segunda-feira, 25 de agosto de 2008

PRODES 2007: Resultados consolidados são divulgados pelo INPE

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) concluiu o levantamento do desmatamento na Amazônia Legal para o período 2006-2007, realizado pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (PRODES).

O resultado final, obtido pela análise de 213 imagens Landsat complementadas por imagens CCD/CBERS, SPOT e DMC em áreas nubladas, computou o total de 11.532 km2 de desflorestamento na Amazônia Legal.

Este resultado atualiza a estimativa de 11.224 km2 divulgada em novembro de 2007, produzida com base na análise das 74 imagens que apresentaram maiores taxas de desmatamento no período anterior e que permitiram a estimativa em novembro com 2,7% de diferença para menos em relação ao valor definitivo.

A taxa de desmatamento de 2006-2007 significa uma redução de 18% em relação à taxa medida no período 2005-2006.

O PRODES é uma das ações do MCT no Grupo Permanente de Trabalho Interministerial para a Redução dos Índices de Desmatamento na Amazônia Legal e tem sido reconhecido como uma contribuição fundamental para o logro das metas do Grupo Permanente de Trabalho pela presteza e transparência na divulgação da informação sobre o desmatamento na Amazônia Legal.

A tabela abaixo apresenta a participação de cada Unidade Federativa na taxa de desmatamento da Amazônia Legal, em km2/ano.



Os mapas das áreas de desflorestamento e tabelas utilizadas no cálculo da taxa anual estão disponíveis na página do PRODES no site: www.obt.inpe.br/prodes.

Fonte: INPE

Anemia e obesidade: um paradoxo da transição nutricional brasileira

Anemia and obesity: a paradox of the nutritional transition in Brazil
Paradoxo nutricional
O Brasil vive uma transição nutricional paradoxal. Um estudo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública revela a prevalência crescente tanto de anemias como de obesidade no país. A pesquisa, que analisou trabalhos realizados nas últimas três décadas, aponta que essa tendência estaria associada a mudanças no consumo alimentar.

A pesquisa analisou 28 trabalhos publicados sobre anemia em crianças e mulheres em idade reprodutiva, considerando a representatividade estatística, padronização de técnicas laboratoriais e critérios recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Para o estudo do sobrepeso e obesidade, o trabalho avaliou o Índice de Massa Corporal (IMC).

Participaram do trabalho pesquisadores do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), do Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira (Imip) e do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, unidade da Fundação Oswaldo Cruz em Recife.

De acordo com Malaquias Batista Filho, do Imip, o estudo procurou se afastar do paradigma usado na maior parte das pesquisas, cuja referência é o enfoque isolado dos diagnósticos, particularmente no caso das doenças nutricionais, que são analisadas como “entidades próprias e autônomas”.

“A idéia foi juntar os dados em uma série cronológica desde 1974 para verificar se eles apontavam alguma tendência. Há três estudos que foram feitos com a mesma população em momentos diferentes, por isso são mais adequados a análise de tendências temporais. Os resultados revelam que, a cada década em que o exame foi feito, a desnutrição regrediu e a obesidade evoluiu”, disse Batista Filho.

Embora o país venha superando o problema da fome, a nova pesquisa aponta as anemias como um problema em ascensão. Um dos estudos anteriores feito no município de São Paulo, cujos dados foram utilizados, foi o caso mais representativo: a prevalência do problema das anemias aumentou de 22% para 46,9% nas duas últimas décadas, entre as crianças menores de 5 anos.

Os outros dois trabalhos se referem aos estados da Paraíba e de Pernambuco, cuja tendência é de aumento das anemias em 10% a cada dez anos.

Batista Filho, que também é professor aposentado do Departamento de Nutrição da UFPE, ressalta que o problema da anemia não é exclusivo dos países subdesenvolvidos. A Europa tinha, segundo ressaltou, 20 milhões de pessoas anêmicas há uma década.

“Trata-se de um problema que foi progredindo na surdina, sem muitas denúncias. Hoje existem estimativas de que dois terços da população mundial podem ter anemia. Houve redução nas formas mais graves, mas houve ampliação em relação às formas leves e moderadas de anemia”, acrescentou.

