segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Fapern divulga os vencedores do 2° Salão Abraham Palatnik

No último dia 18, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (Fapern), instituição associada à ABIPTI, divulgou os vencedores do 2° Salão Abraham Palatnik de artes visuais. O nome do prêmio é em homenagem a um inventor potiguar de renome internacional.

Os trabalhos Led Message for You, de Jean Sartief; Goleiro, de Henrique José; e Madon (N) AS, de Artur Souza serão premiados com R$ 2,5 mil cada. Os dois primeiros estão na categoria instalação e o último foi inscrito como mídia contemporânea.

Além dos três, cujos prêmios são de aquisição, outros 17 artistas também selecionados receberão apoio de R$ 500. Obtiveram menção honrosa os trabalhos: Trança, de Vinícius Dantas e Projeto Corpo Estranho, de Marcelo Gandhi.

Em texto da Fapern, a presidente da fundação, Isaura Rosado, reconheceu que o salão é um esforço do governo do Estado no sentido de estimular e fortalecer uma vertente moderna, cientifica e técnica da manifestação artística. Rosado salientou que o investimento de R$ 50 mil se deu porque essa produção uniu arte, inovação tecnológica e ciência.

Os 73 trabalhos inscritos estavam nas seguintes categorias: Pintura (22) Escultura (1) Objeto (12), Livro Objeto (1), Instalação (8), Mídias Contemporâneas (9), Poéticas Visuais (5), Vídeo-arte (4), Arte Digital (2), Fotografia (8) e Outros (1).

Ainda em texto da Fapern, a coordenadora do Salão, Tânia Andrade, afirmou que houve avanço quanto à utilização de novas tecnologias nos trabalhos inscritos. Andrade comunicou que entrará em contato com os artistas selecionados para informar o local e a data onde deverão ser entregues os trabalhos.

Mais informações, no site www.fapern.rn.gov.br. (Com informações da Fapern)

Fonte: Gestão CT

Museu Interativo de Ciência da Vida

Museu interativo de ciência da vida será implementado este ano na UFMG

No dia 20 de setembro, foi assinado com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), instituição associada à ABIPTI, e da Fundação Lampadia termo de outorga que possibilita o repasse para a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) de 1,4 milhões de dólares para o projeto de implantação do museu interativo de ciência da vida.

O museu começa a ser implantado a partir deste ano nas oito salas do espaço expositivo do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG (MHNJB). Com elementos visivelmente contemporâneos na abordagem didática do tema, o museu interativo de ciência da vida será concebido para uma participação totalmente interativa dos visitantes, principalmente jovens estudantes do ensino médio, que serão seu público principal.

Mais informações, no site www.fapemig.mg.gov.br. (Com informações da UFMG)

Fonte: Gestão CT

Faperj divulga resultado de editais

Faperj divulga resultado de editais relativos ao meio ambiente, à agropecuária e à ciência e tecnologia

A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) anunciou no dia 18 de setembro, o resultado de três editais. São eles: Apoio ao Estudo de Soluções para Problemas Relativos ao Meio Ambiente, que teve 29 projetos contemplados; Apoio à Pesquisa Agropecuária no Estado, que beneficiou 11 propostas; e Apoio à Entidade Estadual de Ciência e Tecnologia, com nove aprovados.

Entre os 29 beneficiados no primeiro programa, Apoio ao Estudo de Soluções para Problemas Relativos ao Meio Ambiente, a maior parte foi da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com oito beneficiados. A segunda colocação ficou com a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), ambas com cinco; em seguida vem a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), com três; e a Universidade Federal Fluminense (UFF), com dois. A Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), Colégio Pedro II,Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet Campos), o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Solos) tiveram, cada, um projeto contemplado. Veja a lista dos contemplados no edital neste link.

