quinta-feira, 18 de setembro de 2008

IASP tem vice-presidente brasileiro

Na última segunda-feira, dia 15, em Johannesburg, na África do Sul, Mauricio Guedes, diretor da Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ e do parque tecnológico da universidade, foi eleito como vice-presidente da Associação Internacional de Parques Tecnológicos (Iasp) para o período de 2008 a 2010. É a primeira vez que um brasileiro ocupa esse cargo. A cerimônia aconteceu durante o 25º Congresso Mundial da Iasp.

Segundo texto da assessoria de comunicação da UFRJ, após dois anos, Mauricio assume automaticamente a presidência até 2012, conforme estatuto da instituição, que reúne hoje 357 sócios de 71 países.

Também segundo o texto, o diretor agradeceu o apoio recebido ao longo desses muitos anos em que está à frente da Incubadora de Empresas e da construção do parque tecnológico da UFRJ, participando ativamente deste movimento a favor da transformação de conhecimento científico em desenvolvimento econômico e social.

Informações adicionais, pelos telefones (21) 3723-8142 e (21) 3723-8107.

Fonte: Gestão CT

Instituto de Pesquisas Eldorado inaugura sede na cidade de Campinas


O Instituto de Pesquisas Eldorado inaugurou, neste mês, sua nova sede. O prédio tem 10 mil m² de área construída, situado no Parque II do Pólo de Alta Tecnologia de Campinas, ao lado do campus da Universidade de Campinas (Unicamp) e próximo ao campus da PUC-Campinas.

Em um terreno de 26 mil m², o prédio abriga moderna infra-estrutura para realização de projetos de pesquisa e desenvolvimento, laboratórios para testes e ensaios de produtos eletrônicos, salas de treinamento, auditório, biblioteca, espaços para reuniões e convivência e amplo estacionamento.

Além de vários laboratórios especiais para testes, ensaios e certificação de telefones celulares, o prédio recebeu cabeamento estruturado de categoria “6”, que permite uma velocidade de transmissão de dados e voz dez vezes maior que o cabeamento instalado na antiga sede (categoria “5”). Este tipo de cabeamento possibilita o trânsito de telefonia e imagem sobre IP, fast ethernet e giga ethernet, além de eliminar os gargalos.

O projeto de arquitetura baseou-se em um sistema de módulos com piso elevado metálico, o que permite a passagem de toda a infra-estrutura básica de TI, proporcionando flexibilidade e facilitando as adaptações de layout a qualquer momento.

Instituto
O Instituto de Pesquisas Eldorado é uma associação civil privada com fins não-econômicos fundada em dezembro de 1997. Em operação desde março de 1999, tem se destacado como uma das organizações de Tecnologia da Informação (TI) que mais crescem no Brasil.

O instituto tem a missão de contribuir para a consolidação da rede brasileira de pesquisa e desenvolvimento em tecnologia da informação e comunicação.O Instituto Eldorado é associado à ABIPTI desde 2001.

Prêmio
O Instituto de Pesquisas Eldorado conquistou este ano o Prêmio Cidadania do Anuário Telecom 2008, da Plano Editorial, pelo programa Oficina do Futuro - Pessoas com Deficiência -, com o tema "A Competência Faz a Diferença". Este é um projeto de capacitação de profissionais com deficiência que visa à integração ao mercado brasileiro de tecnologia da informação e comunicação. A iniciativa é um desdobramento do projeto Oficina do Futuro, que já capacitou mais de 2 mil alunos desde 2004.

O instituto também integra desde 2006 a lista das "Melhores empresas para trabalhar no Brasil", do Great Place to Work Institute, no segmento de TI e Telecom, publicada anualmente pela revista ComputerWorld.

Mais informações no site acima ou pelo telefone (19) 3294 0099.

Fonte: Gestão CT

USP desenvolve levedura que reduz acidez do cacau fermentado

Fermentation of cacao (Theobroma cacao L.) seeds with a hybrid Kluyveromyces marxianus strain improved product quality attributes

Mais sabor no chocolate

Uma receita criada no interior paulista pode melhorar a qualidade final do cacau nacional destinado à fabricação de chocolate. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba acredita ter encontrado uma forma de reduzir um dos traços menos atraentes das sementes desse fruto plantado em solo brasileiro: sua elevada acidez.

