aparece com 24 espécies, o Pampa com 17 e o Pantanal com duas. Nenhuma espécie da lista anterior foi excluída.

A instrução normativa atualizando a lista foi assinada, nesta sexta-feira (19), pelo ministro Carlos Minc em solenidade no Instituto Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), com a presença do presidente do JBRJ, Liszt Vieira; da secretária de Biodiversidade e Florestas do MMA, Maria Cecília Wey de Brito; da Sociedade Botânica do Brasil, Paulo Guínter Wíndish; do diretor de pesquisa científica do JBRJ, Fábio Scarano, e do diretor de Conservação da Biodiversidade do MMA, Bráulio Dias, entre outros representantes da academia e da sociedade civil.

Segundo Minc, o desafio agora é coibir o crime ambiental, criar mais unidades de conservação, estimular a criação de RPPNs e tomar medidas para impedir o corte, o transporte e a comercialização o de espécies ameaçadas. "Essa lista coloca para nós uma série de desafios para revertermos o quadro da destruição da biodiversidade e todos temos um papel importante a desempenhar", disse o ministro.

De acordo com a instrução normativa, que deve ser publicada no Diário Oficial da União na próxima semana, as espécies constantes da lista são consideradas prioritárias para efeito de concessão de apoio financeiro à conservação pelo governo federal e sua coleta será efetuada somente com autorização do órgão ambiental competente.

Também constam da lista das ameaçadas, 12 espécies de importância madeireira que já integram a lista de 1992. A nova lista adiciona uma única espécie de interesse madeireiro, o "pau-roxo" (Peltogyne maranhensis) , da Amazônia. Entre as outras espécies de uso econômico estão algumas de uso alimentício (caso do palmito/juçara) , medicinal (jaborandi), cosmético (pau-rosa) e também ornamental. O jaborandi e o pau-rosa também já constam da lista de 1992.

O crescimento no número de espécies em relação à lista anterior reflete não apenas o aumento das pressões antrópicas sobre a vegetação de diferentes regiões brasileiras ocorrido ao longo das últimas três décadas, mas também um melhor nível de conhecimento sobre a flora brasileira e a participação de uma parcela mais expressiva da comunidade científica no processo de elaboração da lista.

No que se refere às regiões brasileiras, o Sudeste apresenta o maior número de espécies ameaçadas (348), seguido do Nordeste (168), do Sul (84), do Norte (46) e do Centro-Oeste (44). Neste contexto, Minas Gerais (126), Rio de Janeiro (107), Bahia (93), Espírito Santo (63) e São Paulo (52) são os estados com maior número de espécies ameaçadas.

Este fato é um reflexo da presença, particularmente nas regiões Sudeste e Nordeste, dos biomas com maior número de espécies ameaçadas, caso da Mata Atlântica, bem como o fato de essas duas regiões concentrarem os estados cuja biodiversidade é mais bem conhecida.

Espécies com deficiência
Uma segunda lista elaborada pela Fundação Biodiversitas inclui as espécies com deficiência de dados (Anexo II da Instrução Normativa assinada pelo ministro Carlos Minc disponível no site do MMA), composta de 1.079 espécies. Este grupo refere-se a espécies cujas informações (distribuição geográfica, ameaças/impactos e usos, entre outras) são ainda deficientes, não permitindo seu enquadramento com segurança na condição de ameaçadas. As espécies constantes do anexo II da lista de flora ameaçada não estarão sujeitas às restrições previstas na legislação em vigor.

De acordo com a secretária de Biodiversidade e Florestas, Maria Cecília Wey de Brito, um dos importantes desafios que o MMA assume ao editar novas listas de espécies ameaçadas é assegurar que essas espécies sejam retiradas das listas e, da mesma forma, as que estão com dados insuficientes sejam esclarecidas.

Para isso, o MMA, juntamente com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e com o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro e, em parceria com outros ministérios e a sociedade civil organizada, estão aprimorando mecanismos para a integração de esforços visando incrementar ações voltadas ao conhecimento da biodiversidade presente nos diversos biomas brasileiros e a recuperação das espécies ameaçadas.

Com a divulgação da nova lista, o MMA planeja desenvolver, juntamente com suas vinculadas, um plano estratégico coordenado pelo JBRJ voltado à efetiva conservação e recuperação das espécies ameaçadas. Este plano seguirá as diretrizes estabelecidas pelas Metas Nacionais de Biodiversidade para 2010, da Conabio, que incluem, entre outros pontos, a elaboração de planos de ação e a criação de Grupos Assessores para todas as espécies ameaçadas de extinção; a conservação efetiva da totalidade das espécies ameaçadas em Áreas Protegidas; a conservação em coleções ex situ de 60% das espécies de plantas ameaçadas e a inclusão de 10% das espécies de plantas ameaçadas em programas de recuperação e restauração.

A primeira lista das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção foi editada em 1968 (Portaria IBDF nº 303), com a inclusão de 13 espécies. A segunda ocorreu em 1980 (Portaria IBDF nº 1471), com a adição de uma espécie à lista anterior. Em janeiro de 1992 foi publicada uma nova lista, (Portaria Ibama nº 6-N), desta vez com a inclusão de 107 espécies. Três meses após, por meio da Portaria Ibama nº 37-N, foi editada uma nova lista, com 108 espécies.
Veja Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção, clicando aqui.

Fonte: Daniela Mendes / MMA

Em 1939 morria Sigmund Freud

1939: Morre Sigmund Freud - Dos mal-estares detectados na civilização às infindáveis interpretações do sonho, o nome de Sigmund Freud, o pai da psicanálise, continua presente no imaginário ocidental.

Falecido a 23 de setembro de 1939, Sigmund Freud deixou uma herança incalculável para as próximas gerações. Não há praticamente um campo das ciências humanas que tenha permanecido incólume às suas teorias, desde o "olhar inconsciente" da análise cinematográfica até os elogios a seu estilo literário, como o registrado pela escritora austríaca Elfriede Jelinek, ao afirmar que Freud foi um dos "escritores mais significativos do idioma alemão".

"Capítulo do Holocausto"
Sua posição como "pensador do século 20" por excelência, apesar das inúmeras revisões e "correções" das últimas décadas, parece incontestável. Isso pôde ser percebido na polêmica em torno do Livro Negro da Psicanálise (Le Livre Noir de la Psychanalyse), atacado por seus críticos como sendo uma tentativa de domesticar a prática psicanalítica e uma forma barata de se opor ao pensamento sociopolítico e, por isso, incômodo de Freud.

O debate prova que a herança freudiana pode ser considerada peça de museu, mas jamais como um arquivo morto. No "livro negro" em questão, a teoria psicanalítica é responsabilizada por "danos irreparáveis" e "milhares de vítimas" em função de posições relacionadas ao autismo, homossexualismo e dependência de drogas. Ou seja, Freud pode ser atacado por muitos, mas quase nunca é ignorado.

O tão polêmico volume teve mais de 20 mil exemplares vendidos na França em poucas semanas e foi amplamente discutido no país. Ao contrário do ocorrido na Áustria, o país onde Freud viveu por mais de 70 anos, tendo sido obrigado a fugir do regime nazista. "Isso acontece talvez em função de um cuidado exagerado, pois Freud é lembrado no país como um capítulo do Holocausto", observa a jornalista Julieta Rudich, em texto publicado pelo diário espanhol El País.

Importância cultural
Há de se lembrar que a essência do legado de Freud fica longe do divã que o imortalizou. É possível que o próprio, se estivesse vivo, apontasse falhas nas teorias que desenvolveu. "Ele não via na terapia sua grande obra, mas na importância cultural da psicanálise", observa o psicólogo Wolfgang Mertens ao semanário alemão Die Zeit.

É certamente nos pontos de interseção da psicanálise com a literatura, a filosofia, o cinema, a sociologia, a antropologia e outros saberes que se torna nítida a necessidade de lembrar Freud. O que talvez explique por que seu nome – com ou sem "livros negros" – continua ocupando um "lugar de honra" na França de Jacques Lacan. O país onde, afinal, grande parte dos pensadores contemporâneos – de Foucault a Deleuze e Derrida – se apoiaram no saber freudiano. Mesmo que para, às vezes, desconstruí-lo.

"Neopositivistas"
As correntes que pretendem hoje apagar qualquer rastro utilizável do pensamento freudiano são vistas por seus críticos como representantes de uma onda de "neopositivismo" – marionetes de um retrocesso político, que se opõe a tudo o que questiona e leva, de alguma forma, à afirmação do sujeito como tal. Ignorando que o discurso psicanalítico, independente de qualquer validade clínica terapêutica, continua sendo uma das importantes formas de pensar a cultura e refletir sobre a história.

Um rápido olhar pelo que marcou a literatura e as artes plásticas no século 20 já elimina, porém, qualquer tentativa de desqualificar o legado deixado por Freud. Descoberto pelos surrealistas – que se alimentaram livremente do inconsciente – suas teorias impulsionaram a produção de escritores como Thomas Mann, Alfred Döblin ou Robert Musil, entre muitos, muitos outros. Alguns defendem que não há praticamente nenhum autor significativo no decorrer do século 20 que tenha ignorado as teorias de Freud.

