quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Tratamento dentário com células-tronco


Célula-tronco é futuro do tratamento dentário - Pesquisadores da UnB já identificaram material em laboratório. Terapias regenerativas estão sendo investigadas

Os tratamentos contra as doloridas cáries, maior problema bucal dos brasileiros, pode ter um novo aliado: as células-tronco. Estudos feitos na Universidade de Brasília (UnB) já conseguiram dar dois passos importantes nessa área. O primeiro deles foi estabelecer o melhor meio de cultura. O segundo, identificar e comprovar a existência destas células verificando seus aspectos morfológicos e de desenvolvimento.

De acordo com a cirurgiã-dentista Leliane Macedo de Souza, mestranda do Departamento de Odontologia da Faculdade de Ciências da Saúde (ODT), que desenvolve a pesquisa no Laboratório da Biologia Molecular da UnB , há uma expectativa de as células-tronco ajudarem a regenerar os tecidos que se perdem durante a infecção bacteriana.

Se essa capacidade for comprovada e reproduzida, a polpa retirada do dente nos tratamentos de canal também poderá ser regenerada. Assim, os tratamentos restauradores estarão aptos a utilizar células-tronco associadas a fatores de crescimento para melhorar a cicatrização e preencher as cavidades comprometidas pela cárie, evitando o uso de material empregado hoje, sujeito a infiltrações e desgaste.

“Esse estudo coloca a UnB e o Brasil na vanguarda de estudos com células-tronco adultas”, afirma Leliane. Hoje, o conhecimento científico na área já vem sendo desenvolvido nos Estados Unidos, em vários países da Europa (Itália, França, Inglaterra) e Japão, entre outros.

Os pesquisadores também vislumbram que a tecnologia vai ajudar a manter a integridade dos tecidos periodontais (gengiva), como já vem sendo utilizada para indução de reconstrução de tecidos da face perdidos por câncer ou traumas, tendo em vista a importância do tecido para a sustentação dos dentes. No futuro, cientistas vislumbram a possibilidade de produzir dentes inteiros ou porções para restaurações.

As células-tronco isoladas dos dentes podem se diferenciar em outros tipos celulares, além daqueles relacionados ao órgão dentário, como para o tecido adiposo (gordura), cartilaginoso, ósseo e até em tipos neurais. Por isso têm sido foco de grande interesse da comunidade científica mundial.

MULTIPLICAÇÃO
O primeiro desafio da equipe era descobrir como multiplicar as células em laboratório, ou seja, cultivá-las. Existem diferentes formas de atingir esse objetivo descritas em trabalhos feitos no exterior, mas os pesquisadores da UnB queriam saber se seria possível alcançá-lo com os recursos disponíveis para o grupo no Brasil.

A dentista Juliana Bittar, formada pela UnB, analisou as várias possibilidades para identificar a mais eficiente e concluiu que era, sim, possível obtê-las. O estudo foi premiado em um congresso nacional da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica (SBPqO) e será apresentado nos Estados Unidos em outubro. Com o avanço dessa etapa, o grupo pretende desenvolver outras pesquisas. Porém, necessita de investimentos e apoio das instituições de fomento à pesquisa.

CARACTERIZAÇÃO
O segundo passo veio com a pesquisa de Leliane. Ela conseguiu identificar células-tronco em meio a inúmeras outras células que crescem em uma cultura. De uma maneira geral, a porcentagem de células-tronco é bem reduzida nos tecidos e órgãos já adultos. Representam menos de 1% do total de unidades.

A identificação de células tão raras no meio de outras mais abundantes somente pode ser determinada com a utilização de técnicas muito apurada. Esta foi a etapa desenvolvida na pesquisa desenvolvida por Leliane e sua equipe.

Para tanto, a dentista usou grupos de células cultivados nos períodos de 14 e 21 dias. Depois desse prazo, aplicou um conjunto de reagentes específicos para a identificação destas células, depois processados em equipamentos que geram imagens gráficas das quantidades e dos tipos positivamente marcados de células-tronco. O aglomerado se destacava do restante do material. Um deleite para qualquer pesquisador da área.

Com o objetivo de confirmar os resultados, cada experimento, que utilizou a polpa de dentes permanentes e de leite, foi repetido três vezes. Para realizar esses experimentos, o estudo usou enzimas, soluções e reagentes importados, de altíssimo custo, como por exemplo, um conjunto de enzimas para captar as células do dente (nervo), que custou o equivalente a 2.700 reais o grama.

Por isso, as pesquisadoras ressaltam a necessidade de mais investimentos e apoios nesta nova linha de pesquisa. O custo para realizar as pesquisas ainda é alto, mas Leliane acredita que, com o domínio das técnicas de produção, os tratamentos com células-tronco se tornarão acessíveis.

O estudo com células-tronco é fruto de uma parceria entre o Departamento de Odontologia da Faculdade de Ciências da Saúde e o Instituto de Biologia da UnB. Os idealizadores são os professores Márcio Possas, Marcelo Brígido, Soraya Coelho Leal e Orlando Ayrton de Toledo. Integram o grupo, ainda, os professores Ricardo Bentes, Andréa Maranhão, Juliana Bittar, Leliane Macedo de Souza e Luciana Oliveira Pereira.

RENOVAÇÃO
As células-tronco adultas são encontradas em praticamente todos os tecidos do corpo. Por intermédio delas o corpo consegue renovar parte dos tecidos, ou cicatrizá-los. Em decorrência dessa capacidade, pesquisadores do mundo todo se debruçam sobre estudos com o objetivo de recompor tecidos perdidos em doenças ou traumas.

PERFIL
Leliane Macedo de Souza é mestranda em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília (UnB). Graduou-se em Odontologia pela mesma instituição. Contatos pelo e-mail

Fonte: Fabiana Vasconcelos / UnB

Biomas brasileiros não têm área suficiente para conservação da biodiversidade

Relatório revela que, com exceção da Amazônia, os demais cinco biomas não têm áreas protegidas suficientemente para proporcionar a conservação da biodiversidade

Florestas abandonadas
As florestas brasileiras - não importa se federais, estaduais ou municipais - estão desamparadas. Faltam proteção, demarcação e infra-estrutura mínima que permitam uma fiscalização efetiva para evitar invasões, organizar pesquisas científicas e possibilitar visitas seguras.

