quarta-feira, 20 de agosto de 2008

CTNBio volta a se reunir

Os integrantes da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) voltam a se reunir nesta quarta-feira (20) e quinta-feira (21), em Brasília (DF). No primeiro dia, os trabalhos se concentram nas comissões setoriais: ambiental, vegetal, humana e animal. Na quinta-feira (21), ocorre a reunião plenária.

Na pauta da 115ª reunião constam 11 solicitações de liberação comercial de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs). São quatro solicitações para liberação comercial de milho: duas para variedades tolerantes ao glifosato; uma resistente a insetos e outra resistente a insetos e tolerante ao glufosinato de amônio.

Também constam da pauta outros quatro pedidos para liberação comercial de variedades de algodão modificado: duas resistentes a insetos; uma tolerante ao glifosinato de amônio e outra tolerante ao glifosato. Há ainda uma solicitação para arroz tolerante a glufosinato de amônio; um pedido para soja resistente ao herbicida glufosinato e uma solicitação para liberação de vacina contra circovirose suína. Também podem ser analisados outros 69 pedidos de liberação planejada no meio ambiente (pesquisas) e demais itens.

As reuniões das câmaras setoriais ocorrem no prédio da CTNBio, no setor Policial Sul, área 5, Quadra 3, Bloco B, Brasília (DF). A plenária será das 9h às 18h, no auditório Renato Archer, no Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

Veja aqui a pauta. (Rafael Godoi - Assessoria de Comunicação do MCT)

Fonte: Agência CT

Em 1940 Trotski era assassinado no México

No dia 20 de agosto de 1940, o chefe de Estado soviético, Josef Stálin, se livrou de um inimigo incômodo quando um agente stalinista matou Leon Trotski, que vivia exilado no México.

"Piero" (a pena) era seu nome no exílio, Janowski foi sua autodenominação na fundação do primeiro Conselho Soviético, em 1905, mas era chamado também de "Jovem Águia". Trata-se de Leon Trotski (1879–1940), como ficou conhecido o revolucionário e teórico russo Lev Davidovitch Bronstein.

Nascido na Ucrânia, de uma família de agricultores judeus, foi um dos melhores alunos de Matemática, Literatura, Alemão e Francês em Odessa. Ainda como estudante, iniciou por acaso sua atividade contra o czarismo.

No verão europeu de 1896, cerca de 30 mil trabalhadores se rebelaram em São Petersburgo. A revolta não fora motivada pela frente de luta pela libertação da classe operária, recém-criada por Lênin e, sim, conseqüência da fome e da catastrófica situação social. Impressionado com as notícias sobre a greve e munido do idealismo de um jovem de 17 anos, Lev Bronstein fundou a Liga dos Trabalhadores do Sul da Rússia.

Estudantes e alunos escreviam panfletos, conclamações e pequenos textos de formação política para os trabalhadores. O serviço secreto do czar levou dois anos até descobrir as atividades subversivas da liga e prender o propagandista Bronstein em janeiro de 1898.

Difícil relação com Lênin
Deportado para a Sibéria, ele leu, pela primeira vez, no verão de 1902, um escrito de Lênin intitulado O que fazer?. Bronstein sabia o que tinha de fazer: fugir para o exílio. Escondido sob a palha numa carreta de agricultor, chegou a Irkutsk, onde amigos lhe arranjaram um passaporte falso, mudando seu nome para Leon Trotski – nome de um antigo carcereiro.

Seguiu-se o primeiro encontro com Lênin em outubro de 1902, sem que daí resultasse uma amizade entre os dois. Nos anos seguintes, eles oscilavam entre relações de conveniência e inimizades. Trotski era o mais inteligente e visionário dos dois revolucionários. Presidiu o primeiro soviete de Petrogrado até a derrota da primeira revolução contra a monarquia russa em dezembro de 1905.

Novamente deportado, fugiu da Sibéria em 1907 e passou os anos seguintes no exílio, tendo se refugiado também nos Estados Unidos. Voltou à Rússia em 1917, quando participou ativamente da organização da Revolução de Outubro.

Na noite em que completou 38 anos (7 de novembro), tropas de choque ocuparam estações de trem, pontes, o banco estatal e as principais repartições públicas de Petrogrado. Por volta do meio-dia, Trotski proclamou a destituição do governo, em nome do Comitê Revolucionário Militar.

Inimizade com Stálin
Foi uma revolução sem derramamento de sangue. O terror e a crueldade viriam mais tarde. Trotski tornou-se comissário das Relações Exteriores e assinou a paz com a Alemanha em Brest-Litovsk. Com a nomeação de ex-oficiais czaristas para o Exército Vermelho, provocou a fúria do comissário político superior da décima Armada, Josef Stálin, que passou a lutar sistematicamente contra ele, por meio de intrigas e rumores.

