quarta-feira, 3 de setembro de 2008

MCT abre concurso para preencher 194 vagas

Concurso do MCT tem 194 vagas para todos os níveis - Inscrições vão do dia 16 de setembro a 9 de outubro

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) lançou o edital do concurso para a contratação de servidores para os cargos de Analista em Ciência e Tecnologia (95 vagas), Tecnologista (10) e Pesquisador (3). Para essas três carreiras, o interessado deve possuir curso superior, em áreas como engenharia florestal, economia, nutrição, biologia, psicologia, direito, administração, sistema de informação e outras. Alguns postos de analista aceitam mestrado ou doutorado, enquanto ao tecnologista na área de tecnologia da informação é exigido o título de doutor.

O edital, publicado na última sexta-feira (29/8) no Diário Oficial da União (DOU), prevê ainda a contratação de Assistente em Ciência e Tecnologia (75 vagas) e Técnico (6) – de nível médio -, além de Auxiliar em Ciência e Tecnologia (5) – de nível fundamental.

Os salários variam de R$ 741,88 (auxiliar) a R$ 4.042,84 (analista sênior), e as taxas de inscrição, de R$ 20 a R$ 100. As provas serão aplicadas pelo Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe) da Universidade de Brasília (UnB) e começam no dia 23 de novembro. As inscrições vão do dia 16 de setembro a 9 de outubro e podem ser ser feitas em www.cespe.unb.br

Os candidatos aos cargos de analista e tecnologista farão provas objetivas e discursiva, e passarão por avaliação de títulos e currículo. Os concorrentes a pesquisador serão avaliados por provas discursiva e oral, defesa de memorial, títulos e currículo. Para os cargos de assistente, técnico e auxiliar, haverá provas objetivas.

Mais informações pelo link:www.cespe.unb.br/concursos/MCT2008/ (Assessoria de Comunicação do MCT)

Fonte: Agência CT

Bebida à base de flocos de abóbora com inulina: características prebióticas e aceitabilidade

Bebidas de abóbora
Bebida à base de flocos de abóbora com inulina para suprir carências de vitamina A em crianças em idade pré-escolar é a alternativa estudada no Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A inulina (frutoligossacarídeo) é um açúcar que, diferentemente dos demais, não é digerido no estômago. De baixa contribuição calórica, seu uso é, em muitos casos, recomendado para diabéticos, uma vez que os frutoligossacarídeos não são aproveitados pelo organismo e, portanto, não aumentam o nível de açúcar no sangue.

Além de apresentar indícios de efeitos prebióticos (de fibras não digeríveis), o estudo revela também que as formulações testadas são adequadas para pequenas refeições de crianças entre 4 e 6 anos. O estudo objetivou testar a bebida e caracterizá-la quanto ao valor nutricional, à aceitação e ao efeito prebiótico nessa faixa etária.

Karina Correia da Silveira, do Departamento de Nutrição da UFPE, destaca que grande parte da população infantil e pré-escolar apresenta níveis de vitamina A circulante abaixo do normal.

“A abóbora é um vegetal considerado boa fonte de várias frações de carotenóides, especialmente betacaroteno, que podem ser biologicamente transformados em vitamina A. E a inulina é considerada uma fibra dietética solúvel com comprovado efeito bifidogênico. Ela atua no crescimento e na manutenção da população bacteriana saudável e ainda melhora a biodisponibilidade de minerais como cálcio, magnésio e ferro”, disse.

A abóbora ou jerimum é a sétima na lista de vegetais mais consumidos no Nordeste e ocupa o quinto lugar em volume de comercialização em Pernambuco. A espécie testada (C. moschata) apresenta mais de 80% de sua composição de carotenóides da fração beta-caroteno além de alfacaroteno, luteína, licopeno, criptoxantina e cis-betacaroteno, precursoras de provitamina A.

O estudo concluiu que as formulações são nutricionalmente adequadas para os lanches das crianças. Pode-se afirmar que a bebida, segundo os autores, supera as recomendações para o lanche em idade pré-escolar.

Os resultados do trabalho foram publicados na Revista de Nutrição, em artigo assinado por Karina e outras cinco pesquisadoras da UFPE.

