quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Biomassa do eucalipto pode ser tão boa – ou até melhor – do que o bagaço da cana-de-açúcar para a produção de biocombustíveis


Eucalipto no páreo
“O eucalipto pode ser tão bom e eventualmente até melhor do que a cana-de-açúcar para a produção de biocombustíveis a partir da biomassa gerada na plantação dessas culturas.”

A afirmação de Carlos Alberto Labate, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), foi feita aos pesquisadores presentes na primeira edição do Simpósio sobre Etanol de Celulose, cujas atividades foram concluídas na tarde desta quarta-feira (10/9) na sede da FAPESP.

“O eucalipto é uma árvore incrível e, o Brasil, um país de muita sorte por ter todas as condições necessárias para a alta produtividade da cultura. A indústria florestal brasileira, uma das melhores do mundo e que serve de referência para vários países, está interessada em entender como a biomassa do eucalipto pode ser usada para a produção de etanol. Trata-se de uma nova revolução da química verde”, disse no evento realizado no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN).

Sem deixar de reconhecer que a cana-de-açúcar é uma das principais fontes de biomassa para a geração de energia, Labate, que é professor do Departamento de Genética da Esalq, destacou a importância das cascas do eucalipto.

Atualmente, esses resíduos permanecem no solo das plantações após a extração do tronco da árvore, que normalmente é destinada à indústria de papel e celulose. “Uma quantidade razoável de casca é dispensada no solo com o corte da madeira, algo em torno de 20 toneladas por hectare. Ao ser fermentado ao longo dos anos, esse material libera gases do efeito estufa”, disse Labate.

“Sabendo que as indústrias do setor florestal estão preocupadas com as questões dos impactos ambientais, uma forma de despertar ainda mais o interesse é mostrar o valor econômico dos resíduos desperdiçados, que podem tanto ser usados para produzir bioetanol como biopolímeros. A casca do eucalipto é uma ótima fonte de carbono de baixo custo”, explica.

Em sua palestra, intitulada The eucalypt as a source of cellulosic ethanol, Labate mostrou estudos conduzidos por sua equipe no Laboratório Max Feffer de Genética de Plantas, que comprovam que a composição da casca do eucalipto é mais favorável do que o bagaço da cana em termos de açúcares fermentáveis: a quantidade de pentoses (monossacarídeos de cinco carbonos) inibitórias ao processo de fermentação está presente, segundo ele, em menor quantidade na casca do eucalipto.

“Além disso o eucalipto possui o dobro de hexoses, que são açúcares fermentáveis como sacarose, glicose, frutose e galactose, em relação ao bagaço da cana. Isso significa que, teoricamente, o potencial do eucalipto para a fermentação é maior do que o da cana. O problema é que ainda não temos o hidrolisado tanto da casca como do bagaço para fermentar e estudar. O potencial do eucalipto existe, mas ele precisa ser melhor pesquisado”, apontou Labate.

Segundo ele, atualmente existe apenas uma empresa no mundo, localizada no Canadá, que acaba de ser inaugurada para a produção de etanol a partir da celulose de madeira. “Como, de modo geral, o custo de produção de papel aumentou muito, as indústrias no hemisfério Norte estão tentando buscar novas alternativas econômicas para a floresta”, disse.

Ele também comparou a quantidade de biomassa anual gerada pela cana-de-açúcar e pelo eucalipto no Estado de São Paulo. Enquanto a cana produz em torno de 10,6 toneladas de bagaço por hectare em um ano, o eucalipto chega a gerar de 23 a 25 toneladas de biomassa por hectare, no mesmo período, com alto potencial para serem transformadas em energia.

Para Labate, outro fator de interesse pelo eucalipto se relaciona com a área total da floresta plantada no Brasil, que gira em torno de 5,6 milhões de hectares, sendo pelo menos 3,5 milhões de eucalipto, o que insere o país entre os três maiores fornecedores mundiais de papel para impressão.

“A previsão para 2015 é que essa área plantada de eucalipto cresça para 4,3 milhões de hectares. Uma das razões desse crescimento é a forte demanda da China por papel e o Brasil deve aproveitar essa oportunidade de crescimento da plantação para a extração de energia da biomassa”, disse.