Trotski, por sua vez, culpou Stálin pela derrota da Rússia na guerra contra a Polônia em 1920. A partir de 1923, com o adoecimento de Lênin, organizou a oposição a Stálin. Após a morte de Lênin, em 1924, Stálin concentrou o poder em suas mãos e se vingou de Trotski, expulsando-o do Partido Comunista em 1927 e deportando-o para a Turquia em 1929.

No exílio, Trotski passou por vários países. Na França, foi informado do "suicídio" de sua segunda filha. Seus dois genros foram deportados para a Sibéria e seus quatro netos desapareceram.

Em 1937, chegou ao México, onde foi assassinado dia 20 de agosto de 1940 pelo agente stalinista Ramón del Rio Mercader, que havia conquistado a confiança da família com o pseudônimo Frank Jacson.

No Brasil, Trotski não tem boa fama devido ao sectarismo e dogmatismo de alguns grupos que reivindicam o trotskismo. O pensamento do teórico russo é polêmico e abrange as duas revoluções russas, o colapso da 2ª Internacional, a fundação da 3ª Internacional, as ascensões de Stálin na URSS e de Hitler na Alemanha, bem como a Revolução Espanhola. ( Jens Teschke (gh)

Fonte: DW

6º Congresso Mundial de Herpetologia

Congresso de Herpetologia reúne cientistas de vários países

Mais de 600 especialistas de 41 países participam do 6º Congresso Mundial de Herpetologia, que segue até sexta-feira (22). A abertura ocorreu ontem (18) com a presença do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT), Adalberto Luis Val.

Durante esta semana serão discutidos temas como a conservação e evolução de reptéis (lagartos, serpentes, etc) e anfíbios (sapos), reprodução de quelônios (tartarugas) e a influência desses animais no meio ambiente.

Na programação do Congresso estão agendados 15 simpósios sobre assuntos específicos de Herpetologia, além de mais de 420 palestras com pesquisadores de todo o mundo e exposições de banners de estudantes de vários países, bem como uma mostra da coleção viva de répteis e anfíbios.

O evento é uma realização do Inpa com a parceria da Fundação de Amparo à Pesquisa no Amazonas (Fapeam), do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da Associação de Ictiólogos e Herpetólogos da Amazônia (AIHA). (Assessoria de Comunicação do Inpa)

Fonte: Agência CT

Biofábrica sergipana entra em operação em 2009

Até meados de 2009 deve entrar em operação a primeira biofábrica de Sergipe, instalada na área do Sergipe Parque Tecnológico - SergipeTec e com uma produção inicial estimada em um milhão de mudas por ano. Cerca de R$ 750 mil para as obras já estão garantidos através do Finep-Financiadora de Estudos e Projetos, com contrapartida de R$ 550 mil do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico da Ciência e Tecnologia (Sedetec).

Vão ser produzidas mudas de banana e abacaxi, culturas selecionadas após pesquisas que identificaram uma grande demanda para estes cultivos no estado. A iniciativa da biofábrica de mudas é resultado da parceria entre Emdagro – Empresa de Desenvolvimento Agrário de Sergipe, Embrapa Tabuleiros Costeiros e Fapitec- Fundação de Apoio à Pesquisa e Inovação Tecnológica, responsáveis pelas pesquisas, além do SergipeTec, que cuida da viabilização do projeto, atraindo recursos financeiros, formando pesquisadores e qualificando a mão-de-obra.

A construção da biofábrica é um dos projetos do núcleo de biotecnologia do SergipeTec. “Parece um termo novo, mas a biotecnologia existe desde o início dos tempos e nada mais é do que conjuntos de tecnologia que utilizam organismos vivos a exemplos de plantas, animais, vacinas, remédios”, salienta Cláudio Antunes, gestor do núcleo.

Dentro desse núcleo estão os projetos ligados à multiplicação de plantas in vitro, que garantem maior produtividade de mudas e com qualidade controlada, garantida. Na prática uma planta oriunda de cultivo normal é retirada do campo, passa por análises de laboratório para verificar se não existe contaminação e se suas características são perfeitas para reprodução. De uma única ramificação de uma planta perfeita são feitas dez ou mais raízes e daí sucessivamente, resultando num processo de multiplicação em larga escala.

Esse é o trabalho executado em uma biofábrica, explica Cláudio. “O processo de multiplicação não envolve produtos químicos ou modificação genética, apenas é conduzido de forma controlada e isso garante a oferta ao mercado, de mudas feitas a partir de plantas sadias, que têm, realmente, um atestado de garantia”, diz ele. A biofábrica vai contar com 460 m² de laboratórios e berçários, onde são feitas as análises e plantio das raízes e cerca de 3.200 m² de estufas aclimatadas onde as mudas se acostumam aos níveis de claridade e temperatura do meio ambiente.

