quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Fapepi lança edital

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi) lançou, nesta semana, edital do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Piauí, no qual concede auxílios financeiros, para dar suporte às pesquisas realizadas no Estado.

As propostas poderão ser apresentadas em qualquer época do ano (Fluxo Contínuo) e os projetos aprovados serão contratados dentro da disponibilidade financeira da Fapepi.

Os pesquisadores interessados em obter este apoio, deverão encaminhar um projeto junto com o formulário (disponível no site da fundação) com os seu dados, para a sede da Fapepi, localizada no Centro Administrativo, Bloco G, Térreo, Av. Pedro Freitas, s/n, bairro São Pedro, CEP: 64.018-200, Teresina – Piauí, no horário das 8h às 13h.

O pesquisador deverá ter currículo atualizado na Plataforma Lattes e está cadastrado na página eletrônica da Fapepi. Será considerada uma única proposta por pesquisador que poderá prever recursos de até R$ 5 mil, que deverão ser aplicados dentro no período de 12 meses.

Veja a íntegra do edital por este link.

Fonte: Gestão CT

Fapern divulga nome de alunos de mestrado e doutorado classificados no Edital Geração do Conhecimento

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (Fapern), entidade associada à ABIPTI, divulgou em seu site os nomes dos 30 alunos de mestrado e doutorado classificados no Edital Geração do Conhecimento. Pelo edital, serão concedidas bolsas e auxílios a trabalhos de conclusão de cursos. O valor global do edital é de R$ 300 mil.

Foram inscritos 148 dissertações e teses, das quais, 11 ficaram em suplência. As pesquisas estão dividias nas áreas de ciências humanas e sociais, ciências da terra e engenharias e ciências da vida. As pesquisas aprovadas são desenvolvidas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa).

Veja a lista dos contemplados por este link.

Fonte: Gestão CT

Sistema Financiar está com acesso gratuito a instituições de Minas Gerais

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) divulgou esta semana que a rede de prospeção de financiadores de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (Sistema Financiar) concluiu a liberação do acesso gratuito ao sistema para 27 instituições de ensino e/ou pesquisa públicas, estaduais e federais, situadas no Estado.

Segundo texto da fundação, a liberação foi possível graças ao acordo de cooperação técnico-financeira, assinado em novembro de 2007, entre a FAP, a Fundação Arthur Bernardes (Funarbe), de Viçosa, e a Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa (Fundep).

O sistema Financiar é um software de busca interativo que disponibiliza informações a pesquisadores e empresários sobre fontes financiadoras para projetos de PD&I, além de bolsas, prêmios, apoio a eventos, entre outras oportunidades.

Histórico
Criado, em 2003, por profissionais da Funarbe, o sistema inicialmente era disponível apenas para funcionários da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Outras instituições demonstraram interesse em adquirir o software, mas os custos de sua implantação e manutenção em outras instituições impossibilitavam a sua distribuição. Em 2005, uma parceria entre a Funarbe e a Fundep permitiu a expansão do serviço a funcionários da UFMG. A ferramenta, então, chegou a outros Estados e o serviço passou a ser comercializado para entidades de todo o país.

Hoje, são mais de 50 assinantes em 13 Estados, entre os quais estão universidades públicas e particulares, empresas, prefeituras, centros de pesquisa e organizações do terceiro setor. A Universidade Federal do Amazonas, a Universidade Federal do Pará, a Fundação Oswaldo Cruz e a Natura são algumas das instituições que utilizam o software.

Os trabalhos de distribuição do sistema no Estado de Minas Gerais, por meio do convênio entre Fapemig, Funarbe e Fundep, começaram no início deste ano.

Acesse o site www.financiar.org.br para mais informações. Entre em contato com a equipe do sistema pelo e-mail. (Com informações da Fapemig)

Fonte: Gestão CT

Ital completará 45 anos no dia próximo dia 28

No próximo dia 28, às 15h30, no Auditório Décio Dias Alvim do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), localizado em Campinas (SP), será realizada uma cerimônia comemorativa do 45º aniversário do instituto.

