sexta-feira, 12 de setembro de 2008

CNPq lança três novos editais : Saúde, Mulheres e Biodiesel

O CNPq lançou, nesta semana, três novos editais. Os interessados devem encaminhar os projetos via internet, por meio do Formulário de Propostas On Line, disponível na Plataforma Carlos Chagas do conselho

Sáude
O primeiro edital (MCT/CNPq/MS-SCTIE-DECIT/MS Nº 037/2008), lançado em parceria com o Ministério da Saúde, selecionará propostas no campo da avaliação de tecnologias em saúde e revisões sistemáticas. A data limite para submissão dos projetos é o dia 23 de outubro. As propostas apresentadas devem ser relacionadas ao tema Saúde da Mulher: aborto a gravidez na adolescência. Poderão participar os pesquisadores cujos pré-projetos foram aprovados no edital MCT/CNPq/MS-SCTIE-DECIT/CT-Saúde nº 022/2007. O edital conta com R$ 1 milhão, oriundos do Ministério da Saúde. A íntegra do edital está disponível neste link.

Mulheres
Já a segunda chamada pública foi lançada em parceria com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). É o edital MCT/CNPq/SPM-PR/MDA nº 57/2008. As propostas podem ser encaminhadas até o dia 20 de outubro. O objetivo é apoiar projetos de pesquisa científica nas áreas de relação de gênero, mulheres e feminismos. Serão disponibilizados R$ 5 milhões, sendo R$ 2 milhões do MCT, R$ 2 milhões da SPM e R$ 1 milhão do MDA. O edital pode ser acessado neste link.

Biodiesel

O terceiro edital lançado é o MCT/CNPq nº 47/2008 – Caracterização e Controle da Qualidade de Biodiesel. O objetivo é apoiar atividades de pesquisa que visem o desenvolvimento de tecnologias para caracterização e controle da qualidade de biodiesel. A data limite para submissão das propostas é o dia 20 de outubro. Serão disponibilizados R$ 4 milhões, oriundos do Fundo Nacional de desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O edital está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

Estudo da USP mostra atualidade das idéias de Georgescu-Roegen no debate sobre desenvolvimento sustentável

Termodinâmica da sustentabilidade
O matemático e economista romeno Nicholas Georgescu-Roegen (1906-1994) ficou conhecido por aplicar à economia o conceito de entropia, emprestado da termodinâmica. Ao mostrar que as concepções tradicionais da economia pecavam pelo extremo mecanicismo, o autor foi um dos precursores da chamada economia ecológica.

Um estudo realizado na Universidade de São Paulo (USP) mostra que as idéias de Georgescu-Roegen, hostilizadas por muito tempo na academia, podem ser fundamentais para o debate atual sobre o desenvolvimento sustentável e sobre os problemas relacionados à energia e ao meio ambiente.

O trabalho, uma pesquisa de mestrado realizada por Andrei Cechin, com apoio da FAPESP, foi defendido no Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (Procam) da USP no fim de julho. O orientador da dissertação foi José Eli da Veiga, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP e pesquisador do Centro de Capacidade e Sustentabilidade da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

De acordo com Veiga, o trabalho recebeu elogios do principal discípulo de Georgescu-Roegen, o economista Herman Daly, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, que é considerado um dos mais importantes economistas ecológicos vivos.

“Pouca gente resgatou o trabalho de Georgescu-Roegen com essa profundidade. É raro que um estudo de mestrado tenha tal qualidade. E mais raro ainda que seja bem recebido por colegas do hemisfério Norte. Daly recomendou que o trabalho seja publicado em inglês e português”, disse Veiga.

Segundo Cechin, o objetivo do estudo foi resgatar as idéias de Georgescu-Roegen e contextualizá-las nos debates da atualidade, especialmente em relação ao que se chama hoje de desenvolvimento sustentável.

“Os manuais de economia sempre começam com o diagrama do fluxo circular, que mostra como o dinheiro, mercadorias e insumos circulam entre famílias e empresas. Para Georgescu-Roegen, isso é um sintoma claro do mecanicismo que predomina na economia”, disse Cechin.

Em seu livro A lei da entropia e o processo econômico, Georgescu-Roegen mostrou que o sistema econômico não era um moto-perpétuo, que alimenta a si mesmo de forma circular, sem perdas. Ao contrário, é um sistema que transforma recursos naturais em rejeitos que não podem mais ser utilizados.

“O autor mostrou que o sistema econômico não pode contrariar as leis da física. A segunda lei da termodinâmica estabelece que o grau de degeneração de um sistema isolado tende a aumentar com o tempo, impedindo a existência de moto-perpétuos. Da mesma forma, o sistema econômico não pode se mover para sempre sem entrada de recursos e saída de resíduos”, explicou Cechin.

Os processo produtivos possuem diferentes agentes, como capital construído, trabalho e fluxos de recursos naturais, produtos e resíduos. “Ao desenvolver uma nova representação do processo, o autor destacou que ele não é circular e isolado, mas é linear e aberto”, disse.

Respeitado pelos economistas convencionais entre as décadas de 1930 e 1960, Georgescu-Roegen foi praticamente banido dos círculos acadêmicos depois da publicação de seu livro, segundo Cechin. “A partir daí, ele passou a estudar as bases biofísicas da economia, conhecimento que ele chamou de bioeconomia. Esses estudos deram origem à economia ecológica, embora ele nunca tenha usado esse termo.”

Desenvolvimento sem crescimento
Uma das principais conseqüências dos estudos do economista romeno foi a tese do decrescimento. Mas condenar o crescimento da economia – visto como solução para todos os males sociais e até ambientais – soou como um verdadeiro delírio.

“Era uma tese considerada muito radical não apenas para economistas conservadores, mas até para alguns ambientalistas. Ele dizia que um dia a humanidade terá que pensar em estabilizar as atividades econômicas, pois não haverá como evitar a dissipação dos materiais utilizados nos processos industriais. Isso certamente exigiria um encolhimento da economia”, afirmou.

Para Cechin, as idéias de Georgescu-Roegen podem se conciliar com a noção de desenvolvimento sustentável. Mas isso depende do que se entende por desenvolvimento sustentável. “A idéia de um crescimento que se sustenta é incompatível com Georgescu-Roegen. Mas se desenvolvimento sustentável for a manutenção da capacidade produtiva da humanidade, o conceito é coerente com as idéias dele.”

Segundo o pesquisador, não seria correto dizer que o economista romeno se opõe ao desenvolvimento, mas que ele defende que a sociedade precisará se desenvolver decrescendo.

“Ele vê a economia não do ponto de vista monetário, mas da perspectiva material. Por isso enxerga que a devolução de resíduos precisará não apenas se estabilizar, mas diminuir efetivamente. A sociedade terá que produzir menos. Mas se o desenvolvimento é a ampliação das liberdades humanas – como defende o prêmio Nobel Amartya Sen –, diminuir o crescimento não significa deixar de se desenvolver”, explicou.

Para Cechin, o ambiente hoje é mais propício para a aceitação das idéias de Georgescu-Roegen, seja em virtude da percepção dos problemas ambientais globais – incluindo o aquecimento global e a questão energética –, seja pela percepção científica contemporânea de que fenômenos complexos não podem ser compreendidos com arcabouços mecanicistas e reducionistas.

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

UFRJ desenvolve substância para combater a superbactéria

A vilã da crise que provocou a suspensão dos serviços realizados na emergência do Hospital Geral de Bonsucesso no ano passado pode ganhar um adversário à sua altura.

Pesquisadores do Laboratório de Microbiologia de Alimentos, do Instituto de Microbiologia Professor Paulo de Góes (IMPPG/UFRJ), têm em mãos a substância capaz de inibir a Enterococcus faecium, bactéria que ganhou o título de “super”, por oferecer resistência aos antibióticos. Quando em estado controlado dentro do organismo de uma pessoa saudável, não traz necessariamente malefícios à saúde. Contudo, em pacientes que acabaram de sofrer uma cirurgia, recém-saídos de terapia intensiva, há maior suscetibilidade à infecção por esse tipo de bactéria.

