terça-feira, 12 de agosto de 2008

Lançado edital para produção de biodiesel de microalgas

MCT e MPA lançam primeiro edital para produção de biodiesel de microalgas

Os ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e da Pesca e Aqüicultura (MPA) publicaram na edição de ontem (11), do Diário Oficial da União (DOU), o primeiro edital para seleção de projetos de pesquisa que contemplem a aqüicultura e uso de microalgas como matéria-prima para a produção de biodiesel.

Ao todo, serão repassados R$ 4,5 milhões por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT). As propostas devem ser apresentadas sob a forma de projeto e encaminhadas ao CNPq exclusivamente via Internet, por intermédio do Formulário de Propostas On-line, disponível aqui.

Serão admitidos projetos que englobem todo o processo de produção e transformação nos seguintes temas: desenvolvimento de técnicas de cultivo de microalgas de baixo custo e que visem a produção de óleo como matéria prima para a produção de biodiesel, estudos de potencial de cepas de microalgas, avaliação da viabilidade econômica do processo global do cultivo à obtenção de biodiesel, processos mais econômicos e eficientes do que os convencionalmente usados para a coleta de microalgas e extração do óleo para a produção de biodiesel, entre outros.

A data limite para submissão das propostas é 25 de setembro. Os resultados serão divulgados no DOU e na página do CNPq na internet a partir de 27 de outubro, e os primeiros projetos começam a ser contratados a partir de 1 de dezembro deste ano.

Veja aqui o edital.(Rafael Godoi - Assessoria de Comunicação do MCT)

Fonte: Agência CT

MCT e MEC lançam edital para olimpíadas de ciências

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) divulgou o novo edital de apoio à realização de olimpíadas científicas. Com apoio da Fundação Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do Ministério da Educação, e do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), foi possível ampliar em 50% a quantidade de recursos disponíveis para este edital.

Desde 1978, o CNPq apoia as ações para realização de olimpíadas sob as mais diversas formas e, por edital, desde 2002.

O principal objetivo da ação é melhorar a qualidade dos ensinos fundamental e médio e identificar jovens talentosos que possam ser estimulados a seguir carreiras científico-tecnológicas.

Podem se inscrever pesquisadores individuais vinculados a instituições de ensino superior ou institutos e centros de pesquisa e desenvolvimento, públicos ou privados, desde que sem fins lucrativos.

As propostas devem ser encaminhadas sob a forma de projeto ao CNPq até 21 de setembro, com o preenchimento do Formulário de Propostas.

Veja o edital na íntegra aqui. (Assessoria de Comunicação do CNPq)

Fonte: Agência CT

Seminário: "Gerenciamento de NORM no Brasil"

Setor nuclear promove debate sobre regulação
A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen/MCT), com o apoio da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), promove o seminário "Gerenciamento de Norm no Brasil". O objetivo é reunir representantes do setor produtivo, autoridades regulatórias, instituições de pesquisa e peritos internacionais para discutir os aspectos radiológicos relacionados às indústrias não nucleares, identificando necessidades e possibilidades de sinergias. O evento ocorrerá de 18 a 22 de agosto, na sede da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) – Rua General Severiano, 90, Botafogo, Rio de Janeiro.

Um dos assuntos que mais recebe a atenção na área da segurança são os aspectos radiológicos relacionados com indústrias não nucleares, como as de mineração, energia, tratamento de água e produção de fertilizantes. Estas indústrias são conhecidas como indústrias geradoras de Materiais Radioativos de Ocorrência Natural, NORM (Naturally Occurring Radioactive Material).

Desde que diferentes países começaram a estabelecer normas e regulamentos para lidar com esse problema, vem-se observando uma diversidade de abordagens, que acabam por gerar conflitos, por exemplo, quando se trata do comércio internacional. Por conta disso, tem-se discutido a conveniência de uma harmonização de critérios regulatórios. Uma das possibilidade está nas potenciais aplicações do fosfogesso na agricultura, e como material de construção, que vem recebendo tratamentos distintos por diferentes países. O uso de cinzas de carvão como material de construção é outro exemplo.

Outro tema de interesse são os aspectos ocupacionais da exposição à radiação ionizante relacionados com o armazenamento e a deposição de resíduos da indústria do petróleo. No entanto, em muitos países o que se verifica, é uma total falta de regulamentação para o problema, ou as abordagens utilizadas não são suficientemente abrangentes.

O Brasil já deu grandes passos no sentido de avaliar diferentes aspectos relacionados com indústrias geradoras de NORM, estabelecendo normas e regulamentos técnicos. Mas, ainda falta uma maior articulação dos vários atores, no sentido de se identificar às lacunas existentes e se estabelecer mecanismos que possam preenchê-las. (Coordenação de Comunicação Social da Cnen)

Fonte: Agência CT

Cnen lança consulta pública para alteração de norma NN-6.02 - Licenciamento de Instalações Radiativas

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen/MCT) está recebendo sugestões e comentários para ajudar no aprimoramento de normas que regulamentam o Licenciamento de Instalações Radiativa. As contribuições para a consulta pública podem ser encaminhadas até 8 de setembro próximo e visam ao aperfeiçoamento do Projeto de Norma NN-6.02 - Licenciamento de Instalações Radiativas.

Veja aqui como participar.

Fonte: Agência CT

Em 1908 deixava a linha de montagem o "Tin Lizzy" , o primeiro Ford T

O "Tin Lizzy" foi um sucesso de vendas. Somente em 1908, a Ford produziu 6200 veículos na fábrica construída em 1903, superando o número total de automóveis em circulação na Alemanha na época. Em 1923, a montadora bateu o recorde de produção de dois milhões de veículos.

Segundo Marcus Neuman, da Associação de Amigos de Fords Antigos, para as circunstâncias da época, o Ford T era de fácil direção e manutenção. "Pode parecer um paradoxo, mas o carro é simples e ao mesmo tempo complicado. Comparado com os veículos modernos, o modelo Lizzy era de difícil manejo e conservação e não oferecia qualquer conforto. A cada 600 Km era necessário trocar o óleo e a cada 300 km precisava de nova lubrificação", explica Neuman.

Pioneiro na linha de montagem
Vendido pelo sensacional preço inicial de apenas 850 dólares, o Ford T atraiu milhões de compradores. O pioneiro da indústria automobilística, Henry Ford, pôde atingir custos de produção mais baixos do que as outras Montadoras, por introduzir a divisão do trabalho.

Cada operário realizava apenas uma tarefa: encaixar o motor, montar os bancos ou apertar os parafusos das rodas. O Ford T foi o primeiro modelo do mundo montado completamente com peças e componentes substituíveis.

Com o início de produção do veículo, no dia 12 de agosto de 1908, a Ford e seus engenheiros deram continuidade a um processo inciciado na revolução industrial, quando as mesas de trabalho foram dispostas de modo a permitirem a produção em massa. Os operários tiveram que se adaptar automaticamente ao ritmo geral; uma pausa provocaria parada de produção.

Com a idéia de transportar as peças mecanicamente de uma estação para a outra, a Ford inventou em 1913 a linha de montagem. Esse processo produtivo baseou-se no exemplo dos açougues de Cincinnati e Chicago, onde cada operário realizava apenas um manuseio ou corte em animais pendurados em infindáveis correias transportadoras.

Demissões em massa
Até 1927 foram fabricados cerca de 15 milhões de "Tin Lizzy", sem grandes modificações do modelo. Milhões de proprietários do veículo sujavam-se, diariamente, ao magnetizarem a ignição, conta o mecânico Marcus Neumann.

O aumento de produtividade nas fábricas da Ford foi gigantesco, depois da introdução do trabalho de linha. O tempo de montagem de um chassi foi reduzido de 12,5 horas para uma hora e trinta minutos – um resultado obtido ao custo de muita pressão sobre os operários, que eram vigiados por cronometristas.