Fonte: Anprotec

Minas Gerais corre o risco de perder 1,4 mil animais e 1,1 mil plantas


Novas listas vermelhas da fauna e flora mostram risco de desaparecimento de 1,4 mil animais e 1,1 mil plantas em Minas Gerais

Silêncio nos campos e florestas
A biodiversidade mineira corre perigo. As novas Listas Vermelhas da Flora e da Fauna Ameaçadas de Extinção de Minas Gerais, prontas para serem divulgadas pelo governo do estado, mostram uma realidade assustadora: 1,4 mil animais e 1.127 plantas estão ameaçados.

Desde 1995, houve aumento de 54% no número dos bichos em processo de vulnerabilidade. Os vilões são conhecidos: o desmatamento, a poluição e o comércio ilegal. Exemplares dos principais biomas integrantes da cobertura vegetal das paisagens mineiras também não ficam para trás. As plantas do cerrado são as mais afetadas, e 59,21% delas correm o risco de desaparecer.

A relação dos animais e da vegetação sob o risco de extinção tem o objetivo de chamar a atenção para a ameaça ao meio ambiente e contribuir para a preservação. É usada também para conter o tráfico e a compra e venda ilegal, conforme disposto na Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna em Perigo de Extinção (Cites), da qual o Brasil é signatário desde 1975. Lista Vermelha é o nome dado mundialmente para definir o nível de conservação dos exemplares.

As listas foram elaboradas pela organização não-governamental Biodiversitas por meio de convênio firmado com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), e serão oficialmente publicadas depois da homologação pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam). De acordo com o artigo 2º da Lei Estadual 10.583, de 3 de janeiro de 1992, a revisão dos documentos deve ser feita a cada três anos. O livro da fauna havia sido publicado em 1995 e o da flora em 1997.

De acordo com o estudo Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS - vide no fim da matéria), apresentado no mês passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Minas é o estado com o maior número de espécies perto de se tornarem apenas uma lembrança. A pesquisa do órgão federal diverge do levantamento da Biodiversitas em um quesito. Enquanto esse último destaca 1.127 espécies vegetais ameaçadas, o IBGE divulgou 1.115. O instituto se baseou nos relatórios das secretarias estaduais de Meio Ambiente e comparou a situação nos oito estados nos quais há dados. Depois de Minas Gerais, o segundo lugar no ranking é São Paulo, com 968 espécies sob o risco de extinção, seguido por Espírito Santo (950), Rio Grande do Sul (856), Paraná (503), Rio de Janeiro (191) e, por último, o Pará (176).

Para o pesquisador do IBGE Judicael Clevelario, os resultados devem ser analisados com cautela. “Não é que os outros estejam melhores, mas o governo de Minas fez um esforço muito grande para levantar as informações. Por outro lado, é um ponto de encontro de mata atlântica, cerrado e caatinga e, em poucos estados, esses biomas estão concentrados na mesma região, sofrendo pressões da agricultura, da carvoaria e de outras atividades”, diz.

PARTICIPAÇÃO
Para o gerente de Proteção à Fauna, Flora e Bioprospecção da Diretoria de Biodiversidade (Dbio) do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Miguel Ribon Júnior, é preciso a participação da comunidade. “Se cada um fizer a sua parte, poderemos diminuir o impacto da destruição e do desmatamento”, afirma. Ele aponta três ações importantes para assegurar a preservação: criar unidades de proteção em nível federal, estadual e municipal; áreas de preservação permanente (APPs) e conscientizar as pessoas sobre a importância da reserva legal (área em uma propriedade ou posse rural de no mínimo 20% do total do território, onde não é permitido o desmatamento, mas que pode ser explorada por meio do uso sustentável).

Dados do IEF mostram que apenas 3,11% da área do estado estão protegidos em unidades de conservação, das quais 1,13% são de proteção integral e 1,98% de uso sustentável. “Somando os parques nacionais, chegamos a uns 4%, mas esse índice está muito aquém do necessário. Precisaríamos de pelo menos 10% só de regiões de proteção integral para ficarmos mais tranqüilos”, relata Ribon. Já a cobertura vegetal em Minas atinge 35%.

Vários projetos estão em andamento para recuperar espécies e diminuir a pressão sobre o meio ambiente. Na Fazenda Engenho D”água, em Ouro Preto, na Região Central do estado, a expectativa é de que os trabalhos com veados-catingueiros, pacas e hortas acabem com a caça e revertam renda para os produtores locais, além de pesquisas e educação ambiental. No Parque Serra da Canastra, em São Roque de Minas, no Centro-Oeste do estado, a 322 quilômetros de BH, o “Pato aqui, água acolá” visa à preservação do pato-mergulhão. No Parque Estadual Serra do Brigadeiro, em Araponga, na Zona da Mata mineira, a 277 quilômetros da capital, além da conservação da vegetação, os trabalhos se voltam à proteção do macaco muriqui.