O Ital, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), também associada à ABIPTI, é vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O instituto nasceu em 1963, com o nome de Centro Tropical de Pesquisas e Tecnologia de Alimentos (CTPTA). Passou a ser chamado de Ital, em 14 de julho de 1969. Foi a primeira instituição pública do país a ser certificada pelas normas ISO 9001 e uma das primeiras a ser recertificada segundo os padrões de normas ISO 9001-2000.

O instituto tem entre os principais objetivos, o desenvolvimento de novos produtos e processos de produção de alimentos, de forma que aumente o poder de competitividade das empresas no mercado interno e externo e que também seja definido padrões e normas a serem adotadas no setor de alimentos.

O Ital funciona na cidade de Campinas, em São Paulo, onde oferece alguns serviços como cursos de especialização, consultoria em processos, inovação, produtividade, segurança e sistemas de embalagem, laudos e pareceres técnicos, perícia em processos de fabricação, comercialização e situações de litígio, além de estudos de vida de prateleira. Ele também tem participação em comissões técnicas nacionais e internacionais, para estabelecimento de legislação, e emite certificados de qualidade de produtos e embalagens para exportação.

O diretor geral do Ital é Luis Fernando Ceribelli Madi, ex-presidente da ABIPTI.

Conheça o Ital no site www.ital.sp.gov.br.

Fonte: Gestão CT

MUSA - Museu vivo na Amazônia procura apoio

Museu vivo na Amazônia
Pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa brasileiros querem adotar um modelo inovador para sediar pesquisas na Amazônia e contribuir para a conservação da biodiversidade ecológica e cultural da região. Para isso, movimentam financiadores e articulam uma rede internacional de apoio à idéia de um museu vivo.

Trata-se do Museu da Amazônia (Musa), iniciativa da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Amazonas (Sect) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que já tem endereço. Será instalado em uma área de 15 km², dos quais 10 km² correspondem à Reserva Adolpho Ducke, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus.

A entrada do museu será feita pelo rio, no lago do Puraquequara, na zona leste da cidade. Da margem do rio até a reserva Ducke será construído o museu. “Temos um plano e diretrizes urbanísticas e agora começaremos a pensar na ocupação e na construção das casas, dos prédios, e o que se fará em cada um deles”, disse Ennio Candotti, coordenador-geral do projeto Musa.

Pensado como um projeto para ser desenvolvido em seis anos, a idéia, segundo ele, é construir um museu que seja espaço de encontro, não de subordinação, entre o conhecimento tradicional e o científico-acadêmico. “Não vemos o Musa como um centro em que os insetos sejam armazenados, mas um espaço preparado para pesquisa em ambientes vivos”, disse o professor da Universidade Federal do Espírito Santo - UFES.

A primeira fase da criação do museu compreende a discussão sobre a formulação do conceito e o modelo de execução, de acordo com Rita Mesquita, pesquisadora do Inpa e uma das idealizadoras do museu. “Queremos uma discussão conceitual sobre o museu”, afirmou.

Daí a importância de reunir em um workshop pesquisadores e representantes de museus, além de instituições de ensino e pesquisa nacionais e internacionais, para compor uma rede de trabalho voltada à consolidação do Musa, necessária para que a iniciativa possa abranger toda a Amazônia.

Na semana passada, cerca de 50 especialistas participaram de um workshop de três dias em Manaus e puderam trocar idéias com um dos maiores especialistas em museus de ciência, Jorge Wagensberg, presidente do Museu de Barcelona.

“Ele tem uma enorme experiência em projetos inovadores. Como o nosso interesse é apresentar um museu com a floresta ao vivo, é preciso pensar e encontrar pessoas que não se espantam com grandes desafios”, disse Candotti.

Wagensberg dirige atualmente um museu em Punta Arenas, no extremo sul do Chile, que usa câmeras e sensores de áudio para monitorar a vida aquática, principalmente de baleias e pingüins. Imagens e sons são apresentados aos visitantes em salas especializadas.