Leite demais
Segundo Batista Filho, uma certa mitificação do leite na alimentação humana tem relação com o avanço da anemia. “O leite é muito importante na alimentação, mas ainda assim não pode ser considerado um alimento que necessariamente deve fazer parte da dieta para que exista condição para saúde normal. Ele não é rico em ferro e inibe o aproveitamento de ferro de outros alimentos. No estudo feito em São Paulo, verifica-se que, em grande parte, o leite está sendo co-responsável pela ocorrência de anemia em crianças”, disse.

As grandes mudanças na situação nutricional da população adulta resultaram, segundo a nova pesquisa, em um aumento do sobrepeso e obesidade. Em relação à evolução do estado nutricional, segundo o IMC, foi identificado um declínio no baixo peso e uma estabilização em níveis aceitáveis a partir de 1989, enquanto a obesidade triplicou em homens, elevando-se de 2,8% para 8,8%.

Entre as mulheres, a ocorrência de obesidade, que, inicialmente, era três vezes maior do que em homens, manteve-se praticamente estável em torno de 13% nas avaliações efetuadas em 1989 e 2003. No mesmo período, a prevalência de normalidade antropométrica, que era de 71,4% entre os homens em 1974, caiu para 47,4% na última avaliação. Entre as mulheres, a prevalência da normalidade antropométrica, segundo o IMC, declinou de 53,4% para 42,7%.

De acordo com Batista Filho, o novo paradigma nutricional gera a necessidade de se avançar para além dos problemas relacionados à fome. “Agora temos que pensar nos aspectos qualitativos da alimentação e não simplesmente compensá-la com calorias. Alimentação saudável não se reduz ao problema da fome, mas tem relação com vários outros aspectos nutricionais e de saúde.”

“Temos de retirar um pouco do centro da discussão a questão da fome em si, e colocar agora um tema bem mais amplo, que seria o da alimentação saudável para todos os ciclos de vida. Hoje, inclusive, se percebe que quando estamos cuidando da alimentação da criança estamos cuidando do escolar, da gestante, do trabalhador e das populações idosas do futuro”, reforçou.

Para ler o artigo Anemia e obesidade: um paradoxo da transição nutricional brasileira, de Malaquias Batista Filho e outros, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Obmep, em sua quarta versão, começa amanhã (26)

A primeira etapa das provas da 4ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) será realizada na terça-feira (26). Este ano, o projeto é recordista no número de inscritos: mais de 18 milhões de alunos em 40.377 escolas, com a participação de mais de 98% dos municípios.

Alunos de 5ª e 6ª séries, de 7ª e 8ª séries (6º ao 9º ano), do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) responderão questões objetivas nesta primeira etapa. A escola aplica as provas, corrige e seleciona os 5% dos alunos com melhor desempenho para participar da segunda fase, que será em 8 de novembro, em centros de aplicação da Obmep em todo o País.

A ex-presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e diretora acadêmica da Obmep, Suely Druck, informa que nesta primeira etapa, as provas chegam aos estados e municípios de avião e até de canoa. Algumas provas cruzam até florestas ou são levadas a pé para chegar aos lugares mais distantes, como tribos indígenas de Roraima, por exemplo. A entrega é monitorada pela Obmep.

Obmep
O objetivo das Olimpíadas é melhorar o ensino de matemática e promover a inclusão social, e estimular o interesse de crianças e jovens pela disciplina e identificar talentos para a ciência e a tecnologia.

A Obmep é promovida pelos ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e Educação (MEC) e executada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa/MCT) e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

As metas da Obmep vêm sendo superadas desde a primeira edição, em 2005, quando se esperava envolver cinco milhões de estudantes e se inscreveram 10,5 milhões de alunos de 5ª e 6ª séries (Nível 1), 7ª e 8ª séries (Nível 2) e Ensino Médio (Nível 3). Foram mais de 31 mil escolas de 5.197 municípios. Em 2006, a 2ª Obmep teve 14 milhões de inscritos de 32,6 mil escolas federais, estaduais e municipais.