A característica indesejada deriva da fermentação incompleta das amêndoas de cacau, processo que normalmente ocorre de maneira espontânea nas próprias fazendas produtoras, desencadeado por fungos naturalmente presentes nos frutos. Para contornar esse problema, os cientistas criaram um kit de fermentação, do qual faz parte uma levedura híbrida da espécie Kluyveromyces marxianus. Dessa forma obtiveram um maior controle dessa etapa produtiva e diminuíram em cerca de 25% a acidez da massa de cacau.

“O kit é simples, mas funciona bem”, diz o engenheiro agrônomo Flavio Tavares, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), especialista em genética de microrganismos e criador da nova levedura.

O kit foi testado em pequena escala em duas fazendas da região de Ilhéus, no sul da Bahia, tradicional zona cacaueira, e a qualidade do chocolate obtido a partir do cacau fermentado com a cepa K. marxianus foi, segundo testes feitos pelos cientistas com 30 consumidores, superior ao do chocolate produzido com cacau fermentado de forma natural. Os resultados do trabalho - Fermentation of cacao (Theobroma cacao L.) seeds with a hybrid Kluyveromyces marxianus strain improved product quality attributes - estão relatados na edição de agosto da revista científica FEMS Yeast Research. Para proteger seu método de fermentação, os pesquisadores pediram uma patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Etapa que antecede a conhecida secagem das amêndoas de cacau, a fermentação é responsável por gerar precursores dos aromas, sabores e até da cor associados ao chocolate. Sem uma fermentação adequada, não se obtém uma boa massa de cacau, ingrediente indispensável num chocolate de nível superior.

Cacau não plenamente fermentado costuma resultar em chocolates com sabor mais verde, mais ácido, pouco apreciado pelo consumidor. A nova levedura parece ser benéfica porque ataca a causa que faz as sementes não fermentarem em sua plenitude: reduz o excesso de polpa que reveste os grãos do fruto.

Clique aqui para ler o texto completo na edição 150 de Pesquisa FAPESP.(Por Marcos Pivetta / Revista Pesquisa FAPESP)

Fonte: Agência FAPESP

Serragem para despoluição de rios


Serragem ajuda a despoluir rios - Material é capaz de retirar da água chumbo e cromo despejados por indústrias, revela pesquisa feita na UnB

Um estudo conduzido no Instituto de Química da Universidade de Brasília (UnB) mostrou que é possível reduzir a quantidade de lixo industrial nos rios de uma forma simples e com um material de baixo custo, a serragem. Durante a pesquisa, o produto levou o percentual de metais pesados, liberados por duas empresas, aos níveis aceitáveis pela legislação.

No primeiro caso, a serragem da madeira fez com que os 2,7 miligramas de chumbo por litro liberados por uma fábrica de baterias para carros, situada no Distrito Federal, caíssem para 0,4 mg/L. O chumbo integra a composição das placas das baterias, mas também é comum nos setores de tintas, automotivos e ferragens.

Na outra situação analisada, referente a uma linha de produção de couro no Rio Grande do Sul, os dados também foram animadores. De 2,11 mg/L a concentração de cromo passou para 0,5 mg/L. A substância é empregada com o objetivo de dar ao couro o aspecto mais vistoso, uma vez que, na forma natural, sua coloração é esbranquiçada.

O resultado foi comemorado pelo autor do estudo, o químico Augusto Hosanna de Oliveira. “Conseguimos obter a extração de metais pesados com algo novo”, diz. Nas duas situações, o percentual ficou abaixo dos 0,5 mg/L estipulados pela portaria 357/05 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama/MMA).

A preocupação com o controle na emissão dos subprodutos dessas empresas é fundamental, pois tanto o chumbo quanto o cromo são extremamente danosos ao meio ambiente e à saúde, além de não se degradarem com o passar dos anos. “Ambos são cumulativos no organismo. O principal problema causado por eles é o câncer, e o chumbo é ainda pior porque atua no sistema nervoso central”, explica o professor Alexandre Prado, que orientou o trabalho.

MECANISMO
A pesquisa foi realizada com resíduos de três tipos de madeiras, a maçaranduba, o ipê e o pequiá, provenientes de cargas apreendidas na Amazônia e doadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que propôs o estudo.

Prado explica que o produto florestal funcionou por ser rico em compostos que interagem facilmente com metais, como é o caso do tanino, cuja função nas plantas é atuar como defesa química contra animais, insetos e organismos patogênicos. Isso lhe confere a capacidade de agir como uma esponja e, assim, “capturar” os subprodutos lançados no ambiente.

