domingo, 31 de agosto de 2008

Intel oferece US$ 100 mil por idéias inovadoras

A Intel lançou no dia 19 de agosto um desafio de US$ 100 mil para idéias inovadoras no uso de tecnologias para auxiliar no desenvolvimento da educação, assistência médica, economia e meio ambiente.

Os vencedores do Intel Inspire/Empower Challenge serão escolhidos pela "sustentabilidade e inovação" da tecnologia. O prazo para inscrição de projetos termina em 30 de setembro.

"Esse prêmio não irá para a sua conta pessoal", afirmou o chairman da companhia, Craig Barrett, durante a abertura do Intel Developer Forum, em São Francisco, Estados Unidos. Barrett, que se aposentou como CEO da Intel em 2005, viaja por 30 países ao ano como "embaixador da indústria de tecnologia". Sua missão é promover seu uso para melhorar a vida de pessoas que vivem em nações pobres. Apesar disso, durante sua apresentação, ele admitiu que muitas vezes o caminho para as mudanças começa com as pessoas, como no caso da educação.

O executivo ainda conclamou o governo americano a investir não só em educação e pesquisa e desenvolvimento, mas também em formas para se criar um "ambiente para a inovação", que inclui formas de ajudar engenheiros a colaborarem em boas idéias. Ele ainda mostrou o exemplo de pessoas que ele acredita serem provas da inovação colocada em prática. Um deles foi o Dr. Johnny Lee, PH.D. da Universidade Carnegie-Mellon. Ele transformou o controle remoto de um console Wii em uma caneta para ser usada em lousas eletrônicas. Tudo por cerca de US$ 50.

Já Matt Flannery, CEO da Kiva.org, reúne investidores de países desenvolvidos que queiram auxiliar empreendedores de países subdesenvolvidos a montar seus negócios. O sistema de micro-financiamento remunera seus investidores. Por fim, o Dr. Miguel Angarita, da University of Columbia demostrou o uso de um celular com câmera na leitura do código de barras do cartão de saúde de uma pessoa para levantar seus dados médicos e enviá-los a profissionais localizados em hospitais ou clínicas. (IT Web)

Mais informações pelo site: www.intelchallenge.com/

Fonte: ANPEI

A incubadora do Inmetro abre vagas para projetos inovadores

Inscrições abertas por um ano

A Incubadora de Projetos Tecnológicos e de Empresas do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), está com inscrições abertas para propostas de projetos tecnológicos inovadores.

Os interessados deverão enviar por correspondência registrada, uma carta consulta com descrição dos objetos do projeto, a serem adequados as possibilidades científicas, técnicas e de infra-estrutura do instituto.

Serviço
Endereço para envio dos projetos:
Inmetro - Diretoria de Inovação Tecnológica
Incubadora de Projetos Tecnológicos e de Empresas
Av. Nossa Senhora das Graças, 50, Prédio 32 - Distrito de Xerém
25.250-020 - Duque de Caxias – RJ
Informações: (21) 2679-3079

Fonte: Anprotec

Anorexia alcoólica: o efeito da dependência

A anorexia alcoólica, ou também conhecida como drunkorexia, é mais uma das inúmeras conseqüências do alcoolismo. O consumo exagerado de bebidas alcoólicas provoca a perda de apetite, acarretando graves problemas no aparelho digestivo. Esta não é uma doença propriamente dita, ´mas sim um sintoma do alcoolismo, e tem como tratamento o mesmo que seria dado a qualquer outro alcoólatra.

A professora Magda Vaissman, do Instituto de Psicologia da UFRJ e chefe do departamento de Dependência Química da Associação Psiquiátrica do Rio de Janeiro (APERJ) esclarece que a anorexia é a falta de apetite, um sintoma de um problema do alcoolismo em que o alcoólico vai apresentar uma carência nutricional muito forte. “Ao ingerir o álcool, o alcoólico substitui a comida e seus nutrientes, agride todos os órgãos do aparelho digestivo, do esôfago ao intestino”.

A perda de apetite seria uma das outras muitas conseqüências da ingestão de álcool, como esofagite, gastrite hemorrágica, hepatite alcoólica, varizes e hemorragias, carência de absorção das vitaminas do complexo B que pode evoluir para uma pelagra, diabetes secundária pela interrupção da produção de insulina e inibição da absorção de outras vitaminas que aumentam a excreção. Além do desenvolvimento de anemia macrocítica, na qual os glóbulos vermelhos, células responsáveis pelo transporte do oxigênio no sangue, aumentam para um tamanho maior que o normal. Anorexia alcoólica, portanto, não seria o termo adequado para nomear o distúrbio, pois não é possível um anoréxico se tornar alcoólatra posteriormente.