A nova arma descoberta pelos pesquisadores é oriunda de outra bactéria, do “lado bom” da família dos enterococcus. Trata-se da Entetococcus faecium E86, comprovadamente inofensiva ao organismo humano, segundo Marco Antônio Lemos Miguel, responsável pela pesquisa. “Já elaboramos estudos que demonstram que a bactéria não possui fatores agressivos. Ela age como se fosse um pitbull mansinho”, compara o professor.

De acordo com o pesquisador, a intenção original do grupo era bem diferente, há cerca de quatro anos: encontrar uma alternativa aos conservantes químicos. “A idéia inicial era encontrar uma bactéria que pudesse substituir os conservantes químicos de alimentos e propor uma alternativa natural para manter alimentos isentos de perigo. Entretanto, os experimentos acabaram nos conduzindo a outros objetivos e, quando começamos a testar essa bactéria contra bactérias patógenas de difícil tratamento, percebemos que ela era capaz de inibir todas, de maneira muito eficiente”, relata o pesquisador.

Aplicações
O destino mais provável dos resultados da pesquisa aponta para a criação de fármacos mais eficientes. Para isso, é necessário o apoio da indústria farmacêutica, de acordo com Marco Antônio. “A tendência natural do estudo é produzir um medicamento, constituindo uma opção ao antibiótico convencional. Isso vai servir para combater bactérias resistentes às substâncias tradicionais, ou ainda para aquelas pessoas que não podem fazer uso desses medicamentos”, explica o professor, confiante no sucesso do produto.

Segundo o pesquisador, a possibilidade de que as bactérias desenvolvam resistência à nova substância é remota. Para ele, o uso sistemático dos antibióticos foi o fator responsável pela criação de resistência em populações cada vez maiores de bactérias. “Hoje, antibióticos são usados para engordar animais, proteger plantações contra pragas e, pelo homem, para combater doenças. Não seria o caso dessa substância”, acredita.

Além da tendência de uso na indústria farmacêutica, a substância produzida pela Entetococcus faecium E86 poderá ser utilizada das mais variadas formas. De molho de salada a creme dental, o produto pode estar presente no cotidiano, ajudando na prevenção de infecções. “Se essa bactéria fosse usada em molhos de saladas, por exemplo, poderia minimizar as possibilidades de infecção alimentar. Vimos também que a bactéria tem o potencial de ser utilizada na produção de um creme dental, para combater as bactérias da cárie”, exemplifica o professor.

"Estamos pensando também em impregnar embalagens internamente com a substância, para conservar o conteúdo. Dessa forma poderíamos, por exemplo, aplicá-la no interior de uma caixa de leite e manter o alimento seguro por mais tempo" continua o professor, aumentando ainda mais a lista de possibilidades.

Próximos passos
De acordo com o pesquisador, a substância pode representar um papel importante na luta contra as infecções por bactérias – hoje um dos maiores problemas da saúde pública no Brasil. Entretanto, para que o trabalho esteja completo, há muito que fazer. “O primeiro passo do trabalho já está concluído, que foi a demonstração do efeito reativo da substância contra as bactérias patógenas. Agora precisamos acertar alguns pontos, como a viabilização de produção em alta escala e a verificação de como a substância se comportará em contato com o corpo”, pondera o pesquisador.

Marco Antônio informa que alguns estudos com modelo animal já estão sendo desenvolvidos para avaliar com mais profundidade o comportamento da nova substância. Analisar geneticamente a bactéria é outra prioridade do grupo de pesquisa. O objetivo é melhorar o desempenho da bactéria e tentar utilizar a substância pura, sem a necessidade de ter em mãos a própria bactéria.

Produto nas prateleiras
Para o pesquisador, a alternativa de tratamento será bastante acessível à população, já que o processo de obtenção da substância não é oneroso. “Já existem no mercado bactérias usadas de maneira semelhante à nossa, mas não com a mesma eficácia. Não há nenhum fator que encareça a produção, é simplesmente um processo de fermentação: alimentar a bactéria e colher a substância”, explica.

Apesar de admitir a dificuldade de estipular prazos, Marco Antônio acredita que, em breve, os resultados da pesquisa poderão ser vistos na prática. “Isso vai depender de qual caminho vamos tomar. Se nós começarmos a trabalhar hoje, talvez em cerca de cinco anos, com apoio da indústria farmacêutica, consigamos ter um produto pronto”, avalia o pesquisador.

Fonte: Marcello Henrique Corrêa / Olhar Vital

Em 1903 nascia Theodor W. Adorno

Vir ao mundo em 11/09/1903 significou para Theodor W. Adorno nascer em plena virada de século. Uma infância antes de 1914, poupada das mazelas da Primeira Guerra Mundial. O W. do sobrenome está para Wiesengrund, sobrenome judeu de seu pai. Adorno della Piana é o sobrenome de sua mãe, cantora de origem alemã-corsa-genovesa.

A juventude Adorno passou em pleno laboratório intelectual que foi a República de Weimar, à qual se sucederia o desgosto com a ascensão dos nazistas ao poder, que expulsaram do território alemão toda a inteligentsia pensante. A seguir vieram a Segunda Guerra, Auschwitz, o exílio nos EUA, o retorno à Alemanha, a era Adenauer e os confrontos com os estudantes de 68.

Da proteção à exclusão
Mentor da quebra do tabu em torno do nazismo, Adorno foi um dos responsáveis pelo despertar de consciência no pós-guerra. "Só hoje nos ficou claro o que Adorno desencadeou há 50 anos, ao escrever que compor um poema sobre Auschwitz seria um ato bárbaro. Ele quebrou o tabu de Auschwitz como ninguém, tornando claro à Alemanha que a democracia só é possível graças à auto-análise", diz seu biógrafo Stefan Müller-Doohm.

Para ele, a vida de Adorno pode ser vista através da dualidade entre "um sentimento de total proteção", que remete à sua infância, "e a amarga experiência da emigração. Dessa experiência de exclusão se alimenta sua posição crítica perante a sociedade", completa o biógrafo.

Vida e obra
O professor Axel Honneth, ex-assistente de Jürgen Habermas, resume ao diário Frankfurter Allgemeine Zeitung o porquê do grande interesse em torno da biografia de Adorno: "Preferimos nos afundar na vida de Adorno talvez porque sua obra nos seja demasiado complexa".

Várias biografias foram publicadas por ocasião de seu centenário, em 2003. E é parafraseando o próprio Adorno que um de seus biógrafos, o sociólogo Detlef Claussen, autor de Theodor W. Adorno. Um Último Gênio, conclui: "Quando se pergunta (como Adorno o fez), se ainda se pode viver depois de Auschwitz, então falar da história de uma vida individual, de uma biografia, parece obsoleto".

Peito aberto
Nas biografias sobre Adorno, fala-se de tudo, desde seus apelidos em família, entre estes o lendário Teddie (ursinho) ou Wildsau (javali), até suas amargas incursões frente à Alemanha por ocasião do fim da Segunda Guerra Mundial: "Chegou a hora de ver aquilo que se esperou por anos a fio. O país transformado em lixo, milhões de Hansjürgens e Utes (N. da R. prenomes comuns na Alemanha) mortos. Um povo de pescoço quebrado, que se despede da história mundial como os cartagineses após a Segunda Guerra Púnica".

Alguns episódios da vida do pensador são dissecados à exaustão, entre eles o "ataque dos peitos" das três estudantes a 22 de abril de 1969, que na rebarba dos protestos de 1968 abordaram Adorno de blusas abertas, com o objetivo de confrontar o autor de Teoria Crítica com sua postura "conservadora" frente às reivindicações dos jovens de então.

Outro ponto em comum entre as biografias de Adorno é a atenção especial dada às modificações de seu nome, que passou no fim dos anos 30 de Wiesengrund – o sobrenome judeu do pai, um comerciante de vinhos de Frankfurt – a W. Adorno – a opção pela ascendência corsa da mãe católica (família Cavelli-Adorno della Piana).