Ferramenta civilizatória
A literatura moderna teria tido certamente outro rosto sem a influência do pensamento freudiano. E a forma de se posicionar frente aos problemas de identidade do sujeito teria tido outros contornos, sem os fundamentos criados pela psicanálise e a referência plural que esta se tornou.

Thomas Mann, por exemplo, via a psicanálise como uma ferramenta de esclarecimento e civilização. "O fato de Stefan Zweig ter discursado à beira da cova de Freud mostra o grau pessoal da relação entre literatura e psicanálise", escreve Thomas Anz na revista Literaturkritik.

O mal-estar que persiste
Last but not least, a atualidade do pensamento de Freud está na pertinência em se falar do mal-estar que persiste não apenas na civilização ocidental, como observa Elisabeth von Thadden, em texto publicado pelo semanário Die Zeit: "A frase de Freud de que o ego não seria senhor em sua própria casa não se transformou à toa em lenda. E assim não é por acaso que este Freud dá à época o presente que esta merece: uma técnica sutil de observação, que deve contribuir para reunir o disperso e libertar o homem da auto-ilusão. Tornando sua própria história mais plausível e fazendo com que ele se torne mais forte".

Para evitar que as teorias de Freud venham lentamente a se esmaecer décadas após sua morte no exílio londrino, em 1939, são bem-vindas reflexões como as do pensador palestino-americano Edward W. Said no ensaio Freud e os não-europeus: "Freud, no sentido filosófico, foi um inversor e remapeador de geografias e genealogias aceitas ou estabelecidas. Ele assim se presta de maneira especial a releituras em contextos diferentes, já que seu trabalho é, todo ele, sobre como a história da vida se presta, pela memória, pesquisa e reflexão, a uma estruturação e reestruturação sem fim, tanto no sentido individual como no coletivo".

Fonte: Soraia Vilela / DW

Estudantes da MAUÁ são premiados no Congresso SAE BRASIL 2008

O trabalho foi escolhido como o melhor na categoria "Futuros Engenheiros"

O trabalho "Veículo Híbrido com Frenagem Regenerativa", desenvolvido por estudantes de Engenharia de Controle e Automação do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia foi escolhido como o melhor trabalho estudantil do ano em Tecnologia da Mobilidade. De autoria dos estudantes Alexandre Augusto Favaro Dias, Alexander Carraro Serigiolle, Celso Ricardo Tapper Dias, Eduardo Shinniti Ishikawa e Odilon Tavares dos Santos Neto, orientados pelo professor Eduardo Lobo Lustosa Cabral, o trabalho venceu a disputa na categoria "Futuros Engenheiros". Os alunos do grupo que desenvolveu o projeto foram convidados a expor o veículo no SAE BRASIL - Congresso e Exposição Internacionais de Tecnologia da Mobilidade - que será realizado de 07 a 09 de outubro de 2008, no Expo-Center Norte, em São Paulo.

O sistema de tração do veículo híbrido é constituído por um motor de combustão interna, um gerador elétrico, um motor elétrico e um banco de baterias. O motor de combustão é acoplado ao gerador que carrega as baterias, as quais fornecem a energia para o motor elétrico tracionar as rodas do veículo. O sistema de tração é controlado de forma integrada, permitindo a sua operação otimizada e o gerenciamento do uso da energia da melhor forma possível. A carga das baterias é monitorada e, quando atinge um nível pré-estabelecido, o motor de combustão entra em funcionamento para carregá-las. A capacidade de regeneração e o controle otimizado do sistema fornecem ao veículo a autonomia desejada com um pequeno banco de baterias e um motor de combustão com potência da ordem 25% da potência do motor elétrico.

Congresso SAE BRASIL - Realizado desde 1992, o Congresso e Exposição Internacionais de Tecnologia da Mobilidade reunirá, na sua 17ª edição empresas, profissionais e acadêmicos do setor da Mobilidade e, durante três dias, será palco de grande visibilidade para as organizações exibirem suas inovações tecnológicas, alavancarem negócios e proporcionarem ampliação de sua rede de contatos.

Fonte: IMT

Conseqüências do uso de anabolizantes


A ‘bomba’ que atinge o coração de jovens - Professora da FOP investiga as relações de causa e efeito do uso de anabolizantes

Quem hoje em dia não conhece pelo menos um amigo ou colega que “explodiu” em músculos de uma hora para outra? Em seis meses essa pessoa, em geral jovem, salta de míseros 55 kg para 80 kg ou mais de pura massa muscular. A antiga camiseta de banda de rock cede espaço à regata ou baby look. Em academias ou em raves há chance de encontrá-lo exibindo seus músculos hipertrofiados. Embora muitas vezes a família nem desconfie, quem convive com esses jovens logo identifica a causa de tantas mudanças físicas e comportamentais repentinas. Seu nome: esteróides anabolizantes.

Estudar as relações de causa e efeito do uso de anabolizantes em alta dosagem é a tarefa a que vem se dedicando a equipe da bióloga Fernanda Klein Marcondes, professora de Fisiologia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP). A literatura médica há bastante tempo tem associado os esteróides a uma série de malefícios que acometem seus usuários. Entretanto, para se estabelecer uma relação desses efeitos com suas respectivas causas é preciso considerar todo um contexto: hábitos de vida, a rotina de treinamento físico intenso e o uso simultâneo de vários anabolizantes e de suplementos alimentares, entre outros fatores.

“Por força desse contexto é que os nossos estudos controlados foram feitos em ratos de laboratório. Apenas dessa maneira é que se pode dizer que certa substância em dosagem x causa o efeito y. Só assim é possível, também, esclarecer os mecanismos que causam esse efeito e as formas de evitá-lo ou até mesmo revertê-lo”, observa a docente. Sem contar o problema ético da realização desse tipo de pesquisa em humanos. “Seria inaceitável, do ponto de vista ético, convocar voluntários humanos saudáveis para um estudo em que eles recebessem hormônios, como é o caso dos anabolizantes. A administração de hormônios somente deve ocorrer em casos de patologia, e com acompanhamento médico”.

Financiada pela Fapesp, a pesquisa de Marcondes teve início em 2002 e contou com a colaboração de pesquisadores da PUC-Campinas, da UFSCar e da área de Histologia da FOP. Seu objetivo era analisar os efeitos cardiovasculares, metabólicos e comportamentais que o anabolizante mais usado no Brasil e no mundo, o decanoato de nandrolona (conhecido pelo nome comercial Deca-durabolin), causa nos indivíduos.

Para a análise cardiovascular, que foi a que apresentou os resultados mais alarmantes à saúde, a metodologia de pesquisa da equipe da FOP se deu da seguinte forma. Espécimes masculinos da raça Wistar com dois meses de idade foram separados em quatro grupos. O primeiro era o dos que não passaram pelo treinamento de força e foram tratados com placebo (não ingeriram anabolizante). No segundo estavam os não-treinados que receberam a nandrolona. O terceiro continha os que foram tratados com nandrolona e não treinaram e, no último, os treinados e tratados com anabolizante.

A quantidade de decanoato de nandrolona utilizada foi de 5 mg por kg do animal, duas vezes por semana, durante seis semanas. Isso equivale a uma dosagem em humano de cerca de 800 mg por semana. Trata-se de uma super dosagem. Em conversa com usuários veteranos de anabolizante e em fóruns sobre o tema na internet, constata-se que a média semanal de aplicação é 200 mg, em ciclos que vão de dois a quatros meses. No entanto, essa substância geralmente é usada em conjunto com um preparado de quatro ésteres de testosterona, chamado comercialmente de Durateston, cujo consumo fica na casa de 500 mg por semana.

O treinamento de força a que foram submetidos os animais foi realizado em um tanque com 38 cm de altura de água a uma temperatura de 300 C (ideal para atividade física na água). Nas costas dos ratos se colocou um colete que pesava entre 50% e 70% do peso corpóreo. Esse colete fazia com que o animal afundasse na água e precisasse saltar para respirar. A cada 10 saltos ele era retirado do tanque para descansar por um minuto. O procedimento era repetido quatro vezes ao dia. O quinto e sexto dias eram de descanso.

“Sabemos que o correto seria um dia de treino para um ou dois dias de descanso. No entanto, não é isso que fazem os usuários de esteróides anabolizantes. Nós queríamos reproduzir um ambiente semelhante ao que se vê nas academias. Por isso foi feito treinamento de alta intensidade, com menor período de descanso”, diz a pesquisadora.

Efeitos
Os resultados dessa pesquisa mostraram que o volume do coração dos membros de todos os grupos, menos o dos sedentários que não receberam anabolizante, sofreu um aumento concêntrico (de fora para dentro). Isso significa que as paredes das cavidades cardíacas ficaram mais espessas, e seu diâmetro interno menor. Isso faz com que seja menor o espaço para a entrada de sangue a ser bombeado pelo coração.

Esse efeito causado pelo fisiculturismo já é conhecido pela comunidade científica. “Só que dentro de alguns limites isso não causa prejuízo à função cardíaca porque, a princípio, é compensado por um aumento de força do coração”, afirma Fernanda. Porém, nos animais em que houve associação do uso de anabolizante ao treinamento intenso, a hipertrofia foi acompanhada por uma deficiência no bombeamento cardíaco.