“A bebida tem muita proteína e alto valor biológico, pois é proveniente do leite integral. E é fonte de fibra, devido à contribuição da inulina, que favorece a melhor absorção de minerais e de vitamina A proveniente do betacaroteno na abóbora”, explicou Karina.

Aceitação por crianças
O estudo utilizou três formulações, a partir de uma fórmula base que consistiu de 6% de flocos de abóbora, 12% de leite em pó integral, 3% de açúcar refinado e 79% de água. Outras duas formulações experimentais (B e C) foram acrescidas, respectivamente, de 0,5 % e 1% de inulina.

Os testes físico-químicos demonstraram que as formulações pouco diferiram quanto à composição centesimal e que a ingestão 200 ml/dia das formulações contribuiu, em média, com 10,8%, 36%, 10,2%, 12,6%, 37,1% e 126,4% da recomendação de ingestão diária de energia, proteínas, carboidratos, lipídios, fibra alimentar e carotenóides, respectivamente.

Os testes de aceitação sensorial, realizados com 49 crianças de duas creches no Recife, com idade entre 4 e 6 anos, apontaram que não houve diferenças significativas. As formulações, segundo o estudo, tiveram a mesma aceitação nas duas creches analisadas, mas a aceitação das formulações na segunda foi superior à primeira.

“Esses resultados podem ser atribuídos às diferentes condições socioeconômicas das creches. Na segunda creche, o cardápio é menos diversificado e, assim, poderia contribuir para uma melhor aceitação de novos produtos”, disse Karina.

A pesquisadora destaca a viabilidade econômica do produto, “embora falte interesse da empresas de produtos infantis, por ser um produto regional”. Para produzir 200 ml da bebida, o custo da matéria não excede R$ 0,55. Com 40 quilos de abóbora pode-se produzir 8 quilos de flocos.

Karina conta que a pesquisa continua em andamento no grupo da UFPE. “Nesta primeira etapa, abordamos os efeitos prebióticos in vitro e a aceitação da bebida. Atualmente, estamos finalizando outra etapa com a avaliação do potencial prebiótico em animais. Posteriormente, pretendemos pesquisar melhor a embalagem e a forma de armazenamento do pó para bebida de modo a monitorar o conteúdo de betacaroteno”, disse.

Para ler o artigo Bebida à base de flocos de abóbora com inulina: características prebióticas e aceitabilidade, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Células-tronco tem R$ 10 milhões do CNPq para pesquisas

R$ 10 milhões para pesquisas com células-tronco
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, lançou edital para pesquisas em terapia celular.

Com recursos totais no valor de R$ 10 milhões, o edital apoiará pesquisas que buscam o desenvolvimento de procedimentos terapêuticos inovadores em terapia celular, utilizando células-tronco embrionárias, células-tronco adultas derivadas da medula óssea, células-tronco derivadas do cordão umbilical e células-tronco derivadas de outros tecidos.
Segundo o CNPq, o objetivo é induzir a geração de novos conhecimentos, ao investir em pesquisas básicas, pré-clínica e clínica e contribuir para o desenvolvimento de produtos e processos biotecnológicos, com potencial de aplicação para a área de saúde humana.

Os projetos podem se adequar a pelo menos uma das três linhas de apoio que envolvem o edital. A primeira é direcionada para projetos de pesquisa básica – experimentações in vitro – que sejam relevantes para as terapias celulares feitas exclusivamente com células-tronco humanas bem definidas e caracterizadas.

A segunda linha de apoio é direcionada para pesquisas pré-clínicas, que envolvam estudos e aplicação de métodos científicos em experimentações em animais de laboratório, voltados para o estudo do isolamento, a caracterização e a indução do aumento de células-tronco humanas bem definidas para o uso terapêutico.

A última linha é voltada para a pesquisa clínica que siga métodos científicos aplicáveis em experimentações com seres humanos, todos de acordo com os requerimentos legais e éticos.

Todas as propostas de projetos serão divididas em três faixas de financiamento. Faixa I, que apoiará projetos com valores de até R$ 100 mil. Faixa II, para projetos entre R$ 100 mil e R$ 200 mil, e Faixa III, para projetos de até R$ 500 mil. As empresas parceiras dos projetos devem investir, no mínimo, 15% do orçamento global do projeto em recursos financeiros ou não financeiros, previstos na proposta.

