segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Latent fingerprint chemical imaging by mass spectrometry

Entregue pela ponta dos dedos

Uma nova técnica desenvolvida nos Estados Unidos, com participação brasileira, permite identificar com facilidade os componentes químicos que formam as impressões digitais.

Com o procedimento, as marcas dos dedos poderão servir não só para identificar o indivíduo que as deixou, mas também para revelar o contato com substâncias como cocaína, explosivos ou veneno, por exemplo. A técnica também permite distinguir com precisão digitais sobrepostas deixadas por diferentes indivíduos – uma dificuldade freqüente para a ciência forense.

A pesquisa, realizada por um grupo de pesquisadores da Universidade de Purdue, em Indiana, nos Estados Unidos, teve seus resultados publicados na edição de sexta-feira (8/8) da revista Science.

De acordo com o autor principal do artigo, o paulista Demian Ifa, o grupo testou a técnica por meio da análise de impressões digitais deixadas em pedaços de vidro, metal e plástico.

"A técnica consiste em borrifar água ou soluções alcoólicas eletricamente carregadas sobre a superfície onde está a impressão digital. As gotículas refletidas são então direcionadas a um equipamento de espectrometria de massa e formam um mapa dos componentes químicos que compõem a digital", disse Ifa.

Segundo o pesquisador do Departamento de Química e do Centro para Desenvolvimento de Instrumentação Analítica de Purdue, onde faz pós-doutorado, uma carga elétrica de 5 mil volts é aplicada à água, gerando carga positiva nas gotículas que caem sobre a superfície.

"Uma vez refletidas, as gotículas evaporam e a densidade de carga aumenta ainda mais. Cada uma delas explode, gerando gotículas ainda menores, que também evaporam e explodem. Todo esse processo ajuda a liberar a molécula da substância monitorada para a fase gasosa", explicou o pesquisador. Ifa fez doutorado no Instituto de Biocências da Universidade de São Paulo (USP) e está há três anos em Purdue, mas pretende retornar para o Brasil na continuação de sua carreira acadêmica.

Na fase gasosa, as moléculas podem ser detectadas pelo espectrômetro de massa. "O material da superfície, previamente dissolvido nas gotículas e, agora na fase gasosa, é sugado para dentro do espectrômetro. Depois, os dados são enviados para um computador equipado com um software gráfico apropriado para a análise de impressões digitais", disse.

Com a nova técnica e o espectrômetro, é gerada uma imagem A, formada pela marca química das digitais. A partir dessa figura, por meio de ferramentas computacionais, é produzida uma imagem B, que traça os pontos de interesse da impressão digital.

"Essa imagem B é utilizada pelo computador para fazer a pesquisa em um banco de dados. As impressões digitais feitas originalmente com tinta compõem uma imagem C, que será extraída pelo computador para gerar, por fim, uma imagem D que é armazenada no banco. Ao comparar as imagens B e D, podemos identificar quem deixou a impressão digital", explicou Ifa.

Ainda que a impressão digital não apresente traços das substâncias procuradas, a técnica permite a formação da imagem química a partir de compostos naturalmente presentes na pele.

"Cada substância apresenta uma relação massa-carga específica que possibilita identificação precisa. Se a substância de interesse não estiver presente, a técnica mapeia os ácidos graxos da pele que formam a impressão digital, permitindo a formação da imagem", disse.

Análise no local
Os pesquisadores fizeram testes com cocaína, explosivos e venenos, mas, a princípio, a técnica permite detectar outras substâncias também. "Se o objetivo é monitorar a presença de cocaína, por exemplo, programamos a seleção de íons com relação massa-carga 304. Se a impressão digital tiver vestígios da droga, o desenho vai mostrar", afirmou o pesquisador.

Para os testes, os cientistas utilizaram um espectrômetro de mesa, com dimensões de 1 metro por 1,5 metro. Mas, segundo Ifa, o laboratório tem grande tradição na miniaturização desse tipo de equipamentos e pretende que a técnica seja associada a espectrômetros portáteis.