Voyeur involuntário
Thomas Macho, professor de história da cultura na Universidade Humboldt de Berlim, observa em texto publicado pelo diário Frankfurter Rundschau por ocasião do centenário de Adorno em 2003, a condição de "voyeur involuntário" a que o leitor é submetido não apenas após a leitura das várias biografias, mas também das Cartas aos Pais. 1939-1951:

"Após a leitura destas cartas, os sentimentos do leitor permanecem ambivalentes. Será que ele queria mesmo saber tudo o que lhe foi dito aqui? Será que ele queria ser realmente testemunha dessa forma de comunicação privada, desprotegida e de estilo completamente distante do grande filósofo e esteta? Será que é necessário elucidar, por ocasião de um centenário, também os lados mais infantis e extremos de uma personalidade indubitavelmente significativa?". O próprio Adorno, se vivo, certamente diria que não.

Fonte: Soraia Vilela / DW

Sustentabilidade dos CVTs é discutida em evento do SECIS e CGEE

Sustentabilidade dos CVTs foi o principal assunto de workshop realizado pela Secis e o CGEE

No último dia 9, foi realizado pela Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis/MCT) e pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), no MCT, em Brasília, o workshop de Planejamento da Avaliação dos Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs).

Segundo o diretor de Relações Institucionais da ABIPTI, Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque, que participou do evento, o principal tema debatido durante do encontro foi a sustentabilidade dos CVTs. “Não adianta repassar recursos para as prefeituras construírem prédios se não há investimento para a sustentabilidade dos centros”, afirmou.

O diretor reforçou que não pode acontecer com os CVTs o mesmo que ocorreu com as escolas agrícolas do governo Sarney, que por falta de sustentabilidade não tiveram êxito.

Também participou do evento o deputado federal Ariosto Holanda (PSB-CE) que falou sobre a importância dos centros vocacionais tecnológicos para o desenvolvimento das cidades, das regiões e citou exemplos dos CVTs do Estado do Ceará.

Desenvolvimento regional
Segundo informações do MCT, o secretário de C&T para Inclusão Social, Joe Valle, ressaltou a melhoria da qualidade de vida que ocorre nas regiões onde são implantados os CVTs. “Gosto muito das apresentações desses trabalhos porque eles procuram caminhos para que esse projeto se torne uma realidade dentro do MCT. A nossa intenção é que seja aplicado em todo o Brasil e, principalmente, no Norte, Nordeste e Centro-Oeste”.

Já o presidente do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), Frederico Cavalcanti Montenegro, lembrou, ainda, que o governo federal financiou, no Nordeste, a instalação de 50 CVTs, alvos da pesquisa Avaliação, Modernização e Implantação de Centros Vocacionais Tecnológicos no Nordeste (ProCVT). São 23 em Pernambuco; três na Paraíba; dois no Rio Grande do Norte; sete no Ceará; dois no Piauí; quatro no Maranhão; dois em Sergipe, três na Bahia e quatro em Alagoas. O secretário Joe Valle também apresentou alguns centros que alcançaram resultados positivos acima das expectativas, como o CVT Estaleiro Escola, no Maranhão (MA); a Estação Ciência, em Pernambuco (PE); a Restauração do Patrimônio Histórico, em Olinda (PE), Goiânia (GO) e Igarassu (BA); CVT Feira de Santana (Educação Científica), na Bahia; Unidade de Tratamento do Patrimônio Cultural, em Goiás; e o Galpão Profissionalizante (em comunicação), no Rio de Janeiro.

O MCT informou ainda que no mês de novembro haverá outro encontro para apresentação da primeira avaliação dos CVTs a ser feita pelo CGEE. Informações adicionais, no site www.mct.gov.br.
Fonte: Gestão CT

Biodiversidade dos Campos de Cima da Serra

Biodiversidade da serra do RS e SC é reunida em livro didático

Popularizar o conhecimento sobre a fauna, a flora, os rios e banhados das serras do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Esse é o objetivo de um grupo de pesquisadores que elaborou o livro didático "Biodiversidade dos Campos de Cima da Serra". A publicação foi coordenada pela professora Georgina Bond Buckup com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico Tecnológico (CNPq/MCT).

O livro foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Pontifícia Universidade Católica (PUC/RS). O trabalho foi apoiado em dados originais sobre a biodiversidade da região, obtidos em estudos realizados no âmbito do Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica do Ministério do Meio Ambiente (Probio/MMA), que também recebeu recursos do CNPq.

Composta por dois livros, um com textos e outro de atividades, a obra foi distribuída gratuitamente a professores das escolas estaduais e municipais dos dois estados da região dos Campos de Cima da Serra. A intenção é que, com os livros, os professores possam trabalhar com seus alunos os temas propostos em sala de aula, ampliando o conhecimento desta comunidade regional para a preservação da biodiversidade.

Em 196 páginas é mostrada a biodiversidade dos Campos de Cima da Serra, terras elevadas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina que fazem parte do Planalto das Araucárias e do bioma da Mata Atlântica. A publicação também traz várias informações inéditas sobre as espécies que vivem na região, caracterizando seus principais ambientes, a biodiversidade e as ameaças que, no início deste século, colocam em riscos a paisagem natural e seus ambientes.

"Quando começamos o projeto, estava programado apenas um livro, mas, em nosso primeiro contato com as escolas da região, verificamos ser necessário um livro de atividades para que o professor estivesse melhor instrumentalizado quando desenvolvesse o assunto em sala de aula", explica Geogina.

O caderno de exercícios propõe, em 96 páginas, atividades que resultem em ações coletivas de preservação ambiental. "As propostas podem ser desenvolvidas em vários níveis escolares, desde a alfabetização, a partir dos desenhos de colorir e associar, estimulando a motricidade fina, até o ensino médio, aproveitando os temas do item pensar-e-agir, que inspiram ações concretas na comunidade", afirma a professora.

Coordenados pela professora Georgina, 32 co-autores formam a equipe que escreveu os livros, entre eles doutores, mestres e pós-graduandos que atuam nas áreas de botânica, zoologia, ecologia, cartografia e geografia, com reconhecida tradição na área da pesquisa em que atuam. (Assessoria de Comunicação do CNPq)

Mais informações pelo site: www.ufrgs.br/CCS-Biodiversidade

Fonte : Agência CT

Prêmio Abiquim de Tecnologia 2008

Trabalhos para o Prêmio Abiquim de Tecnologia 2008, da Associação Brasileira da Indústria Química, podem ser enviados até o dia 30 de setembro.

Lançado em 2001, o prêmio busca identificar trabalhos de inovação tecnológica no setor químico desenvolvidos por empresas, pesquisadores e empresas nascentes.

Os vencedores serão anunciados no Encontro Anual da Indústria Química, em 5 de dezembro. São três categorias: Pesquisador, Empresa e Empresa Nascente.

Na primeira podem participar pesquisadores que tenham desenvolvido projetos na área química com potencial de aplicação industrial. A segunda está aberta a empresas que tenham desenvolvido projetos e casos de inovação tecnológica na área química que levem à modernização e ao aumento da competitividade do parque industrial brasileiro.

Na categoria Empresa Nascente participam empresas incubadas ou juniores que tenham desenvolvido projetos e casos de inovação tecnológica na área química.

O projeto ou caso deverá ser apresentado em até cinco páginas, por correio para a Abiquim ou pelo e-mail .

Mais informações: www.abiquim.org.br

Fonte: Agência FAPESP

Açaí é sinônimo de alimento saudável

Euterpe oleracea Mart. Este é o nome científico do açaí, pequenino fruto roxo e arredondado, com peso de apenas 1,5 grama, bastante difundido entre os brasileiros. Ele se tornou uma espécie de vício não exclusivamente por seu sabor, mas também por ser sinônimo de alimento saudável.

Karen Signori Pereira, professora do curso de Engenharia de Alimentos da Escola de Química da UFRJ, explica: “O açaí é uma fruta bastante exótica, que acabou caindo no gosto popular, principalmente na região Norte do país. É um produto que pode trazer diversos benefícios à saúde”.