Número de espécies ameaçadas sobe 54% - Pesquisa identifica risco crescente para a fauna e flora de Minas, sendo o desmatamento e as queimadas os principais vilões

O número de espécies da fauna em risco de extinção em Minas Gerais passou de 178 para 273, um crescimento de 54% segundo os estudos das novas Listas Vermelhas da Flora e da Fauna Ameaçadas de Extinção de Minas Gerais. Para a superintendente técnica da Fundação Biodiversitas, a bióloga Gláucia Drummond, a diferença expressiva não era esperada, mas, ao mesmo tempo, não foi surpreendente. “Vários fatores contribuem para o novo dado: o aumento do conhecimento sobre as espécies, dando mais segurança para a avaliação e indicação para a lista; o fato de a publicação brasileira ter sido revisada em 2002, incluindo os peixes pela primeira vez, com um grande número de espécies no nível nacional - muitas endêmicas em Minas Gerais; e, sem dúvida, a crescente transformação dos ambientais naturais no estado”, afirma.

Os peixes em perigo tiveram aumento de 1.533%, saltando de três para 49, e agora respondem por 17,88% do total em perigo. Entre eles, estão o surubim-do-paraíba (Steindochneridion parahybae), o jaú (Zungaro jahu) e o pirapitinga (Brycon nattereri). Os invertebrados em estágio de vulnerabilidade também cresceram significativamente (64,52%) no período de 11 anos, e saíram de 31 para 51 grupos em processo de vulnerabilidade. Os exemplos são a minhoca-branca (Fimoscolex sporadochaetus), o minhocuçu ou minhoca-gigante (Rhinodrilus fafner), o besouro-de-chifre (Megasoma gyas) e a libélula ou cavalo-de-judeu (Castoraeschna margarethae).

As aves tiveram um salto de 36,14% na comparação com a publicação anterior, e aumentaram de 83 para 113. Entre os animais em situação crítica estão a jacutinga (Aburria jacutinga), o gavião-pintado (Accipiter poliogaster), a andorinha-de-coleira (Atticora melanoleuca) e o pica-pau-amarelo (Celeus flavus). Já os mamíferos saíram de 40 grupos em perigo para 45, uma diferença de 12,5%. O tatu-canastra (Priodontes maximus), a anta (Tapirus terrestris), o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), a onça-pintada (Panthera onca), o cachorro-do-mato-vinagre (Speothos venaticus) e o queixada (Tayassu pecari) engrossam a lista vermelha.

Dois grupos tiveram redução dos índices. Os répteis tinham 10 espécies incluídas na primeira publicação e agora têm seis, e os anfíbios, antes com 11, têm atualmente 10 representantes (-9,09%). Segundo Gláucia Drummond, uma das razões para o registro desses bichos na natureza é a falta de dados consistentes sobre alguns deles, o que levou os especialistas a os classificarem como “deficientes em dados” - uma das categorias consideradas no trabalho. Outros casos são exatamente o contrário. Houve aumento do conhecimento, por meio da intensificação das pesquisas de campo, mostrando que têm uma distribuição maior no estado do que se sabia.

Espécies que saíram da lista dos répteis em perigo de extinção, como Hoplocercus spinosus, foram excluídas por não apresentar registros confiáveis em coleção ou na literatura para Minas Gerais. Já a Heterodactylus lundii (cobra-de-vidro), Corallus hortulanus (jararaca-do-oco) e o Caiman latirostris (jacaré-do-papo-amarelo) deixaram de ser considerados ameaçados por ter sido constatada uma distribuição mais ampla do que se conhecia na época da elaboração da primeira lista, em 1995.

VEGETAÇÃO
Das 1.127 espécies ameaçadas de flora, aproximadamente 60% ocorrem no cerrado, 36% na mata atlântica e 5% na caatinga. Uma das responsáveis pelo estudo, a bióloga da Fundação Zoo-Botânica Míriam Pimentel, afirma que o quadro já era esperado. “Minas apresenta diferentes formas de relevo, paisagens muito variadas recobertas por vegetação característica, e, conseqüentemente, uma enorme riqueza”, afirma.

Vários desses vegetais em situação de vulnerabilidade estão preservados no acervo do Jardim Botânico do zoológico, na Pampulha, em Belo Horizonte. Cactos típicos da caatinga, no Norte de Minas, como o Pilosocereus aurisetus , e das regiões Central e Sul de Minas, como o Tacinga werneri, estão em perigo devido ao corte ilegal. Nove espécies já estão extintas no estado, como orquídeas e bromélias que ocorriam na Região Central, principalmente na Serra do Cipó.