"A versão mais nova de espectrômetros de massa na qual trabalhamos tem as dimensões de uma caixa de sapato, mas o acoplamento desse equipamento com a técnica ainda não foi feito", indicou.

Os cientistas também testaram alternativas para utilizar a técnica em uma investigação, mesmo que o espectrômetro de massa não possa ser transportado ao local em que se encontram as digitais. "O procedimento é simples: usamos uma fita adesiva que é colada sobre o local onde está a digital e depois é levantada. A impressão transferida para essa fita então é levada para o espectrômetro", disse.

A técnica não deverá se limitar à análise de impressões digitais. Em outro estudo, os cientistas mostraram que é possível, por exemplo, aplicar o spray diretamente nos dedos de uma pessoa, permitindo a análise das substâncias encontradas na pele. "Esse procedimento poderia ser utilizado para monitorar o uso de drogas, por exemplo", disse Ifa.

Segundo ele, a técnica está despertando o interesse de especialistas em ciência forense, mas há uma ampla gama de aplicações possíveis. "Estamos também desenvolvendo aplicações para diagnósticos médicos. Em laboratório, já conseguimos utilizar essa mesma técnica em tecidos orgânicos, para distinguir que parte é normal e que parte é tumoral", destacou.

O próximo passo, segundo o pesquisador, é aumentar a resolução da técnica. "A resolução atualmente é de 150 micrômetros. Estamos estudando como fazer a imagem ficar ainda mais nítida", disse.

O artigo Latent fingerprint chemical imaging by mass spectrometry, de Demian Ifa e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.

Fonte: Fábio de Castro /Agência FAPESP

1º Inventário de CO2 é realizado em São Paulo pela CETESB

O governo do Estado concluiu no primeiro semestre deste ano, o primeiro inventário de CO2 de São Paulo. O documento registrou os cem maiores emissores de gases provenientes de combustível fóssil. Marcelo Minelli, diretor de Engenharia, Tecnologia e Qualidade Ambiental da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb)fala um pouco sobre o inventário e diz que o desempenho positivo da indústria papeleira sirvará como base para os balanços de sustentabilidade que o Estado terá que fazer no futuro.

Quais os principais objetivos da Cetesb com a produção do inventário de C02 referente à atividade das indústrias do Estado de São Paulo?
O objetivo era identificar as principais fontes estacionárias de emissão de gás carbônico no Estado de São Paulo, pois este levantamento não havia sido feito anteriormente.

Como o senhor avalia a participação das 371 indústrias pesquisadas diante do total geral de indústrias cadastradas no Estado?
A participação das indústrias foi bastante positiva, pois o preenchimento das informações que permitiram a Cetesb calcular as emissões de cada indústria foi voluntário e obtivemos um retorno de 88,7% das indústrias selecionadas.

Qual o balanço que a Cetesb fica nas mãos com dos dados obtidos no inventário – com referência à questão da necessidade da sustentabilidade ambiental no Brasil?
Marcelo Minelli: Não temos informações para comparar a situação do Estado de São Paulo com outros estados, porém a partir dos dados levantados pela Cetesb é possível observar que 43% do CO2 emitido nas indústrias são de origem da queima de combustível renovável, onde o Carbono emitido poderá ser fixado novamente nas plantações. Devemos concentrar as atenções aos 57% do CO2 de origem fóssil.

Há previsão de ações da Cetesb neste período pós-inventário – considerando as informações reveladas?
A Cetesb pretende aprimorar o levantamento incluindo outras fontes que não foram consideradas neste atual. Além disso, é possível que se faça uma atualização dos dados obtidos, de forma a se ter uma tendência histórica das emissões.