Segundo a especialista, o consumo de açaí passou a crescer no final da década de 90, saindo da região Norte, principalmente do Pará e Amazonas. A partir de 2000, começou a se popularizar em outras localidades, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, na forma de polpa. Além da região Norte, onde o consumo costuma ser diário, atualmente o Rio de Janeiro é o Estado que mais consome açaí no Brasil.

Fatores positivos
Para Karen, o produto é benéfico por ser bastante rico em proteína e conter vitamina E, ferro, antocianina e flavonóides. Também estão presentes em sua composição alguns minerais, como potássio e cálcio. “O açaí apresenta elevado teor de ácidos graxos, principalmente insaturados, que fazem bem ao coração. São as chamadas ‘gorduras boas’, que desempenhariam funções fisiológicas no organismo quando consumidas, podendo ajudar a reduzir o colesterol”, observa a professora. Ela acredita que os componentes ajudam a manter um equilíbrio mineral, contribuindo para a manutenção do organismo.

De acordo com Karen Pereira, a pigmentação escura do açaí denuncia o fato de o fruto apresentar potencial anti-oxidante, característica positiva para o retardo do envelhecimento e processos degenerativos. No entanto, a especialista esclarece que não se trata de um rejuvenescimento associado à beleza estética, mas sim à melhora do sistema interno, o que reflete no bom funcionamento dos órgãos. “Não é como um creme anti-rugas, mas o efeito pode ser comparado a uma máquina em que a engrenagem está funcionando bem. Isto é sentido internamente, quando se deixa de acumular placas de gordura que podem resultar em um infarto”, explica a professora.

"São itens mais sutis do que o apelo da cosmética que existe atualmente. O consumidor deve ter a consciência de que é saudável e não associar a características físicas. Até porque é bastante gorduroso, e extremamente calórico, portanto deve ser consumido com moderação" explica Karen, alertando para o fato de que 100 gramas de polpa industrializada possuem aproximadamente 80 Kcal.

Tipos de polpa e indicações
O valor calórico e a porcentagem de nutrientes encontrados podem variar de acordo com o nível de diluição da polpa. Segundo a professora, ela pode ser grossa, média ou fina, dependendo da quantidade de água em que está diluída. Quanto mais diluída, menos calórica será. “A preferência por determinado tipo de polpa costuma diferir entre as regiões. Enquanto no Norte predomina a escolha pela polpa grossa, os cariocas costumam priorizar as mais finas”, aponta Karen.

Para a especialista, o produto pode ser consumido por qualquer indivíduo, mas acaba sendo mais procurado por praticantes de atividades físicas. “Quem costuma realizar exercícios pode consumir tigelas com porções mais generosas. O açaí é uma bomba calórica, mas o praticante de atividades queima calorias, podendo encontrar um equilíbrio”, explica Karen. Ela acredita que pessoas com problemas de peso, que entram em dietas com restrições de gorduras, devem evitar o fruto.

Freqüentemente relaciona-se a incidência de espinhas na pele à ingestão de açaí. Segundo a professora, isto pode ser explicado por se tratar de um alimento gorduroso. Porém, não há comprovação científica sobre este possível efeito.

Atuais perigos
Algumas pesquisas associam a transmissão da Doença de Chagas ao consumo de açaí. Em algumas localidades, os processos de colheita, transporte e armazenamento do fruto são muito precários, deixando a desejar no quesito higiene. Com isso, protozoários como o barbeiro, dentre outros, acabam tendo acesso e chegando até a polpa, o que pode provocar doenças no indivíduo que ingere o produto. “A indústria precisa dispor de tecnologias para eliminar o protozoário caso ele esteja presente, e para garantir a qualidade do que está sendo consumido”, afirma Karen.

Segundo a professora, o Ministério da Agricultura determinou que as polpas industrializadas precisam ser pasteurizadas. O consumidor deve estar atento a este fator, pois assim evita diversos perigos microbiológicos. “Por um lado, existem empresas sérias, mas por outro há uma produção primária que precisa crescer e se adaptar às práticas ideais, higiênicas. Para que se possa desfrutar dos benefícios do açaí, não pode haver contaminação”, conclui Karen Pereira.

Fonte: Cília Monteiro / Olhar Vital

Predação de macaco-prego Cebus nigritus por cães domésticos Canis lupus familiarisno Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, Minas Gerais, Brasil

Predation on the black capuchin monkey Cebus nigritus (Primates: Cebidae) by domestic dogs Canis lupus familiaris (Carnivora: Canidae), in the Parque Estadual Serra do Brigadeiro, Minas Gerais, Brazil

Macacos em perigo
O cão é uma excelente companhia para moradores de áreas urbanas e um forte aliado dos proprietários rurais. Mas um estudo feito na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) alerta para o risco do animal de estimação em áreas de conservação ambiental.

O trabalho relata a predação de macaco-prego (Cebus nigritus) pelo cão doméstico no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, localizado em um remanescente de Mata Atlântica no sudeste de Minas Gerais.

“Nos últimos dez anos temos percebido que o cão doméstico tem entrado muito freqüentemente em unidades de conservação. O impacto disso na fauna nativa já é sério o bastante para sugerir o aumento de controle”, disse Adriano Chiarello, professor do Programa de Pós-Graduação em Zoologia de Vertebrados da PUC-MG.

O novo estudo teve seus resultados publicados na Revista Brasileira de Zoologia, em artigo assinado por Chiarello e outros três pesquisadores da PUC-MG.

A proximidade com as áreas urbanas é um dos fatores que contribuem para a presença de cães nas unidades de preservação. “A entrada é facilitada na borda da mata mais próxima a núcleos urbanos ou mais próximas a áreas agrícolas. E ela é menos freqüente na borda que é protegida com floresta densa”, explicou Chiarello.

“Com o crescimento das cidades, a fragmentação das florestas facilitou a entrada do homem. É difícil achar um fragmento de Mata Atlântica na região Sudeste que não tenha um núcleo urbano em 10 ou 20 quilômetros de distância. Trata-se de distância vencida facilmente por um cão doméstico”, afirmou.

O desenvolvimento de tecnologias tem ajudado os pesquisadores a identificar sinais de predação. “As armadilhas fotográficas (camera trap study) permitem que se conheçam espécies que normalmente não são observadas por métodos convencionais de captura de mamíferos”, disse.

O impacto da invasão de espécies domésticas é considerado a terceira maior ameaça às espécies nativas, depois da superexploração e da destruição do hábitat. Segundo dados do estudo, o Brasil tinha cerca de 25 milhões de cães domésticos em 2006.

De acordo com o pesquisador, não se sabe ainda o impacto da presença do cão nessas áreas. Em outra pesquisa realizada em Caratinga, também na zona da mata mineira e famosa pela presença dos macacos muriquis, o cão doméstico foi a espécie de mamífero mais registrada pelas armadilhas fotográficas.

“Jaguatirica, onça-parda e o cão doméstico são possíveis predadores do macaco. Enquanto em Caratinga registramos 17 casos de cão doméstico, identificamos apenas três de jaguatirica e um de onça-parda”, diz.

Transmissão de doenças
Outra grande preocupação é que os cães podem levar a raiva, leishmaniose e outras zoonoses que tenham potencial de impacto na fauna. Segundo Chiarello, a situação de controle é complexa e envolve um trabalho junto à vigilância sanitária, às prefeituras locais e também ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“Esse assunto deve fazer parte da agenda das políticas ambientais no Brasil. A presença do cão em áreas de conservação precisa ser monitorada e controlada”, disse. Segundo ele, os cães entram nessas áreas teoricamente protegidas de duas formas: acompanhados de um adulto ou sozinhos. “Depois de aprender o caminho, o cão retorna sozinho.”

O professor da PUC-MG conta que há dois tipos de cães, um que tem residência fixa e outro mais selvagem. O segundo é potencialmente mais perigoso, uma vez que entra em busca de alimento. “O animal asselvajado, que não tem a suplementação alimentar pelo seu dono, busca o alimento no meio natural. Potencialmente, ele é mais perigoso do que o cão que tem residência fixa”, disse.