Ibama limita ação de criatórios
O artigo 6º da Lei 5.197/1967 que estimula a construção de criatórios destinados aos animais silvestres para fins econômicos e industriais pode sofrer uma alteração. Uma deliberação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Instrução Normativa (IN) 169, quer limitar a atuação do setor. Bem próximo de Belo Horizonte, numa área verde de 30 hectares em Betim, na região metropolitana, mil aves da fauna nacional e exótica vivem no criatório comercial do Vale Verde Parque Ecológico. Elas se reproduzem e garantem a continuidade de 100 espécies, das quais 11 estão ameaçadas de extinção: pomba-goura, cuiu-cuiu, papagaio-do-peito-roxo, loris amor amor, derbiana, três espécies de tiriba, ararajuba, papagaio-do-espírito-santo e arara-azul-grande (os dois últimos são típicos do Leste de Minas, na divisa capixaba e com o Rio de Janeiro, e do Nordeste de Minas, respectivamente).

“Há 400 espécies nas mãos de criadores comerciais, e o Ibama vai lançar uma lista restringindo esse número para 20. Todas que não estiverem na relação terão prazo de três anos para ser devolvidas à natureza. Será uma tragédia ambiental, pois elas terão de ir para os zoológicos, que não têm condições de recebê-las, ou aos mantenedores, que são proibidos de estimular a procriação”, afirma o coordenador do criatório do parque, o biólogo Paulo Machado.

A auditora interna Érica Vieira de Carvalho, de 30 anos, é de São Paulo e, num compromisso de trabalho em Betim, aproveitou para conhecer o parque. “A preservação ambiental é um dos focos das discussões no mundo e há um desequilíbrio enorme devido à extinção das espécies. Como a fiscalização não tem olhos para combater as causas dessa ameaça na natureza, é importante que a população tenha a iniciativa de preservar”, disse.

Com a nova instrução do Ibama, o parque e outros criatórios podem fechar as portas e interromper projetos de educação, que têm foco turístico e ambiental. Para Paulo Machado, o uso de populações em cativeiro é de extrema importância para apoiar os projetos de conservação. “Há vários casos de espécies que foram recuperadas na natureza devido a esse fator. Um caso clássico é o ganso-do-havaí. Hoje, temos a arara-de-spix, que está extinta em ambiente natural e, no futuro, temos a esperança de reintroduzi-la”, afirma.

Segundo o biólogo, um dos principais pontos das discussões entre pesquisadores, integrantes do governo, organizações não-governamentais e grupos de conservação, no que se refere aos criadores comerciais, são os recursos financeiros envolvidos no empreendimento. “É inviável investir sem um retorno financeiro. No Vale Verde, gastamos R$ 30 mil com as aves. É romântica a idéia de que a preservação da flora e da fauna seja auto-sustentável”, diz.

O coordenador de Fauna do Ibama, João Pessoa, informou que o número de 20 grupos indicados por Paulo Machado não procede, pois ainda está sendo analisado. Segundo ele, há 1,4 mil criatórios no Brasil, dos quais 50% concentrados em São Paulo e em Minas Gerais. Acrescentou que a atividade é importante para a preservação das espécies porque reduz a pressão sobre os animais na natureza. (Estado de Minas]

Veja a íntegra da publicação Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS 2008) clicando aqui

Fonte: Ecodebate

O suicídio de escravos em São Paulo nas últimas duas décadas da escravidão

Motivos mais fortes
O alto índice de suicídios entre os escravos durante as duas últimas décadas da escravatura é freqüentemente atribuído aos “desgostos do cativeiro”, como uma reação à condição servil. Mas, de acordo com um estudo feito na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o que explica os suicídios são outros motivos, como os problemas com a justiça e o medo de castigos impostos pelo senhor.

Relacionando os campos da história e da psiquiatria, a pesquisa de Saulo Veiga Oliveira, feita como trabalho de mestrado na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, foi publicada na revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos. O artigo foi escrito com a orientadora da pesquisa, Ana Maria Galdini Raimundo Oda, professora da FCM.

O estudo foi desenvolvido no âmbito do projeto Dos Desgostos Provenientes do Cativeiro: Uma História da Psicopatologia dos Escravos Brasileiros no século 19, apoiado pela FAPESP como auxílio no âmbito do Programa de Apoio a Jovens Pesquisadores.

Oliveira analisou um total de 319 notícias sobre suicídios e tentativas, publicadas na Gazeta de Campinas entre 1872 e 1887, referentes à província de São Paulo. Do total, 68 notícias se referiam a escravos. Segundo dados do Censo de 1872, a província de São Paulo tinha cerca de 835 mil habitantes e 155 mil escravos, o que representava 19% da população.