Agropecuária
No edital de Apoio à Pesquisa Agropecuária no Estado, todos os projetos contemplados mantêm vínculo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro). O programa se destina a financiar projetos de pesquisa agropecuária, em áreas relevantes e estratégicas, que contribuam de forma significativa para o desenvolvimento socioeconômico das diversas regiões e cadeias produtivas do setor agropecuário do Estado. Essa verba poderá custear material de consumo; material permanente e equipamentos; obras de infra-estrutura e instalações (até o limite de 25% do montante solicitado); serviços de terceiros (pessoas físicas e jurídicas), desde que eventuais (até o limite de 15% do montante solicitado); diárias e passagens (até o limite de 5% do montante solicitado); e despesas acessórias de importação. Veja o resultado neste link.

Entidade
Já o edital de Apoio à Entidade Estadual de Ciência e Tecnologia – Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec) teve nove projetos contemplados. O programa objetiva financiar a implantação, adequação, modernização e otimização da infra-estrutura de laboratórios e demais ambientes tecnológicos destinados à execução de projetos em diferentes áreas da ciência e da tecnologia, apresentados por pesquisadores com vínculo empregatício na Faetec.
Veja a lista dos contemplados neste link.

Mais informações, no site www.faperj.br. (Com informações da Faperj)

Fonte: Gestão CT

3º Encontro Capixaba de Biossegurança

Nesta edição, contamos com um espaço para a divulgação de experiências no formato de banner. A temática é sobre a aplicação da Biossegurança seja em medidas implementadas, propostas ou em atividades educativas. Participe!



Serviço:
3º ENCONTRO CAPIXABA DE BIOSSEGURANÇA
30 e 31 de outubro de 2008
Biotecnologia - CCS - UFES, Vitória, ES

Fonte: Comissão Organizadora ECB

Modelo teórico, desenvolvido pela USP, ajuda a compreender o complexo funcionamento do campo magnético do Sol

Dínamo astronômico
Desde a década de 1960, modelos teóricos modernos atribuem as mudanças cíclicas na atividade solar à existência de um dínamo – produzido por um complexo processo de movimento das camadas do interior do Sol – que é responsável pela amplificação e manutenção do imenso campo magnético solar.

No entanto, os modelos de dínamo atuais ainda não são capazes de explicar satisfatoriamente os fenômenos magnéticos em larga escala observados no Sol. Pesquisadores do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveram um novo modelo que, combinado aos já existentes, ajuda a compreender a complexa dinâmica do campo magnético solar com mais fidelidade à realidade observada.

A pesquisa, que corresponde ao doutorado de Gustavo Guerrero no IAG, foi destaque da edição de julho da revista Astronomy & Astrophysics, em artigo assinado junto com a sua orientadora, Elisabete de Gouveia Dal Pino. O estudo, ainda em andamento, está relacionado a um Projeto Temático da FAPESP coordenado pela professora no Departamento de Astronomia do IAG.

De acordo com Guerrero, criar um modelo tridimensional do dínamo solar é uma tarefa difícil de realizar experimentalmente e os que já existem não reproduzem em grande escala os fenômenos que ocorrem dentro do Sol. O novo estudo propõe um modelo bidimensional combinado com alguns dos tridimensionais.

“Os modelos tridimensionais não abrangem todo o interior solar, mas apenas cubos menores dentro da camada convectiva. Eles fornecem alguns parâmetros que, incluídos no nosso modelo bidimensional global do Sol, explicam como é o transporte do campo magnético no interior solar, reproduzindo algumas características observadas em grande escala”, disse Guerrero.

O interior do Sol é estratificado em camadas. Em torno de um núcleo onde os fótons viajam por radiação através da matéria, há uma camada convectiva na qual a luz é transportada por células convectivas. “As células que contêm o material extremamente quente das camadas mais internas substituem as mais frias das camadas superiores, modificando constantemente o interior da estrela”, explicou Elisabete.

Enquanto o núcleo radiativo do Sol gira como se fosse um corpo sólido, com uma velocidade homogênea, a camada convectiva faz um movimento conhecido como rotação diferencial.