Chiarello ressalta que o cão é um forte aliado do proprietário rural e defende uma política de controle, que passe principalmente pela educação. “O passo inicial é de alerta. Os proprietários de fazendas próximas às unidades de conservação precisam saber que seus cães têm impacto negativo na fauna. Eles precisam ser alertados do problema. Um segundo passo é cadastrar os cães, vaciná-los e colocar coleira de identificação. Com isso, poderemos separar aqueles com residência dos que não a têm”, defendeu.

“Vamos ampliar o estudo em mais seis reservas. Monitorar com câmaras de modo a tentar entender quais são as razões e os fatores que estão facilitando ou dificultando a entrada do cão nas reservas”, disse.

Para ler o artigo Predação de macaco-prego Cebus nigritus por cães domésticos Canis lupus familiarisno Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, Minas Gerais, Brasil, de Valeska de Oliveira, Antônio Linares, Guilherme Corrêa e Adriano Chiarello, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

CNPP - Centro Nacional de Pesquisas do Pantanal - definidos os recursos para sua implantação

Em reunião realizada no dia 8, em Brasília, integrantes do MCT, da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Mato Grosso (Secitec), e da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) definiram as contrapartidas que cada instituição aportará para a implantação do Centro Nacional de Pesquisas do Pantanal (CNPP).

Durante o encontro, que contou com a participação do secretário executivo do MCT, Luiz Antonio Rodrigues Elias, foi acertado que o ministério investirá R$ 8 milhões na construção do centro. A UFMT doará a área de mais de 20 mil metros quadrados para a instalação da unidade. Já a Secitec destinará R$ 1 milhão para o CNPP. A secretaria também ajudará a custear outros gastos com a manutenção e construção do centro. Em breve, os representantes de cada uma dessas instituições se reunirão novamente para assinar um acordo.

O secretário substituto de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped) do MCT, Mario Baibich, acredita que, com o convênio firmado, a instalação do CNPP deverá ser facilitada. “Com esse compromisso com o governo do Mato Grosso esperamos que haja um movimento em torno do CNPP, e que possamos, em breve, ter na região um centro de excelência. Hoje, encerramos a negociação das contrapartidas necessárias para fazer funcionar o centro”, afirmou.

Já o secretário de C&T do Mato Grosso, Francisco Daltro, ressalta o papel do governo federal e, em especial do MCT, para viabilizar a construção do CNPP. “Essa é uma demanda histórica do Pantanal, que é uma região única, e que carecia de um instrumento oficial no campo da pesquisa”. Ele ainda lembra da importância da atuação das universidades federal e estadual do Mato Grosso, que têm dado suporte para as pesquisas no Pantanal, mas que não conseguem atender a toda a demanda.

De acordo com o pró-reitor de pesquisas da UFMT, Paulo Teixeira, o CNPP auxiliará na produção de estudos visando a conservação e uso sustentável do Pantanal. Em sua opinião, as pesquisas devem se concentrar em temas como mudanças climáticas, impactos provocados pela agricultura e pecuária de larga escala na região da bacia hidrográfica do Alto Paraguai, e na perda de competitividade econômica da pesca e da pecuária tradicionais, que têm causado o empobrecimento da população. “Para além destas questões pretendemos contribuir para fortalecer a ciência e tecnologia no Estado. A região tem um desenvolvimento recente e as universidades ainda carecem de uma maior indução governamental”, disse.

Informações sobre as ações do MCT podem ser obtidas no site www.mct.gov.br. (Com informações do MCT) .

Fonte: Gestão CT

Políticas de Incentivo à Inovação Tecnológica no Brasil

Lançado livro sobre políticas de incentivo à inovação
Na tarde do último dia 10, em Brasília, foi lançado o livro Políticas de Incentivo à Inovação Tecnológica no Brasil, organizado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A solenidade contou com a participação do ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende.

Durante a cerimônia, o ministro disse que apesar de o país possuir um sistema de pesquisa invejado por países semelhantes, o sistema brasileiro ainda está concentrado nas universidades e unidades de pesquisas. “Muito levemente este movimento está chegando às empresas”, ressaltou.

O livro tem como organizadores os pesquisadores do Ipea, João Alberto De Negri e Luis Claudio Kubota. A obra reúne textos que fazem uma avaliação das políticas públicas no Brasil para CT&I, além de apresentar sugestões de melhoria das políticas de incentivo ao setor produtivo.

A publicação, segundo o Ipea, é a continuidade do esforço que o instituto tem desenvolvido nos últimos anos em avaliar e sugerir políticas públicas voltadas para o desenvolvimento da produção. A obra vem contribuir de modo mais objetivo para a avaliação de instituições, programas e políticas de incentivo à CT&I no Brasil.

Por meio de metodologias variadas, com destaque para a inovadora utilização de técnicas estatística na avaliação de políticas de públicas do setor, os resultados indicam que as ações governamentais em geral contribuem positivamente para o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Apesar disso, é necessária uma maior integração das instituições governamentais que fazem parte do nosso Sistema Nacional de Inovação, bem como uma maior ousadia do Estado no objetivo de alavancar o esforço tecnológico de nosso setor produtivo.

Informações adicionais, no site www.ipea.gov.br.(Com informações do MCT e do Ipea)

Fonte: Gestão CT

Prêmio Professores do Brasil 2008 tem regulamento aprovado pelo MEC

A Portaria do Ministério da Educação GM/MEC nº 1.082, publicada no Diário Oficial da União (DOU) do dia 3, aprovou o regulamento referente ao "Prêmio Professores do Brasil 2008", oferecido pelo MEC e instituições parceiras em reconhecimento ao mérito de professores pela contribuição dada à melhoria da qualidade da educação básica, por meio de experiências pedagógicas bem-sucedidas. Os interessados devem se inscrever até 24 de outubro.

O concurso consiste na seleção e premiação das melhores experiências pedagógicas desenvolvidas ou em desenvolvimento por professores das escolas públicas, em todas as etapas da educação básica. O objetivo é valorizar os professores que desenvolvem em sala de aula práticas pedagógicas inovadoras. O professor deve enviar ao MEC via Correios a documentação exigida no edital, além do relato da experiência. A lista dos documentos está disponível no site do MEC.

A divulgação oficial do resultado será feita até o dia 21 de novembro de 2008, por meio de publicação no DOU e nos sites das instituições promotoras do prêmio. O concurso é uma parceria do MEC com as fundações Bunge e Orsa, os institutos Pró-Livro e Votarantim, as Organizações das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI).

Os vencedores em cada categoria ganharão prêmio de R$ 5 mil, além de troféu e certificado. As escolas onde foram desenvolvidas as experiências receberão R$ 2 mil para aquisição de equipamentos audiovisuais ou multimídia. Informações complementares, no link. Com informações do MEC)

Fonte: Gestão CT

Conab divulga dado da maior safra de grãos da história brasileira

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, na segunda-feira (8), números da safra atual de grãos (2007/08). Os números apresentados confirmam uma colheita de 143,87 milhões de toneladas, ou 9,2% maior que a do ciclo anterior. Bons números estão presentes na oitava estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A previsão é de safra recorde de 145,1 milhões de toneladas em 2008, 9% maior que a de 2007.

A área a ser colhida (47,4 milhões de hectares) será 4,4% maior que a do ano passado. Dentre os 25 produtos analisados pelo IBGE, 19 apresentam variação positiva na estimativa de produção em relação ao ano anterior: amendoim em casca 1ª safra (38,8%), amendoim em casca 2ª safra (0,9%), arroz em casca (9,2%), aveia em grão (12,2%), batata-inglesa 1ª safra (0,3%), batata-inglesa 2ª safra (21,8%), batata-inglesa 3ª safra (4,0%), cacau em amêndoa (3,2%), café em grão (28,0%), cana-de-açúcar (14,7%), feijão em grão 2ª safra (40,6%), feijão em grão 3ª safra (2,7%), laranja (0,6%), mamona em baga (48,7%), milho em grão 1ª safra (10,7%), milho em grão 2ª safra (18,4%), soja em grão (3,5%), sorgo em grão (37,5%) e trigo em grão (32,4%).