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Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

1º Encontro Regional da Sociedade Brasileira de Sociologia

O 1º Encontro Regional da Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS) será realizado em Manaus (AM) entre os dias 16 e 19 de setembro.

O evento será sediado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A conferência de abertura, com o título “Amazônia: em busca de novas abordagens”, será apresentada pela coordenadora do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará (UFPA), Edna Maria Ramos de Castro.

O objetivo do encontro é abrir um espaço de interação e reflexão entre professores, pesquisadores, estudantes e instituições do Norte. O programa incluirá minicursos, oficinas, fóruns, painéis, mesas-redondas e 11 grupos de trabalho.

Mais informações: www.encontronortesbs.com.br

Visite o site da SBS: www.sbsociologia.com.br/

Fonte: Agência FAPESP

Brasil deve se preparar para defender sua soberania sobre os campos de pré-sal


As manobras que as Forças Armadas vão fazer a partir do próximo dia 12 sobre as bacias petrolíferas de Santos, Campos e Espírito Santo, batizadas de Operação Atlântico, são necessárias para o país garantir a soberania das jazidas de petróleo recém-descobertas na camada pré-sal.

A opinião é do estrategista militar Geraldo Cavagnari, membro e fundador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade de Campinas (Unicamp). Segundo ele, o Brasil tem que mostrar ao mundo que suas fronteiras estão sendo vigiadas, principalmente depois da descoberta do petróleo pré-sal, que “aumentou a cobiça sobre as águas brasileiras”.

Cavagnari lembrou que um dos produtos associados à extração petrolífera é o gás, que tanto poderá ser processado em alto-mar quanto vir à terra por gasodutos. “A Marinha precisa ter uma presença efetiva para evitar sabotagens e para isso é necessário muito investimento, incluindo o submarino nuclear, que é imprescindível”, disse Cavagnari, que é coronel da reserva.

Sobre as manobras militares que a Venezuela fará com a Rússia no Caribe, o militar afirmou que não representam qualquer ameaça ao Brasil. Ele chama a atenção, porém, para os últimos desdobramentos da crise entre Rússia e Estados Unidos por causa do escudo anti-mísseis que os americanos estão instalando nos países da antiga Cortina de Ferro, no leste europeu.

“Pode-se configurar um novo cenário de Guerra Fria. Este é o momento de o Brasil, usando recursos do petróleo, investir nas Forças Armadas, para garantir equipamentos, alto nível de prontidão e capacidade de pronta resposta”, afirmou Cavagnari.

Outras polêmicas recentes foram a chegada de navios norte-americanos para prestar ajuda humanitária à Geórgia, país aliado dos Estados Unidos que foi invadido pela Rússia após conflitos em províncias separatistas, e a declaração do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de que fará manobras militares conjuntas com a Rússia no Caribe.

Fonte: Agência Brasil

LHC : O primeiro teste

Primeira volta no LHC
O grande dia do grande experimento chegou. Depois de duas décadas de planejamento e quase uma para construção, a Organização Européia para a Pesquisa Nuclear (Cern) ligou o maior instrumento científico já construído pelo homem, o LHC, ou “grande colisor de hádrons”.

Ainda é apenas um teste, o primeiro. A inauguração oficial do gigantesco acelerador de partículas que custou mais de US$ 8 bilhões, instalado na fronteira entre a França e a Suíça, está marcada para 10 de outubro. Mas a animação de milhares de pesquisadores em todo o mundo é fácil de entender.

O LHC traz a promessa de responder a alguns dos mais profundos mistérios da ciência, ao investigar as partículas mais elementares da matéria e replicar fenômenos que tiveram lugar durante o Big Bang, a explosão que teria dado origem ao Universo.

A primeira leva de prótons se deslocou por alguns instantes quase à velocidade da luz pela estrutura circular de 27 quilômetros, a cerca de 100 metros abaixo da superfície. O momento histórico ocorreu às 5h28 (hora de Brasília) desta quarta-feira (10/9), pouco antes de garrafas de champanhe serem abertas no Cern, mesmo local em que o inglês Tim Berners-Lee criou a web em 1990.

“É um momento fantástico. Agora, poderemos olhar para a frente, rumo a uma nova era de compreensão a respeito das origens e da evolução do Universo”, disse Lyn Evans, diretor do projeto do LHC.