"A anorexia alcoólica na verdade não é uma anorexia. É apenas um sintoma de uma deficiência metabólica que o álcool causa. Por isso o alcoólatra já em um estado grave é um sujeito magro, só se alimenta de álcool, deixa de comer" explica a professora que também trabalha no Hospital Escola São Francisco de Assis, da UFRJ.

Há pessoas que convivem com problemas e não se rendem ao vício. Magda Vaissman afirma também que as causas podem estar relacionadas à hereditariedade.

"Famílias desestruturadas, alguns tipos de trabalho e de transtornos psiquiátricos favorecem o alcoolismo. Mas o alcoolismo tem uma base genética, pois nem todos sucumbem submetidos a essas condições. As estatísticas indicam que a maior freqüência de alcoólicos está nas famílias que têm outros alcoólicos.

A abstinência é a melhor forma de tratamento, seja ela alcançada gradativamente ou não. Abster-se do álcool exige estratégias como trabalhos de terapia de grupo, reuniões do AA (Alcoólicos Anônimos), e avaliações clínicas para medir os prejuízos orgânicos do consumo do álcool. “Como podemos constatar, a anorexia alcoólica é um sintoma que se manifesta como estágio avançado do alcoolismo. A característica principal não é a preocupação com o corpo, como acontece com pessoas com distúrbios alimentares — e comumente se pensa. A magreza é conseqüência, assim como os outros graves problemas”, conclui Magda.

Fonte: Monike Mar e Sofia Moutinho / Olhar Vital

BNDES e Corfo, do Chile, ampliam cooperação técnica

O BNDES e a Corporación de Fomento de la Producción (Corfo), do governo do Chile, assinaram na última segunda-feira, 25, memorando de entendimento para a ampliação da cooperação técnica entre as duas entidades.

Entre os objetivos destacam-se a criação de instrumentos comuns para a implementação de políticas de apoio à inovação; o fortalecimento das micro, pequenas e médias empresas; e o incremento dos investimentos brasileiros no Chile e dos investimentos chilenos no Brasil.

Para atingir esses objetivos, o memorando prevê o intercâmbio de informações entre as duas instituições sobre linhas de financiamentos e demais instrumentos de apoio financeiro, além da divulgação de oportunidades de negócios e de investimentos entre empresas do Brasil e do Chile.

As informações entre as partes poderão ser trocadas por meio de estudos conjuntos, seminários, conferências, fóruns e demais eventos promovidos pelas partes.

O Corfo, organismo de administração autônoma do Estado do Chile, tem como missão o apoio e o financiamento a projetos de desenvolvimento econômico e social no país, com foco no fortalecimento a na criação de mais empresas inovadoras e inseridas no mercado internacional.

O Brasil e o Chile firmaram, em julho de 1990, acordo básico de cooperação científica, técnica e tecnológica, que serviu de marco inicial para a cooperação entre as instituições e agências públicas de ambos os países. Em abril de 2007, as partes celebraram um memorando de entendimento nas áreas de ciência, tecnologia e inovação.

Fonte: ANPEI

Em 1885 Daimler patenteia motocicleta

A 29 de agosto de 1885, Gottlieb Daimler obtém patente para seu veículo motorizado de duas rodas. O que no início simbolizou progresso tecnológico passou mais tarde a ser identificado com liberdade e homens destemidos.

A criação de Gottlieb Daimler de 1885 era uma construção tosca de madeira, com duas rodinhas laterais de apoio, para evitar que o veículo tombasse. Para o inventor suábio, seu protótipo não passava de apenas um passo na revolução tecnológica e, por isto, jamais utilizou ele próprio o aparelho.

Apesar disto, ao contrário do pesado motor de quatro tempos desenvolvido por Nikolaus Otto, a invenção de Daimler era uma obra-prima: rápida, leve e alimentada a gasolina, em vez do gás, como era comum até então. Seu "cavalo motorizado" atingia velocidade de 8 km/h e resistiu bravamente ao teste de três quilômetros entre Cannstatt e Untertürkheim.