Segundo o informativo Em questão, a Conab, espera até o fim do ano, embarcar 52,17 milhões de toneladas de milho, soja, feijão e algodão. De janeiro a julho, a saída desses produtos e seus derivados já renderam ao país US$ 13,29 bilhões. A balança comercial do agronegócio, nesse mesmo período, contabilizou US$ 40,11 bilhões em exportações.

Ainda de acordo com o informativo Em questão, a lista dos maiores Estados produtores de grãos é encabeçada pelo Paraná (21,1%), seguida pelo Mato Grosso (19,7%), Rio Grande do Sul (15,6%) e Goiás (9,1%). No que se refere à área semeada, o país saiu de 46,21 milhões para 47,36 milhões de hectares. O milho e a soja são também as culturas que mais se beneficiaram com a ampliação das terras cultivadas, com 14,71 e 21,33 milhões de hectares, respectivamente.

Cana-de-açúcar
A estimativa para produção brasileira de cana-de-açúcar, em 2008, com informações do IBGE, é de 591.431.766 toneladas, 14,7% superior a de 2007. A expansão da área a ser colhida em 13,8% é reflexo dos novos projetos que estão sendo implantados no país para atender a demanda de álcool e principal responsável pelo crescimento da produção. A safra 2008, assim como a anterior, deve ser mais alcooleira, em face da maior demanda de álcool no mercado interno. Já a produção brasileira de café deverá ser 28% superior a de 2007. Em relação ao ano passado, destaca-se Minas Gerais, 1º produtor nacional, com 44,2% de acréscimo na produção.

A pesquisa foi realizada por cerca de 80 técnicos, entre os dias 18 e 22 de agosto de 2008. Eles consultaram agricultores, cooperativas, sindicatos, órgãos públicos e privados dos principais Estados produtores.

Mais informações, no site www.conab.gov.br. (Com informações do Em questão, editado pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República)

Para ver o relatório completo clique aqui.

Fonte: Gestão CT

Inpe e Vale lançam relatório sobre mudança climática nos Estados do Pará e Maranhão

A Vale do Rio Doce (Vale) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), associado à ABIPTI, lançaram na terça-feira (9) o primeiro de uma série de três relatórios sobre mudança climática e seus impactos na vegetação, agricultura, biodiversidade e capacidade de geração de energia nos Estados do Pará e do Maranhão.

O relatório foi lançado em Belém e é inédito pelo nível de detalhamento regional, pela inclusão de projeções para os períodos mais recentes (a partir de 2010) e pela consideração de dados meteorológicos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

No primeiro relatório, os pesquisadores do Inpe estudaram a variação do clima e da temperatura em três períodos: 2010-2040; 2041-2070; e 2071-2100. Este será a base de informação para a elaboração dos relatórios subseqüentes, estes com finalizações previstas para março/abril de 2009, período em que os estudos serão divulgados.

Em texto do Inpe, o estudo combinou os critérios de avaliação climática adotados no AR4 - Fourth Assessment Report, do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, da ONU) com três modelos regionais (Eta CCS, do próprio Inpe, o RegCM3, da Universidade de São Paulo, e HadRM3P, do Haddley Centre, do Reino Unido). Foram utilizadas informações de 36 estações pluviométricas e climatológicas espalhadas pela região – dez da Agência Nacional das Águas (ANA) e 26 do Inmet.

Ainda em texto do instituto, os pesquisadores consideraram dois cenários do IPCC para a elaboração da análise: A2 (mais pessimista, com alta concentração de emissões de gases do efeito estufa) e B2 (mais otimista, com baixa concentração de emissões de gases do efeito estufa, considerando o cumprimento das metas do protocolo de Kyoto).

Em suma, o relatório mostra que o clima da região leste do Pará até o Nordeste se tornará cada vez mais quente e seco, com reduções de chuva que podem ficar entre 2 e 4 mm/dia, no período de 2071-2100, quando comparado com o atual clima da região. O estudo, que faz uma análise detalhada para cada estação do ano, ressalta que o aquecimento é observado na média anual e nos meses de verão e inverno e tem algumas variações entre os modelos. As reduções de precipitação nas áreas leste do Pará (próximos à foz do Rio Amazonas) e norte do Maranhão podem variar entre 40% e 60%, no cenário A2, e entre 20 e 40%, no cenário B2.

De acordo com o Inpe, os resultados levam a concluir que a área de estudo apresenta uma vulnerabilidade climática muito alta, comparável ao Semi-Árido do Brasil, consistente com um clima futuro mais seco que o atual, com algumas áreas recebendo chuvas intensas concentradas em períodos curtos, seguidos de longos períodos sem ocorrência de chuva e com altas temperaturas diurnas e noturnas. Nestas condições, em texto do instituto, o balanço hidrológico poderá sofrer alterações, ocorrendo período de deficiência hídrica futura, atualmente inexistente no clima atual e, conseqüentemente, afetar a vegetação nativa e a agricultura regional.

Para os demais períodos (2010-2040 e 2041-2070), os pesquisadores utilizaram o modelo HadRM3P, do Haddley Centre, do Reino Unido, e concluíram que as variações de clima e temperatura apontam para alterações gradativas e não apresentam grandes diferenças entres os cenários A2 e B2. No período de 2010-2040, a redução de chuva estimada está entre 5% e 10% e, em 2041-2070, de 10% a 20% entre o leste do Pará e o Estado do Maranhão.

Os pesquisadores do Inpe ressaltam, porém, que, apesar dos vários modelos utilizados, ainda existe um grau de incerteza em relação ao futuro cenário climático do planeta e que essa incerteza aumenta quando se avalia com maior detalhamento os cenários regionais.

O objetivo dos relatórios, ainda de acordo com o instituto, é elevar o nível de conhecimento em relação aos impactos do aquecimento global nos Estados do Pará e do Maranhão e, desta forma, criar subsídios para o estabelecimento políticas públicas e de medidas preventivas para suas operações. Para a Vale, o estudo é um importante elemento na construção da estratégia de desenvolvimento sustentável para a região.Mais informações, no site www.inpe.br. (Com informações do Inpe)

Fonte: Gestão CT

Dia Nacional do Pesquisador é criado pela Câmara dos Deputados

O Brasil passará a comemorar, no dia 8 de julho, o Dia Nacional do Pesquisador. A data foi implementada por meio do Projeto de Lei 7.577/06, de autoria do Senado Federal. A proposição foi aprovada no dia 2 pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados e segue agora para sanção presidencial.

A data é uma homenagem ao dia em que foi fundada a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no ano de 1948. Como o projeto de lei tramitou em caráter conclusivo, não foi necessário passar pelo Plenário da Casa, apenas pelas comissões que foram designadas para apreciá-lo.

A íntegra do projeto de lei está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

Fonte: Gestão CT

Ufopa é discutida em encontro

No dia 5, foi realizada, na sede da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect) do Pará, em Belém, uma reunião com representantes da comissão de implantação da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapespa), instituição associada à ABIPTI, e da Sedect. O objetivo foi debater a criação da instituição de ensino.

Durante o encontro, o presidente da comissão, o professor Seixas Lourenço debateu a vocação natural da região e também falou sobre como potencializar a exploração dessa vocação, por meio de cursos de graduação e pós-graduação. Ele destacou que hoje o Pará conta com mais de 40 mil professores leigos, carentes de educação superior, e que atuam no ensino médio do Estado. “Na região oeste do Pará temos metade desse número. A Ufopa vai atender essa demanda a partir do momento em que investirmos pesadamente nas licenciaturas e na educação à distância”, afirma.