“O LHC é uma máquina de descobertas. Seu programa de pesquisa tem o potencial de mudar nossa visão do Universo de forma profunda, continuando uma tradição de curiosidade que é tão antiga como a própria humanidade”, disse Roberty Aymar, diretor-geral do Cern.

“Máquina de descobertas”, “acelerador de respostas” ou simplesmente LHC, a estrutura foi projetada para acelerar partículas a energias até então impensáveis, de mais de 5 trilhões de elétron-volts, de modo que ocorram choques entre elas. As colisões, acreditam os cientistas, recriariam cenário semelhante ao ocorrido apenas um trilionésimo de segundo após o Big Bang.

Trata-se de algo jamais tentado e que, por isso mesmo, ninguém sabe ao certo qual será o resultado. Centenas de cientistas de mais de 80 países (entre os quais o Brasil) que participam do projeto não sabem o que acontecerá e quais leis prevalecerão após tais colisões.

“O fato de haver muitas teorias significa que não temos uma pista do que vai ocorrer. E é justamente isso que torna o LHC tão empolgante”, disse Pier Oddone, diretor do Acelerador do Laboratório Fermi, nos Estados Unidos, ao The New York Times. Até a estréia do LHC, estava no Fermilab o maior acelerador de partículas do mundo.

A partir do ano que vem, quando o LHC estiver em pleno funcionamento, muitos físicos esperam ver materializada uma partícula até hoje hipotética, o bóson de Higgs, teorizado pelo professor emérito da Universidade de Edimburgo, na Escócia, Peter Higgs.

De integrar a misteriosa matéria escura que envolve grande parte do Universo a revelar novas dimensões no espaço-tempo, o bóson reúne tantas possibilidades que chega a aproximar a ciência da ficção. Com o LHC, os cientistas poderão tentar identificar primeiro se a partícula existe e, depois, qual o seu papel.

Mais informações: public.web.cern.ch

Fonte: Agência FAPESP

Anvisa: 27 mil embriões podem ser doados para pesquisa no Brasil

Estão cadastrados oficialmente no Brasil, até o momento, 47.570 embriões humanos produzidos por meio de fertilização in vitro e ainda não utilizados no respectivo procedimento. O dado é do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), criado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para estabelecer quantos embriões podem ser destinados para estudos científicos e terapia.

Do total, 26.887 podem ser doados, sendo que 25.120 são disponíveis e 1.767 são inviáveis para fins de reprodução. A estimativa da Anvisa, no entanto, é de que os números sejam maiores. Podem chegar a 110 mil a quantidade de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro. Das cerca de 120 clínicas de reprodução humana existentes no país, apenas 50 encaminharam as informações para o SisEmbrio.

O estado de São Paulo obteve o congelamento do maior número de embriões, 24.807, o equivalente a 52,1% do total. Destes, 14.244 podem ser doados, sendo que 12.558 são disponíveis e 1.686 são inviáveis. A análise é de que, além de São Paulo contar com mais clínicas de fertilização in vitro,grande parte dos estabelecimentos sediados no estado aderiram ao SisEmbrio. Em seguida, aparecem Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Os bancos de células e tecidos germinativos que não fizeram o cadastramento podem destinar embriões para pesquisa, desde que atendam ao Decreto 5.591/2005. Mesmo assim, estas clínicas incorreram em infração sanitária. As penalidades são aplicadas de acordo com a Lei 6437/1977 e podem ser advertência, interdição, cancelamento de licença e/ou multa de até R$ 2 milhões. A fiscalização cabe às Vigilâncias Sanitárias dos estados e municípios.



SisEmbrio
A transmissão de dados é realizada pelos próprios Bancos de Células e Tecidos Germinativos, conhecidos como clínicas de reprodução humana. Elas podem liberar o material para uso terapêutico de terceiros ou do próprio doador. Os pré-requisitos para a instalação e funcionamentos destes estabelecimentos constam da RDC 33/06.

O SisEmbrio foi instituído por meio da Resolução RDC 29/2008. As clínicas tiveram até 10 de agosto para encaminhar as informações sobre embriões produzidos até 31 de dezembro de 2007 e não utilizados em fertilização in vitro. Os dados sobre embriões produzidos após esta data devem ser atualizados uma vez a cada ano pelos bancos.