Os pesquisadores interessados em enviar projetos têm até o dia 19 de setembro para encaminhar propostas, por meio do formulário on-line. Os resultados serão divulgados a partir de 10 de novembro e as contratações ocorrerão na primeira semana de dezembro.

O último edital do CNPq que apoiou pesquisas com células-tronco foi lançado em 2005. Foram aprovados 45 projetos, num total de R$ 10,5 milhões. Desses projetos, seis estudaram células-tronco embrionárias humanas. As pesquisas apoiadas por esse edital tiveram duração de quase dois anos, encerrando-se em 2007.

Mais informações: www.cnpq.br/editais/ct/2008/017.htm.

Fonte: Agência FAPESP

Seminário: Políticas Urbanas, Territórios e Exclusão Social: Índia—Brasil, uma Perspectiva Comparativa - Primeiras Impressões

Olhar de fora
Um grupo internacional organizado por pesquisadores da França está fazendo um amplo estudo comparativo sobre os processos envolvidos com a urbanização e a regularização fundiária em favelas no Brasil e na Índia.

Iniciado em 2007 e com conclusão prevista para o fim de 2009, o programa de pesquisa, financiado pela Agência Nacional da Pesquisa Científica (ANR, na sigla em francês), organizou em São Paulo, na semana passada, o seminário “Políticas urbanas, territórios e exclusão social: Índia-Brasil, uma perspectiva comparativa”. O evento teve apoio do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP)

O programa pretende utilizar o método comparativo para compreender melhor os processos e mecanismos subjacentes das ocupações ilegais do espaço urbano e analisar os diferentes desafios e soluções encontradas em cada país.

De acordo com um dos coordenadores, Hervé Théry, do Centro Nacional da Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês) e professor convidado do Departamento de Geografia da USP, os estudos têm foco em dois eixos principais: o tratamento dado às favelas pelo poder público e a pressão das ocupações sobre as florestas periurbanas.

“Realizamos um primeiro encontro em Nova Déli, na Índia, em janeiro, e agora estamos iniciando a confrontação dos trabalhos de campo realizados nos dois países, a fim de iniciar uma comparação sistemática. Na conclusão do programa, no fim do ano que vem, teremos um colóquio em Paris para estabelecer a análise de fato integrada e comparativa dos casos”, disse Théry.

Segundo ele, as comparações se concentram principalmente nos exemplos de Mumbai e de São Paulo, considerados bastante semelhantes, além de Nova Déli e Rio de Janeiro. Cerca de 20 pesquisadores participam do programa. Com abordagem interdisciplinar, o grupo é formado principalmente por geógrafos, além de antropólogos, economistas e sociólogos.

“É um princípio filosófico e científico francês que a luz nasce da comparação. Acreditamos que essa metodologia seja importante para compreender as especificidades de processos complexos e os mecanismos subjacentes da exclusão urbana. Embora as últimas favelas da França tenham sido extintas na década de 1970, o país ainda tem grandes problemas com bairros periféricos”, disse Théry, que está radicado no Brasil há 35 anos.

Processos comparados
Um dos participantes do programa, Nicolas Bautes, pesquisador da Universidade de Caen, na França, explica que as comparações são feitas em diferentes níveis: entre Brasil e Índia, mas também entre as metrópoles de cada país. Segundo ele, mais do que comparar territórios, o grupo pretende cotejar processos no âmbito da urbanização de favelas e da regularização fundiária.

“Estamos desenvolvendo uma metodologia com critérios que permitam dar sentido às comparações. A idéia não é comparar cidades e sim os processos que ocorrem no âmbito da intervenção pública em favelas, identificando processos similares em diferentes cidades. Focamos a atenção na ação dos governos municipais, nas dinâmicas locais e nas forças que atuam em diferentes locais dessas cidades”, disse Bautes.

O trabalho, segundo ele, seguiu um processo dedutivo: partindo de um conjunto de hipóteses, os pesquisadores foram a campo realizar entrevistas semidiretivas com os envolvidos nos processos. “Com os dados, identificamos uma série de processos e agora voltamos à metodologia para avaliar se os critérios das comparações fazem sentido”, explicou Bautes.

Mesmo quando se observam as situações de metrópoles de um mesmo país, segundo ele, as diferenças são gritantes. “São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, têm dinâmicas e sociedades muito diferentes, com desafios bem distintos. Mas vimos que foi muito rica a comparação de projetos públicos realizados na favela carioca da Rocinha e na paulistana de Paraisópolis”, disse.

