quinta-feira, 4 de setembro de 2008

MCT e CNPq lançam edital para apoio ao setor mineral

FNDCT destinará R$ 6,1 milhões para pesquisa, desenvolvimento tecnológico e capacitação de recursos humanos

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) lançaram hoje (4) edital para apoiar atividades de pesquisa, capacitação de recursos humanos e apoio a projetos para o Setor Mineral.

Os interessados em participar das chamadas têm prazo até 21 de outubro. Os resultados serão divulgados a partir de 27 de novembro, e os contratos terão início em 4 de dezembro próximo.

Os recursos também podem ser aplicados no desenvolvimento de tecnologias para Sistemas Produtivos Locais do Setor Mineral (APLMineral). Serão disponibilizados R$ 6,1 milhões por meio do Fundo Setorial Mineral (CT-Mineral), pertencente ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Os projetos selecionados terão prazo de execução de 36 meses.

O edital prevê recursos para duas chamadas. Para a primeira serão destinados R$ 3,6 milhões. Cada projeto poderá receber entre R$ 250 mil e R$ 500 mil, que podem ser aplicados em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação aplicados às seguintes linhas temáticas, definidas com base no Projeto Tendências Tecnológicas para o Setor Mineral.

Para a segunda chamada serão mais R$ 2,5 milhões, voltados para o apoio a projetos cooperativos que receberão entre R$ 100 mil e R$ 500 mil. Os recursos serão destinados ao financiamento de Tecnologias de Sistemas Produtivos Locais (SPL) do Setor Mineral com prioridade para os segmentos de rochas ornamentais, cerâmica vermelha e de revestimento, gemas e jóias, gesso, pegmatitos e calcário e cal, visando à inserção, transferência e difusão de tecnologias, dentro das seguintes linhas temáticas. Veja aqui o edital. (Rafael Godoi - Assessoria de Comunicação do MCT)

Fonte: Agência CT

40 lagos não cadastrados são localizados no Amazonas

Satélite localiza 40 lagos não cadastrados no Amazonas
Este ano, a identificação e a localização geográfica de 40 lagos ainda não reconhecidos é um dos resultados do processo e análise das imagens Ikonos 2, realizada pelo Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB) e do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Esse resultado evidencia a importância do Sistema de Informação Geográfica (SIG) para a gestão das reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDSM/MCT) e Amaná (RDSA), no Amazonas, por meio da atualização das bases cartográficas, que dão apoio às atividades desenvolvidas naquelas duas unidades de conservação.

Os lagos identificados, ainda não cadastrados em nenhuma base de dados, foram localizados nos setores Jarauá, Tijuaca e Coraci, os dois primeiros localizados na Reserva Mamirauá e o último, na Reserva Amaná. A partir dessa informação, é possível incrementar as ações de manejo naquelas áreas, colaborando, assim, com a sustentabilidade ecológica, sempre com a participação dos moradores.

O objetivo do SIG é criar sistemas de informação geográfica sobre a pesca, o desmatamento e o uso do solo nas margens dos corpos d’água da RDSM e da RDSA, com o uso de imagens de alta definição.

Dessa forma, o sistema é uma ferramenta útil para organizar informações e planejar ações. O SIG do IDSM atende a solicitações dos pesquisadores do Instituto, além de acompanhar os monitoramentos e pesquisas desenvolvidas nas Reservas, entre elas o mapeamento de áreas de uso florestal e monitoramento de fauna. (Maria Carolina Ramos - Assessoria de Imprensa do Instituto Mamirauá)

Fonte: Agência CT

Exercício físico e disfunção erétil

Pesquisa mostra que atividade física regular pode prevenir ou atenuar problema

Pesquisa inédita desenvolvida no Departamento de Farmacologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp avaliou os benefícios da atividade física regular na disfunção erétil.