“A camada convectiva é como uma cebola, em que cada camada superposta gira em uma velocidade distinta, que vai diminuindo conforme se afasta do equador. Observa-se que o equador completa um período de rotação em aproximadamente 24 dias, enquanto que o pólo completa um período em cerca de 28 dias. Isso cria um movimento complexo, com rotação diferencial tanto ao longo do raio como da latitude solar, que é fundamental para a ação de dínamo”, disse.

Dínamo estelar
Segundo Elisabete, para que um dínamo funcione, a rotação induz, sobre as partículas carregadas do fluido, o aparecimento de correntes elétricas, que por sua vez geram campos magnéticos perpendiculares à direção dessas correntes. No Sol, os movimentos convectivos e a rotação diferencial ampliam e mantêm constantemente a operação do dínamo.

“A estrela tem os ingredientes essenciais para que isso ocorra, já que há rotação diferencial e um fluido de partículas carregadas. O movimento das células convectivas gera energia mecânica, que é transformada em energia magnética”, disse.

O campo magnético criado pelo dínamo tem duas fases diferentes, invertendo sua polaridade a cada 11 anos. As fases correspondem aos períodos de maior ou menor atividade solar. Durante metade desse tempo, o campo magnético se alinha em relação aos pólos, como se traçasse linhas meridionais – isto é, forma-se um forte campo de dipolo. Na outra metade desse tempo, o campo magnético se forma no sentido da longitude: um campo toroidal. "Essa história se repete nos 11 anos seguintes, ao final dos quais o campo tem a mesma polaridade inicial, completando assim um ciclo total de 22 anos", afirmou.

O modelo de Babcock-Leighton, concebido na década de 1960, descreve essa dinâmica, na qual o campo magnético do Sol se organiza na direção dos pólos e periodicamente começa a decair, formando um campo na direção do equador, iniciando a formação de manchas solares e reiniciando o processo.

“Durante essa primeira fase do ciclo, a atividade solar é pouco intensa e o campo magnético no interior do Sol está se rearranjando para criar novos campos em escala poloidal. A rotação diferencial, no entanto, transforma esse campo de dipolo em um campo toroidal. Nesse estágio do ciclo, a componente toroidal predomina e a atividade solar chega ao auge”, explicou Elisabete.

Em seguida, esses campos toroidais intensos se organizam em estruturas filamentares conhecidas como tubos de fluxo magnético. Esses tubos de fluxo são mais leves que o meio que os rodeia na camada convectiva e, então, emergem para a superfície. Os tubos formam “loops” de campo magnético que saem para a fotosfera do Sol, formando manchas solares. Os pequenos “loops” se combinam em um processo de reconexão magnética, formando outros maiores.

“Esses ‘loops’, que se concentram no equador, formam manchas cada vez maiores que vão derivando em direção aos pólos, com a parte negativa voltada para o pólo positivo e vice-versa. Na metade do período de 11 anos, esses ‘loops’ são tão grandes que formam novamente um gigantesco campo poloidal”, disse.

A cada 11 anos, portanto, o campo toroidal se intensifica, com um novo ciclo de manchas solares, mas com polaridade invertida – isto é, se o pólo norte era negativo, torna-se positivo. A cada 22 anos, o ciclo retorna à polaridade original.

“O processo todo é muito complexo. O que à primeira vista parece um caos é, na realidade, um dínamo que funciona com precisão. O que faz com que ele funcione de modo tão maravilhoso é o que ainda não compreendemos bem. Por isso precisamos criar modelos que expliquem essa atividade, a fim de compreender o interior solar”, disse a professora do IAG.

Modelo realista
De acordo com Guerrero, os modelo existentes até agora só consideram a evolução da componente do campo magnético em grande escala. No entanto, conhecer a pequena escala do campo magnético e dos movimentos é fundamental.

“Como o efeito das pequenas escalas sobre as grandes é muito difícil de compreender, temos que recorrer a simulações numéricas tridimensionais. Mas há grandes limitações computacionais para fazer isso em um modelo que abarque o Sol por completo”, afirmou.