Um terço dos funcionários pedia demissão antes de completar um mês de fábrica. O salário foi duplicado para cinco dólares e jornada de trabalho reduzida de nove para oito horas. Os candidatos a emprego passaram a formar filas diante da fábrica.

Hoje restam pouquíssimos oldtimers do tipo "Tin Lizzy" em circulação. Segundo Marcus Neumann, isso se deve ao alto consumo de combustível – de 13 a 17 litros por cem quilômetros – e vazamento de óleo. Além disso, os Ford T também são impróprios para o tráfego urbano, devido à tendência ao superaquecimento. Principalmente em congestionamentos, a temperatura sobe a ponto de danificar o motor.

O princípio do "fordismo" logo esbarrou em seus limites. Considerado "uma obra-prima organizacional", ele permitia fabricar apenas um modelo de carro "em qualquer cor, desde que fosse preta". Essa limitação da Ford foi explorada pelas montadoras concorrentes, que anualmente lançavam novos modelos, com inovações tecnicamente insignificantes, mas esticamente impressionantes.

A inevitável introdução de um novo modelo transformou-se num fiasco para a Ford. A produção parou durantes meses, muitas máquinas não puderam ser reequipadas e os custos foram horrendos. A Ford perdeu sua liderança - aparentemente imbatível - para a General Motors. (Gerda Gericke (gh))

Fonte: DW

"Por que fazer pesquisa básica em bioenergia?"

Bioenergia precisa de pesquisa básica - Pesquisador alinha em artigo questões sobre a utilização de energia solar; em anexo, lista pesquisas no mundo

O pesquisador Cylon Gonçalves da Silva — que já foi secretário de políticas e programas do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), na gestão do agora governador Eduardo Campos, e também diretor geral do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) — recebeu em 2007 a incumbência de elaborar um projeto para o Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), como Inovação acompanhou.

Cylon realizou sua tarefa, a pedido do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), e o CTBE já está em implantação. O artigo "Por que fazer pesquisa básica em bioenergia?" alinha as principais questões a ser respondidas para viabilizar o uso de energias de fontes renováveis em escala suficiente para substituir os combustíveis fósseis e evitar o aprofundamento da mudança climática já em curso. Essas questões, diz o artigo, devem pautar a pesquisa no novo centro.

Ao final, Cylon organizou uma relação das propostas para a formação de centros de pesquisa em bioenergia em vários países do mundo: Estados Unidos, Japão, Canadá, Austrália, África do Sul e China.

Serviço:
"Por que fazer pesquisa básica em bioenergia?"
Cylon Gonçalves da Silva
Parcerias Estratégicas Número 26

Leia o texto completo no link

Fonte: Inovação Unicamp

Tidia Aprendizado Eletrônico (Ae) - Ambiente eletrônico de gerenciamento de ensino e pesquisa colaborativa

Programa Tidia lança ambiente eletrônico de gerenciamento de ensino e pesquisa colaborativa que pode ser usado gratuitamente por qualquer instituição do país

Aprendizado eletrônico
O Programa Tecnologia da Informação no Desenvolvimento da Internet Avançada (Tidia) da FAPESP acaba de lançar uma plataforma inovadora para aprendizado e colaboração científica destinada às instituições de ensino e pesquisa de todo o país, do ensino básico ao superior.

Batizada como Ae, a plataforma eletrônica pode ser utilizada gratuitamente por professores, pesquisadores, estudantes e demais interessados no auxílio ao gerenciamento de cursos on-line, no suporte ao ensino presencial e à pesquisa colaborativa.

A versão inicial do sistema, criada no âmbito do projeto Tidia Aprendizado Eletrônico (Ae), disponibiliza ferramentas de gerenciamento de cursos e projetos colaborativos, de repositório de informações e de interatividade entre os usuários.

"O objetivo de ensino e pesquisa da plataforma está na exploração, em um ambiente de aprendizagem eletrônica com fartura de banda, das características da internet avançada que facilitam grandemente a interação e a colaboração entre pesquisadores, docentes e estudantes", disse Wilson Vicente Ruggiero, coordenador geral do Tidia Ae.

No âmbito das atividades de pesquisa colaborativa, Ruggiero, que é professor do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP), exemplifica uma aplicação da plataforma Ae.

"As ferramentas de aprendizado eletrônico da plataforma podem ser adaptadas para interações mais genéricas entre os usuários. Imaginemos cientistas de localidades distintas trabalhando à distância em qualquer área do conhecimento. Pelo Ae pode-se definir uma sessão de trabalho para o início de uma reunião, por exemplo, em que é possível entrar em uma sala virtual e escolher uma das cadeiras disponíveis na mesa do ambiente virtual", explicou.

Segundo ele outro pesquisador, em outra parte do mundo, pode entrar na mesma sala de reunião e também se posicionar em um dos lugares da mesa para começar a dialogar com os companheiros, com o auxílio de recursos de voz, vídeo e compartilhamento de documentos.

"O ambiente oferece sensações próximas à realidade. Um colega que esteja sentado à minha esquerda escutará o som da minha voz vindo da direita dele, o que aumentará a sensação de presença, o potencial de interação e, conseqüentemente, a colaboração", disse o professor da Poli.

Apesar da distância, nesse caso é possível elaborar, por meio de vídeos de alta resolução, um documento escrito por todos os participantes da reunião. "Os participantes podem escrever um documento em conjunto e fazer, em outra interface, rascunhos ou desenhos para explicar o que cada um está querendo dizer, como se todos estivessem sentados em uma mesa de reunião presencial", descreveu.

"Esse compartilhamento de dados e idéias em ambientes virtuais é conhecido como realidade aumentada. É a tecnologia aplicada para minimizar a barreira da distância", explicou Ruggiero.

Educação compartilhada
Do ponto de vista do ensino, no ambiente Ae o usuário pode manter um perfil pessoal, uma agenda compartilhada, delimitar e acompanhar o plano de estudos de uma disciplina ou o plano de atividades de um projeto, além de disponibilizar e compartilhar conteúdo didático e técnico.

Os professores e monitores de um determinado curso podem ainda disponibilizar exercícios no ambiente virtual, recebê-los e corrigi-los, sendo que as notas de cada aluno podem ser disponibilizadas para consulta em uma espécie de boletim virtual. "Além de elaborar uma aula a distância, o professor consegue registrar uma aula presencial salvando no ambiente suas apresentações didáticas e arquivos de áudio e vídeo", disse Ruggiero.

Segundo ele, o Ae pode ser integrado com as plataformas administrativas das instituições brasileiras para garantir maior sincronismo com os sistemas acadêmicos de ensino e aprendizagem.

"O educador consegue puxar os dados de uma determinada turma e criar um ambiente de trabalho com todos os alunos matriculados na instituição, que automaticamente passam a ter acesso à nova disciplina no ambiente virtual", afirmou.

Ruggiero destaca que à medida que iniciativas tecnológicas como o ambiente Ae começam a diminuir as distâncias entre produtores e disseminadores do conhecimento, aumenta o potencial de colaborações eficientes entre os pares e o efeito de escala no processo de aprendizagem passa a ser cada vez maior.

"Em um país continental como o Brasil, essas plataformas deverão contribuir para a maior distribuição do conhecimento no país, de modo a ter também enorme repercussão social. Na atual sociedade da informação em que o conhecimento é algo que deve ser perseguido continuamente pela população, o número de aprendizes é muito maior e transcende o número de alunos na escola. E só a tecnológica conseguirá suprir as necessidades de aprendizado em larguíssima escala", disse.

Do Brasil para o mundo
Outra novidade é que a plataforma Ae representa o Brasil na comunidade internacional de pesquisadores em aprendizagem eletrônica por ser membro do Global Learning Consortium, uma iniciativa do Sakai (www.proyectosakai.org), projeto que reúne cientistas de todo o mundo na área de ensino colaborativo.