Segundo Bautes, os pesquisadores avaliaram que o projeto público de urbanização da Rocinha, que envolve recursos federais, apresenta grandes dificuldades de execução por envolver diferentes níveis de poder.

“Quando o poder da prefeitura atua em Paraisópolis unilateralmente, estimulando a participação da população, os projetos fluem melhor. É uma questão de governança: quanto mais complexa é a dinâmica dos atores, mais ambíguo se torna o projeto resultante”, afirmou o geógrafo, que é formado na Universidade de Paris 7 e fez pós-doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Um fator que chamou a atenção dos pesquisadores foi o paradoxal sucesso de iniciativas de mobilização social nos locais mais esquecidos pelas políticas públicas. “Quando a situação é mais complexa, há um envolvimento mais forte e, quando se trata de uma comunidade pequena, os líderes comunitários têm maior capacidade de gerenciar os problemas”, afirmou Bautes.

Na comparação com os casos indianos, os pesquisadores identificaram que há uma tentativa dos poderes públicos de desenvolver maneiras padronizadas de lidar com os problemas das favelas.

“A princípio achamos que não há uma maneira normativa para trabalhar com favelas. Uma hipótese é que, como se trata de preocupações globais, as soluções acabam sendo padronizadas e ‘vendidas’ para outras metrópoles. O Brasil, por exemplo, tem tentado adaptar soluções da Colômbia para lidar com áreas de risco. Queremos entender como as especificidades locais são tratadas nessa tentativa de construir um padrão de ação”, disse.

Outro aspecto de destaque é a grande diferença de densidade populacional dos dois países. Para os pesquisadores que trabalham em Mumbai, o problema das favelas de São Paulo pode até não parecer tão grave.

“A situação do Brasil é aparentemente muito melhor, porque o Estado está tomando atitudes. Mas os problemas estruturais são muito diferentes. A Índia não tem a mesma a história brasileira de intervenção estatal. Lá, a sociedade é que toma a dianteira das ações públicas. O representante da prefeitura é antes de tudo o representante de uma casta, de um grupo social”, apontou Bautes.

Florestas ocupadas
Além das ações de urbanização das favelas, os pesquisadores estão estudando a dinâmica do território favelado sob a perspectiva do meio ambiente, avaliando a ocupação das florestas nos limites urbanos. De acordo com Hervé Théry, que trabalha nessa vertente, no Brasil os trabalhos de campo foram realizados em São Paulo, na floresta da Cantareira, ao norte, e na área de proteção ambiental Capivari-Monos, ao sul. No Rio de Janeiro, o foco é a floresta da Tijuca. Na Índia, a situação avaliada se limita a Mumbai, já que Nova Déli não tem florestas.

“Constatamos que, além de ser um tema preocupante pelo consumo do espaço verde, é um processo social complexo. Quem desmata a floresta na Cantareira e faz barracos em áreas instáveis, inundáveis, em declive, faz isso por necessidade. Há um grande conflito entre a luta dos poderes públicos para manter um pouco de ordem na cidade e a luta do movimento social para achar um local decente para morar”, disse.

A questão da densidade populacional é marcante também em relação às ocupações nas florestas, segundo Théry. “Quando contamos aos pesquisadores que trabalham na Índia que o problema das ocupações ilegais na floresta da Tijuca envolvia uma centena de famílias, eles quase caíram na gargalhada. No parque que sofre com a ocupação ilegal em Mumbai há cerca de 500 mil pessoas.”

No Brasil o processo de urbanização é um fato consumado, com mais de 80% da população morando em cidades. Enquanto isso, na Índia, uma cidade como Mumbai tem 20 milhões de habitantes em um país cuja taxa de urbanização é de apenas 30%. “Podemos prever que eles poderão ter cidades de 60 milhões de habitantes dentro de alguns anos. E a ocupação ocorrerá especialmente nessas áreas de floretas, consideradas ‘vazias’ por quem não tem onde morar”, disse Théry.