O estudo, que foi tema da tese de doutorado ("Influencia da atividade física na função erétil de ratos com deficiência cronica de óxido nítrico" ) do farmacêutico Mário Ângelo Claudino, foi orientado pelo professor Edson Antunes, ex-coordenador da subcomissão de Pós-Graduação em Farmacologia da FCM. A pesquisa teve também a colaboração da professora Angelina Zanesco, do Departamento de Educação Física da Unesp (Rio Claro).

Estudos epidemiológicos têm comprovado que a atividade física aeróbia diária previne e combate a hipertensão arterial, o diabetes e o colesterol, fatores de risco para as doenças cardiovasculares. Entretanto, a maioria dos estudos tem priorizado os efeitos do exercício físico nessas patologias, dando pouca atenção à disfunção erétil. De acordo com Claudino, há na literatura internacional uma correlação negativa dessas doenças com a função erétil. Sabe-se que pacientes com pressão alta, colesterol e diabetes têm deficiência de óxido nítrico (NO) e uma predisposição maior para ter disfunção erétil.

“Diz um ditado popular que o exercício melhora tudo. A função erétil é proveniente, também, de uma melhora cardiovascular, pois leva ao relaxamento da musculatura lisa do corpo cavernoso e favorece a ereção peniana. O mecanismo que desencadeava isso nunca havia sido estudado. Resolvemos então analisar a correlação entre a atividade física e a disfunção erétil”, explicou Claudino.

A pesquisa começou em 2003 como um projeto piloto em ratos sadios dentro do Departamento de Farmacologia. Posteriormente, a investigação avançou para o estudo do treinamento físico sobre a disfunção erétil em animais submetidos a desordens como pressão alta e diabetes, que inibem a síntese do óxido nítrico.

A professora Angelina Zanesco, do Departamento de Educação Física da Unesp de Rio Claro, definiu os parâmetros para a intensidade e freqüência dos exercícios físicos. Os animais passaram por um período de adaptação até o início do programa de treinamento. Eles foram submetidos por oito semanas a sessões diárias de corrida em esteira. Após esse período, os pesquisadores passaram a avaliar o relaxamento do corpo cavernoso in vitro e a medir a pressão intracavernosa dos ratos in vivo. Os pesquisadores observaram que o condicionamento físico não somente prevenia como também melhorava, significativamente, a disfunção erétil instalada nos animais.

Apesar do estudo ter sido desenvolvido em ratos, o processo hemodinâmico e os mecanismos envolvidos na ereção peniana são similares aos de humano. Entretanto, alertou o pesquisador, existe a necessidade de estudos clínicos para confirmar os dados experimentais.

“A julgar pelos experimentos conduzidos em animais de laboratório, a atividade física regular moderada é uma boa estratégia não farmacológica no combate à disfunção erétil, pois controla a formação de radicais livres pelo estresse oxidativo e aumenta a biodisponibilidade de óxido nítrico”, disse Claudino.

O estresse oxidativo ocorre quando o sistema antioxidante das células não consegue controlar a produção excessiva de radicais livres. A produção excessiva de radicais livres pode causar danos celulares irreversíveis e morte celular. As células possuem um sistema antioxidante que atua contra o acúmulo desses radicais. O sistema antioxidante é formado por enzimas intracelulares e pelas vitaminas E, C, betacaroteno e ácido lipóico. Entretanto, o sistema antioxidante, apesar de eficiente, não remove completamente os radicais livres gerados pelas células.

A pesquisa demonstrou que o exercício físico crônico de intensidade moderada altera positivamente o funcionamento oxidativo das células e tecidos, aumentando os níveis de óxido nítrico que, por sua vez, aciona proteínas com função de reparo e prevenção de danos teciduais. “De fato, o óxido nítrico é o principal neurotransmissor de um sistema de sinalização intracelular que atua no tecido erétil, levando à ereção peniana”, explicou.

De acordo com a investigação, exercícios aeróbios como ciclismo, natação, subir e descer escadas, corrida leve em esteira ou em movimentos (trotar) realizados cinco vezes por semana, durante pelo menos 30 minutos, parecem favorecer a produção de óxido nítrico e combater os radicais livres, melhorando a disfunção erétil.