"As ferramentas da plataforma Ae, desenvolvidas com código livre, estão em total sintonia com os padrões de interoperabilidade definidos internacionalmente para a área de aprendizado eletrônico, também podendo ser utilizadas em sistemas de outras partes do mundo", disse Ruggiero.

Por outro lado, funcionalidades desenvolvidas por pesquisadores estrangeiros e que também seguem esses padrões podem ser adicionadas ao Ae, de modo a alavancar o esforço de desenvolvimento brasileiro em cima do esforço mundial, e vice-versa.

"Os códigos-fonte do Ae não foram criados para funcionar apenas em ambientes colaborativos específicos. Os padrões internacionais permitem a elaboração de uma conectividade combinada entre desenvolvedores de diferentes países", disse o coordenador do Projeto Tidia Ae, que reúne mais de 20 laboratórios paulistas e 150 pesquisadores de universidades do Estado de São Paulo.

A primeira versão do ambiente Ae foi apresentada durante a 60ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em julho, em Campinas. "Qualquer instituição do país que desejar implantar a plataforma pode baixar o código fonte do Ae, instalá-los em seus servidores e usar o ambiente para fins de ensino e pesquisa", afirmou Ruggiero.

Para utilizar o sistema é preciso fazer o download em tidia-ae.usp.br/download e acessar os tutorias no site tidia-ae.usp.br.

É possível conhecer suas funcionalidades assistindo a um vídeo em: tidia-ae.usp.br/video.

Mais informações sobre o Projeto Tidia em: www.tidia-ae.incubadora.fapesp.br

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP

Genes contra doenças

Genética aplicada
Apresentar ao público não-especializado o estado atual das pesquisas em terapias gênicas – uma área experimental na fronteira do conhecimento – é o objetivo principal do livro Genes contra doenças, de Rafael Linden, que acaba de ser lançado.

Professor titular do Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do Instituto do Milênio Rede de Terapia Gênica, Linden conta que a idéia central da obra é explicar por que essa área de pesquisa tem potencial para se transformar em tratamentos para diversas doenças. Para atingir o grande público, ele apostou na linguagem acessível.

"O princípio da terapia gênica é relativamente simples: introduzir no organismo de uma pessoa doente, com uso da técnica de DNA recombinante, um gene sadio responsável por codificar uma proteína que terá um efeito terapêutico. No livro, que inclui um glossário, procurei definir todos os termos técnicos da forma mais clara possível", disse.

Coordenador do Instituto Virtual de Doenças Neurodegenerativas da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Linden explica que o livro chama a atenção especialmente para o caráter experimental e para o esforço de pesquisa que está sendo feito no mundo e no Brasil em particular.

"Contei a história de como as idéias de terapias gênicas foram geradas, indiquei as principais formas de terapias concebidas – voltada para doenças monogênicas ou para outras doenças que não têm sua causa em um só gene – discuti as principais dificuldades enfrentadas e mostrei até onde foi a investigação científica na área", disse.

Segundo Linden, o número de pesquisadores envolvidos com o estudo de terapia gênica no Brasil ainda é pequeno, mas o país tem dado uma contribuição importante, que foi abordada no livro.

"A rede do Instituto do Milênio está no terceiro ano de funcionamento e envolve 14 laboratórios de pesquisa no Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. Dez desses grupos trabalham com o que chamamos de terapia gênica clássica. Os outros quatro trabalham com a área de vacinas de DNA, que tem intersecção com a área da imunologia", disse.

Caso a caso
Linden ressalta que não há atualmente nenhuma terapia gênica em uso médico, mas que os ensaios clínicos têm sido promissores em algumas doenças muito particulares.

"Como é preciso usar um vetor para a introdução do gene, não existe possibilidade de criar uma terapia gênica generalizada para uma classe de doenças. Cada caso é um caso. Por isso, a expectativa é maior em relação a um procedimento de tratamento individualizado ou particularizado para determinados grupos de pacientes", afirmou.

Segundo ele, há doenças que são causadas por mutações em genes específicos. Nesse caso, um paciente pode não produzir uma determinada enzima, necessária para o metabolismo, adquirindo, por exemplo, sintomas neurológicos associados.

"O tratamento poderia ser feito com a reposição da enzima. Atualmente, é um procedimento extremamente caro e que precisa ser feito de forma contínua. A alternativa seria introduzir no paciente o gene normal, que passaria a codificar a proteína necessária", disse.

Em outras doenças neurodegenerativas, como Alzheimer, há vários genes associados à suscetibilidade ou à gravidade da doença, mas nenhum deles é exclusivamente responsável por ela. Nesses casos, poderia ser utilizada uma proteína neuroprotetora com fator neurotrófico, que diminui a chance de morte da células neurais.

"A doença poderia então ser combatida com a introdução de cópias adicionais dos genes que codificam essa proteína, aumentando sua carga no sistema nervoso a fim de combater a doneça. Existem ensaios clínicos nessa área, que consistem na introdução do gene que codifica o fator neurotrófico NGF", disse.

Mais recursos humanos
A área em que os avanços estão mais próximos de uma terapia efetiva, segundo o professor da UFRJ, envolve síndromes de imunodeficiências severas. "Uma delas é conhecida como síndrome da criança da bolha. Trata-se de uma deficiência imune extremamente grave na qual a criança não pode se expor a nenhum agente infeccioso, por não ter qualquer resposta imune. Há duas variedades dessa doença para as quais há bastante avanço na pesquisa visando o desenvolvimento de terapias gênicas", explicou.

O progresso, no entanto, não é fácil. Se a terapia se mostrou curativa em uma classe da síndrome da criança da bolha, em outra, os vetores empregados, produzidos a partir de um retrovírus, geraram uma em pacientes. "É um efeito colateral grave que precisará ser resolvido. Isso deverá ser feito nos próximos anos com a modificação dos vetores usados para a introdução do gene", disse.

A necessidade de estudar terapias para cada doença de forma particularizada, de acordo com Linden, gera demanda por recursos humanos especializados. "Esse é um dos objetivos da rede que existe no Brasil, que pretendemos expandir. Já estamos trabalhando de forma integrada entre os diversos grupos de pesquisadores e em interação com empresas", afirmou.

Mais informações pelo link.

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Institutos de Pesquisa são os elementos chave do Sistema Nacional de Inovação

Institutos de pesquisa constituem-se em um dos principais elementos chave do Sistema Nacional de Inovação, diz Edgard Rocca

A Finep, por meio da Área de Institutos Tecnológicos e de Pesquisas (AITP) e do Departamento de Institutos de Pesquisas (Dipe), em conjunto com a ABIPTI, realizará nos dias 2 a 4 de setembro, em Brasília, o 1º Seminário de Avaliação dos Projetos de Modernização dos Institutos de Pesquisa (Modernit). Em entrevista ao Gestão C&T online, o chefe do Dipe, Edgard Rocca, ressaltou que os institutos de pesquisa, em particular os públicos, constituem-se em um dos principais elementos chave do Sistema Nacional de Inovação preconizado pela Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (Pitce). “No entanto, observa-se que grande parte desse contingente não tem sido utilizada e reconhecida pela sociedade na intensidade e na velocidade necessária para se constituírem em efetivo agente de dinamização do processo de desenvolvimento brasileiro.”

Rocca explica que é constatada que a ampliação dos financiamentos voltados para os institutos de pesquisa, nos últimos, em função dos fundos setoriais, tem significado aporte expressivo de recursos para a recuperação da infra-estrutura dessas instituições. “Em conseqüência, faz-se necessário ampliar a capacitação em planejamento e gestão do uso das instalações e equipamentos adquiridos, de forma a evitar desperdícios e maximizar os resultados.”
O chefe do Departamento de Institutos de Pesquisas da Finep afirma que as ações e apoios priorizam a modernização da gestão e da infra-estrutura laboratorial dos institutos de pesquisa tecnológica (IPTs), públicos e privados, e sem fins lucrativos, “de modo a qualificá-los para a prestação de efetivo suporte regional na difusão tecnológica para as empresas situadas nos Estados em que atuam, tendo como referência as diretrizes da Pitce”.