Essa conclusão se deu depois que os grupos de animais pesquisados passaram por um exame chamado ecodopplercardiograma, em estudo feito juntamente com a professora Maria Claudia Irigoyen, do Incor/USP. Semelhante ao ultra-som, o ecodoppler cria uma imagem do coração e do seu funcionamento no qual é possível fazer medidas do coração e analisar o fluxo de sangue durante o seu funcionamento.

No grupo treinado com anabolizante não se teve apenas um aumento de massa muscular, mas também de fibras de colágeno (tecido conjuntivo). Enquanto o grupo treinado sem nandrolona ficou com o nível de colágeno estabilizado em 3µm2, o treinado com nandrolona saltou para 33µm2. “Essas fibras fazem parte da estrutura do coração, mas não participam do bombeamento de sangue. Tem-se um coração maior, mas não mais eficiente. Ao contrário, há maior resistência a esse bombeamento”, completa a bióloga.

Na literatura médica existem vários estudos de caso que relatam mortes súbitas de fisiculturistas usuários de anabolizantes relacionadas a esse aumento concêntrico do coração. “O que a nossa pesquisa mostra agora é que, com certeza, uma parcela disso se deve ao anabolizante, e outra ao treinamento intenso de força; as duas coisas juntas amplificam os efeitos. A relação causa e efeito está bem-estabelecida e confirmada pelo experimento”, alega Fernanda.

O trabalho da professora analisou não apenas o coração, mas também o sistema vascular por onde o sangue circula dentro do corpo. Os pesquisadores da Unicamp queriam saber se o uso de anabolizante alteraria a capacidade do vaso sangüíneo se dilatar ou passar por contração conforme a necessidade do organismo. Essa função dilatadora é extremamente importante para manter a pressão sangüínea e a temperatura corpórea regulada diante de movimentos do corpo ou de alterações da temperatura do ambiente, assim como para fazer o sangue chegar a todos os tecidos corpóreos.

Para isso foi avaliada, in vitro, a resposta da aorta torácica a uma substância que causa a contração automática do vaso sangüíneo. Percebeu-se, então, que os grupos que passaram pelo treinamento físico de força diminuíram a resposta a essa substância vasoconstritora. A contração do vaso ficou menor. A docente observa que esse é um efeito benéfico do exercício físico, pois evita que a pressão arterial aumente demais enquanto se pratica a atividade.

No entanto, o grupo que foi treinado e tratado com anabolizante teve esse efeito benéfico bloqueado pelo esteróide. Além disso, o anabolizante associado ao treino também diminuiu a produção de óxido nítrico na aorta. Essa substância trabalha na dilatação dos vasos. Segundo Fernanda, a diminuição de óxido nítrico está relacionada ao aumento de colesterol LDL (colesterol ruim) encontrado no sangue dos membros desse grupo. Essa situação pode levar, também, ao crescimento no número de placas de gordura no vaso. Um melhor conhecimento do processo de influência do decanoato de nandrolona sobre a formação de placas de gordura nos vasos sangüíneos é o que se espera obter com um estudo que a equipe da Unicamp deve concluir até o final de 2009.
Principais efeitos associados ao uso de anabolizantes em homens*
Acne
Agressividade
Inibição da produção de testosterona
Diminuição do desejo sexual (libido)
Impotência e esterilidade
Ginecomastia – crescimento das mamas
Problemas hepáticos - chegando ao desenvolvimento de tumor
Menor crescimento em adolescentes
Colesterol Alto
Calvície
* Alguns efeitos são temporários, enquanto outros não
desaparecem depois de encerrado o consumo do anabolizante

O metabolismo e a dose para cavalo
Outras alterações estudadas pela equipe da professora Fernanda Klein Marcondes foram as metabólicas. Sabe-se que a motivação que leva uma pessoa a ingerir anabolizantes é estética na grande maioria dos casos. Porém, há também os usuários que estão de olho no desempenho atlético. Muitos atletas profissionais utilizam essas substâncias por acreditarem que elas podem gerar não apenas músculos grandes, mas melhor desempenho esportivo. Não é à toa que os anabolizantes são as substâncias mais encontradas em atletas flagrados em exames antidoping. Recentemente, por exemplo, a nadadora brasileira Rebeca Gusmão foi banida para sempre das competições em razão de seus exames antidoping apresentarem uso de esteróides em duas oportunidades distintas.
Acontece que o estudo desenvolvido na Unicamp mostra que o decanoato de nandrolona não contribui para a melhora do desempenho atlético, pelo menos no que diz respeito à supercompensação de glicogênio. O glicogênio é um açúcar que fica estocado no fígado e nos músculos dos seres humanos. Quando o organismo necessita de energia, esse glicogênio é quebrado e a glicose, nosso principal substrato enérgico, é liberada no sangue. Com a prática freqüente de exercícios físicos, os músculos esqueléticos adquirem a capacidade de armazenar mais glicogênio. Isso retarda a ocorrência de fadiga muscular durante o exercício.
Em análise feita nos músculos da perna dos animais estudados, ficou constatado que o uso do esteróide não melhora a supercompensação glicogênica. O acúmulo de glicogênio no músculo se deu na mesma quantidade nos treinados com ou sem anabolizante.
Mas o mais surpreendente desse estudo da FOP diz respeito ao aumento de massa muscular. “No uso clínico, em casos em que a pessoa tem deficiência de testosterona no organismo, sabe-se que os anabolizantes favorecem o crescimento dos músculos. Mas observamos no nosso estudo que os animais tratados com o decanoato de nandrolona não aumentaram a massa muscular no músculo sóleo. Ao contrário, houve diminuição na quantidade de DNA nesse músculo. A princípio isto é o inverso do que a literatura descreve como efeito anabólico dos esteróides”, revela Fernanda.
Inverso, explica a pesquisadora, porque o DNA leva à síntese de RNA e, conseqüentemente, à síntese de proteína no músculo e aumento do seu volume. Os resultados obtidos pela equipe da professora mostram que o consumo de um único tipo de anabolizante em uma situação de treino intensivo de força não surte efeito no incremento de massa muscular. Mas a pesquisadora explica que “na rua você vê que quem toma anabolizante fica com músculos maiores em pouco tempo. Isso só pode significar que as doses combinadas de vários tipos de esteróides usadas por essas pessoas é maior ainda que a alta dose ministrada no nosso estudo. Um jovem de 50 kg acaba consumindo uma dose maior da que seria administrada em um cavalo”.
O estudo sobre a nandrolona e o aumento de massa muscular no músculo sóleo, publicado em 2006, recebeu o prêmio de melhor artigo da área básica publicado no periódico oficial da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia no biênio 2005 e 2006. Esse resultado confirma que a crença popular de que o anabolizante melhora o desempenho atlético se baseia em estudos que falharam no delineamento experimental, desconsideraram os efeitos dos anabolizantes sobre a agressividade ou não avaliaram os efeitos isolados do treinamento ou da dieta. Além disso, em geral não se leva em conta o efeito placebo, que no homem é muito importante. “Se a pessoa usa uma substância acreditando que ela fará tal efeito, é possível que este efeito seja de fato observado. No animal de laboratório isso não ocorre, pois o animal não sabe que tratamento está recebendo”, explica Marcondes.
Ansiedade
As pesquisas estudaram também o comportamento. A irritabilidade, por exemplo, é um dos principais efeitos colaterais relatados por quem toma altas doses de testosterona sintética. Esse efeito adverso tem gerado inclusive, uma situação inusitada nos últimos anos. Segundo a docente, muitos homens têm consumido anabolizantes não apenas para aumentar massa muscular, mas também para fins ocupacionais – principalmente, seguranças, vigias e policiais. Alguns usuários dentro desse grupo de profissionais utilizam essas substâncias por acreditar que elas os deixam mais despertos e com uma melhor resposta de reação no caso de contenção ou até mesmo de resposta a brigas e agressões físicas.
O estudo da professora da FOP não mensurou os efeitos do uso de anabolizante sobre a agressividade dos usuários. No entanto, observaram-se alterações no nível de ansiedade dos ratos de laboratórios que tomaram decanoato de nandrolona. O teste comportamental que demonstrou isso é denominado labirinto em cruz elevado. Nele existem dois caminhos retilíneos e perpendiculares que se cruzam ao centro. Só que um dos caminhos é fechado por paredes de 50 cm de altura e o outro é uma plataforma aberta, sem paredes.
“O animal com nível normal de ansiedade explora um pouco o braço aberto, mas fica mais no braço fechado, onde se sente seguro. Quando um tratamento faz com que o animal saia menos ainda no braço aberto, dizemos que ele aumenta a ansiedade”, explica Marcondes. O grupo que tomou esteróide saiu muito menos no braço aberto que o grupo controle.
Realmente, segundo Fernanda, a questão psicológica é a que mais contribui para que jovens de 14 anos ou menos arrisquem sua saúde em troca de músculos maiores. “Esse problema está fortemente associado à questão de como o jovem se vê perante a sociedade. Você tem na mídia a disseminação de um modelo de beleza com a mulher muito magra e com o homem de corpo forte e definido. Na busca por esse modelo, o jovem mais imediatista não se preocupa muito com o que vai acontecer. É próprio da adolescência querer um resultado rápido e achar que será sempre saudável. Diferentemente de uma pessoa mais velha que vai pensar e agir com mais cautela, preocupando-se com o prejuízo futuro que o uso dessas substâncias pode causar”.
Das competições para as academias
A testosterona foi sintetizada pela primeira vez em 1935. De lá para cá, os esteróides são utilizados (em baixa dosagem) até hoje em casos de perda crônica de peso (AIDS e câncer), retardo no processo de amadurecimento sexual de adolescentes, queda natural de hormônios masculinos em homens de meia idade ou idosos e problemas hormonais ou neuromusculares congênitos com prejuízo de crescimento em crianças.