“O que ficou claro na pesquisa é que o treinamento físico tem um papel tanto preventivo como terapêutico, sendo eficiente tanto para reverter como atenuar a disfunção erétil”, explicou.

Um problema de saúde pública
A disfunção erétil é definida como a incapacidade do homem em alcançar ou manter a ereção peniana adequada para a prática sexual satisfatória. O problema ocorre em graus variáveis e pode ter causas psicológicas, físicas ou patológicas, prejudicando a qualidade de vida. Trata-se de um problema grave de saúde pública. Estima-se que acometa mais de 152 milhões de homens no mundo, e as projeções para 2025 apontam para 322 milhões. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), 40% a 46% da população masculina na faixa de 18 a 45 anos tem algum grau de disfunção erétil.

Apesar dos benefícios preconizados pelas atividades físicas, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístico (IBGE) mostram que 80,8% dos indivíduos adultos no Brasil são sedentários. Por isso, instituições e organizações de países desenvolvidos têm implementado esforços no setor de saúde pública para combater o sedentarismo, mediante campanhas de adoção de atividade física regular, visando melhorar a saúde individual e coletiva.

“O sedentarismo pode aumentar o grau de disfunção erétil de uma a duas vezes mais que em um indivíduo normal. Hoje, a disfunção erétil é tratada por meio de inibidores que atuam no mecanismo de relaxamento e contração do pênis. Em ambos os casos, o exercício físico pode ajudar”, comentou. Além do sedentarismo, o envelhecimento e o tabagismo também são apontados por estudos de outros especialistas como fatores de risco da disfunção sexual.

Tabu


Claudino revela que, quando falava para seus amigos que desenvolvia uma pesquisa sobre exercício físico e disfunção erétil, o tema gerava curiosidade e brincadeiras. “Alguns me perguntavam se podiam comprar uma esteira”, lembrou. O pesquisador alerta que ninguém deve fazer exercício físico sem acompanhamento profissional. Ele deixa claro que, dependendo do indivíduo, o exercício também não vai substituir uma terapia farmacológica, mas auxiliá-la. “Não é o futebol de final de semana que vai resolver o problema”, disse.

A disfunção erétil ainda é tratada como um tabu entre os homens. Poucos são aqueles que discutem o problema ou procuram soluções. Fatores psicológicos como estresse no trabalho ou problemas financeiros podem afetar o desempenho sexual. Por desconhecerem as causas, muitas se automedicam.

“Existem graus e fatores psicológicos e orgânicos envolvidos, separados ou em conjunto. Antes de sair por aí correndo para comprar um medicamento, o melhor é consultar um urologista para ver o que está acontecendo”, aconselha Claudino.

De acordo com Claudino, a pesquisa tem como objetivo maior conscientizar a população dos benefícios do exercício físico, tanto para as doenças cardiovasculares como para a disfunção erétil. No caso dos tratamentos, a pesquisa aponta para a possibilidade da inclusão dos exercícios físicos regulares como uma terapia complementar. “Parte do estudo foi publicada numa importante revista internacional na área de urologia, e parte deverá ser publicada brevemente. Exercício físico faz bem, não apenas para doenças cardiovasculares, mas também para a função erétil”, conclui.



Fonte: Edmilson Montalti / JU - Jornal Unicamp

Usp desenvolve simulador do sistema neuromuscular humano - ReMoto

ReMoto - Simulation system of spinal cord motor nuclei

Simulador neuromuscular
Cientistas de todo o mundo envolvidos em estudos fisiológicos acabam de ganhar um simulador do sistema neuromuscular humano. A ferramenta foi desenvolvida na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e está disponível gratuitamente na internet.

A novidade simula etapas fundamentais do processo de ativação dos músculos, desde os comandos cerebrais que ativam a medula espinhal até o envio desses sinais para a musculatura. O projeto foi desenvolvido como trabalho de doutorado por Rogério Cisi, orientado por André Fabio Kohn, professor do Laboratório de Engenharia Biomédica.