Esse, no entanto, não é o único benefício do uso da serragem. É possível, ainda, reaproveitar o material seco, já impregnado do chumbo e do cromo, na fabricação de placas de MDF em móveis, por exemplo. Embora os metais sejam tóxicos na fase líquida, perdem essa propriedade em fase sólida.

Segundo Oliveira, a estratégia elimina um dos problemas enfrentados pelas fábricas atualmente, que é dar destinação ao lixo industrial, também conhecido como passivo ambiental. “Os resíduos geram um alto custo para as grandes indústrias, que não têm o que fazer com eles e os armazenam em galpões”, diz.

As exceções ficam por conta de grupos empresariais que conseguem reaproveitar o resíduo de um empreendimento em outro, como ocorre com uma indústria de alumínio de grande porte instalada no Brasil, que reutiliza os subprodutos na fabricação de cimento.

PLANOS
Daqui em diante, Oliveira e Prado esperam reproduzir o experimento em maior escala, ou seja, no ambiente onde funciona uma empresa. Mas até que a tecnologia esteja disponível no mercado, será preciso a atuação de engenheiros na criação de equipamentos e estruturas, tais como filtros ou tanques que insiram a serragem no processo.

As perspectivas são boas, pois o uso da serragem reduziria os custos de filtragem dos poluentes lançados na natureza e poderia estimular um maior cuidado ambiental. Muitas empresas não adotam os procedimentos de limpeza por serem caros. Chegam a US$ 1 para cada 9 mg de resíduo. “É preciso operacionalizar o sistema para calcular os custos”, afirma o professor. “Mas com certeza seria muito mais barato por causa do material empregado.”

A pesquisa teve apoio da Universidade Católica de Brasília (UCB), que cedeu a infra-estrutura do Laboratório de Espectroscopia Atômica para as análises mais detalhadas.
(Ilustração Apoena Pinheiro/UnB Agência)

PERFIL
Augusto Hosanna Assis de Oliveira é mestre em Química pela Universidade de Brasília (UnB). Graduou-se em Química pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Contatos pelo e-mail

SUPERAÇÃO
As limitações físicas não impediram Augusto Oliveira de levar adiante a vida acadêmica. Em 2000, ele sofreu uma lesão na coluna em um acidente de carro. O químico especializou-se em Engenharia de Controle de Poluição Ambiental na Universidade de São Paulo (USP) e em Química Verde pela Universidade de Hiroshima, no Japão. A conquista mais recente foi a conclusão do mestrado em Química, na UnB, apesar das dificuldades em circular no ICC, uma vez que inúmeros laboratórios ficavam no subsolo até a inauguração do novo Instituto de Química, em junho de 2008.

Alexandre Gustavo Soares do Prado leciona no Instituto de Química (IQ) da UnB. É doutor em Ciências pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP), mesma instituição pela qual se graduou em Química. Contatos pelo e-mail

Fonte: Fabiana Vasconcelos / UnB

Brasileiro é indicado para o conselho da ISBC - Sociedade Internacional para Biologia Computacional

Representante brasileiro na ISCB
Guilherme Corrêa de Oliveira, biologista molecular do Laboratório de Parasitologia Celular e Molecular do Centro de Pesquisas René Rachou da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Minas Gerais, foi indicado para compor o conselho de diretores da Sociedade Internacional para Biologia Computacional (ISCB, na sigla em inglês), cargo que ocupará durante os próximos três anos.

Com mais de 2 mil sócios no mundo, a ISCB congrega pesquisadores interessados na análise de dados biológicos por meio da computação, sendo que a entidade está envolvida com a publicação de duas das principais revistas da área: Bioinformatics e PLoS Computational Biology.

A ISCB realiza a conferência anual Sistemas Inteligentes para Biologia Molecular, que em 2006 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Fortaleza, além de apoiar vários outros eventos relacionados ao tema em diversos países.

A eleição de um novo representante brasileiro para o cargo é vista como uma oportunidade de aumentar a interação com pesquisadores de outros países e a integração entre a ISCB e a Associação Brasileira de Bioinformática e Biologia Computacional, única na área em toda a América Latina.

Oliveira é o terceiro representante brasileiro a integrar o conselho de diretores da ISCB. O primeiro foi Goran Neshich, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Informática Agropecuária), em Campinas, que esteve no conselho até 2006, e o segundo Sandro José de Souza, do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, em São Paulo, cujo mandato termina em 2009.