Avaliação
Rocca ressalta que mesmo com todas as ações e apoios é necessário verificar o processo de incorporação efetiva desse agente ao mercado produtivo e à sociedade em geral, por meio de setores dedicados especificamente à atividade de repasse do conhecimento produzido aos potenciais usuários, bem como de equipes alocadas a esses setores devidamente capacitadas para identificar oportunidades de realizar essa transferência, tanto dentro dos centros de pesquisa a partir dos resultados obtidos com os diversos projetos em andamento, quanto extramuros, acompanhando as necessidades e demandas da sociedade.
“O seminário, portanto, vem ao encontro desta necessidade, procurando avaliar os resultados parciais atingidos pelos diversos institutos apoiados no âmbito do Programa [de Qualificação e Modernização dos Institutos de Pesquisa Tecnológica (Modernit)].”

ABIPTI
Sobre a reunião realizada pela ABIPTI, no dia 26 de fevereiro deste ano, com foco no Modernit, Edgard Rocca afirma que o evento “é o embrião e o principal motivador” para a Finep realizar o 1º Seminário de Avaliação dos Projetos do Modernit. “Os resultados daquele evento, apresentados no Congresso da ABIPTI de 2008 em Campina Grande [PB], são de grande relevância para o processo, tanto de avaliação a ser realizado no seminário, quanto de conscientização dos institutos em relação aos problemas enfrentados no dia-a-dia de submissão e execução de projetos junto às agências de fomento. Sem dúvida a parceria da ABIPTI está sendo fundamental nesta iniciativa”, afirma Rocca.

Finep
O chefe do Dipe destaca que a Finep, além de cumprir o papel de um processo de avaliação da chamada pública, lançada em 2006, entende que o seminário terá um papel relevante na identificação de potenciais novas ações de apoio aos institutos. “Bem como identificar os impactos e resultados obtidos em benefício da sociedade, a partir do apoio concedido, as atuais carências, necessidades e expectativas dos institutos, no contexto da inovação e, finalmente, colher subsídios para o aperfeiçoamento das ações da Finep e do MCT junto a esses fundamentais agentes do Sistema Nacional de Inovação.”

Modernit
Lançada em 2006, a chamada no âmbito do Modernit, fruto de ação transversal, foi dividida em duas linhas: apoio a modernização de gestão, cujo objetivo é incentivar a adesão e participação dos IPTs no Projeto Excelência na Pesquisa Tecnológica, desenvolvido pela ABIPTI; e modernização da infra-estrutura laboratorial. O total de recursos destinados em 2006 foi de R$ 20 milhões, verba proveniente dos fundos setoriais do Petróleo e Gás Natural (CT-Petro), de Energia (CT-Energ) e Verde-Amarelo.

Seminário
O 1º Seminário de Avaliação dos Projetos de Modernização dos Institutos de Pesquisa (Modernit) está previsto para ser realizado nos dias 2 a 4 de setembro, em Brasília. Segundo informações da Finep, a proposta é que essa avaliação disponibilize ao MCT, à Finep e ao CNPq subsídios para novas ações de instituições responsáveis pelo financiamento em ciência, tecnologia e inovação, dando continuidade à Reunião de Acompanhamento organizada pela ABIPTI, no dia 26 de fevereiro deste ano.

Edgard Rocca acredita que representantes de cerca de 20 institutos de todas as regiões do país devam comparecer ao evento.

O objetivo do seminário, agendado para setembro, é apresentar o resumo das atividades, metas e resultados obtidos pelos institutos de pesquisa tecnológica (IPTs), a partir do financiamento MCT/Finep e CNPq (bolsas), por meio de recursos da chamada pública MCT/Finep/Ação Transversal – Modernit 03/2006, que foi dividida em duas linhas - Linha 1 – Apoio a Modernização da Gestão; e Linha 2 – Modernização da Infra-estrutura Laboratorial.
Informações adicionais podem ser obtidas na Finep pelo telefone (21) 2555-0656 e pelo e-mail Na ABIPTI, os contatos podem ser feitos pelo telefone (61) 3348-3110 e pelo e-mail .

Fonte: Fabiana Santos / Gestão CT

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Fuente: Marcelo

Prolibras : Inscrições até o dia 21 de agosto

Terminam no dia 21 de agosto as inscrições para o Exame Nacional para Certificação de Proficiência no Uso e no Ensino da Libras e para Certificação de Proficiência na Tradução e Interpretação da Libras/Português/Libras (Prolibras).

O Prolibras é um programa promovido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e desenvolvido por instituições de ensino superior. As provas serão realizadas nos dias 28 e 30 de setembro.

Segundo o Inep, a prova é composta por duas partes. A objetiva, no dia 28, terá 20 questões relativas à compreensão da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os aprovados com pontuação igual ou superior a 12 pontos (em uma escala de 20) estarão habilitados a participar da parte prática, no dia 30.

Poderão se inscrever para o exame pessoas fluentes em Libras, tanto com nível superior completo como com nível médio, também completo. O Prolibras certificará pessoas surdas, fluente em Libras e interessadas em ser professores e instrutores nos cursos de formação de professores e de fonoaudiologia.

O Prolibras também certificará pessoas ouvintes fluentes na tradução e interpretação da linguagem. Os certificados obtidos por meio deste exame poderão ser aceitos, por instituições de ensino superior ou por instituições de educação básica, como títulos que comprovam a competência no uso e no ensino da Libras ou na tradução e interpretação da língua.

A Universidade Federal de Santa Catarina é a responsável pela aplicação da prova. As inscrições para o Prolibras poderão feitas somente pela internet na página www.coperve.ufsc.br.

Mais informações: www.inep.gov.br/download/Prolibras/Prolibras_2008.pdf

Leia também: Publicada portaria do MEC que dispõe sobre a realização do Prolibras

Fonte: Agência FAPESP

Programa Ciência, Tecnologia e Inovação para a Amazônia será discutido este mês


Estados da Amazônia Legal se reúnem este mês para elaboração do Programa CT&I para a Amazônia

Na última semana deste mês, será realizada, na Escola de Administração Fazendária (Esaf), em Brasília, reunião dos secretários de C&T dos Estados que compõem a Amazônia Legal.

O objetivo é avaliar a proposta do Programa Ciência, Tecnologia e Inovação para a Amazônia, iniciativa do MCT, em parceria com os governos dos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do Maranhão.

Em entrevista ao Gestão CT, o gerente de Ciência e Tecnologia do Estado de Rondônia, Francisco Maciel, disse que a reunião a ser realizada no final do mês terá a participação de uma moderadora, de natureza jurídica, contratada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que acompanhou todo o processo, além de representantes do MCT.

De acordo com a Gerência de C&T, com os recursos oriundos do Programa Ciência e Tecnologia e Inovação para a Amazônia será possível, para os Estados da Amazônia Legal, investir na formação de recursos humanos, em nível de doutorado e na pesquisa e desenvolvimento, promovendo o fortalecimento das instituições de pesquisa.

“Já que os recursos [dos fundos setoriais] são divididos em 30% para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e 70% para Sul e Sudeste, temos aí uma idéia para onde vai o maior volume do dinheiro. O objetivo do programa é estabelecer um orçamento específico para a Amazônia para não termos que partilhar com ninguém”, explica Maciel.