O veículo não ganhou adeptos rapidamente. Somente na alta sociedade francesa, via-se como chique possuir tal engenho. Na Alemanha, a produção em massa só começou próximo à virada do século. Em 1897, a empresa Hildebrandt und Wolfmüller, de Munique, tomou a iniciativa de patentear a expressão "motocicleta".

Veículo da Primeira Guerra Mundial
Fábricas para produzir o novo meio de transporte pipocavam por todos os lados, principalmente voltadas à exportação, pois os alemães preferiam fazer piada daquela viatura fedorenta e que dava estalos. Dizia-se nas ruas que o motorista poderia até mesmo cair duro, intoxicado, se abrisse a boca ao andar muito devagar.

Americanos e ingleses pensaram mais longe. Na Primeira Guerra Mundial, as Forças Armadas britânicas chegaram a dispor de 50 mil máquinas das marcas Douglas e Triumph, enquanto os EUA equiparam suas tropas com 10 mil Harley Davidson e Indians. Já na terra do invento, os alemães dispunham de apenas 5 mil motocicletas. Só depois do conflito mundial é que os ventos mudaram na Alemanha. A BMW criou a R32, um modelo com 8,5 cavalos-vapor, capaz de atingir 92 km/h. A R32 era tida como segura e até mesmo algo esportiva.

Os anos seguintes à Segunda Guerra foram de ouro para as motocicletas. Elas tinham preço mais em conta, acessível também para as camadas sociais menos privilegiadas. Em 1956, uma NSU MAX custava quase 2 mil marcos, tinha 17 hp e alcançava 126 km/h. Um Fusca não saía por menos de 4 mil marcos, com 30 hp e velocidade máxima de 120 km/h. Naquela época, um operário podia ficar feliz se ganhasse 105 marcos por semana.

Boom e declínio
O sucesso das motos fez florescer a indústria alemã. DKW, Adler, Tornax, Horex und Zündap, Maiko e Kreidler igualmente lançaram modelos no mercado. A elas somavam-se as importadas: Harley Davidson e Indians, dos Estados Unidos, Norton e Triumph, da Inglaterra, e as esportivas Motor Guzzi, Gilera e Benelli, da Itália.

Com o milagre econômico alemão, no entanto, cada vez mais pessoas foram adquirindo automóveis, bem mais confortáveis, e as vendas de motocicletas caíram. Apenas quando os japoneses entraram no setor é que houve reversão no cenário. Eles mudaram a imagem do produto e a estratégia de vendas. A começar por Soishiro Honda.

Alternativa cara
O empresário japonês apresentava suas motos aos consumidores americanos como as mais bonitas para hobby e aventuras, vendendo a sensação de liberdade sobre duas rodas. "You meet the nicest people on a Honda" (Você encontra as pessoas mais legais numa Honda), dizia o slogan publicitário. O público mordeu a isca e as motocicletas passaram a ser tratadas como uma alternativa de lazer cara e, portanto, elitista. Carro, qualquer um poderia ter.

Nos anos 70, o filme Easy Rider – Sem destino contribuiu ainda mais para fixar esta imagem. Andar e viajar de motocicleta virara um ato cult, sinônimo de ruptura, rebeldia e prazer. Os Beach Boys cantavam Good vibrations e pelo mundo todo os motoqueiros morriam de rir do chiste: "Não sei para onde vou, mas quero chegar lá bem rápido."

Previsão de Daimler
Hoje, motocicleta é um hobby com muitos adeptos. Os fãs do invento de Daimler têm à disposição os mais variados modelos: desde máquinas de dois tempos dignas de um grand prix às confortáveis soft choppers, apropriadas para estradas asfaltadas; das motos de enduro e cross às lambretas e scooters com motor de quatro tempos, pára-brisa e pequenos "bagageiros".

Gottlieb Daimler havia ele próprio previsto: "Será algo indescritível, gostoso, possuir um veículo motorizado, que desenvolva uma velocidade compatível e apta para transportar ao menos uma pessoa, e que possa percorrer livre as estradas." (Tom Buschard (mw))

Fonte: DW

PFPMCG - Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais - foi lançado no último dia 28

Clima favorável
O Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG) foi lançado nesta quinta-feira (28/8), em cerimônia na sede da Fundação.