Uma particularidade fez com que Campinas (SP) – onde se centrou a pesquisa – ficasse conhecida na época como a “Bastilha negra”. No município viviam cerca de 18 mil pessoas livres e 14 mil cativos, o que correspondia a 44% da população.

De acordo com o pesquisador, os suicídios de escravos não podem ser explicados unicamente pela sua condição cativa. “Isso configura uma abordagem muito simplista, sendo apenas uma das possíveis explicações para o fenômeno. Os atos suicidas são manifestações humanas extremas que não podem ser reduzidas à explicação única – seja ela de caráter sociológico, antropológico ou psicopatológico – e que devem ser sempre referidas aos contextos históricos em que se dão”, disse.

Para Oliveira, o suicídio pode eventualmente ser encarado como uma forma de protesto ou fuga da situação de cativeiro, mas não pode ser a única explicação. “É preciso sempre considerar a complexidade da experiência da escravidão e a capacidade humana de descobrir formas de viver em condições adversas”, afirmou.

Dos 75 casos de suicídio envolvendo escravos, 48 foram em Campinas e 19 em outras cidades. Com relação às pessoas livres, dos cem casos noticiados de suicídios e tentativas ocorridos na província de São Paulo, 36 se deram em Campinas.

Episódios noticiados
As notícias veiculadas sobre os suicídios variavam de acordo com o status do suicida: se era pessoa livre ou escravo. Era comum a citação dos dados mais importantes sobre o caso, como nome do senhor, nome do escravo, se era foragido, o local e o meio escolhido para o suicídio.

“No caso de suicídios ocorridos com indivíduos mais abastados – não necessariamente senhores de escravos – o jornal trazia uma narrativa diferente: pormenores do caso eram citados, os motivos do ato eram indagados e comentados, além da presença de frases de pesar pela morte do indivíduo e condolências à família”, disse Oliveira.

Apesar de a Gazeta de Campinas contar com colaboradores abolicionistas, não se pode afirmar que a divulgação dos casos de suicídio apresentava uma forte motivação política. Segundo o pesquisador, pode-se supor que o jornal possuía uma aspiração republicana, o que não é o mesmo que dizer que o jornal fosse abolicionista.

“Talvez a publicação de notícias de suicídios de escravos fosse um meio de mostrar a terrível prática que era a escravidão para o público leitor da época, em um esforço de trazer novos partidários para o movimento abolicionista”, apontou.

Os meios preferidos nos atos suicidas diferiam entre homens livres e escravos. Entre os cativos predominava o enforcamento, seguido de afogamento e uso de arma branca. Já entre os livres, destacavam-se o uso de arma de fogo e o enforcamento, seguido de arma branca na mesma proporção que envenenamento e afogamento. O estudo não registrou caso algum de envenenamento entre os escravos.

Os homens (escravos e livres) predominavam nos casos de suicídios e tentativas. O pequeno número de exemplos de mulheres livres, destaca o artigo, pode estar relacionado à posição social, que as tornava restritas ao lar e protegidas da exposição pública de seus atos suicidas, em especial nos casos das famílias importantes.

“Para os escravos, a maior proporção de homens suicidas pode ser, ao menos parcialmente, relacionada ao predomínio masculino nos plantéis da província, inclusive em Campinas. Ainda assim, a participação de escravas nos suicídios efetivados não é pequena, é de quase 40%”, acrescentou Oliveira.

Após 1885, as notícias de suicídios de escravos diminuíram. Mas, de acordo com o pesquisador, é difícil afirmar que isso refletiu diretamente uma efetiva diminuição dos casos ocorridos. “Essa tendência pode ser explicada, como já citado pelo sociólogo francês Roger Bastide, pela crescente propagação das idéias abolicionistas e também pelas perspectivas concretas de obtenção da liberdade, além da diminuição da população escrava”, disse.

Para ler o artigo O suicídio de escravos em São Paulo nas últimas duas décadas da escravidão, de Saulo Veiga Oliveira e Ana Maria Galdini Raimundo Oda, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Carnivore mammals in a fragmented landscape in northeast of São Paulo State, Brazil

Grandes carnívoros no interior
A vegetação nativa do noroeste paulista sofreu, nas últimas décadas, com altos índices de degradação ambiental. Ainda assim, continuam significativas na região as populações de carnívoros como jaguatiricas (Leopardus pardalis) e lobos-guará (Chrysocyon brachyurus), que, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), estão ameaçados de extinção.

No entanto, um dos principais desafios dos gestores públicos e privados responsáveis pelo manejo ambiental na região é a dificuldade de adaptação desses animais às novas paisagens agroflorestais da região, cada vez mais fragmentadas.

A conclusão é dos biólogos Giordano Ciocheti e Maria Carolina Lyra-Jorge em pesquisa desenvolvida no Laboratório de Ecologia da Paisagem e Conservação (LEPaC), vinculado ao Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP). O trabalho foi publicado na revista Biodiversity and Conservation.