Apesar de todas as diferenças, o pesquisador ressalta que as políticas públicas seguem caminhos semelhantes. “Muito do que poderia ser tentando já foi, com soluções similares. Mesmo sendo culturas diferentes, os remédios adotados convergem. Atualmente, nos dois países há uma ênfase na participação das comunidades e, em ambos os casos, as soluções autoritárias foram deixadas para trás”, disse.

Fonte: Fábio de Castro /Agência FAPESP

UFPB inaugura núcleo de telemedicina

Hospital universitário da UFPB inaugura núcleo de telemedicina

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) inaugura nesta quarta-feira (3) o núcleo da Rede Universitária de Telemedicina (Rute), no Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW). Durante a inauguração, que acontece às 8h30, será realizada uma demonstração do uso da rede. A coordenadora do núcleo Rute na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Magdala Novaes, também participa do evento, por meio de uma palestra por videoconferência.

A Rute é uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP/MCT), organização que também é responsável pela Internet acadêmica do Brasil. Instituições que integram a Rute estão conectadas entre si e com outras iniciativas de telessaúde no Brasil e no mundo, e podem realizar atividades que vão da teleducação de profissionais da área médica, discussão de casos, ao atendimento à distância.

Segundo o coordenador da Rute na UFPB, Gustavo Motta, a infra-estrutura oferecida pela Rute contribuirá para a ampliação do desenvolvimento das atividades de telessaúde no HULW e para o ensino da Medicina na UFPB. Motta destaca que uma das áreas mais beneficiadas pela estrutura da Rute será a medicina intensiva, área onde o HULW é referência.

Rute
O objetivo da Rede Universitária de Telemedicina é aprimorar a infra-estrutura para telemedicina presente nos hospitais universitários e promover a integração dos projetos existentes nesta área. A Rute é apoiada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) e pela Associação Brasileira de Hospitais Universitários (Abrahue).

Em sua primeira fase, a Rute interconectava 19 instituições. Com sua expansão, anunciada em agosto de 2007, a rede passou a incluir 57 instituições, distribuídas em todos os estados do Brasil. Atualmente, já há núcleos Rute inaugurados em hospitais universitários em Santa Catarina, Rio de Janeiro, Pernambuco, Maranhão, Bahia e São Paulo. (Assessoria de Imprensa da RNP)

Fonte: Agência CT

Anatel contrata estudo do CGEE

Anatel contrata estudo do CGEE para tomada de decisão da agências sobre ponto controverso do novo Plano Geral de Outorgas

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) acaba de contratar o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) para realizar um estudo relacionado ao impacto que uma das alterações previstas no novo Plano Geral de Outorgas (PGO), atualmente em preparação, terá sobre as empresas de telecomunicação e outros atores do sistema. O artigo 9º da minuta do Plano, colocado em discussão pela Anatel, prevê que empresas concessionárias de telefonia fixa deverão prestar exclusivamente esse serviço. Em conseqüência, para operar serviços de internet em alta velocidade, haverá a obrigatoriedade de essas empresas criarem outra companhia.

O presidente da Anatel, embaixador Ronaldo Sardenberg, anunciou a contratação do CGEE no dia 5 de agosto. Segundo ele, o ponto sobre a obrigatoriedade de separação das empresas recebeu 90 das 450 sugestões apresentadas durante o processo de consulta pública da minuta. A Anatel divulgou a proposta no dia 12 de junho. No dia 15 do mesmo mês, a minuta apresentada entrou em consulta pública, que se encerrou no dia 1º de agosto.

“O estudo avaliará impactos, não arbitrará nada”, disse Sardenberg à imprensa, ao informar sobre a contratação do CGEE. De fato, de acordo com a presidenta do CGEE, Lucia Melo, a expectativa do presidente da Anatel se concretizará. “Tipicamente, os estudos do CGEE geram subsídios para processos decisórios relacionados a políticas públicas nos quais existam posições divergentes no âmbito da sociedade”, observa Lucia. “Estudos isentos, independentes, rigorosos do ponto de vista técnico, dão conforto ao decisor para a tomada de decisão”, complementa.

Institucionalmente, o CGEE recebe a decisão da Anatel como um reconhecimento do espaço que já ocupa no campo das relações do governo com a sociedade; e também como desafio e oportunidade para o Centro, em seu sexto ano de vida. “O propósito da criação da instituição”, lembra a presidente, “foi exatamente contribuir para um planejamento permanente das ações e das decisões das políticas estratégicas em ciência e tecnologia, como o que se configura aqui”.