“Um museu de ciência deve ter objetos reais ou a máxima realidade possível. Os objetos devem ser expostos de forma que possam, por exemplo, explicar a história. No caso do Musa, devem contar a história da Amazônia”, disse Wagensberg.

A mesma experiência de uso das tecnologias da informação e da comunicação será desenvolvida no Musa. A proposta é instalar equipamentos eletrônicos em diversos ambientes da floresta para captar sons e imagens de insetos e animais e disponibilizar esse material, em tempo real, na internet e em ambientes de visitação no próprio museu.

Tecnologia e biodiversidade
O museu também será dotado de infra-estrutura para permitir ao visitante passear pela floresta e observar de perto plantas e animais. Segundo Candotti, também serão construídas torres na floresta para que ela possa ser observada por cima das copas das árvores.

Está incluída no projeto, ainda, a construção de um grande aquário para a manutenção de espécies de animais aquáticos da Amazônia. A instalação será construída próxima ao rio e a água passará por um processo de filtragem para garantir a visibilidade aos visitantes.

“Queremos ter ainda câmeras especiais em diferentes freqüências de luzes ultravioleta e infravermelha para que possamos ver o que os insetos e os animais vêem. Vamos nos colocar na pele deles ou nos olhos deles. Isso oferecerá subsídios para a pesquisa científica e também para a observação dos visitantes”, afirmou Candotti.

O modelo de gestão do Musa é uma preocupação entre os pesquisadores que participam do projeto, especialmente a necessidade de autonomia administrativo-financeira frente às gestões governamentais. De acordo com Candotti, a expectativa é que seja criada uma fundação de direito privado que mantenha a gestão distante das mudanças políticas. “Essa é uma proposta que garantiria a perenidade do museu”, disse.

Para Marcílio de Freitas, secretário executivo da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Amazonas, o museu poderia ter quatro princípios básicos: inclusão, liberdade de inovação, historicidade não-linear e valorização das tecnologias.

Ao defender a liberdade de inovação, ele afirma que o museu não pode trabalhar em função de editais. “O Musa deve ser local privilegiado da invenção. Além disso, a forma de apresentar a história no museu não deve ser linear, para sermos mais ousados e representarmos a história não pelo tempo cronológico, mas a partir da sua importância social”, destacou. (* Repórteres da Agência Fapeam )

Fonte: Michelle Portela e Valmir Lima(*)/Agência FAPESP

Celulose como alternativa ao amianto na construção civil


A proibição do uso de amianto vai provocar uma escassez de matéria-prima no aquecido setor de construção civil. As empresas do segmento correm contra o tempo em busca de alternativas, mas avaliam que a produção será insuficiente para suprir a demanda brasileira, estimada em 40 mil toneladas. Isso porque o amianto é quase perfeito para a construção civil. É leve, resistente à água e ao fogo, barato, fácil de transportar e de usar. O único problema é ser mortal. Provoca câncer de pulmão ou uma doença que prejudica todo o sistema respiratório conhecida como asbestose. Por isso, seu uso vem sendo banido dos países desenvolvidos nas últimas décadas. O Brasil deu seu primeiro passo em direção a este grupo no dia 4 de junho passado, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) ratificou uma decisão do Estado de São Paulo de 2007, que proibia a venda de produtos com amianto no território paulista.

A proibição já era esperada e deverá ser implementada em outros estados. Por isso, as empresas do setor agora aceleraram a pesquisa de alternativas que começou há alguns anos. Companhias que nunca haviam pensando em fornecer para o setor de construção também querem abocanhar uma fatia desse mercado. Um bom exemplo é a italiana Radici Fibras, fabricante de fibras para a indústria têxtil, que se prepara para produzir uma fibra acrílica (PAN) para substituir o amianto nas ligas com cimento e concreto.