O diagnóstico catastrófico é do próprio Ministério do Meio Ambiente.(MMA) Relatório elaborado ao longo de dois anos sob a coordenação do Departamento de Áreas Protegidas - concluído em dezembro e não divulgado - faz uma revelação preocupante: “O total de área protegida por bioma é insuficiente para a conservação da biodiversidade”.

Resoluções do IV Congresso Internacional de Áreas Protegidas, assinadas pelo Brasil em 1992 no encontro da Venezuela, estabeleceram que, no mínimo, 10% de cada bioma devem ser integralmente protegidos para que haja a preservação das nascentes de água, reprodução de plantas e animais, além da estabilidade do clima.

Dirigido pela Secretaria de Florestas do MMA, o trabalho cita o caso do Pantanal brasileiro - bioma que hoje abrange 250 mil km² espalhados pelos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul - que tem apenas 2% da sua área ideal definida como unidade de conservação. Dados oficiais mostram que a situação não é diferente nos outros cinco biomas. Com exceção da Amazônia, que tem 20% do seu território preservado (apesar de definir apenas 7,76% como unidades de proteção integral), os demais biomas estão com índice abaixo das recomendações internacionais. Da Caatinga, só restam 0,32% e do Pampa gaúcho, 2,59%. O Cerrado manteve 5%. Apenas 7% do que resta da Mata Atlântica original (1,3 milhão de km² ) ficaram preservados.

O diagnóstico é resultado do trabalho sobre a sustentabilidade financeira do Sistema Nacional de Unidade de Conservação (SNUC). Compõem o relatório outros dois capítulos que tratam sobre o monitoramento da biodiversidade e a gestão participativa das UCs. Os estudos foram determinados pelo Fórum Nacional de Áreas Protegidas e o resultado foi chancelado por gente importante como a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e o então presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação (ICMBio) João Paulo Capobianco.

Chamado de “Pilares para o plano de sustentabilidade financeira para o SNUC”, o documento também é assinado pelo novo presidente do instituto, Rômulo Mello, que ocupava o cargo de diretor de Conservação da Biodiversidade da entidade quando o trabalho foi feito. A direção do Chico Mendes, encarregada de cuidar das UCs, não se manifestou sobre o diagnóstico e transferiu a responsabilidade pelo documento para o Ministério do Meio Ambiente.

Preparado com a participação de uma equipe com mais de 20 profissionais do setor, o relatório teve colaboração técnica de professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fundação Getúlio Vargas (FGV), USP e grandes organizações não-governamentais ambientalistas internacionais como The Nature Conservancy (TNC) Brasil, Fundo Mundial para a Natureza (WWF), além de agências como a de cooperação alemã GTZ e o Instituto Mundial para Conservação e Meio Ambiente (WICE), que participaram como instituições de apoio ao trabalho.

Legislação confusa
No mesmo diagnóstico, o relatório alerta para a falta de uma legislação unificada da União, estados e municípios sobre as áreas que devem ser protegidas, provocando atraso na consolidação de áreas definidas, por decreto, como unidades de conservação: “Muitas áreas já criadas ainda não foram efetivamente implementadas e ainda não se pode afirmar que atingiram integralmente os objetivos que motivaram a sua criação”. Quando o relatório foi concluído, existiam quase 600 unidades de conservação, 288 federais e 308 estaduais.

As 743 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) inscritas no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação não foram consideradas no estudo. Elas somavam mais de um milhão de quilômetros quadrados, protegendo pouco mais de 10% do território continental brasileiro. Atualmente, são 299 UCs federais e outras tantas estaduais. Com a criação em tempo recorde de tantas reservas, surgiu uma nova dificuldade detectada pelos analistas do ministério do Meio Ambiente: a carência de informações básicas dos próprios órgãos públicos encarregadas pela gestão das áreas criadas para serem protegidas e a ampliação das despesas para cuidar do patrimônio.

Riqueza natural ameaçada
Áreas de proteção integral não são suficientes para garantir a manutenção da biodiversidade brasileira, diz estudo do próprio Ministério do Meio Ambiente


PROTEÇÃO PRECÁRIA
Percentual de território preservado em unidades de conservação (por bioma)
  • Amazônia 20%
  • Mata Atlântica 7%
  • Cerrado 5%
  • Pampa Gaúcho 2,59%
  • Pantanal 2%
  • Caatinga 0,32%

Déficit de quase R$ 600 milhões
Para agravar ainda mais a situação, o estudo constata que, historicamente, o governo brasileiro tem reservado poucos recursos do orçamento da União para cuidar das reservas extrativistas e biológicas, florestas e parques nacionais, estações ecológicas, áreas de proteção ambiental e monumentos naturais. O estudo calculou em R$ 1,4 bilhão o custo mínimo para manter em bom estado todas essas unidades de conservação, inclusive as estaduais. Somente para despesas de custeio das áreas federais, o diagnóstico aponta a necessidade de R$ 466 milhões por ano. O recurso seria utilizado na fiscalização, organização, instalações e funcionamento administrativo das UCs para impedir invasões, evitar queimadas e derrubada de árvores. O custeio das florestas estaduais foi estimado em R$ 394,3 milhões.

Outros R$ 350 milhões seriam necessários, de acordo com as projeções financeiras do trabalho, para a parte da infra-estrutura das unidades que ainda não foram criadas ou para complementar os equipamentos já existentes, mas obsoletos ou defeituosos. Esse valor foi estabelecido pela equipe que analisou o SNUC considerando que já existem 70% da infra-estrutura destinada a administração e funcionamento das florestas. Mesmo com tantas necessidades, o governo ao elaborar o orçamento e o Congresso ao aprovar a lei orçamentária com emendas parlamentares só destinaram R$ 229,2 milhões para investimentos e custeio das unidades de conservação federais. Um déficit de quase R$ 600 milhões. (Leonel Rocha Correio Braziliense, 11/08/2008.- LR / Ecodebate)

Fonte: Sbef News

Snirh - Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos - será lançado hoje

Lançado portal do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos - Snirh

A Agência Nacional de Águas (ANA) e o Fundo Setorial de Recursos Hídricos (CT-Hidro), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), lançam hoje (13), o portal do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (Snirh) (www.ana.gov.br/portalsnirh). O evento será na Sala de Vidro – na sede da ANA – com a presença dos ministros Sérgio Rezende, da Ciência e Tecnologia, e Carlos Minc, do Meio Ambiente, e do diretor-presidente da Agência, José Machado.