A região perdeu cerca de 60% de sua vegetação original entre 1962 e 1992 e o que sobrou foi um mosaico de floresta, cerrado e áreas cultivadas, sobretudo cana-de-açúcar e eucaliptos. Ali, em trabalho de campo, os pesquisadores identificaram dez espécies de carnívoros, entre felinos e canídeos, em 18 meses de coleta de dados.

Do total de espécies encontradas, quatro estão ameaçadas de extinção: onça-parda (Puma concolor), jaguatirica (Leopardus pardalis), gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus) e lobo-guará (Chrysocyon brachyurus).

“Registramos cerca de 130 animais em 18 meses. É um número alto, considerando que os pontos de coleta de dados não tinham nenhum tipo de isca ou atrativo artificial. A idéia foi trabalhar com a freqüência espontânea dos animais”, disse Ciocheti.

O trabalho, orientado pela professora Vânia Regina Pivello, do Departamento de Ecologia do IB, que também assina o artigo, envolveu uma área agroflorestal de 50 mil hectares nos municípios de Santa Rita do Passa Quatro e Luís Antônio, onde foram espalhadas 21 câmeras fotográficas para o registro dos bichos e mais 21 canteiros de areia para o registro de pegadas dos animais.

O critério de distribuição das câmeras e canteiros levou em conta a área total das diferentes classes de vegetação amostradas, entre as quais estão o cerradão, o cerrado em sentido estrito, a floresta semidecídua e a monocultura de eucalipto. O objetivo foi identificar as espécies de carnívoros presentes na área delimitada e saber como eles usam a paisagem.

Adaptação flexível
Os autores verificaram que os carnívoros encontrados na região têm utilizado a paisagem alterada pelo homem no interior paulista de maneira flexível. “Esses animais são mais adaptáveis a essas mudanças ambientais do que imaginávamos. Mas isso não necessariamente significa que estejam em boas condições de vida. Pelo contrário, eles estão sujeitos a novos riscos gerados pelas áreas alteradas, principalmente pelas monoculturas”, explicou Ciocheti.

Os pesquisadores observaram um número elevado de jaguatiricas se locomovendo pelos eucaliptais para alcançar outros fragmentos florestais. “Com isso, elas têm uma probabilidade maior de morrer por causa da fragmentação da floresta, devido a variáveis como o contato com insumos agrícolas. Identificamos também lobos-guará que morreram por enfisema pulmonar após terem aspirado fumaça das queimadas da cana-de-açúcar”, disse.

Segundo ele, outra causa de morte desses indivíduos é o atropelamento em pequenas estradas próximas às plantações de cana e eucalipto. Por outro lado, o estudo aponta que as plantações de monoculturas conectam trechos de vegetação original permitindo, assim, a sobrevivência das espécies e a melhor locomoção dos indivíduos.

“Mas quando o eucalipto é cortado, a cada cinco anos, a paisagem fica isolada e os animais podem habitar apenas um fragmento específico de vegetação, correndo o risco de exaurir os recursos naturais do local”, afirmou o pesquisador.

“Por isso chamamos a atenção, com esse estudo, para a necessidade de parcerias entre o meio científico, as empresas agroindustriais e os órgãos estaduais para a criação de mais áreas de proteção ambiental e para que o manejo dessas áreas agrícolas seja o menos impactante possível, aumentando a conectividade da paisagem e diminuindo o risco de mortalidade dos animais”, destacou Ciocheti.

Outras espécies que circulam na área estudada são jaritataca (Conepatus semistriatus), quatis (Nasua nasua), guaxinins (Procyon lotor), cangambás (Mephitis mephitis) e iraras (Eira barbara).

Segundo os pesquisadores, em relação à diversidade das espécies encontradas não foram verificadas diferenças significativas na ocupação dos fragmentos florestais, de modo que a comunidade carnívora como um todo explorou todas as áreas de estudo, independentemente da cobertura vegetal.

Os dados coletados serviram como base para a dissertação de mestrado de Ciocheti e para a tese de doutorado de Maria Carolina, ambas defendidas recentemente no Instituto de Biociências da USP.

O artigo Carnivore mammals in a fragmented landscape in northeast of São Paulo State, Brazil pode ser lido no site da revista Biodiversity and Conservation, em www.springerlink.com.

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

Inpe disponibiliza imagens em alta resolução do programa CBERS pela internet

Brasil em alta resolução
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) disponibilizou na internet uma galeria de imagens em alta resolução do programa CBERS (Satélite Sino-brasileiro de Recursos Terrestres).

O trabalho de geração e tratamento das imagens da galeria foi realizado pela Divisão de Geração de Imagens, da Coordenação Geral de Observação da Terra do Inpe. Os arquivos podem ser utilizados gratuitamente, com menção de crédito para o instituto.