Com fábrica em São José dos Campos (SP), a Radici investiu R$ 4 milhões na compra dos equipamentos necessários ao novo produto, além de quase R$ 300 mil aplicados em testes desde 2006. Investimentos aprovados, era hora de adquirir os equipamentos, que devem chegar em dezembro, dando condições à empresa de produzir até 10 mil toneladas de fibra acrílica por ano já em 2009.

A ordem é buscar parcerias com empresas que queiram testar o fio acrílico como insumo na produção de itens em fibrocimento - nome dado à mistura entre cimento e fibras, usada principalmente em telhas e caixas d''água. "Nós temos a tecnologia, elas têm o know how", diz Luciano Radici, presidente da empresa. O faturamento no Brasil foi de 100 milhões de reais em 2007, 10% do total mundial, e deve crescer 15% este ano, diz Radici.

Insumos alternativos
Outras 12 empresas do setor também estão procurando opções. A Eternit, dona de 30% do mercado e uma das maiores prejudicadas pela medida, pesquisa fibras alternativas há quase dez anos e destina cerca de R$ 3 milhões por ano ao desenvolvimento de novos produtos. "Se existe demanda para produtos sem amianto, a Eternit vai oferecê-los ao mercado", diz Élio Martins, presidente da empresa. A Eternit possui a terceira maior mina de amianto do mundo, por meio de sua controlada Sama, localizada em Goiás. Mina esta que já foi do grupo francês Saint Gobain e que, por decisão da matriz, deixou o negócio amianto em todo o mundo. Martins diz que o Brasil tem grandes vantagens no uso do amianto, pois as alternativas encarecem em até 60% os produtos de fibrocimento.

Concorrentes menores também estão se mexendo. A curitibana Isdralit, fabricante de materiais de construção, está desenvolvendo o uso de celulose na fabricação das telhas, aperfeiçoando uma tecnologia italiana que comprou há dez anos. Atualmente, a técnica não chega a 10% de suas telhas, mas poderá chegar a toda produção se a proibição paulista se estender para outros estados. "O problema é que custará 40% a mais", diz Alberto Isdra, diretor da Isdralit.

A catarinense Imbralit e a paulista Infibra buscam uma alternativa sustentável para o amianto desde 2001, quando passaram a financiar conjuntamente estudos desenvolvidos pela Universidade de São Paulo (USP). "Essa questão do amianto sempre foi uma faca apontada para a nossa cabeça", diz Gilberto Martim, diretor técnico da Infibra. As duas empresas destinam um total de R$ 30 mil por mês para manter o estudo, que também é apoiado por órgãos estaduais e federais de incentivo à pesquisa.

Escassez de matéria-prima
A principal fibra sintética que substitui o amianto é a resina plástica de polivinil álcool (PVA), utilizada na maioria dos países da Europa, onde a proibição existe há anos. O problema é que a PVA só é produzida na China e Japão e também é um insumo para a indústria têxtil, o que provoca uma escassez aguda. Se somar a alta dos preços do petróleo e os custos logísticos o produto feito com PVA encarece ainda mais.

Esse fenômeno ocorre também com as outras alternativas ao amianto, como a fibra de celulose e a de polipropileno (PP). A PP tem uma vantagem em relação à PVA, por ser produzida no Brasil pela Brasilit, empresa do grupo Saint Gobain. A Brasilit, que era associada à Eternit, também abandonou o amianto no fim do anos 90, seguindo a orientação da matriz francesa. Hoje a empresa produz telhas e caixas d''água de PP em lugar do amianto. Para isso, construiu uma nova fábrica, em 2004, com capacidade para 10 mil toneladas ao ano. Embora auto-suficiente, a Brasilit não tem condições de suprir o mercado inteiro. (Celulose Online / Gazeta Mercantil / Portal do Meio Ambiente)

Fonte: Sbef News

Contribuições das Ciências Sociais ao desenvolvimento científico brasileiro

Teoria e aplicação
Muitas vezes encarada como uma grande área do conhecimento “pouco científica”, as ciências sociais têm muito a contribuir para o desenvolvimento científico no Brasil e no mundo, tanto por suas construções teóricas como por suas aplicações práticas.