A elaboração do SisEmbrio foi tema de consulta pública realizada pela Anvisa. As contribuições enviadas para a elaboração do sistema fazem parte do livro “Bioética e Vigilância Sanitária”, assinado pelo diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, pelo presidente da Sociedade Brasileira de Bioética, Volnei Garrafa e pela pesquisadora Dora Porto. O artigo foi publicado pela Revista Brasileira de Bioética (nº 4, vol. 3, 2007).

Pesquisas
O artigo 5º da Lei de Biossegurança (11.105, de 24 de março de 2005), regulamentada pelo Decreto 5591/05, permitiu o uso, para fins de pesquisas e terapia, de células-tronco embrionárias retiradas de embriões humanos produzidos por meio de fertilização in vitro e não utilizados.

O dispositivo foi alvo de uma ação direta de inconstitucionalidade movida pela Procuradoria-Geral da República. Em 29 de maio de 2008, o Supremo Tribunal Federal julgou a ação e aprovou a realização das pesquisas.

As células-tronco embrionárias podem se converter em praticamente todos os tecidos do corpo humano. A maioria das técnicas utilizadas exige a destruição do embrião.

Pela legislação brasileira, podem ser utilizados apenas os embriões inviáveis (com alterações genéticas ou morfológicas que tenham comprometido seu desenvolvimento) e os disponíveis (aqueles que congelados até 28 de março de 2005, já tenham completado três anos de congelamento). Em qualquer caso, é necessário o consentimento dos doadores, devendo ser preservado o sigilo. O dado é do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio).

Fonte : Assessoria de Imprensa da Anvisa

Encontro Virtual de Documentação em Software Livre

Estão abertas, até 30 de setembro, as inscrições de trabalhos para apresentação na terceira edição do Encontro Virtual de Documentação em Software Livre.

O evento, que ocorrerá de 19 a 21 de novembro, na internet, abrangerá discussões sobre diversos temas relacionados às áreas interdisciplinares no campo dos estudos da linguagem, lingüística e da tecnologia da informação.

O objetivo é proporcionar discussões em torno da documentação em software livre em duas esferas principais: a difusão de conhecimentos da área e sua formatação (adequação lingüística).

No âmbito do encontro ocorrerá ainda o 1º Seminário de Linguagem e Tecnologia, de 20 a 24 de outubro, promovido pela linha de pesquisa em Linguagem e Tecnologia da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Mais informações: evidosol.textolivre.org

Fonte: Agência FAPESP

Fapeam lança edital para Prosipam

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) abriu o prazo de inscrições para o Edital 012/2008, que seleciona pesquisadores para o Prosipam, o Programa de Capacitação Científica e Tecnológica para o Desenvolvimento de Estudos e Projetos Aplicados ao Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

Segundo a Fapeam, o programa de fluxo contínuo destinará bolsas a doutores, mestres, graduados ou técnicos de nível médio. O objetivo do Prosipam é estimular e fomentar o desenvolvimento de pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação nos Centros Técnicos e Operacionais do Censipam (CTO), localizados em Manaus e Porto Velho. Os projetos devem contemplar temas ligados às atividades inerentes ao Censipam na região amazônica.

Os temas apontados no edital são “Meio Ambiente – Proteção Ambiental”; “Tecnologia de Informação – Telecomunicações”, “Sensoriamento Remoto – Radar Multipolarimétrico e Interferométrico Aerotransportado”, “Sensoriamento Remoto e Sistema de Informações Geográficas – Análise do Movimento Aéreo” e “Infra-Estrutura para dados”. Os quatro primeiros serão desenvolvidos no CTO Manaus e o último no CTO Porto Velho. Cada candidato só poderá apresentar projeto referente a uma área.

O Prosipam funciona por meio de convênio firmado entre a Fapeam, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (Sect). Os recursos para execução do programa são de R$ 2 milhões.