Acontece que o aumento de massa muscular e força adquirido pelos anabolizantes logo foram apropriados por atletas de alto desempenho. O uso dessas substâncias para tal finalidade foi percebido pela primeira vez em um campeonato de levantamento de pesos ocorrido em Viena no ano de 1954, no qual atletas russos exibiram performances altamente satisfatórias.
A partir daí, o uso indiscriminado de esteróides entre esportistas cresceu exponencialmente, principalmente depois de instaurada a Guerra Fria. Na década de 60, a República Democrática Alemã chegou a montar um programa sigiloso de testes com anabolizantes em seus atletas. Tão sigiloso que os esportistas daquele país eram instruídos a não comentar sobre o assunto nem com seus familiares. Se alguém perguntasse, eles deveriam dizer que se tratava de complexos vitamínicos.
O resultado desses experimentos pode ser visto a partir de 1972, quando a Alemanha Oriental passou a dividir o topo no número de medalhas olímpicas com potências como EUA e União Soviética. Anos mais tarde, o uso de anabolizantes já era facilmente perceptível em atletas de várias nacionalidades.
Somente a partir de 1989, com a introdução de alguns controles antidoping é que se conseguiu impedir, de certo modo, a inserção das “bombas” nos esportes competitivos. Depois desse período, muitos atletas jamais conseguiram exibir as marcas alcançadas em competições anteriores.
Do esporte para as academias. Esse foi o percurso feito pelos anabolizantes na década de 90 e início do século XXI. E o que se pode ver atualmente é que o uso desses medicamentos não é mais privilégio dos homens. Mulheres, não apenas as fisiculturistas, têm utilizado esse recurso químico para alcançar corpos fortes e definidos.
Nelas, o uso dos esteróides geralmente vem acompanhado de substâncias como o hormônio tireóideo tri-iodotironina (T3), o cloridrato de clembuterol e o 2,4-dinitrofenol (DNP). Com isso, as usuárias acreditam que eliminam toda e qualquer gordurinha no corpo. Na maioria dos casos nem é o aumento de massa muscular que mais as interessa, mas sim o aspecto de corpo “sarado”, com formas secas e definidas, além da suposta maior disposição para “malhar”.
É óbvio, como demonstram as pesquisas, que tal mistura de medicamentos não traz apenas os efeitos desejados a essas mulheres. Além dos efeitos colaterais que os anabolizantes causam também aos homens, nas mulheres você ainda pode ter crescimento de pêlos na face, engrossamento da voz, hipertrofia do clitóris, entre outros. É o preço a pagar por quem deseja ser bela (ou belo) acima de qualquer coisa.
Fonte: Luiz Paulo Juttel - Jornal da Unicamp

Inpa desenvolve chapa de folhas vegetais da Amazônia para uso na construção civil

A necessidade de preservação das florestas e o uso correto dos recursos por ela oferecidos estão sempre no centro das discussões quando a Amazônia é o assunto. No estado do Amazonas, a exploração dos recursos florestais oferece uma gama de produtos que vão além dos cosméticos e dos medicamentos.

Agora, a novidade fica por conta do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Seus pesquisadores desenvolveram uma “chapa” de folhas vegetais. Ela pode ser utilizada na confecção de forros, divisórias, móveis e artefatos em substituição a madeira sólida e seus derivados (aglomerado, compensado e MDF). A folha é capaz de substituir também outros materiais, entre os quais, o PVC, o gesso e o isopor, usados largamente na indústria da construção civil.

Um dos inventores da folha é Jadir de Souza Rocha. Segundo ele, a riqueza da floresta amazônica não está somente na madeira das espécies arbóreas. Rocha lembra que outras matérias-primas florestais não madeireiras podem ser transformadas em produtos de excelentes qualidades e alternativas à madeira.

“Isso pode contribuir substancialmente para diminuir a pressão sobre as espécies economicamente desejáveis, cujos estoques são reduzidos drasticamente pela ação da atividade madeireira na Região”, explica Jadir Rocha. E acrescenta: “além de mencionar que essa situação é preocupante, pois ainda não existem resultados que comprovem a eficácia do manejo florestal com as espécies arbóreas da Amazônia”.

Jadir Rocha é pesquisador da área de recursos florestais no Inpa. Por essa razão, ele conta que ficava muito incomodado ao ver uma das matérias-primas mais abundantes da natureza ser desperdiçada naturalmente e pela ação do homem. A destruição da madeira acontece pela antiga e maléfica prática de atear fogo nas folhas das árvores que são derrubadas nas áreas de assentamento, nas chácaras, sítios, fazendas e até nos quintais dentro das zonas urbanas.

O pesquisador conta que já havia pensado em fabricar a chapa, mas queria que a tecnologia não fosse aproveitada somente por indústrias de grande porte e com capacidade de investimentos em larga escala. Por isso, explica Rocha, “busquei encontrar alternativas que contemplassem também as micros e pequenas empresas”.

Foi por isso que Jadir Rocha fez experiências e encontrou uma excelente resina. Além de proporcionar o aumento da vida útil das chapas, o produto possibilitou a “cura” do material num período curto de tempo. O material foi preparado sem o uso de prensas de sistema a quente, o que barateia os custos de produção. “A resina foi encontrada e o processo de transformar as folhas em chapas foi iniciado”.

Rocha explica que no processo de confecção da chapa podem ser aproveitadas folhas de espécies arbóreas, de frutíferas, de palmeiras, de ervas daninhas e plantas ornamentais. “Primeiramente as folhas passam pela operação de trituração para obtenção de pequenas partículas, podendo ser secas ao ar livre ou em estufas. Posteriormente, é feita a formação de um colchão de partículas com aglutinação de resina sintética e fibra de vidro”.

Opções de prensagem
O processo oferece duas opções de prensagem, a frio e a seco. No primeiro caso, não necessita de prensa com sistema a quente, sendo utilizadas resina de laminação, fibra de vidro, com adição de catalisador e pressão. “Este processo de “cura” da chapa é relativamente lento e a produção dá-se em pequena escala”. No segundo, dispensa o uso de resina de laminação e catalisador, passando-se a usar resinas sintéticas, fibra de vidro e ação conjunta de temperatura e pressão. “A produção das chapas é muito rápida podendo-se atender grandes demandas”, salienta.

Qualidade e versatilidade das chapas
Rocha ressalta que a qualidade do material depende dos tipos de folhas. Ele cita como exemplos, as folhas das palmeiras são muito resistentes ao rasgo na direção transversal às fibras. “Nas outras espécies podem ser encontradas folhas bem espessas e de superfícies super lisas, cujas características são indicadoras de grande resistência ao rasgo, folhas sem tais as características, não são recomendadas”.

O pesquisador diz que no processo de confecção é possível se obter chapas com a leveza da espécie arbórea, pau-de-balsa ou mesmo com a densidade da tão pesada maçaranduba. “As chapas oferecem resistência mecânica satisfatória, boa durabilidade, bom acabamento e excelente visual”.

Fonte: Rosilene Corrêa / INPA

USP desenvolve simulador de forças para pilotos do avião Tucano

Simulador de forças
Aspirantes a pilotos da Esquadrilha da Fumaça, grupo de profissionais da Força Aérea Brasileira que faz demonstrações de acrobacia aérea, acabam de ganhar um importante atrativo para a fase de treinamentos que antecede as tradicionais apresentações pelos céus do Brasil.

É que pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP), no interior paulista, acabam de concluir, no Laboratório de Bioengenharia da entidade, o desenvolvimento de um simulador de forças para o avião Tucano, da Embraer.

O equipamento, criado pelo professor Antônio Carlos Shimano e pelo pesquisador Thiago Augusto Bezerra, simula, por meio de um sistema de molas e de outros acessórios, a força empregada pelos pilotos no manche (o controle manual utilizado para pilotar os aviões) durante a execução das manobras.

Ao medir as forças exercidas em vôo pelos pilotos e avaliar os músculos envolvidos nas manobras, o sistema auxilia na criação de um treinamento físico específico para cada indivíduo, visando ao fortalecimento dos músculos e à diminuição de dores e lesões.

Devido às longas jornadas de vôo, a força empregada no manche e os movimentos de repetição geram lesões importantes, que ocorrem, sobretudo, nos ombros e braços. O simulador poderá contribuir para o aumento da segurança de vôo com a melhora da força muscular dos pilotos.