Lançado no Dia Mundial da Água de 2005, o Snirh é um instrumento de gestão de recursos hídricos previsto na Lei das Águas (9.433/97) com objetivo de coletar, tratar, armazenar e recuperar informações sobre a água, além de reunir, dar consistência e divulgar dados e informações quantitativas e qualitativas dos recursos hídricos brasileiros. Em suma, o Sistema garante à sociedade o acesso rápido e preciso às informações atualizadas sobre recursos hídricos.

Além disso, o Snirh é necessário para várias finalidades, como: facilitar a integração das ações relacionadas à gestão de recursos hídricos nos níveis federal, estadual e municipal; divulgar informações para suprir as necessidades dos atores envolvidos na gestão da água; disponibilizar informações que possibilitem o monitoramento, a fiscalização e a proteção dos recursos hídricos; e apoiar a decisão de outorga da água, em função das condições naturais dos recursos hídricos e das diretrizes acordadas nos comitês de bacia.

Outra importante função do Snirh é sua utilização como ferramenta de apoio à decisão para os participantes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, composto pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), pela ANA, por conselhos estaduais de recursos hídricos, por comitês de bacia, agências de água e órgãos cujas competências se relacionem com a gestão do recurso natural.

Histórico
Em 2005, a ANA e o CT-Hidro iniciaram a parceria para que o Snirh se tornasse realidade. As instituições investiram na contratação de projetos e serviços de universidades e instituições de pesquisa atuantes na área de recursos hídricos, o que acabou formando redes de pesquisa para o desenvolvimento do Sistema.

Este processo também foi auxiliado pela área técnica da ANA. Nos dois últimos anos, a Agência e o CT-Hidro trabalharam para estruturar o cadastro de projetos e resultados do Fundo Setorial.(Com informações da Ascom da ANA / Assessoria de Comunicação do MCT )

Fonte: Agência CT

6º Prêmio Destaque do Ano na Iniciação Científica: últimos dias para a inscrição

Termina sexta-feira (15), o período de inscrições para o 6º Prêmio Destaque do Ano na Iniciação Científica. O objetivo é incentivar e premiar bolsistas de Iniciação Científica (IC) que se destacaram no ano de 2007/2008 no alcance das metas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT).

Podem participar bolsistas de iniciação científica do CNPq com um ano de bolsa e que estejam em processo de renovação 2008/2009. Serão concedidas nove premiações, três para área de Ciências Exatas, da Terra e Engenharias, Ciências da Vida e Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes.

Os agraciados na categoria de Iniciação Científica ganham um ano de bolsa, em dinheiro, além de uma bolsa de Mestrado, e a participação na 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 2009.

A premiação será concedida em sistema de rodízio. Em 2008 será a área de Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes. Os dois premiados das áreas de Ciências da Vida e Ciências Exatas da Terra e das Engenharias recebem assinaturas de revistas científicas especializadas.

Os orientadores dos bolsistas vencedores participam da cerimônia de entrega do Prêmio à convite do CNPq. A Comissão de Iniciação Científica divulga o resultado da seleção institucional até o dia 20 de agosto deste ano, já as Comissões Julgadoras do CNPq divulgam o resultado dos premiados no dia 30 de setembro deste ano. Veja aqui mais informações. (Edilene Silva - Assessoria de Comunicação do MCT)

Fonte: Agência CT

2° Encontro da RedeAPL mineral

A Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia (Setec/MCT) realiza o 2° Encontro da Rede Brasileira de Informação de Arranjos Produtivos Locais de Base Mineral (RedeAPLmineral).

O evento, que acontece nos dias 28 e 29 de agosto, em Brasília (DF), tem o objetivo de promover a discussão das várias formas de fomento, intercâmbio e disseminação de informações e conhecimentos relevantes à estruturação e o desenvolvimento sustentável de Arranjos Produtivos Locais de base mineral no País. O 2º Encontro também tem o objetivo de estreitar as relações entre os vários participantes da RedeAPLmineral: a Coordenação Geral, o Comitê Executivo e os Grupos de Trabalho da Rede.

O encontro da Rede é voltado a todos os agentes relacionados a arranjos produtivos locais (APLs) de base mineral, públicos ou privados, em especial, micro, pequenas e médias empresas, associações, cooperativas, federações, confederações empresariais, sindicatos de trabalhadores, universidades, Sebrae, agências de fomento e desenvolvimento, instituições de crédito e organizações do terceiro setor.

As discussões também servirão para avaliar o resultado das ações, atividades e trabalhos promovidos pela RedeAPLmineral até o momento, além de debater as diretrizes para a atuação futura da Rede. Serão tratados temas como: desenvolvimento sustentável, meio ambiente, inclusão social, saúde e segurança, no âmbito das APLs minerais, dentre outras questões.

Promoção
O encontro é promovido em parceria com a Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (Abipti), Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict/MCT) e Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério das Minas e Energia (MME/SGM). O evento também é patrocinado pela Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis/MCT), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), CT-Mineral, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), Sebrae Nacional, Secretaria de Programas Regionais do Ministério da Integração (SPR/MI) e tem o apoio do Grupo de Trabalho Permanente Para Arranjos Produtivos Locais (GTP APL) e do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (Mdic).

Veja aqui como participar do 2° Encontro da RedeAPLmineral. (Rafael Godoi - Assessoria de Comunicação do MCT)

Fonte: Agência CT

3° Encontro da Rede de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação em Carvão Mineral, primeiros resultados

Governo e iniciativa privada ampliam parceria na área de carvão mineral - Demandas do setor foram apresentadas no 3° Encontro da Rede, promovido pela Setec/MCT

Ampliar o número de pesquisas voltadas ao atendimento das demandas da iniciativa privada e aumentar o número de projetos nas áreas de capacitação de recursos humanos para toda cadeia produtiva do carvão mineral. Essas foram algumas das ações consideradas prioritárias pelos participantes do 3° Encontro da Rede de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação em Carvão Mineral.

No encontro também foram discutidos temas como o aproveitamento de co-produtos nas diversas etapas da produção e uso do carvão mineral; captação e armazenamento de CO², produção de metano vinculada à camada de carvão mineral, gaseificação e combustão de carvão mineral nacional.