Mais informações: www.fapeam.am.gov.br

Fonte: Agência FAPESP

Para pesquisador americano, milho pode ser modelo útil para estudo das paredes celulares de plantas como a cana-de-açúcar

Milho como modelo
Mais estudado do que a cana-de-açúcar e próximo dela no aspecto evolutivo, o milho pode fornecer um modelo útil para o estudo das paredes celulares de gramíneas empregadas na produção de biocombustíveis, segundo Nicholas Carpita, professor de botânica e biologia das plantas na Universidade de Purdue, em Indiana, Estados Unidos.

O conhecimento sobre as paredes celulares é considerado fundamental para viabilizar o etanol de celulose, visto como o grande salto tecnológico para os biocombustíveis do futuro. Por videoconferência, Carpita apresentou, nesta quarta-feira (10/9), a palestra “Milho como um modelo genético para o melhoramento de gramíneas para bioenergia”, durante o 1º Simpósio sobre Etanol de Celulose, na sede da FAPESP.

De acordo com Carpita, que colabora com pesquisadores envolvidos com o Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), os genes relacionados com a parede celular compõem cerca de 10% do genoma da planta, correspondendo a cerca de 2,5 mil dos 25 mil genes do milho.

“Uma compreensão mais profunda da síntese, deposição e hidrólise de paredes celulares é crucial para se ter o controle genético de traços que contribuem para o rendimento e a qualidade da biomassa. Acreditamos que o milho é um modelo importante para a descoberta de genes relacionados a esse rendimento”, disse.

O cientista afirmou que a arquitetura das paredes celulares tem um papel central na regulação do crescimento celular das plantas e na diferenciação em tipos específicos de células. “Controlar a quantidade, a composição e a estrutura das paredes celulares em diferentes tipos de células terá impacto tanto na quantidade como no rendimento de açúcares fermentáveis a partir da biomassa voltada para produção de biocombustíveis.”

A resistência da biomassa da planta à degradação, segundo Carpita, varia em relação à maneira como os polímeros se entrecruzam e se agregam nas paredes celulares. “Novas tecnologias de imageamento fornecem oportunidade para estudar essas estruturas em seu estado natural. Se as paredes celulares são eficientes para destruir enzimaticamente e liberar açúcares fermentáveis, então precisamos de uma compreensão detalhada sobre sua organização estrutural”, disse.

Por ser geneticamente mais simples do que a cana-de-açúcar, de acordo com Carpita, o milho pode ser um bom modelo para o estudo das paredes celulares. Apesar disso, os resultados dos estudos não podem ser transpostos automaticamente para a cana.

“Nenhum modelo pode acomodar todas as variações celulares possíveis. Ainda assim o milho é um bom modelo, pois sua grande diversidade genética permite que se faça uma seleção dos traços de interesse mais importantes”, apontou.

Para dar uma idéia da diversidade genética do milho, Carpita comparou-a à de outras espécies. A variação genética entre todos os seres humanos não chega a 0,1%. A variação entre humanos e chimpanzés fica entre 1,23% e 1,34%. “Enquanto isso, a diversidade genética entre os tipos de milho chega a 1,9%”, disse.

Carpita concluiu destacando que as pesquisas genéticas e genômicas com o milho, e também com o sorgo, podem contribuir para identificação de genes que tenham influência na quantidade e qualidade de biomassa. “Esses resultados podem ser transponíveis para outras gramíneas voltadas para bioenergia, como a cana-de-açúcar.”

Fábio de Castro / Agência FAPESP

31º Simpósio Internacional de Ciências do Esporte

Com trinta edições já realizadas, o Simpósio Internacional de Ciências do Esporte consolida-se como um importante evento científico que têm reunido nos últimos eventos pesquisadores e instituições proporcionando um forte intercâmbio educativo/científico entre os participantes.

Pesquisadores, professores e alunos têm a oportunidade de se encontrar e interagir academicamente neste evento que terá como enfoque a Nutrição, Treinamento, Medicina Esportiva e a Atividade Física no mecanismo da evolução do desempenho humano.

O Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano Sul – CELAFISCS – vem por meio deste saber como faço para obter maiores informações referente à divulgação do XXXI Simpósio Internacional de Ciências do Esporte na Revista, que acontecerá no Centro de Convenções Rebouças.

Serviço:
Data: 9 a 11 de Outubro de 2007
Local: R. Enéas de Carvalho Aguiar, 23. São Paulo – SP
Maiores informações pelo site

Fonte: CELAFISCS