“A presença novamente de um membro do Brasil na ISCB permitirá que as atividades da sociedade, que têm um forte caráter internacional, continuem incluindo o Brasil”, disse Oliveira, que tem graduação em bioquímica e imunologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1990), doutorado em microbiologia pela Universidade Texas A&M (1995) e pós-doutorado pelo Centro de Pesquisas René Rachou da Fiocruz (1997).

Atualmente é também colaborador no doutorado em bioinformática da Universidade Federal de Minas Gerais e primeiro secretário da Associação Brasileira de Bioinformática e Biologia Computacional (AB3C), além de ser revisor de diversos periódicos científicos, entre os quais o Nature Biotechnology, BMC Genomics, Molecular and Biochemical Parasitology e Trends in Parasitology.

Quais são seus planos e desafios junto ao conselho de diretores da ISCB?
Espero poder trazer para o Brasil novas possibilidades para publicação de estudos científicos, de realização de novos encontros no país e de treinamento de pesquisadores. Será mais fácil, por meio da ISCB, trocar experiências entre os grandes centros pelo mundo e pesquisadores do nosso país. A presença de um representante brasileiro no conselho possibilitará, como já ocorreu no passado, quando a reunião anual da ISCB foi realizada no Brasil, que permaneçamos nos planos da sociedade para a promoção de atividades no país. A ISCB tem interesse em participar de atividades científicas por aqui e, com o apoio da Associação Brasileira de Bioinformática e Biologia Computacional, pode incrementar a realização de eventos científicos e de treinamento para estudantes brasileiros.

Qual é o papel da biologia computacional para o desenvolvimento de outras áreas?
A biologia computacional é central para áreas como genômica e proteômica, sendo absolutamente indispensável para a compreensão dos sistemas biológicos. Ela é utilizada, entre outras atividades, para organizar os dados e fazer análises para que o biólogo tire significado da informação. Com a geração de grande volume de informação a partir da genômica funcional tornou-se necessário integrar todos os tipos de dados. Com a integração de informação, a biologia sistêmica utiliza todas essas informações na tentativa de entender o funcionamento dos sistemas de uma forma mais completa. Sem o suporte da bioinformática e da biologia computacional, e de outros profissionais envolvidos, como os das ciências da computação, estatística e física, atualmente os estudos de sistemas biológicos não seriam possíveis.

Qual é o estágio atual das pesquisas em biologia computacional no Brasil?
O Brasil avançou bastante nos últimos anos na análise de genomas e de proteomas. Hoje vários grupos trabalham na geração e análise de ensaios em genômica funcional. Ainda não se atua na mesma escala dos principais centros no mundo, mas os trabalhos brasileiros são de qualidade. Vários grupos nacionais começam a se mobilizar para fazer trabalhos mais complexos na integração de dados e modelagem de sistemas biológicos. A biologia computacional é uma área que deverá crescer bastante nos próximos anos. Além disso, vários grupos brasileiros adquiriram equipamentos de seqüenciamento de DNA de nova geração e, para lidar com os dados gerados por essas máquinas, será preciso novas ferramentas e adaptações em ferramentas já existentes, devido ao enorme volume de dados gerados.

Com o crescimento do número de pesquisas na área, que campos de pesquisa deverão avançar mais nos próximos anos?
Há a necessidade de se desenvolver novas ferramentas para o trabalho com a nova geração de seqüenciadores, permitindo, por exemplo, que os vários tipos de dados gerados sejam integrados. Existem poucos bancos de dados altamente integrados no Brasil. Esses bancos possibilitam que grupos não especializados em bioinformática possam analisar os dados de modo mais complexo. O país também crescerá na área de análise e de modelagem de sistemas. Os cursos de pós-graduação na área já formam as primeiras turmas, mas ainda falta maior massa crítica na área.

Como assim?
Muitas instituições pelo país têm a bioinformática como uma importante área para seu crescimento. Porém, o número de cientistas com conhecimento na área é ainda muito pequeno para acomodar a demanda. Enquanto os cursos de pós-graduação treinam os estudantes, é essencial que exista uma maior cooperação entre as instituições. Os pesquisadores da área também acreditam que os diferentes comitês avaliadores das agências de fomento têm que aprimorar a maneira como analisam os pedidos de auxílio da área, pois esses pedidos são, em sua grande maioria, fortemente interdisciplinares. O apoio financeiro às pesquisas no país ainda precisa crescer significativamente. Temos ainda a questão da fixação do profissional da área de computação nos grupos de pesquisa. Esse profissional é atraído por bons salários na iniciativa privada e temos dificuldade em manter pessoal com treinamento em banco de dados e gerenciamento de sistemas, por exemplo. Finalmente, o acesso ao poder computacional instalado no país ainda é restrito para muitos pesquisadores.