Já na 3ª Olimpíada, os números surpreenderam a organização do evento e comprovaram que há uma grande mobilização por parte dos professores e seus alunos para participarem da competição. Concorreram nesta edição 17,3 milhões de alunos, de 38,5 mil escolas. Cerca de 120 mil professores colaboraram voluntariamente com a iniciativa que, em 2007, atingiu 98% dos municípios do País.

O sucesso do evento, como forma de induzir o interesse pela ciência em crianças e jovens, fez com que essa Olimpíada fosse citada no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. Pelo Plano, a meta de crescimento da participação no evento é de 40%.

Ildeu Moreira, responsável pelo Departamento de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia do MCT, ressalta que a Obmep estimula a melhoria do ensino da disciplina e, certamente, pode estar gerando futuros cientistas. "Uma vez que a proposta educacional da escola seja bem feita, seus alunos terão interesse de se dedicar à carreira científica. O quanto a Olimpíada está significando como estímulo só poderá ser avaliado a longo prazo. Mas logo ficará claro o quanto está atraindo jovens para as áreas de ciência e tecnologia", disse.

Melhoria do Ensino
Os resultados da mobilização nacional empreendida pela Obmep estão diretamente relacionados com a valorização da escola pública, com a melhoria da educação científica, com a identificação e a construção de talentos para as áreas científicas e tecnológicas, conforme destaca Suely Druck.

Para ela, o envolvimento cada vez maior de alunos e professores mostra que todos clamam por um ensino de melhor qualidade. "Eles estão mostrando uma demanda por ensino qualificado, porque, afinal, quem inscreve os alunos são os professores, e os alunos fazem a prova. Esse projeto é uma demonstração de que muitos professores querem mudar a realidade do ensino brasileiro", disse.

Prêmios
Além das medalhas, os alunos com melhor desempenho recebem bolsas de Iniciação Científica Jr, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), no valor de R$100 mensais, que os mantém estudando matemática sob a coordenação da Obmep. Na edição de 2007 da Olimpíada, o número de bolsas aumentou para três mil.

Na Obmep, os alunos recebem medalhas de ouro, prata, bronze e certificados de menção honrosa. Seus professores freqüentam cursos de capacitação, e as escolas ganham equipamento de informática e livros para composição de uma biblioteca básica em matemática.

Para mais informações, acesse o site www.obmep.org.br/ ou entre em contato com a Obmep pelo telefone (21) 2529-5084. (Deográcia Pinto - Assessoria de Comunicação do MCT)

Confira a evolução do número de participantes nas últimas edições:

Ano

2005

2006

2007

2008

Alunos inscritos

10.520.830

14.181.705

17.341.732

18.317.779

Escolas

31.030

32.655

38.450

40.377

Municípios

93,50%

94,50%

98,13%

98,72%


Fonte: Agência CT

Brasileiro ganha prêmio Abraham Horwitz 2008

Cesar Victora ganha Prêmio Abraham Horwitz 2008 (OPAS/OMS)

Cesar Victora, professor e pesquisador da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), é o quarto brasileiro a ser agraciado pelo Prêmio Abraham Horwitz da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), destinado aos profissionais que se destacaram por sua dedicação profissional voltada para a medicina e saúde pública da América Latina e Caribe.

A cerimônia de entrega do prêmio acontecerá no dia 29 de setembro de 2008, em Washington (USA) em reunião do Conselho Diretor da OPAS. Recentemente Victora foi apresentado pela ABRASCO, por intermédio da sua Comissão de Epidemiologia, como candidato ao cargo de Presidente da Associação Internacional de Epidemiologia (IEA) para o período de 2011-2013.

A indicação foi respaldada por um número expressivo de sócios da IEA - não apenas brasileiros - em vista do prestígio internacional do candidato apresentado. O processo eleitoral será concluído na Assembléia da IEA, durante o XVIII Congresso Mundial de Epidemiologia (IEA) e VII Congresso Brasileiro de Epidemiologia (ABRASCO), de 21 a 24 de setembro de 2008, em Porto Alegre.