“Fizemos um simulador o mais próximo possível das situações reais. A estrutura de sua base tem dimensões semelhantes às encontradas na aeronave T-27 [Tucano]. Outras partes importantes, como tamanho e inclinação do assento e a distância entre o assento e o apoio para os pés, também têm as mesmas características da aeronave”, disse Antônio Shimano. O estudo teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio Regular a Pesquisa.

Protótipo e patente
Shimano conta que no manche do simulador foram fixados sistemas integrados formados por tubos, molas de compressão e células de carga. As medições das forças no manche são realizadas com o auxílio de um analisador de sinal elétrico ligado a todas as quatro células de carga.

“Esse analisador tem a função de codificar, filtrar e digitalizar os sinais elétricos provenientes das células de carga. A leitura e o armazenamento dos dados das forças aplicadas em função do tempo são realizados por um software especialmente desenvolvido para o simulador”, explicou.

Para isso, um computador deve ser ligado ao analisador de sinal elétrico de modo que os dados de força aplicada, ângulo e tempo sejam apresentados na tela e armazenados na forma de gráficos e tabelas. “O procedimento de aquisição e representação gráfica é continuo até que o operador realize o comando de parada, quando o analisador não envia mais dados ao programa”, disse o professor da FMRP.

A validação qualitativa e quantitativa do equipamento foi realizada pelos próprios pilotos da Esquadrilha da Fumaça. “Esses ases da aviação brasileira aprovaram o equipamento quanto às forças envolvidas nas manobras realizadas no manche, que, segundo eles, são parecidas com as realizadas em vôo”, afirmou.

Shimano ressalta que o simulador é voltado para o treinamento muscular e não de vôo. “Para treinamento de vôo panorâmico existe outro equipamento na Academia da Força Aérea no qual os cadetes fazem simulações”, disse o docente, que leciona no Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor da FMRP.

Para cada manobra aérea há variações das forças exercidas no manche, aparelho que, dependendo do tipo e da intensidade da manobra, chega a exigir do piloto uma força até três vezes maior do que o seu próprio peso.

“Os cadetes ou pilotos da Força Aérea Brasileira, que são expostos quase que diariamente à força exercida em vôo, conhecida por força G, poderão reproduzir no simulador as manobras para que médicos, educadores físicos e fisioterapeutas possam avaliar as condições de seus membros superiores e realizar um fortalecimento muscular preventivo”, disse Shimano.

O protótipo do equipamento já está em Pirassununga, no interior paulista, para ser utilizado pelos pilotos da Esquadrilha da Fumaça e auxiliar na formação de cadetes da Academia da Força Aérea. Um pedido de patente foi protocolado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) pela Agência USP de Inovação.

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

Documento Diretrizes Estratégias para a Metrologia Brasileira 2008-2012 é aprovado

No dia 19 de setembro, foi publicada no Diário Oficial da União a Resolução nº 8 do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que aprova o documento Diretrizes Estratégias para a Metrologia Brasileira 2008-2012. As diretrizes servirão como instrumento da política metrológica brasileira, o qual orientará as ações das diversas instituições ligadas à metrologia, bem como a aplicação de recursos governamentais para o efetivo desenvolvimento da metrologia do país.

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) coordenará as ações necessárias à implementação das diretrizes estratégicas. Pela resolução, o MDIC recomenda ao Inmetro a implantação de um sistema de acompanhamento permanente das ações empreendidas, em consonância com as referidas diretrizes, junto aos principais atores que compõem o Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Sinmetro), utilizando de parcerias, caso necessário.

Entre as considerações apresentadas na resolução para a aprovação do documento das diretrizes está a que reconhece a importância da metrologia como ferramenta estratégica de apoio à Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), bem como a atuação do Inmetro no âmbito do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), coordenado pelo MCT, na busca do aumento da competitividade do setor produtivo brasileiro e da ampliação da sua inserção no mercado mundial globalizado. Veja a íntegra da resolução neste link.

Fonte: Gestão CT

Prêmio Mercosul : anunciados os vencedores

Foram anunciados os trabalhos vencedores do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia 2008, promovido pela Reunião de Ciência e Tecnologia do Mercosul (Recyt).

O prêmio selecionou os melhores estudos sobre o tema “Biocombustível”, elaborados por estudantes e pesquisadores da Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

O objetivo é homenagear trabalhos que representem potencial contribuição para o desenvolvimento científico e tecnológico dos países-membros do Mercosul, de modo a contribuir para o processo de integração regional entre os países do bloco econômico.

Estudantes, professores e pesquisadores receberão, no dia 20 de outubro, em Brasília, os prêmios nas categorias Iniciação Científica, Jovem Universitário, Jovem Pesquisador e Integração, que variam de US$ 2 mil a US$ 10 mil.

Concorreram 267 trabalhos de estudantes de ensino médio (Iniciação Científica), universitários (Jovem Universitário) e graduados (Jovem Pesquisador), além de equipes de pesquisadores graduados nos países listados (Integração).

A cerimônia de entrega do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia integrará a abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em Brasília, evento que ocorrerá de 20 a 26 de outubro em instituições de ensino e pesquisa de todo o país.

A iniciativa tem patrocínio do Ministério da Ciência e Tecnologia e da Petrobras, além de apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, do Movimento Brasil Competitivo e da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

Os vencedores:

Categoria Iniciação Científica (US$ 2 mil)
1° Lugar: Emília Maria Gaona Ugarte, Adan David Morel Fernandez (alunos) e Maria Margarita Romero Bogado (professora orientadora)
País: Paraguai
Título do Trabalho: Kopayna

Menção Honrosa: Alan Fernando Morán (autor principal), Mathias Demian Efron, Miguel Alejandro Rodriguez (professor orientador)
País: Argentina
Título do Trabalho: Cosechando biohidrogeno de las bacterias

Categoria Jovem Universitário (US$ 3,5 mil)
1° Lugar: Felipe Nunes Linhares (autor) e Cristina Russi Guimarães Furtado (professora orientadora)
País: Brasil
Título do Trabalho: Compatibilidade entre biodiesel brasileiro de mamona e borracha utilizada na indústria automobilística

Menção Honrosa: Matheus Bayer Gonçalves (autor) e Paulo Cesar Sentelhas (professor orientador)
País: Brasil
Título do Trabalho: Zoneamento agroclimático para a cultura do pinhão-manso no estado da Bahia, objetivando a produção de biocombustível

Categoria Jovem Pesquisador (US$ 5 mil)
1° Lugar: André Luiz Ferreira dos Santos
País: Brasil
Título do Trabalho: Produção de bio-óleo a partir do craqueamento térmico de gorduras residuais

Menção Honrosa: Daniel Ibraim Pires Atala
País: Brasil
Título do Trabalho: Processo fermentativo extrativo a vácuo para produção de bioetanol

Categoria Integração (US$ 10 mil)
1° Lugar: Claudia Etchebehere, Elena Castelló, Liliana Borzacconi, Marcelo Zaiat e Maria Varesche
Países: Brasil e Uruguai
Título do Trabalho: Producción de biohidrógeno a partir de aguas residuales para ser utilizado como fuente alternativa de energía

Menção Honrosa: Jorge Gustavo Horácio Perera, Dirk Ijtzen Van Der Werff e Rafael Gutiérrez Salamanca
Países: Argentina, Chile e Colômbia
Título do Trabalho: Destilerías de alcohol de melaza con efluente cero y ganancia energética, mediante la concentración y combustión de vinazas

Mais informações: www3.unesco.org.br

Fonte: Agência FAPESP

Orgânicos: 72% das compras são feitas por mulheres

Produtos são adquiridos por consumidor de alto poder aquisitivo e nível educacional elevado, diz pesquisa da UnB

Cultivados em sistema livre de agrotóxicos e aditivos químicos, os alimentos orgânicos atraem consumidores em busca de uma vida saudável. E esse público é formado, principalmente, por pessoas com renda familiar acima de R$ 5 mil e nível educacional superior, universo em que as mulheres predominam.

Os dados fazem parte de um estudo realizado na Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (FAV), da Universidade de Brasília (UnB), com 400 consumidores em sete pontos de venda no Distrito Federal, entre eles, as feiras orgânicas, a Ceasa e um supermercado de grande porte. O trabalho foi coordenado pela professora Ana Maria Resende Junqueira.

Ao visitar os locais, a presença maciça do público feminino é facilmente notada. De acordo com o engenheiro agrônomo Maurício Junio Gomes, que auxiliou a pesquisa e utilizou essas informações para compor sua monografia de final de curso, o índice é explicado pelos papéis sociais. “Geralmente, é a mulher que faz a compra de alimentos. Mesmo quando encontrávamos casais, os homens pediam que elas fossem ouvidas”, diz.

RENDA
Outra característica marcante desse grupo é o alto poder aquisitivo. Dos entrevistados, 59% declararam ter renda familiar acima de R$ 5 mil. Se esse percentual for somado com o grupo que vem logo em seguida, compreendida entre R$ 3,5 mil e R$ 5mil, chega-se a um quantitativo de 77%.