De que forma a troca de experiências incentivada pela ISCB pode contribuir para que a entidade se volte às necessidades do Brasil?
O Brasil tem ótimos pesquisadores em todos os níveis de atuação da bioinformática, desde estatística e programação até bancos de dados e análise genômica. A bioinformática surgiu por aqui, a exemplo do que ocorreu em outros locais, para suprir a necessidade do biólogo experimentalista. O volume de dados gerados pelos projetos genomas no Brasil demandou a criação de soluções computacionais para o problema de armazenamento, análise e interpretação dos dados. Hoje a bioinformática atua de forma mais elaborada, com o desenvolvimento de novas metodologias e métodos mais robustos, servindo não somente como uma disciplina de apoio. A demanda é, portanto, complexa. Novas tecnologias também empurram á área para a busca de soluções, como métodos inovadores de análise de seqüenciamento de nova geração. Insisto que a massa crítica no país é ainda pequena e o aprofundamento das relações de pesquisadores do Brasil com outros membros da ISCB pode ser muito benéfico para o resultado das pesquisas.

Qual tem sido o papel e as principais contribuições da Associação Brasileira de Bioinformática e Biologia Computacional para o incremento das pesquisas e obtenção de resultados novos na área?
A AB3C tem, como principal atividade, congregar os membros da comunidade científica nacional interessada em biologia computacional e bioinformática. A troca de experiências tem ocorrido com muita intensidade principalmente durante as reuniões anuais da associação. Pesquisadores importantes na área têm contribuído para alavancar a pesquisa colaborativa. Além disso, os principais trabalhos vinculados à associação são publicados em números especiais das principais revistas científicas no país, o que possibilita a divulgação de estudos dos pesquisadores brasileiros e sua maior inserção internacional. A AB3C tem ainda importante atividade de treinamento, com vários cursos já realizados, além de ter promovido o debate científico sobre os cursos da área para seu constante aprimoramento.

Mais informações sobre a Sociedade Internacional para Biologia Computacional: www.iscb.org

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

Doação para meio ambiente terá isenção de imposto

A decisão do governo da Noruega de destinar U$ 1 bilhão ao País até 2015 para conter o desmatamento na Amazônia levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a assinar decreto que isenta da cobrança do PIS/Cofins o dinheiro de doações para a prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de conservação do uso sustentável das florestas. Para obter a isenção, o dinheiro terá de ser depositado em bancos oficiais.

No caso do Fundo Amazônia, que recebeu U$ 20 milhões da Noruega ontem, o dinheiro ficará no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Outros U$ 120 milhões deverão ser depositados no fundo nos próximos 12 meses, também pelo governo da Noruega. O restante, pelos anos seguintes, até 2015.

O decreto que isentou as doações destinadas à preservação das florestas foi publicado no Diário Oficial da União de ontem e regulamenta a Medida Provisória 438, deste ano, que prevê a criação de fundos para a preservação da biodiversidade do País. Pelos cálculos do governo, o impacto da renúncia fiscal em 2008 é estimado em R$ 43 milhões para a Cofins e R$ 7 milhões para o PIS/Pasep. Para os anos seguintes, a previsão de renúncia também é de R$ 50 milhões.

O primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, anunciou ontem a concessão de US$ 1 bilhão até 2015 para o Fundo da Amazônia. Do total, US$ 870 milhões estarão no fundo entre 2010 e 2015 só se forem comprovados os resultados da política brasileira de redução do desmatamento da região.

A iniciativa do governo norueguês foi qualificada como exemplar pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu Stoltenberg, em visita oficial. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, além da Noruega, outros cinco países já manifestaram interesse em colaborar com a preservação da região: Coréia, Japão, Suécia, Alemanha e Suíça. (Agência Estado)

Veja a integra do decreto de nº 6.565, publicado no Diário Oficial da União do dia 16 deste mês no link

Fonte: Folha BV

Centro de Inovação para Tecnologias Educacionais - School Technology Innovation Center (STIC) é inaugurado

A Fundação Bradesco e a Microsoft Brasil inauguraram no dia 10, em Campinas (SP), o primeiro Centro de Inovação para Tecnologias Educacionais - School Technology Innovation Center (STIC) do País. A parceria visa a fomentar a pesquisa, o desenvolvimento e a prova de conceito de soluções tecnológicas que atendam às demandas do setor educacional.