Poderão votar todos os associados à IEA, presentes e com sua taxa de anuidade devidamente quitada. Conclamamos a comunidade científica a manifestar, através do voto, a energia e a qualidade da Epidemiologia Brasileira votando no Prof. César Victora para a presidência da IEA.

Fonte: Abrasco

Pesquisa avalia participação feminina nas Olimpíadas

Metais valiosos
A participação das mulheres brasileiras em Jogos Olímpicos começou em 1932, quando a nadadora Maria Lenk representou o país em Los Angeles. Mas a primeira medalha feminina veio apenas em Atlanta, em 1996. E a primeira de ouro em competições individuais demorou 76 anos. Veio somente na última sexta-feira (22/8), quando Maurren Maggi venceu a prova de salto em distância, tornando-se também a primeira brasileira a subir ao pódio no atletismo.

A principal razão para essa evolução ter sido tão lenta, segundo Katia Rubio, professora da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da Universidade de São Paulo (USP), é que as políticas esportivas sempre privilegiaram os homens. E esses privilégios ainda se mantêm, embora as atletas brasileiras venham ganhando mais espaço.

A professora coordena o projeto de pesquisa Mulheres olímpicas brasileiras que, por meio de entrevistas com atletas e ex-atletas, procura reconstruir a trajetória histórica feminina nacional nos Jogos. Um dos objetivos do projeto, que tem apoio da FAPESP na modalidade Auxílio Regular a Pesquisa, é compreender a defasagem da participação feminina no maior evento esportivo do planeta.

O projeto nasceu de um estudo anterior, também apoiado pela FAPESP, que originou o livro Heróis olímpicos brasileiros, lançado em 2004. Ao resgatar a história dos medalhistas brasileiros, Katia se surpreendeu com o fato de nenhuma mulher ter ganhado medalhas entre 1932 e 1996.

“Isso não podia ser um fato casual. Fiquei interessada em compreender o que levou a essa defasagem. Desde então, entrevistamos muitas brasileiras que participaram das Olimpíadas e começamos a ter resultados que nos colocam diante de questões muito particulares do esporte feminino no país”, disse.

A primeira particularidade descoberta pelo estudo se refere à questão de políticas públicas para o esporte feminino. “As mulheres já foram privadas, por lei, de participar de determinadas provas, como lutas ou futebol. As delegações começaram a ter um número equilibrado de mulheres e homens apenas em Sidney, em 2000”, disse a pesquisadora.

De acordo com dados do Comitê Olímpico Internacional, em 1932 o Brasil participou com 67 homens e uma mulher. Em 1972, foram 87 para 4. Em 1996, 142 contra 66. Em 2000, 127 para 101. Este ano, foram 145 homens e 132 mulheres.

Preconceito e conformismo
Além do pouco incentivo, os investimentos sempre foram menores nos treinamentos das mulheres, assim como os prêmios pagos. “Com as entrevistas, estamos constatando que há uma certa acomodação das mulheres com essa situação. Elas tendem a achar natural o predomínio masculino nos jogos. Acham que o prêmio deles deve ser maior mesmo”, disse.

Segundo Katia, a história da mulher no esporte é diferente em outros países, como Estados Unidos ou Inglaterra. “Estamos vendo que essa história no Brasil tem relação direta com a própria compreensão do feminismo no país. As lutas da mulher não são caracterizadas como lutas políticas. Isso se reflete na postura das atletas, que não se referem a qualquer tipo de discriminação, exceto em relação à raça”, afirmou.

O único gesto de inconformismo vem das atletas do futebol, que mencionam episódios de discriminação nas entrevistas. Mas, para Katia, no caso do futebol a diferença de tratamento dada às seleções masculina e feminina é tão gritante que não poderia ser diferente.

“De maneira geral, o que surpreende é a dificuldade das mulheres em referir discriminação, que no entanto é patente. Queremos descobrir se fazem isso por medo de represálias ou se há um discurso de aceitação impregnado”, apontou.

Quando uma situação de exclusão é manifesta, segundo Katia, as mulheres particularizam o fato. “Uma das atletas chorou durante a entrevista, ao se lembrar de situações a que se viu submetida por capricho de um dirigente, que destruiu seu sonho de ir aos Jogos Olímpicos. Mas, em vez de atribuir o caso ao preconceito, ela acreditava que se tratava de uma rixa pessoal”, contou.