“É o primeiro simulador do sistema neuromuscular implementado em arquitetura web no mundo. Isso significa que usuários das mais variadas regiões do planeta poderão usá-lo, sem a necessidade de realizar download de outros programas ou de escrever linhas de comando ou de programação”, disse Kohn.

Denominado ReMoto, o projeto teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio a Pesquisa (para a aquisição de dois servidores) e Bolsa de Doutorado e está disponível em remoto.leb.usp.br/remoto/index.htm.

A ferramenta está voltada a pesquisadores que estudam, por exemplo, doenças que afetam o sistema nervoso e a musculatura. “O simulador representa medidas não invasivas realizadas em laboratório ou na clínica. A ferramenta permite analisar as causas neuronais e sinápticas que geraram uma dada atividade elétrica ou mecânica, incluindo a avaliação de reflexos medulares em função da atividade de todos os neurônios da medula espinhal e de todas as fibras musculares envolvidas nesse processo”, explicou Kohn.

Devido à complexidade do sistema neuromuscular humano, no entanto, o uso do simulador em sua plena potencialidade exige conhecimentos específicos de neurofisiologia pelos usuários, que podem inclusive modificar os parâmetros de simulação do sistema para o estudo de diferentes tipos de doenças.

“O ReMoto é uma poderosa ferramenta para testes de hipóteses. O pesquisador deve impor valores de parâmetros apropriados para a patologia em estudo, com base em conhecimentos obtidos de experimentos laboratoriais”, indicou.

Hipóteses necessárias
Segundo o professor da Escola Politécnica, em geral, durante pesquisas na área, chega-se a um ponto em que o conhecimento sobre como se comporta uma dada estrutura neuromuscular no contexto patológico deve ser obtido por meio do levantamento de hipóteses. O simulador pode, nesse caso, ser utilizado dentro das premissas de cada uma dessas hipóteses e seus resultados comparados com dados experimentais de pacientes.

“A idéia é que da comparação de resultados da simulação e resultados experimentais seja possível eliminar várias das hipóteses, quem sabe sobrando uma única. Por isso, o simulador é também de grande valia para pesquisadores em neurociência experimental e neurociência computacional que estudam neurônios únicos e isolados, bem como para aqueles que estudam como as redes desses neurônios funcionam”, disse.

Neurocientistas, engenheiros biomédicos e vários outros especialistas que estudam o sistema neuromuscular ainda têm uma série de questões a serem solucionadas sobre o seu funcionamento. “Entre elas está a descoberta de como é controlada a força muscular por parte do sistema nervoso em termos das atividades dos neurônios da medula, como se modifica o sinal elétrico gerado pelo músculo em diferentes condições de ativação pelo cérebro e qual o papel de alguns interneurônios da medula espinhal no controle da força muscular”, explicou.

Para ajudar a responder a essas perguntas, o ReMoto pode representar as etapas do processo de ativação dos músculos, em especial os comandos cerebrais que são mimetizados por atividades elétricas de disparos neuronais que chegam à medula e ativam os motoneurônios.

“Os motoneurônios são os neurônios que controlam diretamente as fibras musculares. Na medula há vários tipos de interneurônios, que fazem sinapses (conexões individuais) sobre os motoneurônios e afetam como estes irão responder tanto aos comandos cerebrais como aos fluxos de informação provenientes de nervos que ficam em um dado membro, como a perna”, explicou Kohn.

A atividade de cada motoneurônio se propaga por meio de um nervo até as fibras musculares, gerando uma breve contração. “A somatória dessas breves contrações em todos os grupos de fibras resultará na força muscular total”, disse Kohn, ressaltando que a atividade elétrica gerada pelas fibras musculares pode ser simulada pelo ReMoto como se fosse captada por eletrodos afixados à pele sobre o músculo em estudo.

Possíveis aplicações
O simulador poderá ser utilizado, entre outras aplicações, para avaliar os efeitos de perdas de unidades motoras na medula espinhal ou para verificar a diminuição do seu controle pelos comandos cerebrais, além de ajudar a identificar algumas das possíveis causas de tremores dos músculos identificados especialmente na clínica neurológica.