O STIC está localizado nas instalações do Bradesco Instituto de Tecnologia (BIT) e favorecerá, por meio da pesquisa, a implementação de um ambiente de aprendizagem baseado em ferramentas e práticas inovadoras.

A atuação do STIC se dará em três vertentes: pesquisa & desenvolvimento, showroom de referência para soluções aplicadas à Educação e a oferta de capacitações em novas tecnologias. O objetivo é oferecer soluções integradas, baseadas nas demandas de interoperabilidade de sistemas, P&D de novas metodologias, conteúdos, equipamentos e ferramentas educacionais.

A intenção é dar seqüência à oferta de soluções que atendam às necessidades de alunos e educadores da Fundação Bradesco e da rede pública de ensino. Os projetos vão contemplar conteúdos interativos para a educação básica, soluções para portais, interoperabilidade, mobilidade, colaboração, games e robótica. (Portal B2B)

Fonte: ANPEI

Fapesb divulga resultado do edital de Popularização da Ciência e Tecnologia

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) divulgou, no dia 16 de setembro, em seu site www.fapesb.ba.gov.br o resultado do edital de Popularização da Ciência e Tecnologia. No total, foram aprovados 36 projetos, que, juntos, receberam R$ 600 mil para atividades que têm como objetivo a melhoria da qualidade do ensino das ciências, além do estímulo para que jovens estimulem a curiosidade, a criatividade e a capacidade de inovação.

Os projetos aprovados são coordenados por representantes de instituições de ensino superior e pesquisa, além de dirigentes de organizações do terceiro setor e diretores de escolas da rede pública.

Parte dos projetos aprovados vão ser realizados durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (C&T), que acontece entre os dias 20 e 26 de outubro, com o tema “Evolução e Diversidade”. No mês de outubro, em todo o país, serão debatidos assuntos como a evolução da vida, a seleção natural, a evolução social e as diversidades biológica, ambiental, étnica e cultural.

O edital de Popularização da Ciência e Tecnologia é desenvolvido pela Fapesb em parceria com as secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e de Educação (SEC).

A lista dos contemplados está disponível neste link. Mais informações, no site www.fapesb.ba.gov.br. (Com informações da Fapesb)

Fonte: Gestão CT

Brasileiros participam da 13ª Olimpíada Ibero-Americana de Física

Quatro estudantes brasileiros do terceiro ano do ensino médio viajarão, no próximo dia 26, para a cidade de Morelia, no México, para representar o Brasil na 13ª Olimpíada Ibero-Americana de Física, que será realizada de 28 de setembro a 3 de outubro.

Participarão da competição os cearenses Deric de Albuquerque Simão, George Gondim Ribeiro e Mariana Quezado Costa Lima, e o paulista Leonardo Mendes Valerio Almeida. Eles foram selecionados entre 64.673 participantes da Olimpíada Brasileira de Física de 2006 (OBF), evento que a Sociedade Brasileira de Física (SBF) realiza anualmente em todo o país.

No México, os estudantes brasileiros enfrentarão cerca de 80 concorrentes de 21 países, em duas provas, uma teórica e outra experimental, cada uma com cinco horas de duração. Antes da viagem, eles passarão por um treinamento intensivo. De 21 a 25 de setembro, ficarão reunidos no Instituto de Física da USP, de São Carlos (SP), realizando experimentos em um laboratório sob a coordenação do professor Euclydes Marega Junior.

No ano passado, o Brasil conquistou a segunda colocação na classificação geral, com duas medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze, além do prêmio especial de “Melhor Prova Experimental”.

Informações adicionais, no site www.sbfisica.org.br/ e pelos telefones (11) 5549-1863 e (62) 3521-1014.

Fonte: Gestão CT

Cefet-BA oferece mais de 3 mil vagas para os cursos de nível superior e médio

O processo seletivo do Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia (Cefet-BA) está com inscrições abertas até dia 30 de setembro. As inscrições devem ser feitas exclusivamente por meio do site www.cefetba.br. O valor da taxa de inscrição para o nível superior é R$ 55 e para os cursos de nível médio é R$ 30.