Por conta disso, o modelo global utiliza resultados de simulações tridimensionais. Essas simulações incluem todos os ingredientes físicos considerados realistas, mas recorrem a pequenas caixas cúbicas que correspondem a pedaços do Sol. Essa alternativa fornece informações mais completas sobre o efeito de bombeamento turbulento que provoca o transporte de campo magnético no interior solar.

“No lugar de fazer a simulação global, as simulações tridimensionais recorrem a várias pequenas simulações alterando o local e rotação de cada caixinha. Desse modo, consegue-se calcular as componentes turbulentas e compor a ação da pequena escala na grande escala. Nós empregamos um modelo bidimensional para compreender a evolução do campo magnético na grande escala, incluindo, de uma forma mais realista, a contribuição turbulenta calculada nas pequenas escalas pelas simulações tridimensionais ”, contou.

Guerrero afirma que o aspecto mais relevante do trabalho é que pela primeira vez efeitos de transporte turbulento foram aplicados a um modelo bidimensional. A inclusão do conceito de transporte turbulento, segundo ele, ajuda a reunir uma peça essencial para completar o modelo e explicar vários dos problemas apresentados na literatura.

“Não há nenhum modelo de Babcock-Leighton que inclua o transporte turbulento. No entanto, existem modelos que recorrem a outras possibilidades para obter resultados também próximos da realidade. Muitos deles, porém, utilizam hipóteses pouco realistas”.

Segundo o pesquisador, ter um modelo do ciclo solar não é útil apenas para se conhecer a física do dínamo solar, mas também pelas implicações dos processos solares na Terra.

“Nos períodos de máxima atividade solar, quando a componente toroidal chega ao pico, há fenômenos de ejeção de massa coronal que geram tormentas magnéticas, causando as auroras boreais. É importante saber quando esse fenômeno terá grande intensidade, porque ele pode afetar telecomunicações e redes de energia”, disse.

Fonte: Fábio de Castro /Agência FAPESP

Tesouros do Museu Nacional visita a Paraíba

O Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba e o Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro têm a honra de convidar para a abertura da exposição itinerante "Tesouros do Museu Nacional", como parte das atividades do I Encontro de História do Império Brasileiro, em parceria com a Estação Cabo Branco Ciência Cultura e Artes/ Prefeitura de João Pessoa/PB.

PROGRAMAÇÃO
Data: 26 de setembro de 2008 - 6ª feira
Local: Parque Cabo Branco/ Altiplano (no 2º pavimento da Torre)
19 horas - Palestra "Museu Nacional, um tesouro: história e acervo"
palestrante: Profª Dra. Thereza Baumann (Seção de Museologia - Museu Nacional/ UFRJ)
20 horas - Abertura da exposição itinerante "Tesouros do Museu Nacional"

Fonte: UFP

Cbers-2B completa 1 ano em órbita

Um ano em órbita
O Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers-2B, na sigla em inglês) completou um ano em órbita na sexta-feira (19/9). Como ainda está em operação o Cbers-2, lançado em outubro de 2003, pela primeira vez o Brasil tem dois instrumentos próprios para vigiar o seu território com melhor capacidade e freqüência de observação.

O Cbers-2B é o terceiro lançado pelo Programa Cbers, em cooperação com a China. Até 2013, estão previstos os lançamentos dos satélites Cbers-3 e 4.

O satélite tem três câmeras imageadoras a bordo: CCD, WFI e HRC. Essa diversidade de câmeras atende a múltiplas necessidades – do planejamento urbano, que requer alta resolução espacial, a aplicações que precisam de dados freqüentes mas não tão detalhados, como monitorar desmatamentos.

Inovação do Cbers-2B, a HRC produz imagens de uma faixa de 27 quilômetros de largura com resolução espacial de 2,7 metros, em uma região espectral pancromática única. Suas imagens em alta resolução de todas as capitais brasileiras e de algumas áreas de países da América do Sul estão disponíveis na internet.