O gerente reforça que é compreensível que grande parte dos recursos vá para o Sudeste e para o Sul, pois são regiões que possuem maior competência para captar recursos. “Essas regiões são mais desenvolvidas, têm maior número de pesquisadores, têm tudo a maior. No Norte temos tudo menor”.

Os recursos do programa serão oriundos do governo federal, por meio do MCT, com contrapartidas dos Estados. “Os Estados terão que dar sua parcela de contribuição, pois não é um programa ‘paternalista’.”

O evento, primeiramente previsto para os dias 18 e 19, precisou ser adiado e será realizado na última semana de agosto. As datas corretas serão comunicadas aos participantes.

Etapas
Segundo informações da Gerência de C&T, vinculada à Secretaria de Planejamento do Estado de Rondônia, o programa começou a ser construído em oficinas periódicas realizadas em Brasília. A primeira aconteceu no início de maio, quando o MCT convocou os Estados da Amazônia Legal e todos os nove aderiram à iniciativa; a segunda, no final de maio, marcou o início da construção do programa. Na ocasião foi apresentada toda metodologia e a forma de estruturação.

Rede
Semelhante à Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio), os secretários dos Estados da Amazônia Legal tiveram a idéia de criar uma Rede de Ensino e Pesquisa para a Amazônia, para trabalhar a pesquisa e desenvolvimento em rede. “Essa iniciativa surgiu anteriormente à do programa. O trabalho em rede é uma idéia que está na moda. Estamos construindo essa proposta, tivemos a primeira reunião em Macapá [AP] e, nos dias 2 e 3, realizaremos reunião aqui em Porto Velho [RO]”, informou Francisco Maciel.

Segundo informações da Gerência de C&T, a rede é uma iniciativa do Conselho de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I – Regional Norte, com a anuência do MCT. A Rede também será custeada com os recursos do MCT com a contrapartida dos Estados.

O evento, a ser realizado nos dias 2 e 3 de setembro em Porto Velho, também contará com a presença da mesma moderadora do Ministério do Planejamento. Maciel disse que, neste encontro, além dos representantes estaduais de C&T, também haverá participação de representantes do Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós Graduação das IES Brasileiras (Foprop-Norte).

O contato da Gerência de C&T de Rondônia é (69) 3216 5085.

Fonte: Fabiana Santos / Gestão CT

CNPq: 10 novos editais já estão disponíveis na internet

Foram lançados, no dia 8, dez novos editais do CNPq. Confira a lista das chamadas que têm prazo até o final de setembro para submissão de propostas.

O primeiro edital - Edital MCT/CNPq/MEC/FNDE – Nº 049/2008 - é voltado à seleção pública de propostas para apoio a Projetos no âmbito do Programa de Educação em Ciência e Tecnologia, voltados para a realização de Olimpíadas de Ciências de Âmbito Nacional. As inscrições podem ser feitas até o dia 21 de setembro de 2008. Veja a íntegra do edital por este link.

APLs
Outra chamada - Edital MCT/CNPq/Ação Transversal I – N º 039/2008 – vai selecionar propostas para apoio a projetos que envolvam ações de capacitação, formação, pesquisas tecnológicas e de inovação visando o desenvolvimento de Arranjos Produtivos Locais (APLs). A submissão de propostas pode ser feita até o dia 22 de setembro. Confira o edital por este link.

Cursos Biotecnologia
Por meio do Edital MCT/CNPq/CBAB - Nº 31/2008 serão selecionadas para apoio propostas de cursos de curta duração na área de Biotecnologia, em nível de pós–graduação. O encerramento das inscrições é o dia 25 de setembro de 2008. Veja o edital por este link.

Biodiesel
A chamada - Edital MCT/CNPq/Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - Ação Transversal IV - N º 30/2008 – apoiará atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, mediante a seleção de propostas de projetos que visem a utilização de co-produtos associados à cadeia produtiva de biodiesel. As propostas podem ser enviadas até o dia 22 de setembro. Veja a íntegra do edital por este link.

Outro edital voltado ao biodiesel é o EDITAL MCT/CNPQ/ CT-AGRONEGÓCIO/ AÇÃO TRANSVERSAL IV – N º 28/2008 , que apoiará atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, por meio da seleção de propostas de projetos que visem o cultivo de plantas de ciclo curto de desenvolvimento para produção de matéria-prima para obtenção de biodiesel. A data limite para submissão de propostas também é o dia 22 de setembro. Confira o edital por este link.

Agronegócio
O EDITAL MCT/CNPq/CT-Agronegócio N º 29/2008 apoiará projetos de pesquisa integrada para ampliação e consolidação dos programas de melhoramento genético convencional de plantas. Inscrições podem ser feitas até o dia 22 de setembro. Acesse o edital neste link.

Recursos Hídricos
Também voltado ao agronegócio, foi lançado o edital - Edital MCT/CNPq/CT- AGRONEGÓCIO/CT-HIDRO - Nº 27/2008 - para Seleção Pública de Propostas para apoio a projetos que promovam a conservação dos recursos hídricos e o aumento da produção de água em unidades rurais de base familiar. O prazo para inscrever projetos também é o dia 22 de setembro. Veja o edital neste link.

Redebambu
A chamada - Edital MCT/CNPq/Ação Transversal I – N º 025/2008 – apoiará ações e atividades para consolidar a Rede Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento do Bambu – Redebambu/BR. Inscrições até o dia 22 de setembro. Acesse neste link o edital.

Intervivência Universitária
O Edital MCT/CNPq/CT-Agronegócio/ MDA – Nº 23/2008 - Programa Intervivência Universitária, selecionará Propostas para Apoio a Projetos que visem estimular a divulgação e apropriação de conhecimento geral e especializado disponíveis nas universidades, centros tecnológicos e escolas técnicas públicas, por jovens estudantes e residentes da zona rural,que já participem de atividades educativas, extensionistas e organizativas. As propostas podem ser submetidas até o dia 29 de setembro. Veja neste link o edital completo.

Saúde
Pelo Edital MCT/CNPq/CT-Saúde N º 021/2008 serão apoiados projetos voltados a Doenças Ocupacionais Urbanas e Rurais: Avaliação de riscos ocupacionais à saúde e proposta de modelo de prevenção e atenção à saúde de trabalhadores portuários e Avaliação dos impactos da expansão sucroalcooleira na saúde dos trabalhadores e da população afetada. O prazo para submeter propostas é o dia 23 de setembro.
Acesse o edital neste link. (Com informações do CNPq)

Fonte: Gestão CT

Prêmio Nacional da Gestão Pública 2008/2009 tem diretrizes estabelecidas

A Portaria de nº 241, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), publicada no Diário Oficial da União do dia 1º estabelece as diretrizes para o ciclo 2008/2009 do Prêmio Nacional da Gestão Pública (PQGF).

Podem participar do prêmio todas as organizações públicas brasileiras nas esferas federal, estadual e municipal. As candidatas serão classificadas em quatro categorias: Administração Direta e Indireta; Poder Legislativo; Poder Judiciário; e Categoria Especial.

A Categoria Especial será definida a cada ciclo pelo MPOG. O ciclo 2008/2009 terá o Setor de Saúde como categoria especial.

O PQGF reconhecerá o esforço institucional em direção à excelência da gestão empreendida pela organização em três níveis: Prêmio; Reconhecimento; e Destaque.

Veja a íntegra da portaria por este link.

Fonte: Gestão CT

Brasil e França abrem inscrições para intercâmbio dentro do Programa Capes-Brafitec

Até o dia 3 de outubro, os interessados em participar do Programa Capes-Brafitec, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), podem fazer as suas inscrições.

A iniciativa é desenvolvida com a Conferência dos Diretores de Escolas Francesas de Formação de Engenheiros, para apoiar parcerias entre instituições de ensino superior (IES) do Brasil e da França, na área de engenharias. O programa prevê o financiamento para intercâmbio de estudantes de graduação e mobilidade de docentes.