Na sua opinião, o que ainda precisa ser feito por conta do governo do Estado para estimular as empresas a melhorarem suas atuações com relação à emissão de gases no meio ambiente?
O primeiro passo foi dado pelo Governo do Estado que foi quantificar as emissões de cada indústria. Sabemos que o Brasil não possui metas de redução estabelecidas para a emissão de CO2, o que não impede que cada indústria faça uma redução voluntária de suas emissões. Ainda que não seja possível estabelecer metas de redução de emissões pelo governo do estado, a partir de agora acreditamos que, assim como outros indicadores ambientais, a redução da emissão do CO2 de origem fóssil deverá ser incorporada pela indústria nas suas metas.

Segundo análise dos dados do inventário, feita pela Bracelpa – entidade representativa do setor de celulose e papel, as indústrias de C & P captam 3 vezes mais dióxido de carbono (C02) do que emitem. Como a Cetesb vê essa performance do setor?
Neste levantamento apenas identificamos a quantidade de CO2 emitidos de origem fóssil e renovável sem levar em conta as possíveis medidas de neutralizações de carbono que possam existir nas diversas atividades industriais, contudo este dado é importante por que mostra um desempenho positivo da indústria papeleira e sirvará como base para os balanços de sustentabilidade que o Estado terá que fazer no futuro.

O que a Cetesb pretende fazer com os dados apresentados pelo inventário? Haverá por exemplo algum selo verde para as menos poluidoras ou iniciativas de notificação para as mais poluidoras?
A intenção da empresa é de estimular as ações voluntárias de redução de emissão de CO2, partilhando com a opinião pública estas iniciativas.

Na sua opinião, as empresas que ainda não se adequaram para entrar no mercado de créditos de carbono têm quanto tempo para modificarem sua postura com relação a emissão de gases?
A postura com relação à emissão de gases de efeito estufa está mudando rapidamente em virtude dos efeitos que estamos observando.

Seguramente as indústrias que se anteciparem nessa questão levarão uma vantagem competitiva no mercado tanto na questão da imagem como na eventual fixação de compromissos futuros.

Entrevistado: Marcelo Minelli é Diretor de Engenharia, Tecnologia e Qualidade Ambiental da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). (Luciana Grili - Celulose Online)

Veja apresentação sobre o assunto no link.

Fonte: Sbef News

Proibido o plantio de cana na Amazônia e no Pantanal

Ministros decidem proibir plantio de cana na Amazônia e no Pantanal

Não será permitida plantação de cana-de-açúcar na Amazônia e no Pantanal. As exceções serão as áreas de três usinas já instaladas nos estados do Acre, do Amazonas e do Pará, e uma com projeto aprovado no estado de Roraima, além das regiões do planalto pantaneiro onde já existem plantações há mais de 10 anos e em áreas degradadas.

A decisão foi tomada no último dia 4, após mais de duas horas de reunião entre os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Agricultura, Reinhold Stephanes. Minc considerou o resultado do encontro para tratar do zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar “bom para todo mundo”.

“Estamos preservando, com esse acordo, o bioma amazônico e pantanal, não quebrando a produção já existente e colocando restrições que vão fazer com que ela se adeque à defesa do bioma, e não o contrário”, afirmou, após o encontro, realizado no gabinete de Stephanes.

No planalto pantaneiro apenas será permitido o plantio direto, sem uso de máquinas ou agrotóxicos. Na planície, será proibido qualquer tipo de plantio de cana-de-açúcar. A intenção, segundo os ministros, é diminuir erosões e o assoreamento dos rios.

Segundo Minc, a fiscalização dessas áreas precisa ser feita em conjunto, “porque uma coisa é a filosofia do acordo e outra é o ‘cumpra-se’ do acordo”.

Stephanes disse que o texto do acordo será encaminhado ao Palácio do Planalto para que seja analisado e depois tomadas as medidas necessárias a sua execução, o que pode levar até um mês. (Danilo Macedo / Amazonia.org)

Fonte: Sbef News

A Primeira Feira Internacional da Eletricidade acontecia em Paris em 1881

Milhares de lâmpadas acenderam, de uma só vez, em 10 de agosto de 1881, no parque de exposições da Feira Internacional da Eletricidade em Paris. O público entusiasmou-se com as "estrelas" ou "luminárias de Edison".