O Cbers fez do Brasil o maior distribuidor de imagens de satélite do mundo. Além dos usuários brasileiros, as imagens são fornecidas gratuitamente para países da América do Sul que estão na abrangência das antenas de recepção do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em Cuiabá. O download gratuito das imagens é feito a partir do site www.obt.inpe.br/catalogo.

Desde junho de 2004, quando as imagens ficaram disponíveis na internet, foram distribuídas quase 500 mil imagens para cerca de 15 mil usuários de várias instituições públicas e privadas.

Assinado em 1988, o acordo de cooperação entre Brasil e China contemplava o desenvolvimento e construção de dois satélites de sensoriamento remoto que também levassem a bordo, além de câmeras imageadoras, um repetidor para o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais. Os equipamentos foram dimensionados para atender às necessidades dos dois países, mas também para ingressar no emergente mercado de imagens de satélites.

Em 2002, foi assinado o acordo para a continuação do programa, com a construção de dois outros satélites – os Cbers-3 e 4, com novas cargas úteis e uma nova divisão de investimentos de recursos entre o Brasil e a China – 50% para cada país (nos primeiros satélites a divisão foi de 70% para a China e 30% para o Brasil). Porém, para garantir o fornecimento das imagens até o lançamento do Cbers-3, previsto para 2010, o Brasil e a China decidiram, em 2004, construir o Cbers-2B, lançado em setembro de 2007.

O Programa Cbers é um exemplo bem-sucedido de cooperação Sul-Sul em matéria de alta tecnologia e é um dos pilares da parceria estratégica entre o Brasil e a China. O Cbers é hoje um dos principais programas de sensoriamento remoto em todo o mundo, ao lado do norte-americano Landsat, do francês Spot e do indiano ResourceSat.

Fonte: Agência FAPESP

Avaliação clínica após um ano da sinovectomia por samário-153 hidroxiapatita em pacientes com artropatia hemofílica

Substância melhora tratamento de hemofílicos - Samário reduz com eficiência sangramentos em articulações, além de ser mais barato, mostra pesquisa inédita

Os portadores de hemofilia, ou seja, pessoas com dificuldades para coagulação do sangue, têm mais uma alternativa para melhorar sua qualidade de vida. Um estudo feito pelo médico José Ulisses Calegaro no Hospital de Base, e apresentado na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (UnB), comprovou, pela primeira vez, a eficiência do samário-153, um elemento radioativo, para o tratamento de articulações. Os derrames nessas áreas constituem um dos principais problemas das 8,2 mil pessoas que sofrem com a doença no Brasil.

Calegaro analisou a ação do produto em 31 pacientes após um ano de tratamento. Nesse período, identificou pelo menos três vantagens. Além de se mostrar tão eficaz quanto outras substâncias injetadas em juntas para cessar o processo inflamatório, é mais barato e apresenta menos efeitos colaterais. “A redução de hemartroses e o uso do fator de coagulação foi, respectivamente, de 78% e 80% para cotovelos e de 82% e 85% para tornozelos”, afirma. Os resultados são considerados bons quando os sintomas cessam em 70% a 100% dos casos. A expectativa se confirmou.

Em relação ao custo, o samário também reúne pontos positivos. Cada injeção do material sai, em média, por R$ 200,00, já incluídos os gastos de produção, transporte especializado e equipe médica. Para se ter uma idéia, uma aplicação de ítrio-90, produto comumente empregado nesse tratamento, é de R$ 700,00, considerando as mesmas circunstâncias.

As diferenças de preço devem-se a alguns fatores. Por ser produzido no Brasil pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o custo do samário é menor. Fica em torno de R$ 1.100,00 para cada 150 a 200 mCi (miliCurie), quantidade que supre a demanda de um hospital público de grande porte em Brasília durante um mês. Cada lote rende até dez aplicações nos pacientes.