Essa foi a tônica de uma mesa-redonda que reuniu especialistas no assunto no 6º Encontro da Sociedade Brasileira de Ciência Política, realizado na semana passada na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Simon Schwartzman, presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IELTS), abriu o debate apresentando uma pesquisa realizada em quatro países, entre eles o Brasil. Foi um levantamento entre grupos de pesquisa em ciências sociais sobre a possibilidade de combinar pesquisa acadêmica de qualidade com pesquisa aplicada relevante do ponto de vista social. A resposta foi negativa na maior parte dos casos.

Para Schwartzman a ciência pura não resulta necessariamente em ganhos práticos para a sociedade. “É freqüente que se invista na pesquisa acadêmica esperando que ela um dia vá gerar resultado prático, mas isso traz dificuldades”, afirmou.

Entre os fatores responsáveis pela falta de efeitos práticos de muitas pesquisas, Schwartzman apontou o sistema de avaliação da produção científica que, para ele, apesar de importante, precisa ser revisto. “Como a avaliação dá ênfase à abordagem acadêmica, acabamos deixando a desejar no lado da aplicação prática”, disse.

Para ele, o modelo de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por exemplo, deve ser repensado, uma vez que “o imenso crescimento da produção científica brasileira não tem se traduzido em benefício para a sociedade”.

Um dos problemas com o modelo de avaliação da Capes, segundo Schwartzman, é que ele está associado às ciências “mais puras”, como química ou física, e “há distorções quando é aplicado às ciências humanas”.

Outro ponto a ser revisto, segundo ele, é o fato de o modelo em vigor não conseguir abranger a multidisciplinaridade vigente na pesquisa científica atual. “Não podemos usar uma camisa-de-força para abarcar tudo o que temos hoje”, destacou.

Realidade mais complexa
Rubem George Oliven, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs), chamou a atenção para o aumento da complexidade do mundo contemporâneo, o que torna o trabalho das ciências sociais muito mais difícil.

“Há algumas décadas os cursos de ciências sociais conseguiam dar conta da realidade. Hoje isso não é mais possível, porque a realidade ficou bem mais complexa”, disse o também professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Oliven apontou uma internacionalização da pesquisa brasileira em ciências sociais. África, países vizinhos e até o distante Timor Leste, na Oceania, já são alvos dos cientistas sociais brasileiros. Mas apontou uma barreira para a internacionalização da pesquisa brasileira em ciências humanas: a língua.

Se, por um lado, a maioria dos cientistas sociais brasileiros escreve em português, limitando a disseminação de seu trabalho pelo mundo, de outro, escrever em inglês poderia afetar o estilo próprio, o que é muito mais determinante nas ciências sociais do que nas outras. “Um artigo de física ou química é muito diferente de um de sociologia. Poderíamos perder o nosso estilo ao escrever em inglês”, disse.

Wrana Maria Panizzi, vice-presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), concordou com a queixa dos pesquisadores presentes em relação aos poucos recursos para a área. “Os recursos para as ciências sociais são realmente menores, mas crescentes”, disse.

Panizzi apresentou os projetos e visões da entidade e revelou pontos que considera importantes para o desenvolvimento do país e que dependem do trabalho do cientista social, como as novas relações de trabalho, o problema da educação, a violência, as novas estruturas rurais, as organizações sociais, a emancipação feminina e a inclusão social.

Missão da universidade
Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, salientou que o modelo da universidade pública é muitas vezes visto com um certo “utilitarismo tecnológico” com duas vertentes básicas: uma de direita, que defende o papel das universidades como geradoras de inovação para as empresas; e outra de esquerda, que vê a instituição pública como geradora de conhecimento para redução da pobreza.

“Não devemos perder de vista que o grande impacto que uma universidade tem em uma sociedade não vem das descobertas científicas feitas lá, mas dos estudantes que são educados na instituição”, afirmou.