Segundo Karl Bienek, que há anos se ocupa com a história da lâmpada incandescente e da energia elétrica, uma das sensações da 1ª Feira de Eletricidade de Paris foi o estande em que as pessoas podiam ligar e desligar uma lâmpada. Tratava-se de uma fascinante novidade na época. "A feira de 1881 foi decisiva para a introdução da luz e de outras formas de uso da eletricidade", diz.

Hoje é quase inimaginável que alguém possa viver sem energia elétrica. Em 1881, isso era bem diferente. A energia elétrica era praticamente inexistente, uma realidade que mudou depois da feira de Paris. As lâmpadas de Edison foram apenas o começo. O inventor norte-americano, porém, deixou claro aos europeus que a nova luz significava o início de uma nova era.

De Goebel a Edison
No entanto, o inventor da lâmpada incandescente não foi Thomas Alva Edison (1847-1931) – como se acredita – e sim o mecânico alemão Johann Heinrich Goebel (1818–1893). Emigrado para os Estados Unidos em 1848, ele usou em 1854 as fibras de bambu de sua bengala como filamento.

Ligadas nas extremidades por meio de arames de aço, elas se transformavam em condutores de energia elétrica. Em ampolas de vidro transparente, as fibras de bambu chegavam a permanecer acesas por até 200 horas. Goebel logo usou o invento para iluminar sua joalheria em Nova York.

Segundo Karl Bienek, Goebel estava à frente de seu tempo. Ao tentar iniciar a industrialização e a produção em série, não encontrou financiador. Na época, simplesmente não existia demanda por lâmpadas incandescentes.

Faltava também a infra-estrutura tecnológica – como, por exemplo, usinas de eletricidade – para manter a luz em funcionamento. Existiam apenas células galvânicas, que eram muito caras e não tinham a potência para iluminar uma rede de lâmpadas incandescentes.

O mérito de Edison foi transformar a lâmpada incandescente num produto de consumo, o que viabilizou sua produção em série. Ele começou também a desenvolver a tecnologia necessária para o emprego do invento. São dele, por exemplo, as idéias básicas e a construção de um sistema de iluminação elétrica, com motor a dínamo, distribuidor, linhas de distribuição, registrador de consumo, fusíveis, material isolante, interruptores e bocais.

O longo caminho para a comercialização
Apesar de ter sido muito admirada na feira de Paris, a eletricidade ainda demorou a se impor na Europa. Os alemães, por exemplo, continuaram usando lamparinas de petróleo, velas de cera e lampiões a gás para a iluminação em geral.

Somente no início do século 20, a Alemanha percebeu que era possível ganhar dinheiro com a nova tecnologia. Foi aí que Auer von Welsbach revolucionou a lâmpada de Edison, com a introdução do filamento incandescente de metal.

A lâmpada ósmico-wolfrâmica, conhecida pela abreviação Osram, abriu o caminho para o lançamento, em 1912, de lâmpadas com filamento totalmente à base de tungstênio no mercado alemão. A tecnologia básica da lâmpada incandescente, portanto, foi desenvolvida de 1854 a 1912. E, com ela, a eletricidade conquistou as casas e as ruas da Alemanha e da Europa. (Jens Teschke (gh) )

Fonte: DW

Gordura corporal central e resistência à insulina em adolescentes obesos pós-púberes

Body trunk fat and insulin resistance in post-pubertal obese adolescents

Resistência à insulina

Um estudo realizado com adolescentes obesos demonstrou a relação entre distribuição da gordura corporal e resistência à insulina, distúrbio que foi verificado em 57,1% dos participantes.

A resistência à insulina é uma desordem metabólica que pode aumentar o risco de doenças crônicas. Segundo os pesquisadores, a gordura do tronco foi significativamente associada com o problema, demonstrando a importância clínica da obesidade abdominal durante a adolescência. O trabalho encontrou também valores elevados de insulina em 40,2% dos adolescentes pós-púberes.