O Cefet-BA oferece cursos de nível superior e da educação profissional técnica de nível médio, nas modalidades integrada, subseqüente e proeja (educação de jovens e adultos), com um total de 3.148 vagas para o primeiro e segundo semestres de 2009. São 1.091 vagas para a sede do Cefet-BA, em Salvador, e 2.057 vagas divididas entre as oito unidades de ensino do interior do Estado, nas cidades de Barreiras, Eunápolis, Vitória da Conquista, Camaçari, Porto Seguro, Santo Amaro, Simões Filho e Valença.

O Cefet-BA ampliou a oferta de cursos superiores para 2009. Além de administração, engenharia industrial elétrica e engenharia industrial mecânica (em Salvador), licenciatura em matemática (em Eunápolis) e engenharia elétrica (em Vitória da Conquista), o centro oferecerá em Salvador, 80 vagas para os cursos de tecnologia de análise e desenvolvimento de sistemas, 40 vagas para tecnologia em radiologia e 30 vagas para o curso de engenharia química. Em Barreiras, há 40 novas vagas na para licenciatura em matemática.

Informações adicionais, pelo e-mail , ou pelo telefone (71) 2102-9505. (Com informações do Cefet-BA)

Fonte: Gestão CT

Secretaria de C&T do Maranhão e Coordenação Municipal de Juventude firmam parceria

No dia 11, o secretário de Estado da Ciência e Tecnologia do Maranhão, Othon de Carvalho Bastos, participou de uma reunião com membros da Coordenação Municipal de Juventude. Na ocasião, foi firmada uma parceria entre as duas entidades para a implantação de um Pólo de Software Livre em São Luís.

Pelo acordo, a coordenação será responsável pela elaboração do projeto e a secretaria entrará com os recursos humanos e materiais. A idéia surgiu no âmbito das conferências regionais realizadas pela Coordenação Municipal de Juventude em parceria com a Secretaria de Estado da Juventude nos meses de janeiro e fevereiro deste ano.

O coordenador municipal, Olimpio Araújo, lembra que a criação do pólo e a geração de emprego e renda foram as propostas mais sugeridas pelos participantes. “Nosso grande intuito é atender as demandas da juventude de todas as regiões. Por isso, em parceria com a Sectec, decidimos criar um projeto para a implantação do Pólo de Software Livre”, afirmou.

O secretário de C&T acredita que a proposta é bastante oportuna e benéfica para todo o Estado. “Além de produzir e multiplicar os profissionais nesta área, a implantação deste Pólo de Software Livre possibilitará ainda a democratização do acesso da tecnologia da informação”, destaca Bastos.

Informações sobre as ações da Sectec/MA podem ser obtidas no site www.sectec.ma.gov.br. (Com informações da Sectec/MA)

Fonte: Gestão CT

Curitiba sedia reunião do Comitê Gestor do PPSUS

No dia 12, a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti) promoveu, por meio da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico, uma reunião do Comitê Gestor do Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS). O encontro foi realizado em Curitiba (PR).

A instância que debate o PPSUS no Paraná conta com a participação de representantes do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde (Decit/SCTIE/MS), do CNPq, da Fundação Araucária e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Durante a reunião, os integrantes do comitê analisaram a situação de acompanhamento e execução das pesquisas em andamento das chamadas de projetos da Fundação Araucária, referentes aos editais do PPSUS dos anos 2004/2005 e 2006/2007. Eles também falaram sobre os recursos a serem disponibilizados para o Edital do PPSUS 2008/2009, oriundos de fonte federal e estadual.

Na mesma ocasião, também foi debatida a realização da Oficina de Prioridades de Pesquisa do Paraná, para o lançamento do edital de 2008, e a realização de um seminário de acompanhamento e avaliação dos 23 projetos de pesquisa em execução. Além disso, foi concluído um cronograma para o lançamento do novo Edital do PPSUS Paraná 2008.

Informações sobre as ações da Seti/PR podem ser obtidas no site www.seti.pr.gov.br. (Com informações da Seti/PR)

Fonte: Gestão CT

296 milhões de euros para jovens pesquisadores dentro do programa Starting Grants – ERC

296 milhões de euros para jovens pesquisadores

O Conselho Europeu de Pesquisa (ERC, na sigla em inglês) lançou chamada de propostas para o programa Starting Grants – ERC, voltado para jovens pesquisadores de qualquer nacionalidade.