Termo de referência
O termo de referência sobre o estudo, já elaborado pela Anatel, reproduz o artigo 9º do novo PGO. Em seus parágrafos 1º e 2º, a minuta prevê que a Anatel editará em 180 dias a regulamentação especifica sobre a separação entre operadoras de telefonia fixa e banda larga e que essa regulamentação será fundamentada no estudo encomendado ao CGEE “acerca dos impactos regulatório, econômico concorrencial, social e tecnológico”. O termo de referência qualifica o CGEE de consultoria independente.

O produto principal que o CGEE apresentará à Anatel, de acordo com o termo de referência, será um relatório de diagnóstico sobre vantagens e desvantagens da separação empresarial. A análise do CGEE vai avaliar os impactos regulatório, econômico, social e tecnológico sobre todos os atores que atuam no setor: concessionárias de telefonia fixa, operadoras de serviços de banda larga, usuários, a própria Anatel e outros setores do governo.

Tramitação
O Plano Geral de Outorgas é instituído por decreto do presidente da República. A proposta consolidada da Agência será enviada ao Ministério das Comunicações que, segundo o ministro Hélio Costa, poderá modificá-la antes da apresentação da versão final à Presidência da República, para a elaboração do decreto.

Fonte: CGEE

1º Seminário Internacional: Origens Desenvolvimentistas da Saúde e da Doença

I International Seminary on the “Developmental Origins of Health and Disease”

O 1º Seminário Internacional sobre o tema Origens Desenvolvimentistas da Saúde e da Doença será realizado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), na capital paulista, nos dias 25 e 26 de setembro.

Os objetivos são divulgar o conhecimento das investigações sobre a relação entre o início do desenvolvimento humano e as doenças crônicas do adulto, identificar ações estratégicas de saúde pública para a prevenção de doenças crônicas do adulto e promover o intercâmbio entre as disciplinas relacionadas ao meio ambiente e ao ciclo vital.

O seminário é voltado a gestores de saúde, escolas médicas, profissionais de saúde, professores e pesquisadores da área de saúde. A promoção é do Departamento de Pediatria da FMUSP e do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas.

Entre os palestrantes confirmados estão Mark Adrian Hanson, da Universidade de Southampton (Reino Unido), Aryeh Stein, da Universidade de Emory (Estados Unidos), José Eluf Neto (FMUSP), Carlos Alberto Moreira-Filho (FMUSP) e Darryl Eyles (diretor do Centro de Estudos em Neurobiologia e Saúde Mental de Queensland, Austrália).

Mais informações: www.icr.usp.br/seminario

Fonte: Agência FAPESP

Fundos Setoriais são avaliados em seminário

O chefe da Assessoria dos Fundos Setoriais do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Antonio Ibañez, destacou hoje (2), no 1º Seminário de Avaliação dos Projetos de Modernização dos Institutos de Pesquisa (Modernit), a importância de se criar a cultura da avaliação dos fundos. “Não é fácil, mas temos que iniciar. E iniciativa como esta mostra a importância desse processo de avaliação na busca do resultado”, afirmou na cerimônia de abertura do evento, realizado em Brasília (DF).

Os Institutos de Pesquisas Tecnológicas (IPTs) constituem-se em um dos principais elementos do Sistema Nacional de Inovação preconizado pela Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (Pitce). Nos últimos anos, houve a ampliação dos financiamentos voltados para esses órgãos, em função dos fundos setoriais. Isso resultou no aporte expressivo de recursos para a recuperação da infra-estrutura dessas instituições.

Mesmo com todas essas ações e apoios, é necessário verificar o processo de incorporação efetiva desse agente ao mercado produtivo e à sociedade em geral, por meio de setores dedicados especificamente à atividade de repasse do conhecimento produzido aos potenciais usuários. “Esse seminário é importante no âmbito do processo de avaliação que o MCT está implementando”, ressaltou a chefe de gabinete da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), Maria Aparecida Stallivieri Neves.

Modernit
Até quinta-feira (4), representantes dos IPTs apresentam o resumo das suas atividades, metas e resultados. A proposta é que essa avaliação disponibilize ao MCT, à Finep e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) subsídios para novas ações de instituições responsáveis pelo financiamento em ciência, tecnologia e inovação, dando continuidade à Reunião de Acompanhamento organizada pela Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (Abipti), em 26 de fevereiro último.