Hoje, um dos produtos mais utilizado para tratamento de articulações é o ítrio-90. Embora seja mais difundido e conhecido pela classe médica por ser utilizado desde a década de 1970, os gastos para o sistema de saúde são bem maiores. A quantidade de 20 mCi do material sai por R$ 2.000,00 e pode ser usada apenas em quatro articulações.

PROCESSO
Embora o apelo econômico seja relevante, considerando que o País dispõe de orçamento limitado para a saúde, Calegaro se anima mais com os ganhos para os pacientes. O tratamento promove a fibrose nas articulações e evita, assim, novos sangramentos no local. Por isso, o doente vai menos ao médico e usa menos medicamentos. Anualmente, o governo gasta mais de R$ 150 milhões apenas com hemoderivados para auxiliar na coagulação.

É como se o samário-153 atuasse para interromper um círculo vicioso no cotidiano dos hemofílicos, diz o especialista. Quando não existe atenção adequada, a seqüência de eventos iniciados com uma lesão podem ser desastrosos. “A inflamação da sinóvia (revestimento interno da junta) faz com que a pessoa deixe de usar a articulação, levando à atrofia muscular. Pode causar até a perda do movimento, que é a artrose”, explica.

A substância pesquisada atua justamente para impedir a inflamação da sinóvia articular. Quando há um sangramento desse conjunto, a tendência é que o tecido aumente e ocupe outros espaços, causando mais dor. O samário-153 ajuda a tornar as células mais fibrosas, portanto, com menos vasos sangüíneos. E se diminui a circulação também diminui a possibilidade de sangramento.

TEIMOSIA
Embora o samário-153 seja usado no País em outras áreas da saúde, como no câncer, o mérito do trabalho foi ter analisado pela primeira vez a substância no tratamento de pacientes com hemofilia. E se não fosse pela teimosia e pela curiosidade científica, esse resultado poderia demorar muito mais tempo para ser alcançado. “Especialistas de outros países não acreditavam no potencial da substância, mesmo porque dispunham de outros materiais”, lembra.

Um dos motivos que levou Calegaro a se interessar pelo material foi o baixo escape, ou seja, a tendência reduzida de o material se espalhar por outras partes do corpo por meio da circulação que irriga a região afetada (sanguínea ou linfática). Quando se fala em medicina nuclear e tratamento de artroses, área em que o especialista atua há 40 anos, o ideal é que o material se concentre o máximo possível na região de estudo, sem irradiar outras células e afetá-las sem necessidade.

Para se ter uma idéia, esse índice para o samário-153 fica na casa de 0,1%. O érbio-169, o rênio-186 e o ítrio-90, usados na Europa com a mesma finalidade, apresentam, respectivamente, 2%, 3% e 3%. Já o fósforo-32, empregado nos Estados Unidos e Ásia, tem essa porcentagem em 10%. O ouro-198, elemento usado nos primórdios dessa modalidade de tratamento, apresenta espantosos 50% de escape. “O samário-153 tem o menor escape de todos os outros materiais que se conhece hoje, mas ainda não havia sido usado na artropatia hemofílica”, diz.

Essa característica, ressalta o médico, faz do samário um produto seguro, ou seja, que pode ser aplicado e reaplicado sem receio. Inclusive em crianças. Com sistema imunológico mais frágil, esse grupo se beneficia do material, que não vai irradiar com partículas beta outras regiões do corpo que estão sadias.

É preciso ressaltar, no entanto, uma modificação essencial para que o samário alcançasse os resultados para a artropatia. O elemento foi misturado à hidroxiapatita para diminuir o escape do elemento, que decai em 50% depois de 48 horas. Todo o processo de escolha do material teve participação do Ipen, que detém o monopólio de produção e distribuição de elementos radioativos, a exemplo do samário.