A proposta do programa é estimular e coordenar estudos a respeito do clima para ampliar o conhecimento dos sinais, causas e impactos das mudanças climáticas sobre a vida no planeta. O programa é inédito em sua abrangência e no estudo do papel do Brasil nessas mudanças, já consideradas inevitáveis.

O programa terá duração de pelo menos dez anos e a cada ano novas chamadas de propostas devem ser publicadas. Os recursos destinados pela FAPESP somam R$ 100 milhões, que poderão ser complementados por outras agências de fomento a pesquisa.

A cerimônia de lançamento do PFPMCG contou com a presença do professor Fernando Henrique Cardoso, presidente do Brasil de 1995 a 2002, de Francisco Graziano Neto, secretário de Estado do Meio Ambiente, de Carlos Henrique de Brito Cruz e Joaquim José de Camargo Engler, diretor científico e diretor administrativo da FAPESP, respectivamente, e de centenas de cientistas.

Cardoso, durante sua palestra “O Brasil e as Mudanças Climáticas Globais”, fez um apanhado de suas experiências sobre o assunto, incluindo reuniões como a de Estocolmo, na Suécia, em 1972, e a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992.

“Essas reuniões conseguiram chamar a atenção dos países para o tema do meio ambiente, mas não tiveram efeito no que diz respeito à geração de políticas públicas que levassem em consideração seus resultados globais. Elas deram início a um imenso trabalho mundial de construção de mecanismos para assegurar uma compatibilização entre o meio ambiente e o desenvolvimento econômico”, afirmou.

O sociólogo também mencionou o lançamento do PFPMCG. “Gostaria de manifestar meu agrado por ver a FAPESP, como sempre, na liderança no apoio a pesquisas científicas no Estado de São Paulo. Desejo que os pesquisadores paulistas e do Brasil se lancem com afinco para ajudar os governantes a tomar as melhores decisões”, afirmou.

“Com essa base científica que poderá ajudar no enriquecimento da consciência sobre o tema, o processo de compreensão dos efeitos do aquecimento global e a redução dos riscos que envolvem a emissão de gases do efeito estufa certamente terão um avanço grande”, disse Cardoso.

Logo em seguida Brito Cruz fez um panorama de como a ciência mundial historicamente tratou o tema das mudanças climáticas globais, começando em 1827 com descobertas feitas pelo matemático Jean Baptiste Fourier (1768-1830), e prosseguindo com contribuições de John Tyndall (1820-1893) Svante Arrhenius (1859-1927), Guy Callendar (1898-1964) e Charles Keeling (1929-2005).

“Muitas pessoas olham para os resultados do IPCC [Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas] e têm a impressão de que o assunto das mudanças climáticas está em discussão apenas nas últimas décadas, o que não é verdade. A comunidade científica vem construindo esse conhecimento há pelo menos 200 anos, motivada pela curiosidade e para tornar a humanidade mais sábia. Foi uma evolução social, não teve um único pesquisador que descobriu o aquecimento global e também não será só um que apontará as soluções”, destacou.

Segundo Brito Cruz, é justamente nesse contexto que se insere o Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais. “Queremos juntar e estimular a comunidade científica para que ela trabalhe da maneira mais articulada possível, de tal modo que a troca de informações permita avançar em questões como as conseqüências das mudanças climáticas globais no funcionamento dos ecossistemas”, afirmou.

“Não estamos lançando um programa para resolver o problema das mudanças climáticas e sim para descobrir conhecimentos que ajudarão a humanidade a tratá-lo melhor por diferentes meios. A expectativa do programa é mobilizar pesquisadores de várias áreas, desde as ciências exatas e da natureza até as ciências humanas, para que essa fertilização cruzada de idéias gere novas descobertas”, disse Brito Cruz.

Chamada de propostas
No encontro a FAPESP tornou pública duas chamadas de propostas destinadas a pesquisadores de instituições de ensino superior e de pesquisa no Estado de São Paulo: Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais e Desenvolvimento de Modelo do Sistema Climático Global, que terão recursos totais de R$ 16 milhões, divididos em partes iguais pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O objetivo da primeira chamada, que terá R$ 13,4 milhões, é identificar, selecionar e apoiar pesquisas fundamentais e aplicadas, de classe mundial, relacionadas a temas como “Conseqüências das mudanças climáticas globais no funcionamento dos ecossistemas, com ênfase em biodiversidade e nos ciclos de água, carbono e nitrogênio”, “Balanço de radiação na atmosfera, aerossóis, gases-traço e mudanças dos usos da terra” e “Mudanças climáticas globais e agricultura e pecuária”, entre outros.