"Os resultados obtidos reforçam a importância do controle de peso para a saúde dos adolescentes tendo em vista as complicações metabólicas apresentadas e o aumento no risco de doenças e agravos não transmissíveis, como diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares", disse a primeira autora do estudo, Luana Caroline dos Santos, professora adjunta de Nutrição da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O trabalho foi publicado na revista São Paulo Medical Journal, tendo como outros autores os professores Isa de Pádua Cintra e Mauro Fisberg, da Universidade Federal de São Paulo, e Lígia Araújo Martini, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP).

Participaram da pesquisa, resultado da tese de doutorado defendida por Luana na FSP-USP, 49 adolescentes obesos – 12 meninos e 37 meninas – com média de idade de 16,6 anos e média de índice de massa corpórea (IMC) de 35 kg/m². Ficaram de fora jovens com doenças crônicas, que tomassem medicamentos alteradores de peso, glicose e do metabolismo lipídico ou que apresentassem peso acima de 120 quilos.

Segundo o estudo, os resultados permitem relacionar o acúmulo de gordura, sobretudo aquele localizado na região central, com a resistência à insulina.

"Identificamos que a obesidade, mesmo em idades precoces, altera o controle metabólico do organismo e aumenta a possibilidade de desordens como a resistência à insulina", disse Luana, ao destacar que a população de estudo se constituía de adolescentes clinicamente saudáveis e que apresentava excesso de peso ainda sem tratamento.

Mudanças alimentares
De acordo com Lígia Martini, orientadora da pesquisa, a resistência à insulina que acomete os adolescentes é similar à verificada em adultos, inclusive com elevação do risco de ocorrência de diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.

"O problema é mais fácil de ser tratado quanto mais precocemente for verificado e envolve mudança de modos de vida, incluindo a prática de atividade física, e a adoção de uma dieta equilibrada para redução e controle do peso. Em alguns casos, pode ser necessária a inserção concomitante de terapia medicamentosa", disse a professora do Departamento de Nutrição da FSP-USP.

Segundo ela, o aumento da ocorrência da resistência à insulina verificado nas últimas décadas se deve à chamada transição epidemiológica, caracterizada pelo aumento nas taxas de mortalidade específica por doenças transmissíveis e pela redução das não transmissíveis, por mudanças de hábitos alimentares e pelo aumento da obesidade. Além disso, pesou também o acelerado envelhecimento da população e a rápida difusão de hábitos e comportamentos, atribuída ao processo de globalização.

"A mudança dos hábitos alimentares verificada na população brasileira certamente representa o fator de maior impacto nesse quadro, associado ao aumento da inatividade física. Os fatores genéticos também são importantes, mas são responsáveis por menos de 10% dos casos de resistência à insulina", afirmou.

Gorduras localizadas
O estudo avaliou a composição corporal de gordura e músculos. Para medir o consumo de alimentos, os participantes anotaram por três dias não consecutivos os alimentos consumidos, incluindo líquidos e suplementos alimentares. A resistência à insulina foi calculada pelo índice Homa-IR (Homeostasis Model Assessment of Insulin Resistance).

"Essa metodologia foi escolhida considerando os objetivos propostos para o estudo. As limitações eram pequenas, como incapacidade de avaliação de indivíduos com peso superior a 120 quilos ou o esquecimento da anotação de algum alimento no registro alimentar para avaliação do consumo alimentar", explicou Luana.

O maior número de meninas se deveu a maior resposta aos anúncios de divulgação do trabalho. "A obesidade no sexo feminino se caracteriza freqüentemente pela maior deposição de gordura na região glúteo-femural (gordura ginóide), enquanto no sexo masculino a deposição ocorre comumente na região abdominal (gordura andróide). A localização da obesidade na região abdominal está mais relacionada à ocorrência de desordens lipídicas, hipertensão, diabetes e aumento do risco cardiovascular", disse.