Brito Cruz criticou um ranking de universidades chinesas que contabiliza números de artigos, prêmios recebidos, impactos das pesquisas, mas não cita quantos alunos são formados por aquelas instituições. Para ele, as instituições de pesquisa governamentais com missão dirigida, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e o Instituto Agronômico de Campinas, por exemplo, são os locais mais privilegiados para o desenvolvimento da pesquisa aplicada.

“A missão das universidades é a educação com apoio da pesquisa. Claro que é importante que essa pesquisa tenha aplicações quando puder, mas não podemos avaliar a universidade pelas descobertas que ela vai gerar”, afirmou.

Brito Cruz apontou três relevâncias da ciência moderna que são importantes para a sociedade e chamou a atenção para a última. “A ciência, por meio de suas descobertas, pode deixar o cidadão mais rico. Ela também pode deixar o cidadão mais saudável. Mas a terceira relevância, mais significativa e freqüentemente esquecida, é fazer o ser humano ficar mais sábio”, disse.

Fonte: Fábio Reynol / Agência FAPESP

Workshop: Incentivos à Inovação Tecnológica - A Lei de Inovação e a Lei do Bem

A partir dos conceitos de inovação e a visão do Modelo de "Open Innovation", apresentará os principais pontos da Lei de Inovação, o que pode-se extrair dela e a estruturação de NITs em instituições e empresas decorrente desta política.

Serão abordados os principais pontos da Lei do Bem, mostrando a sua relação com a Lei de Inovação e discutindo os principais incentivos fiscais à pesquisa tecnológica e ao desenvolvimento de inovação tecnológica nela contido, incluindo aplicabilidade destes incentivos e estudo de caso. Será dada ênfase à caracterização e enquadramento do projeto como Inovação Tecnológica, apoiados em conceitos sólidos de Processos de Inovação e Política Cientifica e Tecnológica.

Será apresentada uma metodologia de enquadramento de projetos em inovação tecnológica e de estruturação dos processos contábeis para segregação da contabilidade em conformidade com a lei.

Mais informações: www.anpei.org.br

Fonte: ANPEI

1º Encontro de Segurança Alimentar do Sul da Bahia

O 1º Simpósio de Doenças Infecciosas e o 1º Encontro de Segurança Alimentar do Sul da Bahia serão realizados de 18 a 20 de agosto, na Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus (BA). O prazo para envio de resumos de trabalhos aos dois eventos termina no dia 10 de agosto.

O objetivo é promover a interação entre estudantes e profissionais das áreas de ciências biológicas e médicas no debate de questões relativas à aplicação de inovações tecnológicas na promoção da saúde e no desenvolvimento do conhecimento em segurança alimentar e doenças infecciosas.

“O papel da vigilância sanitária na fiscalização da segurança dos alimentos em Ilhéus”, “Implantação de boas práticas de fabricação em redes varejista de alimentos”, “Hepatites x infertilidade” e “Proteoma em modelo de leishmaniose” serão temas em discussão nos dois encontros.

Mais informações: www.doencasinfecciosas.com.br

Fonte: Agência FAPESP

Em 1813 Bolívar libertava Caracas

Em 6 de agosto de 1813, Simón Bolívar cumpriu uma promessa que fizera em 1805 a seu antigo mestre Simón Rodrigues em Roma: livrar a Venezuela do jugo colonial espanhol.

A libertação de Caracas em 1813 foi apenas um episódio das idas e vindas, glórias e fracassos na vida de Bolívar. Nascido em Caracas, de família pertencente à elite crioula, José Antonio de la Santíssima Trindad Simón Bolívar y Palácios (1783–1830) foi educado por um discípulo de Jean-Jacques Rousseau.

Sua família vivia na América há mais de 200 anos. Aos 16 anos, Bolívar foi mandado para a Espanha, para estudar. Lá, ele se casou em 1801. Foi também na Europa que manteve os seus primeiros contatos com movimentos revolucionários.