A metodologia baseada em histórias de vida, segundo ela, tem a vantagem de inserir no trabalho a dimensão da subjetividade. “Podemos avaliar o mesmo momento histórico sendo interpretado pelo repertório de diversas trajetórias pessoais”, disse Katia, que é presidente da Associação Brasileira de Psicologia do Esporte.

Apesar das condições desiguais, o desempenho das brasileiras se mostra cada vez melhor. Em 1996 (Atlanta), vieram as primeiras medalhas: ouro e prata em vôlei de praia, prata em basquete e bronze em vôlei. Em 2000 (Sidney), prata e bronze em vôlei de praia e bronze em basquete e vôlei. Em 2004 (Atenas), prata em vôlei de praia e futebol. Em 2008 (Pequim), as mulheres ficaram à frente dos homens, com duas das três medalhas de ouro (salto em distância e vôlei feminino), além da prata no futebol e bronze em judô, taekwondo e vela.

“Olhando os resultados das brasileiras nessa Olimpíada – conquistaram seis das 15 medalhas, sendo duas de ouro e uma de prata – eu diria que as mulheres estão surpreendendo. Isso não quer dizer que elas terão melhores condições para trabalhar daqui em diante. Seria preciso que elas fossem tratadas pelo menos com o mesmo respeito dado ao esporte masculino, que ainda assim também tem muitas dificuldades”, afirmou.

De acordo com Katia, a exclusão das mulheres remonta à origem das Olimpíadas. “O barão de Coubertin, ao instituir os Jogos da era moderna, em 1894, proibiu a participação feminina argumentando que, na Grécia helênica, elas eram barradas por não serem cidadãs. Nas Olimpíadas de Paris, em 1900, com o vigor do movimento feminista, ele foi obrigado a aceitar as mulheres”, disse.

2012 já começou
A pesquisadora considera inadmissível dizer que os atletas brasileiros – homens e mulheres – não tiveram um bom desempenho nos Jogos de Pequim. “Em Olimpíadas não há milagres. Acontece o óbvio: ganham os melhores. Se o Brasil tem poucas medalhas em relação a determinados países, é porque os atletas desses países estão mais bem preparados. Erros e derrotas dramáticas acontecem com todos. Mas nossos atletas tiveram um desempenho coerente com a preparação que tiveram”, disse.

A falta de preparação, para Katia, é decorrente da política esportiva adotada no país. “E não falo apenas de investimento, mas de planejamento. Os Jogos Olímpicos de Pequim acabaram neste domingo. A partir de segunda-feira, os países que mais ganharam medalhas estarão se preparando para Londres em 2012. Mas, seguindo a política do Comitê Olímpico Brasileiro, nossa preparação começará apenas em julho de 2011”, criticou.

Fonte: Fábio de Castro /Agência FAPESP

54º Congresso Brasileiro de Genética

O 54º Congresso Brasileiro de Genética, encontro anual da Sociedade Brasileira de Genética (SBG), será realizado de 16 a 19 de setembro, em Salvador.

A programação do evento reunirá palestrantes brasileiros e estrangeiros, entre eles Nipam Patel, professor do Departamento de Biologia Integrativa da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, que falará sobre “The evolution of animal body patterning”.

O evento contará com cursos, conferências e mesas-redondas. “Citogenética clássica e molecular e seu uso na construção de filogenias”, de Julio Cesar Pieczarka, da Universidade Federal do Pará, “MicroRNAs aplicado ao estudo de processos biológicos complexos”, de Márcia Chiquitelli, da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, e “Gene regulatory networks underlying neural crest evolution”, de Marianne Elizabeth Bronner, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Estados Unidos, são alguns dos destaques.