O evento foi realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) nos dias 7 e 8 últimos, em Canela (RS), e reuniu pesquisadores, representantes de empresas e de vários setores dos governos federal e estaduais. Os participantes também decidiram ser preciso estreitar a relação entre o setor produtivo, governos e instituições de pesquisa.

Nos dois dias foram analisadas as formas de atendimento das demandas do setor de carvão mineral a a necessidade de ampliação de investimentos em pesquisa para aumentar o conhecimento do setor. Os trabalhos foram iniciados com a análise das políticas do governo federal voltadas para o desenvolvimento sustentável do setor carbonífero, como o Programa de PD&I para produção e uso limpo do Carvão Mineral – ProCarvão -, que integra o Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação (PACT&I 2007/20010). Até este ano foram investidos cerca de R$ 14 milhões em pesquisas. Adicionalmente estão previstos entre R$ 10 e R$ 15 milhões para 2009, e de R$ 15 a R$ 20 milhões para 2010.

Também foram avaliadas as ações do Grupo de Trabalho Interministerial de Recuperação Ambiental da Bacia Carbonífera do Sul de Santa Catarina; as ações e atividades realizadas e em execução pela Rede PD &I em Carvão Mineral em 2007 e 2008. A Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM) e a Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM) apresentaram ainda as demandas para capacitação e formação de recursos humanos e de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação do setor empresarial.

No segundo dia, os Grupos Temáticos, que constituem a Rede, discutiram propostas e melhorias para o planejamento estratégico e Plano de Ação da Rede e a integração das demandas do setor empresarial às linhas de pesquisa e projetos promovidos pela Rede.

Outro tema abordado foi o impacto do crescimento na demanda de carvão sobre a emissão de gases, geração de resíduos e demais efeitos sobre o meio ambiente e a necessidade de desenvolvimento tecnológico. De acordo com a previsão da ABM, a produção siderúrgica nacional dobrará até 2015, enquanto dados do MME apontam que a participação percentual da geração termelétrica a carvão vai triplicar até 2013. A perspectiva é de que o carvão mineral passará de segundo item da pauta de importações para o primeiro, nos próximos anos.

Para o secretário-executivo (Sexec/MCT), Luiz Antonio Rodrigues Elias, que participou do encerramento do encontro, os debates foram positivos. Segundo ele, o MCT está disposto a seguir investindo em pesquisas na área de carvão mineral, mas é preciso que a iniciativa privada também participe desse esforço. "É importante termos uma política para o carvão mineral que oriente e facilite a produção de pesquisas e a aplicação de investimentos por parte da iniciativa privada e governo", disse.

No sábado, o secretário-executivo visitou instalações e empreendimentos localizados na bacia carbonífera de Criciúma (SC), onde conheceu um projeto de gaseificação de carvão mineral na Cecrisa - que está sendo financiado com recursos da Subvenção Econômica do MCT - a estação Experimental de Drenagem Ácida instalada na Carbonífera Criciúma - financiado com recursos do Fundo Setorial de Mineral - e o local onde será instalado o Campus Avançado do Centro de Tecnologia Mineral e o Centro Tecnológico do Carvão Limpo (CTCL). O CTCL está sendo construído em parceria com a Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina (Satc), com o governo do Estado de Santa Catarina e com recursos do MCT. Na oportunidade o secretário executivo anunciou o aporte de R$ 2,25 milhões ao CTCL.

Além de pesquisadores, o 3º Encontro contou com as presenças de representantes dos ministérios das Minas e Energia, do Meio Ambiente e de integrantes de empresas e associações tais como Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), Petrobras, Cooperminas, Companhia Riograndense de Mineração, Carbonífera Metropolitana, Carbonífera Santa Fé, Carbonífera Criciúma, Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), Associação Brasileira de Metalurgia Materiais e Mineração (ABM), Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM) entre outras totalizando cerca de 80 participantes. Representantes do Comitê Gestor do Fundo Setorial de Energia, que coordenaram o painel de financiamento com apresentações do CNPq e Finep, também participaram do encontro. Houve ainda apresentação de integrantes do Ministério do Meio Ambiente, que trataram das questões ambientais, que devem ser consideradas na cadeia produtiva do carvão mineral e demandas para a Rede entre as quais a questão de resíduos perigosos e inventário das emissões de gases de efeito estufa.

Demanda
O Brasil e os Estados Unidos também acabam de assinar uma declaração conjunta sobre energia que pode estimular a oferta de carvão mineral no País. Na declaração - assinada pelo ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, e pelo subsecretário de Energia dos Estados Unidos, Jeffrey Kupfer - as duas nações se comprometem a aumentar a segurança energética e a focar esforços em áreas como, petróleo, gás, biocombustíveis, eficiência energética e carvão mineral.

De acordo com o texto, estão previstas iniciativas que visem a eficiência energética, adoção de tecnologia de ponta em projetos-chave, aumento da cooperação bilateral na tecnologia de carvão limpo. Veja aqui a Declaração Conjunta. (Rafael Godoi - Assessoria de Comunicação do MCT)

Fonte: Agência CT

Joint-ventures internacionais para produção de alimentos

Diretor-geral defende regras para potencializar a criação de joint-ventures internacionais para a produção de alimentos - Segundo Jacques Diouf, essa é uma boa idéia para aumentar a produção que precisa de regras internacionais para garantir que benefícios para todos os envolvidos.

O diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, defendeu a criação de regras internacionais para incentivar a formação de joint-ventures entre países para a produção de alimentos. Segundo Diouf, essa é uma alternativa importante para contribuir à segurança alimentar, principalmente nos países de baixa renda e com déficit de alimentos. No entanto, o diretor-geral observa que também existe o risco de que as parcerias internacionais se tornem “pactos neo-coloniais ” e não sejam condizentes à produção agrícola sustentável.