De volta à Venezuela, em fins de 1806, ligou-se a grupos liberais e integrou a Junta de Governo que, em 1810, substituiu a autoridade espanhola na colônia. Foi o primeiro governo constituído na América Latina sem a interferência da potência colonizadora.

Napoleão como ídolo
Admirador de Napoleão Bonaparte, Bolívar queria fazer na América do Sul o que o general francês fizera na Europa: construir um grande império. Em 1811, participou das campanhas que levaram à frustrada proclamação da independência da Venezuela, em 5 de julho de 1811.

Fracassada essa primeira revolta venezuelana, Bolívar refugiou-se em Curaçao e Cartagena, onde publicou um dos primeiros manifestos revolucionários latino-americanos. Ali, ele assumiu também o comando das forças rebeldes que em 1813 tomaram Caracas.

No ano seguinte à tomada de Caracas, sofreu várias derrotas em batalhas contra os espanhóis e os llaneros do ex-pirata Boves: a Venezuela caiu novamente nas mãos dos colonizadores. Desta vez, Bolívar refugiou-se no Caribe, onde lançou a célebre Carta da Jamaica, em defesa da emancipação americana. Nesse documento, projetou um Estado que reunisse a Venezuela, Nova Granada e o Reino de Quito, sob forma republicana. Propôs a união dos povos americanos, tendo por centro o Panamá.

Nova Granada e Carabobo
Em maio de 1819, Bolívar liderou um "exército de libertação" de 2.500 homens, que atravessou as florestas tropicais venezuelanas e os Andes, para auxiliar os revoltosos de Nova Granada. Ali, o poderio espanhol foi destroçado em agosto do mesmo ano.

Dois anos depois, em 24 de junho de 1821, Bolívar empreendeu a sua última campanha contra os espanhóis na Venezuela. Comandou 5 mil patriotas reforçados por um pequeno batalhão de soldados britânicos, que enfrentaram cerca de 7 mil espanhóis na planície de Carabobo, cerca de 100 km a sudoeste de Caracas, na principal batalha pela independência da Venezuela.

Cinco dias depois, o "Libertador" entrou pela segunda vez vitorioso em Caracas. A batalha de Carabobo consolidou o mito de Simón Bolívar. Mas ainda seriam necessários mais cinco anos de lutas até à vitória decisiva sobre os espanhóis. A revolta contra a metrópole fora inspirada pela Revolução Francesa e favorecida pela ocupação da Espanha por Napoleão Bonaparte.

Inspiração duradoura
À frente de seu exército, Bolívar atravessou a cordilheira dos Andes, tomou Bogotá e proclamou a República da Colômbia (união da Venezuela e de Nova Granada), da qual foi eleito presidente. Ele comandou também as guerras de independência do Equador, do Peru e da Bolívia. Em 1826, era o chefe supremo do Peru e acumulava a presidência da Colômbia e da Bolívia.

Herói de mais de 200 batalhas, Simón Bolívar ainda hoje é lembrado como o grande "Libertador" e precursor da política de integração latino-americana. Seus escritos, discursos, proclamações e cartas são a grande herança política da América hispânica.

Suas análises das condições de vida e das necessidades políticas das colônias fazem dele um dos mais sábios observadores do seu tempo. Ele previu com extraordinária precisão a seqüência das lutas pela democracia em cada uma das unidades políticas do velho império espanhol da América.

Simón Bolívar morreu em 17 de dezembro de 1830 sem realizar seu grande sonho: a unificação da América hispânica. Embora duramente criticado em vida e após a morte, foi sem dúvida um dos grandes líderes revolucionários do final do século 18 e início do século 19.

Fonte: Geraldo Hoffmann / DW

Prêmio Scor para jovem pesquisador tem inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para seleção de jovem pesquisador que participará da Reunião Comemorativa de 50 anos do Comitê Científico de Pesquisas Oceânicas (Scor). O encontro será realizado no Woods Hole Oceanographic Institute Massachusetts (Estados Unidos), entre os dias 20 e 24 de outubro. As despesas de viagem e estadia são custeadas pelo Comitê Científico. As inscrições terminam no dia 15 de setembro. O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 10 de outubro, e a partida para a Reunião Scor acontecerá no dia 19 de outubro.