Mais informações: www.sbg.org.br/54CBG/index.htm

Fonte: Agência FAPESP

A classificação das ciências jamais parou de evoluir: um século de esforços para arrumar as ciências em seus lugares

"A classificação das ciências jamais parou de evoluir: um século de esforços para arrumar as ciências em seus lugares" será o tema da palestra que Stephen Weldon, professor de História da Ciência na Universidade de Oklahoma, nos Estados Unidos, irá proferir no dia 25 de agosto, às 14h, no Rio de Janeiro.

O evento, que ocorrerá no Museu de Astronomia e Ciências Afins, faz parte da série Encontro com a História, organizada pela Coordenação de História da Ciência do Mast. Weldon também é coordenador da Base de Dados Internacional de História da Ciência, da Tecnologia e da Medicina.

O objetivo do encontro é possibilitar a compreensão das maneiras pelas quais os sistemas de classificação das ciências formaram-se e transformaram-se ao longo do século 20, no contexto social e intelectual da história das ciências. O evento é gratuito e aberto ao público.

Mais informações: (21) 2580-7010, ramal 220.

Fonte: Agência FAPESP

CBPF já faz parte da "LHC COMPUTER GRID"

Desde o último dia 13, o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) passou a fazer parte da LHC Computer Grid (LCG), consórcio que reúne os grandes centros computacionais associados ao Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN, na sigla em francês) para distribuição de processamento e armazenamento de grande quantidade de dados, especialmente aqueles gerados pelo experimento do maior acelerador de partículas do mundo, o LHC (Grande Colisor de Hádrons, na sigla em inglês), que entra em funcionamento em outubro e promete elucidar várias questões que intrigam os físicos ainda hoje. A participação do CBPF nesta rede será especialmente voltada para o tratamento e gerenciamento dos dados produzidos pelos experimentos de dois dos quatro detectores do acelerador, o LHCb e o CMS.

Além de se dedicar ao desenvolvimento de softwares para operação em rede, a equipe do projeto (Ignácio Bediaga, Javier Magnin, Renato Santana e Edgard Rondon), da Coordenação de Física de Altas Energias do CBPF (LAFEX), também se envolveu num intenso trabalho de articulação com os outros membros do LCG, principalmente com o CERN, para garantir a participação do instituto no empreendimento. O êxito desse esforço será celebrado na próxima segunda (25), quando o grupo do LAFEX se reúne com pesquisadores do instituto e de outros grupos associados para comemorar a nova fase do projeto.

A base de operação do CBPF na rede conta hoje com 170 processadores, número que deverá ser duplicado até o final do ano, com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), que já aprovou, pelo CT-Infra, recursos que vão possibilitar a ampliação.

Quem quiser acompanhar a presença do instituto na rede LCG, poderá visitar o endereço goc.grid.sinica.edu.tw/gstat/CBPF/, que mostra o site-grid do CBPF e informa o total de processadores disponíveis, quantos deles estão sendo usados para rodar processos, a quantidade de processos em operação e toda uma série de dados específicos referentes ao status da grid, inclusive quem está operando. Já o endereço gridmap.cern.ch/gm/ mostra a posição global da grid no mundo e indica que o CBPF é hoje o terceiro maior site dentro do Resource Operator Center (ROC) do CERN.

Maiores informações pelo e-mail ou pelos telefones +55 (21) 21417291 / 8196-5662.

Fonte: Dayse Lima / Núcleo de Comunicação Social do CBPF

CTNBio aprova liberação comercial de algodão transgênico

Por 18 votos a favor, três contra e duas abstenções, os membros da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovaram a liberação comercial de algodão tolerante ao glifosinato de amônia, pedido pela Bayer CropScience Ltda. Com aval da comissão, o próximo passo é a liberação do produto pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). "Os trabalhos estão sendo produtivos. Estamos trabalhando desde fevereiro em pareceres e outras atividades, e só agora conseguimos votar. Não podemos apressar essas decisões", afirma o presidente da CTNBio, Walter Colli.

Ainda pela manhã, foram aprovados 30 pedidos de liberação planejada no meio ambiente (pesquisa). Os integrantes da comissão aprovaram ainda diversas medidas como alteração em Comissão Interna de Biossegurança (CIBio) e em Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB). (Fabio Lino - Assessoria de Comunicação do MCT)

Fonte: Agência CT