Os hemofílicos, que representam 8,2 mil pessoas na população brasileira, apresentam déficit em um dos 13 fatores do sangue que atuam juntos na coagulação do sangue.
A deficiência do fator VIII caracteriza a hemofilia do tipo A, e a do fator IX, a hemofilia do tipo B. Essa deficiência pode se manifestar em diferentes graus.
Em casos leves, o paciente apresenta sangramentos ligeiramente elevados em cirurgias ou extrações de dentes. Nos casos mais graves, o simples movimento do corpo é capaz de gerar hemorragias internas.

Os resultados do estudo do médico José Ulisses Manzzini Calegaro estão na dissertação de mestrado
Avaliação clínica após um ano da sinovectomia por samário-153 hidroxiapatita em pacientes com artropatia hemofílica, defendida na Faculdade de Medicina (FM) da UnB. A orientação foi do professor Luiz Augusto Casulari.

Perfil
José Ulisses Manzzini Calegaro é mestre em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília (UnB),com especialização em Medicina Nuclear pelo Centro de Medicina Nuclear da Universidade de São Paulo (USP) e Cancerologia pela Sociedade Brasileira de Cancerologia, tendo graduação na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Contatos pelo e-mail

Fonte: UNb

CIAM abre edital para projetos conjuntos

Pesquisa em materiais avançados
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) abriu seleção pública de propostas para projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em cooperação com outras instituições participantes da Colaboração Interamericana em Materiais (Ciam).

O Ciam é uma colaboração interamericana entre agências de fomento a pesquisa que tem por objetivo principal o apoio à cooperação na área de ciência e engenharia de materiais entre pesquisadores dos países participantes.

As propostas devem ser de projetos que fomentem a cooperação e interação entre grupos de pesquisadores, centros de pesquisa e organizações com o propósito de intercâmbio de pesquisadores, pós-doutorandos e alunos de doutorado.

Além do Brasil, participam do Ciam agências de fomento a pesquisa da Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, México, Peru e Trinidad e Tobago.

As propostas encaminhadas na área de ciência e engenharia de materiais devem enfatizar os materiais avançados, definidos como aqueles para os quais exista um desafio científico ou tecnológico a ser vencido, ou para os quais exista interesse estratégico no domínio de sua produção e para aplicações e aperfeiçoamento de técnicas para seu processamento ou manufatura.

As propostas deverão ser submetidas por meio de solicitação de aditivo a projetos em andamento nas linhas de financiamento a Projetos Temáticos, Apoio a Jovens Pesquisadores ou Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da FAPESP. No caso de concessão, o apoio para o intercâmbio será somente para o período de vigência original do projeto.

As propostas podem ser enviadas até o dia 24 de novembro. Cada projeto deverá ter a duração de, no máximo, 36 meses. Cada missão não poderá exceder a 60 dias (no caso de coordenadores de projetos, pesquisadores e pós-doutorandos). As missões de estudantes de doutoramento não poderão durar menos que 30 dias.

Dependendo da qualidade da proposta, a FAPESP apoiará propostas com recursos de até R$ 20 mil anuais, por projeto, por um período de até três anos, destinados necessariamente a despesas de mobilidade dos pesquisadores paulistas (passagens, diárias e seguro viagem) para os países das instituições executoras estrangeiras.

Mais informações: www.fapes.br/ciam

Fonte: Agência FAPESP

Fórum de Difusão Científica sobre Tecnologia Social.

Inovação para a agricultura familiar

O Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (Nead) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) lançou chamada de propostas para o Fórum de Difusão Científica sobre Tecnologia Social.

Segundo o Nead, o objetivo da iniciativa é dar mais visibilidade às experiências em inovação sociotécnica para agricultura familiar existentes no Brasil. A inscrição de trabalhos para o fórum poderá ser feita até o dia 30 de setembro.

A chamada de trabalhos é voltada para coordenadores de projetos de pesquisa realizados ou em andamento em universidades públicas e privadas, institutos e órgãos de pesquisa brasileiros ou estrangeiros, ou autores que sejam pesquisadores, gestores, técnicos em redes de assistência e extensão ou assessores populares.