Segundo a autora, o estudo prosseguiu com o atendimento interdisciplinar dos adolescentes no Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Unifesp por dez meses, quando se verificou redução significativa da resistência à insulina. Mas os novos dados ainda não foram publicados.

Para ler o artigo Body trunk fat and insulin resistance in post-pubertal obese adolescents, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Rede Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento do Bambu - Redebambu/BR

Rede de pesquisa será criada para uso industrial e artesanal do bambu

Um mercado ainda inexplorado no Brasil e com grande aplicação econômica em diversos países começa agora a ser estimulado com a criação da Rede Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento do Bambu (Redebambu/BR).

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) apoiará financeiramente projetos de pesquisa e desenvolvimento que busquem a inovação e a difusão de conhecimento ambiental e de tecnologias de utilização dos bambus nos setores da construção civil, da indústria de móveis e de outros artefatos.

A China, a Índia, a Colômbia e o Equador têm desenvolvido tecnologias para o aproveitamento do bambu na construção civil, artesanato, alimentação humana e animal. O território brasileiro abriga grande diversidade de gêneros e espécies de bambus, muitos deles não encontrados em nenhuma outra parte, e tem no Acre uma das maiores florestas contínuas de bambu nativo do mundo.

Só na região da costa da Bahia, na região da Mata Atlântica, foram encontrados pelos pesquisadores 22 gêneros e 62 espécies de bambus. Esta diversidade está ameaçada de extinção pela ocupação desordenada do espaço, a expansão da lavoura cacaueira e a retirada ilegal de madeira.

As propostas aprovadas para a Redebambu serão financiadas com recursos de até R$ 1,8 milhão e possibilitará ao País uma oportunidade de avançar nessa área com reflexos positivos em pesquisa, tecnologia, capacitação de pessoal, especialmente nos setores ambiental e socioeconômico. A rede também promoverá a cultura do bambu no Brasil. (veja aqui como participar)

Linhas de pesquisa
Serão financiados projetos de pesquisa e desenvolvimento que envolvam pelo menos uma das seguintes linhas de pesquisa: elaboração de protótipos de produtos de bambu (laminados colados, contraplacados e outros produtos consorciados com madeira; desenvolvimento de técnicas experimentais e industriais, abrangendo a colheita, armazenagem, secagem, imunização, tratamento e produção; adequação e desenvolvimento de meios experimentais e industriais de aplicação do bambu (máquinas, ferramentas, equipamentos e infra-estrutura laboratorial; e desenvolvimento de métodos facilitadores de sistemas de parcerias, de cooperativismo e de inclusão no mercado.

O CNPq recebe as propostas até 22 de setembro, que devem ser apresentadas sob a forma de projeto e encaminhadas exclusivamente via internet, por intermédio do Formulário de Propostas Online, disponível aqui. (Assessoria de Comunicação do CNPq)

Fonte : Agência CT

Parque Zoobotânico do Goeldi comemora 113 anos

O Parque Zoobotânico do Museu Emílio Goeldi completa 113 anos e o aniversário será comemorado com diversas atividades

O Parque Zoobotânico (PZB) do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT) completa 113 anos no dia 15 de agosto. O aniversário de um dos mais disputados espaços de lazer da cidade de Belém (PA) será comemorado durante o mês de agosto, com a realização de diversas atividades lúdico-educativas sobre o tema "Diversidade: a natureza, a cultura e as pessoas", além de palestras sobre a importância do Parque para a conservação da biodiversidade. Composta por oficinas, trilhas, contação de estórias e apresentação de teatro de bonecos, a programação é destinada aos visitantes do Parque em geral, com atenção voltada, em particular, para crianças e adolescentes portadores de necessidades especiais.

Aberto ao público, o Museu programou também um ciclo de palestras sobre o Parque que acontecerá nos dias 28 e 29 de agosto, das 14 às 17 horas, no Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira, à Avenida Magalhães Barata, 376. O objetivo do evento é apresentar experiências positivas desenvolvidas em áreas verdes públicas, discutindo temáticas como: gestão participativa de áreas protegidas, manejo do uso público do Parque Zoobotânico, além da importância da Coleção Florística do Parque e a diversidade de plantas ornamentais da Amazônia.