O Modernit é uma realização da Finep, por meio da Área de Institutos Tecnológicos e de Pesquisas (AITP) e do Departamento de Institutos de Pesquisas (Dipe), em conjunto com a Abipti.

Lançada em 2006, a chamada no âmbito do Modernit, fruto de ação transversal, foi dividida em duas linhas: apoio à modernização de gestão, cujo objetivo é incentivar a adesão e participação dos Institutos de Pesquisas Tecnológicas (IPTs) no Projeto Excelência na Pesquisa Tecnológica, desenvolvido pela Abipti; e a modernização da infra-estrutura laboratorial.

O total de recursos destinados em 2006 foi de R$ 20 milhões, verba proveniente dos fundos setoriais do Petróleo e Gás Natural (CT-Petro), de Energia (CT-Energ) e Verde-Amarelo. (Fabio Lino - Assessoria de Comunicação do MCT)

Fonte: Agência CT

4° Colóquio do Pólo de Pesquisa sobre Relações Luso-Brasileiras

O Real Gabinete Português de Leitura e o Pólo de Pesquisa sobre Relações Luso-Brasileiras promovem seu 4° Colóquio de 17 a 19 de setembro no Rio de Janeiro.

Realizado em parceria com a Universidade de São Paulo e com a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), o encontro reunirá mais de 80 pesquisadores de oito estados brasileiros e de Portugal, que apresentarão trabalhos abordando múltiplos aspectos da transferência da Corte para o Brasil.

Economia, escravidão, Imprensa Régia, livros, leituras, historiografia, ciência, história natural, Real Biblioteca, bens de luxo, arquitetura e pintura serão alguns dos temas em foco.

As sessões plenárias ocorrerão no auditório do Real Gabinete Português de Leitura e as comunicações no Liceu Literário Português, abertas a todos os interessados.

Finalizando o colóquio, haverá um recital de Laura Rónai e Sula Kossatz com música da época.

Mais informações: www.realgabinete.com.br ou (21) 2221-3138.

Fonte: Agência FAPESP

Biodiesel tem R$22 milhões do CNPq para pesquisas

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) lançou quatro editais com o objetivo de apoiar pesquisas relacionadas a Cadeia Produtiva do Biodiesel. Serão repassados R$ 22 milhões em recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), por meio do Fundo Setorial de Agronegócios (CT-Agro) e do Ministério da Pesca e Aqüicultura (MPA).

Voltado para apoiar o cultivo de plantas, com ciclo curto de desenvolvimento, que resultem na produção de matéria-prima para o biodiesel, o edital nº 28/2008 vai investir R$ 4,5 milhões em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. "Com recursos do FNDCT e do Fundo Setorial de Agronegócio, temos o objetivo de fomentar projetos integrados de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias que incentivem a produção de culturas alternativas as oleaginosas já comumente utilizadas para produção do biodiesel", disse Cláudia Queiroz Gorgati, gestora do edital. Veja aqui o edital

As propostas devem abordar estudos sobre o potencial produtivo de oleaginosas de ciclo curto, cultivadas preferencialmente com culturas de inverno ou safrinha, para a produção de matéria-prima graxa para produção do biodiesel, ou sobre pós-colheita de grãos das espécies oleaginosas de ciclo curto. Neste último caso, as pesquisas podem abranger o processamento e armazenamento de grãos, condicionamentos para extração, a extração, purificação e qualificação de óleos e aproveitamento dos co-produtos das fases de produção agrícola e de produção de óleos e gorduras.

Para concorrer ao edital n° 28/2008, os pesquisadores podem enviar projetos até o dia 22 de setembro, por meio do Formulário de Propostas Online, disponível na página do CNPq. As propostas devem ter valor máximo de R$ 500 mil, incluindo gastos de Capital, Custei e Bolsas. Os resultados serão divulgados a partir do dia 22 de outubro.

Apoio à cadeia produtiva
O segundo edital, com recursos de R$ 5 milhões do FNDCT, vai apoiar projetos, que contemplem o uso de co-produtos associados à cadeia produtiva de biodiesel. "O foco deste edital, além de estimular a pesquisa para utilização destes co-produtos, é o desenvolvimento tecnológico de novos produtos, que visem maximizar sua utilização e minimizar os possíveis impactos ambientais e de saúde pública", explica Elisete Silva Aguiar, gestora do edital. Veja aqui o edital.