Com o objetivo de viabilizar a formação superior desses profissionais, a Comissão de Implantação estabeleceu parcerias com a Secretaria de Estado de Educação e espera implantar o 1º Ciclo Básico de Formação de Professores. Lourenço acredita que o maior desafio é ser capaz, até o próximo ano, de trazer profissionais que atuem na região. Na ocasião, o presidente da Fapespa, Ubiratan Holanda, e o secretário adjunto da Sedect, João Crisóstomo Weyl, apresentaram propostas de bolsas de desenvolvimento científico regional para que esses pesquisadores possa colaborar com a universidade.

A reunião ainda tratou sobre o Parque Tecnológico do Tapajós. De acordo com Lourenço, a iniciativa vem ao encontro de necessidades muito atuais como a construção de empresas e a formação de pessoas que atuarão dentro dessas empresas. O próximo encontro da Comissão de Implantação da Ufopa deverá ser realizado neste mês, em Brasília, na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Durante a reunião, será consolidada a primeira versão do documento final sobre a universidade que será apresentado ao Ministério da Educação.

Informações sobre as ações da Sedect podem ser obtidas no site www.sedect.pa.gov.br.

Fonte: Gestão CT

8º Congresso Regional de Informação em Ciências da Saúde

O 8º Congresso Regional de Informação em Ciências da Saúde, que será realizado de 16 a 19 de setembro, no Rio de Janeiro, apresentará estudos em comunicação científica e técnica para a inovação em saúde.

Serão abordados os principais temas contemporâneos relacionados com o desenvolvimento da saúde e a democratização do acesso à informação e intercâmbio de conhecimento científico em saúde.

O evento é organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), pelo Ministério da Saúde e pelo Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme).

Mais informações: www.crics8.org/php/index.php

Fonte: Agência FAPESP

Fapesb lança Edital de Apoio a Incubadoras de Empreendimento Econômicos Solidários

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) lançou na segunda-feira (8) o Edital de Apoio a Incubadoras de Empreendimentos Econômicos Solidários.

O edital foi lançado em parceria com as secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti/BA) e de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).

Com recursos totais no valor de R$ 4 milhões, o edital vai financiar projetos para a criação ou fortalecimento de incubadoras de empreendimentos econômicos solidários.

Em texto da Fapesb, o diretor de inovação da fundação, Elias Ramos de Souza, explicou que além de favorecer a geração de emprego e renda, o edital visa à sustentabilidade dos empreendimentos nos aspectos econômicos, sociais, políticos e de gestão.

Data limite para preenchimento do formulário online é 20 de outubro de 2008, até as 18h, por meio do site www.fapesb.ba.gov.br. Já a data limite para postagem das propostas e documentos solicitados é no dia 21 de outubro de 2008. As propostas devem ser enviadas, exclusivamente, por via postal (Sedex ou serviços expressos) para o endereço Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Rua Aristides Novis, n°203, Colina de São Lázaro. CEP: 40210-720 – Salvador (BA).

O edital tem três modalidades: a primeira prevê a interação da comunidade onde o empreendimento será instalado com universidades e centros de pesquisa. Noutra modalidade, de caráter temático, o projeto submetido para o edital deve contemplar empreendimentos que atuem no segmento produtivo específico da pesca, cujo público assistido seja formado por pescadores. O edital, na terceira modalidade, deve atuar em prol de incubadoras que desenvolvam atividades econômicas próprias da vocação do território onde o empreendimento será implantado. Para concorrer ao edital, os projetos devem obedecer às características de uma das modalidades previstas e ter o valor máximo de R$ 235 mil.

Os coordenadores e parte da equipe executora dos projetos aprovados participarão de uma oficina de incubação, realizada pela Setre, com o propósito de disseminar e discutir os elementos conceituais acerca da temática da economia solidária, metodologias de incubação e de gestão participativa. A oficina também trará instruções sobre a metodologia de indicadores de desempenho de incubação e sobre as ferramentas de acompanhamento de incubação dos empreendimentos.
Podem submeter projetos, pesquisadores vinculados a instituições de nível superior e pesquisa, além de pessoas vinculadas a organizações da sociedade civil, sem fins lucrativos, com atividades voltadas para a economia solidária.

A íntegra do edital está disponível neste link. (Com informações da Fapesb)

Fonte: Gestão CT

4º Ciclo de Debates Socioambientais - "Avanços e desafios para a consolidação da avaliação ambiental estratégica no Brasil”

O 4º Ciclo de Debates Socioambientais discutirá o tema “Avanços e desafios para a consolidação da avaliação ambiental estratégica no Brasil” no dia 1º de outubro, na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo, na capital paulista, conhecida como USP Leste.

O encontro terá como debatedores Volney Zanardi Júnior, diretor do Departamento de Licenciamento e Avaliação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, e o professor Luis Enrique Sánchez, da Escola Politécnica da USP e ex-diretor e membro atual da International Association for Impact Assessment (IAIA)

O evento é gratuito e não é preciso fazer inscrição prévia.

Mais informações pelo e-mail

Fonte: Agência FAPESP

Comissão especial para elaborar proposta de criação da Urbe se reunirá pela segunda vez

Na próxima segunda-feira (15), a comissão especial para elaboração da proposta de criação da Universidade Regional de Brasília e Entorno (Urbe) se reunirá no Centro de Convenções Israel Pinheiro, localizado às margens do Lago Paranoá, Lago Sul, às 14h30.

A reunião de instalação do grupo aconteceu ontem (10) com a presença do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. O diretor de Relações Institucionais da ABIPTI, Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque, informou que para o governo do DF a universidade já existe, levando em consideração as cinco escolas já existentes na capital: Escola de Música de Brasília, que apesar de não ter curso de nível superior, passaria a ter, ao integrar a Urbe; a Faculdade de Medicina da Escola Superior de Ciência da Saúde (ECS), que teve elogios como uma faculdade de excelência por parte de membros da comissão, como Fabíola de Aguiar Nunes, da Fiocruz; a Faculdade de Enfermagem, também da (ECS); a Escola de Polícia do Distrito Federal; e a Escola de Governo do Distrito Federal (EGov).

“O governador falou muito sobre as engenharias, como área relevante, e lembrou que a cidade satélite de Águas Claras é considerada, hoje, como o terceiro maior canteiro de obras da América do Sul”, disse Lynaldo Cavalcanti. O diretor de relações institucionais da ABIPTI, que é engenheiro civil, assim como o governador Arruda, informou ainda que pelo fato de o Distrito Federal não ter escolas na área de engenharias, ele ficou responsável, pela sua experiência, em levar para a reunião de segunda-feira proposta para criação de cursos de engenharia no âmbito da Urbe.

“O secretário de C&T do DF, Izalci Lucas, falou que devemos nos espelhar no ITA [Instituto Tecnológico da Aeronáutica] para os cursos de engenharia, mas frisei que devemos utilizar também como benchmarking os centros de ensino de engenharia das cidades de São Carlos (SP) e do Estado de Santa Catarina”, disse Lynaldo Cavalcanti.

Outra contribuição do secretário de C&T do DF, Izalci Lucas, foi com relação aos parques Tecnológico Capital Digital, Biotecnologia e o de Agronegócio. Lucas disse que os parques são parte integrante do esforço de criação da Urbe.

Urbe
A comissão especial para elaboração da proposta para criação da Urbe foi criada por meio do Decreto nº 29.414, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal, do dia 21 de agosto deste ano.

Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque compõe a comissão como especialista na área de educação. Os outros membros da comissão são: deputada distrital Eurides Brito da Silva; Rosângela Conde Watanabe; Mourad Ibrahim Belaciano; Carlos Alberto Farias Galvão; Heitor Gurgulino de Souza; Rubens de Oliveira Martins; Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque; Genuíno Bordignon; Fabíola de Aguiar Nunes; Paulo Roberto Menezes Lima; Pe. Décio Batista Teixeira; e Mario Magalhães.

Segundo Lynaldo Cavalcanti, o governador Arruda quer a proposta pronta no dia 30 de setembro.