De acordo com a Capes, o intercâmbio entre o Brasil e a França financia projetos de pesquisa na área das engenharias desde 2003. Até hoje, 985 estudantes brasileiros participaram do intercâmbio, por meio de 59 projetos de pesquisa selecionados pela coordenação. As instituições de ensino interessadas em participar deverão apresentar somente um projeto envolvendo, no máximo, duas instituições de ensino brasileiras. As equipes serão divididas da seguinte forma: uma será de coordenação e a outra será definida como parceira.

As equipes brasileiras serão contempladas com recursos de custeio no total de R$ 10 mil para financiamento das passagens aéreas, diárias e bolsas de estudos, além de auxílio instalação e seguro saúde creditados em domicílio bancário brasileiro em uma única parcela. O período máximo de permanência é de 60 dias.

Durante a seleção, serão considerados aspectos como a coerência da proposta, objetivos e relevância do tema. A escolha final será feita em novembro, durante uma reunião conjunta entre o Brasil e a França. Nesta fase, os critérios serão o mérito acadêmico-científico das propostas e o interesse de cada agência financiadora.

Veja a íntegra do edital no link:
www.capes.gov.br/bolsas/cooperacao/franca/brafitec.html

Fonte: Gestão CT

BNDES tem estatuto alterado

Por meio do Decreto nº 6.525/08, publicado no Diário Oficial da União, no dia 1º deste mês, foi alterado o Estatuto do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Entre as novidades, está a inclusão, no artigo 2º, do parágrafo único que diz que o BNDES, para exercer fora do território nacional as atividades integrantes de seu objeto social, poderá constituir subsidiárias no exterior, nos termos da autorização constante do parágrafo único do art. 5º da Lei no 5.662, de 21 de junho de 1971, que enquadra o banco na categoria de empresa pública, e dá outras providências.

Outra mudança é na composição do Conselho de Administração do Banco, que, além do presidente do BNDES, que exercerá a Vice-Presidência do Conselho será composto por: onze membros, entre eles o Presidente do Conselho, sendo quatro indicados, respectivamente, pelos ministros de Estado do planejamento, orçamento e gestão, do Trabalho e Emprego, da Fazenda, e das Relações Exteriores e os demais pelo ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Confira a íntegra do decreto neste link.

Fonte: Gestão CT

19ª Reunião Anual de Usuários do LNLS

O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) abriu, até 3 de novembro, inscrições para pesquisadores interessados em participar da 19ª Reunião Anual de Usuários (RAU). O prazo para solicitação de auxilio financeiro ao laboratório para participar do evento termina no dia 5 de setembro.

Na reunião, que será realizada nos dias 9 e 10 de fevereiro de 2009, no campus do LNLS, em Campinas (SP), serão apresentados os resultados de trabalhos científicos desenvolvidos com a infra-estrutura experimental existente no laboratório.

Serão discutidas novas perspectivas da instituição, como o desenvolvimento de novos instrumentos científicos, além de promovidas discussões entre coordenadores de diferentes setores do LNLS de modo a tornar mais eficiente o atendimento aos usuários do laboratório.

A 19ª RAU será coordenada pelos físicos Pedro Augusto de Paula Nascente, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e Flávio Garcia, do LNLS.

Mais informações: www.lnls.br/lnls

Fonte: Agência FAPESP

INPI abre inscrições para o Mestrado Profissional em Propriedade Intelectual e Inovação

Os interessados em participar do Mestrado Profissional em Propriedade Intelectual e Inovação do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) podem fazer as suas inscrições até o dia 31 de agosto. O curso é gratuito e conta com 25 vagas, que poderão ser disputadas por portadores de diploma de graduação em qualquer área do conhecimento. As inscrições podem ser feitas pela internet.

O curso foi recomendado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) em 2006. Ele foi o primeiro em instituições de propriedade industrial na América do Sul e apresenta caráter multidisciplinar, com professores e alunos de diversas instituições públicas e privadas ligadas ao desenvolvimento.

Os alunos terão acesso a bases de informações mundiais sobre o tema e contarão com a experiência prática do INPI, que é a instituição responsável pela propriedade industrial no Brasil. O curso conta com as seguintes linhas de pesquisa: globalização e regionalização: modelos de proteção à propriedade intelectual e seu papel no desenvolvimento; políticas setoriais e campos emergentes; e propriedade intelectual, tecnologia, sociedade e empresas brasileiras.

As aulas serão ministradas por docentes de instituições como a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), além de servidores do próprio INPI.

Informações sobre o curso podem ser obtidas pelos telefones: (21) 2139-3233/ (21) 2139-3232 e (21) 2139-3231.

Fonte: Gestão CT

1ª Escola Brasileira de Bioinformática

Na 1ª Escola Brasileira de Bioinformática, que será realizada de 25 a 28 de agosto, em Santo André (SP), pesquisadores nacionais e internacionais abordarão os aspectos práticos e teóricos da bioinformática.

O evento será realizado junto ao 3º Brazilian Symposium on Bioinformatics, que ocorre de 28 a 30 de agosto, e contará com dezenas de palestras sobre resultados de pesquisas recentes realizadas no Brasil e no exterior relacionadas à aplicação de técnicas computacionais e matemáticas para a geração e gerenciamento de bioinformações.

Mais informações: www.icmc.usp.br/~bsb2008

Fonte: Agência FAPESP

UnB inaugura novas instalações do CDT

O Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília (CDT/UnB) realiza, no dia 19, às 10h30, no Campus Darcy Ribeiro, a inauguração das novas instalações. A sede agora terá 3.400 m².

Segundo informações do CDT, a partir dessa ampliação, o centro ampliará sua atuação dentro e fora da universidade, criando um ambiente favorável à comercialização de tecnologias, formação e absorção de profissionais capacitados, desenvolvimento de produtos, processos e serviços competitivos úteis à sociedade.

Informações adicionais podem ser obtidas pelo telefone (61) 3307-1179 e pelo e-mail .

Fonte: Gestão CT

Secitec / MT prorroga prazo de inscrições de curso para formação de agentes de proteção intelectual

O governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec), irá qualificar gratuitamente 50 profissionais na área de proteção intelectual e transferência de tecnologia. Para isso, oferecerá um curso, que terá a duração de 120 horas e será realizado em cinco módulos. As inscrições para a iniciativa acabam de ser prorrogadas e vão até o dia 15 de agosto.

Os candidatos interessados devem possuir curso superior ou comprovar a experiência de no mínimo três anos em propriedade intelectual. Eles também devem estar vinculados a núcleos de inovação tecnológica, incubadoras, fundações de pesquisa ou instituições que buscam o desenvolvimento tecnológico do Estado.

Em notícia publicada pela Secitec, o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia de Mato Grosso, Chico Daltro, destaca que os agentes de proteção intelectual e transferência de tecnologia vão exercer papel de extrema importância para o desenvolvimento do Estado. “Além de fomentar a geração, proteção e comercialização de propriedade intelectual, vão atuar na implementação e gestão de núcleos de inovação tecnológica e de incubadoras de empresas de base tecnológica”, disse.

O curso conta com um conteúdo programático que inclui discussões sobre proteção intelectual, marcas e patentes, desenho industrial, indicação geográfica, proteção ao software, informação tecnológica, gestão, comercialização, classificação internacional de patentes, prospecção tecnológica, entre outros temas. Também estão previstas duas oficinas, sendo uma sobre informação tecnológica e a outra sobre redação de patentes. O início do curso deverá ocorrer no dia 1º de setembro.

“As instituições interessadas em participar do programa poderão selecionar profissionais de seu quadro de pessoal e enviar para a Secitec o formulário de inscrição preenchido e a autorização de participação assinada pela chefia imediata do candidato”, afirma a superintendente de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação da Secitec, Janine Ulrich.