“Essa primeira chamada é bem abrangente porque a idéia é compor uma base mais geral de projetos, desde os aspectos físicos e químicos até as dimensões humanas, efeitos antropogênicos e questões institucionais relacionados às mudanças climáticas. Esperamos que os pesquisadores consigam gerar boa ciência que leve o Brasil a ter uma participação mais efetiva no debate científico mundial das mudanças climáticas”, explicou Brito Cruz.

Com a compra do supercomputador que será instalado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o objetivo do segundo edital, que oferecerá R$ 2,6 milhões, é reunir um grupo de cientistas para o desenvolvimento de um modelo climático global.

“A idéia é criar um modelo próprio, um programa de computador com características e interesses regionais, para não ficarmos dependentes dos modelos desenvolvidos em outros países, que também são muito úteis. Na segunda chamada, diferentemente da primeira, iremos selecionar um único projeto, cujo objetivo seja contribuir para o desenvolvimento de um modelo numérico brasileiro do sistema climático global para ser utilizado em estudos de mudanças climáticas globais e regionais”, disse.

“Com o supercomputador e com as facilidades adicionais do Inpe em termos de modelagem de uso da terra e de sistemas computacionais, o instituto se coloca à disposição da comunidade científica para um esforço integrado e multidisciplinar em todas as áreas do conhecimento abrangidas pelo programa que acaba de ser lançado”, comentou Gilberto Câmara, presidente do Inpe, durante o lançamento do programa.

Mais informações: http://www.fapesp.br/mcg

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

Diretor da Fapesp fala sobre C&T em Belo Horizonte

“Tenho convicção de que há oportunidades no Brasil baseadas em tecnologia e conhecimento”, afirmou o diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Henrique de Brito Cruz, durante a palestra "C&T no Brasil: a universidade, a empresa e a pesquisa” realizada na manhã desta sexta-feira, 29 de agosto, na Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais (Utramig), em Belo Horizonte.

Brito Cruz falou sobre número de doutores formados, patentes, inovações tecnológicas, entre outros assuntos. Ele ressaltou que o conhecimento e a inovação mudaram o mundo e o Brasil tem caminhado nessas áreas. “Houve um aumento na produção científica nacional e o conhecimento é insumo para o crescimento do nosso País. Cerca de 80% da ciência brasileira é produzida em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro”, explicou. Cruz disse ainda que São Paulo e Minas têm muitas experiências, trocas e colaborações sendo desenvolvidas, como o projeto de bioenergia, uma parceria entre a Fapesp e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

De acordo com ele, o Brasil possui 126 mil cientistas, sendo que 72% estão nas universidades e 23% trabalham em empresas privadas. Nos Estados Unidos, existem 962 mil e 700 cientistas, mas 13% estão na universidade e 80% ocupam cargos em empresas privadas. “Temos que aumentar o esforço para ter mais pesquisa e desenvolvimento empresarial no Brasil. No mundo atual é necessária a parceria pública-privada, ou seja, o Estado ajudar a empresas avançar e desenvolver”, afirmou.

A palestra faz parte do Ciclo de Palestras: Ciência, Tecnologia e Inovação que é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes).

O secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas, Alberto Duque Portugal, abriu o evento. De acordo com ele, o Ciclo recebe profissionais renomados em suas áreas de atuação para disseminar a cultura da inovação e isso favorece a troca de conhecimento.

Fonte: Sectes

Ufla comemora Centenário

Ufla abre as comemorações do Centenário

A Universidade Federal de Lavras – Ufla deu inicio no último dia 29/8 à semana comemorativa do centenário da Instituição. Diante do Museu Bi Moreira, alunos, servidores e autoridades de Lavras e região puderam acompanhar as solenidades e discursos que marcaram a abertura do primeiro dia de festas e homenagens à Ufla e seus profissionais.

No inicio da cerimônia a Ufla dedicou um minuto de silêncio à Benjamim Harris Hannicutt Junior, filho de uns dos fundadores desta Universidade, 100 anos atrás, que faleceu no último dia 25/8. Na seqüência houve o hasteamento das bandeiras, acompanhado pelo Hino Nacional Brasileiro.