Aliado ao nível econômico está a escolaridade, também elevada. A pesquisa revela que 77% dos participantes concluíram algum curso universitário e, em termos absolutos, 27% já tinham feito uma pós-graduação. Completando os fatores renda e instrução está a idade: 46% têm mais de 41 anos.

Segundo a professora Ana Maria, o consumo de orgânicos é típico do público que ultrapassou o nível socioeconômico mínimo para efetuar as compras de itens básicos e tem condições suficientes para escolher entre os produtos que reúnem mais atributos de qualidade. “Eles estão com a vida estabelecida, têm filhos e procuram uma alimentação mais saudável para a família”, diz.

MOTIVOS
Quando perguntados sobre os motivos que os levam a adquirir os itens orgânicos, 88% apontaram a preocupação com a saúde. Isso porque o manejo das frutas e hortaliças cultivadas sob esse sistema, o mais próximo do natural possível, significa inexistência de resíduos de agrotóxicos usados para proteger as lavouras.

Apesar de esse modo de plantio ser sustentável e não agredir a natureza, uma vez que os agrotóxicos podem contaminar solos e cursos d´agua, o fator cuidados com o meio ambiente apareceu em terceiro lugar, com 33% das citações.

Curiosamente, a equação entre as duas variáveis muda de acordo com a idade do consumidor. Os entrevistados acima de 61 anos conferem 92% de importância à preocupação com a saúde e 17% ao meio ambiente. Já os na faixa dos 20 anos, colocam, respectivamente, 50% e 50% para cada um.

Em relação ao hábito, o consumidor de orgânicos é fiel. Em 53% dos casos, compram esses alimentos há mais de quatro anos, e 11% entre três e quatro anos. Menos de 1% dos entrevistados estavam no local de venda pela primeira vez.

Para Gomes, os resultados ajudarão o produtor a ofertar serviços mais direcionados ao seu público. “Conhecer os consumidores, suas preferências e expectativas é um componente importante em qualquer estratégia para aproximação entre consumidor e produtor. E também para a melhoria contínua do produto”, diz.

Alface é a hortaliça mais vendida
A sacola de quem vai a uma feira de produtos orgânicos certamente terá um pé de alface e, provavelmente, cenoura, rúcula, couve ou agrião. Esses são os cinco produtos mais comprados pelos consumidores.

Campeão de agrotóxicos em outras formas de cultivo, o tomate aparece em sexto lugar, enquanto o morango não figurou nem entre os 10 primeiros. O motivo está mais na falta de oferta que na procura. “No termo de dificuldade, a maioria reclamou de não encontrar tomate. Morango não havia porque estávamos na entressafra. Com agrotóxico se produz tudo sempre, mas no sistema orgânico, depende-se de fatores ambientais, praga e época”, afirma Gomes.


PERFIL
Maurício Junio Gomes graduou-se em Engenharia Agronômica pela Universidade de Brasília (UnB). Contatos pelo e-mail

Ana Maria Resende Junqueira é pós-doutora pela University of Queensland (Austrália) e doutora em Produção Vegetal pela University of Wales (Grã-Bretanha). Graduou-se em Engenharia Agronômica pela UnB. Contato pelo e-mail

Fonte: Fabiana Vasconcelos / UnB

CNPq lança mais dois editais : Hipertensão e Nanociências

Estão disponíveis no site do CNPq mais dois novos editais. O primeiro, Edital MCT/CNPq Nº 62/2008, busca apoiar pesquisa fundamental em nanociências, preferencialmente voltada a fomentar a inovação e impulsionar aplicações tecnológicas, possibilitando o desenvolvimento de novos produtos e de processos baseados em nanotecnologia, mediante o apoio a projetos conduzidos por jovens pesquisadores. A data limite para submissão de propostas é o dia 3 de novembro.

As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no valor global estimado de R$ 16,57 milhões, sendo R$ 14 milhões oriundos da Ação Transversal II do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FNDCT/ MCT, e R$ 2,57 milhões oriundos dos Recursos Ordinários do Tesouro Nacional – Fonte 100. Veja a íntegra do edital neste link.

Hipertensão
O edital Edital MCT/CNPq/CT-Saúde/MS/SCTIE/Decit Nº 36/2008, que recebe propostas até o dia 31 de outubro, vai apoiar projetos de pesquisa sobre hipertensão. As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no valor global estimado de R$ 5 milhões, oriundos do Fundo Setorial de Saúde (CT-Saúde), R$ 2 milhões em 2008 e R$ 2 milhões em 2009; e do Fundo Nacional de Saúde (FNS) com R$ 1 milhão, em 2008. Veja a íntegra do edital por este link.

Fonte: Gestão CT

ABNT instalará comissão na área de gestão de energia - ISO 50001


No dia 29 de setembro, no Rio de Janeiro, às 10h, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), entidade associada à ABIPTI, vai instalar uma Comissão de Estudos Especial de Gestão de Energia, que atuará como comitê-espelho do Project Committee ISO/PC 242 – Energy Management –, criado em fevereiro deste ano com a responsabilidade de elaborar a norma internacional de sistema de gestão de energia.

A norma já foi identificada como ISO 50001 e deve ser publicada em 2010. Segundo informações da ABNT, o secretariado do ISO/PC 242 será exercido pela ABNT e pelo American National Standards Institute (Ansi).

Ainda segundo a associação, com a instalação da comissão (ABNT/CEE-116), o Brasil inicia o acompanhamento dos trabalhos na International Organization for Standardization (ISO) e a definição da sua posição a ser apresentada naquele foro internacional de normalização.

ISO/PC 242
A criação do ISO/PC 242 foi recomendada pela United Nations Industrial Development Organization (Unido), órgão da Organização das Nações Unidas, e atende também às manifestações de vários países, especialmente o Brasil, interessados na elaboração de um documento padrão que contenha recomendações baseadas nas boas práticas de gestão de energia, seu uso e desenvolvimento de novas tecnologias de forma eficiente e sustentável.

Nos dias 8 a 10 de setembro, foi realizada a primeira plenária do ISO/PC 242, que aconteceu em Washington DC (EUA), já considerando subsídios colhidos em reuniões regionais promovidas pela Unido. Um desses encontros foi realizado em parceria com a ABNT no mês de agosto, em São Paulo, com a participação de representantes da Argentina, do Chile e da Colômbia, entre outros países. O site da ABNT é www.abnt.org.br. (Com informações da ABNT)

Fonte: Gestão CT

MDS realiza mostra e prêmio nacionais de estudos sobre o Programa Bolsa Família

Foi publicado no Diário Oficial da União, do dia 11 de setembro, edital do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) com o regulamento da 1ª Mostra Nacional de Estudos sore o Programa Bolsa Família e do 1º Prêmio Nacional de Estudos sobre o mesmo programa.

O objetivo das duas iniciativas são identificar e premiar artigos sobre o Programa Bolsa Família (PBF), em especial aqueles que se referem às seguintes temáticas: efeitos do programa na redução da pobreza e da desigualdade; contribuições do PBF para as áreas de educação, saúde e segurança alimentar; geração de oportunidades e garantia de direitos (relação com emprego e trabalho, consumo e economia local, empoderamento das mulheres e das famílias pobres, redução do trabalho infantil, etc.); desenvolvimento institucional (federalismo e descentralização, articulação intersetorial, alternativas de gestão e outros).

Também são objetivos da mostra e do prêmio contribuir para o aprimoramento, a sistematização e a divulgação do conhecimento produzido acerca do PBF e da transferência de renda; estimular a construção de um banco de dados, com vistas a sistematizar e disponibilizar artigos e demais estudos produzidos pelo PBF; e articular e integrar o debate, as reflexões entre estudos relacionados aos efeitos e resultados do PBF e as experiências de gestão e implementação em curso.

Inscrições
Os trabalhos poderão ser inscritos em duas modalidades: Mostra ou Prêmio. A inscrição deve ser feita por meio de envio de artigos para o e-mail até o dia 27 de outubro. Veja a íntegra do edital com o regulamento da mostra e do prêmio por este link.

Fonte: Gestão CT

Unidade de Genômica Computacional Darcy Fontoura de Almeida é inaugurada

Genômica em quantidade
A Unidade de Genômica Computacional Darcy Fontoura de Almeida foi inaugurada na sexta-feira (19/9), no Laboratório de Bioinformática do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ), pelo ministro Sergio Rezende, da Ciência e Tecnologia.

Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, o centro, construído em parceria com o Ministério da Saúde, é capaz de gerar uma grande quantidade de informação genômica e permitirá a realização de estudos nas áreas de expressão gênica, detecção de genes, análise de proteínas e seqüenciamento de DNA e RNA.

As instalações também são importantes para o avanço das pesquisas de vários tipos de câncer, uma vez que permitirão a continuidade e atualização dos trabalhos realizados nas Redes Genômicas.

A unidade tem capacidade de seqüenciar até 500 milhões de pares de bases de DNA em cerca de dez horas.

Os primeiros projetos que serão conduzidos no centro envolvem o Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer e o Instituto Nacional do Câncer. Outro projeto em articulação é o do seqüenciamento parcial do Trypanossoma cruzi, aprovado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Fonte: Agência FAPESP

CNPq solicita atenção às informações disponibilizadas na Plataforma Lattes

No dia 19, o CNPq solicitou, por meio de notícia publicada no seu site, que os pesquisadores dediquem o máximo de atenção e esforço para garantir informações acuradas na Plataforma Lattes do conselho, alterando-as e atualizando-as, de modo a que o sistema curricular retrate a fiel realidade, evitando constrangimentos ao responsável pelos dados.