Jacques Diouf abordou as oportunidades e riscos relacionadas no artigo de opinião “Rumo à joint-ventures internacionais na produção de alimentos”, cuja íntegra segue abaixo:


Rumo a joint-ventures internacionais na produção de alimentos
Jacques Diouf(*)


Na abertura da Conferência de Alto Nível sobre Segurança Mundial, realizada em 3 de junho de 2008 em Roma, Itália, indiquei que a solução estrutural para o problema da segurança alimentar mundial era o aumento da produtividade e da produção nos países de baixa renda e com déficit de alimentos. Para alcançar este objetivo precisamos, além da ajuda oficial ao desenvolvimento, de soluções inovadoras. Temos que desenvolver parcerias ou joint-ventures entre os países que têm recursos financeiros e aqueles que têm terra, água e recursos humanos. Só assim será possível assegurar o desenvolvimento agrícola sustentável dentro de um marco de relações internacionais equilibradas. Recentemente, muitas iniciativas têm sido adotadas com este objetivo na América Latina, África, Ásia e o Leste Europeu. No entanto, a implementação de algumas delas preocupa e precisa, rapidamente, de uma correção de rumo. Algumas negociações levaram a relações internacionais desiguais e a uma agricultura mercantilista de curto prazo. O objetivo deveria ser criar sociedades mistas nas quais cada lado contribui com base nas próprias vantagens comparativas. Um lado proveria financiamento, capacidade de gestão e garantia de mercados. A outra parte ofereceria terra, água e mão de obra. A complementaridade em expertise técnica, econômica, financeira, fiscal e jurídica e o conhecimento do entorno ecológico, social e cultural, completariam a criação de uma base sólida sobre a qual compartilhar os riscos e os benefícios da cooperação de longo prazo. Na realidade, o que está acontecendo é a tendência a que uma das partes se aproprie do que deveria ser o papel da outra. A compra de terras e o arrendamento de longo prazo parecem ser a preferência dos investidores estrangeiros. Até mesmo em alguns países onde a terra é um ativo como qualquer outra commodity de mercado e é usado como um refúgio da desvalorização cambial, são freqüentes os protestos de trabalhadores agrícolas e populações indígenas. Em outros casos, a apropriação e a distribuição de terra se tornaram uma fonte latente de conflitos. Se adicionarmos os valores emocionais e às vezes místicos que constitui uma das bases da soberania nacional, pode-se imaginar o risco de um clamor social quando essas terras caem em mãos estrangeiras. Esse é um problema real e em escala global considerando o papel da especulação e os preços crescentes da terra num mundo que até 2050 terá de dobrar sua produção de alimentos para fazer frente ao crescimento mundial e às demandas dos países emergentes. A sobre-exploração de recursos naturais com o único propósito de ter rentabilidade econômica não facilita um tipo de produção que preserve as reservas minerais e orgânicas do solo e impeça práticas como queimadas e desmatamento. Também não permite o manejo correto de fertilizantes e pesticidas que podem poluir se mal utilizados. E não encoraja a co-existência entre plantações e pastagens ou o rodízio de cultivos necessário para que o solo recupere as propriedades biológicas e nutricionais absorvidos pelas plantas. O risco é criar um pacto neocolonial para a provisão de matérias primas sem valor agregado por parte dos países produtores e condições de trabalho inaceitáveis para os trabalhadores agrícolas. Portanto, é necessário evitar uma interpretação errada daquilo que, de outra forma, seria uma boa idéia. Esses investimentos estrangeiros diretos em agricultura deveriam permitir a geração de empregos, de renda e a produção de comida, possibilitando, ao mesmo tempo, a amizade entre nações. Por essa razão, a FAO acredita que chegou a hora de pensarmos na criação de condições que assegurem o sucesso de uma joint-venture internacional para a produção de alimentos. Mas quais seriam as garantias para as partes; os incentivos necessários; o marco jurídico; as condições mais apropriadas para a produção, processamento e comércio; os tipos de contrato mais adequados para os trabalhadores; e os benefícios econômicos para o Estado, a agricultura familiar e o setor privado? Para responder a estas perguntas, precisamos promover uma reflexão interdisciplinar interna e consultar especialistas de centros de excelência a fim de organizar um debate intergovernamental num fórum neutro como a FAO. A adoção, por consenso, de um marco de referência internacional nos permitiria evitar os problemas que estão aparecendo no horizonte da segurança alimentar. E nos ajudaria a aproveitar, dentro do possível, as oportunidades resultantes da demanda agrícola em expansão. "Governar é prever", tanto no nível nacional quanto no internacional. (*) O autor é diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agicultura e a Alimentação (FAO). (Artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, em 9 de agosto de 2008)

A FAO, com 191 países membros, uma organização membro e um membro associado, busca aumentar os níveis de nutrição, a produtividade agrícola, melhorar a vida das populações rurais e contribuir para o crescimento da economia global. Alcançar a segurança alimentara para todos está no coração dos esforços da FAO – para garantir que pessoas tenham acesso regular a uma quantidade suficiente de alimentos nutritivos para levar vidas saudáveis e ativas. Visite o site da FAO: www.fao.org

Fonte: FAO

NIH lança chamada para pesquisa de tecnologias que permitam o seqüenciamento de DNA com custos abaixo dos atuais

Genoma de US$ 1 mil

O Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano (NHGRI, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, divulgou chamada de propostas de pesquisa para desenvolvimento de novas tecnologias que permitam o seqüenciamento de DNA com custos muito menores do que os atuais.

A meta é chegar a um seqüenciamento que custe cerca de US$ 1 mil. Em 2004, quando o programa da qual a chamada faz parte foi lançado, produzir uma seqüência em alta qualidade do genoma de um mamífero era projeto que envolvia gastos entre US$ 5 milhões e US$ 10 milhões.

Segundo os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) do governo norte-americano, apesar do grande progresso ocorrido no setor nos últimos quatro anos, muitos desafios científicos e tecnológicos permanecem em busca do genoma de US$ 1 mil.

Segundo os NIH, a redução expressiva no custo do seqüenciamento genômico terá implicações fundamentais para a ciência, com ganhos como a expansão das análises genômicas comparativas entre as espécies, o estudo de variações genéticas humanas e suas relações com saúde e doenças e a caracterização de mudanças somáticas do genoma que contribuem com o desenvolvimento do câncer.

O programa apóia tanto pesquisas básicas de tecnologias que serão necessárias para atingir a meta como o desenvolvimento dessas tecnologias. O valor total da nova chamada é de US$ 5 milhões.

O período para apresentação de propostas será de 22 de setembro a 22 de outubro. Podem participar pesquisadores e entidades de outros países além dos Estados Unidos.

Mais informações: grants.nih.gov/grants/guide/rfa-files/RFA-HG-08-008.html

Fonte: Agência FAPESP

18º Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas


Este ano, a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), tendo como organizador local o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec), realizarão em Aracaju o XVIII Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas e o XVI Workshop Anprotec, o maior evento da América Latina no setor de incubação.