A galeria inclui imagens de todas as capitais brasileiras e de algumas áreas de países da América do Sul.

Também estão disponíveis no site as primeiras imagens produzidas pela HRC – Câmera Pancromática de Alta Resolução, instalada em caráter experimental no CBERS-2B (lançado em setembro de 2007). A HRC produz imagens de uma faixa de 27 quilômetros de largura com resolução espacial de 2,7 metros, em uma região espectral pancromática única.

Desde 2004 está disponível o banco de imagens dos satélites Landsat-1, Landsat-2, Landsat-3, Landsat-5, Landsat-7, CBERS-2 e CBERS-2B. Mas, para visualizar as imagens desse catálogo em resolução plena, é necessário conhecimento e ferramentas de processamento de imagem. Esses arquivos são, portanto, voltados para uso profissional ou acadêmico.

A nova galeria, no entanto, é voltada para meios de comunicação, professores e estudantes de ensino fundamental e médio e as imagens podem ser salvas e utilizadas imediatamente.

Mais informações:
www3.dgi.inpe.br/pesquisa2007/galeria/linux_E_galeria/galeriaCD.html

Fonte: Agência FAPESP

22nd International Conference on Coffee Science

A 22nd International Conference on Coffee Science será realizada entre os dias 14 e 19 de setembro, em Campinas (SP). O evento reunirá representantes de 14 países produtores e 14 países consumidores de café.

A principal conferência científica internacional da cadeia produtiva do café terá 371 apresentações de trabalhos científicos, além das palestras sobre os dois temas centrais: “Café e saúde” e “Tendências do consumo e a ciência do café”.

O evento, realizado a cada dois anos pela Associação para a Ciência e a Informação sobre Café (Asic, na sigla em inglês), também terá apresentações sobre outras áreas temáticas, como agronomia, química, biotecnologia, processamento e melhoramento de café.

A programação científica inclui palestras de especialistas de diversos países, que discutirão temas como “Tendências de consumo e ciência do café”, “Efeitos benéficos do café na saúde humana”, “Química do café e efeitos fisiológicos”, “Química do aroma e sabor do café”, “Qualidade e química do café” e “Genômica e bioquímica do café”.

Mais informações: www.asic-cafe.org/asic2008

Fonte: Agência FAPESP

Ministro afirma desmatamento na Amazônia caiu praticamente 60% em julho

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que o desmatamento na Amazônia caiu "praticamente 60%" em julho deste ano, em relação ao mês anterior. Minc disse que a queda foi ainda mais acentuada em relação a julho do ano passado: entre 60% e 70%.

Os dados serão divulgados oficialmente no fim do mês, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Esta é a segunda vez que Carlos Minc se antecipa ao Inpe - ele havia feito o mesmo com os números de junho, que também indicavam queda no desmate. O Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), ao qual o Inpe é vinculado, havia anunciado, no início de junho, que os boletins do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), usados para a avaliação mensal da devastação da floresta, seriam divulgados diretamente pelo instituto, para evitar utilização ou manipulação política dos dados.

"Acho que o fator mais forte foi a mudança da estratégia de fiscalização nos entroncamentos rodoviários", afirmou Minc, em entrevista na sede da Petrobras. Antes, em discurso durante o lançamento do programa Petrobras Ambiental, Minc comemorou os dados apresentados por ele e declarou: "É por isso que o pessoal da frente ruralista quer pular no meu pescoço". (Felipe Werneck / Estadão Online)

Fonte: News

Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais será lançado dia 28

O lançamento do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais, com anúncio de chamada de propostas, será realizado no dia 28 de agosto na sede da Fundação em São Paulo.

A cerimônia será aberta às 8h30. Em seguida, Fernando Henrique Cardoso, presidente do Brasil de janeiro de 1995 a dezembro de 2002, apresentará a palestra “O Brasil e as mudanças climáticas globais”. O evento se encerrará com o lançamento do programa e a abertura da chamada de propostas.

Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, falará sobre o tema “A FAPESP e as mudanças climáticas globais”. “Mudanças climáticas” será o tema de Carlos Afonso Nobre, do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe).

Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), apresentará a palestra “Mudanças climáticas, ecossistemas e ciclos biogeoquímicos”. Paulo Artaxo, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) falará sobre “Mudanças climáticas, aerossóis e usos da terra”.

Eduardo Delgado Assad, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), apresentará a palestra “Mudanças climáticas e agricultura”. Daniel Joseph Hogan, do Núcleo de Estudos de População e de Estudos e Pesquisas Ambientais da Unicamp falará sobre “Dimensões humanas das mudanças climáticas”

Para fazer a inscrição, clique aqui.

Fonte: Agência FAPESP