Na nota, a instituição relembra uma matéria anterior sobre a Plataforma Lattes, divulgada no site do conselho em 16 de junho, que destacava o elevado grau de relevância e abrangência desta base curricular, que comporta hoje, aproximadamente, um milhão e duzentos mil currículos. A notícia ainda ressaltava os esforços para aumentar a confiabilidade do sistema, pela implementação de numerosos mecanismos de certificação externa das informações dos currículos, como, por exemplo, a certificação pelo DOI e pela Base Scorpus.

Para aperfeiçoar a Base Lattes, o Conselho Deliberativo do CNPq implantou uma comissão de acompanhamento e verificação da consistência e da confiabilidade das informações constantes dos currículos, que conta com a participação de renomados e ilibados pesquisadores e servidores da instituição.

A instância foi empossada em 7 de agosto e deu início aos trabalhos, revisando os currículos já inseridos, no sentido de esclarecer dúvidas sobre dados registrados, visando fortalecer a reconhecida confiança da sociedade no sistema.

Informações sobre a Plataforma Lattes podem ser obtidas no site lattes.cnpq.br/

Fonte: Gestão CT

"Terças Tecnológicas" aborda engenharia de produção

O Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCT), que é associado à ABIPTI, traz amanhã (23), no Terças Tecnológicas a área de engenharia de produção do instituto com a apresentação de duas tecnologias desenvolvidas especialmente para as instituições de ensino: os sistemas Sigesc Web e Sigesc Ava.O evento começa às 14h30.

O Sigesc Web integra a administração das escolas e do ensino à internet, com custo mínimo, utilizando softwares livres. O sistema agrega opções para gestão estratégica, gestão de conhecimento e educação especial e inclusiva apoiada por uma tecnologia de informação e comunicação. O Sigesc Web sistema também dá suporte à educação especial, à informática educativa, à profissionalização de alunos e à capacitação de professores e de gestores.

Ao sistema Web, se alia a ferramenta Sigesc Ava-Ambiente Virtual de Aprendizagem Cooperativa, que assimila interfaces para a acessibilidade de pessoas com deficiências visual, auditiva e motora. Aliado ao Sigesc Web, o Sigesc Ava também pode ser usado independentemente em escolas, telecentros, bibliotecas e empresas. O software ainda viabiliza a construção e gestão de cursos em ambiente virtual, elaboração de material didático, suporte técnico e consultoria.

A apresentação do Terça Tecnológica será feita pelos especialistas Saul Eliahú Mizrahi e Janete Rocha Cícero, da Divisão de Gestão da Produção do INT, da equipe de desenvolvedores dos sistemas. O evento dá direito a certificados para os que se inscreverem até hoje (22). As inscrições podem ser feitas por meio deste link.

Informações adicionais, pelo site www.int.gov.br, ou pelo telefone (21) 2123-1277 e 2123-1295. (Com informações do INT)

Fonte: Gestão CT

BNDES é o novo integrante do grupo de estudo do PAPG

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o novo integrante do Grupo de Estudo do Programa de Apoio à Pós-Graduação das Instituições Federais de Ensino Superior (PAPG). A instância de discussão é encabeçada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), sendo que o programa deverá ser lançado pelo Ministério da Educação (MEC).

A participação do BNDES no grupo de estudo foi acertada em reunião realizada no dia 17, em Brasília. O encontro contou com a participação do presidente da Andifes, o reitor Amaro Lins, da Universidade Federal de Pernambuco, do reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ivonildo Rêgo, e do presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

O banco será representado nas discussões pelo seu superintendente da Área de Inclusão Social, Ricardo Ramos. O grupo de estudo ainda conta com a participação de representantes do MEC, do MCT, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com informações divulgadas pela Andifes, o PAPG foi apresentado ao presidente Lula em março deste ano. Ele considerou a proposta interessante e deu orientação para que fosse feito contato com os atores envolvidos. A meta da iniciativa é consolidar e expandir programas de formação pós-graduada, contemplando a correção das diferenças regionais e das áreas de conhecimento. Além disso, o programa pretende atender à demanda de pessoal qualificado para a implementação das políticas industrial e de desenvolvimento em ciência e tecnologia no país (PACTI) do governo federal.

Em notícia publicada no seu site, a Andifes destaca que busca a parceria com o BNDES no sentido de estabelecer uma sintonia entre o crescimento industrial e o ambiente de inovação tecnológica desenvolvido nas universidades federais. A instituição ainda lembra que é cada vez mais crescente a necessidade de um estreitamento das relações entre as instituições federais de ensino superior e o setor produtivo.

Informações sobre as ações da Andifes podem ser obtidas no site www.andifes.org.br.(Com informações da Andifes)

Fonte: Gestão CT

Consolidação das leis tem site lançado pela Câmara dos Deputados

Site sobre consolidação das leis é lançado pela Câmara dos Deputados

No dia 17, a Câmara dos Deputados lançou o site do Grupo de Trabalho sobre Consolidação das Leis. Com esta ferramenta, os interessados poderão encaminhar contribuições ou perguntas sobre os projetos que reúnem diferentes leis atuais em 21 áreas temáticas.

A idéia de consolidar as leis federais é evitar problemas causados por textos contraditórios, eliminar conceitos ultrapassados, revisar e organizar as normas sobre um mesmo assunto e condensá-las em uma só lei. A iniciativa poderá combater a lentidão da Justiça, a aplicação inadequada de penas e a impunidade.

De acordo com informações divulgadas pela Agência Câmara, o grupo de trabalho analisa os projetos de consolidação apresentados à Mesa Diretora e se restringe aos aspectos formais, sem entrar no mérito das matérias.

Hoje, três projetos de consolidação de leis estão sob consulta pública: sobre crédito rural (PL 3.692/08), do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP); sobre assistência social (PL 3.800/08), da deputada Rita Camata (PMDB-ES); e sobre telecomunicações e radiodifusão (PL 3.516/08), do deputado Bruno Rodrigues (PSDB-PE). Os interessados podem encaminhar as suas sugestões até o dia 11 de outubro, no caso da primeira proposta, e até 16 de outubro, para as demais. Também poderão acessar a íntegra das proposições e acompanhar a sua tramitação.

Ainda segundo a Agência Câmara, das 21 áreas temáticas, nove já estão com projetos de lei prontos. Até hoje, seis proposições já passaram pela etapa de consulta pública, sendo que duas foram aprovadas pelo GT: as propostas sobre legislação previdenciária (PL 7078/02) e ambiental (PL 679/07). Os dois textos serão analisados pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), antes da votação pelo Plenário.

Ainda deverão ser votadas pelo GT as propostas que consolidam as legislações trabalhista (PL 1987/07); educacional (PL 678/07); de saúde (PL 3343/08); e para estrangeiros (PL 4489/01).
O projeto que mais recebeu sugestões até agora foi o que consolida as leis trabalhistas. No total, foram encaminhadas 67 manifestações, desde comentários de cidadãos comuns até de sindicatos e conselhos profissionais.

As demais áreas temáticas tratam sobre as legislações administrativa; cível; comercial; do direito internacional público e privado; de finanças públicas e orçamento; militar e de defesa nacional; penal; processual penal; do sistema financeiro e fiscalização; do sistema tributário; e de trânsito.

Para conferir o site, acesse www.camara.gov.br/consolidacao. (Com informações da Agência Câmara)

Fonte: Gestão CT

Fiocruz e empresas privadas vão produzir no país medicamento antiaids

O Ministério da Saúde, por meio do laboratório de Farmanguinhos da Fundação Oswaldo Cruz, que é associada à ABIPTI, deu início no dia 17 de setembro ao processo de registro do antiretroviral Efavirenz na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A fase de testes dos efeitos do medicamento sobre um grupo de pacientes já foi finalizada. Depois da análise e registro da Anvisa, a produção será iniciada e o país não importará mais o medicamento. Metade da produção nacional será feita em Farmanguinhos e a outra metade, no Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe).

Com isso, além de romper com a dependência estrangeira, será incentivada a produção nacional. Atualmente, 80 mil pessoas utilizam o Efavirenz fornecido gratuitamente pelo Programa DST/Aids do ministério. O remédio é um dos medicamentos que compõe o coquetel para o tratamento dos portadores do HIV.

Após sucessivas negociações com a empresa detentora da patente, a Merck Sharp & Dohme, o ministério não conseguiu uma redução do preço satisfatória. Foi feita uma proposta para que a empresa detentora da patente praticasse o mesmo preço pago pela Tailândia, US$ 0,65 para cada comprimido de 600 mg. No Brasil, este valor era de US$ 1,59. A equiparação não foi aceita pela empresa, que propôs uma redução de apenas 2%. A contraproposta foi considerada inaceitável pelo ministério.