O evento acontecerá no mês de setembro, de 22 a 26, no Centro de Convenções de Sergipe e contará com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Confederação Nacional da Indústria e Instituto Euvaldo Lodi (CNI/IEL), do Governo do Estado de Sergipe, entre outros.

Sob o tema central "Empreendedorismo: A Energia para o Brasil Inovador" o evento discutirá a relevância do empreendedorismo para a geração de inovação no País, tendo a geração de energia alternativa, renovável, limpa e de biomassa como fator de alicerce para o desenvolvimento socioeconômico local, regional e nacional.

Durante os dias de realização do seminário, os participantes poderão usufruir de 9 minicursos, que abordarão temas como incubadoras e agronegócios, propriedade intelectual, gestão tecnológica, dentre outros; de 2 workshops simultâneos com os temas: "Redes de Conhecimento" e "A Contribuição das Incubadoras e Parques Tecnológicos para o Futuro das Cidades"; além de 9 sessões plenárias, que discutirão os mais variados e atuais temas sobre incubadoras de empresas e parques tecnológicos; apresentação de artigos técnicos, reuniões de reitores, parlamentares, prefeitos, secretários estaduais e municipais de C&T, encontros internacionais de gestores de incubadoras de empresas e parques tecnológicos, visitas técnicas e muito mais.

Pretendemos mais uma vez, contribuir para a ampliação da visibilidade não só do setor de incubadoras de empresas e parques tecnológicos, mas também para o avanço da inovação brasileira e aumento da competitividade de nossas empresas, dentro e fora do país.


Fonte: Anprotec

Identificação de regiões cerebrais de linguagem: estudo de ressonância magnética funcional em pacientes com epilepsia refratária de lobo temporal

Identifying language cerebral functions: a study of functional magnetic resonance imaging in patients with refractory temporal lobe epilepsy

Áreas da linguagem
Uma pesquisa feita em pacientes com epilepsia refratária de lobo temporal buscou identificar as regiões do cérebro responsáveis pela linguagem, informação com importantes implicações na preparação de procedimentos cirúrgicos.

O estudo constatou que 92,3% dos pacientes analisados apresentaram linguagem no hemisfério esquerdo do cérebro, enquanto que em 7,7% foi observada linguagem tanto em regiões cerebrais do hemisfério esquerdo como do direito.

Os valores são semelhantes aos verificados por estudos anteriores para pessoas saudáveis. Segundo os autores, esses resultados indicam que a epilepsia não ?modificou? essas regiões.

O trabalho foi feito por um grupo de pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), da Universidade Harvard, Estados Unidos, e da Universidade Nova de Lisboa (UNL), em Portugal, com pacientes do Programa de Cirurgia de Epilepsia do Hospital São Lucas da PUC-RS. Os resultados foram publicados no Journal of Epilepsy and Clinical Neurophysiology.

A epilepsia refratária é aquela de difícil controle com medicamentos e que necessita de intervenção cirúrgica. A epilepsia é a conseqüência de funções cerebrais alteradas e pode ter causas variadas e se manifestar de diferentes formas, dependendo da sua localização no cérebro.

"Antes de uma cirurgia cerebral é de extrema importância identificar as regiões responsáveis pela linguagem para guiar o neurocirurgião e evitar que o paciente tenha alguma alteração de linguagem após a intervenção cirúrgica", disse Denise Ren da Fontoura, doutoranda em ciências da linguagem e da comunicação na área de psicolingüística da UNL, uma das autoras do estudo.

"O mapeamento dessas regiões cerebrais é importante para conhecer como está o aspecto processual da linguagem nesses pacientes. Estabelecer correlação entre determinadas lesões e funções cerebrais é uma contribuição valiosa de estudos como esse", disse Li Li Min, professor do Departamento de Neurologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e um dos coordenadores do programa Cooperação Interinstitucional de Apoio a Pesquisas sobre o Cérebro (CInAPCe), da FAPESP.

Plasticidade cerebral
Segundo Denise, o estudo procurou identificar as regiões cerebrais responsáveis pelas funções de linguagem por meio de ressonância magnética funcional (RMf).

"Foram avaliados 13 pacientes com idades entre 17 e 48 anos e que apresentavam o diagnóstico médico de epilepsia temporal refratária. Os participantes foram submetidos a RMf, a fim de verificar a dominância cerebral da linguagem e as regiões de ativação cerebral", disse.

Denise explica que a RMf apresenta vantagens por se tratar de um exame não-invasivo, que não necessita de drogas, não apresenta morbidade ao paciente e não exige internação hospitalar, além de poder ser repetido várias vezes.

"Mas o método apresenta algumas limitações, como a impossibilidade de realização em pacientes portadores de implantes dentários, marca-passo cardíaco e objetos metálicos intracranianos. Além, disso, necessita da cooperação do paciente para execução correta das tarefas solicitadas", explicou.

"Em termos de conhecimento científico é importante acumular a máxima quantidade de dados sobre as áreas funcionais da linguagem. É importante ter experiências com métodos não-invasivos como a RMf. Com o paradigma de ativação, consegue-se dissecar diferentes partes do processo de geração de linguagem", disse Li Min.

Para o experimento de tarefa específica de linguagem, o procedimento empregado por Denise e colegas foi a geração de verbos. Ao ouvir um palavra como "lápis", por exemplo, o paciente associaria a "escrever" e pensaria na utilidade da palavra proposta, sem verbalizar e sem realizar qualquer movimento facial ou movimentos de língua, permanecendo em silêncio e com os olhos fechados.

"O experimento de geração de verbos foi escolhido, pois, além de ser o mais utilizado atualmente em estudos, investiga não apenas a expressão da linguagem como também a compreensão da linguagem oral. No momento que o paciente ouve uma palavra e tem que associar com outra, ele necessita compreender a palavra escutada e ao mesmo tempo acessar no cérebro uma nova palavra para falar, ou pensar", disse Denise.

Denise conta que a pesquisa pode ter continuidade com o objetivo de verificar as regiões de linguagem em outros pacientes com epilepsia refratária, não apenas na região temporal do cérebro, uma vez que a região frontal também tem papel fundamental na função de linguagem.

Segundo ela, também seria interessante obter mais informações sobre aqueles casos cuja epilepsia iniciou-se muito cedo, antes dos 5 anos de idade, em comparação com casos de epilepsia iniciada na idade adulta.