No Brasil, a seleção do pesquisador será realizada pela Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia (Seped/MCT), por meio da Coordenação para Mar e Antártica (Coma). A avaliação dos candidatos inscritos será realizada por membros que compõem o Comitê de Ciências do Mar até a data prevista no convite. Ao fim da análise das propostas, a Coma entrará em contato com o candidato escolhido para que seja feita sua inscrição junto ao Scor. O candidato selecionado deverá apresentar sua pesquisa durante o Simpósio Scor, em forma de pôster, enviando cópia dessa apresentação para a Seped/Coma.

Pode participar do processo de seleção o pesquisador que tenha recebido título de doutor há, no máximo, três anos, ou seja, a partir de outubro de 2005; que tenha produção científica de qualidade; proficiência da língua inglesa. Todas as propostas relacionadas às áreas de Ciências do Mar serão consideradas para efeito de avaliação na respectiva seleção.

Os interessados devem encaminhar carta de inscrição (contendo nome, identidade, endereço e demais informações), instituição à qual está vinculado, 1-2 parágrafos com áreas de interesse em pesquisa e razão para inscrição no evento; cópia do diploma em PDF; CV Lattes atualizado. Também é preciso enviar a proposta/projeto em PDF para o e-mail . Veja aqui o endereço para correspondência.

Saiba mais sobre o Scor aqui. (Assessoria de Comunicação do MCT)

Fonte: Agência CT

Prêmio da APDIC pelo desenvolvimento de aços especiais de alta liga vai para a Villares Metals

O prêmio foi instituído em 2003 para reconhecer, mundialmente, a organização industrial ou comercial que se destacasse pela aplicação de diagramas de fases e de termodinâmica no desenvolvimento de seus produtos, processos ou negócio.

O que levou a APDIC à decisão de conceder o prêmio à Villares Metals foi seu trabalho realizado ao longo de mais de 40 anos na combinação do uso de diagramas de fases, de informações termodinâmicas e de experimentos críticos, que trouxeram inúmeras inovações para a melhoria do processamento e da qualidade de aços especiais de alta liga.

Os estudos e experimentos, realizados pelo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Villares Metals, levaram ao aperfeiçoamento de aços para válvulas com controle excepcional de sua composição química e de inclusões não-metálicas, bem como em aprimoramentos em composições de aços para ferramentas para trabalhos a frio e a quente que resultam em vidas úteis mais longas e desempenho melhorado. Além disso, trouxeram também avanços nos processos de refusão sob escória e refusão sob vácuo, incluindo a introdução do controle do teor de hidrogênio no processo "electroslag" na década de 1970 e outros desenvolvimentos na área de controle de processo, que expandiram as famílias de ligas refundidas e aumentaram sua qualidade.

Em anos anteriores receberam o prêmio a Nippon Steel Corporation, o IRSID (atualmente ARSA - ArcellorMittal) e, em 2007, a Rolls-Royce plc.

A APDIC, formada nos Estados Unidos em 1986, coordena internacionalmente as atividades de avaliação de diagramas de fases de ligas e dissemina essas informações, promovendo sua aplicação em todo o mundo, tanto na Indústria como na academia. A entidade é presidida atualmente pelo professor André Luiz da Costa e Silva, da Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta Redonda, da Universidade Federal Fluminense.

A organização reúne 17 organizações de 22 países, inclusive o Brasil, que é representado pelo Comitê Brasileiro de Diagramas de Fases de Materiais, criado em 1998 com o apoio da Associação Brasileira de Metais e Metalurgia (ABM).

Desde a sua criação, a APDIC já participou da publicação de mais de 50 volumes na área de diagramas de fases de ligas e promoveu seminários internacionais, o último deles realizado no Brasil durante o Congresso Internacional da ABM de 2006, no Rio de Janeiro.

Fonte: ANPEI