Os temas que serão contemplados nesta ação incluem o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação de produtos para uso na alimentação animal, remediação ambiental, produção de energia elétrica e aplicação na química e biotecnologia, além do desenvolvimento de novos materiais para atender exigências de mercado, e na avaliação de impactos ambientais e na saúde.

Os pesquisadores interessados em concorrer ao edital n° 30/2008 podem inscrever suas propostas até o dia 22 de setembro, por meio do Formulário de Propostas Online, disponível na página do CNPq. Os resultados serão divulgados a partir do dia 24 de outubro.

Rota etílica
Lançado na primeira semana de setembro, o edital nº 46/2008 é um investimento de R$ 8 milhões, do FNDCT, em atividades de pesquisa que desenvolvam processos de obtenção de biodiesel via Rota Etílica.

"Esta chamada alinha-se com o Programa Nacional de Produção de Biodiesel (PNPB) e visa selecionar propostas que tenham foco no desenvolvimento de sistemas reacionais aplicados à produção de biodiesel e utilização da rota etílica, focando no etanol como insumo", explica a gestora do edital Maria Marony Nascimento. Veja aqui o edital.

As propostas deverão abordar os temas de desenvolvimento desses sistemas, seja pela rota de esterificação de ácidos graxos ou pela transesterificação de óleos e gorduras, e o desenvolvimento de protótipos de bancada para a produção de biodiesel em regime contínuo.

Para concorrer ao edital n° 46/2008, os pesquisadores podem enviar projetos até o dia 16 de outubro, por meio do Formulário de Propostas Online, disponível na página do CNPq. As propostas devem ter valor mínimo de R$ 400 mil e máximo de R$ 800 mil, incluindo gastos de Capital, Custei e Bolsas. Os resultados serão divulgados a partir do dia 21 de novembro.

Descentralização regional
Na busca da descentralização regional com a distribuição de recursos mais justa aos pesquisadores de todo país, o CNPq destinará uma parcela mínima de 30% dos valores totais dos editais lançados para projetos coordenados por pesquisadores vinculados a instituições sediadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Incluindo também as respectivas áreas de abrangências das Agências de Desenvolvimento Regional.

Biodiesel feito de microalgas
O edital nº 26/2008 é uma parceria entre o MCT, o CNPq e o Ministério da Pesca e Aqüicultura, que investirá R$ 4,5 milhões para a produção de biodiesel a partir de microalgas. "Este edital será um apoio aos projetos de pesquisa que utilizem a aqüicultura e microalgas como matéria-prima para a produção de biodiesel, englobando todo o processo de produção e transformação destes produtos", explicou o coordenador do Programa de Pesquisa em Biotecnologia e Recursos Genéticos do CNPq, Sergio de Castro Lessa, gestor do edital. Veja aqui o edital.

Os projetos deverão ter o valor máximo de R$ 500 mil e abordarem temas como o desenvolvimento de técnicas de cultivo de microalgas que apresentem baixo custo e visem à maximização da produtividade em óleo como matéria-prima para a produção do biodiesel, ou estudos de potencial de cepas de microalgas, estabelecendo condições propícias de crescimento em cultivo autotrófico, usando meios de cultura simples e de baixo custo. Também serão apoiados projetos que avaliem a viabilidade econômica do processo global do cultiva até a obtenção de biodiesel, projetos que proponham processos mais econômicos e eficientes que os convencionalmente usados para coleta de microalgas e extração de óleo, e propostas de desenvolvimento de fotobioreatores contínuos para a produção de microalgas voltadas pra a produção do biodiesel, ou desenvolvimento de tecnologias de baixo custo para o aproveitamento de biomassa residual de microalgas para extração de óleo, entre outros temas.

Os pesquisadores interessados em concorrer ao edital n° 26/2008 podem inscrever suas propostas até o dia 25 de setembro, por meio do Formulário de Propostas Online, disponível na página do CNPq. Os resultados serão divulgados a partir do dia 27 de outubro.(Assessoria de Comunicação do CNPq)

Fonte: Agência CT