Antes de lançá-lo no Brasil, Kohn apresentou recentemente duas palestras sobre o ReMoto no exterior, uma no Laboratório de Engenharia do Sistema Neuromuscular da Politécnica de Turim, na Itália, e outra no Instituto de Neurologia, Queen Square, em Londres.

As platéias nos dois locais foram bastante distintas. No primeiro, a maioria do público era composta por engenheiros biomédicos especialistas no sistema neuromuscular, com ênfase na parte muscular. “A contribuição do simulador para esses profissionais está na geração dos comandos motores dirigidos às fibras musculares”, explicou.

Em Londres, a maior parte dos pesquisadores era de especialistas em sistema nervoso humano (são ou patológico). “A contribuição do simulador para eles está na possibilidade de estudar como alterações nos neurônios e nas sinapses da medula, bem como alterações nos comandos cerebrais que chegam à medula, afetam o comportamento motor do ser humano”, disse.

Segundo Kohn, diversos grupos de pesquisa em todo o mundo investigam problemas na área apenas do ponto de vista experimental, sem ferramentas que lhes permitam testar novos conceitos e hipóteses. “Alguns grupos têm engenheiros biomédicos associados que desenvolvem programas de simulação voltados para responder a perguntas específicas.”

“O uso do ReMoto via web deverá ter um primeiro impacto na investigação do comportamento do sistema neuromuscular são, uma vez que o estudo de patologias tem que ser fortemente baseado no estudo desses casos. Mas logo a ferramenta deverá ser utilizada para o estudo de patologias associadas principalmente à medula espinhal, nervos e músculos”, ressaltou Kohn.

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

Telescópios ajudarão a descobrir de onde vem tanta energia cósmica

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCT), Carlos Ganem, recebeu na terça-feira (2), em Brasília (DF), o físico Eduardo do Couto e Silva. PhD em Física e pesquisador do Laboratório Nacional da Universidade de Stanford (EUA) desde 1999, o brasileiro Eduardo Couto participou da equipe que projetou e construiu o Observatório Fermi - um conjunto de dois telescópios e um painel solar - colocado em órbita em 11 de junho último.

Couto explicou que existem telescópios que operam em várias freqüências de energia. Uns podem capturar infra-vermelho, outros, ondas de rádio ou Raio-X. A função principal do Late, o telescópio principal do Observatório Fermi, é capturar raios Gama. "De todas as freqüências emitidas, o raio Gama é a mais alta e a única capaz de atravessar a matéria, bem como também é a maior freqüência emitida pelos astros que compõem o universo", explicou.

O Observatório Fermi terá uma resolução muito melhor do que a de seu antecessor, o Egret, que ficou em órbita por nove anos. "Ele é capaz de captar 100 vezes mais raios Gama e completa uma volta ao redor da Terra em 96 minutos.

A sensação de paz e tranqüilidade que a maioria das pessoas sente quando admiram, à noite, um céu cheio de estrelas, é pura ilusão, garante o pesquisador. "No espaço ocorrem explosões cósmicas a todo tempo, com elevadas temperaturas, gerando campos magnéticos inimagináveis e aceleração de partículas. Existem certas explosões cósmicas muito poderosas, desprendendo energia equivalente à do Sol durante sua existência. Acreditamos que essas explosões podem ser a origem de um buraco negro", disse Couto. Por outro lado, os processos de conversão de energia ao redor de buracos negros são mais poderosos do que explosões nucleares.

A importância do Observatório Fermi está justamente aí. Ajudar os homens a entender de onde surge tanta energia, para onde ela vai e como se propaga. O projeto, que uniu a física de partículas e a astrofísica, foi desenvolvido por cinco países (França, Itália, EUA, Japão e Suécia). Couto foi o responsável pelo Centro de Operações Científicas do telescópio principal.(Assessoria de Comunicação da Agência Espacial Brasileira)

Fonte: Agência CT

Proantar ganha o navio polar Ocean Empress

Programa Antártico Brasileiro ganha navio polar
O Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), está investindo R$ 69 milhões na compra de um navio polar que servirá de apoio ao Programa Antártico Brasileiro.