Após licenciamento compulsório, o ministério passou a importar, por meio de organismos internacionais, os medicamentos genéricos da Índia, o que provocou uma economia de US$ 30 milhões. Paralelamente, foi iniciado o desenvolvimento do Efavirenz nacional. Para isso, Farmanguinhos e Lafepe estabeleceram uma parceira com as empresas privadas Globequímica (SP), Cristália (SP) e Nortec (RJ), que formaram um consórcio. O incentivo à produção nacional e o desenvolvimento tecnológico fazem parte das políticas direcionadas ao complexo industrial da saúde.

Mais informações, no site www.brasil.gov.br.(Com informações do informativo Em questão, da Presidência da República)

Fonte: Gestão CT

Prêmio ANA 2008 tem pré-finalistas definidos

A Agência Nacional de Águas (ANA) divulgou a relação dos projetos finalistas do Prêmio ANA 2008. Das 273 propostas inscritas na premiação, cujo tema é “Conservação e Uso Racional da Água”, 30 foram escolhidas como pré-finalistas pela comissão julgadora.

Nas próximas semanas, a instância definirá os três projetos finalistas de cada uma das seis categorias em disputa: academia, empresas, governo, imprensa, organizações não-governamentais (ONGs) e organismos de bacia. Em uma reunião a ser realizada no dia 1º, os jurados escolherão os seis vencedores da premiação e só eles saberão quem ganhou. Os nomes dos vencedores serão colocados em envelopes que só serão abertos no dia da cerimônia de premiação, em 04 de dezembro, na Caixa Cultural Brasília.

De acordo com a ANA, para chegar aos finalistas, primeiro foi realizada uma pré-avaliação pela comissão organizadora do Prêmio ANA, que qualificou 67 iniciativas para a apreciação dos julgadores, que selecionaram os 30 projetos finalistas.

Informações sobre o Prêmio ANA podem ser obtidas no site www.ana.gov.br/premio, pelo e-mail , ou pelo telefone (61) 2109-5412.

Fonte: Gestão CT

Paisajes Neuronales. Homenaje a Santiago Ramón y Cajal

O Instituto Cervantes de São Paulo inaugura nesta terça-feira (23/9), às 19h30, a mostra Paisagens Neuronais, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP).

Na inauguração será realizada a mesa-redonda Neurociência e Arte, com a presença de Javier de Felipe, do Instituto de Neurobiologia Ramón y Cajal, de Madri, e curador da exposição, Norberto García-Cairasco, diretor do Laboratório de Neurofisiologia e Neuroetologia Experimental da USP em Ribeirão Preto, e Eduardo Kickhofel, professor da Universidade Federal de São Paulo.

A mostra é uma homenagem ao centenário do Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia recebido em 1906 por Santiago Ramón y Cajal (1852-1934). O espanhol sugeriu que os neurônios, em vez de formar uma teia contínua, comunicam-se entre si por meio de ligações especializadas chamadas sinapses.

Paisagens Neuronais, que estará em cartaz até 15 de novembro, apresenta ao público 70 imagens inéditas acompanhadas por textos poéticos, que ilustram a evolução do conhecimento do sistema nervoso desde o início do século 20.

As imagens refletem a estrutura do conhecimento do sistema nervoso e fazem comparações com obras de artistas como Renoir, Miró e Picasso. A mostra, que já esteve em Barcelona, Nova York e Chicago, segue depois para Brasília, Rio de Janeiro e Salvador.

O Espaço Cultural do Instituto Cervantes fica na Av. Paulista, 2.439, Metrô Consolação, em São Paulo. A entrada é gratuita.

Mais informações: http://saopaulo.cervantes.es ou (11) 3897-9609. (Imagem :Demencia precoz. Células de Purkinje con dendritas aberrantes. Cajal, 1926)

Fonte: Agência FAPESP

Congresso Internacional de Gestão de Políticas de Desenvolvimento Regional no Mercosul e na União Européia

Ministério da Integração promove congresso de gestão de políticas entre Mercosul e UE

O Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria de Políticas de Desenvolvimento Regional (SDR), em parceria com o Departamento-Geral de Políticas Regionais da União Européia, promoverá, nos dias 3 a 5 de dezembro deste ano, o Congresso Internacional de Gestão de Políticas de Desenvolvimento Regional no Mercosul e na União Européia, em Brasília (DF). São parceiros na realização do congresso, o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Embaixada da França

No fim do mês de setembro, a programação do evento estará disponível no site do Ministério. No dia 7 de outubro, durante o Open Days 2008 – Semana Européia de cidades e regiões, realizado em Bruxelas, na Bélgica, será lançada a Agenda de Cooperação 2009-2011 em políticas regionais, com desdobramentos importantes para a Política Nacional de Desenvolvimento Regional.

Mais informações, no site www.integracao.gov.br. (Com informações do Ministério da Integração)

Fonte: Gestão CT

Preço mínimo da borracha natural, açaí, pequi e castanha de babaçu é aprovado pelo CMN

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, no último dia 10, o preço mínimo de quatro produtos extrativistas: borracha natural, açaí, pequi e castanha de babaçu.

A fixação do preço tem como objetivo melhorar a capacidade produtiva e de auto-sustentação dos povos e comunidades tradicionais e apoiar a comercialização de produtos extrativistas. Estimativas apontam que uma população estimada em 5,2 milhões de pessoas em todo o país fazem parte das comunidades que vivem do extrativismo.

Essa ação faz parte da agenda social das comunidades tradicionais do Governo Federal, coordenada pelo MMA, e que deve ser lançada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ainda em 2008.

Mais informações, no site www.todafruta.com.br.(Com informações do portal Toda Fruta)

Fonte: Gestão CT

Dez Centros Digitais de Cidadania serão inaugurados na Bahia

Na próxima quarta-feira (24), dez Centros Digitais de Cidadania (CDCs) serão entregues em municípios do Estado da Bahia. São eles: Bom Jesus da Lapa, Arataca, Uruçuca, Marau, Ilhéus, Iraquara e Feira de Santana. Os CDCs fazem parte do Programa Cidadania Digital de Inclusão Sociodigital do Estado da Bahia, que completa até o fim do mês de setembro a entrega de 326 novos unidades. Cada centro é munido de dez computadores, uma impressora e permite ao acesso à internet banda larga.

A última inauguração aconteceu no dia 19 de setembro, em Bom Jesus da Lapa, na Escola Batista, com a presença do secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira. Em texto da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (Secti/BA), o governador Jaques Wagner explica que o acesso às tecnologias da informação e comunicação é uma questão prioritária no mundo contemporâneo e uma necessidade da população baiana, principalmente do interior. Segundo o governador, o cidadania digital é uma resposta do Governo do Estado a 20ª colocação da Bahia em acesso à internet entre os Estados brasileiros, com 87% de excluídos digitais, segundo a pesquisa nacional por amostra de domicílios de 2006 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Programa Cidadania Digital
O Programa Cidadania Digital tem foco na inclusão sociodigital e, para isso, possui ações de capacitação e cidadania, potencializando novas possibilidades de renda para as comunidades envolvidas.

O principal público beneficiado pelo cidadania digital é de baixa renda. Dados do sistema de cadastro do cidadão apontam que quase 90% dos usuários do programa têm renda familiar de até dois salários mínimos. O sistema de cadastro também revela que os jovens são o público prioritário do programa: 67% dos usuários têm até 21 anos de idade e 93% do público freqüenta escola pública.

Informações adicionais, no site www.secti.ba.gov.br, ou pelo telefone (71) 3116-5817. (Com informações da Secti/BA)

Fonte: Gestão CT

Sibratec divulga resultado

No dia 18, a Finep divulgou o resultado da 1ª fase da chamada pública MCT/Finep – Ação Transversal – Redes de Extensão Tecnológica – Sibratec – 03/2008. No total, foram aprovados 17 projetos.

Foram selecionadas cinco propostas da região Nordeste; três da Centro-Oeste; quatro da Sudeste; duas da Norte; e três da Sul. Alguns dos projetos são oriundos de instituições associadas à ABIPTI, como o Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Mato Grosso (Secitec), a Associação Instituto de Pesquisa Tecnológica de Pernambuco (Itep), o Instituto de Pesquisa Tecnológica do Paraná (Tecpar), o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). A íntegra do resultado está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

A Universidade Federal de São Paulo aos 75 Anos: ensaios sobre história e memória

Ensaios sobre a história da Unifesp
O livro A Universidade Federal de São Paulo aos 75 Anos: ensaios sobre história e memória será lançado na quinta-feira (25/9), na Biblioteca Central da Unifesp, a partir das 17h.

Fruto da pesquisa que reuniu um grupo de professores do curso de história da Unifesp, o livro apresenta reflexões de profissionais da área acerca da história da instituição.

Escrito pelos professores de história Jaime Rodrigues (organizador), Ana Lúcia Nemi, Karen Lisboa e Luigi Biondi, o livro ensaia interpretações sobre a história e a memória institucional da universidade em quatro capítulos.

O livro tem 296 páginas e custa R$ 50. A Unifesp está localizada na Rua Botucatu, 862, Vila Clementino (próximo ao Metrô Santa Cruz), em São Paulo.

Mais informações pelo e-mail ou (11) 3369-4056.

Fonte: Agência FAPESP