Mais informações no site http://www.secitec.mt.gov.br/.

Fonte: Gestão CT

Workshop: “Os desafios da mineração para a imprensa como agente de informação”

A Secretaria de C&T de MG realiza workshop de comunicação voltado para o setor de mineração

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sectes/MG) e o Pólo de Excelência Mineral e Metalúrgico realizam, no dia 14 de agosto, em Belo Horizonte, o workshop de comunicação “Os desafios da mineração para a imprensa como agente de informação”.

O evento terá início às 9h e contará com os seguintes painéis: cenários econômicos da mineração, desafios e tendências; mineração e sustentabilidade; a imagem da mineração; e pólo de excelência mineral e metalúrgico: a nova pauta para a mineração. Os interessados em participar deverão confirmar presença, já que o número de vagas é limitado.

Informações sobre o evento podem ser obtidas pelo e-mail ou pelo telefone (31) 3247-2033.

Fonte: Gestão CT

Ceará lança o Cinturão Digital

Cinturão Digital visa ampliar o acesso à tecnologia digital no Estado do Ceará

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, Ildes Ferreira visitou, no último dia 7 , o secretário de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará, René Barreira. Na ocasião, o presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), Fernando Carvalho, ex-secretário regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), apresentou o Cinturão Digital, que irá prover banda larga a 82% da população urbana do Ceará.

Em texto da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará (Secitece), Ferreira afirmou que o Ceará está alguns anos-luz à frente da Bahia nesse campo da ciência e tecnologia. Segundo ele, o Ceará tem uma experiência em inclusão digital que a Bahia também tem, mas de forma diferenciada. O Ceará está com a experiência de levar banda larga para os municípios, que sequer a Bahia iniciou. De acordo com Ferreira, a integração entre os dois Estados será importante para o crescimento da tecnologia no Nordeste.

O Cinturão Digital, orçado em cerca de R$ 50 milhões, está em fase de execução dos 3 mil Km de fibras ópticas e ativos. O projeto, além de atrair empresas de serviços que gerem renda, principalmente às classes D e E, tem como objetivo prover os órgãos do governo com serviços de dados, voz e videoconferência, incluindo escolas, bibliotecas e ilhas digitais. O Cinturão Digital chegará a 24 cidades do interior e Fortaleza.

De acordo com a Secitece, Carvalho disse que a Etice vai prover apenas infra-estrutura e as empresas, por meio da aquisição de cotas, vão oferecer serviços. Segundo ele, poderão transitar pela infra-estrutura aplicações mais caras como TV Digital, os serviços de custo intermediário como telefonia IP fixa, internet banda larga, internet, e-mail, telemedicina, escolas e segurança, entre outras.

Segundo Carvalho, até julho de 2009, a primeira parte do projeto estará concluída, o que significa instalação em todo o lado oeste do Estado. Ao fim de 2009, escolas e órgãos públicos estarão conectados.

Ainda em texto da Secitece, como resultados esperados com a implantação do Cinturão Digital, Carvalho destacou o fomento à competição nas telecomunicações, maior transparência e governança. Citou ainda que ao invés de incentivos tributários o governo vai poder oferecer infra-estrutura, capacitação de recursos humanos, captação de serviços de software no mercado offshore, ambiente seguro e infra-estrutura para atender demandas do terminal portuário do Pecém, localizado no Estado do Ceará.

Mais informações, pelos números (85) 3101-6428/ 3278-3457, ou entre em contato com o assessor da Secitece, Flamínio Araripe, pelo número (85) 9994-5245. (Com informações da Secitece)

Fonte: Gestão CT

Programa PDirAC do IGA auxilia gestores municipais na elaboração dos planos diretores dos municípios

O Instituto de Geociências Aplicadas (IGA) de Minas Gerais está finalizando a construção do programa computacional Plano Diretor Assistido por Computador (PDirAC). A iniciativa deverá auxiliar os gestores municipais e pesquisadores na elaboração dos planos diretores dos municípios de pequeno e médio porte do Estado.

O programa será disponibilizado via internet. Ele deverá gerar mapas temáticos do Estado de Minas Gerais e seus municípios fornecendo informações geo-cartográficas para auxiliar na elaboração dos planos diretores municipais e na tomada de decisões administrativas. “O programa será uma poderosa ferramenta de gestão municipal e estadual”, afirma Maria Elizabeth Torres, geógrafa e coordenadora do programa.

Ela explica que, devido à sua importância e à abrangência de várias secretarias, como a de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), de Planejamento e Gestão (Seplag) e de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru), estão sugerindo transformar a iniciativa em um projeto estruturador do Estado de Minas Gerais.

O programa é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), instituição associada à ABIPTI. Ele estará disponível para acesso até novembro.

Fonte: Gestão CT

Morre João Lizardo Hermes de Araújo

Morreu, no último dia 2, o professor João Lizardo de Araújo. Natural de Manaus (AM), Araújo era engenheiro eletrônico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em 1964, e doutor em matemática aplicada pela Universidade de Toulouse (França), em 1968. Professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), dedicou 43 anos de sua vida ao ensino e à pesquisa.


De 1965 a 1970, João Lizardo de Araújo foi professor titular do curso de engenharia eletro-eletrônica da Escola Politécnica de Campina Grande da Universidade Federal da Paraíba (UFPb), nos anos de 165 a 1970. Segundo Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque, diretor de Relações Institucionais da ABIPTI, e que na época era diretor da Escola Politécnica, João Lizardo foi um dos professores que trabalharam na criação dos cursos de mestrado em engenharia eletro-eletrônica, que foram aprovados pelo Conselho Deliberativo do CNPq e pelo Fundo Tecnológico (Funtec) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com apoio de José Pelúcio Ferreira e Alberto Luiz Coimbra. “Infelizmente, quando os mestrados começaram em agosto de 1970, João Lizardo já havia tido seu contrato rescindindo pelo reitor da UFPB na época”, lembra.

O professor, então, ingressou no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ), em 1970, onde foi um dos fundadores do Programa de Planejamento Energético. Pesquisador reconhecido internacionalmente, vinha trabalhando há mais de 30 anos em pesquisas voltadas para temas do setor energético.

João Lizardo assumiu a Direção do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) do Ministério de Minas e Energia, em março de 2004. O Centro e seus colaboradores prestaram homenagem ao seu diretor-geral, em missa realizada na última sexta-feira (8), na Igreja da Candelária (RJ). O Professor João Lizardo faleceu aos 67 anos.

Segundo informações do centro, um grande número de pessoas prestigiou a cerimônia. Familiares, amigos, colegas do Cepel, da UFRJ e da Coppe/UFRJ, além de representantes da Eletrobrás, empresas coligadas e de outras instituições do setor elétrico e do meio acadêmico estiveram presentes.