Podem se candidatar pesquisadores que tenham obtido doutorado há mais de três anos e menos de oito anos. O programa dispõe de uma dotação de cerca de 296 milhões de euros. Os candidatos selecionados poderão receber até 2 milhões de euros para realizar suas pesquisas durante cinco anos, no máximo, em um laboratório público ou privado da União Européia ou de um país associado.

A chamada divide-se em três seções, de acordo com as grandes áreas de pesquisa. As inscrições para a seção de Ciências físicas e engenharia poderão ser feitas até o dia 29 de outubro.

Para a área de Ciências humanas e sociais , as inscrições se encerram no dia 19 de novembro. Para Ciências da vida, vão até 10 de dezembro.

O critério fundamental de seleção será a excelência científica dos projetos. Os candidatos deverão ter forte potencial de liderança científica, com o objetivo de formar ou consolidar uma equipe de pesquisa independente em torno de projetos de risco na fronteira do conhecimento.

Os candidatos deverão também apresentar potencial de independência e maturidade científica. Espera-se, por exemplo, que eles já tenham produzido pelo menos uma publicação importante sem participação de seu orientador.

Mais informações: http://erc.europa.eu/

Fonte: Agência FAPESP

2º Simpósio de Oncobiologia

Com palestras de diversos pesquisadores do Programa de Oncobiologia do Rio de Janeiro, o 2º Simpósio de Oncobiologia será realizado nos dias 23 e 24 de setembro, na capital fluminense.

Os pesquisadores apresentarão vários aspectos das pesquisas em câncer desenvolvidas no programa, como célula-tronco embrionária, glioblastoma, tumor de mama, carcinoma epidermóide de esôfago, carcinoma renal, coagulação sangüínea em câncer, análogos da heparina contra a metástase e produção da endostatina humana.

A bióloga Janaina Fernandes, que ganhou em 2007 a bolsa de pesquisa Pró-Onco Vivi Nabuco, mostrará resultados sobre a análise proteômica do ácido pomólico. Essa substância, isolada da planta abajeru (Chrysobalanus icaco) e já patenteada, tem apresentado bons resultados no combate a diversos tipos de tumores, inclusive linhagens tumorais que apresentam resistência generalizada a quimioterápicos.

O simpósio contará com a presença de dois pesquisadores convidados de São Paulo. Ricardo Renzo Brentani, diretor-presidente da FAPESP, falará sobre estudos realizados no Hospital A. C. Camargo, instituição que preside.

Sergio Verjovski de Almeida, professor do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, mostrará resultados recentes de estudos sobre a expressão gênica em larga escala de RNAs não-codificantes em câncer.

O 2º Simpósio de Oncobiologia ocorrerá na Universidade Federal do Rio de Janeiro, campus do Fundão, no Centro de Tecnologia, Auditório Horta Barbosa (bloco A, 1º andar).

Mais informações: www.bioqmed.ufrj.br/onco

Fonte: Agência FAPESP

Seminário de Educação para a Cidadania

A Fundação SM e a Organização dos Estados Ibero-Americanos para Educação Ciência e a Cultura (OEI) promovem em São Paulo, no próximo dia 25, o Seminário de Educação para a Cidadania.

O objetivo é contribuir para a formação continuada de docentes e gestores e para o debate sobre questões fundamentais para o desenvolvimento de políticas públicas na área de educação.

Maria Malta Campos, da Fundação Carlos Chagas, apresentará os resultados da pesquisa “A qualidade da educação sob olhar dos professores”. O questionário foi aplicado em maio de 2008 e respondido por 8.773 professores de educação básica de 19 estados do Brasil.

Além da pesquisa, outras apresentações fazem parte do programa, como “Educação de qualidade como elemento de transformação social”, com Elena Martín, professora da Universidade Autônoma de Madri, e “Condições básicas para a educação de qualidade”, com Cleuza Rapulho, diretora de Fortalecimento Institucional e Gestão de Sistemas do Ministério da Educação.

No período da tarde, será realizada uma mesa-redonda com especialistas em educação para discutir a qualidade da educação na perspectiva das políticas públicas.

O seminário começará às 8h30, com inscrições gratuitas e limitadas, que podem ser feitas pelo telefone (11) 3847-8927.

Fonte:Agência FAPESP