O Reitor da Ufla, professor Antônio Nazareno Guimarães Mendes, destacou a importância dos profissionais da Universidade e também da comunidade de Lavras no crescimento da Ufla: “hoje a gente homenageia as várias gerações de técnicos, estudantes e professores que construíram a história centenária da Ufla. Devemos muito à nossa região a história de sucesso da nossa Universidade”

Representantes dos alunos, servidores e docentes da Universidade puderam discursar em nome da categoria e destacaram a importância da Ufla para o desenvolvimento pessoal e profissional de seus pares.

A abertura da semana do centenário contou ainda com a participação da Banda do 8.º Batalhão da PM sob regência do Tenente Cássio Peres. Responsável pela execução do Hino Nacional, no inicio do evento, a banda apresentou também durante todo o evento uma seleção de musicas de Ray Conniff.

Fonte: Ufla

1º Workshop Nacional sobre Fosfitos na Agricultura

A Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP), vai sediar, nos dias 2 e 3 de setembro, a primeira edição do Workshop Nacional sobre Fosfitos na Agricultura.

Os fosfitos são compostos derivados do ácido fosforoso. Segundo os organizadores, o interesse pela utilização dos fosfitos se intensificou quando da descoberta de seus efeitos na redução de doenças de plantas. Além de seu caráter protetor, há registros de aumentos de produtividade em culturas como citros, tomate, batata e soja com a utilização dos fosfitos.

O evento pretende esclarecer as principais dúvidas de produtores, profissionais, docentes, pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação sobre o composto, enfocando sua utilização na indução de resistência, na nutrição e na produtividade das principais culturas do país.

Mais informações: www.phytuseventos.com.br/fosfitos

Fonte: Agência FAPESP

Política de Inovação brasileira tem discursos divergentes, afirmam representantes do setor farmacêutico

Lei de Propriedade Intelectual de 1996 estimulou o investimento em pesquisa dirigida à inovação

O ambiente brasileiro para incentivo à inovação e desenvolvimento de pesquisas apresenta grandes divergências no que diz respeito à política e ações internas e o discurso proferido pelo governo brasileiro nos fóruns internacionais. Essa foi uma das conclusões a que chegaram os palestrantes do painel "Patentes Farmacêuticas - O Ambiente Regulatório e o Crescimento Técnico, Científico e Econômico do País", apresentado hoje durante o XXVIII Seminário Nacional da Propriedade Intelectual, que acontece em São Paulo.

De acordo com Alexander Triebinigg, representante da Febrafarma (Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica) e presidente do laboratório Novartis, o Brasil detém grande possibilidade de avançar na questão da pesquisa e desenvolvimento relacionada à inovação caso consiga chegar a um consenso sobre o tema das inovações incrementais. Triebinigg considerou que a existência de duas organizações governamentais dedicadas ao mesmo trabalho, porém com entendimentos díspares em relação às patentes farmacêuticas afugenta investidores nacionais e estrangeiros. "Quem se sente confortável para investir aqui, se não tem alguma segurança sobre essas decisões?", argumenta.

Essa questão, segundo Triebinnig, passa a ser de interesse nacional, uma vez que também os laboratórios brasileiros começam a fazer pesquisas de novas moléculas e medicamentos inovadores. Porém, há também situações que precisam ser consideradas para se obter um cenário mais favorável, como o fortalecimento do INPI, que hoje conta com 100 examinadores, mas possui um backlog de cerca de 145 mil pedidos de patentes. "É um número muito grande e uma boa notícia é que o governo já percebeu a necessidade de fortalecer o INPI", afirma.

Para o diretor da Prospectiva, Ricardo Sennes, o Brasil apresenta grande potencial de crescimento em relação ao aproveitamento dos mecanismos que a Lei de Propriedade Intelectual de 1996 instituiu. Para ele, o País encontra-se em um ponto curioso, onde existem bons mecanismos de fomento à pesquisa, mas um número pequeno de patentes registradas. "O Brasil detém uma porcentagem significativa de trabalhos publicados em revistas científicas indexadas, mas isso não se traduz em patentes. Porém, é interessante verificar que há aumento do número de depósito de patentes no exterior. Existe uma dificuldade que precisa ser investigada, para que esse quadro se reverta", adverte.