História
Criado em 1895, pelo naturalista suíço Emílio Goeldi, o Parque Zoobotânico é tombado como Patrimônio Histórico Nacional e Estadual. Em seus 5,4 hectares, o Parque abriga significativa mostra da fauna e flora amazônica. Sua diversificada vegetação é composta por 480 espécies botânicas, na qual se destacam as árvores de grande porte, como a samaumeira, o visgueiro, o ipê, que florescem nessa época do ano, além de espécies ameaçadas de extinção, dentre as quais o mogno. A fauna livre é outro atrativo: cotias, garças, guarás, preguiças e outras espécies da fauna amazônica convivem livremente com os visitantes. O jacaré-açu "Alcindo", as onças-pintadas, os macacos, os quelônios, além de um novo morador "Irê", ariranha-macho que chegou para fazer par com "Yara", são atrações que encantam adultos e crianças.

Aberto ao público, o Parque recebe, em média, 200 mil visitantes por ano, e conta com o Centro de Visitantes, espaço de informação e de apoio ao público inaugurado em junho, e com o Núcleo de Visitas Orientadas ao PZB (NUVOP), responsável pelo agendamento de visitas de escolas, ambos localizados no andar térreo da Rocinha. Prédio símbolo do Museu Goeldi, a Rocinha abriga exposições de curta e longa duração, como a mostra "Reencontros: Emílio Goeldi e o Museu Paraense", que retrata a passagem do Emílio Goeldi na instituição.

Veja aqui a programação. (Foto / Texto Agência Museu Goeldi)

Fonte: Agência CT

Biocombustíveis tem novos editais

MCT lança editais para apoiar pesquisas com biocombustíveis

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) publicou na edição do dia 8 do Diário Oficial da União, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), dois editais para apoiar atividades de pesquisa e inovação para produção de biocumbustíveis. Ao todo, serão repassados cerca de R$ 9,5 milhões para projetos nas áreas previstas nos editais.

O primeiro edital é direcionado para projetos na área de cultivo de plantas de ciclo curto para produção de biodiesel. As ações integram o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB). O valor total dos financiamentos é de R$ 4,5 milhões. Os recursos são do Fundo Setorial do Agronegócio (CT- Agronegócio). Veja aqui o edital.

O outro edital, que conta com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), selecionará projetos que visam a utilização de co-produtos associados à cadeia produtiva de Biodiesel. As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no valor global de R$ 5 milhões. Veja aqui o edital.

As propostas devem ser submetidas até o dia 22/09. Já os resultados serão divulgados a partir de 24/10 e os projetos serão contratados a partir 24/11. As propostas devem ser apresentadas sob a forma de projeto e encaminhadas ao CNPq, exclusivamente via Internet, por intermédio do Formulário de Propostas Online, disponível aqui.(Assessoria de Comunicação do MCT)

Fonte: Agência CT

2º Seminário Internacional de Avaliação da Educação Superior

A Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes), vinculada ao Ministério da Educação, abriu inscrições para o 2º Seminário Internacional de Avaliação da Educação Superior, que será realizado de 19 a 21 de agosto, em Brasília.

Na ocasião serão apresentadas e debatidas com a comunidade acadêmica as experiências internacionais de avaliação da educação superior, desenvolvidas na Europa e na América do Sul.

Participarão do evento representantes do International Network for Quality Assurance Agencies in Higher Education, da European Association for Quality Assurance in Higher Education e da Red Iberoamericana para la Accreditación de la Calidad de la Educación Superior.

Os especialistas estrangeiros discutirão, com representantes das instituições de educação superior dos países do Mercosul, os impactos e interfaces dos sistemas de avaliação internacionais e nacionais.

Mais informações: portal.mec.gov.br/conaes

Fonte: Agência FAPESP