Veja alguns depoimentos ao professor João Lizardo de Araújo publicados na semana passada no site do Cepel:

"Acabo de saber sobre o falecimento do Prof. Lizardo. Portanto, escrevo sob efeito da emoção. No início de minha carreira aprendi muito com o ele. Na época, 1970, atuava como “programador de computadores” num projeto coordenado pelo Prof. Rui Vieira que contava com a colaboração do Lizardo. Mais recentemente, ele já como diretor do Cepel, retomamos o contato. Como antes, buscando a maneira de fazer com que o conhecimento técnico pudesse melhor servir ao País. Perde o Cepel, a UFRJ e o Brasil. Perdemos todos." (Jerson Kelman – diretor-geral da Aneel)

"Ficamos profundamente consternados com o falecimento do Prof. João Lizardo, profissional de grande destaque no setor elétrico brasileiro, altamente conceituado em âmbito nacional e internacional. Seu passamento representa uma perda irreparável. Tornamos nossas as palavras de carinho e homenagem à memória desse grande brasileiro expressas por todos os demais companheiros e admiradores do Prof. Lizardo.” (Jorge Samek, diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional)

“Meus amigos, a perda do Lizardo é das maiores baixas que estamos tendo, em plena luta pela retomada do desenvolvimento. Conheci Lizardo ao entrar para o ITA, em 1960. Era meu colega de turma e, sem dúvida, aquele de maior cultura geral. Impressionava pela versatilidade. Ótimo aluno e, além disso, com uma formação humanística muito sólida. Todos aprendemos muito com ele. De sua voz, às vezes de difícil compreensão, dizíamos todos, era porque pensava muito mais rápido do que conseguia exprimir. Quantas vezes, estávamos estudando em grupo e, ao lado, ele lia um de seus inúmeros livros. No meio da discussão, quando empacávamos, ele virava e, com aquela voz inconfundível, interrompia sua leitura e explicava, tirando nossas dúvidas. Além disso tudo, em plena ditadura, foi de enorme solidariedade, ajudando, e muito, aos que precisavam de apoio. Nunca faltou. Vai fazer falta nosso grande mestre e amigo.” (Raymundo de Oliveira, ex-presidente do Clube de Engenharia) (Com informações do Cepel – www.cepel.br)

Fonte: Gestão CT

Faperj: R$ 37 milhões três novos editais

Faperj destina R$ 37 milhões para apoiar pesquisas em três novos editais

A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) anunciou, no dia 7 de agosto, o lançamento de três editais: Jovem Cientista do Nosso Estado, Cientista do Nosso Estado e o inédito Apoio a Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica. Ao todo, serão quase R$ 37 milhões para apoiar pesquisas no Rio de Janeiro. A partir de agora, as bolsas de bancada para projeto valerão por três anos, em vez dos 24 meses das edições anteriores.

No programa Jovem Cientista do Nosso Estado, as bolsas denominadas Bolsas de Bancada para Projetos (BBP) destinam-se a apoiar os projetos coordenados por pesquisadores em fase intermediária de sua carreira acadêmica, com boa produção científica e histórica de formação de recursos humanos, e que tenham obtido grau de doutor há menos de dez anos.

O edital dispõe de R$ 7,7 mil, para financiar até 120 bolsas mensais de R$ 1,8 mil, durante 36 meses. De acordo com informações da Faperj, o candidato não poderá solicitar qualquer outro auxílio de fomento da fundação com idêntica finalidade. Segundo o cronograma do edital, as inscrições devem ser feitas até 14 de outubro, com entrega da documentação impressa até o dia 21 do mesmo mês. Os resultados serão divulgados a partir de 27 de novembro.

Veja o edital no link: www.faperj.br/interna.phtml?obj_id=4801

Cientista do Nosso Estado
O programa Cientista do Nosso Estado concederá até 300 bolsas no valor de R$ 2,4 mil, durante 36 meses. Poderão concorrer pesquisadores de reconhecida liderança em sua área, com grau de doutor e produção científica de alta qualidade. Segundo o cronograma do edital, os interessados terão até o dia 24 de outubro para submeter suas propostas, e até o dia 31 do mesmo mês para entregar a cópia impressa de sua documentação. Os resultados deverão ser divulgados a partir de 27 de novembro.

Acesse a íntegra do edital no link :www.faperj.br/interna.phtml?obj_id=4802

Incubadoras
O edital Apoio a Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica está voltado a financiar a infra-estrutura física e administrativa de incubadoras de empresas de base tecnológica, sediadas em Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) em operação no Estado. O objetivo do edital é o aprimoramento dos serviços prestados às empresas; a ampliação da capacidade de operação, incluindo expansão de instalações; o aumento do número de empresas atendidas; ampliação dos impactos da incubadora sobre a comunidade em que está inserida; e o incremento do conteúdo de inovação tecnológica das empresas atendidas.

O edital conta com R$ 3 milhões, a serem pagos em duas parcelas. Apenas uma proposta para cada incubadora de empresas de base tecnológica receberá os recursos, que serão outorgados ao responsável pela execução do projeto (proponente) e ao co-responsável, e administrados em conjunto. A submissão de propostas tem prazo até o dia 3 de outubro, com a entrega da documentação impressa do projeto até 10 de outubro. A divulgação dos resultados será feita a partir de 30 do mesmo mês.

O edital está disponível no link: www.faperj.br/interna.phtml?obj_id=4800 (Com informações da Faperj)

Fonte: Gestão CT

Publicado decreto no âmbito da CONCAR - Comissão Nacional de Cartografia

Por meio de decreto não numerado, publicado no Diário Oficial da União do dia 4, fica mantida a Comissão Nacional de Cartografia (Concar), no âmbito do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), com atribuições de assessorar o ministro da pasta na supervisão do Sistema Cartográfico Nacional. Também é atribuição da comissão a coordenação da execução da política cartográfica nacional.

Cabe à Concar: subsidiar formulação de ações que envolvam cartografia; pronunciar-se antecipadamente com relação às ações que necessitem de cartografia; prestar assistência aos encaminhamentos relativos à realização de gastos em cartografia ou em investimentos diretamente a ela vinculados; prestar assistência necessária à formulação da proposta orçamentária de cada órgão do Sistema Cartográfico Nacional, destinada a atender à demanda requerida pelo Plano Cartográfico Nacional, ou a outras necessidades tecnicamente definidas; e propor ao MPOG a distribuição de recursos previstos em lei ou disponíveis para a dinamização da cartografia sistemática, bem como para a coordenação da política cartográfica nacional.

A Concar será integrada por um representante, titular e suplente, dos seguintes órgãos, entidades e fóruns:

• Casa Civil da Presidência da República;
• Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República;
• Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão;
• Ministério das Relações Exteriores;
• Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento;
• Ministério de Minas e Energia;
• Ministério da Ciência e Tecnologia;
• Ministério das Comunicações;
• Ministério do Meio Ambiente;
• Ministério da Defesa;
• Ministério da Integração Nacional;
• Ministério dos Transportes;
• Ministério do Desenvolvimento Agrário;
• Ministério das Cidades;
• Ministério da Educação;
• Ministério da Saúde;
• Ministério da Fazenda;
• Ministério da Justiça;
• Ministério do Turismo;
• Diretoria de Serviço Geográfico, do Comando do Exército;
• Diretoria de Hidrografia e Navegação, do Comando da Marinha;
• Instituto de Cartografia Aeronáutica, do Comando da Aeronáutica;
• Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE;
fóruns regionais, de representação das unidades da Federação, correspondentes às grandes regiões geográficas brasileiras; e
• Associação Nacional de Empresas de Aerolevantamento - ANEA.

A comissão será presidida pelo secretário de Planejamento e Investimentos Estratégicos do MPOG, que, nas suas faltas ou impedimentos, será substituído pelo Presidente do IBGE. O IBGE proverá apoio técnico e administrativo à Concar e a sua secretaria-executiva.

Veja a íntegra do decreto por este link.

Fonte: Gestão CT

Secretaria de Política de Informática credencia instituições à execução de atividade de P&D

A Secretaria de Política de Informática do MCT publicou quatro resoluções no Diário Oficial da União, do dia 8, três delas credenciando instituições como unidades habilitadas à execução de atividades de pesquisa e desenvolvimento, para os fins previstos no inciso I do parágrafo 1º do art. 11 da Lei 8.248/91, que dispõe sobre a capacitação e competitividade do setor de informática e automação.

As instituições credenciadas são: Centro Universitário de Lins (Unilins); Casa Nossa Senhora da Paz – Universidade São Francisco (CNSP/USF); e Universidade Católica de Brasília (UCB).

Já a quarta resolução descredencia o Centro Educacional de Tecnologia em Administração (CETEAD), no âmbito da mesma legislação.

Veja as resoluções por este link.

Fonte: Gestão CT