Trata-se da embarcação de origem norueguesa Ocean Empress, cuja aquisição pela Marinha do Brasil deverá ser concluída nos próximos meses. Segundo a Finep, o navio está sendo equipado, em um estaleiro na Alemanha, com avançadas tecnologias para pesquisa oceanográfica e tem previsão de entrar em operação nos próximos 18 meses.

Entre as inovações que serão adaptadas ao navio está um conjunto de sensores que permite captar imagens do fundo do mar e depois processá-las de maneira tridimensional, o que torna possível a análise, em detalhes, de objetos e de toda a geologia marinha.

O Ocean Empress contará ainda com equipamentos para a coleta de água, areia e lama no fundo do mar, além de um sistema de posicionamento dinâmico capaz de manter a embarcação parada em um determinado local, mesmo em condições de tempo e vento desfavoráveis, permitindo uma coleta de dados mais precisa.

O navio, que tem capacidade para 106 pessoas e autonomia de 90 dias em alto-mar, contará com cinco laboratórios para pesquisa, sendo dois “molhados”, que poderão receber amostras retiradas do mar.

Neles poderão ser realizados todo tipo de pesquisa antártica nas áreas de meteorologia, geologia continental e marinha, oceanografia, biologia, astrofísica, geomagnetismo e geofísica nuclear.

Fonte: Agência FAPESP

Finep aprova mais 17 projetos

Diretoria da Finep aprova mais 17 projetos
A diretoria da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), em reunião nesta segunda-feira (1), aprovou 11 novos projetos não-reembolsáveis. Os recursos são destinados basicamente a fundações de amparo e desenvolvimento de pesquisa, universidades e institutos de ciência e tecnologia. O total de recursos não-reembolsáveis aprovados pela Finep chega a cerca de 43 R$ milhões.

Além do repasse de recursos para ciência, tecnologia e inovação, a agência de inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia aprovou outros seis projetos, que serão financiados por intermédio da linha 3 do Programa Inova Brasil. Esta modalidade reembolsável é destinada ao fortalecimento da competitividade das empresas. Ao todo, foram aprovados R$ 58 milhões em recursos. Veja aqui a lista dos projetos.

Fonte: Agência CT

1º Simpósio sobre Etanol Celulósico

A FAPESP promoverá, nos dias 9 e 10 de setembro, em sua sede, a primeira edição do Simpósio sobre Etanol Celulósico (I Symposium on Cellulosic Ethanol). O evento ocorre como parte do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), na linha de pesquisa de Biomassa para Bioenergia

O objetivo é definir estratégias para obtenção de etanol a partir da celulose da cana-de-açúcar por meios genéticos e bioquímicos. As estratégias que serão discutidas no encontro incluem métodos para tornar alterar a estrutura das paredes das células da cana-de-açúcar (formadas por microfibrilas de celulose, que envolvem as células) e para seleção de enzimas capazes de atacar essas paredes para obtenção de açúcares fermentáveis utilizados na produção de etanol.

A programação científica será aberta por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, e Marcos Buckeridge, organizador do evento e professor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP).

A conferência de abertura, intitulada “The role of biomass in the world’s energy matrix”, será proferida pelo físico José Goldemberg, do Centro Nacional de Referência em Biomassa, vinculado ao Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da USP. Na seqüência, Buckeridge falará sobre “Disassembling the plant cell wall to obtain energy”.

Entre as palestras do segundo dia estão “Maize as a genetic model for the improvement of bioenergy grasses”, com Nicholas Carpita, da Universidade Purdue, que falará por meio de videoconferência, e “Making a more fermentable plant via genetic engineering: a progress report”, com Eric Lam, da Universidade Rutgers.

Confira a programação completa no site

Fonte: Agência FAPESP