Fonte: Fabiana Santos / Gestão CT

Misa - Museu Interativo do Semi-Árido - tem programação para Primavera dos Museus

Nos dias 19 a 21 de outubro, o Museu Interativo do Semi-Árido (Misa) realiza, no Shopping Luiza Motta, em Campina Grande (PB), atividades no âmbito do evento Primavera dos Museus, realizado nacionalmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituição associada à ABIPTI.

Dentro da programação do Misa consta o lançamento do 1º Concurso de Fotografias Revelando as Belezas do Semi-Árido, destinado ao público em geral (categoria amador); exposição itinerante – Viver e Compreender o Semi-Árido; e a exposição Paisagens e Detalhes da Caatinga.

Concurso
As inscrições para o concurso de fotografias podem ser feitas pessoalmente no Museu Interativo do Semi-Árido, situado no Campus da UFCG de Campina Grande, ou pelos Correios, até o dia 10 de outubro de 2008. O regulamento e ficha de inscrição já estão no link: www.museusemiarido.org.br/.

O concurso é uma realização do Misa_Peasa/UFCG e da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (PaqTcPB), também associada à ABIPTI, com apoio da Data Shop Informática, Lab Filmes, Trajjetus Turismo e Shopping Luiza Motta. O tema dos trabalhos é a natureza e as belezas da região Semi-Árida. As fotos poderão mostrar árvores, flores, parques, paisagens, plantas, aves, animais e áreas preservadas, exclusivamente do Semi-Árido. Não serão aceitas fotografias que já tenham sido publicadas, exibidas em público, recebido algum prêmio ou de outras localidades.

Uma comissão julgadora selecionará as 30 melhores fotografias que serão ampliadas para serem exibidas no site do Misa. Posteriormente, a exposição percorrerá escolas, entidades e outros locais que desejarem sediar a mostra.

A divulgação do resultado oficial e entrega dos prêmios aos fotógrafos, autores das três fotos premiadas, ocorrerá na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que acontece de 20 a 26 de outubro.

Informações adicionais podem ser obtidas no Misa pelo telefone (83) 3310-1591.Com informações do Misa)

Fonte: Gestão CT

ABIPTI encaminha à Finep Moção de Apoio ao Modernit

Foi encaminhada, ontem (11), pela ABIPTI, à diretoria da Finep, uma Moção de Apoio ao Programa de Qualificação e Modernização dos Institutos de Pesquisa Tecnológica (Modernit). A ABIPTI encaminhou a moção por solicitação dos 25 institutos de pesquisa tecnológica participantes do edital do programa. A moção é um dos resultados do 1º Seminário de Avaliação do Modernit, realizado no último dia 2, em Brasília, pela Área de Institutos Tecnológicos e Pesquisa (AITP/ Finep), em parceria com a ABIPTI.

Segundo o texto, as instituições presentes no seminário deliberaram como sendo de extrema importância encaminhar à apreciação do MCT/Finep as considerações com o propósito de apoiar a consolidação e o fortalecimento contínuo do segmento de institutos de pesquisa tecnológica.

Entre os pontos abordados no documento, os institutos consideram imprescindível que, no contexto do processo de planejamento estratégico em curso na Finep, sejam especialmente fortalecidas as áreas da agência mais diretamente relacionadas com as demandas dos institutos de pesquisa tecnológica, em especial à AITP/Finep; sugerem que o Modernit seja fortalecido e ampliado, mantendo-se a sua especificidade setorial, com base na experiência já acumulada na Finep e, em especial, nas oportunidades de aperfeiçoamentos identificados pelo público alvo desse programa; sugerem que seja disponibilizado um ambiente de relacionamento virtual (Comunidade de Prática) em suporte à gestão do conhecimento resultante do processo de acompanhamento dos editais e chamadas, com vistas à melhoria contínua do planejamento e gestão dos processos de fomento e no fortalecimento das redes de instituições em processo de estruturação (Sibratec); entre outros pontos.

O documento pode ser conferido na íntegra por este link.

Fonte: Gestão CT

1,2 mil professores paulistas concluem o Programa Especial de Formação Pedagógica de Ensino Profissional Técnico

Professores recebem certificado do governo de SP
Os cerca de 1,2 mil professores paulistas que concluíram o Programa Especial de Formação Pedagógica para as disciplinas do Ensino Profissional Técnico (o antigo Esquema 1), ministrado pelo Centro Paula Souza, receberam, no dia 6, o certificado de conclusão. A cerimônia contou com a participação do governador de São Paulo.

A idéia do curso é oferecer ao professor graduado a licenciatura, titulação fundamental para o exercício do magistério. A ação teve a duração de 540 horas/aula, sendo ministrada entre setembro de 2007 e agosto de 2008, em São Paulo, e em 13 cidades do interior do Estado.

Na ocasião, o governador avaliou que a qualidade do ensino técnico e tecnológico depende do que acontece dentro da sala de aula, da capacidade, boa vontade e compromisso dos professores. Por esse motivo, ele convocou os profissionais da área a emanciparem o Estado nas matérias técnica e tecnológica. “São Paulo depende de vocês”, afirmou.

Ele ainda lembrou do esforço do governo do Estado para a expansão do ensino técnico e tecnológico. De acordo com o governador, a meta é dobrar o número de Fatecs até 2010, subindo de 26 faculdades de tecnologia para mais de 52. “Já temos 45. Estamos quase cumprindo a meta nos dois primeiros anos de governo”, disse.

As Escolas Técnicas (Etecs) serão contempladas com 100 mil vagas, que se somarão às 70 mil já existentes há dois anos, totalizando 170 mil vagas no ensino técnico. Além disso, as vagas de ensino médio do Centro Paula Souza também serão ampliadas. Em 2007, a instituição tinha 20 mil alunos e a meta para 2010 é chegar a 70 mil. “O ensino médio dentro do Paula Souza é o melhor ensino público do Estado e um dos melhores do Brasil”, afirmou.

Informações sobre as ações do governo de São Paulo na área de C&T podem ser obtidas no site www.desenvolvimento.sp.gov.br/. (Com informações da Secretaria de Desenvolvimento)

Fonte: Gestão CT

Sedect e Fapespa comemoram 1 ano em seminário

O governo do Estado do Pará anunciou, no dia 4, que investirá R$ 30 milhões para criar uma infra-estrutura de telecomunicações capaz de atender as instituições públicas de ensino e pesquisa sediadas no Estado. A informação foi dada durante o seminário “Rede pública de comunicação da Amazônia: proposta de integração em ciência, tecnologia e inovação”.

A realização do evento foi uma homenagem ao um ano de criação da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapespa). Durante a abertura, o presidente da Fapespa, Ubiratan Holanda, destacou as ações executadas pelo órgão para se tornar fundamental para o fomento à pesquisa.

Ele ainda afirmou que a criação de uma rede de alta confiabilidade de comunicação na Amazônia possibilitará compartilhar dados e informações com maior rapidez e de forma integrada, fazendo com que estas informações cheguem às mais distantes localidades da região amazônica. “Aliar ciência, tecnologia e inovação ao desenvolvimento humano, agregando valores sociais a todos os projetos que promovam o desenvolvimento do Estado, explorando recursos e colocando-os a serviço das comunidades. Essa é a meta da Fapespa”, disse.

Na ocasião, ele lançou oficialmente o relatório com informações sobre projetos e programas de bolsas da Fapespa entre 2007 e 2008. Já o secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Pará, Maurílio Monteiro, ressaltou o esforço do Estado em induzir um novo modelo de desenvolvimento por meio da rede de comunicação publica. “Até o final deste ano, vamos beneficiar mais de um milhão de usuários em todo o Estado. Essa integração será extremamente produtiva para a Fapespa, ajudando a desenvolver pesquisas e interligando instituições”, afirmou. Ele ainda lembrou que, até o final de 2008, a fundação fornecerá mais de dez mil bolsas de pesquisa.

Informações sobre as ações da Sedect podem ser obtidas no site www.sedect.pa.gov.br. Para conhecer mais sobre a Fapespa, acesse o site www.fapespa.pa.gov.br. A Fapespa é associada à ABIPTI. (Com informações da Sedect/PA)

Fonte: Gestão CT