"Sabe-se que quanto mais cedo ocorrem as lesões cerebrais na infância, maiores são as chances de recuperação das funções afetadas devido a maior plasticidade cerebral nessa etapa da vida. Alguns autores apontam que alterações afetando o hemisfério esquerdo levam a uma reconstituição inter-hemisférica das funções de linguagem para o hemisfério direito, sendo que, após os 5 anos de idade, quando a linguagem se torna gradualmente lateralizada, a reorganização contralateral da linguagem após lesão cerebral ocorre com menor freqüência", disse a pesquisadora.


Para ler o artigo Identificação de regiões cerebrais de linguagem: estudo de ressonância magnética funcional em pacientes com epilepsia refratária de lobo temporal, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara e Fábio de Castro / Agência FAPESP

Terapia celular tem chamada conjunta do MS e CNPq


MS e CNPq abrem chamada em terapia celular
O Ministério da Saúde (MS) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT),  por intermédio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), abriram processo na área de terapia celular, com recursos de R$ 10 milhões.

Serão selecionados projetos de pesquisa e desenvolvimento em pesquisa básica, pré-clínica e clínica. As inscrições podem ser realizadas por meio do formulário de propostas on-line do CNPq, que deve ser enviado com um projeto até 19 de setembro.

Podem apresentar propostas pesquisadores com título de doutor e vínculo empregatício/funcional com instituições brasileiras de ensino superior, institutos ou centros de pesquisa e desenvolvimento, públicos ou privados, todos sem fins lucrativos, que atendam aos critérios de elegibilidade dispostos no edital.

Após as etapas de análise e a aprovação pela diretoria executiva do CNPq, as propostas aprovadas serão divulgadas no site do órgão e no Portal Saúde, além de publicadas no Diário Oficial da União, a partir do dia 10 de novembro. Para a assinatura do termo de concessão e a liberação dos recursos aprovados, é imprescindível que o pesquisador tenha enviado a documentação solicitada no edital.

O edital busca financiar projetos de pesquisa em terapia celular relacionados ao desenvolvimento de procedimentos terapêuticos inovadores, utilizando células-tronco embrionárias, células-tronco adultas derivadas da medula óssea, células-tronco derivadas do cordão umbilical e células-tronco derivadas de outros tecidos, de modo a induzir a geração de novos conhecimentos, produtos e processos biotecnológicos, cujo potencial de aplicação se caracterize em avanços na área de saúde humana.

O edital faz parte da estratégia de constituição da Rede Nacional de Terapia Celular (RNTC). Os grupos de pesquisa que tiverem seus projetos contemplados serão os primeiros componentes da RNTC.

Mais informações: www.cnpq.br/editais/ct/2008/017.htm#regula e pelo e-mail

Fonte: Agência FAPESP

Brasil-Alemanha promovem palestra sobre indústria naval


Evento aborda temas de interesse brasileiro e alemão

Entre os dias 24 e 26 de agosto acontecerá um grande evento envolvendo o Brasil e a Alemanha. Trata-se do Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2008, que neste ano será em terras germânicas.

Uma série de eventos está programada para este encontro. No dia 24, acontecem as reuniões com o Grupo de Trabalho de Agribusiness, abrangendo o lado brasileiro e o alemão. Porém, o destaque neste dia é o Prêmio Personalidade Brasil-Alemanha 2008, que será dado aos senhores Carlos Mariani Bittencourt e Anton Graf von Faber Castell.

No dia 25, terão início o XXVI Encontro Empresarial e a XXXV Reunião da Comissão Brasil-Alemanha de Cooperação Econômica. Os discursos serão realizados, principalmente, pelo presidente da Confederação da Indústria Alemã (BDI), Jürgen Rüttgers.

Nos dias 25 e 26 acontecerão vários workshops que abordarão temas atuais, como problemas energéticos e ambientais. Os cursos também irão ressaltar ramos industriais importantes para os dois países, como o automobilístico e o farmacêutico.

Para fechar o evento, no dia 26, haverá a apresentação dos resultados dos workshops. Haverá, ainda, a cerimônia de encerramento do XXVI Encontro Empresarial e da XXXV Reunião da Comissão Brasil-Alemanha de Cooperação Econômica.

Um grande setor a ser explorado pelo Brasil
Nos últimos anos, a indústria naval brasileira passou por uma grande evolução e, atualmente, já é capaz de competir com a asiática. Com o objetivo de mostrar a situação deste setor industrial, a Câmara Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro promove, no dia 20 de agosto, o almoço palestra "Cenários e Perspectiva da Indústria Naval Brasileira".

O palestrante será o Dr. Ariosvaldo de Santana Rocha, presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e OffShore (Sinaval). Rocha irá explicar, entre outros assuntos, as razões pelas quais as empresas internacionais deste setor montam suas fábricas no Brasil, e também falará sobre as iniciativas do governo federal para expandir a indústria naval.

O almoço-palestra "Cenários e Perspectiva da Indústria Naval Brasileira" acontece no dia 20 de agosto, a partir das 12h00, no Clube Americano (Av. Rio Branco, nº. 123, 21º andar, Rio de Janeiro). As inscrições devem ser feitas pelo site da AHK (www.ahkbrasil.com).

Mais informações pelo telefone (21) 2224-2123.

Fonte: AHK

1º Seminário Internacional de Petróleo, Gás e Fontes de Energia Alternativas


Pernambuco receberá o “I Seminário Internacional de Petróleo, Gás e Fontes de Energia Alternativas” no dia 28 de agosto, tendo como convidado especial o cientista Ralph Sims, da Agência Internacional de Energia (IEA), com sede em Paris-França. O objetivo do evento é promover o encontro de especialistas e pessoas-chave do setor público, privado e acadêmico para debater a questão energética nacional e internacional.

O evento é uma realização conjunta da FGV Projetos, da Facto Comunicação e do Centro Josué de Castro e deverá receber ainda, dezenas de empresários e estudiosos comprometidos com a questão energética do país. O patrocínio oficial do evento é da Petrobras e as inscrições serão limitadas. A abertura será realizada pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, seguindo-se de palestras a serem proferidas pelos convidados Ralph Sims (IEA) e Sérgio Machado, presidente da Transpetro.