Os interessados deverão enviar relatos ou descrições de casos e tendências, situações e experiências relacionadas a uma, ou mais, das seis temáticas: “Projetos de moradia rural e biossistemas”, “Projetos em reciclagem de esgoto humano e animal”, “Projetos teóricos e práticos na agroecologia”, “Projetos de aprendizagem e capacitação de redes sociais”, “Projetos de difusão por multimídia e meios eletrônicos de metodologias de envolvimento pedagógico dos sujeitos sociais no campo” e “Projetos de processamento ou artesanato coletivos e de economia solidária”.

Após o processo de inscrição, será disponibilizado em um fórum virtual o catálogo de pesquisas. A expectativa é fortalecer as tecnologias sociais afins às políticas do MDA e fomentar o debate sobre inovações geradas pelos agricultores.

O resultado esperado do fórum é a organização de autores, entidades, projetos, núcleos de pesquisa e associações em torno das seis redes cooperativas de pesquisa e extensão descritas acima, para a criação da chamada Rede Temática de Tecnologias Sociais.

Os trabalhos inscritos passarão por duas fases de habilitação. Na primeira, serão aceitos resumos de artigos e relatórios de experiências, com até duas páginas, que passarão por avaliação de uma comissão científica.

Na fase seguinte, os trabalhos aprovados na primeira fase deverão ser apresentados integralmente em 30 dias após a publicação do resultado, para a realização do Fórum, prevista para o primeiro semestre de 2009.

Mais informações: www.nead.org.br

Fonte: Agência FAPESP

Vida, Mar e Muita História pra Contar

O Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo inaugurou a exposição “Vida, Mar e Muita História pra Contar – A Origem da Biodiversidade nos Oceanos”, que ficará em cartaz até 26 de outubro em São Sebastião, no litoral paulista.

“Como pode ter surgido a vida em nosso planeta?” e “De onde veio a biodiversidade que vemos nos oceanos?” são algumas das questões abordadas pela exposição, que tem entrada franca.

Segundo os organizadores, a proposta é contar a história da biodiversidade marinha à luz do conhecimento científico. O tema é apresentado em duas seções: a primeira trata, sinteticamente, da origem e diversificação da vida nos oceanos e a segunda mostra informações, fotos e curiosidades sobre vários organismos marinhos atuais.

Os visitantes também poderão ver uma coleção de fósseis. O evento integra as atividades da 13ª Semana de Arte e Cultura da USP e da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

A exposição está na Secretaria de Cultura e Turismo de São Sebastião, na Avenida Altino Arantes (Rua da Praia), 174, Centro, de segunda a quinta-feira das 14h às 20h e de sexta a domingo das 14h às 21h.

Mais informações: www.usp.br/cbm/expovida ou (12) 3862-8400.

Fonte: Agência FAPESP

Fórum Regional de Biotecnologia

Com o tema “Tecnologia para o Desenvolvimento Sustentável”, a primeira edição do Fórum Regional de Biotecnologia será realizada de 30 de setembro a 3 de outubro, em Sorocaba, interior de São Paulo.

Organizado pela Universidade de Sorocaba e pela Universidade Federal de São Carlos, o evento contará com palestras e apresentações de trabalhos de pesquisadores de várias instituições de pesquisa.

“Gene delivery”, com Marcelo Bispo de Jesus (Universidade Estadual de Campinas), “Cristalografia de proteínas e o LNLS: Entendendo o funcionamento da biologia no nível molecular”, com João Barbosa (Laboratório Nacional de Luz Síncrotron), “Luciferases colaboram com superóxido dismutases no controle da toxicidade de oxigênio molecular?”, com Etelvino Bechara (Universidade de São Paulo), e “Aspectos importantes no melhoramento de cana”, com Hamilton Jordão Junior (CanaVialis) são algumas das palestras programadas.

Mais informações: www.uniso.br/hs/biotecnologia/index.asp ou (12) 3862-8400

Fonte: Agência FAPESP