Sennes também alertou para as diferenças de discurso. "Hoje vemos que o Brasil quer aplicar retaliação cruzada em propriedade intelectual contra os Estados Unidos por causa de um contencioso no setor agrícola. É preocupante o tipo de mensagem que o Brasil está passando com essa posição, pois isso afasta possíveis investidores", completa. (Portal Fator)

Fonte: ANPEI

Pré-sal deve elevar crescimento do País a 6% ao ano

Além da cadeia de petróleo, Langoni diz que exploração estimulará investimentos em equipamentos e serviços

Os investimentos necessários para viabilizar a exploração do petróleo na camada pré-sal podem elevar o padrão de crescimento da economia do Brasil dos atuais 4% para 6% ao ano, avaliou o ex-presidente do Banco Central Carlos Langoni, em um seminário no Rio de Janeiro (Os desafios do Pré-Sal) nesta sexta-feira. Segundo o economista, o pré-sal pode elevar a taxa de investimento do País dos atuais 16% para 25% a 26% do Produto Interno Bruto (PIB), no período de uma década, colocando o Brasil definitivamente em uma rota de crescimento sustentado.

"O Brasil passa por um período de transição econômica. Estamos na ante-sala do crescimento econômico que pode chegar a 6% ao ano com distribuição de renda e geração de riqueza", disse Langoni, na abertura do seminário Desafios do Pré-sal, na Firjan. O pré-sal é uma faixa em águas ultraprofundas da costa brasileira, do Espírito Santo a Santa Catarina, que pode conter bilhões de barris de petróleo, colocando o Brasil entre os maiores produtores mundiais da commodity.

O ex-presidente do BC ressaltou que o pré-sal movimentará a cadeia de petróleo, mas também estimulará investimentos indiretos no segmento de fornecedores de equipamentos e geração de serviços. "Com isso o pré-sal se constituiu em mais um elemento de redução da vulnerabilidade e mais um elemento para potencializar o crescimento brasileiro", acrescentou ele.

Para Langoni, a descoberta do pré-sal veio na hora certa e é fruto do modelo regulatório brasileiro, que a partir de 1998 abriu o mercado a empresas estrangeiras e permitiu que a Petrobras pudesse realizar novos investimentos. "Deus de fato é brasileiro. Ele nos deu essa riqueza no momento certo. A economia brasileira é sólida, diversificada e dinâmica. Em outros países o petróleo surgiu em uma fase inicial de crescimento", lembrou.

"O pré-sal é uma possibilidade concreta e histórica de consolidar o padrão de crescimento do país", acrescentou. O ex-presidente do BC defendeu a adaptação do atual marco regulatório ao pré-sal, com o aumento de taxas como royalties e participação especial.

Há quem defenda no governo a mudança no modelo de exploração, do atual regime de concessão para o de partilha. A posição de Langoni foi apoiada pelo presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), João Carlos de Luca, e pelo secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio, Julio Bueno. "Alimentar ondas de incertezas pode postergar ou paralisar investimentos e gerar prejuízo a milhares de acionistas, entre eles milhares de trabalhadores brasileiros (que usaram o FGTS para comprar ações da Petrobras)", disse Langoni.

"O governo tem soberania de fazer os ajustes. Defendemos a adaptação do modelo existente... com a Petrobras com um papel preponderante", afirmou o presidente do IBP.( Rodrigo Viga Gaier, da Reuters)

Fonte: Estadão

Trabalhadores de Pernambuco concluem cursos de qualificação no setor de petróleo e gás

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi participou nesta quinta-feira (28) em Ipojuca, Pernambuco, da entrega de certificados de conclusão da segunda etapa do Plano Setorial de Qualificação de Petróleo e Gás Natural, que formou 580 pessoas.

Na primeira etapa, foram capacitadas 383 pessoas nos ofícios de armador de ferro, carpinteiro de forma, pedreiro de concreto e soldador ponteador. Segundo o Ministério do Trabalho, a meta total de qualificação é de 1.940 beneficiários diretos e 5.680 indiretos, até 31 de dezembro deste ano, quando expira o período de realização do programa.

Os trabalhadores qualificados poderão ser aproveitados na construção do Estaleiro Atlântico Sul, que está em fase de montagem em Ipojuca. De acordo com o ministério, a obra, de grande porte, deverá vai impulsionar a economia da região e aumentar a renda das famílias.

Entre 2003 e 2007, em todo o país, cerca de 600 mil pessoas concluíram cursos oferecidos por esses planos setoriais, que visam à formação de mão-de-obra em diversos setores.

Fonte: Agência Brasil