Também foram convidados para a mesa de abertura, governadores da região, os ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, o presidente da Chesf, Dilton Da Conti, o diretor executivo da FGV Projetos, César Cunha Campos; e a presidente do Centro Josué de Castro, Maria Teresa Suarez. “Será sem dúvida um dos maiores encontros de discussão sobre temas atuais e ainda mais, realizado numa região que é prioridade para o Governo Federal”, assegura o presidente da Eletronorte, Jorge Nassar Palmeira, que também confirmou presença no evento.

Após a abertura, haverá quatro grandes painéis: A Indústria do Petróleo e seu Impacto na Economia Brasileira e de Pernambuco, com a participação, entre outros, de Haroldo Lima, Diretor Geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), do Secretário do Desenvolvimento Econômico do Governo do Rio de Janeiro, Júlio Bueno que irá falar sobre o impacto da indústria do petróleo do Estado; Novas Fontes de Energia Alternativas: A Questão do Etanol e dos Biocombustíveis - Problemas e Soluções, com Alan Kardec, Presidente da Biobrás; Perspectivas para o Desenvolvimento da Indústria do Gás Natural, com Eloi Fernández y Fernández, Diretor-Geral da Organização Nacional do Petróleo (ONIP); e Política Energética e Desenvolvimento Sustentável, com a consultora da FGV Projetos, Goret Pereira Paulo e Ricardo Lamassa da Copergás. Haverá tradução simultânea.

O Seminário conta com o apoio institucional da Agência Nacional de Petróleo (ANP), do Governo de Pernambuco, do Governo do Rio Grande do Norte, da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), dentre outras instituições
como Eletronorte e Eletrobrás.

Responsabilidade Social
Parte dos recursos dos patrocinadores serão destinados ao Centro Josué de Castro, que atualmente comemora o Centenário de seu patrono. Além da Campanha para a construção da Biblioteca / Memorial, que guarda todo o acervo do cientista, a entidade está trabalhando na efetivação de outro Seminário Internacional, dessa vez, na Universidade de Vincenne, Paris, em conjunto com a elaboração de um amplo projeto de Pesquisa, com professores de várias universidades, visando refazer e atualizar a pesquisa que levou o Cientista Josué de Castro, reconhecido mundialmente, a produzir o livro “Geografia da Fome”.

Serviço
I Seminário Internacional Petróleo, Gás e Fontes de Energia Alternativas
Data: 28 de agosto de 2008, das 08h00 às 17h30
Local: Atlante Plaza – Recife – Pernambuco
Informações e inscrições: (81) 3419-9051 / 34198052
(21) 2559-5585 ou Pelo e-mail

Fonte: Newswire

Seminário: "Arte, Cultura e Políticas Públicas"

O seminário Arte, Cultura e Políticas Públicas será realizado nos 18 e 19 de agosto, em Campinas (SP), com duas mesas-redondas sobre o tema.

A proposta é reunir convidados com experiência suficiente para oferecer avaliações de perspectivas diferentes sobre o impacto da política cultural brasileira nas várias modalidades do campo artístico.

O evento é promovido pelos grupos de pesquisa Mídia, Música e Contemporaneidade, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), e Música Popular, História, Produção e Linguagens, do Instituto de Artes (IA), ambos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Da primeira mesa-redonda participarão os professores Antonio Rubim, da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e presidente do Conselho de Cultura do Estado da Bahia, Rose Satiko Gitirana Hikigi, da Universidade de São Paulo (USP), e Liliana Segnini e Rita de Cássia Morelli, ambas da Unicamp.

A mesa do dia seguinte será formada por Célio Turino de Miranda, do Ministério da Cultura, Cassia Navas de Castro, Antonio Arantes Neto e José Roberto Zan, os três últimos docentes da Unicamp.

No dia da abertura do evento serão exibidos três documentários da antropóloga Rose Hikiji: Microfone, senhora, Prelúdio e Pulso.

Mais informações: www.ifch.unicamp.br

Fonte: Agência FAPESP

16ª Conferência Internacional sobre Defeitos em Materiais Isolantes

ICDIM 2008 - International Conference on Defects in Insulating Materials

A 16ª Conferência Internacional sobre Defeitos em Materiais Isolantes, que será realizada de 24 a 29 de agosto, em Aracaju, apresentará as mais recentes investigações sobre aplicações tecnológicas em materiais isolantes.

Com o tema central "Fenômenos associados com a presença de defeitos nos materiais isolantes", a programação científica do evento abordará as propriedades de materiais como lasers de estado sólido, células combustíveis, detectores de radiação, dispositivos ferroelétricos, transdutores e sensores de gás.

Trata-se da 16ª versão da série de conferências internacionais que começou em 1956 em Argonne, nos Estados Unidos. Será a primeira vez que o evento, coordenado pelo professor Mario Ernesto Giroldo, do Departamento de Física da Universidade Federal de Sergipe (UFS), ocorrerá na América Latina.

Mais informações: www.fisica.ufs.br

Fonte: Agência FAPESP

Prêmio von Martius de Sustentabilidade

O Prêmio von Martius de Sustentabilidade, promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, abriu inscrições até o dia 26 de setembro.

O Prêmio von Martius de Sustentabilidade reconhece projetos de todo o Brasil – concluídos ou em realização – que promovam o desenvolvimento econômico, social e cultural alinhado com o conceito de desenvolvimento sustentável.

Serão aceitas iniciativas de empresas, instituições públicas ou privadas, indivíduos e organizações não-governamentais, associados ou não à entidade promotora. O prêmio é dividido em três categorias: Humanidade, Tecnologia e Natureza. O primeiro, segundo e terceiro colocados em cada uma das três categorias receberão troféu e diploma.

Desde 2007, a cerimônia de premiação é realizada de maneira rotativa pelas capitais do Brasil. Neste ano, os vencedores receberão o prêmio em Curitiba (PR), no dia 11 de novembro. A escolha da cidade como sede se deve ao seu forte vínculo com as questões ambientais.

A cerimônia de entrega terá suas emissões de carbono compensadas por meio de uma parceria com a BRTÜV, uma empresa especializada em certificação e qualificação de produtos e serviços. A empresa fará um levantamento de todas as emissões de gás carbônico relacionadas ao evento e identificará a forma mais adequada para a sua neutralização.

Mais informações: www.premiovonmartius.com.br

Fonte: Agência FAPESP